Rui Fernando Nascimento Borges, nasceu em Lisboa a 14 de Dezembro de 1973. Futebolisticamente conhecido apenas pelo primeiro e último nome (Rui Borges), este 'pequenino' jogador, começou a jogar futebol no Estrela da Amadora, tendo representado os 'Tricolores' nos escalões de Infantis e Iniciados.Saiu já Juvenil, rumo ao Futebol Benfica, onde cumpriu uma temporada. O seu segundo ano de juvenil foi cumprido no Damaiense, tendo depois abandonado o clube da Damaia rumo ao Casa Pia, para cumprir os dois anos que lhe restavam para concluir a etapa da formação.
Fez sucesso nos juniores do clube casapiano, tendo sido aposta da equipa técnica sénior, para a temporada 92/93, numa altura em que o Casa Pia competia na III Divisão Nacional. Na época seguinte, Rui Borges ajudaria os casapianos a ascenderem à II Divisão B.
Na II Divisão B, Rui Borges deu nas vistas, tendo sido um dos pilares da equipa, que terminou o campeonato na sexta posição. Nessa equipa, jogavam também Pedro Simões (ex Estrela da Amadora) e Cavaco (ex Farense e Boavista).
As suas boas exibições, valeram-lhe uma transferência para a cidade do Porto, mais concretamente para representar o Boavista. Na I Divisão, estreou-se à jornada três, ao entrar aos 75' minutos no Bessa frente ao Gil Vicente, numa partida que os axadrezados venceram por 3-0. Antes, havia sido suplente não utilizado nas duas primeiras jornadas da Liga: Belenenses (casa) e Sporting (fora).
No entanto, aquele que terá sido o grande momento de Rui Borges, enquanto jogou de xadrez, foi à jornada trinta, na recepção ao Marítimo, quando o esquerdino apontou à passagem do minuto 17', o único golo da partida.
Tudo somado, Rui Borges participou em dez jogos pelo Boavista na I Divisão, e apontou um golo.
Em 1996, saiu para o Ac. Viseu que disputava a Liga de Honra, tendo apontado dois golos, em vinte e oito jogos. O Académico manteve-se, mas Rui Borges saiu.
O destino foi o União de Lamas, que vinha de uma temporada tranquila (foi sexto em 96/97). Ao serviço dos lamacenses, Rui Borges, participou em vinte e nove jogos e apontou cinco golos, mas desta feita, o U. Lamas não ficou nos lugares cimeiros da prova (foi décimo quarto).
Ao serviço dos ribatejanos, Rui Borges, completou quatro temporadas, todas elas na I Divisão, tendo participado num total de cento e dezanove jogos e marcado treze golos.
A descida do Alverca em 01/02, fez com que Rui Borges se mudasse para Belém, para representar o Belenenses. Alinhou pela turma do Restelo durante duas temporadas, tendo participado em trinta e nove jogos, e apontado apenas um golo na principal liga do nosso futebol.
Pouco utilizado em 03/04, saiu rumo ao clube que o viu nascer para o futebol: o Estrela da Amadora, que competia na Liga de Honra. Rui Borges participaria em vinte e cinco jogos, tendo marcado quatro golos, ajudando de forma preciosa à subida dos 'Tricolores' à SuperLiga.
Manteve-se na Reboleira por mais duas temporadas (05/06 e 06/07), ajudando o 'seu' Estrela a conseguir a manutenção em ambas as ocasiões.
Porém, em 2007, partiu em direcção ao Norte, para abraçar um desafio chamado Trofense: os da Trofa queriam ascender à Liga Sagres, e reforçaram-se com um vasto leque de jogadores experientes, como Bessa, Ricardo Nascimento, Paulo Lopes, Pinheiro entre outros.
Rui Borges participou em vinte e seis jogos, e marcou dois golos, que ajudaram à tão desejada subida do Trofense. Na Liga Sagres 08/09, Rui Borges, fez curiosamente o mesmo número de jogos e golos, como aquando da sua passagem pelo Bessa em 94/95: dez jogos (três como titular) e um golo.
Esta temporada, reforçou o Vizela que compete na II Divisão B, mas problemas com a direcção do clube vizelense, mais concretamente com o presidente do clube, levaram Rui Borges a rescindir o contrato. O jogador participou em quatro jogos, não tendo apontado qualquer golo.
Depois de ultrapassada a situação problemática com o Vizela, Rui Borges colocou um ponto final na sua carreira, sendo agora o responsável pelas Escolinhas do Colégio da Trofa.
Rui Borges era de baixa estatura (apenas 1,66 de altura), mas compensava na sua atitude, na sua entrega ao jogo e no seu esforço. Usava preferencialmente o pé esquerdo (o seu mais forte) e jogava na posição de extremo esquerdo.
Agradecimento: ForaDeJogo.net pelas fotos
Breve resumo de uma história de vida desportiva bonita...
ResponderEliminarParabéns Rui.
A dedicação a uma profissão, a um desporto, a uma forma de estar que sempre pautou pelo respeito, seriedade e profissionalismo, faz-me continuar acreditar que é possivel estar, amar e ter sucesso no futebol com os principios que identifico em ti.
Um abraço amigo.
Luis Cardoso