segunda-feira, 19 de abril de 2010

II Divisão: Quatro descidas confirmadas.

À medida que a época caminha para o fim, começam-se a conhecer os primeiros despromovidos.
Na II Divisão, são já quatro equipas que sabem que na próxima temporada, disputarão a III Divisão.
A Norte, o Vieira (na foto contra o Moreirense) é a única equipa que matematicamente já desceu. Os minhotos empataram na tarde de ontem com o Tirsense a um golo, e "carimbaram" a descida.
Restam conhecer as duas equipas que irão acompanhar o Vieira na "viagem" até ao quarto escalão do futebol português.
Depois da desistência do Atlético de Valdevez, a meio da temporada, Lourosa, Merelinense e Padroense, parecem ser os mais sérios candidatos à descida.
Mas atenção, pois até ao 5º classificado (Sp. Espinho), todas as equipas têm hipótese de serem despromovidas.
Dos "Tigres da Costa Verde" para a linha de água a diferença é de 5 pontos, numa altura em que faltam disputar 2 jogos (6 pontos).
Só com um milagre é que o Espinho desceria, mas...nunca é de fiar muito.
A Centro, é que vai uma grande guerra.
O Vitória do Pico, dos Açores, passou grande parte da época "enterrado" na última posição, mas nas últimas jornadas tem vindo a dar um ar da sua graça, tal como demonstra a vitória de ontem sobre o também "aflito" Ac. Viseu, por 1-0.
No entanto, o clube da Ilha do Pico, está a 5 pontos (soma 28) da linha de água, e o mais certo é que disputará a III Divisão na próxima temporada.
Também com 28 pontos, está o Monsanto, que ocupa a 15ª posição. A derrota de ontem em casa do Sertanense, terá hipotecado definitivamente, as esperanças dos ribatejanos em permanecerem na II Divisão.
Os dois outros lugares, que valerão a descida à III Divisão, são ocupados por Marinhense e Ol. Bairro, que somam 31 e 30 pontos respectivamente.
A equipa da região de Aveiro, que disputa a II Divisão desde a temporada 99/00 perdeu ontem em casa do União da Serra, por uma bola a zero, resultado que valeu aos "Serranos" a manutenção.
O Ol. Bairro, tem nas duas últimas jornadas, testes complicadíssimos: na próxima jornada, desloca-se aos Açores, para defrontar o Operário, que ainda não está a salvo; enquanto que na última jornada recebe o Tourizense, equipa que ocupa o 3º lugar.
Parece-me completamente condenada à descida, a equipa "bairradina".
A última vaga, será ao que tudo indica, ocupada por Marinhense ou Ac. Viseu.
A equipa da Marinha Grande, perdeu ontem na deslocação ao terreno do Eléctrico, e está agora numa posição bastante instável, apesar do seu grande rival, Ac. Viseu, também ter sido derrotado.
Os viseenses que foram surpreendidos na casa do último classificado, Vitória do Pico, recebem na próxima jornada o Eléctrico que já está completamente a salvo da descida, e podem dar um passo decisivo.
Ainda com possibilidades matemáticas de descida, está o Operário dos Açores, embora isso não deva acontecer.
A derrota de ontem dos açoreanos, frente ao líder Arouca, terá apenas adiado a festa da permanência.
Quanto a mim, serão os quatro actuais últimos a descerem.
A Sul, praticamente tudo resolvido.
Santana, Odivelas e Igreja Nova, sabiam há já algum tempo que a descida de divisão seria inevitável. Agora, resta encontrar quem acompanhará este trio na descida à III Divisão.
E, o mais que provável "acompanhante" das três equipas referidas em cima, será o Aljustrelense. Os alentejanos perderam ontem na recepção ao também alentejano, Atlético de Reguengos, e estão a um ponto de descerem.
Acima dos homens de Aljustrel, estão Marítimo B e Real, que somam ambos 35 pontos. Os alentejanos somam 29, e faltam apenas disputar dois jogos. Basta um ponto aos madeirenses e aos homens de Massamá para que a manutenção seja alcançada.
Nestes dois últimos jogos, veremos também se o plantel do Santana alcançará a tão desejada vitória. Em 28 jogos, a turma madeirense soma apenas 3 empates, e 25 derrotas.
Depois deste "breve" resumo, estão despromovidos à III Divisão:

Vieira (Zona Norte)
Igreja Nova (Zona Sul)
Odivelas (Zona Sul)
Santana (Zona Sul)

Bélgica: Anderlecht Campeão.

Há mais um campeão na Europa.
Na Bélgica, o Anderlecht voltou a conquistar o título que lhe fugia desde 2007, depois de perder as duas últimas edições da Jupiler League, para o Standard de Liège.
Ontem, na 6ª jornada do play-off que decide quem irá representar a Bélgica nas competições europeias da próxima temporada, e que serve também para "encontrar" o campeão, o Anderlecht venceu em casa do 2º classificado, Club Brugge por 2-1, e conquistou o seu 30º título de campeão belga.
Van Damme aos 30' e Suárez aos 87' foram os autores dos golos do agora campeão, tendo Sonck reduzido para os da casa já em período de descontos.
O Anderlecht é sem dúvida a melhor equipa do campeonato belga, como evidencia a classificação: a distância entre o primeiro e o segundo lugar é de 14 pontos.
No seu plantel, destacam-se os nomes dos argentinos Lucas Biglia e Matías Suárez, mas também dos belgas De Sutter e Lukaku.
Lukaku, que aos 16 anos, é a grande estrela da equipa. Sim, leu bem, 16 anos !
Em 29 jogos, Lukaku já apontou 14 tentos, e promete não ficar por aqui. Já há quem fale numa mais que provável transferência, deste jovem prodígio, para um grande Europeu.
À frente do Anderlecht, está Ariël Jacobs, um treinador belga que no passado orientou os modestos La Louvière, Lokeren e Excelsior.
Com a conquista do campeonato, o Anderlecht garantiu também, a presença na 3ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões.

domingo, 18 de abril de 2010

AF Aveiro: Ovarense Campeã

Recorde histórico para a Ovarense: em duas temporadas, o clube de Ovar, alcançou duas subidas consecutivas, e não sofreu uma única derrota em jogos a contar para os campeonatos distritais.
A Associação Desportiva Ovarense Futebol, substituiu a AD Ovarense que competiu anos a fio na Liga de Honra, e foi fundada em 2008.
Tudo se mantém igual (estádio, emblema, etc.), à excepção do nome, dado que a Associação Desportiva Ovarense, extinguiu o seu departamento de futebol sénior, e não pode inscrever novos contratos enquanto não regularizar as suas dívidas.
Logo, a "criação" de um "novo clube" serviu apenas para reactivar o futebol sénior.
Na temporada passada, a época de estreia, não podia ter corrido melhor: na III Divisão Distrital da AF Aveiro, o clube "vareiro" com um plantel apenas composto por elementos da formação (onde se destacava o nome do médio Fábio, que havia representado a "outra" Ovarense na Liga de Honra), sagrou-se campeão com a estupenda marca de vinte pontos de avanço para o segundo classificado.
Em trinta jogos, a Ovarense averbou vinte e seis vitórias e quatro empates. Apesar de terem sido derrotados, precisamente contra o segundo classificado (Severense), na última jornada, os "Vareiros" conquistaram os três pontos devido a uma irregularidade que custou o triunfo aos Homens de Sever do Vouga.
Já esta temporada, o plantel sofreu poucas alterações, e comandava até hoje a Série B da II Divisão Distrital com dezasseis vitórias e quatro empates, em vinte jogos.
Hoje, o jogo da consagração foi frente ao Beira Vouga, e terminou com a vitória vareira por 4-2.
Em apenas dois "anos de vida", a AD Ovarense Futebol, sagrou-se campeã nas duas ocasiões, e está cada vez mais perto dos Nacionais. Para já, na próxima época, disputará a I Divisão Distrital de Aveiro (a ponte de acesso aos Nacionais).
A noite promete ser de festa para os lados de Ovar.
Também na II Divisão Distrital de Aveiro, o Carregosense (disputa a Série A) assegurou hoje a subida à I Divisão Distrital, enquanto na Série C, o Oiã já há muito havia carimbado a subida.

Michel Preud'Homme.

Michel Georges Jean Ghislain Preud'Homme, nasceu em Ougree, na Bélgica, a 24 de Janeiro de 1959.
Conhecido por Preud'Homme no mundo do futebol, Michel iniciou-se no futebol ao serviço do Standard Liège, com apenas 10 anos.
Fez toda a sua formação ao serviço dos "Les Rouches" tendo se estreado na equipa principal em 1977.
De 1977 a 1986, representou o Standard, tendo sido bi-campeão belga (temporadas 81/82 e 82/83).
Em 1986 transferiu-se para o Malines, também da Bélgica, onde permaneceu até 1994.
Na temporada 87/88 contribuiu para a vitória da sua equipa na Taça das Taças, na final frente ao Ajax.
Preud'Homme era considerado um dos melhores guarda-redes do Mundo, e foi sem surpresas que em 1994 foi o titular da selecção belga que disputou o Mundial.
As excelentes intervenções que efectuou no decorrer da competição, valeram-lhe o "Troféu Lev Yashin", que coroa o melhor guarda-redes do Mundial.
A tudo isto, não ficou indiferente o presidente do Benfica, Manuel Damásio que tratou de o contratar.
Preud'Homme tornou-se o primeiro guarda-redes estrangeiro, a defender as cores dos "Encarnados".
Passou cinco temporadas no Benfica, e curiosamente, apenas conheceu um clube campeão na sua passagem por Portugal: o FC Porto, que como se sabe foi PentaCampeão entre 1994 e 1999.
De Preud'Homme ficou a célebre frase: "Tenho pena de não ter sido campeão pelo Benfica."
Nessas cinco épocas de Águia ao peito, realizou um total de 147 jogos no Campeonato, tendo sido sempre o Nº1 dos encarnados.
O único troféu que conseguiu ao serviço do Benfica, foi a Taça de Portugal em 95/96.
Colocou um ponto final na sua carreira em 1999, ao participar num jogo amigável entre Benfica e Bayern de Munique, onde acabou por ser substituído por Carlos Bossio.
Pela Bélgica, participou em 58 jogos, entre 1979 e 1995, tendo apenas estado numa grande fase final: o Mundial de 1994.
Depois de finda a carreira de futebolista, assumiu o cargo de Director de Relações Internacionais do Benfica, a convite de Vale e Azevedo.
A experiência foi curta (apenas uma temporada, 99/00), e Preud'Homme regressou ao seu clube de sempre: o Standard.
Foi treinador da equipa principal em 00/01 e 01/02, abraçando depois o cargo de director desportivo entre 02/03 e 05/06.
Voltou a ser treinador do Standard nas temporadas 06/07 e 07/08, sagrando-se campeão em 2008, terminando com um período de "jejum" que durava há 25 anos.
Actualmente, Preud'Homme orienta o Gent (clube que já orientava na temporada passada), tendo terminado o campeonato em 3º lugar, disputando agora o acesso às competições europeias, onde o Gent também é 3º com 8 pontos.
É também o fundador da marca de luvas "MPH" que simboliza as iniciais do seu nome.
Preud'Homme foi dos melhores guarda-redes que passaram por Portugal nos últimos anos. Há quem diga que tanto o belga, como Enke, chegaram à Luz nos anos errados.

sábado, 17 de abril de 2010

Recordar: Leixões na Taça de Portugal 2001/2002

Por estes dias, Chaves vive dias de glória, depois de assegurada a presença na final da Taça de Portugal.
Final essa que em 2002, o Leixões alcançou. Os matosinhenses eram apenas um "simples" clube da 2ª Divisão B, que pretendia ascender à Liga de Honra.
Se no campeonato, acabaram superados pelo FC Marco, embora o número de pontos tenha sido o mesmo, na Taça os leixonenses fizeram uma campanha extraordinária.
A campanha na Taça de Portugal 01/02, começou frente ao Pevidém equipa que disputava a III Divisão, mas as dificuldades dos leixonenses para seguirem em frente foram algumas: a partida iniciaria-se às 14h30, mas todo o plantel e staff do Leixões pensava que seria apenas às 15h; vários jogadores leixonenses vomitaram durante a partida, mas um golo de Pedras logo aos 10' bastou para o Leixões seguir em frente.
Na eliminatória seguinte (3ª), foi precisamente o Chaves quem enfrentou o Leixões. Os flavienses ocupavam o 4º lugar na Liga de Honra, mas "caíram" em Matosinhos.
Foi já nos instantes finais do prolongamento, que Pedras deu a vitória aos leixonenses. Mais uma vez, o Leixões venceu por 1-0.
Na 4ª Eliminatória, quis o sorteio, que o Leixões voltasse a enfrentar uma equipa da Liga de Honra. Desta feita, o adversário foi o Varzim, e o jogo foi na Póvoa.
Mais uma vez, o Leixões "forçou" uma equipa da Liga de Honra a jogar o prolongamento. Foi já no tempo extra, que os poveiros se adiantaram. Paulo Piedade inaugurou o marcador aos 105', mas prontamente o Leixões deu a reviravolta.
Detinho (107') e Antchouet (114') marcaram os golos, que permitiram às gentes de Matosinhos, "sonhar" com a próxima eliminatória.
No entanto, Vítor Manuel empatou a partida aos 118', e foi preciso novo jogo para desempatar a eliminatória.
Na "segunda mão" em casa o Leixões não perdoou, e venceu por categóricos 3-1. Pedras bisou (35' e 72') e Antchouet também fez o gosto ao pé (65'). Pelos forasteiros, marcou Mendonça (42'), num golo que até permitiu, empatar a partida.
Na 5ª Eliminatória, novamente uma equipa da Liga de Honra no caminho dos "Bebés do Mar". O adversário seria o Moreirense, que era apenas e só o líder da prova.
Em Moreira de Cónegos, Antchouet marcou um golo madrugador: logo aos 7'. Os da casa responderam, e aos 18' Roberto empatou.
O Leixões forçou depois, pela terceira eliminatória consecutiva uma equipa da Liga de Honra a disputar o prolongamento.
E à beira do fim do primeiro tempo, o defesa direito Barros correspondeu da melhor maneira a um cruzamento de Besirovic, e cabeceou para o fundo das redes.
O Leixões, voltava a eliminar uma equipa da Liga de Honra. E já iam três.
Os campeões precisam de sorte, e os matosinhenses não fogem à regra. Para os Oitavos de Final, quis o sorteio que o Leixões ficasse isento. E assim, o próximo passo na Taça seriam os Quartos de Final.Seguiu-se novamente uma equipa da Liga de Honra. E mais uma vez, uma equipa dos lugares cimeiros: o Portimonense.
Os algarvios ocupavam então a 5ª posição, mas do outro lado estava o Leixões, líder da Zona Norte da 2ª Divisão B e que já havia afastado três equipas do escalão do Portimonense.
Aos 35' Antchouet aproveitou uma falha dos centrais algarvios, e marcou o primeiro golo do jogo.
Já na segunda parte (aos 65') Detinho aumentou a vantagem leixonense, para 2-0.
O Portimonense ainda conseguiu reduzir por intermédio de Toni, aos 72' mas de imediato Antchouet bisou e colocou um ponto final na eliminatória.
Nas Meias Finais, o adversário era agora da Primeira Liga: o Sp. Braga, que havia eliminado o FC Porto, em pleno Estádio das Antas, nos Quartos de Final.
Em Braga, o primeiro tempo terminou sem golos. No entanto, na segunda parte um "Super Leixões" dizimou por completo a equipa da casa.
Primeiro, Abílio abriu o activo aos 49' na marcação de um livre directo e já perto do fim (aos 80'), Antchouet isolado na cara de Marco, tocou a bola ao lado onde estava Nené, que completamente solto, empurrou para o fundo das redes. 0-2 e adivinhava-se festa matosinhense.
Os bracarenses reagiram, e de livre directo, marcaram. Foi Barroso aos 83'.
No minuto seguinte, Barata falhou o empate, atirando escandalosamente por cima.
Já nos últimos segundos, Detinho ganhou um ressalto e driblou Marco, ficando depois com a baliza completamente à sua mercê. Sozinho, encostou tranquilamente para o 1-3.
Segundos depois, ouviu-se o último apito do árbitro. O Leixões estava na Final da Taça.
Final essa, que seria disputada contra o campeão Nacional, Sporting, de Mário Jardel, João Pinto e companhia.
No Jamor, o Sporting chegou ao golo aos 40' minutos. Mário Jardel inaugurou o marcador após passe de João Pinto. No entanto, o brasileiro encontrava-se fora de jogo, no momento do passe.
O Leixões, enviou ainda duas bolas aos ferros: primeiro foi Abílio aos 66' na marcação de um livre directo, e já perto do fim, Antchouet de cabeça atirou a bola ao poste.
A partida terminou minutos depois, e o Leixões acabou derrotado.
Ainda hoje, os leixonenses dizem que se Rui Jorge tem sido expulso aos 10' a história, provavelmente teria sido outra.
Treinador do Leixões ? Carlos Carvalhal...Jogadores utilizados pelo Leixões ao longo dos 8 jogos:
Ferreira (8 Jogos); José António (8 Jogos); Marco Aleixo (2 Jogos); Nuno Silva (8 Jogos); Nené (2 Jogos/1 Golo); Odé (8 Jogos); Abílio (8 Jogos/1 Golo); Rochinha (1 Jogo); Besirovic (8 Jogos); Pedras (7 Jogos/4 Golos); Antchouet (8 Jogos/5 Golos); Detinho (7 Jogos/3 Golos); Calica (5 Jogos); Armando (5 Jogos); Barros (7 Jogos/1 Golo); Thierry (5 Jogos); Tozé (6 Jogos); Bruno China (3 Jogos); Ramalho (1 Jogo); Lucas (1 Jogo); Cerqueira (2 Jogos);

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Jogos com história: Benfica 0-1 Gondomar (2002/2003)

Hoje, recuo até 2002, para falar de um célebre jogo a contar para a Taça de Portugal.
O jogo a que me refiro, foi disputado entre Benfica e Gondomar e, disputou-se no antigo Estádio da Luz.
A 24 de Novembro de 2002, os Gondomarenses chegavam à Luz, depois de eliminarem Serzedelo (III Divisão) e Neves (Distrital); enquanto os encarnados se estreavam na competição, pois disputava-se a quarta eliminatória.
No campeonato, o Gondomar era oitavo classificado (disputava a Zona Norte da II Divisão B), enquanto o Benfica era terceiro classificado, a sete pontos do líder, FC Porto.
A partida começou com o Benfica ao ataque, e logo no primeiro minuto, Nuno Gomes permitiu o corte da defensiva gondomarense, para canto.
A partida arrefeceu, até que aos onze minutos, o Gondomar ganhou um livre em zona frontal à baliza de Nuno Santos. O brasileiro Cílio Souza, ajeitou o esférico e disparou uma "bomba", que só parou no fundo das redes. 0-1, e a surpresa estava feita.
Dez minutos volvidos, e de novo na sequência de um lance de bola parada, foi o Benfica a criar perigo. Petit acabou por atirar por cima.
Aos 26' o benfiquista Roger, através de uma jogada individual esteve perto de empatar, mas a bola passou perto do poste esquerdo da baliza de Nuno Claro.
O domínio encarnado acentuava-se, e aos 29' o saudoso Miki Fehér, atirou de cabeça ao lado.
Aos 36', Nuno Gomes estava mais do que preparado para empatar o jogo, mas "do nada" apareceu Vítor Fróis que de cabeça, cortou o esférico.
A última oportunidade do primeiro tempo, pertenceu aos encarnados, mas Zahovic na marcação de um livre directo, atirou contra a barreira.No segundo tempo, o Gondomar apareceu mais desinibido, e aos 51' Cílio dentro de área, atirou a bola às malhas laterais.
Aos 54' de novo o Benfica ao ataque, com Petit a cruzar e novamente Fehér no cabeceamento, mas desta vez a bola a embater no poste.
Onze minutos depois (65'), Nuno Gomes voltou a estar perto do empate, através de um remate de cabeça mas desta vez apareceu Mendão em cima da linha, a salvar a equipa nortenha.
O jogo estava um pouco "adormecido", e aos 76' o Gondomar quase fez o 0-2. Paulinho atirou forte, Nuno Santos defendeu, mas a bola ainda embateu no poste.
O mesmo Paulinho, que cinco minutos depois, acabaria por ser expulso, "vítima" de acumulação de amarelos.
Aos 85' a última oportunidade de golo do jogo: Mantorras disparou forte, mas Nuno Claro opôs-se, negando o empate com uma excelente intervenção.
A partida terminou com forte contestação dos adeptos encarnados ao técnico Jesualdo Ferreira, que acabou por ser despedido no rescaldo desta partida.
O Gondomar, orientado por Jorge Regadas acabou afastado da Taça na eliminatória seguinte, ao ser derrotado em Paços de Ferreira, por uma bola a zero.Ficha de Jogo:

Benfica: Nuno Santos; Armando, João Manuel Pinto, Hélder e Cabral (Mantorras 45'); Petit, Andrade, Roger (Drulovic 33') e Zahovic (Andersson 70'); Nuno Gomes e Fehér;
Treinador: Jesualdo Ferreira. Suplentes Não Utilizados: Moreira; Ricardo Rocha, Miguel e Carlitos;

Gondomar: Nuno Claro; Miguel, Vítor Fróis, Mendão e Hélder; Guedes, Souzé e Tanou; Ernesto (Paulinho 39'), Cílio Souza (Seninho 83') e Pintinho (Quim 73');
Treinador: Jorge Regadas. Suplentes Não Utilizados: Rui; Rómulo, Fílipe Oliveira e Toni;

Disciplina:
Amarelos: Mantorras 47'; Tanou 56'; Paulinho 72' e 81'; Quim 83'; Seninho 91'; Souzé 93;

Vermelhos: Paulinho 81';

Marcador: 0-1 Cílio Souza 11';

quinta-feira, 15 de abril de 2010

"A foto do dia": Portugal no Euro 96

Estreio esta nova rubrica, com uma foto do jogo, entre Portugal e República Checa, a contar para os Quartos de Final, do Euro 96.
Portugal vinha de uma excelente campanha na fase de grupos, onde somou duas vitórias e um empate em três jogos: o empate frente à Dinamarca e as vitórias sobre Turquia e Croácia que valeram a Portugal o primeiro lugar no grupo D, à frente dos croatas, que somaram seis pontos.
Portugal chegava aos Quartos de Final, sem ter um melhor marcador. Dos cinco golos apontados na primeira fase, todos eles foram de jogadores diferentes: Sá Pinto, Fernando Couto, Luís Figo, Domingos e João Pinto.
Como habitual nas competições entre selecções, o primeiro de um grupo enfrenta o segundo de outro grupo,
e no "nosso" caminho, ficou a República Checa. Os checos ficaram naquele que podia muito bem ser apelidado de "grupo da morte", pois os adversários eram Alemanha, Itália e Rússia.
Na primeira jornada a equipa de Pavel Nedved (que na altura representava o Sparta de Praga) e companhia, enfrentou a Alemanha, e saiu derrotada por 2-0.
Na jornada seguinte os checos bateram a Itália, por 2-1. Os italianos que eram vice-campeões Mundiais, depois da derrota frente ao Brasil, nos Estados Unidos em 1994.
À entrada para a última jornada, a Alemanha já estava apurada enquanto a última vaga seria disputada entre República Checa e Itália. Os italianos empataram a zero com a Alemanha, enquanto a República Checa concedeu uma igualdade (3-3) frente à Rússia, que somou o seu primeiro ponto.
Estes dois empates, permitiram a qualificação à República Checa, que havia vencido a Itália na jornada anterior.
Nos Quartos de Final, o sonho português morreu aos pés de um senhor chamado Karel Poborsky, que anos mais tarde, viria jogar para Portugal.
Vítor Baía saiu da baliza, e o checo "deu-lhe" um chapéu. Acabou assim a campanha portuguesa em Inglaterra.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Fora de campo: Os "Reis" do fair-play

(Reinaldo Ventura atirou ao lado na conversão do penalti.)
A equipa de hóquei em patins do FC Porto, bem pode ser chamada de "equipa fair-play".
Ontem, o octacampeão, recebeu e cilindrou por claros 9-3 o último classificado Paço de Arcos, e está a um pequeno passo de ser novamente campeão (falta apenas um ponto para a consagração).
Mas, o que interessa, é que os Dragões venciam por 8-1, quando aos 34' minutos, o guarda-redes da equipa do Paço de Arcos, viu o cartão azul por cometer falta sobre Reinaldo Ventura, o que originou a entrada do seu suplente, João Serra.
No entanto, e para azar do lanterna vermelha da 1ª Divisão, o jovem Serra, cometeu dois erros consecutivos: saiu duas vezes da baliza antes do tempo. Posto isto, foi sancionado pelo árbitro da partida, e ficou sentado no banco por dois minutos.
Criou-se desde logo, algum "sururu", acabando por ser o médio Rui Pereira, a ir para a baliza.
Num puro acto de fair-play e desportivismo, o capitão azul e branco, Reinaldo Ventura, na marcação da grande penalidade atirou a bola ao lado. O público presente no "Dragão Caixa" aplaudiu, e seguiram-se dois minutos de passes, para que o tempo de suspensão de um dos guarda-redes do Paço de Arcos, se esgotasse.
A partir daqui, o jogo continuou a ser uma espécie de treino para os Dragões, que recebem no próximo sábado, o Follonica de Itália, para a Liga dos Campeões.
Quanto, ao Paço de Arcos, recebe os açorianos do Candelária, em jogo a contar para o Campeonato Nacional da 1ª Divisão.

Abram alas ao D. Chaves !

Fez-se história.
O Desportivo de Chaves, que compete na Liga Vitalis, apurou-se ontem pela primeira vez no seu palmarés para a final da Taça de Portugal, e tornou-se a terceira equipa de escalões secundários, a conseguir chegar ao Jamor. (Farense em 1990 e Leixões em 2002, também o haviam conseguido.)
Os "flavienses" venceram na Figueira da Foz, casa do primidivisionário Naval, por 2-1.
Ambos os golos do Chaves foram apontados já no prologamento (na primeira mão o Chaves venceu por 1-0), por intermédio do ex-júnior flaviense, Edu.
Os figueirenses, tiveram uma entrada forte no jogo e, aos 15' Fábio Júnior, fez o primeiro golo, com um belíssimo pontapé de bicicleta, a fazer lembrar o de Falcao ao Marítimo.
Anulada a vantagem do Chaves, os Homens da Naval, recuaram um pouco no terreno, permitindo que os transmontanos subissem.
O D. Chaves, por intermédio de Samson, num pontapé de ressaca, respondeu, mas não foi suficiente.
A estratégia da Naval, passava essencialmente por atrair o adversário, a subir no terreno, para chegar ao segundo golo através de um contra-ataque, mas do Marão veio uma equipa, que não foi na cantiga dos figueirenses.
Na segunda parte, e como seria de esperar, a equipa da casa, assumiu o controlo da partida e assediou por várias vezes a baliza de Rui Rêgo.
A Naval procurou o golo, mas sempre com cuidados defensivos, para evitar surpresas. Isto é, um golo flaviense complicaria, e de que maneira, as contas da eliminatória.
Tulipa mexeu na equipa, refrescando o ataque, e o Chaves tornou-se mais veloz no último terço do relvado, mas faltava a tranquilidade necessária, para dar o toque final.
Do lado dos da casa, Fábio Júnior, continuava à procura do bis, mas ora por oposição de Rêgo, ora por culpa própria, não conseguiu concretizar.
E assim chegou o prolongamento.
Os transmontanos, começaram o tempo extra, com o pé no acelerador, e Edu ficou a reclamar grande penalidade, após lance dividido na área figueirense.
Vítor Silva, dava velocidade e outra personalidade ao ataque flaviense, mas continuava a faltar a finalização.
Augusto Inácio, não estava a gostar, e reforçava a sua linha da frente cada vez mais, embora sem resultados práticos, porque os flavienses mostravam estar super-concentrados na defesa.
Foi justamente, concentração, aquilo que faltou a Camora, ao minuto 111'.
Já nos "segundos" quinze minutos, o esquerdino tentou atrasar o esférico para Peiser, mas acertou mal na bola. Edu, estava à espreita, e não teve dificuldades em roubar-lhe a bola, e ultrapassar Peiser, encostando depois tranquilamente, para o 1-1.
Já perto do fim, Vítor Silva recolheu uma bola batida por Rui Rêgo, e iniciou uma jogada de ataque, sendo travado por Camora, que segundos depois, entregou mal a bola.
Flávio Igor, recepcionou o esférico, e partiu depois, para uma excelente jogada individual que culminou com o cruzamento atrasado, onde apareceu o "menino" Edu, que com um cabeceamento "à peixe" selou a vitória flaviense.
Foi o delírio, dos muitos adeptos do Chaves, presentes no estádio. Depois de 120' minutos de sofrimento e de uma reviravolta histórica no prolongamento, os flavienses cheios de problemas financeiros, e a lutarem para não descerem à II Divisão B, eliminaram uma Naval, que aparentemente está tranquila na tabela.
E, quis o destino, que o herói dos transmontanos, fosse de Chaves. Aliás, Edu não conheceu mais nenhuma camisola, a não ser a do Desportivo.
Ficha de jogo:

Naval: Peiser; Carlitos, Gomis, Diego Ângelo e Daniel (Kerrouche 90'); Bruno Lazaroni, Godemèche e Hauw (Davide 45'); Marinho (Michel Simplício 75'), Fábio Júnior e Camora;
Treinador: Augusto Inácio; Suplentes Não Utilizados: Jorge Baptista; Real, Giuliano e Zé Mário;

D. Chaves: Rui Rêgo; Danilo, Lameirão, Ricardo Rocha e Eduardo; Bamba, Bruno Magalhães, Samson e Castanheira (Flávio Igor 77'); Clemente (Edu 69') e Diop (Vítor Silva 64');
Treinador: Tulipa; Suplentes Não Utilizados: Daniel Casaleiro; Nélson, Hesley e João Fernandes;

Disciplina:
Amarelos: Fábio Júnior 35'; Bamba 42'; Clemente 56'; Samson 66'; Bruno Lazaroni 67'; Eduardo 90'; Camora 109';

Vermelhos: Castanheira 93' (já depois de ter sido substituído);

Golos: 1-0 Fábio Júnior 15'; 1-1 Edu 111'; 1-2 Edu 120';

terça-feira, 13 de abril de 2010

Piadas envolvendo jogadores de futebol

Hoje, abordarei o futebol pelo lado mais cómico.
Grande parte das piadas que se seguem, ouvi-as, e outras, foram inventadas por mim.
Cá fica:

Compras a tua própria roupa? O Bruno Gama.
Como é que a bola, vai do Helton para o Fernando, sem ir pelo ar? Rolando.
Matavas alguém? O Juan Manuel Mata.
Dás muitas quedas? O Malouda.
Vales 20 Milhões? O Victor Valdés; outra hipótese: o Bruno Vale.
Violas pessoas? O Saviola.
Moras na Figueira da Foz? O Camora.
Entopes alguma coisa? O (Hamit ou Halil, tanto faz) Altintop.
Comes massa? O Rodrigo Arroz.
Em que dias costumavas ir a Udine? O Vincenzo Iaquinta.
Limas as unhas? O Leandro Lima; outras hipóteses: Rui Lima; Léo Lima;
Quando eras miúdo, ias ao pote fazer as necessidades? O Rentería.
Tens a Higuita que Morientes?
Não te metas com os jogadores do Liverpool, senão o Dirk Kuyt em cima.
As tuas cuecas são fio dental? As do Paulo Assunção.
Quantos toques dás na bola? O Iordanov.
Róis as unhas? O Van Nistelrooy.
És tu que metes o DVD ? Não. É o Julius Kmet.
Queres uma bolacha ? O Suker.
Não estás em Setúbal ? O Keita.
Dói-te a perna ? Ao N'Doye.
Quem vai no carro cheio de futebolistas depois de uma noitada? Vai o Fernando Aguiar, enquanto o Phil Babb.
Vamos separar-nos. Tu ficas naquela, e o Alessandro Nesta.
O Farnerud não deve treinar, mas o Pandev.
Eu faço snowbord, e o Poborsky.
Mexes-te bem? O Godemèche.
Estás a achar piada? O Iniesta.
Marras muito para os exames? O Gamarra.
O Valencia procura contratar um avançado (Nonda, Kalou e Saviola são as opções), mas todas as tentativas de contratação falham. Se Nonda, Kalou, agarrem Saviola.
Há dois anos, quem ia todos os dias a casa de Jesualdo? O Baía.
Ele está sempre do Contra, e feito Chivu foi dizer ao Niculae, que eu lhe dei uma Dica.
Hoje há pão quente, amanhã há Panduru.
Há quem não sinta nada, mas o Diego Placente.
O Maldini usa manga comprida, mas o Costacurta.
Há alguem aqui que tenha problemas? O Raúl Tamudo.
Em Inglaterra há equipas boas, mas há outras que não Preston.