Cento e vinte minutos de jogo, não chegaram para que se encontrasse um vencedor da eliminatória entre Udinese e Sp. Braga. Mas nos penaltis, os bracarenses não vacilaram e venceram por 5-4.
Quer então isto dizer, que os minhotos irão estar pela segunda vez na sua história, presentes na fase de grupos da Liga dos Campeões, depois de novo empate a uma bola no tempo regulamentar.
O Braga apresentou-se em Udine sem medo, mas acima de tudo, com muita posse, e muita circulação de bola, fazendo os italianos correrem atrás dela - como eles gostam, certo?
Ainda nem dez minutos de jogo estavam cumpridos, quando Lima já aparecia na cara de Brkic, com o guardião sérvio a evitar o primeiro para os bracarenses.
Mas tal como havia acontecido em Braga há uma semana, a Udinese marcou contra a corrente de jogo: 26' minutos decorridos, Dusan Basta a entrar na área e a cruzar para o segundo poste, onde Armero solto de marcação, cabeceou para o 1-0.
Um golo minhoto igualava a eliminatória, e foi a pensar nisso que Peseiro trocou de Rúben aos 60' minutos, tirando Amorim e lançando Micael, com o médio madeirense a revelar-se decisivo na partida.
Antes da substituição, o Braga teve duas oportunidades para marcar, primeiro por Salino que atirou de pé esquerdo para fora, e depois por Hugo Viana na marcação de um livre indirecto.
A Udinese respondeu aos 58' minutos, quando Armero apareceu isolado na cara de Beto e com tudo para fazer golo, pontapeou...a relva. Lance, no mínimo, caricato.
O Braga reagiu e Hugo Viana na marcação de um livre directo, obrigou Brkic a defesa apertada para canto. Estava dado o mote para o que viria a seguir.
Minuto 71', Mossoró entra na grande área da Udinese, remata para defesa de Brkic, insiste na jogada, cruza para trás, e Rúben Micael de cabeça, a empatar.
A Udinese acordou e tentou responder ao golo minhoto, mas era o meio-campo bracarense que mais trabalhava, e melhor jogava. Sem grandes lances dignos de registo, o jogo foi para prolongamento, e no prolongamento, Lima teve uma ocasião de ouro para desfazer a igualdade, chegando ligeiramente atrasado a um cruzamento de Rúben Micael na esquerda.
Vieram os penaltis, e um acto inadmissível neste tipo de jogos, por parte de Maicosuel: o jogador da Udinese marcou 'à Panenka' e Beto segurou. Foi o único penalti falhado em dez tentativas, cabendo a Rúben Micael converter o penalti decisivo. Caso para dizer, que o internacional português entrou para fazer história. E fez.
Nos outros jogos, o Málaga de Eliseu e Duda eliminou o Panathinaikos de Jesualdo Ferreira e Zeca, o Dinamo Zagreb de Tonel qualificou-se com um golo do central português, e a armada-lusa do AEL Limassol do Chipre, foi eliminada pelo Anderlecht.
Ficha de Jogo:
Jogo realizado no Estádio Friuli, em Udine
Quarteto de arbitragem composto por: Bjorn Kuipers (Árbitro Principal - Holanda); Sander Van Roekel e Erwin Zeinstra (Árbitros Assistentes); Berry Simons (Quarto Árbitro)
Udinese (3-5-2): Brkic; Benatia, Danilo e Domizzi; Basta, Williams (Badu 45'), Pinzi, Roberto Pereyra (Pasquale 68') e Armero; Fabbrini (Maicosuel 81') e Di Natale.
Treinador: Francesco Guidolin. Suplentes Não Utilizados: Pawlowski; Coda, Muriel e Heurtaux.
Sp. Braga (4-2-3-1): Beto; Salino, Douglão, Paulo Vinicíus e Ismaily; Custódio e Hugo Viana; Rúben Amorim (Rúben Micael 60'), Mossoró (Éder 107') e Alan (Paulo César 94'); Lima.
Treinador: José Peseiro. Suplentes Não Utilizados: Quim; Nuno André Coelho, Djamal e Carlão.
Disciplina:
Amarelos: Pinzi 61'; Di Natale 75'; Mossoró 103'.
Marcador: 1-0 Armero 25'; 1-1 Rúben Micael 71'.
Marcha dos penaltis: 1-0 Domizzi; 1-1 Lima; 2-1 Pinzi; 2-2 Custódio; Maicosuel falhou; 2-3 Éder; 3-3 Armero; 3-4 Paulo César; 4-4 Di Natale; 4-5 Rúben Micael.


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