segunda-feira, 31 de maio de 2010

Farense e Infesta: Dois históricos com destinos diferentes

A III Divisão terminou ontem para as equipas do Continente, e no meio de tantas descidas e subidas, há duas situações que são de certa forma "marcantes".
O grande destaque de todas as equipas que subiram, vai sem dúvida para o Farense, que depois de ter estado sem futebol sénior, tem tido uma ascensão espectacular.
Em quatro temporadas, os algarvios, conseguiram três promoções, sendo que por duas vezes sagraram-se mesmo campeões.
Ontem, um trajecto que já ía em duas temporadas na III Divisão, terminou com uma vitória suada, e com a promoção à II Divisão.
Seis anos depois de ter participado no terceiro escalão do futebol português, o Farense está de regresso, mas desta vez com mais meios do que os que tinha em 2004, para atingir os seus objectivos, que devem essencialmente passar pela manutenção, e no futuro, devem passar pela tentativa de promoção à Liga Vitalis.
Na última temporada na II Divisão B, os "Leões de Faro" conquistaram onze vitórias, oito empates, e dezanove derrotas, tendo terminado a prova no 17º lugar entre 20 equipas.
Faziam parte desta equipa, nomes como Hassan, Carlos Costa e Paixão, que representaram o clube algarvio na I Divisão, e ainda Pedro Hipólito, Pedro Estrela e Pedro Dimas. Outro nome bem conhecido dos adeptos farenses, é o de Quadros, que actualmente representa o Farense.Quanto às descidas que se registaram, o maior destaque vai sem dúvida para a do Infesta, que militava na Série B.
A turma infestista não marca presença nos Distritais da AF Porto, desde a temporada 83/84 que terminou com a subida do clube azul e branco, à III Divisão Nacional.
Na temporada passada, o Infesta desceu da II Divisão para a III Divisão, e desta feita volta a descer de divisão. São duas descidas consecutivas, que concerteza não mancharão o historial do clube em campeonatos nacionais.
De 89/90 a 08/09, o Infesta não conheceu outra divisão, que não a II. Foram vinte temporadas consecutivas, onde o clube foi ganhando tradição de complicar a vida às equipas que lutavam para subir. Ao longo dos anos os homens de São Mamede, foram-se intrometendo na luta pela subida, com especial destaque para as temporadas protagonizadas na última década.
Com a queda à III Divisão na temporada passada, alguns jogadores "históricos" no clube como Bruno, Laranjeira ou Corina mantiveram-se apesar da queda no clube, na tentativa de fazer regressar o Infesta à II Divisão.
O plantel era praticamente o mesmo da temporada transacta, registando-se poucas entradas e claro poucas saídas, mas as saídas verificadas, foram baixas de vulto, já que saíram dois jogadores com um "historial rico" ao serviço do clube, como Pedro Nuno e Camarinha. Pedro Nuno acabou por voltar em Janeiro.
Esta temporada, na primeira fase, o Infesta terminou no 10º lugar entre 12 equipas, com quatro vitórias, onze empates e sete derrotas.
Já na segunda fase, a turma infestista somou apenas um triunfo, ao que se juntaram cinco empates e quatro derrotas em 10 jogos. O penúltimo lugar dos "seis últimos" foi azul e branco.

III Divisão chegou ao fim.

Terminou ontem a penúltima temporada de existência da III Divisão.
De acordo, com os novos regulamentos da FPF, 2010/2011 será a última temporada em actividade da III Divisão.
Antes disso, ontem terminou a época para sete das oito séries, faltando apenas saber-se quem irá representar a Madeira na II Divisão 2010/2011.
Na Série A, o Macedo de Cavaleiros já havia garantido o primeiro lugar e consequente subida de divisão, ficando a saber ontem quem o acompanhava. A outra equipa promovida da Série A, é o Bragança, que empatou a zero com o seu grande ríval na luta pela subida, Mirandela.
Na Série B, AD Oliveirense e Fafe já tinham garantido a promoção na semana anterior, logo o jogo de ontem entre ambos foi apenas para a conquista do 1º lugar.
Na Série C, o concelho de Vila Nova de Gaia volta a ter uma equipa na II Divisão, depois da última equipa gaiense a tê-lo feito terem sido os D. Sandinenses em 2006/2007.
O Coimbrões foi campeão (já havia sido na semana anterior), e deslocou-se até à vila de Cesar para "apadrinhar" a festa dos Homens da casa. O Cesarense venceu por 3-2, e "impediu" que os dois promovidos da Série C, fossem de V. N. Gaia. O Candal "morreu na praia".
Na Série D, o Anadia já "morava" na II Divisão, e empatou ontem em casa com o Fornos de Algodres, impedindo que o seu oponente conseguisse a promoção.
Está de regresso à II Divisão, o Sp. Pombal que venceu o até ontem, 2º classificado Gândara por 2-1.
Na Série E, Casa Pia e Torreense já haviam conseguido a promoção há algumas semanas.
Na Série F, a Juventude de Évora também já tinha conseguido a promoção e o título de campeão há algumas semanas atrás, e esperou até ontem pelo seu "acompanhante".
Acompanhante esse, que é o histórico SC Farense, que venceu o anterior 2º classificado Cova da Piedade por 1-0, e regressou à II Divisão, cinco anos depois.
Quanto às ilhas, nos Açores o Madalena já havia segurado o título de campeão há sensivelmente um mês, enquanto na Madeira, ainda falta disputar um jogo, sendo o Andorinha o clube mais bem posicionado para ascender à II Divisão. Mas, em igualdade pontual com o Andorinha está o Caniçal, logo prevêm-se dois desafios interessantes na próxima semana.
Quanto a descidas, a Norte, na Série A, Morais e Marinhas, têm a companhia do Montalegre, que ontem apesar de ter triunfado, não evitou o regresso aos Distritais de Vila Real.
Na Série B, Pedrouços e Infesta, há já algumas semanas que sabiam que na próxima temporada disputarão os Distritais da AF Porto, e ontem receberam a companhia do Torre de Moncorvo, que mesmo vencendo não evitou a descida.
Na Série C, situação igual às anteriores. Já haviam sido encontradas duas equipas despromovidas (Milheiroense e Sanjoanense), e ontem conheceu-se a terceira. É o Sporting da Mêda, que apesar da goleada imposta à Sanjoanense por 6-0, viu o Cinfães vencer o Milheiroense por 6-1, e alcançar a manutenção devido à diferença de golos.
Na Série D, já haviam sido encontradas as equipas despromovidas. Sendo assim, na próxima temporada, não figurarão nos campeonatos nacionais: Penamacorense, Alcaíns e Nelas.
Na Série E, Olivais e Moscavide e Gavionenses já haviam confirmado a descida, enquanto que ontem foi a vez do Portomosense, que apesar de ter ganho, não evitou a queda aos Distritais.
Na Série F, uma das partidas mais decisivas do dia de ontem, opôs Quarteirense e U. Montemor. O jogo iniciou-se com um atraso significativo (cerca de uma hora), tendo a equipa algarvia sido derrotada pelos alentejanos da União de Montemor, por 2-1. Com este desaire, o Quarteirense acompanha Castrense e Lusitano de Évora, na descida aos Distritais.
Enquanto nas Ilhas, nos Açores, descem aos Distritais, Barreiro, Rabo de Peixe e Flamengos. Na Madeira, quando ainda falta disputar-se uma jornada, apenas o Porto Moniz está despromovido, e apenas o Machico tem manutenção garantida.
Tudo a decidir-se na última jornada.
Equipas promovidas à II Divisão: Macedo de Cavaleiros, Bragança, AD Oliveirense, Fafe, Coimbrões, Cesarense, Anadia, Sp. Pombal, Casa Pia, Torreense, Juventude de Évora, Farense e Madalena.

Equipas despromovidas aos Distritais: Montalegre, Marinhas, Morais, Torre de Moncorvo, Infesta, Pedrouços, Sp. Mêda, Milheiroense, Sanjoanense, Penamacorense, Alcaíns, Nelas, Portomosense, Gavionenses, Ol. Moscavide, Quarteirense, Lus. Évora, Castrense, Rabo de Peixe, Barreiro, Flamengos e Porto Moniz.

sábado, 29 de maio de 2010

Pedro Roma.

Pedro Miguel da Mota Roma, (Pedro Roma no mundo do futebol) nasceu em Pombal a 18 de Março de 1970 e foi guarda-redes.
Começou a sua carreira no clube da terra, o Sporting de Pombal, tendo se transferido para a Académica no escalão de Juvenis, onde acabou por concluír o seu processo de formação.
Na sua primeira temporada como sénior foi cedido a título de empréstimo à Naval, que disputava a III Divisão.
Regressou "a casa", para a época 90/91, acabando apenas por fazer um jogo ao serviço da Académica, que disputava a Liga de Honra.
Na temporada seguinte, foi a primeira opção do técnico José Rachão, ganhando o lugar a guarda-redes mais experientes como Miguel e Tó Luís. As suas exibições (realizou 32 dos 34 jogos da Académica na Liga de Honra) chamaram a atenção do Benfica, que o contratou.
Rumou então à Luz para a temporada 92/93, que acabou por ser muito má em termos pessoais, para Pedro Roma. "Tapado" pelos experientes Silvino e Neno, acabou por não realizar qualquer partida no campeonato.
Para 93/94, a direcção encarnada decidiu emprestar o jovem guarda-redes ao Gil Vicente, que íria competir na I Divisão.
Roma, realizou seis partidas pelos gilistas no primeiro escalão, tendo sido lançado por Vítor Oliveira logo na jornada inaugural, num jogo que terminou com um empate caseiro frente ao Sp. Braga.
Regressou à "casa mãe" na temporada seguinte, onde mais uma vez na Liga de Honra, realizou 14 jogos.
Na temporada seguinte, a vinda de Hilário por empréstimo do FC Porto, complicou a vida a Pedro Roma que acabou por ser emprestado ao Famalicão, também da Liga de Honra, onde apesar dos 12 jogos que realizou, não conseguiu evitar a queda do clube nortenho à II Divisão B.
Depois deste empréstimo, passou cinco temporadas e meia na Académica.
Em 96/97, voltou e agarrou a titularidade (falhou apenas um jogo), ajudando assim a "Briosa" a regressar à I Divisão, nove anos depois.
No primeiro escalão, foi sempre o titular absoluto da "Briosa". Em 97/98 foi totalista, ao realizar todos os 34 jogos, e em 98/99 mesmo tendo realizado menos jogos (26), foi sempre a opção número 1.
No entanto, no fim da temporada 98/99, acabou por regressar à Liga de Honra.
Pedro Roma, fez mais duas temporadas de bom nível: 32 jogos em 99/00 e 22 em 00/01.
Em 01/02, teve a concorrência de Márcio Santos na luta por um lugar na baliza, e acabou por perder essa luta.
Não realizou qualquer jogo até Janeiro, acabando por sair por empréstimo rumo ao Sp. Braga, onde fez três partidas na I Liga.
Regressou "a casa" para 2002/2003, e nunca mais saíu da Académica. Até hoje, apenas por uma temporada não foi a grande aposta dos técnicos para a posição mais ingrata que existe no futebol.
Apenas por uma vez conseguiu ser totalista: foi em 06/07, quando realizou todos os 30 jogos da Briosa no campeonato. Teve ainda por duas vezes muito perto de o ser: primeiro em 04/05 falhou dois jogos (realizou 32 dos 34) e em 07/08 falhou três (esteve em 27 de 30).
Nas restantes temporadas, efectuou também um grande número de jogos: 24 em 02/03; 27 em 03/04 e 28 em 05/06.
Na temporada passada, aos 38 anos, ainda efectuou dois jogos pela Briosa na Liga Sagres, porque um forte "concorrente" chamado Peskovic, não o deixou efectuar mais.
Terminou a carreira no fim da temporada 2008/2009, tendo passado esta temporada a desempenhar a função de treinador de guarda-redes da equipa "estudante".
E agora uma curiosidade: Sabia que Pedro Roma esteve esta temporada inscrito apenas por mera precaução ? Infelizmente, acabou por nem sequer ser convocado uma vez.
Foi internacional sub-21 por Portugal.
Esta foi mais uma "homenagem" minha, a um jogador que eu admiro por ter passado grande parte da sua carreira ao serviço do mesmo clube.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Foi há 23 anos: FC Porto surpreendeu o Mundo

Tal como já havia antecipado ontem, completam-se hoje vinte e três anos, desde que o FC Porto surpreendeu o Mundo (não é nenhum exagero) e venceu o Bayern Munique, na final da Taça dos Campeões Europeus referente à temporada 1986/1987.
Os alemães chegaram à final depois de terem deixado pelo caminho: PSV, Áustria Viena, Anderlecht e o todo poderoso Real Madrid de Jorge Valdano e Hugo Sánchez. Na primeira mão da meia final a equipa germânica goleou os "Merengues" por 4-1. Resultado considerado "escandaloso", face à qualidade da equipa "blanca".
Já o FC Porto, até chegar à final eliminou: Rabat Ajax (Malta), FC Vitkovice (República Checa), Brondby (Dinamarca) e Dinamo Kiev (Ucrânia).
Naquele tempo, apenas os campeões de cada país, tinham direito a disputar a Taça dos Campeões Europeus. O FC Porto, não era considerado favorito à vitória, uma vez que o Bayern Munique tinha muito mais tradição nas competições europeias, e já tinha vencido a competição por três vezes consecutivas (1974, 1975 e 1976).
27 de Maio de 1987. O Estádio Pratter em Viena, acolhe a final da Taça dos Campeões Europeus.
O primeiro golo da partida foi para o Bayern Munique. Aos 24' minutos na sequência de um lançamento de linha lateral, Kögl atirou de cabeça, surpreendendo Mlynarczyk e inaugurando o marcador.
Reza a história, que ao intervalo, o técnico portista Artur Jorge fez uma "lavagem ao cérebro" dos seus jogadores, deixando-os bastante moralizados, e incentivando-os de que era possível conquistar o troféu. Se isso aconteceu, resultou.
Primeiro, foi Paulo Futre que com uma jogada de mágico, deixou para trás vários defensores germânicos, e atirou para o lado direito da baliza bávara. No entanto, a bola passou um pouco ao lado. Mas a jogada foi verdadeiramente excepcional.
Depois, aos 77' deu-se o momento sublime da noite: Juary, já dentro de área, recebeu um passe, aguentou a pressão da defesa bávara e serviu Madjer, que sem mais demoras e de costas para a baliza, atirou de calcanhar empatando a partida com um golo "do outro Mundo".
O FC Porto surgiu completamente transfigurado no segundo tempo, e a prova disso é que dois minutos depois de ter empatado o jogo, marcou novo golo.
Madjer teve uma excelente arrancada pela ala esquerda, onde tirou um cruzamento para o segundo poste, e onde apareceu completamente solto de marcação, o brasileiro Juary, que não teve dificuldades em colocar o FC Porto em vantagem. 2-1 aos 79'.
Antes do fim, os portistas ainda poderiam ter aumentado a vantagem em duas ocasiões: primeiro foi Futre, que isolado permitiu o corte do guardião germânico; e de seguida foi Juary que através de uma jogada de insistência no corredor direito, entrou dentro de área e rematou rasteiro, fazendo a bola passar perto do poste direito da baliza de Plaff.
O jogo terminou pouco depois, e a festa foi enorme. Desde 1964 que uma equipa portuguesa não vencia a Taça dos Campeões Europeus, quando o Benfica derrotou o Real Madrid de Di Stefano.
Esta foi também a primeira vitória europeia do FC Porto, depois de perder a final da Taça das Taças para a Juventus, anos antes.Ficha de Jogo:

Jogo realizado no Estádio Pratter, em Viena
Árbitro Principal: Alexis Ponnet (Bélgica)

FC Porto: Mlynarczyk; João Pinto, Eduardo Luís, Inácio (Frasco 65') e Celso; Jaime Magalhães, André e Sousa; Quim (Juary 45'), Futre e Madjer;
Treinador: Artur Jorge; Suplentes Não Utilizados: Zé Beto; Festas e Casagrande;

Bayern Munique: Plaff; Norbert Eder, Pflügler, Nachtweih e Winklhofer; Brehme, Flick (Lunde 82') e Lothar Matthäus; M. Rummenigge, Hoeness e Kögl;
Treinador: Udo Lattek; Suplentes Não Utilizados: Aumann; Kutschera, Willmer e Bayerschmidt;

Disciplina:
Amarelos: Jaime Magalhães 35'; Celso 61'; Winklhofer 65'; Sousa 71';

Marcador: 0-1 Kögl 24'; 1-1 Madjer 77'; 2-1 Juary 79';

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Foi há 6 anos: FC Porto (re)conquistou Europa.

Maio é definitivamente, o mês das conquistas para o FC Porto.
Se na passada sexta feira, foi comemorado o sétimo aniversário da conquista da Taça UEFA, hoje (26 de Maio) comemora-se o sexto aniversário da vitória em Gelsenkirchen.
Já agora, aproveito a "boleia" e antecipo que amanhã completar-se-ão 23 anos desde o triunfo portista em Viena, sobre o Bayern Munique.
Voltemos a 2004. Uma vitória estupenda, perante um adversário francês que tinha uma excelente equipa, com jogadores que à custa da campanha na Champions dessa temporada, saltaram para a ribalta. Curioso também o facto, de o defesa direito do Monaco, estar emprestado pelo FC Porto. Era ele, o argentino Hugo Ibarra.
O FC Porto chegava à final da Liga dos Campeões, depois de deixar pelo caminho equipas como Manchester United e Deportivo la Coruña.
Do lado adversário, o Monaco, "apenas" havia eliminado Real Madrid e Chelsea.
Não se adivinhava um jogo fácil, como é óbvio. Uma final é sempre uma final. Nunca há vencedores antecipados, nem é muito aconselhável dizermos que este ou aquele não tem hipótese de vencer.
Embora muita gente por essa Europa fora considerasse o FC Porto favorito, foi a equipa monegasca a primeira a criar perigo.
2' minutos de jogo e Giuly já seguia isolado para a baliza portista, valendo a saída de Baía, que cortou a bola para fora.
A resposta portuguesa, foi imediata, mas Deco não conseguiu converter com êxito. Primeiro atirou na sequência de um livre directo contra a barreira, na ressaca rematou forte mas contra Rodríguez.
Aos 16' cruzamento de Edouard Cissé no lado direito, mas Rothen a chegar atrasado, e a falhar o remate. Passou o perigo para o FC Porto.
À passagem do minuto 22' o Monaco perdeu uma das suas grandes referências. Ludovic Giuly, o estratega da equipa, saiu lesionado e deu o lugar ao croata Dado Pršo.
Os franceses continuavam à procura do golo, e aos 31' Morientes apareceu isolado na cara de Baía, após uma belíssima assistência, mas o lance foi (mal) invalidado pelo árbitro assistente.
O FC Porto, finalmente deu um ar da sua graça, dois minutos depois, quando Paulo Ferreira fez um cruzamento para o interior da área, procurando assistir Deco, valendo o corte de Givet ao Monaco.
A seis minutos do intervalo, o FC Porto chegou ao golo. Nuno Valente cruzou da esquerda, Rodríguez aliviou, mas a bola acabou por ficar na posse de Pedro Mendes que tocou para Paulo Ferreira. O lateral direito cruzou para a área, e após um ressalto de bola, Carlos Alberto efectuou um remate à meia volta, inaugurando o marcador.Aos 44', o tal jogador emprestado pelo FC Porto, Ibarra, passou por três jogadores azuis, e cruzou para o interior da área, acabando a bola por esbarrar num defensor português.
O intervalo veio pouco depois.
No segundo tempo, novamente o Monaco a carregar. Aos 55' Pršo recebeu um passe longo, mas talvez se tenha iludido perante tanta facilidade concedida pelos portistas, e não conseguiu controlar a bola.
Aos 62' Morientes rematou forte após passe de Pršo, mas estava em posição irregular.
O FC Porto respondeu com o segundo golo. 71' minutos, jogada rápida de contra-ataque, com Deco a servir Alenitchev, e com o russo a deixar para o luso-brasileiro, que com toda a classe que lhe é conhecida, encostou facilmente. 2-0, e a Champions já não fugíria.
Quatro minutos depois, veio a sentença definitiva.
Mais um contra-ataque do FC Porto, com Alenitchev a deixar o esférico em Derlei. O "Ninja" tentou tirar o cruzamento, mas a bola bateu num defensor monegasco, e sobrou para Alenitchev que frente a Roma, não perdoou e fuzilou completamente o guardião francês. 3-0 aos 75'.
Até final, apenas um lance digno de registo, e pertenceu ao Monaco.
Patrice Evra, aos 84' completamente solto no interior da área azul e branca atirou muito por cima.
A partida terminaria dez minutos depois (foram concedidos quatro minutos de compensação), e o FC Porto reconquistou a Europa do futebol, dezasseis anos depois de o ter feito em Viena.Ficha de Jogo:

FC Porto: Vítor Baía; Paulo Ferreira, Jorge Costa, Ricardo Carvalho e Nuno Valente; Costinha, Maniche, Pedro Mendes e Deco (Pedro Emanuel 85'); Carlos Alberto (Alenitchev 60') e Derlei (McCarthy 78');
Treinador: José Mourinho. Suplentes Não Utilizados: Nuno; Ricardo Costa, Bosingwa e Jankauskas;

Monaco: Roma; Ibarra, Rodríguez, Givet (Squillaci 72') e Evra; Edouard Cissé (Nonda 64'), Zikos, Bernardi e Rothen; Giuly (Pršo 22') e Morientes;
Treinador: Didier Deschamps. Suplentes Não Utilizados: Tony Sylva; El Fakiri, Plašil e Adebayor;

Disciplina:
Amarelos: Nuno Valente 29'; Carlos Alberto 40; Jorge Costa 77';

Golos: 1-0 Carlos Alberto 39'; 2-0 Deco 71'; 3-0 Alenitchev 75';

terça-feira, 25 de maio de 2010

"A foto do dia": Portugal Campeão Mundial Sub-20 (1991)

A foto de hoje, remonta à conquista do Campeonato Mundial Sub-20, por parte de Portugal.
Numa final frente ao Brasil, Portugal venceu através do desempate por grandes penalidades (4-2), depois de um nulo no tempo regulamentar.
A competição realizou-se no nosso País, e a final foi disputada no antigo Estádio da Luz, no dia 30 de Junho.
A chamada "geração de ouro" venceu todos os cinco jogos que disputou até chegar à final.
República da Irlanda, Argentina e República Checa na fase de grupos, México nos Quartos de Final e Austrália na Meia Final, foram as "vítimas".
Na foto além da presença de Jorge Costa e de Abel Xavier, é visível num "segundo plano" Tulipa, que recentemente levou o D. Chaves ao Jamor.
O "nosso" seleccionador era nada mais nada menos do que, Carlos Queiroz, e os brasileiros contavam com jogadores como Roberto Carlos, Élber e Paulo Nunes.
Recorde a equipa de Portugal na final:

Brassard; Paulo Torres, Peixe, Jorge Costa e Nélson (Tulipa 09'; Tulipa substituido depois por Capucho aos 70'); Rui Bento, Rui Costa e Gil; João Pinto, Luís Figo e Toni.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Recordar: Salgueiros 2004/2005

Lembra-se do Salgueiros? É claro que se lembra.
O clube de Paranhos que em tempos jogou na I Divisão, e até participou na Taça UEFA, entrou numa grave crise financeira corria o ano de 2004. O futuro passava pela disputa da Liga de Honra, mas uma descida administrativa atirou com o clube para a II Divisão B.
A debandada do plantel foi geral, até porque o Salgueiros se viu impedido de registar novos contratos ou renovar vínculos registados anteriormente.
Sendo assim, a poucos dias do arranque da II Divisão B Zona Norte, o Salgueiros apenas contava com 16 jogadores, sendo que quinze dos dezasseis jogadores eram júniores e tinham apenas contrato de formação. O único "sobrevivente" era André Soares, que tinha assinado contrato profissional na temporada anterior.
Além de um plantel carenciado, o Salgueiros não tinha estádio próprio, uma vez que o Estádio Vidal Pinheiro havia sido vendido à empresa "Metro do Porto" por oito milhões de euros, e os terrenos onde deveria ser construído o novo estádio salgueirista estavam ainda "bloqueados".
A temporada começou com uma derrota por 3-1 frente aos Dragões Sandinenses, resultado "positivo" se tivermos em conta que a equipa titular salgueirista contava com dez jogadores júniores.
Seguiram-se mais duas derrotas, frente a Fiães (fora) e Ribeirão em casa, até que surgiu a primeira vitória, que foi a contar para a Taça de Portugal, quando os "encarnados" venceram o Santa Marta de Penaguião da III Divisão por 2-0.
No regresso ao campeonato, uma derrota caseira com o Paredes por 1-0 e a primeira goleada sofrida da época, 4-0 em Lousada, antecederam a eliminação da Taça de Portugal, que foi aos pés do Nazarenos também da III Divisão.
Até Dezembro, os jovens salgueiristas "apenas" somaram desaires. Algumas derrotas pesadas, outras nem tanto. A falta de experiência revelou-se fundamental obviamente.
Foram treze derrotas consecutivas, até vir o merecido descanso devido ao período natalício. Apenas três desaires foram pela margem mínima: Lixa e Vilanovense ambos em casa, por 2-1; e Vilaverdense, fora por 1-0.
Alguns resultados "equilibrados": Valenciano, fora 2-0; U. Lamas, fora 3-1; FC Porto B casa e Fafe fora 3-0; e os restantes jogos, acabaram em goleadas: Freamunde, casa 5-1; Braga B, fora 6-0; Vizela, casa 10-0; Trofense e Valdevez ambos em casa, e Infesta fora, 5-0.
A derrota caseira com o líder do campeonato, Vizela, foi a mais pesada de todas numa primeira fase da temporada. Foram dez golos sem resposta, naquele que é certamente um dos jogos mais negros da história do Salgueiros.
De referir ainda o encurtamento do plantel durante o mês de Dezembro, devido à rescisão de contrato de André Soares, alegadamente pela existência de salários em atraso.Janeiro começou com uma derrota com o Pedras Rubras por um "simples" 3-0, a que se seguiram mais nove desaires.
Três foram pela margem mínima: Paredes e Lixa, ambos fora por 1-0 e Lousada em casa por 2-1. "Equilibrado" apenas o resultado frente ao Braga B, em casa. Derrota por 2-0.
Os restantes jogos, acabaram em goleadas: D. Sandinenses em casa por 4-1; Ribeirão fora por 4-0; Fiães em casa por 5-0; Freamunde fora por 11-0 e Vizela em casa por 4-0.
No meio destas derrotas "normais" lá vem mais um resultado historicamente negativo para o SC Salgueiros: ao intervalo o resultado era de 6-0 favorável ao Freamunde, mas os jovens salgueiristas ainda falharam um penalti por intermédio de Cristiano, que a ser convertido reduziria o placar para 3-1.
A descida à III Divisão, ficou consumada com a derrota em Vizela, frente ao líder.
A 20 de Março de 2005, deu-se uma grande festa no estádio do Leça (casa emprestada do Salgueiros). Na recepção ao "aflito" Valenciano, em jogo a contar para a Jornada 29, os jovens salgueiristas fizeram mais um jogo de grande entre-ajuda, o que lhes valeu a conquista do primeiro ponto. A turma valenciana ainda desperdiçou uma grande penalidade, mas isso não tira o mérito ao plantel salgueirista.
Após o fim da partida, a festa foi tanta, que os jovens "encarnados" pareciam terem sido campeões...mas, claro que havia motivos para festejar.
Seguiram-se mais três derrotas: Trofense (4-0) e FC Porto B (4-1) ambos fora e Infesta em casa (3-1).
Depois, à 33ª Jornada, veio a primeira vitória. E logo sobre uma equipa dos lugares cimeiros. O Vilaverdense era terceiro classificado, mas caiu em Leça da Palmeira, perante os jovens guerreiros salgueiristas.
Cristiano abriu o activo no primeiro tempo a favor do Salgueiros, Armando empatou aos 59' e volvidos dez minutos, e na sequência de uma grande penalidade, Pelé fez o 2-1.
À semelhança do que tinha acontecido com o Valenciano, após o fim do jogo com o Vilaverdense, viveram-se momentos de euforia no estádio leceiro, com toda a massa associativa encarnada a gritar "Salgueiros! Salgueiros!".
Seguiram-se mais duas derrotas, frente a Valdevez (fora 2-0) e Fafe (casa 4-2), até à conquista de mais um ponto por parte dos "miúdos".
Em casa do "aflito" Vilanovense, que esteve para não comparecer ao jogo devido a salários em atraso, os jovens salgueiristas conseguiram um empate a dois golos, conquistando assim cinco pontos na 2ª Divisão B Zona Norte.
Nas duas últimas jornadas, duas derrotas. Primeiro em casa com o também "aflito" U. Lamas, por 2-1 e na última jornada do campeonato, em Pedras Rubras por 3-1.
Os treinadores desta equipa, foram: Luís Pedrosa, sensivelmente até meio da época, e depois, Rui Silva e Ricardo Tavares, que trabalharam em conjunto. O sistema utilizado em grande parte dos jogos foi o 4-4-2 losango, devido ao plantel não possuir extremos de raiz.
Face às limitações do plantel, os técnicos "encarnados" utilizaram por vezes o esquema 5-3-2.
Passados cinco anos, nunca é demais para os adeptos salgueiristas recordarem e sobretudo, agradecerem, o que estes jovens fizeram para que o Salgueiros não fechasse portas de forma inglória, ao realizarem trinta e oito jogos (mais dois para a Taça) com orgulho, garra e vontade.
De referir ainda que neste plantel se encontrava Pelé. Esse mesmo, o agora jogador do FC Porto, e que passou por Benfica e Inter de Milão. Destaque ainda para o central Joel e para o avançado João Rodrigues, que acabaram por seguir juntamente com Pelé para o Benfica. Joel ainda passou pelo Canedo em 06/07, e João Rodrigues esteve perto de seguir o colega. Destaque também para o extremo André Soares que ainda esta temporada representou o Penafiel na Liga Vitalis.Conheça os jogadores que envergaram a camisola do SC Salgueiros em 2004/05 (números apenas relativos ao Campeonato):

Fábio (Guarda-Redes - 38 Jogos); Sanguedo (Defesa Direito - 36 Jogos); Pedro Monteiro (Defesa Esquerdo - 33 Jogos e Capitão de equipa); Jonathan (Defesa Central - 32 Jogos); Zé Beto (Defesa Central - 24 Jogos); Joel (Defesa Central/Esquerdo - 34 Jogos); Miguel Cavalcanti (Defesa/Médio - 28 Jogos); Pedro Pinto (Trinco - 38 Jogos); Hugo (Trinco - 19 Jogos); Pelé (Médio Centro - 37 Jogos, 3 Golos); João Henrique (Médio Interior/Ofensivo - 14 Jogos); André Soares (Médio Ofensivo/Extremo - 15 Jogos, 3 Golos); Marco (Avançado - 33 Jogos, 1 Golo); Cristiano (Avançado - 36 Jogos, 4 Golos); João Rodrigues (Avançado - 36 Jogos, 6 Golos); João Magalhães (Avançado - 25 Jogos); Ricardinho (Avançado - 34 Jogos - 2 Golos);

(Fotos retiradas do site oficial do Sport Comércio e Salgueiros.)

sábado, 22 de maio de 2010

Mourinho é novamente Campeão Europeu

Segunda final da Liga dos Campeões que disputou, segundo troféu para Mourinho.
O técnico português, venceu novamente a Liga dos Campeões, competição que lhe fugia desde 2004, quando ao serviço do FC Porto surpreendeu a Europa do futebol.
O Inter junta a Champions ao "Scudetto" e à taça de Itália, conquistando assim o "Triplete".
Ricardo Quaresma, o único jogador português que poderia jogar na final da Champions, ficou na bancada.
Os italianos entraram fortes no jogo, mas aos 16' não se livraram de um valente susto. Maicon cortou uma bola com o braço, após cabeceamento de Van Buyten, mas Howard Webb não viu.
O primeiro golo do jogo surgiu aos 35'.
Diego Milito recebeu a bola vinda de Júlio César, na sequência de um pontapé de baliza, tocou para Sneijder e correu que nem um louco para receber de novo a bola, e com toda a tranquilidade simulou um primeiro remate, atirando depois a contar para o fundo das redes.
Antes do intervalo, Sneijder podia ter sentenciado o jogo de vez, mas atirou à figura de Butt.
Para a segunda parte, os alemães vieram mais agressivos ofensivamente, e Müller teve a primeira oportunidade para empatar. Valeu Júlio César ao Inter.
Na resposta Pandev pôs à prova os reflexos de Butt, com o alemão a mostrar-se atento, ao desviar para canto o remate do macedónio.
Aos 66' Robben atirou em arco, mas Júlio César negou-lhe o golo com uma espantosa defesa, a culminar um excelente voo.
O Bayern não desistia, e continuava a tentar empatar a partida, encostando sempre o Inter "às cordas", com Eto'o por vezes a fazer de lateral, e Cambiasso de central.
Aos 70' Samuel Eto'o fez um passe simples para Diego Milito, com o argentino a enfrentar Van Buyten no tradicional "um para um".
Milito, fez o que quis do central belga, e fez o segundo golo.
Até final, nada mais restou ao Bayern, senão tentar reduzir o resultado, embora sem sucesso.
A vitória do Inter é justa, pois aos problemas criados pelos italianos, o Bayern nunca soube responder "afirmativamente".
Mourinho ganhou curiosamente, a um dos seus "mestres".
Resta dizer, que esta é a terceira Liga dos Campeões que o Inter de Milão vence. Em 1965, a "vítima" dos italianos foi o Benfica, que perdeu por 1-0.
Ficha de jogo:

Bayern Munique: Butt; Lahm, Badstuber, Van Buyten e Demichelis; Van Bommel, Thomas Müller e Schweinsteiger; Hamit Altintop (Klose 63'), Robben e Olic (Mario Gomez 74');
Treinador: Louis Van Gaal; Suplentes Não Utilizados: Rensing; Görlitz, Diego Contento e Tymoschuk;

Inter: Júlio César; Maicon, Lúcio, Samuel e Javier Zanetti; Chivu (Stankovic 68'), Cambiasso, Sneijder e Pandev (Muntari 79'); Eto'o e Diego Milito (Materazzi 90+1');
Treinador: José Mourinho; Suplentes Não Utilizados: Toldo; Córdoba, Mariga e Balotelli;

Disciplina:
Amarelos: Demichelis 26'; Chivu 30'; Van Bommel 78';

Golos: 0-1 Diego Milito 35'; 0-2 Diego Milito 70';

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Jogos com história: FC Porto 3-2 Celtic (2002/2003)

Faz precisamente hoje, sete anos, que o FC Porto conquistou a Taça UEFA em Sevilha frente aos escoceses do Celtic.
Aproveitando essa ocasião, vou relatar aqui os incidentes de uma partida que ficou para a história tanto do futebol português como do futebol europeu.
21 de Maio de 2003, quarta-feira, 45 graus em Sevilha. O FC Porto guiado pelo "Mestre" Mourinho chegou à final de uma forma brilhante, onde iria ter pela frente um adversário chamado Celtic, clube com algumas tradições na Europa e que tinha como principal referência Henrik Larsson.
O jogo começou a um ritmo alucinante, e logo aos 2' minutos o FC Porto teve uma dupla oportunidade. Primeiro Deco na conversão de um livre atirou contra a barreira escocesa, na recarga Maniche atirou à figura do guardião Douglas.
Na resposta, dois minutos depois, Petrov desperdiçou uma excelente oportunidade para marcar, e a bola acabou por "morrer" nas mãos de Vítor Baía.
Aos 5' minutos Costinha lesionou-se sozinho, e teve de ser substituído. Entrou Ricardo Costa para o seu lugar.
O jogo prosseguia a um bom ritmo, sempre com oportunidades de golo parte a parte.
Derlei rematou fraco aos 16'; Baía teve de se aplicar num pontapé de canto a favor dos escoceses aos 18'; Nuno Valente de livre aos 20' nem assustou Douglas; e aos 22' Derlei, rematou fraco à figura do guarda-redes do Celtic, enquanto que na resposta, Larsson de livre directo não causou problemas ao FC Porto.
Depois de alguns minutos em que o jogo acalmou, seguiram-se mais duas oportunidades, uma para cada lado: Aos 33' Deco rematou cruzado, mas sem problemas de defesa para Douglas, e de seguida Agathe tira um bom cruzamento na direita, mas Sutton não consegue cabecear.
Aos 41' novamente por intermédio do "Mágico" Deco, o FC Porto voltou a estar perto do golo. O luso-brasileiro atirou colocado, mas Douglas atento, desviou a bola para as malhas laterais.
Foi já no período de compensação do primeiro tempo, que os azuis e brancos inauguraram o marcador.
Deco fez um excelente passe para Alenitchev que rematou forte com o pé esquerdo. Douglas defendeu para o lado, onde apareceu de forma muito rápida Derlei a encostar para o fundo das redes. 1-0 aos 45'+2'.
O intervalo chegava, e o FC Porto estava na frente.Antes do reatamento da segunda parte, o destaque foi inteirinho para um "invasor" que entrou dentro de campo totalmente despido e tentou bater Vítor Baía, mas o português sempre atento defendeu.
A segunda parte teve um início de loucos.
Aos 46', após um cruzamento de Agathe vindo da direita, Larsson saltou mais alto que Ricardo Costa e cabeceou sem hipótese de defesa para Vítor Baía. Estava feito o empate.
Aos 49' Valgaeren, jogador do Celtic, entrou duro sobre Derlei mas não foi punido disciplinarmente. A ser admoestado, o belga seria expulso por acumulação de amarelos.
O FC Porto não baixou os braços, e aos 53' Deco fez um passe magistral para Alenitchev, e o russo isolado, não "perdoou". Fez o 2-1.
Três minutos volvidos, e na sequência de um pontapé de canto, Henrik Larsson voltou a empatar a partida. O ponta de lança sueco, estava completamente solto de marcação.
No minuto seguinte, Derlei tentou dar a melhor resposta possível, atirando forte e colocado, mas a bola passou ligeiramente ao lado da baliza de Douglas.
Aos 67' Paulo Ferreira, numa das suas muitas descidas à área contrária, fez um excelente trabalho, e atirou forte, valendo Douglas ao Celtic.
Três minutos depois, nova contrariedade para o FC Porto. Jorge Costa lesionou-se e deu o lugar a Pedro Emanuel.
No minuto seguinte, Derlei rematou forte, mas Douglas defendeu a dois tempos.
O Celtic procurava responder, sempre por intermédio de Larsson, mas desta vez valeu Paulo Ferreira ao FC Porto, que com um corte providencial desviou a bola do jogador sueco.
Aos 82' depois de um canto batido por Deco, Alenitchev atirou forte, mas a bola saiu ao lado.
Já em período de compensação, os portistas tiveram duas excelentes oportunidades para derrotarem o Celtic, mas não conseguiram concretizar.
Primeiro foi Maniche, que atirou fraco à figura de Douglas, e depois foi o russo Alenitchev que isolado perante o guardião do Celtic rematou ao lado.
Veio a primeira parte do prolongamento, e com ela poucas coisas dignas de registo. Baldé jogador do Celtic, viu o segundo cartão amarelo aos 95' após derrubar Derlei, e foi expulso.
E aos 101' Chris Sutton, atirou forte mas por cima da baliza de Baía.
Na segunda parte do prolongamento, novamente o Celtic ao ataque, e aos 110' Maloney a tirar um bom cruzamento, valendo Nuno Valente ao FC Porto que com um corte na hora certa, impediu que Larsson fizesse "hat-trick".
E eis que aos 113' se dá o grande momento do jogo.
Maniche isola Marco Ferreira, que não consegue ultrapassar Douglas, a bola acaba por sobrar para Derlei que com toda a frieza atirou colocado para o fundo das redes. O guardião do Celtic ainda tocou na bola, mas foi insuficiente, para evitar o terceiro golo portista.
Até final, registo apenas para a expulsão de Nuno Valente numa altura em que já "faltavam pernas".
O FC Porto venceu com justiça e mérito a Taça UEFA, sendo assim a primeira equipa portuguesa a conquistar o troféu.Ficha de jogo:

FC Porto: Vítor Baía; Paulo Ferreira, Jorge Costa (Pedro Emanuel 70'), Ricardo Carvalho e Nuno Valente; Costinha (Ricardo Costa 08'), Maniche, Deco e Alenitchev; Capucho (Marco Ferreira 97') e Derlei;
Treinador: José Mourinho; Suplentes Não Utilizados: Nuno; Tiago, César Peixoto e Clayton;

Celtic: Douglas; Baldé, Vermaelen (Laursen 64'), Mjällby, Agathe e Thompson; Lambert (McNamara 75'), Lennon e Petrov (Maloney 104'); Sutton e Larsson;
Treinador: Martin O'Neill; Suplentes Não Utilizados: Hedman; Sylla, Jamie Smith e David Fernández;

Disciplina:
Amarelos: Valgaeren 5'; Lennon 59'; Nuno Valente 63' e 120'; Baldé 80' e 96'; Petrov 102'; Maniche 118'; Marco Ferreira 119';

Vermelhos: Baldé 96'; Nuno Valente 120';

Marcador: 1-0 Derlei 45+2'; 1-1 Larsson 46'; 2-1 Alenitchev 53'; 2-2 Larsson 56'; 3-2 Derlei 113';

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Recordar: Caniggia no Benfica.

Em 1994 chegou à Luz, Claudio Caniggia, uma estrela do futebol argentino, que tinha estado a temporada transacta parado devido a uma suspensão por consumo de cocaína.
Emprestado pela Roma de Itália, Caniggia vinha para o Benfica, com o objectivo de se voltar a reafirmar no panorama do futebol mundial.
Sempre polémico, mas com um talento fenomenal "El Cani" impressionou pelos encarnados, especialmente em jogos a contar para a Liga dos Campeões.
Num Benfica campeão em título, mas completamente transfigurado por Artur Jorge, Caniggia era uma das estrelas da companhia, mas nunca "provou" ser a vedeta que tantos falavam. O talento esse, estava lá todo.
No campeonato português "El Pájaro" participou em 24 jogos e apontou 8 golos, contribuindo assim para o terceiro lugar final dos encarnados na prova.
Nas outras competições, o argentino apontou cinco golos na Taça de Portugal (em 3 jogos), e três na Liga dos Campeões, onde se destaca o bis ao Anderlecht (fez sete jogos).
Infelizmente, grande parte das recordações que Portugal e os portugueses têm sobre "El Cani" são as polémicas, e sobretudo o consumo de drogas.
Depois de uma temporada no Benfica, representou ainda ao mais alto nível Boca Juniors e Rangers, tendo ficado célebre o beijo que deu na boca de Diego Maradona, no decorrer de um Boca Juniors - River Plate (4-1).
Participou em três fases finais do Mundial pela selecção argentina, por quem conta 80 internacionalizações e 20 golos marcados.