Tal como se previa, o FC Porto venceu, hoje, a Taça de Portugal frente a um adversário que não está habituado a estas andanças.De Trás os Montes, veio um Chaves combativo, e disposto a fazer de tudo para vencer, com Tulipa a apresentar o seu onze "habitual" com o jovem Edu, herói na segunda mão da meia final, a ser titular.
Do lado do Porto, Jesualdo Ferreira, naquele que poderá ter sido o seu último jogo como treinador dos azuis-e-brancos, apresentou um onze "de gala", fazendo voltar à equipa Helton, Raúl Meireles e o capitão Bruno Alves.
Os momentos que antecederam a partida foram de grande festa e entusiasmo como sempre se vive uma final do Jamor.
Quando Proença apitou para o início, cedo se percebeu que o Chaves iria dar luta. O FC Porto mostrava-se desorganizado e, sobretudo, desconcentrado.
A primeira ocasião flagrante de golo até pertenceu à equipa transmontana: Edu não se deixou intimidar, e no meio de Helton e Rolando, desviou o esférico antecipando-se ao guardião portista. Valeu o poste, primeiro, e valeu, depois, Alvaro Pereira ao FC Porto.
De seguida, numa jogada que me fez citar a expressão "quem não marca sofre", o D. Chaves sofreu golo: Guarín teve uma excelente arrancada pelo corredor direito, que terminou com um forte remate, que contou ainda com a ajuda dos defensores do Chaves que acabaram por desviar ligeiramente a trajectória da bola, mas mais ainda do guardião Rui Rêgo, que foi muito mal batido.
O FC Porto fazia o 1-0, aos 13' minutos.
Belluschi, Hulk e Falcao, eram um tridente ofensivo muito activo: argentino colocava a bola onde queria através de passes magistrais, o brasileiro tinha arrancadas que deliciavam os adeptos portistas, e o colombiano tinha desmarcações sensacionais.
Aos 23' minutos, o FC Porto chegou ao segundo golo: mais um passe espectacular de Belluschi a servir Hulk, com o brasileiro a arrancar decididamente para a baliza, mas no momento certo a servir o colombiano Falcao, que encostou para o segundo da tarde.
Minutos antes, Hulk tinha perdido escandalosamente a oportunidade de aumentar a vantagem portista.
Parecia tudo encaminhado para a goleada, mas até ao intervalo o placard não sofreu alterações. E não foi por falta de oportunidades.
Hulk desperdiçou várias chances, com todas elas a terem desfechos diferentes: primeiro defendeu Rêgo, depois o remate saiu para fora, e finalmente rematou mal.
Falcao também falhou um "golo feito" mesmo à boca da baliza, e o flaviense Bamba ainda marcou, mas o golo não contou, porque o costa-marfinense dominou a bola com o braço.
Na segunda parte, novamente o D. Chaves a entrar mais forte, enquanto o FC Porto perdeu força e principalmente vontade.Tulipa tentou animar o jogo ao fazer duas alterações de uma assentada, respondendo Jesualdo com a entrada de Cristián Rodríguez.
Os problemas físicos de Guarín, levaram o técnico portista a esgotar as alterações a pouco menos de vinte minutos do fim, com a entrada de Valeri (ao intervalo já havia entrado Tomás Costa para o lugar de Raúl Meireles).
Nas bancadas fazia-se a tradicional "onda mexicana", já que dentro das quatro linhas, nada de importante acontecia, exceptuando uma ou outra arrancada de Hulk.
A dez minutos do fim, já muitos adeptos flavienses abandonavam as bancadas, pois, certamente, não esperariam o que iria acontecer: a cinco minutos do fim, uma desconcentração da defensiva azul e branca, sobretudo do capitão Bruno Alves, permitiu a Clemente reduzir a desvantagem.
Tal como o capitão portista reclamou, parece-me que o avançado do Chaves tocou a bola com o braço antes de "facturar" perante um Helton algo desamparado.
No minuto seguinte, mais um lance de perigo a rondar a baliza do FC Porto, mas desta vez Helton a aplicar-se a fundo para evitar o empate e o...prolongamento.
Os minutos finais foram de "suspense", com o Chaves a acreditar que era possível chegar ao empate, e com os portistas a tentarem evitar dissabores e surpresas.
Ainda houve tempo para duas expulsões, uma para cada lado. Primeiro foi Ricardo Rocha do D. Chaves (para mim o melhor em campo, excelente exibição do central flaviense) e depois foi Bruno Alves, que teve uma entrada completamente despropositada sobre Clemente, naquele que poderá ter sido o seu último jogo com a camisola do FC Porto.
Parabéns ao GD Chaves, que merecia o prolongamento por tudo o que fez perante um FC Porto, que não merecia marcar o primeiro golo, quanto mais o segundo....
Ficha de jogo:D. Chaves: Rui Rêgo; Danilo, Lameirão, Ricardo Rocha e Eduardo; Bamba, Bruno Magalhães, Samson (Diego Vicente 61') e Castanheira (Flávio Igor 61'); Edu e Diop (Clemente 78');
Treinador: Tulipa; Suplentes Não Utilizados: Casaleiro; Heslley, Vítor Silva e João Fernandes;
FC Porto: Helton; Miguel Lopes (C. Rodríguez 62'), Rolando, Bruno Alves e Alvaro Pereira; Fernando, Raúl Meireles (Tomás Costa 45'), Guarín (Valeri 72') e Belluschi; Falcao e Hulk;
Treinador: Jesualdo Ferreira. Suplentes Não Utilizados: Beto; Maicon, David Addy e Farías;
Disciplina:
Amarelos: Bruno Alves 12'; Bruno Magalhães 17'; Danilo 24'; Ricardo Rocha 40' e 90+1'; Eduardo 41';
Vermelhos: Ricardo Rocha 90+1'; Bruno Alves 90+3';
Golos: 0-1 Guarín 13'; 0-2 Falcao 23'; 1-2 Clemente 85'.









