terça-feira, 13 de abril de 2010

Piadas envolvendo jogadores de futebol

Hoje, abordarei o futebol pelo lado mais cómico.
Grande parte das piadas que se seguem, ouvi-as, e outras, foram inventadas por mim.
Cá fica:

Compras a tua própria roupa? O Bruno Gama.
Como é que a bola, vai do Helton para o Fernando, sem ir pelo ar? Rolando.
Matavas alguém? O Juan Manuel Mata.
Dás muitas quedas? O Malouda.
Vales 20 Milhões? O Victor Valdés; outra hipótese: o Bruno Vale.
Violas pessoas? O Saviola.
Moras na Figueira da Foz? O Camora.
Entopes alguma coisa? O (Hamit ou Halil, tanto faz) Altintop.
Comes massa? O Rodrigo Arroz.
Em que dias costumavas ir a Udine? O Vincenzo Iaquinta.
Limas as unhas? O Leandro Lima; outras hipóteses: Rui Lima; Léo Lima;
Quando eras miúdo, ias ao pote fazer as necessidades? O Rentería.
Tens a Higuita que Morientes?
Não te metas com os jogadores do Liverpool, senão o Dirk Kuyt em cima.
As tuas cuecas são fio dental? As do Paulo Assunção.
Quantos toques dás na bola? O Iordanov.
Róis as unhas? O Van Nistelrooy.
És tu que metes o DVD ? Não. É o Julius Kmet.
Queres uma bolacha ? O Suker.
Não estás em Setúbal ? O Keita.
Dói-te a perna ? Ao N'Doye.
Quem vai no carro cheio de futebolistas depois de uma noitada? Vai o Fernando Aguiar, enquanto o Phil Babb.
Vamos separar-nos. Tu ficas naquela, e o Alessandro Nesta.
O Farnerud não deve treinar, mas o Pandev.
Eu faço snowbord, e o Poborsky.
Mexes-te bem? O Godemèche.
Estás a achar piada? O Iniesta.
Marras muito para os exames? O Gamarra.
O Valencia procura contratar um avançado (Nonda, Kalou e Saviola são as opções), mas todas as tentativas de contratação falham. Se Nonda, Kalou, agarrem Saviola.
Há dois anos, quem ia todos os dias a casa de Jesualdo? O Baía.
Ele está sempre do Contra, e feito Chivu foi dizer ao Niculae, que eu lhe dei uma Dica.
Hoje há pão quente, amanhã há Panduru.
Há quem não sinta nada, mas o Diego Placente.
O Maldini usa manga comprida, mas o Costacurta.
Há alguem aqui que tenha problemas? O Raúl Tamudo.
Em Inglaterra há equipas boas, mas há outras que não Preston.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Boavista: Carlos Miguel dispensado

43' minutos de jogo: Moreirense 3-1 Boavista. Os boavisteiros jogam em casa do vencedor da Zona Norte da II Divisão, e tentam pontuar, na luta pela fuga à despromoção.
Carlos Miguel falha um passe que origina o quarto golo do Moreirense, e tem uma reacção que surpreende todos os presentes no estádio: baixou a cabeça, colocou os olhos no chão e tentou abandonar o campo. Vítor Paneira, treinador do Boavista que se encontra suspenso, desceu de imediato ao relvado para impedir que o atleta abandonasse a partida, mas o jogador chegou mesmo a abandonar o recinto de jogo, voltado depois para cumprir os poucos minutos que faltavam do primeiro tempo.
No balneário, é informado pelo presidente Álvaro Braga Júnior, da sua dispensa.
"Não podemos aceitar o que ele fez. Aceitamos um passe errado ou uma má exibição. Manchar a honra do emblema do Boavista é que não" disse o presidente do Boavista, ABJ.
Carlos Miguel, já nem sequer regressou com os companheiros ao Porto, tendo terminado a sua ligação ao Boavista, ali mesmo, em Moreira de Cónegos.
Em comunicado a direcção boavisteira explica as razões, que levaram à dispensa do jogador:
"Devido a uma atitude de indisciplina inaceitável do nosso futebolista sénior Carlos Miguel, no decorrer do jogo desta tarde com o Moreirense, para o C. N. II Divisão, o Conselho de Administração da Boavista FC, Futebol, SAD, reunido extraordinariamente, decidiu prescindir da colaboração do mencionado atleta"
Carlos Miguel tem 24 anos (30/07/1985), e representou Naval, Sporting e Académica nas camadas jovens. Já como sénior conheceu as camisolas de Pampilhosa, Marialvas, Tocha, Tondela e At. Valdevez, antes de chegar ao Boavista em Julho de 2009. É médio centro.

Rui Borges

Rui Fernando Nascimento Borges, nasceu em Lisboa a 14 de Dezembro de 1973. Futebolisticamente conhecido apenas pelo primeiro e último nome (Rui Borges), este 'pequenino' jogador, começou a jogar futebol no Estrela da Amadora, tendo representado os 'Tricolores' nos escalões de Infantis e Iniciados.
Saiu já Juvenil, rumo ao Futebol Benfica, onde cumpriu uma temporada. O seu segundo ano de juvenil foi cumprido no Damaiense, tendo depois abandonado o clube da Damaia rumo ao Casa Pia, para cumprir os dois anos que lhe restavam para concluir a etapa da formação.
Fez sucesso nos juniores do clube casapiano, tendo sido aposta da equipa técnica sénior, para a temporada 92/93, numa altura em que o Casa Pia competia na III Divisão Nacional. Na época seguinte, Rui Borges ajudaria os casapianos a ascenderem à II Divisão B.
Na II Divisão B, Rui Borges deu nas vistas, tendo sido um dos pilares da equipa, que terminou o campeonato na sexta posição. Nessa equipa, jogavam também Pedro Simões (ex Estrela da Amadora) e Cavaco (ex Farense e Boavista).
As suas boas exibições, valeram-lhe uma transferência para a cidade do Porto, mais concretamente para representar o Boavista. Na I Divisão, estreou-se à jornada três, ao entrar aos 75' minutos no Bessa frente ao Gil Vicente, numa partida que os axadrezados venceram por 3-0. Antes, havia sido suplente não utilizado nas duas primeiras jornadas da Liga: Belenenses (casa) e Sporting (fora).
No entanto, aquele que terá sido o grande momento de Rui Borges, enquanto jogou de xadrez, foi à jornada trinta, na recepção ao Marítimo, quando o esquerdino apontou à passagem do minuto 17', o único golo da partida.
Tudo somado, Rui Borges participou em dez jogos pelo Boavista na I Divisão, e apontou um golo.
Em 1996, saiu para o Ac. Viseu que disputava a Liga de Honra, tendo apontado dois golos, em vinte e oito jogos. O Académico manteve-se, mas Rui Borges saiu.
O destino foi o União de Lamas, que vinha de uma temporada tranquila (foi sexto em 96/97). Ao serviço dos lamacenses, Rui Borges, participou em vinte e nove jogos e apontou cinco golos, mas desta feita, o U. Lamas não ficou nos lugares cimeiros da prova (foi décimo quarto).A Liga de Honra costuma ser uma espécie de 'montra' para a I Divisão, e Rui Borges, que vinha de uma boa temporada, reforçou o Alverca que se iria estrear no primeiro escalão.
Ao serviço dos ribatejanos, Rui Borges, completou quatro temporadas, todas elas na I Divisão, tendo participado num total de cento e dezanove jogos e marcado treze golos.
A descida do Alverca em 01/02, fez com que Rui Borges se mudasse para Belém, para representar o Belenenses. Alinhou pela turma do Restelo durante duas temporadas, tendo participado em trinta e nove jogos, e apontado apenas um golo na principal liga do nosso futebol.
Pouco utilizado em 03/04, saiu rumo ao clube que o viu nascer para o futebol: o Estrela da Amadora, que competia na Liga de Honra. Rui Borges participaria em vinte e cinco jogos, tendo marcado quatro golos, ajudando de forma preciosa à subida dos 'Tricolores' à SuperLiga.
Manteve-se na Reboleira por mais duas temporadas (05/06 e 06/07), ajudando o 'seu' Estrela a conseguir a manutenção em ambas as ocasiões.
Porém, em 2007, partiu em direcção ao Norte, para abraçar um desafio chamado Trofense: os da Trofa queriam ascender à Liga Sagres, e reforçaram-se com um vasto leque de jogadores experientes, como Bessa, Ricardo Nascimento, Paulo Lopes, Pinheiro entre outros.
Rui Borges participou em vinte e seis jogos, e marcou dois golos, que ajudaram à tão desejada subida do Trofense. Na Liga Sagres 08/09, Rui Borges, fez curiosamente o mesmo número de jogos e golos, como aquando da sua passagem pelo Bessa em 94/95: dez jogos (três como titular) e um golo.
Esta temporada, reforçou o Vizela que compete na II Divisão B, mas problemas com a direcção do clube vizelense, mais concretamente com o presidente do clube, levaram Rui Borges a rescindir o contrato. O jogador participou em quatro jogos, não tendo apontado qualquer golo.
Depois de ultrapassada a situação problemática com o Vizela, Rui Borges colocou um ponto final na sua carreira, sendo agora o responsável pelas Escolinhas do Colégio da Trofa.
Rui Borges era de baixa estatura (apenas 1,66 de altura), mas compensava na sua atitude, na sua entrega ao jogo e no seu esforço. Usava preferencialmente o pé esquerdo (o seu mais forte) e jogava na posição de extremo esquerdo.

Agradecimento: ForaDeJogo.net pelas fotos

domingo, 11 de abril de 2010

Ernesto Farías: o 'salvador' do FC Porto

É inevitável dizer-se que, Farías não tem lugar no FC Porto, porque tem.
Esta temporada, Farías já participou em dezasseis dos vinte e seis jogos, que os azuis e brancos já completaram na Liga. Desses dezasseis, apenas em três ocasiões, "El Tecla" foi titular: em Paços de Ferreira, no arranque do Campeonato, saiu aos 60'; frente ao Belenenses, na Jornada nove, esteve em campo os 90' minutos, e apontou o golo que valeu o empate; e com o Vitória de Setúbal, no Dragão, voltou a completar a partida, juntando mais um golo à sua conta.
Nos jogos em que foi suplente utilizado, apontou quatro golos: na Figueira da Foz, frente à Naval, entrou aos 71', para aos 77' fazer o 1-3 a favor dos portistas, selando definitivamente as contas do marcador; no Dragão frente à Académica, entrou "em cena" aos 57', quando o placar assinalava 0-0, marcando dois golos (68' 2-0; 82' 3-1); e por fim, ontem em Vila do Conde, na dificílima vitória do FC Porto sobre o Rio Ave, Farías foi "lançado" por Jesualdo aos 60', e volvidos apenas cinco minutos, apontou de cabeça o único tento da partida, voltando uma vez mais a ser decisivo.
E convém referir que, Farías já não jogava desde o dia 16 de Janeiro, quando foi suplente utilizado frente ao Paços de Ferreira, na Jornada dezasseis (entrou aos 60').
"El Tecla" precisa de muito pouco tempo em campo, para apontar um golo. Os jogos frente a Naval e Rio Ave, são alguns bons exemplos.
Nas restantes competições em que o FC Porto está/esteve inserido, apenas por uma vez Farías saltou do banco para marcar: foi em Aveiro, na Supertaça, quando entrou no início da segunda parte, para abrir o activo aos 59', após erro de Cássio.
Marcou ainda dois golos ao Sertanense, para a Taça de Portugal, mas começou a partida como titular.
Somando todos os jogos em que participou esta temporada, Farías já "leva" vinte e quatro jogos, mas em apenas cinco, foi titular.
Os adversários foram Sertanense (Taça), Paços de Ferreira, V. Setúbal e Belenenses (Campeonato), e Académica (Taça da Liga). Nestes cinco jogos, apontou quatro golos.
Foi suplente utilizado em dezanove ocasiões, tendo apontado cinco golos.
Na temporada anterior, participou em trinta jogos (catorze como suplente utilizado), tendo apontado quinze golos: dez na Liga Sagres, quatro na Taça de Portugal, e um na Taça da Liga.
Desses quinze golos que marcou, apenas por uma ocasião, saiu do banco para marcar. Foi frente ao V. Guimarães, na Jornada oito da Liga Sagres, quando entrou aos 46', apontando o golo aos 87'.
Na sua época de estreia no Dragão (07/08), Farías participou em vinte e três jogos (doze como suplente utilizado) e apontou nove golos: seis na Bwin Liga e três na Taça de Portugal.
Apenas por duas ocasiões, "El Tecla" saltou do banco para marcar. As "vítimas" foram: Sp. Braga para o Campeonato (entrou aos 80', marcou aos 90'), e V. Guimarães, também para o campeonato (entrou aos 69' e marcou aos 77').
Esta temporada, Farías tem melhor índice de aproveitamento, quando é suplente utilizado, em comparação com as temporadas anteriores.
Ernesto Antonio Farias, nasceu nos arredores de Buenos Aires, a 29 de Maio de 1980. Em 1998, aos dezoito anos, já era uma das figuras do Estudiantes de La Plata, clube que representou até 2004, quando foi vendido ao Palermo de Itália.
Pelo Estudiantes, participou em duzentas e vinte e duas partidas, em jogos a contar para o Campeonato Argentino, tendo apontado cento e três golos.
Chegou à Sicília, rotulado de goleador, mas nos treze jogos em que participou na Serie A (apenas um como titular), não conseguiu marcar qualquer golo, tendo saído em Janeiro de 2005 para o River Plate.
Ao serviço do River, apontou trinta e cinco golos no campeonato (repartidos pelas épocas 04/05, 05/06 e 06/07), tendo reforçado o FC Porto em 2007.
Em Janeiro deste ano, esteve perto de ser reforço do Cruzeiro do Brasil, e ainda esta semana, foi apontado como estar perto de reforçar o Palmeiras, também do Brasil.
Ontem, após o final da partida que opôs FC Porto e Rio Ave, Farías disse ao "flash-interview" da RTP: "Sabem que podem contar comigo", referindo-se aos adeptos do FC Porto, bem como à SAD portista.
No Dragão, odiado por uns, amado por outros, "El Tecla" lá vai resolvendo.

sábado, 10 de abril de 2010

Fernando Almeida completa 43 anos.

Goiás, 10 de Abril de 1967: nasce Fernando da Silva Almeida. Simplesmente, Fernando Almeida no mundo do futebol.
Passados 43 anos, este goianense, que chegou ao nosso País em 1994, para representar o Salgueiros, parece não se querer ir embora.
Proveniente do Atlético Goianiense, "aterrou" em Vidal Pinheiro, para a temporada 94/95.
De 1994 a 2000, representou o Salgueiros, tendo participado em 126 jogos a contar para o Campeonato, tendo apontado 20 golos.
Saiu rumo ao Maia, então na Liga de Honra, onde participou apenas em 13 jogos, marcando 1 golo.
A experiência, no Maia, não foi lá muito famosa, e Fernando Almeida, "partiu" rumo ao Ermesinde, que disputava a II Divisão B.
Em duas temporadas, alinhou em 67 jogos pelo Ermesinde, tendo apontado 19 golos: 9 em 01/02, e 10 em 02/03.
A manutenção foi assegurada, em ambas as temporadas, embora em 02/03, o "Zinde" tenha sido 16º com apenas mais dois pontos (fez 42), que a primeira equipa que desceu de divisão, que foi o Vila Real (somou 40).
Saiu depois, para o Rio Tinto, da III Divisão, onde permaneceu apenas uma temporada.
Regressou, então ao Ermesinde, que entretanto, havia sido despromovido à III Divisão.
Completou, mais duas temporadas ao serviço dos ermesindenses: 04/05 e 05/06, ambas na III Divisão.
Pôs um ponto final na sua carreira de futebolista, passando a integrar a equipa técnica do Guilhabreu, chegando mesmo a ser o treinador da equipa em 2007/08.
Em 2008, o ressurgimento do Salgueiros, fez com que Fernando Almeida regresasse aos relvados.
Contribuiu para a subida do clube Salgueirista à I Divisão Distrital da AF Porto, ao participar em 28 jogos, tendo marcado 13 golos.
Actualmente, Fernando Almeida já participou em 18 jogos, tendo apontado apenas 1 golo.
O Salgueiros ocupa o 2º lugar, da I Divisão Distrital Série 2 da AF Porto, estando a seis pontos do líder, Custóias.
Fernando Almeida, completa hoje 43 anos.
Parabéns Fernando, não só pelo aniversário, mas também pela carreira.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Históricos do Nosso Futebol: E. Amadora

Fundado a 22 de Janeiro de 1932, o Clube de Futebol Estrela da Amadora, tem a sua sede tal como o próprio nome indica, na Amadora.
Fundado por um grupo de sete jovens amadorenses, reza a história que um deles (Júlio Conceição) apontou para as estrelas que brilhavam no Céu, dando a ideia para o nome do clube.
O primeiro jogo dos "Tricolores", foi disputado frente ao Palmelense, tendo o Estrela vencido por 2-1.
De 1932 a 1978, o Estrela da Amadora, andou pelos Distritais de Lisboa, tendo na temporada 77/78 conseguido a promoção para os campeonatos Nacionais.
Em época de estreia, as coisas não podiam ter corrido melhor, e os Amadorenses, terminaram o campeonato no 2º lugar, conseguindo nova promoção, desta feita para a II Divisão.
Na II Divisão, durante três temporadas, o Estrela regressou à III Divisão em 82/83, depois de na temporada anterior ter descido em igualdade pontual com o 12º classificado, Cova da Piedade.
No regresso ao terceiro escalão, os "Tricolores" dominaram por completo a Série E da III Divisão, e regressaram assim à II Divisão Nacional.
Seguiram-se depois, cinco temporadas consecutivas, no segundo escalão, sempre com classificações entre os cinco primeiros.
5º lugar em 83/84, 3º em 84/85 e 85/86, 2º em 86/87, e finalmente, a conquista da II Divisão, em 87/88 que valeu uma promoção histórica do Estrela da Amadora, à I Divisão.
Em 88/89, época de estreia, entre os "Grandes" o conjunto tricolor, conseguiu um honroso 8º lugar final entre 20 equipas.
Seguiu-se depois, um 13º lugar em 89/90, e o 18º e antepenúltimo lugar em 90/91 que valeu a descida do Estrela à II Divisão de Honra.
Foi precisamente, em 89/90, que se deu o ponto mais alto da história do clube, que foi a conquista da Taça de Portugal, sob a batuta de João Alves.
Na caminhada rumo ao Jamor, caíram aos pés do Estrela da Amadora: Estoril, Sp. Braga, FC Marco, Tirsense e V. Guimarães.
Na final, frente ao Farense, o jogo terminou empatado a um golo, sendo necessário, a disputa de uma "finalíssima", que os tricolores acabaram por vencer, dias depois, por 2-0.
Na temporada seguinte, as coisas a nível interno não correram lá muito bem (descida de divisão), mas a temporada foi histórica para o Estrela, que se estreou nas competições europeias, neste caso na já extinta, Taça das Taças.
O "apadrinhamento" do Estrela, na Europa foi feito pelos suíços do Neuchâtel Xamax. Em ambos os jogos, o marcador foi de 1-1, tendo o Estrela vencido na Suiça, através do desempate de grandes penalidades, por 4-3.
Na eliminatória seguinte, os tricolores caíram aos pés do RCF Liège, da Bélgica. Na 1ª mão, disputada em território belga, o Estrela acabou derrotado por 2-0.
Na 2ª mão, no estádio José Gomes, os tricolores venceram por 1-0, mas o resultado foi insuficiente para o Estrela seguir para a próxima eliminatória.
A caminhada europeia dos tricolores, terminou com uma vitória inglória.
Voltemos então, às competições internas.
Na II Divisão de Honra, durante duas temporadas, os tricolores, conseguiram um 11º lugar final em 91/92, e o 1º lugar que valeu o título de campeão, e consequente subida à I Divisão, em 92/93.
Seguiram-se depois, oito temporadas consecutivas do Estrela da Amadora, no primeiro escalão.
A melhor classificação obtida pelos tricolores, foi o 7º lugar em 97/98, sob o comando de Fernando Santos. Classificação essa, que é mesmo, a melhor de sempre do Estrela na 1ª Divisão.
A pior, foi em 2000/01, com a "conquista" do 18º e último lugar, que valeu a descida estrelista à Liga de Honra.
Na Liga de Honra, durante duas temporadas, os tricolores terminaram no 4º lugar, a temporada em que regressaram ao segundo escalão (01/02).
Tendo, na época seguinte, terminado o campeonato, em 3º lugar, o que valeu novo regresso à SuperLiga.
Na temporada 2003/2004, o regresso do conjunto amadorense, ao principal palco do futebol português não foi lá muito feliz.
Apenas 17 pontos conquistados, e 25 derrotas, em 34 jogos, valeram novo 18º lugar e nova descida, ao Estrela.
Em 04/05, novamente na Liga de Honra, o Estrela da Amadora, voltou a ser 3º classificado, e claro, regressou à SuperLiga.
Seguiram-se depois, dois 9ºs lugares consecutivos, um 13º lugar em 07/08, e o 11º lugar final, na temporada passada.
Os problemas financeiros, levaram no entanto, à despromoção do Estrela da Amadora à II Divisão Nacional.
Recorde-se, que o plantel tricolor, não recebeu sequer um único mês de salário completo, o que serve para "explicar" as dificuldades que o Estrela atravessou/atravessa.
A não aprovação de um PEC (Plano Extrajudicial de Conciliação), que permitia resolver de forma faseada, as dívidas do clube tricolor ao Fisco e à Segurança Social, levou a que o clube tentasse constituir uma SAD (Sociedade Anónima Desportiva), com o intuito de resolver todos os problemas financeiros.
No entanto, a LPFP (Liga Portuguesa de Futebol Profissional), entendeu que a SAD não existia, por não estar registada, rejeitando assim, a inscrição do Estrela nas competições profissionais.
Actualmente, o Estrela, ocupa o 5º lugar, da II Divisão Zona Sul, com 41 pontos somados, em 26 jogos.
Esta temporada, o plantel já equacionou fazer greve, visto que as penhoras, "tiraram" tudo ao Estrela, faltando apenas as bolas e os equipamentos, como referiu há alguns dias à comunicação social, o capitão, Sérgio Marquês.
O Estrela da Amadora, disputa desde 1957, os seus jogos caseiros no Estádio José Gomes, também conhecido por Estádio da Reboleira (zona onde se situa o estádio).
O clube, usa camisola branca com uma risca vermelha e outra verde, ambas na vertical, calção branco e meia branca.

Palmarés do CF Estrela da Amadora:
Taça de Portugal: 1 (1989/1990)
Campeonato Nacional da II Divisão (ou Liga de Honra): 2 (1987/1988; 1992/1993)
Campeonato Nacional da III Divisão: 1 (1982/1983)

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Inglaterra: Newcastle regressa à Premier League

O histórico inglês, Newcastle United, carimbou na passada segunda-feira, o regresso à Premier League.
Esse regresso foi confirmado, mesmo sem os "Magpies" entrarem em campo. Tudo isto porque, o Nottingham Forest (outro histórico) que ocupa o 3º lugar, empatou em casa com o Cardiff City.
Também na segunda-feira, o Newcastle, já depois de saber que estava de regresso à Premier League, recebeu e venceu por 2-1 o Sheffield United.
Os "Magpies" lideram o Championship, com 89 pontos, mais seis que o segundo, que é o West Bromwich, clube do ex-portista Marek Cech.
Nos lugares que dão direito à disputa de um play-off de acesso ao primeiro escalão, estão Nottingham Forest, Cardiff City, Swansea (clube treinado pelo português Paulo Sousa) e Leicester.
Recorde-se que na temporada passada, o Newcastle terminou a "Premier League" no décimo oitavo e antepenúltimo lugar, tendo sido despromovido ao "Championship", depois de dezasseis temporadas consecutivas entre os "Grandes".

terça-feira, 6 de abril de 2010

Recordar: Jimmy Hasselbaink em Portugal

Quem não se recorda de Jimmy Hasselbaink, poderosíssimo ponta de lança holandês que passou por clubes como Leeds e Atlético de Madrid, antes de chegar ao Chelsea em 2000, a troco de 22 milhões e 500 mil euros ?
Formado nas escolas do Zwolle (clube holandês por onde passaram alguns portugueses nos últimos anos), Jimmy nunca teve uma opurtunidade para se estrear na equipa principal.
Passou depois, sem grande sucesso por Telstar e pelo (agora conhecido) AZ Alkmaar. Em 1993, depois do contrato com o AZ terminar, tornou-se jogador do Neederlandia, clube dos arredores de Amsterdão, que militava no terceiro escalão holandês, clube que representou durante duas temporadas.
No Verão de 1995, surgiu do nada no Alentejo, para se submeter a um período experimental de cinco dias, no recém-promovido à I Divisão, Campomaiorense.
Foram precisos, apenas dois dias, para Jimmy convencer o técnico Manuel Fernandes a contratá-lo.
O Campomaiorense desceu, mas o holandês foi apenas e só, o melhor marcador da equipa com 12 golos apontados.
Na temporada seguinte e com os alentejanos na Liga de Honra, Jimmy rumou ao Boavista, já que os "Grandes" tiveram medo de arriscar a sua contratação.No Bessa, formou uma dupla extraordinária com Nuno Gomes. Juntos apontaram 35 dos 62 golos que os "axadrezados" marcaram no Campeonato.
Convém dizer, que 20 desses 35, pertenceram ao holandês.
O Boavista de 96/97, teve quatro treinadores, e acabou o campeonato num decepcionante 7º lugar (havia sido 4º na temporada anterior), mas a glória chegou através da Taça de Portugal.
Na final contra o Benfica, a vitória sorriu aos do Bessa (3-2), mas estranhamente Jimmy que até então havia sido titular, foi relegado para o banco de suplentes pelo técnico Mário Reis, tendo entrado aos 78' minutos.
Bastante pretendido, quer em Portugal quer no estrangeiro, saiu em 1997 para o Leeds United de Inglaterra a troco de dois milhões de libras.
Do Leeds seguiu para o Atlético de Madrid, de onde saiu rumo ao Chelsea. Representou ainda Middlesbrough e Charlton, até terminar a carreira em 2008, ao serviço do Cardiff City do País de Gales.
Apesar de ter nascido no Suriname (27/03/1972), Jimmy naturalizou-se holandês, e vestiu a camisola da "Laranja Mecânica" em 23 ocasiões, tendo apontado nove golos.
Números de Jimmy em Portugal (sem contar com a Taça de Portugal):

95/96 - Campomaiorense: 31 Jogos - 12 Golos.
96/97 - Boavista: 29 Jogos - 20 Golos.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Jogos com história: Liverpool 0-2 Benfica (Capítulo III)

Porque é já na próxima quinta-feira que o Benfica se desloca a Anfield Road, aqui fica o célebre jogo que os "encarnados" venceram em Liverpool, por claros 2-0.
Nunca é demais recordar, que o Benfica já foi feliz na cidade dos Beatles, e tem tudo para voltar a sê-lo.
Voltemos então ao Passado.
O Benfica havia vencido na primeira mão dos Oitavos de Final da Liga dos Campeões, aquele que era o actual campeão europeu em título.
Para o jogo da segunda mão (8 de Março de 2006), previa-se um grande inferno sobre os "encarnados", que entraram em campo completamente desinibidos e indiferentes às pressões.
O jogo começou com a equipa da casa ao ataque, pois o resultado obtido no Estádio do Luz, não "servia".
Logo aos 4' minutos, Morientes fez o primeiro remate da partida, embora sem sucesso.
Aos 11', foi a vez de Peter Crouch rematar à baliza. Desta vez, valeu Moretto ao Benfica, que com uma grande defesa, desviou a bola, que acabou por embater na barra.
Com o passar dos minutos, era visível, que a defesa benfiquista estava mais do que preparada para suster a enorme avalanche dos "Reds".
Caso a linha defensiva, falhasse, havia Moretto na baliza, a provar que tinha sido uma boa aposta dos dirigentes encarnados.
O primeiro remate da equipa portuguesa na partida, surgiu apenas aos 30', por intermédio do brasileiro Geovanni, que fez a bola passar perto da trave da baliza, à guarda de Reina (tal como estará quinta-feira).
A partir daqui, o Benfica surgiu mais "espevitado" e foi assim que conseguiu inaugurar o marcador.
Aos 36', e após passe de Nuno Gomes, Simão Sabrosa "bailou" perante a defesa inglesa, até que conseguiu arranjar espaço para o remate, e colocou a bola no ângulo superior esquerdo da baliza do Liverpool.
0-1, e o Benfica reforçava ainda mais a vantagem que havia conseguido na primeira não.
No entanto, os da casa não se deixaram abalar pelo golo sofrido, e carregaram à procura do empate.
Aos 43' Beto, por pouco, não fez auto-golo; e de seguida, foi Crouch quem na sequência de um pontapé de canto, mandou nova bola à trave.
Na segunda parte, apenas aos 57' surgiu uma grande opurtunidade de golo.
Xabi Alonso, atirou bem de longe (a cerca de 35 metros da baliza), mas viu Moretto com uma grande intervenção, negar-lhe o golo.
Completamente desesperados, os jogadores do Liverpool, tornaram-se presas fáceis para o Benfica, que apenas via o seu adversário a chegar à sua área, através de "chuveirinhos" e remates de longa distância.
Aos 83', o espanhol Luís Garcia ainda empatou a partida, mas o golo foi anulado, devido a ter existido falta sobre Moretto.
Até que aos 89' e na sequência de um contra-ataque rápido, o italiano Fabrizio Miccoli, num remate acrobático, selou o jogo e a eliminatória.
Era o 0-2, e o ajoelhar definitivo do Liverpool, que nada tinha a fazer.
Agora, não há Miccoli, nem Simão, mas há jogadores com capacidade para repetirem o feito da equipa de 2005/2006.
Dos catorze jogadores do Benfica, que participaram neste jogo, apenas Luisão e Nuno Gomes, se mantêm nos encarnados.Ficha de Jogo:

Liverpool: Reina; Finnan, Carragher, Traoré e Warnock (Hamann 70'); Xabi Alonso, Kewell (Cissé 63'), Luís García e Gerrard; Crouch e Morientes (Fowler 70');
Treinador: Rafa Benitez. Suplentes Não Utilizados: Dudek; Barragan, Paul Anderson e Hyypia;

Benfica: Moretto; Alcides, Luisão, Anderson e Léo; Beto, Manuel Fernandes, Geovanni (Karagounis 60') e Robert (Ricardo Rocha 70'); Simão Sabrosa e Nuno Gomes (Miccoli 76');
Treinador: Ronald Koeman. Suplentes Não Utilizados: Quim, Nélson, Karyaka e Marcel;

Disciplina:
Amarelos: Robert 1'; Crouch 31'; Xabi Alonso 41'; Nuno Gomes 62'; Gerrard 71'; Manuel Fernandes 92';

Golos: 0-1 Simão Sabrosa 36'; 0-2 Miccoli 89';

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Polémica: V. Guimarães vai protestar o jogo.

O presidente do V. Guimarães, Emílio Macedo, disse hoje na conferência de imprensa depois do derby com o Sp. Braga, que o seu clube vai protestar o jogo.
O Vitória saiu derrotado por 3-2, num jogo envolto de muita polémica. Dos cinco golos da partida, quatro foram através da marcação de grandes penalidades, e todas elas deixam algumas dúvidas.
Segundo, o presidente vimaranense, o árbitro da partida Artur Soares Dias mostrou o cartão vermelho ao central bracarense, Rodríguez, mas este continuou em campo. Para Emílio Macedo, este é um motivo mais que suficiente para que o jogo seja protestado.
Além disto, logo aos 6' minutos foi assinalada uma grande penalidade a favorecer o V. Guimarães, mas por indicação de um dos seus auxiliares, Artur Soares Dias, voltou atrás na decisão, e o penalty ficou "sem efeito".
Estes, eram então, os motivos de tanta "fúria" vimaranense. Leia o que disse, Emílio Macedo na conferência de imprensa:
"Hoje entendi que devia vir aqui, porque assisti a tão triste cena neste jogo. Nunca vi um árbitro marcar um penalty e, passar minuto ou minuto e meio, voltar atrás, através das novas tecnologias, penso eu que através do árbitro. O terceiro penalty, quem viu as imagens, não tem dúvidas, e quanto a mim o primeiro também não existe. Vou ter de dizer ao Andrezinho para cortar ao braço. Assistimos a uma triste cena. Foi uma arbitragem desastrosa, sem nível, sem critérios, vergonhosa. Agora quero ver quem vai ressarcir o Vitória por ter acabado com sete em campo. Eu sei que o Vitória está a incomodar muita gente, mas não é desta forma que o futebol ganha credibilidade. Foi uma vergonha para o futebol português."
Já sobre a expulsão de Rodríguez, o presidente vimaranense teceu duras críticas à equipa de arbitragem, alegando ainda que o capitão do Vitória (Flávio Meireles), não recebeu nenhuma justificação sobre a continuação do jogador do Braga em campo:
"O Vitória vai protestar o jogo. Vimos um vermelho no ar para o Rodriguez e ele continuou a jogar. É um erro técnico! O nosso capitão não recebeu nenhuma justificação do árbitro. Foi um jogo correcto, bem disputado. A equipa de arbitragem foi a única a manchar o espectáculo. Julgo que o árbitro perdeu a cabeça, desde que marcou o penalty ao Braga e voltou atrás."
Fora das quatro linhas, as decisões de Artur Soares Dias, originaram alguns problemas entre a claque do V. Guimarães, White Angels, e alguns adeptos do Sp. Braga, tendo sido vísiveis algumas trocas de cadeiras.
A partida terminou com a vitória bracarense por 3-2, e com a expulsão de quatro jogadores do V. Guimarães, além da já referida expulsão de Rodríguez.