quarta-feira, 31 de março de 2010

Rio Ave: André Geraldes (Maia Lidador) é o primeiro reforço.

O Rio Ave chegou ontem, a acordo com o FC Maia Lidador, para a contratação de André Geraldes, não sendo ainda conhecido o valor da transferência.
O jovem lateral direito (na foto, representando os Juvenis do FC Maia), conta apenas 18 anos, e tem ainda idade de júnior (nasceu em 1991). No entanto, é uma das pedras fulcrais na equipa maiata, que disputa a 2ª Divisão Série 1 da AF Porto.
Geraldes assinou contrato até 2013, sendo esta contratação uma prova que em Vila do Conde já se trabalha a pensar na próxima temporada.
É, também de "louvar" o departamento de "scouting" dos vilacondenses que descobriu um jovem com valor e com um futuro promissor pela frente, a competir nos Distritais, e que no seu 2º ano de júnior, é titular indiscutível na equipa Sénior.
Diz quem o conhece, que Geraldes apesar de ser um lateral que "goste de subir", é bastante forte a defender, sendo por isso, poucas vezes surpreendido.
Nascido a 2 de Maio de 1991, André Geraldes de Barros, dá assim um salto gigante na sua carreira, ao passar da última divisão distrital para a principal liga de futebol em Portugal.

terça-feira, 30 de março de 2010

CRC Lageosa: Jogar futebol apenas por amor à camisola.

Na Lageosa do Mondego, distrito da Guarda, longe vai o tempo dos ordenados chorudos.
A época 2009/10 estava à porta, e o vazio directivo apoderava-se do clube. No entanto, um grupo de amigos (tal como o considera Joel Martins, jogador/director da Lageosa), "entrou" em cena, a tempo de o clube participar na 1ª Divisão Distrital da AF Guarda.
O plantel esse não é composto por "vedetas", mas sim por jogadores da terra e por alguns de freguesias vizinhas, que jogam apenas por amor à camisola, já que o Lageosa não tem orçamento para salários.
As limitações são várias, e as contrariedades também, pois formar um plantel nas condições referidas não é fácil.
Além de Joel Martins, também Fernando Nunes e Daniel Lobo, são jogadores e directores em simultâneo. Tudo isto por amor ao clube.
Até agora, em 20 jogos, os "Bravos" da Lageosa não conseguiram mais do que...20 derrotas, tendo marcado apenas 14 golos e sofrido 124.
Joel Martins, guarda-redes do Lageosa, disse no ReporTv (programa transmitido pelo canal desportivo, SportTv), que no que "depender dele o clube nunca acabará".
No plantel da Lageosa, destaca-se Brazete, que aos 44 anos, e depois de ter representado o Famalicão, na 1ª Divisão Portuguesa nas temporadas 90/91 e 91/92, ainda dá uma ajudinha ao Lageosa. Ou pelo menos, tenta.
Além da equipa sénior, também as camadas jovens sofrem com a crise.
A falta de apoios, a somar à pouca adesão dos jovens da terra, levou a um facto que em anos anteriores não aconteceria: o Centro Recreativo e Cultural da Lageosa do Mondego, não tem agora qualquer equipa a competir nas camadas jovens.
Além dos Seniores, na Lageosa compete apenas a equipa feminina, projecto pioneiro na região.
Grande parte deste plantel, joga futebol federado pela primeira vez, e as dificuldades são acrescidas, como seria de esperar.
No passado fim de semana, a equipa feminina da Lageosa, não compareceu ao desafio frente ao SC Sabugal.
Curiosamente, no futebol masculino, o adversário da Lageosa, foi também o SC Sabugal, mas aí, já houve jogo, e o resultado final foi (muito) desnivelado: 1-12.
Mas não se pense, que os Homens da Lageosa facilitam as coisas, como os resultados podem parecer.
No passado dia 21 de Março, disputava-se a 19ª Jornada do campeonato, e o Lageosa deslocou-se ao terreno do penúltimo classificado, o Celoricense.
O resultado final foi um imprevisível, 6-5. Que grande jogo entre os dois últimos. Convém referir que antes deste jogo, o Celoricense apenas havia somado 5 pontos.
Na Lageosa sobrevive a esperança, de pelo menos conquistar, uma vitória até ao fim do campeonato. Faltam 6 jornadas e tudo pode acontecer.
Mas, o importante é terminar o campeonato com dignidade, e faço uso das palavras de Joel Martins para "fazer" um apelo aos adeptos do Lageosa: Não deixem acabar o clube.

domingo, 28 de março de 2010

Hulk regressou em grande.

Mais de 3 meses depois, Hulk regressou aos relvados, depois do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol ter reduzido o seu castigo de 4 meses para apenas 3 jogos. Castigo esse, que havia sido imposto pela Comissão Disciplinar da Liga.
O "Incrível", alinhou de início no jogo em que os Dragões derrotaram há pouco o Belenenses, no Restelo, por 3-0.
Hulk marcou um golo, e fez duas assistências, oferecendo os golos a Rolando e Falcao, além de ter participado em todos os lances de perigo do FC Porto.
Givanildo Vieira de Souza, voltou a sorrir meses depois, quando um livre apontado por si, foi desviado por Rolando, e se anexou nas redes da baliza defendida por Bruno Vale.
O sorriso foi ainda mais aberto, quando disparou um "míssil" já no segundo tempo, completamente indefensável para o guardião do emblema da Cruz de Cristo.
112 dias depois, o brasileiro voltou a marcar. A última vez que o havia feito foi no Vicente Calderón, a 8 de Dezembro, frente ao Atlético de Madrid, para a Liga dos Campeões.
Com o "tiro" desta noite, Hulk apontou o seu sétimo golo esta temporada. As outras vítimas foram: Leixões e Rio Ave (Campeonato - 2 golos); Sertanense (Taça de Portugal - 2 golos); APOEL e Atlético de Madrid (Liga dos Campeões - 3 golos).
Voltando ao jogo, já bem perto do fim, não foi "guloso" como de costume, e colocou a bola à medida da cabeça de Falcao, que assinou o seu 18º tento no campeonato.
Curiosamente, Hulk regressou ao futebol português na mesma cidade, onde havia sido "castigado". Recorde-se que foi na Luz, frente ao Benfica, que o brasileiro se envolveu em confrontos já depois do fim da partida, e acabou suspenso. Isto é, "despediu-se" e regressou em Lisboa.
Hulk voltou, e voltou com (muita) fome de bola.

sexta-feira, 26 de março de 2010

D. Sandinenses: O Dragão está vivo e bem vivo

No regresso aos Distritais, vinte e um anos depois da última participação, os Dragões Sandinenses, já sem grandes dívidas acumuladas, formaram um plantel capaz de honrar o clube na Divisão de Honra da AF Porto.
Plantel esse formado, por cerca de 10 dos jovens que na temporada transacta tinham lutado para que o clube não acabasse, e por alguns atletas de maior experiência, onde se destacavam os regressos ao clube de Nuno Anselmo (guarda-redes que representou o Sp. Espinho na Liga principal em 96/97), Agostinho e Jorge Gomes, todos eles atletas que estiveram presentes no brilharete Sandinense, em 99/00, na Taça de Portugal.
A temporada não começou lá muito bem, e nos primeiros quatro jogos, os D. Sandinenses averbaram quatro derrotas.
Já eram 37 desaires consecutivos, a contar com os 32 da Série C da III Divisão 07/08, e o desafio da Taça de Portugal frente ao Tocha.
No entanto, no dia 5 de Outubro de 2008, uma vitória sobre o Perosinho, deu o mote para a recuperação sandinense no campeonato.
No Estádio do Tourão, não passou por exemplo, o Candal que viria a ser um dos clubes promovidos à III Divisão. Jogo ao qual eu tive o prazer de assistir, e não notei grandes diferenças entre as equipas. Bela exibição sandinense, que mereceu por inteiro o triunfo.
Os D. Sandinenses, terminaram o campeonato num tranquilíssimo 9º lugar, e sem sofrerem qualquer derrota nos últimos oito jogos.
Para a presente temporada, a espinha dorsal do plantel manteve-se, tendo o clube reforçado-se com 3/4 jogadores experientes nas divisões distritais.
Esta temporada, as coisas não estão lá muito famosas, pois em 27 jogos (faltam sete para o fim), os Dragões Sandinenses somam apenas 25 pontos, e ocupam a penúltima posição, embora em igualdade pontual com Vilarinho (antepenúltimo) e Progresso (último).
Esta temporada, o líder Sousense não passou no Tourão, tendo sido derrotado por 2-1.
Para dar um exemplo de sucesso na formação, os Júniores terminaram a 1ª fase no 2º lugar, e vão agora lutar pela subida à 1ª Divisão Distrital da categoria.
Formação essa, que teve nas suas fileiras, jogadores como: André Claro (FC Porto), Jorge Baptista (Naval), e Pedro Santos (ex Boavista, e actualmente no Arouca).
Depois de uma saudavél recuperação, é caso para dizer que o Dragão está vivo e bem vivo.

(Nota: Na foto, a visita dos D. Sandinenses ao terreno do campeão Pedrouços, na temporada passada, que terminou com derrota sandinense por 3-1.)

D. Sandinenses: A queda da 2ªB aos Distritais em apenas um ano

Os Dragões Sandinenses, clube sediado em Sandim, concelho de Vila Nova de Gaia, tiveram os seus momentos altos quando fizeram furor na Taça de Portugal, nas temporadas de 96/97 e 99/00.
Em 96/97, quando eliminaram os primidivisionários Sp. Espinho e E. Amadora, em casa destes, e apenas foram travados nas meias finais pelo Benfica, no antigo Estádio da Luz.
Em 99/00, as vitórias em Paços de Ferreira (que nessa época viria a sagrar-se vencedor da Liga de Honra), e novamente na Amadora, trouxeram de volta os sandinenses às luzes da ribalta.
No entanto, o sonho do Jamor morreu em Alvalade, frente ao Sporting nos Quartos de Final, numa derrota por 3-0.
Convém lembrar que em ambas as temporadas, os D. Sandinenses, eram um "simples" clube da Série B da III Divisão.
Em 01/02, os Dragões Sandinenses, venceram a Série B da III Divisão e voltaram à II Divisão B, sete anos depois.
No regresso à II Divisão B, e depois de uma temporada calma (9º lugar final), os responsáveis sandinenses, decidiram apostar na subida à Liga de Honra.
Havia condições e equipa para isso.
O investimento foi grande, mas de Gondomar surgiu um adversário, cujo investimento foi ainda maior.
O célebre caso do Apito Dourado, que envolve o Gondomar, explica (e bem) o "falhanço" dos D. Sandinenses, que acabaram a temporada no 2º lugar, apenas a um ponto do líder.
Na temporada seguinte, o investimento foi ainda maior, e jogadores como Dyduch, Jorge Silva, Carlos Ferreira, Paulo Vida entre outros, que estávamos habituados a ver nos palcos da 1ª Divisão, "pararam" em Sandim.
No entanto, e agora por culpa própria, os sandinenses terminaram novamente em 2º lugar, mas desta vez a nove pontos do 1º classificado, que foi o Vizela.
Em 05/06, o objectivo voltou a ser a subida, mas o vencedor da série acabou por ser o Lousada, tendo os D. Sandinenses, terminado em 3º lugar.
O novo sistema de subida, acabou por não "consagrar" o Lousada, logo da Série B ninguém foi promovido à Liga de Honra.
Para 2006/2007, os problemas financeiros começaram a surgir em Sandim. A época não foi lá muito famosa, e terminou com a descida sandinense à III Divisão.
Cinco anos volvidos, e depois de três tentativas de subida falhadas, o Sandim regressava ao quarto escalão do futebol português.
O "arranque" do futebol sénior em 2007/2008, manteve-se num impasse, por longo período do tempo. Não havia condições financeiras, para formar um plantel capaz de manter o clube na III Divisão, logo a aposta foi na prata da casa.
Um grupo de cerca de 25 jovens, todos eles formados nos D. Sandinenses, não viraram as costas ao seu clube de sempre, e jogaram uma temporada inteira, sem receber qualquer tipo de verba, só para que os D. Sandinenses não fechassem as portas de forma inglória.
Depois de duas faltas de comparência (AD Valonguense na 1ª jornada e Tocha para a Taça de Portugal), os D. Sandinenses realizaram 32 jogos, tendo marcado apenas 17 golos, e sofrido 159 (!). Nesses 32 jogos, 32 derrotas.
Um ano depois de terem sido despromovidos da II Divisão B, os Dragões Sandinenses voltaram a descer de divisão.
Mas, não se podia pedir mais aos jovens, que lutaram para que o clube não acabasse.
O regresso aos Distritais, aconteceu 21 anos depois, mas com uma promessa: os D. Sandinenses voltarão aos Nacionais. E que falta lá fazem.

(Na foto, o goleador Pedras em representação dos Dragões Sandinenses, frente ao Sporting de Espinho. 2005/2006, II Divisão B.)

quarta-feira, 24 de março de 2010

Liga Intercalar: Feirense 3-4 FC Porto

Aproveitando o facto de ter assistido ao jogo entre Feirense e FC Porto, a contar para a Liga Intercalar, que se disputou esta tarde no Estádio Marcolino de Castro, vou relatar aqui os acontecimentos da partida.
O Feirense, orientado por Carlos Garcia, fez alinhar de início dez elementos da sua equipa principal, enquanto o FC Porto, utilizou apenas jogadores da equipa Júnior.
Ambas as equipas entraram bem na partida, proporcionando bons momentos logo nos primeiros minutos.
Depois de uma boa jogada a meio-campo, Claro (que fez também um excelente trabalho individual) abriu o activo logo aos 9'.
O Feirense cresceu no terreno, e a espaços foi criando oportunidades para empatar, embora não tenham sido oportunidades claras de golo.
Aos 35', após uma excelente jogada, os "Azuis da Feira" chegaram ao empate. Pinheiro jogou na linha, colocando a bola no francês Idangar, que de primeira serviu Renato Queirós, que dentro de área não deu hipótese de defesa a Rafa. 1-1.
O FC Porto respondeu de imediato, conquistando um pontapé de canto. Desse pontapé de canto, e após alívio feirense, Flávio apareceu isolado na cara de Marco e fez o segundo golo do FC Porto. Estavam decorridos 37' minutos.
O jogo estava "louco" e dois minutos volvidos, novo golo. Renato Queirós no interior da área, após alguma atrapalhação da defensiva portista, e aproveitando um erro do guarda-redes Rafa, voltou a facturar. 2-2 aos 39'.
Até ao intervalo, não se registaram mais oportunidades flagrantes, por parte de ambas as equipas.
Logo no começo do segundo tempo, e após um pontapé de canto, o árbitro da partida Rui Oliveira, não teve dúvidas e assinalou grande penalidade a favorecer os da casa, por alegado corte com a mão de um jogador do FC Porto.
Pinheiro chamado a converter, não perdoou, e fez o 3-2. Foi aos 51'.
Depois disto, os "dragõezinhos" voltaram a tomar as rédeas do jogo, e aos 64' após excelente trabalho de equipa, Amorim, cara-a-cara com Marco, não vacilou e finalizou com grande classe, voltando a empatar a partida. 3-3, mas que jogo! "Foram 4 euros bem empregues" ouvia-se nas bancadas.
Animados pelo golo, os jovens portistas voltaram a criar perigo, na sequência de um pontapé de canto, quando o central Abdoulaye rematou à barra.
O Feirense não conseguia criar perigo, e disso se ia aproveitando a equipa portista, que estava mais perto de dar a reviravolta no marcador.
Claro, após excelente jogada individual, atirou forte e colocado, levando a bola a embater com estrondo na barra.
Já em período de descontos, e na marcação de um livre indirecto, o central Ricardo, aproveitou uma saída em falso do guardião feirense, e cabeceou sem grande oposição para o fundo das redes. 3-4 aos 91'.
Até final, o Feirense apenas por uma vez chegou à área portista, mas sem grande sucesso.
O FC Porto venceu e venceu bem.Ficha de jogo:

Feirense: Marco (Zé 90'); Marco Cadete (Adegas 45'), Mica, Wagnão e Diogo Oliveira; João Ricardo, Pinheiro e Maikel Araújo (Fábio Vieira 72'); Diogo Cunha (Paulinho 45'), Renato Queirós (Jonathan 72') e Idangar;
Treinador: Carlos Garcia.

FC Porto: Rafa; Bosingwa, Ricardo, Hugo (Abdoulaye 45') e Bacar (Romário 45'); Dias, Edu (Christian 84') e Ramon (Renato 59'); Flávio (Pipo 66'), Engin (Amorim 45') e Claro;
Treinador: Patrick Gravenaars; Suplentes Não Utilizados: Elói.

Disciplina:
Amarelos: Mica 38';

Golos: 0-1 Claro 9'; 1-1 Renato Queirós 35'; 1-2 Flávio 37'; 2-2 Renato Queirós 39'; 3-2 Pinheiro 51' (G. P.); 3-3 Amorim 64'; 3-4 Ricardo 90+1';

terça-feira, 23 de março de 2010

Taça de Portugal: D. Chaves em vantagem

O Desportivo de Chaves, que compete na Liga Vitalis, venceu hoje no "arranque" da primeira mão das meias finais da Taça de Portugal.
A turma flaviense, recebeu a Naval, da Liga Sagres, e venceu por 1-0, com o golo a ser apontado pelo central Ricardo Rocha já em período de descontos (90+4').
Na etapa inicial, os transmontanos entraram mal, talvez acusando a pressão, e disso se aproveitou a turma que viajou desde a Figueira da Foz.
Camora por duas ocasiões, Bolívia e Fábio Júnior estiveram muito perto de marcar, e os flavienses lá se iam aguentando como podiam.
Andaram perto do golo, apenas por uma vez, fruto de um cabeceamento do açoreano, Clemente.
No segundo tempo, as coisas mudaram, mas ligeiramente.
O D. Chaves entrou mais "solto", conseguindo trocar a bola no meio campo adversário, coisa que na primeira parte não tinha conseguido.
Um remate de Bruno Magalhães, desviado por Clemente, por pouco não entrou.
Depois disto, a equipa cresceu, o público animou-se, e a Naval não deixava de procurar o golo. Tinhamos jogo.
A cerca de dez minutos do fim, um erro do árbitro Paulo Costa, deixou os flavienses reduzidos a 10 elementos, ao expulsar o nigeriano Samson, por acumulação de amarelos.
A partir daí, só deu Naval. Augusto Inácio soube mexer na equipa, e os figueirenses até chegaram ao golo. Mas, este foi anulado (mal anulado, diga-se). Diego Ângelo não se encontrava em posição de fora de jogo.
Na resposta, Ricardo Rocha resolveu o "problema", à cabeçada. Foi no último segundo de jogo.
Amanhã, é a vez de Rio Ave e FC Porto, se enfrentarem, no Estádio dos Arcos, em Vila do Conde.
Ficha de jogo:

D. Chaves: Rêgo; Danilo, Ricardo Rocha, Lameirão e Eduardo; Bamba, Carlos Pinto (Samson 58'), Bruno Magalhães e Castanheira; Diop (João Fernandes 86') e Clemente (Vítor Silva 67');
Treinador: Tulipa. Suplentes Não Utilizados: Daniel Casaleiro; Nélson, Rouani e Diego Vicente.

Naval: Peiser; Carlitos, Gomis, Diego Ângelo e Daniel (Michel Simplício 86'); Godemeche (Davide 88'), Lazaroni e Hauw; Bolívia (Marinho 75'), Fábio Júnior e Camora;
Treinador: Augusto Inácio. Suplentes Não Utilizados: Jorge Baptista; Real, Giuliano e Kerrouche;

Disciplina:
Amarelos: Gomis 18'; Carlitos 73'; Samson 73' e 81';

Vermelhos: Samson 81';

Golos: Ricardo Rocha 90+4';

sábado, 20 de março de 2010

Yakubu e Harry: O desperdiçar de talentos do Gil Vicente

A 13 de Agosto de 1999, chegaram a Barcelos, provenientes da Nigéria, dois jovens com o objectivo de representarem o Gil Vicente.
A Liga arrancava dia 20 de Agosto, e Álvaro Magalhães estava com problemas na frente de ataque. Tavares, internacional pela Guiné-Bissau, estava lesionado por um largo período de tempo, enquanto Xandi, teimava em afirmar-se, mostrando-se mesmo inadaptado.
A direcção gilista, procurou uma solução, e encontrou-a em Yakubu (foto), que aos 16 anos já era titular do Julius Berger, clube que militava no escalão maior do futebol nigeriano.
As negociações entre o Gil e o clube africano, foram duras e prolongaram-se por algumas semanas, pois o clube português não tinha possibilidades de cobrir o valor do passe do jovem prodígio. A solução foi básica: empréstimo de uma temporada.
Com Yakubu, chegou Harrison Omoko (Harry), este com 17 anos, e para a posição de defesa central.
Depois de serem apresentados à comunicação social, seguiram viagem para Braga, onde pernoitaram. Na manhã seguinte, os jogadores recusaram-se a seguir viagem com o secretário-técnico do Gil, Rochinha, a fim de realizarem os testes médicos.
Segundo o Jornal Record do dia 15 de Agosto de 1999, os gilistas queixaram-se de um envolvimento de um empresário, que terá aliciado os jogadores com uma proposta para um clube maior.
No entanto, dia 16, ambos lá se treinaram, tendo Yakubu dado mais nas vistas: fez dois golos. Um de penalti, e outro num golpe de cabeça "à ponta de lança".
João Magalhães, presidente do Gil Vicente, anunciava: o Gil acabava de contrair um empréstimo bancário para adquirir os passes dos jogadores. Empréstimo esse, no valor de 40 mil contos. Entretanto, outro problema surgiu pelo meio.
Os certificados não chegavam, e os jovens nigerianos falharam a recepção ao Campomaiorense (vitória por 3-1) e a deslocação ao Restelo (empate 1-1 com o Belenenses), para desespero da direcção gilista e de Álvaro Magalhães, que se viu obrigado a adaptar Guga à posição mais adiantada no terreno.
A 30 de Agosto, a um dia do fecho do mercado, o presidente João Magalhães, fartou-se de esperar e decidiu dispensar os dois jogadores.
À edição do Jornal Record, de 31 de Agosto, o guineense Cátio Baldé, representante em Portugal, do empresário nigeriano Sylvanus, revelou informações interessantes:
“Os contratos estão assinados e tudo está legal. O Sylvanus regressa da Nigéria quarta-feira, onde se deslocou exclusivamente para desbloquear a situação, já com os documentos e agora eles querem dispensá-los. O Gil Vicente foi o escolhido devido às boas relações com o treinador Álvaro Magalhães, uma vez que havia vários clubes interessados. O Sylvanus quase teve de raptar o Yakubu para Portugal e, agora, foi obrigado a penhorar duas casas na Nigéria, no valor de um milhão de dólares, para o clube que detém o certificado internacional dar o documento. Ele chega amanhã, está tudo legal e já não querem os futebolistas”.
A aventura por terras lusas da dupla nigeriana, terminou dia dois de Setembro, quando Sylvanus regressou ao nosso país. O mesmo empresário falou ainda do interesse do Marítimo e da União de Leiria, bem como de um clube saudita, nos jogadores.
Yakubu, deixou Barcelos, tecendo algumas críticas a forma como foi tratado, junto com o seu colega Harry, e afirmou que desejava regressar rapidamente à Nigéria, a fim estar bem preparado, para uma eventual participação nos Jogos Olímpicos de 2000.
Depois desta "novela" Yakubu, regressou ao Julius Berger, mas por pouco tempo. Saiu em 2000 rumo a Israel, para o Hapoel Kfar-Saba.
Depois da tão almejada participação nos Jogos Olímpicos ao serviço da Nigéria, representou o Maccabi Haifa, também de Israel.
Esteve no Maccabi Haifa até 2003, tendo pelo meio, sido emprestado ao Dinamo Kiev, da Ucrânia.
Em Janeiro de 2003, tornou-se reforço do Portsmouth de Inglaterra, onde permaneceu até 2005, altura em que assinou pelo Middlesbrough. Saiu em 2007, rumo ao Everton (onde ainda se mantém), a troco de doze milhões e meio de euros, tornando-se no jogador mais caro da história dos "Pompey".
Quanto a Harrison Omoko (ou simplesmente Harry), regressou ao seu País, para representar o Plateau United Jos, de onde saiu em 2001, rumo ao Dinamo Kiev, da Ucrânia.
Actualmente, ainda se mantém pela Ucrânia, mas agora ao serviço do Zorya, clube que representa desde 2008. Conta ainda com passagens por Vorskla Poltava (03/04), FC Volyn (04/05 e 05/06), e SC Tavriya (06/07 e 07/08).
Com certeza que os dirigentes do Gil Vicente, que lidaram com este processo, estão bastante arrependidos do "tratamento" que deram a estes dois jogadores nigerianos.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Faleceu Julinho.

Faleceu Julinho (na foto), ex jogador do Benfica, e que deu a vitória aos encarnados na Taça Latina de 1950.
Júlio Correia da Silva, nasceu a 1 de Dezembro de 1919, em Ramalde, no Porto. Carinhosamente tratado por Julinho, iniciou a sua carreira de futebolista ao serviço do Boavista, tendo passado pelo Académico do Porto.
Em 1942, rumou ao Benfica, onde em onze temporadas de águia ao peito, apontou 272 golos em 269 jogos oficiais que disputou.
A sua transferência para a Luz, custou ao clube encarnado, 25 contos na altura, tendo o FC Porto oferecido o dobro a Julinho, que no entanto manteve a sua palavra e rumou à capital.
Muitos se recordarão de Julinho, como o Homem que deu a vitória ao Benfica na Taça Latina, frente ao Bordeaux.
Foi a 18 de Junho de 1950, num jogo que já ia no segundo prolongamento, e já contava 134 (!) minutos.
Julinho, com o ombro, deu a vitória ao Benfica.
Morreu na madrugada de quinta-feira, aos 90 anos, vítima de doença prolongada. Aliás, há sensivelmente um mês foi o único dos cinco sobreviventes dessa equipa, que não marcou presença na Gala do Benfica, onde a equipa foi homenageada.
É, o 7º melhor marcador da história do SL Benfica.
Foi internacional por Portugal, apenas por uma ocasião, tendo sido coroado melhor marcador do campeonato português por duas ocasiões, além de ter conquistado dez títulos, todos eles ao serviço do Benfica: 1 Taça Latina, 3 Campeonatos de Portugal e 6 Taças de Portugal.
O funeral realiza-se hoje, às 13h30 no cemitério da Amadora.
Descansa em paz, Julinho. Até Sempre.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Foi há 46 anos: Sporting cilindrou Manchester United.

Os sportinguistas têm fortes razões para acreditarem no "18 de Março". É que faz hoje precisamente 46 anos, que o "Leão" cilindrou o Manchester United em Alvalade por 5-0, em jogo a contar para a 2ª mão dos quartos-de-final da extinta Taça das Taças.
Foi a 18 de Março de 1964. O leão rugiu mais alto em casa, depois de ter sido goleado por 4-1 em Old Trafford.
Convém lembrar, que depois disto os leões seguiram imparáveis rumo à conquista do troféu, e antes do Man. United, já tinham sido eliminados pelo Sporting, Atalanta (Itália) e Apoel Nicosia (Chipre).
Voltando ao jogo em si, o primeiro golo surgiu pouco depois do começo da partida, e aos 11' já o Sporting vencia por 2-0. Bis de Osvaldo Silva.
Ao intervalo, a vantagem leonina era justissíma.
Na 2ª parte, os leões voltaram a entrar muito fortes, e em 19' minutos resolveram de vez a eliminatória.
Géo fez o 3-0 aos 47', Morais fez o 4-0 aos 52', e aos 64' Osvaldo Silva, fez "hat-trick", na marcação de um livre directo a mais de 35 metros da baliza.
Até ao fim, o Sporting nunca vacilou, e humilhou escandalosamente o Man. United de Bobby Charlton, Dennis Law e George Best.
No fim, o técnico do United, o lendário Matt Busby estava completamente rendido à superioridade leonina, e realçou que os leões seriam vencedores da Taça das Taças.
Também a 18 de Março, mas de 1986, o Sporting foi derrotado em casa pelo Colónia da Alemanha, por 2-0, em jogo a contar para a Taça UEFA.
Logo mais, ficaremos a saber, se os "5-0" ao Man. United serviram de inspiração, para tornar o dia 18 de Março, ainda mais marcante na história do Sporting.

Recorde o 11 leonino frente ao Man. United:

Carvalho; Pedro Gomes, Hilário, Alexandre Baptista e José Carlos; Fernando Mendes e Géo; Mascarenhas, Figueiredo, Morais e Osvaldo Silva;

(Nota: A foto mostra-nos Figueiredo a festejar um dos cinco golos marcados.)