domingo, 16 de maio de 2010

Taça de Portugal: D. Chaves 1-2 FC Porto

Tal como se previa, o FC Porto venceu, hoje, a Taça de Portugal frente a um adversário que não está habituado a estas andanças.
De Trás os Montes, veio um Chaves combativo, e disposto a fazer de tudo para vencer, com Tulipa a apresentar o seu onze "habitual" com o jovem Edu, herói na segunda mão da meia final, a ser titular.
Do lado do Porto, Jesualdo Ferreira, naquele que poderá ter sido o seu último jogo como treinador dos azuis-e-brancos, apresentou um onze "de gala", fazendo voltar à equipa Helton, Raúl Meireles e o capitão Bruno Alves.
Os momentos que antecederam a partida foram de grande festa e entusiasmo como sempre se vive uma final do Jamor.
Quando Proença apitou para o início, cedo se percebeu que o Chaves iria dar luta. O FC Porto mostrava-se desorganizado e, sobretudo, desconcentrado.
A primeira ocasião flagrante de golo até pertenceu à equipa transmontana: Edu não se deixou intimidar, e no meio de Helton e Rolando, desviou o esférico antecipando-se ao guardião portista. Valeu o poste, primeiro, e valeu, depois, Alvaro Pereira ao FC Porto.
De seguida, numa jogada que me fez citar a expressão "quem não marca sofre", o D. Chaves sofreu golo: Guarín teve uma excelente arrancada pelo corredor direito, que terminou com um forte remate, que contou ainda com a ajuda dos defensores do Chaves que acabaram por desviar ligeiramente a trajectória da bola, mas mais ainda do guardião Rui Rêgo, que foi muito mal batido.
O FC Porto fazia o 1-0, aos 13' minutos.
Belluschi, Hulk e Falcao, eram um tridente ofensivo muito activo: argentino colocava a bola onde queria através de passes magistrais, o brasileiro tinha arrancadas que deliciavam os adeptos portistas, e o colombiano tinha desmarcações sensacionais.
Aos 23' minutos, o FC Porto chegou ao segundo golo: mais um passe espectacular de Belluschi a servir Hulk, com o brasileiro a arrancar decididamente para a baliza, mas no momento certo a servir o colombiano Falcao, que encostou para o segundo da tarde.
Minutos antes, Hulk tinha perdido escandalosamente a oportunidade de aumentar a vantagem portista.
Parecia tudo encaminhado para a goleada, mas até ao intervalo o placard não sofreu alterações. E não foi por falta de oportunidades.
Hulk desperdiçou várias chances, com todas elas a terem desfechos diferentes: primeiro defendeu Rêgo, depois o remate saiu para fora, e finalmente rematou mal.
Falcao também falhou um "golo feito" mesmo à boca da baliza, e o flaviense Bamba ainda marcou, mas o golo não contou, porque o costa-marfinense dominou a bola com o braço.Na segunda parte, novamente o D. Chaves a entrar mais forte, enquanto o FC Porto perdeu força e principalmente vontade.
Tulipa tentou animar o jogo ao fazer duas alterações de uma assentada, respondendo Jesualdo com a entrada de Cristián Rodríguez.
Os problemas físicos de Guarín, levaram o técnico portista a esgotar as alterações a pouco menos de vinte minutos do fim, com a entrada de Valeri (ao intervalo já havia entrado Tomás Costa para o lugar de Raúl Meireles).
Nas bancadas fazia-se a tradicional "onda mexicana", já que dentro das quatro linhas, nada de importante acontecia, exceptuando uma ou outra arrancada de Hulk.
A dez minutos do fim, já muitos adeptos flavienses abandonavam as bancadas, pois, certamente, não esperariam o que iria acontecer: a cinco minutos do fim, uma desconcentração da defensiva azul e branca, sobretudo do capitão Bruno Alves, permitiu a Clemente reduzir a desvantagem.
Tal como o capitão portista reclamou, parece-me que o avançado do Chaves tocou a bola com o braço antes de "facturar" perante um Helton algo desamparado.
No minuto seguinte, mais um lance de perigo a rondar a baliza do FC Porto, mas desta vez Helton a aplicar-se a fundo para evitar o empate e o...prolongamento.
Os minutos finais foram de "suspense", com o Chaves a acreditar que era possível chegar ao empate, e com os portistas a tentarem evitar dissabores e surpresas.
Ainda houve tempo para duas expulsões, uma para cada lado. Primeiro foi Ricardo Rocha do D. Chaves (para mim o melhor em campo, excelente exibição do central flaviense) e depois foi Bruno Alves, que teve uma entrada completamente despropositada sobre Clemente, naquele que poderá ter sido o seu último jogo com a camisola do FC Porto.
Parabéns ao GD Chaves, que merecia o prolongamento por tudo o que fez perante um FC Porto, que não merecia marcar o primeiro golo, quanto mais o segundo....Ficha de jogo:

D. Chaves: Rui Rêgo; Danilo, Lameirão, Ricardo Rocha e Eduardo; Bamba, Bruno Magalhães, Samson (Diego Vicente 61') e Castanheira (Flávio Igor 61'); Edu e Diop (Clemente 78');
Treinador: Tulipa; Suplentes Não Utilizados: Casaleiro; Heslley, Vítor Silva e João Fernandes;

FC Porto: Helton; Miguel Lopes (C. Rodríguez 62'), Rolando, Bruno Alves e Alvaro Pereira; Fernando, Raúl Meireles (Tomás Costa 45'), Guarín (Valeri 72') e Belluschi; Falcao e Hulk;
Treinador: Jesualdo Ferreira. Suplentes Não Utilizados: Beto; Maicon, David Addy e Farías;

Disciplina:
Amarelos: Bruno Alves 12'; Bruno Magalhães 17'; Danilo 24'; Ricardo Rocha 40' e 90+1'; Eduardo 41';

Vermelhos: Ricardo Rocha 90+1'; Bruno Alves 90+3';

Golos: 0-1 Guarín 13'; 0-2 Falcao 23'; 1-2 Clemente 85'.

sábado, 15 de maio de 2010

Inglaterra: Morreu Idrizaj

É mais um caso de morte súbita no desporto. Ainda na semana passada Rui Silva atleta do GRIB (basquetebol) faleceu durante o sono.
Desta vez a vítima foi o austríaco Besian Idrizaj (na foto), jogador do Swansea, equipa galesa, que milita no segundo escalão do futebol inglês e que é orientado por Paulo Sousa.
Segundo o clube revelou em comunicado o jogador terá morrido durante o sono na noite de sexta-feira:
"O Swansea confirma que o agente do avançado Besian Idrizaj informou o clube que o jogador faleceu. Ao que se sabe, o jogador morreu enquanto dormia na noite de sexta-feira, quando estava em casa com a família, na Áustria. A causa exacta da morte não foi confirmada."
Idrizaj já tinha desmaiado em campo quando representava os austríacos do Wacker Innsbruck, por empréstimo do Liverpool em 2008, mas o próprio jogador admitiu que o problema já estava resolvido, depois de ter sido submetido a vários exames.
Besian Idrizaj nasceu a 12 de Outubro de 1987 na Áustria, e começou a sua carreira ao serviço do Admira Linz, de onde se transferiu para o LASK Linz.
Foi contratado pelo Liverpool em 2005, mas acabou por ser emprestado em três ocasiões: Luton Town em 06/07, Crystal Palace em 07/08 e Wacker Innsbruck em 08/09. Esta temporada representou o Swansea, de Paulo Sousa.
Representou a selecção austríaca sub-21 em doze ocasiões, tendo marcado três golos.

"A foto do dia": Domingos em acção pelo FC Porto.

"A foto do dia" de hoje remonta à época 2000/2001, no decorrer de um Boavista - FC Porto.
Domingos, agora um treinador que anda nas bocas do Mundo, representava os "Dragões" como demonstra a foto.
O seu adversário era Litos, que parece ganhar o duelo. Atrás e um pouco "cortado" está o outro central boavisteiro, Jorge Silva.
O jogo terminou com a vitória axadrezada por 1-0, e o golo foi apontado por Martelinho aos 31' minutos.
O Boavista víria a sagrar-se campeão no fim da temporada, enquanto o FC Porto foi 2º a apenas um ponto. Aliás a turma azul vingou-se no último jogo do campeonato, ao golear o Boavista por uns concludentes 4-0.
Domingos, fez nessa temporada a última como profissional de futebol, e Litos saiu do Bessa rumo ao Málaga de Espanha.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Históricos do Nosso Futebol: Sp. Espinho

Fundado a 11 de Novembro de 1914, o Sporting Clube de Espinho, tem a sua sede tal como o nome indica na cidade de Espinho, e actualmente é presidido por Rodrigo Nunes.
Apesar de pertencer ao Distrito de Aveiro, o clube espinhense viu-se obrigado a jogar na AF Porto, devido à AF Aveiro não ter muitas equipas filiadas.
Em 1917/1918 o Sp. Espinho venceu mesmo a Taça de Honra da AF Porto, competição que se disputava entre todos os clubes da associação portuense.
Os "Tigres da Costa Verde" jogaram no distrito vizinho até à temporada 1923/1924, altura em que juntamente com outros clubes aveirenses fundaram a AF Aveiro.
O Sp. Espinho sagrou-se mesmo campeão do Distrito de Aveiro, durante as primeiras quatro temporadas.
Em 1934/1935 o clube espinhense estreou-se em provas de âmbito nacional, tendo sido segundo num grupo de quatro equipas.
No entanto, as competições "mais a sério" começaram em 49/50 quando o Sp. Espinho foi uma das dezoito equipas que disputaram a Série 2 da II Divisão Nacional.
Até 1960, os espinhenses disputaram a II Divisão, ora na Zona A ora na Zona Norte.
A descida à III Divisão após a temporada 59/60, acaba por ser um dos momentos mais negativos da história do SC Espinho.
O regresso à II Divisão foi de imediato conseguido, após o 2º lugar conquistado na Série A da III Divisão.
De novo no segundo escalão do futebol português, os espinhenses disputaram treze temporadas consecutivas na II Divisão, tendo o melhor registo sido conseguido na temporada 73/74 com a conquista do campeonato, que valeu a subida à I Divisão.
Pelo meio, a conquista da Taça Ribeiro dos Reis na temporada 66/67 é um dos momentos mais marcantes da história do clube espinhense. Esta prova destinava-se às equipas que disputavam a I e a II Divisão.
No campeonato principal do futebol nacional, a estreia não correu da melhor maneira para o clube "vareiro". As quatro vitórias e os sete empates em 30 jogos, valeram a 16ª e última posição bem como a descida à II Divisão.
A partir daqui, o Sp. Espinho tornou-se um clube de alternâncias entre a I e a II Divisão.
Depois de duas temporadas na segunda divisão (75/76 e 76/77), os espinhenses participaram na I Divisão em 77/78, mas voltaram a descer, disputando em 78/79 a II Divisão, competição que venceram e ascenderam de novo ao primeiro escalão do futebol português.
A época do Espinho em 79/80 é caso para dizer "aleluia".
Os espinhenses conquistaram um honroso 7º lugar, conseguindo assim pela primeira vez na sua história a manutenção entre os grandes.
Apenas em 1984, o Sp. Espinho voltou a descer. Apenas cinco vitórias e sete empates, em 30 jogos, valeram aos "Tigres" 17 pontos, que acabaram por não serem suficientes para evitar a última posição.
Os espinhenses disputaram de seguida a II Divisão por três temporadas consecutivas, conseguindo vencer a prova em 86/87, o que valeu nova promoção.
87/88 foi a melhor época de sempre do clube "vareiro". Uma brilhante temporada coincidiu com a conquista do 6º lugar final na I Divisão, numa equipa que tinha entre outros, jogadores como: Mike Walsh (ex FC Porto e internacional pela Irlanda), Aziz (ex Zwolle da Holanda), Zezé Gomes (ex Fluminense e V. Guimarães) e Pingo (que viria depois a ser jogador do FC Porto).
No entanto, a temporada seguinte não correu como esperado e os espinhenses terminaram o campeonato na 17ª posição, acabando naturalmente por descerem.
Em 89/90, na II Divisão Zona Centro, o Sp. Espinho ficou a um "mísero" ponto de regressar ao convívio dos "Grandes". Na altura, o Salgueiros venceu em Espinho na última jornada por 2-1, e conquistou o trono, subindo à I Divisão.
Com a reformulação dos campeonatos nacionais ocorrida em 1990, o Sp. Espinho fez parte de um grande número de equipas que disputou em 90/91 a "estreante" II Divisão de Honra.
O 11º lugar na primeira época, deu lugar ao 1º em 91/92 conseguido com grande mérito e brilhantismo. Atrás na tabela, ficaram históricos como Académica, Leixões, V. Setúbal, Belenenses e Portimonense.
Em 92/93 de novo no primeiro escalão, o Sp. Espinho "não aguentou" o ritmo e acabou por ser penúltimo entre dezoito equipas.
Disputou depois, a II Divisão de Honra por mais três temporadas consecutivas.
Foi sempre a subir: 93/94 14º lugar; 94/95 9º lugar; e finalmente em 95/96 com a conquista do 3º lugar que valeu o "bilhete" de ida para a I Divisão.
Bilhete esse que acabou por ser de ida e volta. Em 96/97 naquela que foi a sua última temporada na I Divisão, o Sp. Espinho terminou a primeira volta no 4º lugar a apenas seis pontos do 3º classificado, Benfica.
No entanto, numa segunda volta de campeonato míserável (onde está incluida a eliminação da Taça frente aos D. Sandinenses da III Divisão) onde o treinador Zinho acabou despedido a quatro jornadas do fim, os "Tigres" conseguiram apenas uma vitória e foi na última jornada, já sob o comando de Edmundo Duarte.
O 16º lugar não foi evitado, e deu-se nova descida do Sp. Espinho ao segundo escalão.
A Liga de Honra foi depois palco dos espinhenses durante cinco temporadas. A melhor classificação foi "apenas" o 7º lugar em 98/99, sendo a pior o 17º lugar conseguido em 2001/2002 que valeu a despromoção à II Divisão B.
Em 2002/2003 no ano de estreia na II Divisão B, o Sp. Espinho não foi além do 10º lugar na Zona Norte. Tratou-se de uma época em que foram lançadas as bases do sucesso para a seguinte.
Em 03/04, o Sp. Espinho "acabou" inserido na Zona Centro, série que acabou por vencer sem grandes problemas.
No ano de regresso à Liga de Honra, os espinhenses terminaram a prova no 18º e último lugar, acabando por descer de novo ao terceiro escalão. Esta foi a última temporada dos "Tigres" no segundo escalão do futebol português.
De então para cá o Espinho nunca abandonou o terceiro escalão, conseguindo sempre classificar-se nos cinco primeiros: foi 2º em 05/06, 4º em 06/07, 3º em 07/08 e 08/09, e 5º na temporada que agora findou.
Veremos se na próxima temporada, o Sp. Espinho construirá um plantel capaz de lutar pela subida de divisão, que tanto anseiam os adeptos dos "Tigres da Costa Verde".
O clube "costeiro" efectua os seus jogos no Estádio Comendador Manuel Oliveira Violas, e tem como equipamento principal: camisola preta e branca com listas verticais, calções pretos e meia branca.

Palmarés do SC Espinho:
Campeonato Nacional da II Divisão (ou Liga de Honra): 4 (1973/1974; 1978/1979; 1986/1987; 1991/1992)
Campeonato Nacional da II Divisão B: 1 (2003/2004)
Vencedor da Taça Ribeiro dos Reis: 1 (1966/1967)
Vencedor da Taça de Honra da AF Porto: 1 (1917/1918)
Campeonato de Aveiro: 13 (1924/1925; 1925/1926; 1926/1927; 1927/1928; 1929/1930; 1931/1932; 1933/1934; 1940/1941; 1943/1944; 1944/1945; 1947/1948; 1950/1951; 1960/1961)

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Liga Europa: Atlético Madrid é o vencedor

O Atlético Madrid de Espanha, é o primeiro vencedor da Liga Europa, troféu que "substitui" a Taça UEFA.
O clube dos portugueses Simão e Tiago, bem como do ex-portista Paulo Assunção, e do ex-benfiquista Reyes, que é orientado por Quique Flores levou de vencida os ingleses do Fulham por 2-1, na final disputada em Hamburgo.
Os espanhóis não venciam um troféu desde a temporada 2001/2002, temporada em que venceram a Segunda Divisão de Espanha, e regressaram à Primeira Divisão.
O jogo começou com o Atlético no ataque, e logo aos 12' Forlán atirou ao poste. O Fulham rapidamente se apercebeu que os espanhóis não estavam para brincadeiras.
No lado dos ingleses, Zamora era o mais inconformado e tentava de todas as maneiras levar perigo à baliza de De Gea, mas pela frente tinha uma "muralha" intransponível.
Aos 32' Aguero tentou o remate, a bola saiu "torta" mas acabou por "parar" na cabeça de Forlán que desviou o esférico para o fundo das redes. 1-0.
Volvidos cinco minutos, Zamora ganhou "finalmente" espaço, e ganhou uma bola que parecia perdida na sequência de um lançamento de linha lateral, de imediato deixou na direita onde o húngaro Zoltán Gera tirou o cruzamento, que permitiu a Davies fazer o empate. 1-1 aos 37'.
Na segunda parte, o Fulham surgiu mais solto, e com o jogo mais aberto, o Atlético foi ganhando mais espaço para criar as suas jogadas.
No entanto, a finalização de ambas as equipas nunca foi a melhor, e Schwarzer e De Gea tiveram ambos uma noite tranquila.
O prolongamento, não foi assim, "evitado".
A primeira parte do tempo extra, foi equilibrado, mas coube ao Atlético a melhor opurtunidade de golo.
Forlán após uma jogada de insistência pelo correr esquerdo, cruzou "atrasado" onde surgiu Aguero que com a baliza deserta, atirou ao lado.
Na segunda parte, os papéis inverteram-se.
Se Aguero falhou, Forlán não. Foi o uruguaio quem aos 116' fez o segundo golo do Atlético, desviando com um toque subtil e com enorme classe, para o 2-1.
Pouco depois, a partida terminou, e a festa foi espanhola.
Ficha de Jogo:

Atlético Madrid: De Gea; António López, Ujfalusi, Álvaro Domínguez e Perea; Paulo Assunção, Raúl García, Simão (Jurado 68') e Reyes (Salvio 78'); Forlán e Aguero (Valera 119');
Treinador: Quique Flores; Suplentes Não Utilizados: Joel; Juanito, Camacho e Cabrera;

Fulham: Schwarzer; Hangeland, Konchesky, Baird e Hughes; Etuhu, Murphy (Greening 118'), Davies e Duff (Nevland 84'); Gera e Zamora (C. Dempsey 55');
Treinador: Roy Hodgson; Suplentes Não Utilizados: Zuberbuhler; Pantsil, Helge Riise e Dikgacoi;

Disciplina:
Amarelos: Hangeland 63'; Salvio 107'; Raúl García 114'; Forlán 117';

Golos: 1-0 Forlán 32'; 1-1 Davies 37'; 2-1 Forlán 116';

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Marquinhos

Marco José da Graça Gonçalves, nasceu no Funchal a 20 de Novembro de 1974.
O "pequeno" Marquinhos começou a sua carreira no Nacional, transferindo-se mais tarde para o FC Porto, onde jogou duas temporada nas camadas jovens.
Acabou por voltar à Madeira e ao Nacional, onde completou a sua formação.
Na sua última temporada como júnior, foi suplente utilizado em duas ocasiões na equipa sénior, que competia então na Liga de Honra (92/93).
Acabou por completar duas temporadas na equipa principal do Nacional, mas acabou por sair depois de ter sido muito pouco utilizado em ambas as temporadas.
Terminado o "ciclo" no Nacional, Marquinhos rumou ao Camacha, que iria competir na II Divisão em 95/96.
Manteve-se na Camacha por mais duas temporadas, tendo feito o suficiente para voltar o Nacional a pretende-lo.
Regressou ao clube onde havia dado os primeiros pontapés na bola, mas desta vez, acabou por ser utilizado com bastante regularidade. Participou em 32 jogos, e apontou 7 golos.
As boas épocas efectuadas na Região Autónoma da Madeira, atraíram as atenções do Gil Vicente, que estava de regresso à Primeira Liga.
Mais uma vez, Marquinhos foi "vítima" de pouca utilização. Apenas efectuou dois jogos na Primeira Liga, em época e meia ao serviço dos gilistas.
O mercado de Inverno de 2001, levou-o até Chaves, onde participou em 12 jogos, e apontou um golo.
As suas boas exibições "convenceram" o FC Marco a contrata-lo. O clube marcoense inicialmente disputaria a Liga de Honra, mas acabou relegado à II Divisão B.
Marquinhos esteve durante três temporadas no Marco de Canaveses, tendo sido um dos grandes pilares da equipa do Marco que ascendeu à Liga de Honra em 2002.
Em três épocas, participou em 95 jogos (repartidos entre II Divisão B e Liga de Honra) e apontou 13 golos.
Apesar das excelentes exibições protagonizadas ao serviço do FC Marco, Marquinhos regressou à Madeira após a temporada 2003/2004.
As saudades de casa apertaram, e o atleta reforçou o Ribeira Brava, clube onde permaneceu por mais três temporadas, todas elas na II Divisão B.
Terminou a sua ligação ao Ribeira Brava em 2008, depois de uma primeira temporada que quase levou os madeirenses à III Divisão, tendo as três épocas seguintes sido realizadas com muita tranquilidade.
Em 2008, assinou pelo Pontassolense também da Madeira, clube onde terminou a actual temporada, depois de 26 jogos e 2 golos.
Apesar das enormíssimas dificuldades financeiras, os madeirenses terminaram a temporada 2009/2010 num tranquilo 9º lugar.
Actualmente, desconheço se Marquinhos já se comprometeu com algum clube tendo em vista a próxima temporada desportiva.
Com "apenas" 1.77 de altura, Marquinhos é dono de um excelente pé esquerdo, que fez maravilhas por onde passou.
Desempenha a posição de médio esquerdo ou extremo esquerdo, podendo também jogar como ponta de lança.

(Agradecimentos: Jornal "A Verdade" e Blogue da AD Marco 09 pela foto)

terça-feira, 11 de maio de 2010

Foi há 2 anos: Estreei-me a marcar oficialmente


Há precisamente dois anos, estreei-me a marcar como federado. Numa das minhas poucas aparições como titular na equipa de Juvenis do Canedo FC, aproveitei (e bem) a oportunidade para "mostrar serviço".
O jogo foi a contar para a fase dos últimos, e disputou-se no dia 11 de Maio de 2008. O adversário dava pelo nome de Relâmpago Nogueirense, e a partida começou às nove horas da manhã, de um Domingo.
Necessitávamos de pontos urgentemente para fugirmos da cauda da tabela, algo que não veio a acontecer, e recebíamos uma equipa que estava ligeiramente acima de nós no quadro classificativo.
Entrámos fortes, e conseguimos inaugurar o marcador por intermédio de Fábio, um dos meus companheiros de ataque. Rapidamente, o Relâmpago chegou ao empate, e eu pensei para mim mesmo, que voltaríamos a perder. Mas não foi assim.
Após um pontapé de baliza mal batido pelo nosso guarda-redes, o Fábio conseguiu captar a bola com um toque artistíco e de imediato colocou a bola em mim com um excelente passe.
Eu, isolado, segui o meu caminho, até "brincar" com o guarda-redes durante alguns segundos. Após "bailar" à frente do Óscar (assim se chamava o guardião) encostei finalmente para o fundo das redes. Mais do que o golo que nos colocou na frente do marcador, foi uma alegria enorme, pois há muito que perseguia esse objectivo: o de marcar. Foi especial.
O intervalo chegou, e vencíamos calmamente por 2-1. Para a segunda parte, íriamos "perder" três jogadores devido a compromissos de Catequese.
Entrámos unidos, dispostos a aumentar o resultado e vencer finalmente um jogo em casa, algo que já não conseguíamos há muito (desde a primeira fase). A saída de três jogadores algo "influentes" na nossa equipa, fez-se sentir no segundo tempo, pois poucos minutos após o recomeço do jogo, o Relâmpago empatou.
De seguida, tive nos pés a melhor oportunidade de toda a segunda parte. Depois de ter iniciado a jogada, recebi um passe de um dos meus colegas, e fiz uso do meu melhor pé (o esquerdo) atirando forte e colocado ao ângulo superior esquerdo da baliza, mas o guarda-redes adversário não me deixou bisar, brilhando também ele com uma espectacular defesa.
Até ao fim, não existiram mais oportunidades claras de golo, quer a favor de uma equipa, quer de outra.
Acabámos por ficar em últimos nesta segunda fase, com apenas sete pontos, enquanto o Relâmpago foi sexto com dezasseis.
O nosso "onze" nesse jogo foi:

Roberto; Serginho, Luís, João Paulo e Rafa; Carlos (Ricardo Jorge 40'), João Loureiro (Pedro 40') e Caracol; Zé Manel, Raúl e Fábio (Bruno Pimenta 40').

Marcador: 1-0 Fábio; 2-1 Raúl.

Memórias do dia 11 de Maio de 2008:
Morte do ciclista Bruno Neves no decorrer da Clássica de Amarante.
Em Seniores: Oiã 2-2 Canedo, Campeonato Distrital I Divisão AF Aveiro.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Mundial: Queiroz já escolheu quem leva

Carlos Queiroz anunciou hoje os convocados para o Mundial de futebol, que arranca no próximo mês de Junho, na África do Sul.
O seleccionador nacional convocou vinte e quatro jogadores, mas é certo que um não seguirá viagem até África. Tudo isto, se deve (penso eu) à lesão de Pepe, que entretanto regressou aos treinos no Real Madrid.
As maiores surpresas são sem dúvidas os nomes do guarda-redes Daniel Fernandes, e dos centrais Zé Castro e Ricardo Costa.
As grandes ausências na minha opinião, são Quim e João Moutinho. Quim é apenas e só o melhor guarda-redes português, enquanto Moutinho é o jogador que joga em qualquer equipa. Mas, são opções.
Destaque ainda para a chamada de Fábio Coentrão, chamada essa que foi bastante "aclamada" por grande parte da população portuguesa.
Confira a lista dos 24 convocados:

Guarda-Redes:
Eduardo (Sp. Braga)
Beto (FC Porto)
Daniel Fernandes (Iraklis, Grécia)

Defesas:
Rolando (FC Porto)
Bruno Alves (FC Porto)
Fábio Coentrão (Benfica)
Miguel (Valência, Espanha)
Duda (Málaga, Espanha)
Pepe (Real Madrid, Espanha)
Zé Castro (D. Corunha, Espanha)
Ricardo Costa (Lille, França)
Paulo Ferreira (Chelsea, Inglaterra)
Ricardo Carvalho (Chelsea, Inglaterra)

Médios:
Raúl Meireles (FC Porto)
Miguel Veloso (Sporting)
Pedro Mendes (Sporting)
Deco (Chelsea, Inglaterra)
Tiago (Atlético Madrid, Espanha)

Avançados:
Liédson (Sporting)
Simão Sabrosa (Atlético Madrid, Espanha)
Cristiano Ronaldo (Real Madrid, Espanha)
Danny (Zenit, Rússia)
Hugo Almeida (Werder Bremen, Alemanha)
Nani (Manchester United, Inglaterra)

Liga Sagres: Uma palavra ao Sp. Braga, pois claro.

Este campeonato teve uma grande surpresa: um Braga acostumado à luta pelo 4º e pelo 5º lugar, e que andou este ano entre os dois primeiros, com grande mérito.
Grande parte da equipa da temporada passada manteve-se: Eduardo, Evaldo, Rentería, Meyong, Vandinho, Rodríguez, João Pereira, Mossoró, Matheus, Moisés, Alan, Paulo César, André Leone, entre outros. Mas não devemos esquecer, que Domingos perdeu César Peixoto para o Benfica, mas acima de tudo perdeu duas peças chave no onze de Jesus: Frechaut e Luís Aguiar.
Domingos reforçou o plantel com Fernando Alexandre oriundo do E. Amadora, Adriano e Diogo Valente do FC Porto, Paulão da Naval, e o reforço mais mediático foi sem dúvida Hugo Viana, que chegou por empréstimo do Valencia. Não podemos também esquecer, Rodrigo Possebon emprestado pelo Manchester United.
O esquema da equipa manteve-se igual, com Jesus agora do outro lado da barricada, a "reclamar" o facto do plantel ter "sido construído por ele". Domingos respondeu dizendo que nunca havia visto uma equipa com tantas roturas musculares.
A época oficial começou mal, com a eliminação do "Braga europeu" aos pés do modesto Elfsborg da Suécia.
Agora fora da Europa, internamente o Braga foi demolidor no início de campeonato. Aproveitando os vários deslizes da concorrência, os bracarenses somaram sete triunfos consecutivos, perdendo pontos apenas na 8ª Jornada, com o empate em Vila de Conde, frente ao Rio Ave, a um golo.
À 8ª Jornada o Sp. Braga partilhava a liderança com o Benfica (ambos somavam 21 pontos), com mais três pontos que o FC Porto.
A Jornada 9 trazia o jogo grande. No Estádio Axa, a equipa da casa recebia o Benfica, num jogo que se antevia ser bem disputado. Mais uma vez, e como já vinha sendo hábito, o Sp. Braga venceu. Vitória clara por 2-0, no célebre jogo que tiraria Vandinho à equipa por três meses.
Na Jornada seguinte, a primeira derrota. No derby do Minho, frente ao V. Guimarães, um golo de Desmarets bastou para que a turma bracarense somasse o primeiro desaire na prova.
Seguiram-se mais quatro jogos até à paragem do campeonato, devido à época festiva: duas vitórias (U. Leiria e Paços de Ferreira) e dois empates (Naval e Leixões), mantinham o Sp. Braga no 1º lugar embora em igualdade pontual com o Benfica.
Janeiro chegou, e a época de transferências também. A grande figura do Braga na época passada, regressava a casa. Luís Aguiar, chegava por empréstimo dos russos do D. Moscovo.
Apesar da contratação do "estratega" uruguaio, os bracarenses perderam o lateral direito, João Pereira, que foi transferido para Alvalade. Possebon apenas jogou 34' minutos, na Liga Europa, e regressou a Inglaterra.
Domingos sentiu necessidade de se reforçar, e para o lado direito da defesa a aposta recaiu em Miguel Garcia, da Olhanense. Rafael Bastos, ex jogador do Nacional, também reforçou o plantel "arsenalista", e devido ao castigo federativo imposto a Vandinho, na sequência de desacatos no jogo com o Benfica, os minhotos contrataram a título de empréstimo o trinco brasileiro Olberdam, do Marítimo.
Com o castigo de Vandinho, uma das peças fundamentais do onze bracarense, Domingos "recuperou" também o "desaparecido" Andrés Madrid. Madrid vinha de um empréstimo mal sucedido ao FC Porto (apenas bem sucedido em termos de troféus ganhos), e aproveitou e de que maneira as opurtunidades que teve. Recuperou finalmente a alegria de jogar, e fez uma boa época.
O ano de 2010 trouxe um Braga ainda mais motivado, que venceu os cinco primeiros jogos que disputou na Liga Sagres, e assumiu a liderança à 18ª Jornada.
No entanto, no rescaldo da visita ao Dragão, à Jornada 20, o Braga perdeu a liderança, ao ser goleado pelo TetraCampeão FC Porto, por 5-1. Faltavam 10 jogos, e a liderança estava apenas a um ponto.
A vitória sobre a Olhanense na jornada seguinte continuava a dar esperanças aos adeptos do Sp. Braga, que acabou por desiludir de certa forma a sua massa associativa, ao empatar no terreno do "aflito" V. Setúbal na jornada 22. Seguiu-se mais uma vitória, desta feita sobre o Rio Ave por 1-0, e depois nova derrota.
No jogo mais esperado do ano, o Sp. Braga perdeu na Luz frente ao líder Benfica, por uma bola a zero, e teria hipotecado definitivamente as hipóteses de ser campeão.
Mas não. As cinco vitórias consecutivas, entre as Jornadas 25 e 29, aliadas ao facto do Benfica ter sido derrotado na penúltima jornada, em casa do FC Porto, devolveu as esperanças aos bracarenses.
Ontem na última jornada, o Sp. Braga era como se sabe obrigado a vencer e teria de esperar que o Benfica fosse derrotado em sua casa. Tal não aconteceu. O grande destaque de ontem, foi mesmo o regresso de Vandinho aos convocados, três meses depois.
Terminado o campeonato, é hora de fazer balanços, e congratular quem realmente o merece. E, o Sp. Braga, merece-o.
De realçar também o excelente contributo que os adeptos do clube deram nesta temporada histórica. Acreditaram sempre, até ao fim, até aos limites, e até matematicamente não ser possível.
Os "Guerreiros do Minho" mostraram que estão à altura dos Grandes, tendo mesmo superado o Sporting e o FC Porto.
Domingos teve bastante mérito, na forma como motivou os seus jogadores. "Jogo a jogo, vamos definindo objectivos". E assim é que tem de ser.
Se continua ou não em Braga, não se sabe. Mas o mais certo é continuar. E cuidado, depois deste brilharete, espera-se com certeza um Braga ainda mais competitivo na próxima época.
Sobre o campeonato do Sp. Braga apenas tenho a dizer: Domingos, Paciência! (Fica para a próxima.)

domingo, 9 de maio de 2010

Liga Sagres: Benfica Campeão.

Caiu o pano sobre a Liga Sagres 2009/2010.
O Benfica sagrou-se campeão com inteira justiça, depois de vencer o Rio Ave, por 2-1, na Luz, com um bis de Oscar Cardozo.
O Sp. Braga empatou no Nacional a uma bola, e ficou-se pelo segundo lugar final.
Este é o 32º título da história do Benfica, que alarga a sua vantagem para o FC Porto, que soma 24, e para o Sporting, que conta 18. Bem distantes estão Boavista e Belenenses, que somam apenas um.
Em trinta jornadas, o Benfica somou vinte e quatro vitórias, quatro empates e duas derrotas, tendo marcado setenta e oito golos e sofrido apenas vinte.
Cardozo foi o melhor marcador da Liga, ao apontar vinte e seis golos, mas convém referir que sete desses vinte e seis foram apontados na transformação de grandes penalidades.
Vencido o campeonato, os números indicam que os encarnados tiveram doze penaltis a favor, enquanto dezoito jogadores adversários viram a cartolina vermelha frente ao Benfica.
Nos restantes jogos da jornada, ontem, FC Porto, Sporting e Belenenses venceram os seus jogos, enquanto que hoje o Marítimo bateu o Guimarães e subiu ao quinto lugar. Olhanense e Paços de Ferreira empataram na Mata Real a duas bolas.

Resultados, 30ª (última) jornada da Liga Sagres:

Benfica 2-1 Rio Ave
U. Leiria 1-4 FC Porto
Nacional 1-1 Sp. Braga
P. Ferreira 2-2 Olhanense
V. Guimarães 1-2 Marítimo
V. Setúbal 1-2 Belenenses
Leixões 1-2 Sporting
Naval 0-1 Académica

Classificação:
1º Benfica 76 pts.; 2º Sp. Braga 71 pts.; 3º FC Porto 68 pts.; 4º Sporting 48 pts.; 5º Marítimo 41 pts.; 6º V. Guimarães 41 pts.; 7º Nacional 39 pts.; 8º Naval 36 pts.; 9º U. Leiria 35 pts.; 10º Paços de Ferreira 35 pts.; 11º Académica 33 pts.; 12º Rio Ave 31 pts.; 13º Olhanense 29 pts.; 14º V. Setúbal 25 pts.; 15º Belenenses 23 pts.; 16º Leixões 21 pts.

Campeão: Benfica.
Apurados para a Liga dos Campeões: Benfica e Sp. Braga.
Apurados para a Liga Europa: FC Porto, Sporting e Marítimo.
Despromovidos à Liga Vitalis: Belenenses e Leixões.