sexta-feira, 16 de julho de 2010

Sorteio UEFA: Sporting e Braga com sortes distintas.

(Em 2003, na última vez que o Celtic se deslocou a Portugal para disputar um encontro oficial, Henrik Larsson apontou o golo que derrotou o Boavista por 1-0, no Bessa.)
Realizaram-se hoje os sorteios da UEFA, para a terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões, e para a terceira pré-eliminatória da Liga Europa.
No que diz respeito à Liga dos Campeões, o Sp. Braga terá pela frente o Celtic de Glasgow da Escócia, que tal como os bracarenses sagraram-se vice-campeões nacionais na temporada 2009/2010.
Este jogo servirá de reencontro para o clube escocês com equipas portuguesas, já que em 2003 o Celtic foi derrotado pelo FC Porto, na final da Taça UEFA, e na mesma temporada os escoceses eliminaram o Boavista, nas meias finais.
Quanto à Liga Europa, o adversário do Sporting na terceira pré-eliminatória da Liga Europa, será o "modesto" Nordsjaelland da Dinamarca.
Trata-se de uma equipa desconhecida para a maioria da população portuguesa, e que poderemos ver em acção dia 29 de Julho em Alvalade.
Já o Marítimo, caso ultrapasse o Sporting Fingal da Irlanda, irá enfrentar o vencedor do jogo entre o Honka da Finlândia e o Bangor do País de Gales.
Esperemos que todos eles ultrapassem estes "obstáculos" e representem Portugal ao melhor nível por essa Europa fora.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Liga Europa: Marítimo abre com vitória.

(Tchô, apontou o último golo do Marítimo na partida de hoje.)
Está de regresso o futebol dos clubes. E que saudades já tinhamos nós de todos eles, desde o Castelo de Vide dos Distritais de Portalegre, ao Lousada da II Divisão B, passando pelo Marítimo da Liga Sagres.
Foram precisamente os madeirenses que abriram as hostilidades, ao iniciarem a segunda eliminatória da Liga Europa.
A jogar na Choupana (casa emprestada) o Marítimo recebeu o Sporting de Fingal da Irlanda, equipa sem qualquer historial europeu, e venceu por 3-2. O resultado é perigoso, mas deixa boas perspectivas para o jogo da segunda mão.
Os irlandeses entraram melhor, e jogavam fechadinhos, espreitando o contra-ataque. O Marítimo apesar de dominar o jogo, não conseguia aproximar-se da baliza irlandesa, e só aos 23' teve a sua grande oportunidade. Tchô isolou Marquinho, mas este atirou forte e ao lado.
O Sp. Fingal voltava a aproximar-se da baliza de Peçanha, e depois de Finn atirar forte para defesa de Peçanha (aos 29'), Crowe concluiu um cruzamento do mesmo Finn aos 33' minutos, abrindo o marcador. Balde de água gelada na Madeira.
O Marítimo tentou responder, mas faltavam "ideias".
Ao intervalo, o resultado aceitava-se, visto que o Marítimo era uma equipa sem ideias ofensivas, e claro, sem ritmo.
No segundo tempo, Mitchell Van der Gaag fez duas alterações de uma só assentada, e os madeirenses entraram melhores. Cherrad e Tchô, em dois minutos, tiveram duas boas oportunidades para empatarem, mas sem sucesso.
O Marítimo continuava a dominar o jogo, mas faltavam sempre ideias na parte final do terreno ao conjunto madeirense.
Aos 71' Baba praticamente sem querer, isolou Tchô, mas o brasileiro atirou ao lado.
Seis minutos depois, aos 77', após cruzamento de Luciano Amaral na esquerda, Ricardo Esteves cabeceou sem hipótese de defesa para o guardião irlandês e empatou a partida.
O Marítimo voltou a crescer, e aos 84' após uma defesa incompleta de Clarke a remate de Roberto Souza, Cherrad aproveitou para fazer o 2-1. Reviravolta no marcador a poucos minutos do fim.
No entanto, um erro de Ricardo Esteves aos 87' permitiu a Fitzgerald que se isolasse, e à saida de Peçanha, o jogador do Sp. Fingal fez um chapéu ao brasileiro, empatando a partida.
Este jogo de loucos, ainda não tinha terminado, pois aos 90+5', após cruzamento de Danilo Dias, Tchô aproveitou uma "sobra" para fazer o 3-2 final.
Resultado perigoso para o Marítimo, que no entanto, está em vantagem na eliminatória.
Ficha de Jogo:

Marítimo: Peçanha; Ricardo Esteves, Robson, João Guilherme e Alonso; Roberto Souza, Marquinho (Danilo Dias 45') e Tchô; Djalma (Luciano Amaral 74'), Kanu (Cherrad 45') e Baba;
Treinador: Mitchell Van der Gaag; Suplentes Não Utilizados: Marcelo; Dylan, Briguel e Luís Olim;

Sp. Fingal: Clarke; Brien, Hawkins (Maher 72'), Browne e Fitzgerald; Finn, McFaul e Williams; Byrne (Cahill 88'), Crowe (Zayed 63') e Kirby;
Treinador: Liam Buckley; Suplentes Não Utilizados: Quigley; Gannon, Dawson e James;

Disciplina:
Amarelos: Cherrad 46'; Alonso 70'; Clarke 71'; McFaul 82';

Golos: 0-1 Crowe 33'; 1-1 Ricardo Esteves 77'; 2-1 Cherrad 84'; 2-2 Fitzgerald 87'; 3-2 Tchô 90+5';

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Fora de Campo: Paulinho vence etapa do "Tour"

(O momento da celebração de Sérgio Paulinho, dedicando a vitória à sua filha.)
Esta é uma daquelas notícias não relacionadas com o futebol, que devem ser destacadas em qualquer espaço que fale do desporto-rei.
O ciclista português Sérgio Paulinho venceu hoje a décima etapa daquela que é a maior prova do ciclismo internacional: o "Tour de France".
Depois de Joaquim Agostinho, Paulo Ferreira, Acácio da Silva e José Azevedo, Paulinho torna-se o quinto português a vencer uma etapa da maior prova de ciclismo em todo o Mundo. Este é assim um feito histórico para o ciclismo português, que diga-se de passagem, já há muito merecia uma vitória no "Tour".
Fugitivo desde o kilómetro 30, Paulinho disputou até ao fim a vitória na etapa com o bielorursso Vasil Kiryienka. Ambos chegaram à meta lado a lado, com Paulinho a levantar os braços festejando a vitória, mas foi preciso recorrer ao "photo finish" para haver certezas.(Sérgio Paulinho venceu a etapa, por "meia roda". Triunfo justo e (muito) saboroso.)
Com esta vitória, Sérgio Paulinho "trepou" alguns lugares na classificação geral do "Tour", passando do 77º lugar para a 54ª posição.
O líder do "Tour", é desde ontem o luxemburguês Andy Schlek. Quanto ao outro português em prova, Rui Costa, foi o 133º a cortar a meta, baixando uma posição na geral individual (está agora no 83º lugar).
Recordo, que o também português Manuel Cardoso, viu-se obrigado a desistir do "Tour" logo no primeiro dia, devido a uma queda muito feia, e que "obrigou" mesmo o ciclista português a ir ao hospital.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Mundial 2010: Conheça os que não jogaram.

(Djuricic, guarda-redes sérvio da U. Leiria não somou qualquer minuto no Mundial.)
Como em qualquer competição, os jogadores mais falados são aqueles que se esforçam, que correm e que jogam.
Mas há o "outro" lado: Aqueles que não jogaram, porque os respectivos treinadores assim não o quiseram. Todas as selecções presentes no Mundial 2010, não utilizaram pelo menos um dos vinte e três seleccionados.
É isso mesmo, que vou dar aqui a conhecer. Se não sabe quem ficou a "zeros" neste Mundial, aproveite e saiba agora.

Uruguai:
Juan Castillo; 32 anos; guarda-redes; clube: Deportivo Cali (Colômbia).
Martín Silva; 27 anos; guarda-redes; clube: Defensor Sporting (Uruguai).

México:
Guillermo Ochoa; 25 anos; guarda-redes; clube: Club América (México).
Ernesto Michel; 30 anos; guarda-redes; clube: Chivas Guadalajara (México).
Jonny Magallón; 28 anos; defesa central; clube: Chivas Guadalajara (México).
Jorge Torres Nilo; 22 anos; defesa central; clube: Atlas (México).
Alberto Medina; 27 anos; médio; clube: Chivas Guadalajara (México).

África do Sul:
Shu-Aib Walters; 28 anos; guarda-redes; clube: Bloemfontein Celtics (África do Sul).
Matthew Booth; 33 anos;: defesa central; clube: Sundowns (África do Sul).
Siyabonga Sangweni; 28 anos; defesa; clube: Golden Arrows (África do Sul).
Lance Davids; 25 anos; médio; clube: Lierse (Bélgica - em 10/11).

França:
Mandanda; 25 anos; guarda-redes; clube: Marselha (França).
Carrasso; 28 anos; guarda-redes; clube: Bordeaux (França).
Réveillère; 30 anos; defesa direito/esquerdo; clube: Ol. Lyon (França).
Marc Planus; 28 anos; defesa central; clube: Bordeaux (França).

Argentina:
Diego Pozo; 32 anos; guarda-redes; clube: Colón (Argentina).
Andújar; 26 anos; guarda-redes; clube: Catania (Itália).
Ariel Garcé; 30 anos; defesa central; clube: Colón (Argentina).

Coreia do Sul:
Lee Woon-Jae; 37 anos; guarda-redes; clube: Suwon Bluewings (Coreia do Sul).
Kim Young-Kwang; 27 anos; guarda-redes; clube: Ulsan Hyundai (Coreia do Sul).
Kim Hyung-Il; 26 anos; defesa; clube: Pohang Steelers (Coreia do Sul).
Kang Min-Soo; 24 anos; defesa central; clube: Suwon Bluewings (Coreia do Sul).
Kim Bo-Kyung; 20 anos; médio; clube: Oita Trinita (Japão).
Ahn Jung-Hwan; 34 anos; avançado; clube: Dalian Shide (China).

Grécia:
Chalkias; 36 anos; guarda-redes; clube: PAOK (Grécia).
Sifakis; 25 anos; guarda-redes; clube: Aris Salonica (Grécia).
Stilianos Malezas; 25 anos; defesa; clube: PAOK (Grécia).
Athanasios Prittas; 31 anos; médio; clube: Aris Salonica (Grécia).

Nigéria:
Austin Ejide; 26 anos; guarda-redes; clube: Hapoel Petah Tivka (Israel).
Dele Aiyenugba; 26 anos; guarda-redes; clube: Bnei Yehuda (Israel).
Dele Adeleye; 21 anos; defesa; clube: Metalurg Donetsk (Ucrânia - em 10/11).
John Utaka; 28 anos; avançado; clube: Portsmouth (Inglaterra).
Ideye Brown; 21 anos; avançado: clube: Sochaux (França).

EUA:
Brad Guzan; 25 anos; guarda-redes; clube: Aston Villa (Inglaterra).
Hahnemann; 38 anos; guarda-redes; clube: Wolverhampton (Inglaterra).
Spector; 24 anos; defesa; clube: West Ham (Inglaterra).

Inglaterra:
Joe Hart; 23 anos; guarda-redes; clube: Birmingham (Inglaterra).
Michael Dawson; 26 anos; defesa central; clube: Tottenham (Inglaterra).
Warnock; 28 anos; médio; clube: Aston Villa (Inglaterra).
Michael Carrick; 28 anos; médio defensivo; clube: Manchester United (Inglaterra).

Eslovénia:
Jasmin Handanovic (primo de Samir Handanovic); 32 anos; guarda-redes; clube: Mantova (Itália).
Aleksandar Seliga; 30 anos; guarda-redes; clube: Sparta Roterdão (Holanda).
Elvedin Dzinic; 24 anos; defesa; clube: Maribor (Eslovénia).
Branko Ilic; 27 anos; defesa; clube: Lokomotiv Moscovo (Rússia).
Matej Mavric; 31 anos; defesa: Koblenz (Alemanha).
Rene Krhin; 20 anos; médio; clube: Inter (Itália).
Suad Filekovic; 31 anos; médio; clube: Maribor (Eslovénia).
Dalibor Stevanovic; 25 anos; médio; clube: Vitesse (Holanda).

Argélia:
Lounés Gaouaoui; 32 anos; guarda-redes; clube: ASO Chlef (Argélia).
Habib Bellaïd; 24 anos; defesa central; clube: Eintracht Frankfurt (Alemanha - em 10/11).
Abdelkader Laïfaoui; 29 anos; defesa; clube: ES Sétif (Argélia).
Carl Medjani; 25 anos; defesa; clube: Ajaccio (França).
Yazid Mansouri; 32 anos; médio; clube: Al-Sailiya (Qatar - em 10/11).

Alemanha:
Tim Wiese; 28 anos; guarda-redes; clube: Werder Bremen (Alemanha).

Gana:
Daniel Agyei; 20 anos; guarda-redes; clube: Liberty Professionals (Gana).
Stephen Ahorlu; 21 anos; guarda-redes; clube: Heart of Lions (Gana).
Derek Boateng; 27 anos; médio; clube: Getafe (Espanha).
Rahim Ayew; 22 anos; médio; clube: Zamalek (Egipto).

Austrália:
Adam Federici; 25 anos; guarda-redes; clube: Reading (Inglaterra).
Galekovic; 29 anos; guarda-redes; clube: Adelaide United (Austrália).
Mark Milligan; 24 anos; defesa; clube: JEF United (Japão).
Dario Vidosic; 23 anos; médio; clube: Duisburg (Alemanha).

Sérvia:
Bojan Isailovic; 30 anos; guarda-redes; clube: Zaglebie Lubin (Polónia).
Djuricic; 29 anos; guarda-redes; clube: União de Leiria (Portugal).
Rukavina; 26 anos; defesa; clube: 1860 Munique (Alemanha).
Dragan Mrda; 26 anos; avançado; clube: Vojvodina (Sérvia).

(Continua no post seguinte...)

Mundial 2010: Conheça os que não jogaram (Continuação).

(O central do Benfica, Luisão, foi um dos quatro brasileiros que não jogaram no Mundial.)
Holanda:
Michael Vorm; 26 anos; guarda-redes; clube: Utrecht (Holanda).
Sander Boschker; 39 anos; guarda-redes; clube: Twente (Holanda).
Schaars; 26 anos; médio; clube: AZ Alkmaar (Holanda).
Ryan Babel; 23 anos; avançado; clube: Liverpool (Inglaterra).

Japão:
Seigo Narazaki; 34 anos; guarda-redes; clube: Nagoya (Japão).
Yoshikatsu Kawaguchi; 34 anos; guarda-redes; clube: Jubilo Iwata (Japão).
Atsuto Uchida; 22 anos; defesa; clube: Schalke 04 (Alemanha - em 10/11).
Daiki Iwamasa; 28 anos; defesa; clube: Kashima Antlers (Japão).
Morimoto; 22 anos; avançado; clube: Catania (Itália).

Dinamarca:
Stephan Andersen; 28 anos; guarda-redes; clube: Brondby (Dinamarca).
Jesper Christiansen; 32 anos; guarda-redes; clube: Copenhaga (Dinamarca).
Patrick Mtiliga; 29 anos; defesa central; clube: Málaga (Espanha).
William Kvist; 25 anos; médio; clube: Copenhaga (Dinamarca).

Camarões:
Kameni; 26 anos; guarda-redes; clube: Espanhol (Espanha).
Guy N’Dy Assembe; 24 anos; guarda-redes; clube: Nantes (França - em 10/11).
Chedjou; 25 anos; médio; clube: Lille (França).
Mandjeck; 21 anos; médio; clube: Kaiserslautern (Alemanha).

Paraguai:
Diego Barreto; 28 anos; guarda-redes; clube: Cerro Porteño (Paraguai).
Aldo Bobadilla; 34 anos; guarda-redes; clube: Corinthians (Brasil).
Rodolfo Gamarra; 21 anos; avançado; clube: Libertad (Paraguai).

Eslováquia:
Dušan Perniš; 25 anos; guarda-redes; clube: Dundee United (Escócia).
Dušan Kuciak; 25 anos; guarda-redes; clube: Vaslui (Roménia).

Nova Zelândia:
Glen Moss; 27 anos; guarda-redes; clube: Melbourne Victory (Austrália).
James Bannatyne; 35 anos; guarda-redes; clube: Team Wellington (Nova Zelândia).
Ben Sigmund; 29 anos; defesa; clube: Wellington Phoenix (Nova Zelândia).
Dave Mulligan; 28 anos; defesa; clube: Wellington Phoenix (Nova Zelândia).
Andrew Boyens; 26 anos; defesa; clube: Red Bull New York (EUA).
Tim Brown; 29 anos; médio; clube: Wellington Phoenix (Nova Zelândia).
Aaron Clapham; 23 anos; médio; clube: Canterbury United (Nova Zelândia).
Michael McGlinchey; 23 anos; avançado; clube: Central Coast (Nova Zelândia - em 10/11).

Itália:
De Sanctis; 33 anos; guarda-redes; clube: Nápoles (Itália).
Bocchetti; 23 anos; defesa; clube: Genova (Itália).
Bonucci; 23 anos; defesa; clube: Bari (Itália).
Palombo; 28 anos; médio; clube: Sampdoria (Itália).

Brasil:
Gomes; 29 anos; guarda-redes; clube: Tottenham (Inglaterra).
Doni; 30 anos; guarda-redes; clube: Roma (Itália).
Luisão; 29 anos; defesa central; clube: Benfica (Portugal).
Thiago Silva; 25 anos; defesa central; clube: AC Milan (Itália).

Portugal:
Beto; 28 anos; guarda-redes; clube: FC Porto (Portugal).
Daniel Fernandes; 26 anos; guarda-redes; clube: Bochum (Alemanha - em 10/11).
Rolando; 24 anos; defesa central; clube: FC Porto (Portugal).

Costa do Marfim:
Aristide Zogbo; 28 anos; guarda-redes; clube: Maccabi Netanya (Israel).
Daniel Yeboah; 25 anos; guarda-redes; clube: ASEC Mimosas (Costa do Marfim).
Angoua Brou; 23 anos; defesa; clube: Valenciennes (França).
Steve Gohouri; 29 anos; defesa; clube: Wigan (Inglaterra).
Souleymane Bamba; 25 anos; defesa; clube: Hibernian (Escócia).
Gosso; 27 anos; médio; clube: Monaco (França).
Emmanuel Kone; 23 anos; médio; clube: Arges (Roménia).

Coreia do Norte:
Kim Myong-Gil; 25 anos; guarda-redes; clube: Amrokgang (Coreia do Norte).
Kim Myong-Won; 26 anos; guarda-redes (avançado de origem); clube: Amrokgang (Coreia do Norte).
Pak Nam-Chol; 21 anos; defesa; clube: Amrokgang (Coreia do Norte).
Ri Kwang-Hyok; 23 anos; defesa; clube: Kyonggongop (Coreia do Norte).
Ri Chol-Myong; 22 anos; médio; clube: Pyongyang CSG (Coreia do Norte).
Kim Kyong-Il; 21 anos; médio; clube: Rimyongsu (Coreia do Norte).
Pak Sung-Hyok; 20 anos; médio; clube: Sobaeksu (Coreia do Norte).
An Chol-Hyok; 25 anos; avançado; clube: Rimyongsu (Coreia do Norte).

Espanha:
Reina; 27 anos; guarda-redes; clube: Liverpool (Inglaterra).
Valdés; 28 anos; guarda-redes; clube: Barcelona (Espanha).

Chile:
Miguel Pinto; 27 anos; guarda-redes; clube: Universidad Chile (Chile).
Luis Marín; 27 anos; guarda-redes; clube: Unión Española (Chile).
Gonzalo Fierro; 27 anos; avançado; clube: Flamengo (Brasil).

Suiça:
Marco Wölfli; 27 anos; guarda-redes; clube: Young Boys (Suiça).
Johnny Leoni; 26 anos; guarda-redes; clube: Zurique (Suiça).
Magnin; 31 anos; defesa; clube: Zurique (Suiça).
Marco Padalino; 26 anos; médio ofensivo; clube: Sampdoria (Itália).
Schwegler; 23 anos; médio; clube: Eintracht Frankfurt (Alemanha).

Honduras:
Ricardo Canales; 28 anos; guarda-redes; clube: Motagua (Honduras).
Donis Escober; 29 anos; guarda-redes; clube: Olimpia (Honduras).
Johnny Palacios; 23 anos; defesa; clube: Olimpia (Honduras).
Oscar García; 25 anos; defesa; clube: Olimpia (Honduras).


Curiosidades:
Inglaterra e Itália chamaram 23 jogadores a actuarem no seu país;
A Alemanha foi a única selecção, a deixar apenas um jogador em "branco";
Nova Zelândia, Eslovénia e Coreia do Norte, foram as selecções que deixaram mais jogadores sem se estrearem: ao todo, foram oito;
Foram 135, os jogadores que não somaram qualquer minuto no Mundial;

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Mundial 2010: Análise às 32 equipas

O campeonato do Mundo terminou ontem, e hoje é dia de "reflexões" em todo o Mundo.
É o que vou fazer aqui: analisar a "performance" obtida por cada uma das trinta e duas selecções que viajaram até à África do Sul. Bom, trinta e duas não, porque a equipa da casa não precisou de sair do seu território, como é óbvio.
Comecemos então pelo Grupo A:

Uruguai: O sonho dos uruguaios era apenas um: chegar ao tri. Depois das vitórias em 30' e 50' os Uruguaios apresentaram-se muito fortes na África do Sul, com um estilo de jogo alegre, e demonstrando em todos os jogos a raça típica dos sul-americanos.
Foram superando obstáculos, e por pouco não estiveram na final. Bravo !
"Levaram" na comitiva três "portugueses" (Alvaro Pereira, Maxi Pereira, Fucile) e ainda um outro que em Janeiro deste ano deixou o nosso país e o Vitória de Setúbal (Alvaro Fernandez).

México: Como é hábito, o México demonstrou ter uma equipa aguerrida, e capaz de disputar o jogo com qualquer selecção. Começou com um empate, venceu a França, e perdeu com o Uruguai.
Seguiram para os Oitavos, e não fosse o golo mal validado a Tevez, quem sabe se os mexicanos não teriam sido capazes de efectuarem uma surpresa...

Á
fric
a do Sul: A equipa da casa. Apesar da muita desorganização táctica, a África do Sul possuí vários jogadores com valor. Tshabalala é um bom exemplo.
O empate na ronda inaugural contra o sempre difícil México, ainda deu esperanças ao povo sul africano, mas a derrota com o Uruguai na 2ª jornada, praticamente assinou a sentença dos "Bafana Bafana".
Despediram-se com uma vitória perante a França, e tornaram-se na primeira equipa organizadora do Mundial a não passar da fase de grupos.

França: Depois de ter sido finalista em 2006, a selecção francesa chegou à África do Sul, sem duas grandes "estrelas": Nasry e Benzema. Ambos ficaram de fora devido a "caprichos" de Domenech.
Depois, na fase de grupos, foi o que se viu. Além do escandâlo de Anelka, e de outras coisas mais, a França foi uma tremenda decepção neste torneio, e não foi surpresa o facto de ter sido a primeira selecção a abandonar o Mundial.

Grupo B:
Argentina: Guiados por "D10S" Maradona, os argentinos entraram como candidatos à vitória na prova, e foram consolidando esse estatuto com o decorrer da competição.
Depois de um início algo tremido (vitória por 1-0 sobre a Nigéria), a "Celeste" fez depois duas exibições de "categoria", vencendo Coreia do Sul (4-1) e Grécia (2-0).
Nos Oitavos, uma vitória sobre o México por 3-1, confirmou o que se esperava: a Argentina estava forte, apesar do primeiro golo ser em posição irregular.
Mas, frente à Alemanha de Ozil, Schweinsteiger, Mueller e companhia, os argentinos cederam. Maradona quis ganhar o jogo sem ter meio-campo, e pagou (bem) cara a factura: Alemanha 4-0 Argentina. Será 2014, o ano dos Argentinos ?

Coreia do Sul: Terceira participação consecutiva em fases finais do Campeonato do Mundo, para os asiáticos, e mais uma vez, a fase de grupos foi ultrapassada.
Depois de uma excelente exibição na ronda inaugural frente à Grécia (vitória por 2-0), a goleada sofrida frente à Argentina não abalou os sul coreanos. O empate com a Nigéria, na última ronda bastou para garantir a qualificação.
Nos Oitavos, perderam frente à grande sensação da prova, Uruguai. Perderam, mas saíram com a cabeça levantada. E tiveram razões para isso.

Grécia: Os campeões da Europa em 2004, chegaram à África do Sul, com o mesmo seleccionador que há seis anos gelou Portugal. Com o mesmo seleccionador e praticamente com os mesmos jogadores.
O estilo de jogo também continua o mesmo: Defender, e bombear bolas para a frente de ataque. Mas no ataque, Charisteas (apesar dos 30 anos) já não tem o instinto de 2004 e Karagounis já não tem a capacidade para fazer os "rasgos" que fazia.
Depois de um péssimo início de prova (derrota por 2-0 frente à Coreia), os gregos ainda se levantaram e deram a volta ao resultado frente à Nigéria. Na última jornada, a derrota com a Argentina ditou "leis".
Ainda não foi desta que a Grécia juntou o Mundial ao título de campeã da Europa.

Nigéria: Depois de falharem o Mundial de 2006, os nigerianos regressaram a um campeonato do Mundo. A grande referência nigeriana de outros tempos, JJ Okocha já não joga, o que é uma pena. Agora, falta-lhes um JJ, claramente.
Apesar de contar com uma frente de ataque verdadeiramente assustadora (Yakubu, Martins e até mesmo Kanu), e com um guarda-redes capaz do melhor e do pior (Enyeama), a Nigéria não conseguiu mais do que um mísero ponto.
A derrota "normal" na ronda inaugural frente à Argentina, antecedeu o jogo com a Grécia, em que aí sim seria a "doer". Depois de um bom início, em que até teve a vencer, a Nigéria acabou derrotada pelos gregos, empatando na última jornada frente à Coreia.
A recepção aos jogadores não foi lá muito pacífica, e o governo já ordenou a suspensão da selecção de todas as competições durante dois anos.

Grupo C:
Inglaterra: A Inglaterra, era outra das selecções que vinha em crescendo de forma, e de quem se esperava muito. Capello "prometeu" este Mundo e o outro, mas a verdade é que não conseguiu nada.
Um início algo comprometedor (dois empates, frente a EUA e Argélia), deu lugar a uma vitória na última ronda sobre a Eslovénia que garantiu a qualificação aos ingleses.
Nos Oitavos, depois de estar a perder por 2-0, a Inglaterra chegou ao 2-2 em dois minutos, mas um erro grave da equipa de arbitragem, invalidou mal o segundo golo. No segundo tempo, a Alemanha chegou rapidamente ao 4-1, e foi o fecho para os ingleses...

EUA: Sinal evidente de que o futebol nos Estados Unidos, está a crescer foi esta participação no Mundial.
Um bom jogo na jornada inaugural valeu um ponto frente à Inglaterra, seguindo-se depois novo empate, frente à Eslovénia, num jogo em que os americanos estiveram a perder por 2-0.
Na última jornada o triunfo sobre a Argélia (1-0) valeu a passagem aos Oitavos de Final.
Depois, nos Oitavos, quis o destino que os Estados Unidos terminassem ali a sua participação no Mundial 2010. Frente à outra grande sensação deste campeonato do Mundo, o Gana, os americanos acabaram por ser eliminados já no prolongamento.

Eslovénia: Pela segunda vez na fase final de um Campeonato do Mundo, a Eslovénia foi uma boa surpresa, e tinha condições para ir mais além na prova.
Com uma equipa bastante talentosa, onde saltam à vista os nomes do guarda-redes Handanovic (Udinese) e do avançado Valter Birsa (Auxerre), os eslovenos contaram ainda com o "português" Pecnik do Nacional, e com um jogador que também já passou pelo nosso País e também pela Ilha da Madeira: Andrej Komac (Marítimo).
Depois de uma vitória sobre a Argélia na ronda inaugural, a Eslovénia teve tudo para selar a qualificação para os Oitavos logo na segunda ronda. Depois de terem estado a vencer os EUA por 2-0, os eslovenos deixaram-se empatar já no último segundo.
A derrota na última jornada frente à Inglaterra, acabou com o sonho da nação eslovena. Será que os eslovenos preferiam a famosa equipa de Zahovic, Acimovic e Cimirotic ?

Argélia: Uma das grandes "regressadas" às fases finais do Campeonato do Mundo (a última vez que a Argélia logrou participar num Mundial havia sido em 86 na Espanha), e que passou por muita coisa surreal para chegar ao Mundial.
Certamente, ninguém esqueceu o ataque que os argelinos sofreram na véspera do jogo decisivo frente ao Egipto. Só por isso, já mereciam o apuramento, mas conseguiram-no dentro das quatro linhas.
A derrota na jornada inaugural frente à Eslovénia, deixou antever que os argelinos iam mesmo embora na fase de grupos. No entanto, o empate na segunda jornada frente à Inglaterra, ainda fez reacender uma réstia de esperança.
Na última jornada, a derrota frente aos EUA confirmou a eliminação argelina.
O "português" Halliche do Nacional e o ainda jogador do Benfica, mas emprestado ao Portsmouth, Hassan Yebda, foram dois dos jogadores que participaram nos três jogos dos argelinos.

Grupo D:
Alemanha: A equipa de Ozil, Schweinsteiger, Mueller e Klose. Este quarteto fantástico, fez claramente das suas durante a "estadia" na África do Sul.
Um futebol entusiasmante, que permitiu aos alemães abrirem com goleada sobre a Austrália (4-0), deu lugar a uma grande decepção na segunda jornada, aquando da derrota germânica frente à Sérvia.
A fechar a fase de grupos, a vitória sobre o Gana confirmou a qualificação para os Oitavos.
Na fase decisiva, os alemães não tiveram sorte com os adversários. A verdade é essa. No entanto, duas espectaculares vitórias sobre Inglaterra (4-1 nos Oitavos) e Argentina (4-0 nos Quartos) fizeram sonhar o povo alemão.
A derrota contra a Espanha na meia final, acabou o sonho, mas mais uma vez os alemães fecharam o pódio do Mundial, depois de vencerem o Uruguai por 3-2 no jogo de atribuição do 3º e 4º lugar.

Gana: A grande sensação a par do Uruguai. Quis o destino que ambos se enfrentassem nos Quartos de Final.
Uma vitória na ronda inaugural sobre a Sérvia, e um empate na segunda jornada perante a Austrália praticamente confirmava o apuramento ganês.
A derrota na última jornada com a Alemanha, acabou por confirmar à mesma o apuramento do Gana para os Oitavos.
Nos Oitavos, uma vitória sofrida já no prolongamento sobre os EUA, mostrava que o Gana tinha condições para continuar a surpreender.
Nos Quartos de Final, e mais uma vez no prolongamento, Gyan desperdiçou uma oportunidade de ouro de dar a passagem à sua equipa, e nos penaltis os uruguaios foram mais felizes.

Austrália: A Austrália, é sempre uma das selecções mais queridas do público. Depois de uma boa participação em 2006, todos esperavam pelo menos que os australianos seguissem para os Oitavos.
No entanto, um péssimo arranque dos "Socceroos" (derrota 4-0 com a Alemanha), deixou antever o pior. Depois, o empate frente ao Gana também não ajudou nada.
Para terminar, os australianos despediram-se com uma vitória sobre a Sérvia.
Não deixa de ser curioso, o facto de nos dois primeiros jogos, os australianos terem terminado com 10 jogadores.

Sérvia: A Sérvia é outra das selecções, de quem se espera sempre algo de positivo em qualquer competição. Digamos, que é uma "tradição" que já vem dos tempos da Jugoslávia.
Com uma equipa bastante forte em termos individuais, que contava com jogadores como Kolarov (Lazio), Vidic (Man United), Ivanovic (Chelsea), Stankovic (Inter), Zigic (Valencia) entre outros, os sérvios começaram mal, ao perderem com o Gana por 1-0.
Seguiu-se depois uma surpreendente vitória sobre a Alemanha por 1-0, e para terminar uma derrota com a Austrália "mandou" os sérvios mais cedo para casa.
O guarda-redes titular foi Stojkovic que ainda pertence ao Sporting, e um dos seus suplentes foi Djuricic da União de Leiria.

(Continua no post seguinte...)

Mundial 2010: Análise às 32 equipas (Continuação)

Grupo E:
Holanda: O que dizer de um dos finalistas do torneio ?
Os holandeses voltaram finalmente a atingir um grande nível nas competições de selecções, algo que já não se via há muitos anos.
Com um percurso 100% vitorioso na fase de grupos, perante equipas tradicionalmente complicadas como são Dinamarca, Japão e Camarões, os holandeses eliminaram depois a Eslováquia nos Oitavos.
Seguiu-se o Brasil, que ainda esteve em vantagem, mas acabou fora do Mundial mais cedo do que esperava.
Nas Meias Finais, uma excelente vitória sobre o Uruguai por 3-2, fez sonhar toda a Holanda com a vitória no Campeonato do Mundo.
Na final, os holandeses tiveram tudo para saírem vencedores, mas acabaram rendidos à troca de bola espanhola, que deu frutos à beira do fim do prolongamento.

Japão: Pela quarta vez num Mundial, e ainda por cima pela quarta vez consecutiva, os japoneses tinham em Keisuke Honda, a sua grande esperança, para irem longe no Mundial.
Uma boa entrada na prova, valeu uma vitória sobre os Camarões por 1-0.
Seguiu-se uma derrota com a Holanda também por 1-0, e finalmente na última jornada uma vitória sólida frente à Dinamarca, por 3-1 garantiu a qualificação aos japoneses para os Oitavos.
Nos Oitavos, acabaram eliminados na lotaria dos penaltis, depois de um nulo em 120' minutos de futebol perante o Paraguai.

Dinamarca: O "carrasco" de Portugal na fase de qualificação, partiu para a África do Sul, com o intuito de repetir o feito que conseguiu no Euro'92, quando chamados à "pressa" os dinamarqueses saíram vencedores.
Uma derrota na jornada inaugural frente à Holanda (2-1) não era decisiva, e na ronda seguinte os dinamarqueses voltaram à luta pela passagem aos Oitavos, depois de vencerem os Camarões por 1-0.
Acabaram eliminados na última jornada, ao serem categoricamente derrotados pelo Japão (3-1).

Camarões: Depois de terem participado em quatro campeonatos do Mundo consecutivos ('90, '94, '98 e '02) os Camarões falharam a presença no Mundial da Alemanha em 2006.
Regressaram este ano, com o objectivo de passarem da fase de grupos. Guiados por Samuel Eto'o os camaroneses fizeram um percurso decepcionante.
Três derrotas em três jogos, fizeram com que os Camarões voltassem a casa cedo demais. Não terá faltado a esta equipa alguém com fibra ? Neste caso, Gilles Binya ?

Grupo F:
Paraguai: Mais uma boa surpresa deste Campeonato do Mundo. O Paraguai do benfiquista Oscar Cardozo, atingiu os quartos de final e andou perto de eliminar a futura campeã Espanha.
Um percurso sólido na fase de grupos (dois empates e uma vitória) garantiram a qualificação para os Oitavos ao conjunto sul americano, e ainda por cima, no primeiro lugar do grupo.
Depois nos Oitavos, seguiu-se o Japão, que acabou eliminado nos penaltis.
Nas Meias Finais, o adversário dos paraguaios foi a Espanha, que ontem se sagrou campeã. Cardozo falhou um penalti no início do segundo tempo que daria o 1-0; e Justo Villar defendeu uma grande penalidade no minuto seguinte a Cardozo ter falhado.
No entanto, acabou por ser David Villa a resolver o encontro, à entrada para os últimos dez minutos.

Eslováquia: A grande estreante deste campeonato do Mundo. Contando com o ex portista Marek Cech, os eslovacos protagonizaram uma das maiores surpresas deste Mundial, quando bateram a campeã em título Itália por 3-2 e seguiram em frente.
Depois de um empate na jornada inaugural frente à Nova Zelândia, a Eslováquia perdeu frente ao Paraguai na segunda jornada, e só em caso de vitória sobre a campeão do Mundo em título Itália, seguiria em frente.
Os eslovacos estiveram mesmo a vencer por 2-0, e mais tarde por 3-1. Cometeram a proeza histórica de se posicionarem à frente do campeão em título e seguiram para os Oitavos.
Nos Oitavos, acabaram eliminados pela selecção que víria a ser finalista: Holanda (derrota por 2-1).

Nova Zelândia: Feito histórico. Pela segunda vez na fase final de um Campeonato do Mundo, a Nova Zelândia deixou a África do Sul sem perder qualquer jogo.
Três jogos, três empates. E se tivermos em conta, que o primeiro foi frente à Eslováquia que seguiu depois para os Oitavos; o segundo frente aquela que era a campeã do Mundo em título, Itália; e o último frente ao Paraguai que víria a chegar aos Quartos de Final, o resumo da campanha neo-zelandesa neste torneio, só pode ser considerado positivo.

Itália: A campeã do Mundo em título. Os italianos chegavam à África do Sul, com o único objectivo de manterem o título na sua posse.
Um início algo tremido (empate com o Paraguai), até tinha explicações lógicas: o Paraguai não é uma equipa qualquer; e tinha sido apenas o primeiro jogo.
Depois na segunda jornada, seguiu-se um empate com a Nova Zelândia, e aí já não há desculpas possíveis (respeitando ao máximo a equipa neo-zelandesa).
Na última jornada, uma decepcionante exibição aliada a uma derrota por 3-2 frente à Eslováquia atirou os italianos para fora do Mundial 2010 e para o último lugar do grupo...
Curiosamente, os finalistas de 2006, foram ambos últimos classificados nos seus grupos, e não conseguiram qualquer triunfo.

Grupo G:
Brasil: Os tetra campeões do Mundo. Como sempre, o Brasil chegou à África do Sul, como eterno candidato à vitória no Mundial.
Duas vitórias nos dois primeiros jogos, selaram a qualificação para os Oitavos, ainda a fase de grupos não tinha terminado.
Na última jornada, o empate com Portugal, num duelo de países "irmãos" serviu apenas para confirmar o primeiro lugar do grupo.
Nos Oitavos, uma vitória categórica sobre o Chile por 3-0, colocou o Brasil frente à Holanda nos Quartos.
Robinho ainda deu vantagem à "Canarinha", mas os holandeses deram a volta e seguiram em frente.
Fim de campeonato do Mundo, demasiado precoce para o Brasil.

Portugal: Portugal chegou ao Mundial, depois de uma qualificação aos "trambolhões". O segundo lugar do grupo de qualificação esteve mesmo em risco, mas duas vitórias sobre a Bósnia no "play off" confirmaram Portugal no campeonato do Mundo.
Desta vez, o povo português já não tinha tanta confiança na sua equipa, como havia tido em 2006.
Um início tremido com a Costa do Marfim (empate a zero), deu lugar a uma estrondosa vitória sobre a Coreia do Norte por 7-0. Depois, na última jornada o empate com o Brasil serviu para garantir a qualificação.
Nos Oitavos, o adversário foi a Espanha e Portugal acabou eliminado. No entanto, chegámos onde todos achavamos que íamos chegar: aos Oitavos.
Outro ponto curioso: sete golos marcados e um sofrido em quatro jogos. Sete golos marcados, e logo todos no mesmo jogo; um golo sofrido, o golo que ditou o adeus.

Costa do Marfim: A selecção africana, em que África mais confiança depositava. Depois da estreia no Mundial 2006, os marfinenses chegaram à África do Sul com boas expectativas.
Um bom arranque com Portugal (empate a zero), deu lugar a uma derrota frente ao crónico candidato Brasil por 3-1.
Depois, uma vitória no último jogo, sobre a Coreia do Norte por 3-0, não serviu mais do que uma consolação para os marfinenses.
Tal como em 2006, a Costa do Marfim não foi além do 3º lugar no grupo.

Coreia do Norte: Depois da presença no Mundial '66, os norte coreanos regressaram a uma fase final do campeonato do Mundo, mas não tiveram sorte.
Sorteados no chamado "grupo da morte", a Coreia entrou com o pé esquerdo ainda antes dos jogos terem começado: numa tentativa do seu seleccionador, para ganhar mais um jogador para a frente de ataque, o avançado Kim Myong-Won foi inscrito como guarda-redes, e a FIFA deliberou que as regras são claras: uma vez inscrito como guarda-redes, o jogador não pode de maneira alguma ser utilizado como jogador de campo.
O início de prova até nem foi mau: derrota com o Brasil por 2-1. Depois, veio o pior. À 2ª Jornada, os norte coreanos disseram adeus aos Oitavos, depois de serem goleados por 7-0 contra Portugal.
Na última jornada, nova derrota, desta feita por 3-0 ante a Costa do Marfim. A Coreia do Norte, regressou a casa, tal como se esperava, no fim da fase de grupos.

Grupo H:
Espanha: O que dizer de uma selecção campeã da Europa em título, e que nunca havia estado numa final do Campeonato do Mundo, até ontem ?
A famosa circulação de bola espanhola, só não deu resultado na jornada inaugural, quando a Suiça venceu "Nuestros Hermanos" por 1-0.
Seguiram-se depois duas vitórias na fase de grupos, sobre Honduras e Chile.
Nos Oitavos, a Espanha eliminou Portugal; nos Quartos, foi a vez do Paraguai dizer adeus, e na meia final a Espanha deixou pelo caminho a Alemanha.
Ontem, na final, o adversário foi a Holanda, mas o vencedor foi a Espanha.
É caso para dizer "y viva España..."

Chile: Depois da presença no Mundial '98, o Chile regressou a uma fase final do Campeonato do Mundo.
Praticando um bom futebol, os chilenos alcançaram a qualificação para os Oitavos logo após a segunda jornada. As vitórias sobre Honduras e Suiça, assim o permitiram.
A fechar a fase de grupos, derrota com a Espanha.
Nos Oitavos de Final, o adversário dos chilenos foi o Brasil, e o resultado não podia ter sido pior: derrota por 3-0 e consequente eliminação chilena do Mundial.
Tinham na sua comitiva, o sportinguista Matias Fernández, e os ex leões Contreras e Tello.

Suiça: Depois de ter sido presença assídua nos Mundiais nas décadas de 50 e 60, a Suiça apenas participou no Mundial de '94 entre '66 e 2006.
Este Mundial, os suiços participaram pela segunda vez consecutiva no Mundial, e até bateram um recorde: estiveram cinco jogos consecutivos e mais uns largos minutos sem sofrerem golos em Campeonatos do Mundo.
Uma vitória sobre a futura campeã Espanha na ronda inaugural, deu esperança aos seus adeptos, mas a derrota com o Chile e o decepcionante empate com as Honduras atiraram a equipa helvética para casa no fim da fase de grupos.
O guarda-redes titular foi Diego Benaglio, ex Nacional.

Honduras: Mais uma equipa que regressou às fases finais de Campeonatos do Mundo. Depois de uma primeira presença em '82, as Honduras regressaram ao Mundial e também não podiam ter calhado em grupo mais díficil.
Duas derrotas nos dois primeiros jogos (Chile e Espanha) selaram o adeus dos hondurenhos aos Oitavos.
Como prémio de consolação levaram um ponto, fruto do empate com a Suiça na última jornada.
Entre a comitiva estava David Suazo, ex jogador do Benfica.

domingo, 11 de julho de 2010

Mundial 2010: Espanha Campeã

Caiu definitivamente o pano sobre o campeonato do Mundo 2010, com a Espanha a ser a grande vencedora.
Os espanhóis, que tiveram um pequeno percalço no primeiro jogo da competição (derrota frente à Suiça por 1-0), fizeram boas exibições, com a famosa troca de bola a sobresair-se muitas vezes.
Esta noite, o golo do triunfo apareceu já no prolongamento.
A Espanha, é também a primeira selecção a sagrar-se campeã do Mundo, depois de perder o jogo inaugural.
A primeira parte decorreu, com ambas as equipas na expectativa, espreitando um possível erro do adversário.
A Espanha, atacando preferencialmente pela direita, teve em Sergio Ramos o principal protagonista em duas ocasiões: aos 5' obrigou Stekelenburg a desviar para canto; aos 6' teve um cruzamento-remate, que por pouco Heitinga não transformou em auto-golo.
Os holandeses estabilizaram defensivamente, e aos 34' até andaram perto do golo, num lance que não deixa de ser caricato. Heitinga quis devolver a bola, e devolveu-a na direcção da baliza. Casillas deixou que o esférico batesse no chão, e teve "sorte" de ainda ter ido a tempo, desviar para canto.
A fechar o primeiro tempo, Robben obrigou "San Iker" a uma defesa apertada para canto.
Howard Webb, o árbitro do jogo, mostrou "pulso firme" e distribuiu vários cartões em poucos minutos. Cometeu também, um erro crasso, ao não expulsar De Jong no primeiro tempo. O holandês "atacou" completamente o peito de Xabi Alonso, com uma patada à "karateca".No segundo tempo, as equipas apareceram um pouco mais soltas e mais "atrevidas" na frente de ataque, pertencendo aos holandeses as melhores oportunidades.
Robben sempre com Casillas pela frente, falhou em ambas, tendo a primeira sido mais "escandalosa"; no segundo lance, "faltou" pé direito ao holandês.
A Espanha, também teve uma boa ocasião para empatar, quando Jesús Navas recém-entrado na partida, cruzou tenso e viu um corte infeliz de Heitinga colocar a bola nos pés de Villa. No entanto, o central recuperou bem e evitou o pior.
Já no prolongamento, a partida reiniciou-se com Fabregas a "imitar" Robben. Isolado, "Cesc" atirou para defesa do guardião holandês.
Aos 109' os holandeses ficaram reduzidos a dez elementos, e sofreram um enorme revés nas suas pretensões. Heitinga viu o segundo amarelo da noite, e recolheu mais cedo às cabines.
Aos 116', deu-se o golpe final. Iniesta concluiu com muita classe, uma jogada iniciada na esquerda por "El Niño" Torres. Não há fora de jogo, é certo, mas momentos antes, Howard Webb havia ignorado por completo, um pontapé de canto a favor dos holandeses.
Até final, a Holanda aproximou-se da baliza espanhola, mas sempre mais com o coração do que com a cabeça.
Nota também para o facto, do título mundial espanhol ser dedicado a Daniel Jarque, ex jogador do Espanhol de Barcelona, que faleceu em Agosto do ano passado.
Antes do Mundial começar, o holandês Van Bronckhorst que supostamente terminará a carreira depois do Mundial, disse querer atingir as 105 internacionalizações pela Holanda, pois isso seria sinal que a "Laranja Mecânica" teria chegado pelo menos às meias finais.
Pois é, "Gio", atingiste os 105 jogos pela Holanda, mas certamente não tiveste um final de "sonho".Ficha de Jogo:

Holanda: Stekelenburg; Van der Wiel, Heitinga, Mathijsen e Van Bronckhorst (Braafheid 105'); Van Bommel e De Jong (Van der Vaart 99'); Kuyt (Elia 71'), Sneijder e Robben; Van Persie;
Treinador: Bert Van Marwijk; Suplentes Não Utilizados: Vorm, Boschker; Boulahrouz, Ooijer, De Zeeuw, Schaars, Afellay, Babel e Huntelaar;

Espanha: Casillas; Sergio Ramos, Puyol, Piqué e Capdevilla; Busquets, Xavi, Xabi Alonso (Fabregas 86') e Iniesta; Pedro Rodríguez (Jesús Navas 60') e David Villa (Fernando Torres 106');
Treinador: Vicente del Bosque; Suplentes Não Utilizados: Reina, Valdés; Raúl Albiol, Marchena, Arbeloa, Javi Martínez, David Silva, Mata e Llorente;

Disciplina:
Amarelos: Van Persie 15'; Puyol 17'; Van Bommel 22'; Sergio Ramos 23'; De Jong 28'; Van Bronckhorst 54'; Heitinga 57' e 109'; Capdevilla 67'; Robben 84'; Van der Wiel 111'; Mathijsen 117'; Iniesta 118'; Xavi 120';

Vermelhos: Heitinga 109';

Golos: 0-1 Iniesta 116';

sábado, 10 de julho de 2010

Mundial 2010: Alemanha termina no 3º lugar

E pronto. Lentamente, cai o pano sobre o Mundial 2010.
Realizou-se hoje em Port Elizabeth o penúltimo jogo da competição, com os alemães a levarem de vencida o Uruguai de Alvaro, Maxi e Fucile por 3-2.
Tal como há quatro anos, será a selecção germânica a fechar o pódio.
Dentro das quatro linhas, os Uruguaios encararam a partida como se fosse uma final. A qualidade do toque de bola, demonstrava que os uruguaios queriam continuar a surpreender o Mundo.
Mesmo assim, foram os alemães os primeiros a marcar.
Schweinsteiger atirou forte, Muslera não segurou, e Muller apareceu para enconstar para o 1-0. Estavam decorridos 18' minutos.
Dez minutos depois, Cavani concluiu com classe um contra-ataque dos uruguaios, e estabeleceu o empate. Resultado com que se seguiu para intervalo.
A segunda parte praticamente começou com o golo do inevitável Forlan. Estavam decorridos 51' minutos, quando um cruzamento de Arevalo Rios na direita, encontrou Diego Forlan, que com um pontapé "tesoura" fez um magnífico golo. A bola ainda embateu no chão antes de se anexar no fundo das redes da baliza de Butt, que ficou a ver o esférico passar.
O jogo estava de "loucos" e cinco minutos depois, a "Manschaft" empatou a partida. Um erro de Muslera, que teve uma saída em falso a um cruzamento de Boateng, permitiu a Janssen fazer o empate.
Aos 82', após um pontapé de canto e uma sucessão de ressaltos, contando ainda com um mau corte de Diego Lugano, Khedira bateu Muslera de cabeça. Foi um balde de água gelada nas pretensões uruguaias.
Forlán, na conversão de um livre directo, ainda atirou uma bola à barra.
O Uruguai sai do Mundial, deixando uma boa imagem a todo o Mundo. Parabéns !

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Entrevista a: Manel

Manuel Aniceto Oliveira Dias, conhecido futebolisticamente por Manel, é jogador do Carregosense que milita nos Distritais de Aveiro e é o mais recente entrevistado do blogue.
Formado no Arrifanense, sagrou-se campeão Distrital de Júniores, levando o seu clube de 'sempre' aos Nacionais da categoria.
Este título e outros feitos conseguidos, permitiram-lhe que fosse "coleccionando" várias chamadas à Selecção Distrital de Aveiro em vários escalões.
Já como sénior representou o Arrifanense, durante quatro temporadas consecutivas, três delas na III Divisão Nacional.
Saiu em 07/08 para o Paços de Brandão, tendo efectuado uma pausa na sua carreira na temporada 08/09, por motivos profissionais.
Regressou ao futebol, para representar o Carregosense em 09/10, clube com o qual já renovou contrato para 10/11. É médio direito.

ConversasRedondas (CR): Depois de três temporadas consecutivas na III Divisão Nacional conheceu em 06/07 um novo campeonato, neste caso a 1ª Divisão Distrital de Aveiro. A ideia que tinha acerca dos campeonatos Distritais, confirmou-se nessa temporada?
Manuel Aniceto (MA): Não senti tantas dificuldades nessa época porque ainda existiam equipas fortes na Primeira Divisão Distrital como o Arouca e o Cesarense, que agora estão na Liga Vitalis e na Segunda Divisão Nacional. Senti realmente mais quando iniciei a Segunda Divisão Distrital pelo Carregosense. Mas penso que cada época é uma época diferente, com mentalidades diferentes e com equipas diferentes, e isso é que distingue uma mentalidade distrital duma mentalidade nacional e profissional.

CR: Esteve parado em 08/09. Com que motivação voltou ao futebol para 09/10? Se o "projecto" do Carregosense não lhe tivesse agradado, teria ficado mais um ano sem jogar futebol?
MA: Parei por motivos profissionais. Foi um ano em que passei o tempo todo a viajar para fora, e tive mesmo que fazer uma pausa.
No entanto, a vontade de jogar e o 'bichinho' do futebol permaneceram. Tinha em mente voltar a jogar, caso o meu emprego assim o permitisse, e o 'mister' Martins sabia que eu estava parado e ainda a época 08/09 não tinha terminado, já me tinha convidado para representar o Carregosense na temporada 09/10. Apresentaram-me um projecto interessante, e não me colocariam entraves caso tivesse de me ausentar devido ao trabalho.
E o facto de poder voltar a trabalhar com os 'Mister's' Martins e Sá, pessoas com as quais ainda tenho muito a aprender, foi um factor de motivação para regressar.

CR: O Manel sagrou-se há pouco tempo campeão Distrital. Qual foi a sensação?
MA: Quem se sagra campeão, independentemente do escalão ou da modalidade, fica sempre muito feliz. São momentos únicos e inesquecíveis, mesmo que seja um campeonato a 'feijões'.
Campeão é sempre Campeão, seja nos matraquilhos, ou no Golfe.

CR: No fim da 8ª Jornada, o Carregosense estava a nove pontos do líder. Alguma vez pensou que não seria possível chegar ao título?
MA: Pensei, pois tinha consciência de que seria muito difícil recuperar, e que tudo dependeria de ganharmos em casa do líder, Canedo.
Era quase como uma 'missão impossível' mas felizmente ganhamos, e aí sim, senti que voltávamos a entrar na luta, e todos os pensamentos negativos desapareceram.

CR: Uma vitória em casa do líder Canedo, à 10ª Jornada, mudou o rumo dos acontecimentos ou foi mais uma 'simples' vitória?
MA: Foi muito importante, apesar do campeonato não se decidir apenas naquele jogo.
Mas vencer em Canedo foi importante, pois deu-nos ânimo e arrasou psicologicamente a equipa do Canedo, pois eles tinham vencido praticamente todos os jogos até então.
A invencibilidade do líder acabou aí, e depois fomos vencendo, e só tivemos de 'esperar' que o Canedo perdesse pontos, para assumirmos o primeiro lugar.

CR: À 17ª Jornada, o Carregosense assumiu a liderança e não mais a largou. Quais foram os principais motivos para um fim de época tão consistente?
MA: Humildade, União, e a enorme vontade de vencer por parte de todos os jogadores do Carregosense.

CR: Seguiu-se depois o 'play-off' de apuramento de Campeão, onde enfrentou os vencedores das outras séries, onde se destacava o nome da Ovarense. Qual a equipa que mais 'trabalho' deu nesta 'segunda fase'?
MA: Todas as equipas deram 'trabalho', cada uma à sua maneira.
O Mealhada e a Ovarense, deram 'trabalho' por terem um estilo de jogo, que privilegia o futebol rápido e a troca de bola, e ainda por terem jogadores experientes e que fisicamente são muito fortes. Já o Oiã, deu 'trabalho' por ser uma equipa agressiva, e por jogar com alguma maldade. Foram sempre uma equipa muito dura, e penso que se os árbitros fossem mais rigorosos, o Oiã raramente acabava um jogo com mais de 9 jogadores.

CR: Ser Campeão em plena casa da Ovarense, no estádio Dr. Marques da Silva, um estádio que não há muitos anos andava pela Liga de Honra, foi de certa forma 'especial'?
MA: Já joguei em vários estádios que de uma ou de outra forma já receberam grandes clubes e grandes jogos de futebol. Desde o Estádio do Jamor pela selecção de Aveiro; no velhinho estádio de Aveiro (Mário Duarte), passando pelo Estádio Dr. Abel Alves de Figueiredo (Tirsense) e até mesmo pelo Estádio das Antas, entre muitos outros.
No da Ovarense, nunca tinha jogado, apesar de já conhecer as instalações por ir lá ver jogos.Mas nos bastidores nunca tinha estado e adorei. O mais fascinante foi mesmo o clima criado pelas pessoas. Grande ambiente. Foi 'especial'.

CR: Sobre a próxima temporada desportiva, confirma que continuará a representar o Carregosense? Segundo sei, o Manel recebeu convites de clubes que disputam os 'Nacionais'.
MA: Sim, optei por ficar pelo menos, mais uma temporada no Carregosense. Nesta altura da minha vida não posso arriscar em ir para uma divisão superior, pois teria que deixar o meu emprego, e o meu emprego é o que me garante estabilidade na minha vida pessoal.
Tive convites de clubes que irão disputar o mesmo campeonato do Carregosense, mas por mais 100€ ou 200€ não abandono uma casa com excelentes pessoas, que me acolheram muito bem, e onde eu me sinto completamente à vontade.
Na vida, o dinheiro não é tudo, e no futebol a amizade, o companheirismo, o bom ambiente e uma boa saúde mental, estão em primeiro lugar.
CR: Com que objectivos parte o Manel para a próxima temporada?
MA: Espero cumprir com aquilo que me for pedido, respeitando sempre as opções do 'Mister', e ajudar o Carregosense a atingir os objectivos estipulados.
Espero também melhorar e aprender ainda mais, pois uma dia irei deixar o futebol, sem saber tudo. Aliás, acho que sei pouco ainda.

CR: No Carregosense é orientado por Joaquim Martins, que foi jogador do Rio Ave, ao mais alto nível. A experiência que o agora treinador, adquiriu enquanto jogador, terá sido decisiva na vossa luta pela subida?
MA: Sim, muito. Acima de tudo, o 'Mister' Martins é um grande Homem, e muito amigo de todos os seus jogadores. Esses dois factores aliados à experiência que adquiriu como jogador na I Divisão ajudaram-nos bastante, e estou convicto de que foram elementos 'chave' na nossa luta pela subida.

CR: A 1ª Divisão Distrital da AF Aveiro 2010/2011, será um campeonato fortíssimo, já que conta com clubes como Águeda, Valecambrense, Ovarense, Milheiroense, U. Lamas, Gafanha entre outros. Os objectivos do Carregosense passarão apenas pela manutenção, ou a direcção quer algo mais?
MA: Primeiro objectivo penso que será alcançar a manutenção o mais rapidamente possível. Depois, o que vier por acréscimo será bem vindo, penso que essa será a opinião de todos.
Não entraremos em loucuras, e não vamos ser candidatos à subida. Acima de tudo queremos honrar a camisola da JD Carregosense, e alcançar a melhor classificação possível.

CR: Sendo o Distrito de Aveiro, um distrito que conta com equipas muito fortes a nível futebolístico, não acha que seria melhor a I Divisão Distrital ter 20 clubes em vez dos actuais 18?
MA: Sinceramente, acho que 18 é o ideal, pois o campeonato seria mais longo, e toda a gente começaria a entrar numa fase de saturação.
E, também temos de pensar, que mais dois clubes, implicariam obrigatoriamente mais quatro semanas de contrato, e nem todos os clubes têm orçamento para cumprirem contratos tão longos. É mais um mês de trabalho.
Se já é complicado cumprir os acordos com 18 clubes, imaginemos o que seria pagar mais um mês a 23 ou 24 jogadores, independentemente do valor dos ordenados.

CR: Antes da temporada que terminou recentemente, nunca havia jogado na II Divisão Distrital de Aveiro. Quais as principais diferenças entre este escalão e a I Divisão Distrital?
MA: Da educação 'futebolística' dos jogadores e adeptos, passando pelas condições dos estádios de futebol, as diferenças não são muito significativas. Vê-se de tudo mesmo. Já passei por situações bastante caricatas.
Mas penso, que tudo depende das equipas que constituem o campeonato. Cada uma tem a sua mentalidade.
Estou bem mais motivado para a época que aí vem, pois a I Divisão Distrital será uma autêntica Série C da III Divisão Nacional, com equipas muito fortes, e isso é o mais importante. Boas equipas, bons estádios, penso que estão reunidas excelentes condições. Esperemos que seja uma época de autêntico futebol espectáculo.

CR: Já representou três clubes nos Distritais (Arrifanense, Paços de Brandão e Carregosense). Em qual deles teve a sua melhor temporada num campeonato Distrital?
MA: O último ano em que joguei no Arrifanense (06/07), onde também fui treinado pelos 'Mister's' Martins e Sá. Tínhamos um excelente balneário, e quem lá esteve jamais me desmentirá !

CR: Tendo em conta a situação económica que o País atravessa, o futebol 'sofre' bastante com isso, ainda para mais nos Distritais onde os apoios são ainda mais escassos. Alguma vez passou por situações de salários em atraso?
MA: Sim. No Arrifanense, no último ano na III Divisão Nacional e no Distrital (06/07). Acabei por não receber tudo o que havia estipulado com os dirigentes, porque o clube estava numa fase de decadência brutal. Mas, compreendi a situação. Questões rápidas.
CR: O 'seu' Arrifanense fechou as portas do futebol sénior, depois de ter feito uma excelente temporada na I Divisão Distrital da AF Aveiro (07/08). Que razões encontra para um fim tão dramático?
MA: No tempo em que esteve na II Divisão B, o Arrifanense gastou o que não podia e o que não tinha. Depois foi sempre a acumular dívidas, até se formar uma autêntica "bola de neve".

CR: Caso o Arrifanense volte ao futebol sénior (e com certeza que voltará), pretende voltar a representar o clube?
MA: Representei o Arrifanense durante quinze temporadas. Entrei com sete anos de idade. Com certeza que gostava de terminar a minha carreira lá.

CR: Marcou catorze golos ao serviço do Carregosense esta temporada que terminou recentemente: oito na fase regular; quatro na "segunda fase" e dois na Taça Distrito de Aveiro. Destaca algum?
MA: Sim, fiz três golos que me marcaram.
O primeiro foi o que marquei ao Canedo, fora de casa, porque deu-nos a vitória, e impulsionou-nos para a conquista do campeonato; o segundo foi em Oiã, já na segunda fase, pelo facto de um minuto antes de marcar o golo, ter estado a ser assistido fora das quatro linhas. Sangrava abundantemente por todo o lado, pois tinha levado uma bolada no rosto. Entrei, 'peguei' na bola, e fui por lá 'baixo' até fazer o golo. Soube muito bem, descarregar toda a minha 'fúria' daquela maneira.
O terceiro que destaco, foi no último jogo da temporada, frente à Ovarense, também na segunda fase. Por ter sido o último jogo, e por ter contribuído para o empate que nos permitiu a conquista do título num estádio tão emblemático. Foi um dia que nunca mais esquecerei.

CR: É capaz de eleger um '11' formado por companheiros de equipa (actuais ou passados) que teve nos Campeonatos Distritais?
MA: Sim, sou.
Guarda-Redes: Fábio (Arrifanense);
Defesa Direito: Pedro Castro (Arrifanense e Carregosense);
Defesa Central de Marcação: Rui Manuel (Arrifanense);
Defesa Central 'Livre': Gagá (Arrifanense);
Defesa Esquerdo: Porto (Arrifanense e Carregosense);
Trinco: Simão (Arrifanense);
Médio Interior Direito: Tiago (Paços de Brandão);
Médio Interior Esquerdo: Bruno Fonseca (Arrifanense);
Extremo Direito: Manel;
Extremo Esquerdo: Nandinho (Carregosense);
Ponta de Lança: Brinca (Carregosense);

*Entre parêntesis, o clube onde Manel jogou com o respectivo colega.

Para terminar, tenho que te dar os parabéns pelo teu trabalho e por toda esta 'cobertura' que tens feito, informando todos nós acerca do futebol nacional e distrital. Continua com o excelente trabalho, porque tens capacidade para ir longe.

O "Conversas Redondas" agradece a Manel as palavras elogiosas, e o tempo despendido para esta entrevista, bem como faz votos para que tudo lhe corra bem, tanto na vida desportiva como na vida pessoal.

Pode ver o trajecto de Manel, aqui.