sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Análise: Diogo Fonseca

Entrevistado em Setembro do ano passado, Diogo Fonseca é açoriano de "gema" e joga no Feirense, que é actualmente um dos líderes da Liga Orangina.
Melhor marcador do Boavista na temporada passada, ao apontar onze golos, Fonseca chegou ao Feirense como uma contratação de Quim Machado, que o havia defrontado, como técnico do Tirsense.
A época abriu com a Taça da Liga, e Fonseca somou "apenas" catorze minutos em três jogos. O Feirense acabou eliminado da Taça da Liga, com dois pontos somados nessas três partidas.
A primeira oportunidade do avançado surgiu na segunda jornada do campeonato, em Arouca, mas o ponta de lança acabaria expulso por acumulação de amarelos aos 65' minutos.
Diogo Fonseca cumpriu então um jogo de castigo, regressando aos convocados para a jornada 4, frente ao Trofense, acabando por não sair do banco de suplentes.
Na Taça de Portugal, Fonseca entrou aos 70' numa altura, em que o Feirense perdia na Anadia frente à equipa local por 1-0, e empatou a partida aos 85'. Em período de descontos, Roberto acabaria por dar a vitória à equipa feirense.
Regressou o campeonato, com Fonseca a ser novamente suplente não utilizado na deslocação à Covilhã na jornada seis. Na semana seguinte, o Feirense recebeu o Gil Vicente e perdeu por 1-0, com o ponta de lança a ser lançado aos 87'.
Depois disto, Fonseca passou quatro jogos na bancada por opção técnica, regressando aos convocados frente ao Moreirense à jornada dez, onde uma vez mais não saiu do banco.
Na jornada onze, o ponta de lança foi lançado no período de descontos na vitória do Feirense em Fátima por 2-1, e na jornada doze na recepção ao Penafiel, voltou a ficar no banco.
Seguiu-se mais um jogo sem ser utilizado, desta feita na deslocação ao Estoril, com mais uma vitória feirense.
Finalmente, no fim de semana passado, Fonseca voltou a ser utilizado, ao entrar aos 87' numa altura em que o Aves já vencia por 3-0 em Santa Maria da Feira.
Diogo Fonseca chegou a equacionar a sua saída do emblema azul no actual mercado de transferências, mas o mais certo é que o jogador continue em Santa Maria da Feira, pelo menos até ao fim da temporada.
Concluídas que estão catorze jornadas da Liga Orangina, o Feirense ocupa a liderança juntamente com a Oliveirense, apesar de estar em desvantagem no confronto directo.

Análise: Xano

Terceiro jogador a ser entrevistado pelo blog, Xano ainda não tem qualquer minuto somado na presente temporada.
Porquê? Motivo fácil de explicar: as lesões que o têm assolado não lhe têm permitido estar operacional para ser utilizado.
A lesão nos ligamentos do joelho direito em Março do ano passado, impediram-no de fazer a pré-época com os restantes colegas, e o extremo só voltou a treinar-se, ainda que condicionado, em Novembro último.
Aos poucos, Xano vai-se integrando no plantel avense e recupera a forma para ajudar a sua equipa na fase decisiva da temporada, apesar de o seu empréstimo a um clube da II Divisão para ganhar a forma e o ritmo ideais, não esteja colocado de parte.
O Aves tem um dos melhores planteis da Liga Orangina, mas os resultados não têm "aparecido", logo espera-se uma segunda volta na máxima força por parte da equipa avense.
No sábado passado, os avenses golearam o líder Feirense em Santa Maria da Feira por 3-0, e ocupam agora a sexta posição com 19 pontos, estando a cinco da dupla de líderes, Oliveirense e...Feirense.

Análise: Manel

Segundo jogador a ser entrevistado pelo blog, Manel Aniceto representa o Carregosense, clube que milita na I Divisão Distrital da AF Aveiro.
Entrevistado pouco tempo depois da sua equipa ter festejado a subida ao escalão máximo do futebol aveirense, Manel Aniceto confirmou a renovação pelo clube de Carregosa, que esta temporada está a fazer um campeonato brilhante entre os "grandes" de Aveiro.
Concluídas que estão dezoito jornadas, o Carregosense é segundo classificado com 36 pontos, embora em igualdade pontual com Estarreja e Águeda. O líder Sanjoanense, está a dois pontos de distância.
Desses dezoito jogos, Manel concluiu quinze, sendo substituído em três partidas, com a particularidade de ser sempre na "recta final" do encontro: aos 75' frente ao Oiã; e aos 80' frente a Estarreja e Gafanha.
Como um extremo tem por "missão" assistir os pontas de lança, Manel leva já nove assistências. Mas, como um extremo não vive "apenas" de assistências, o jogador natural de Milheirós de Poiares já apontou nove golos, com a particularidade do Carregosense vencer sempre que Manel faz o "gosto ao pé": foi assim frente a Pessegueirense (1-0 e 3-1); Fermentelos (5-0 com "bis" de Manel); Águeda (2-0); Oiã (4-2); Ovarense (8-0!); São Roque (3-1) e Estarreja (1-0).
Mas nem só na sua baliza acerta Manel: em Paços de Brandão um auto-golo do jogador, fez com que o Carregosense empatasse a um golo.
Na Taça de Aveiro, o Carregosense fez apenas duas partidas, e Manel começou sempre no banco. Na 2ª Eliminatória saiu do banco aos 55' frente ao Mansores, a tempo de ver a sua equipa vencer por 1-0; enquanto na 3ª Eliminatória entrou ao intervalo frente ao Águeda, num jogo em que o Carregosense foi derrotado por duas bolas a uma e disse "adeus" à Taça.
Cumprida que está a primeira jornada da segunda volta do campeonato, o Carregosense está em boa posição para ascender pela primeira vez na sua história aos Nacionais, apesar de Manel não ter apontado esse objectivo aquando da realização da entrevista.

Análise: Miran

Com a época a meio, é tempo de analisar as performances dos jogadores entrevistados pelo "ConversasRedondas" até aos dias de hoje.
Para tal, esta "análise" começará pelo primeiro jogador a ser entrevistado pelo blog: Miran, ponta de lança do Pinhalnovense.
Quando assinou pelo Pinhalnovense, Miran tinha 34 anos e era visto como um reforço importante para a equipa que iria competir na II Divisão, pela experiência que adquiriu na sua carreira.
No campeonato, já participou em catorze dos quinze jogos que os palmelenses fizeram, tendo apontado cinco golos, algo que fazem dele o melhor marcador da equipa na Zona Sul da II Divisão.
O ponta de lança brasileiro, funciona como uma espécie de "amuleto" da equipa de Pinhal Novo: soma sete golos em toda a época, e sempre que marcou o Pinhalnovense não perdeu.
No campeonato, "garantiu" empates frente a Casa Pia, Juventude de Évora e Oriental, com a particularidade de todos os encontros terem acabado empatados a um golo.
Frente ao Casa Pia na jornada inaugural abriu o activo aos 78'; mas nos outros dois jogos, salvou mesmo a "honra" do convento ao empatar as partidas aos 90+2' (Juventude de Évora) e aos 34' (Oriental).
Sobram dois golos, e ambos foram apontados ao Carregado, numa concludente vitória do Pinhalnovense por 4-0, na jornada 14.
Na Taça de Portugal, Miran apontou dois golos: o primeiro ao União Micaelense na primeira eliminatória, com vitória do Pinhalnovense por 5-0 sobre os açorianos; o segundo frente ao Tirsense, em mais uma vitória palmelense, desta feita por 2-0.
Escusado será lembrar que o Pinhalnovense chegou aos Quartos de Final da Taça, sendo eliminado pelo FC Porto no Dragão, num jogo em que Miran foi titular, tendo mesmo actuado os 90' minutos.
Concluída que está a primeira volta da Zona Sul da II Divisão, o Pinhalnovense ocupa a quarta posição juntamente com o Mafra (ambos somam 26 pontos), estando a sete pontos do líder, Atlético.
Actualmente com 35 anos, esta deverá ser a última época de Miran enquanto futebolista.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Brasil: Roberto Carlos continua igual a si próprio

Aos 37 anos, Roberto Carlos continua igual a si próprio. Isto é: o pé esquerdo continua "untouchable".
Na jornada inaugural do campeonato paulista, o Corinthians recebeu e venceu a Portuguesa dos Desportos por 2-0. Roberto Carlos fez o segundo golo do "Timão" aos 19' minutos, através da marcação de um...canto directo!
Minutos antes, o Corinthians havia-se adiantado no marcador por intermédio de Paulinho.
Voltando ao "início": Roberto Carlos arrancou pela ala esquerda, ganhando um pontapé de canto. Na sequência desse mesmo pontapé de canto, apanhou a equipa da Portuguesa completamente distraída e marcou golo através de canto directo.
O melhor mesmo, é ver o lance:

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Edmundo Duarte: "Sabia que ia ser difícil, mas acreditei na manutenção"

Edmundo Duarte (na foto) é actualmente treinador do Vila FC, nos Distritais do Porto, equipa que veio substituir o Vilanovense, que chegou a competir na II Divisão B e até foi jogar a Alvalade para a Taça.
Em 1997, depois de cometer várias "graçinhas" na Taça de Portugal, pelos Dragões Sandinenses, foi convidado a abraçar um enorme desafio, talvez o maior da sua carreira: o Espinho estava há onze jornadas consecutivas sem pontuar na I Divisão.
Orientou os "Tigres" durante quatro jornadas, conseguindo uma vitória, dois empates e uma derrota, não conseguindo evitar a descida de divisão.
Em declarações ao "ConversasRedondas", o técnico começou por dizer que:
"Não há impossíveis na vida, nem no futebol. Sabia que ia ser difícil, mas naturalmente, acreditei na manutenção."
Questionado acerca da moral do plantel na altura, e se a equipa ainda teria forças para uma possível recuperação, Edmundo Duarte disse:
"Numa equipa que não pontuava há dez ou onze jornadas consecutivas (n.d.r. onze), os níveis anímicos eram extremamente negativos, mas a capacidade humana é ilimitada. Depende da convicção da liderança e a verdade é que em quatro jogos, apenas perdemos um."
Em jeito de nota final, o técnico elogia os seus ex-pupilos:
"Era difícil fazer melhor, e o seu empenho e querer, foram enormes."
Na temporada seguinte (97/98), Edmundo Duarte orientou os "Tigres" na Liga de Honra, obtendo a décima posição no campeonato.
Antes de chegar a Espinho, o técnico havia orientado além dos Dragões Sandinenses, Alcobaça e Torreense. Depois de sair dos "Tigres", Edmundo Duarte regressou aos Dragões Sandinenses, orientando depois Vilanovense e Maia, assumindo esta temporada o Vila FC.

Besirovic: "Depois daquela excelente primeira volta, descida era impossível"

Besirovic (na foto com as cores do Farense) jogou em Portugal treze anos. Chegou em 1991 para o Estrela da Amadora, saiu em 2004, acabando a carreira de futebolista ao serviço do Beira-Mar Monte Gordo.
Em 1995 reforçou o Espinho e ajudou o clube na promoção ao primeiro escalão, onde efectuou a sua estreia envergando a camisola dos "tigres".
Agora a viver no seu país natal, Bósnia, Besirovic acedeu ao convite do "ConversasRedondas" e falou acerca da temporada do Sp. Espinho em 96/97:
"Acho que em primeiro lugar faltou um pouco de experiência na equipa, mas também no treinador. Na segunda volta do campeonato jogamos da mesma maneira, mesmo quando tivemos um plantel curto e faltaram alguns jogadores importantes."
O Sp. Espinho venceu no Bessa, em Guimarães e em Setúbal, além de ter empatado no Restelo e em Leça. Para Besirovic, o "segredo" estava na união de grupo:
"O Espinho na altura tinha um grupo de jogadores muito unidos e essa foi a nossa maior arma em muitos bons jogos que fizemos na aquele ano. Nunca pensámos descer de divisão. Depois daquela excelente primeira volta, a descida era impossível." 
Os anos passam, e o médio confessa que já não se recorda muito bem de alguns jogos, mas ainda assim tem os adeptos espinhenses no coração:
"Do Espinho, lembro-me mais do público, que estava sempre connosco, mesmo quando perdíamos os jogos. Também acho que a direcção do clube na altura, era presidente o Sr. Ilídio Silva, fez um bom trabalho, e estava sempre junta com os jogadores. Aproveito para mandar um grande abraço para todos os espinhenses." 
Em Portugal, além do Espinho, Besirovic representou E. Amadora, Ac. Viseu, Académica, Farense, Leixões (onde atingiu o ponto mais alto da sua carreira, ao chegar à final da Taça de Portugal) e Beira-Mar Monte Gordo.

Recordar: Sp. Espinho 1996/1997

No palmarés do Espinho, constam onze presenças na I Divisão, a última das quais na temporada 96/97, onde os espinhenses obteram o 16º lugar entre dezoito equipas, somando trinta e três pontos.
Na temporada anterior, os "Tigres" haviam-se classificado na terceira posição da Liga de Honra, atrás de Rio Ave e V. Setúbal. Para 96/97, o reforço do plantel foi grande, registando-se "apenas" doze permanências em relação à temporada anterior.
Entre as permanências, os destaques iam para o guardião Luís Manuel, já com muitos anos de I Divisão, ao serviço de Farense e Braga; Paulo Pires e Carvalhal, dois defesas muito experientes e já com várias épocas de I Divisão; e Besirovic, médio bósnio que já havia mostrado qualidades ao serviço de Académica e Ac. Viseu.
Entre os reforços, destacavam-se: Milton Mendes e Sérgio Lavos, ambos ex U. Madeira; Soeiro, defesa central ex V. Guimarães; Caetano, extremo ex Tirsense; Lino, defesa esquerdo ex Braga; Luís Miguel, defesa direito ex Campomaiorense; entre outros.
No comando técnico, estava o "estreante" Zinho, que além de ter representado o Sp. Espinho como jogador, representou ainda Sp. Braga, Sporting, Racing de Santander, entre outros.
O campeonato não começou com um jogo fácil: os espinhenses recebiam o Sporting, no Estádio Prof. Dr. Vieira de Carvalho, na Maia (casa emprestada). Pedrosa abriu o activo para os leões aos 24', mas Besirovic empatou aos 36'. Vidigal antes do intervalo e Hadji no segundo tempo, assinaram a primeira derrota do Espinho no campeonato: 1-3.
Na jornada dois, os espinhenses tinham um visita complicada ao Bessa, a casa do Boavista, mas não se deixaram intimidar. Artur Jorge de penalti aos 44' e Milton Mendes em cima dos 90', fizeram os golos da vitória do Espinho na cidade do Porto, por 2-0.
O Sp. Espinho daria então início a um ciclo espectacular de seis jogos sem perder, onde somou quatro vitórias, incluindo a vitória do Bessa.
Depois de uma deslocação difícil à cidade do Porto, os espinhenses tiveram nova saída complicada, mas voltaram a darem-se bem: empate em Belém a zero.
Na jornada seguinte, e na recepção ao Farense, Lino apontou o único golo da partida aos 38', e deu a vitória ao Espinho sobre os "Leões de Faro" que ocupavam a liderança juntamente com mais quatro equipas.
O campeonato não se adivinhava fácil, mas o Espinho estava determinado em fazer "boa figura", e na deslocação ao terreno do Rio Ave, na jornada cinco, os espinhenses bateram os homens de Vila do Conde por claros 3-0, com golos de Besirovic, Milton Mendes e Caetano.
Seguiram-se mais dois jogos com resultados positivos: na jornada seis, vitória caseira por 1-0 sobre o Marítimo; e na jornada sete, empate na deslocação ao terreno do Leça.
E, à jornada oito, eis que apareceu o campeão em título, FC Porto, para quebrar a boa sequência de jogos que os espinhenses vinham fazendo. Na Maia (uma vez mais, as questões de bilheteira a falarem mais alto), o FC Porto "cilindrou" por completo o Espinho, ao vencer por 0-5.
Apesar da goleada, o Espinho mantinha a quinta posição em igualdade pontual com o Farense.
A jornada seguinte indicava, mais uma vez, enormes dificuldades para os espinhenses: era "dia" de ir a Guimarães, mas ainda assim, foi o Espinho a primeira equipa a marcar: Artur Jorge Vicente inaugurou o marcador aos 34'. Na resposta, Capucho empatou o jogo aos 41'; mas aos 44' Carlos Pedro colocou novamente o Espinho em vantagem.
O Vitória a jogar em casa, entrou determinado na segunda parte, e aos 52' Ricardo Lopes empatou o jogo a duas bolas. No entanto, as "gentes do mar" nunca desistem, e no período de compensação o Espinho fez dois golos, resolvendo o jogo. Vitória por 4-2, e os "Tigres" subiam de forma isolada, à quarta posição do campeonato.
Veio a pausa para o campeonato, e para que se pudesse realizar a 4ª Eliminatória da Taça, com os espinhenses a receberem o Sp. Lamego da II Divisão B, e a vencerem por 1-0.
O campeonato regressou, e o Espinho somou duas derrotas consecutivas: a primeira na Maia (casa emprestada, uma vez mais) frente ao Benfica por 3-0; a segunda em Braga, frente ao Sporting local por 2-1.
Seguiu-se a 12ª Jornada, e mais uma vitória caseira, desta vez sobre o penúltimo Gil Vicente, por 1-0, com golo de Filó aos 14' minutos.
Veio nova eliminatória da Taça, com o Espinho a empatar em Sandim, frente aos Dragões Sandinenses da III Divisão, a um golo.
De volta ao campeonato, os espinhenses averbaram mais duas vitórias: a primeira em Setúbal, deixando para trás na classificação os sadinos; a segunda em casa frente à U. Leiria por 1-0.
Faltavam três jornadas para o fim da primeira volta, e o Espinho era quarto classificado, a apenas um ponto do 3º, Sporting.
Nos jogos que faltavam para se completar a primeira "fase" do campeonato, o Espinho averbou apenas um ponto em nove possíveis.
À derrota em Chaves na jornada quinze, seguiu-se um empate caseiro com o Salgueiros a um, encerrando a primeira volta com uma derrota na Amadora, frente ao Estrela, por 2-0.
Ao fim de dezassete jogos, o Espinho era 4º classificado com vinte e sete pontos somados, a seis do 3º classificado, Benfica.
Pelo meio, a equipa já havia sido eliminada da Taça, após perder em casa no jogo de desempate da 5ª Eliminatória, com os Dragões Sandinenses da III Divisão por 1-0.
A equipa foi reforçada com a chegada do médio húngaro Peter Lipcsei, por empréstimo do FC Porto, e com o também médio Delgado, ex Portimonense.
O início da segunda volta não seria fácil, uma vez que o Espinho deslocar-se-ia ao terreno do Sporting. Os "Leões" não estiveram com "meias medidas" e cilindraram os "Tigres" por 4-0.
Seguiu-se um empate caseiro na recepção ao Boavista, onde os golos meteram "folga".
A partir daqui, o Espinho entrou num péssimo momento de forma, estando onze jornadas consecutivas (!) sem pontuar. Onze derrotas, seis em casa, cinco fora.
Belenenses (casa, 1-0); Farense (fora, 2-1); Rio Ave (casa, 2-1); Marítimo (fora, 1-0); Leça (casa, 2-0); FC Porto (fora, 3-0); V. Guimarães (casa, 4-1); Benfica (fora, 2-0); Sp. Braga (casa, 1-0); Gil Vicente (fora, 1-0) e V. Setúbal (casa, 3-0), foram as equipas que derrotaram o Sp. Espinho entre as Jornadas 20 e 30.
Estes péssimos resultados, fizeram com que houvesse mexidas no comando técnico. Zinho saiu, e para o seu lugar entrou Edmundo Duarte, que havia eliminado os espinhenses da Taça, ao serviço dos Dragões Sandinenses. Faltavam quatro jornadas, e esta contratação, fazia já parte do planeamento da temporada seguinte.
Apesar de onze desaires consecutivos, só no último, é que os espinhenses passaram para a "linha-de-água". Dos quatro adversários que "faltavam", apenas um deles era adversário directo do Sp. Espinho na luta pela manutenção: era a União de Leiria, que somava 26 pontos em 30 jornadas, menos dois que os "Tigres" e menos quatro o Rio Ave, a primeira equipa acima da "linha-de-água".
Na Jornada 31 em Leiria, o Sp. Espinho não foi além de um empate a dois golos, na estreia de Edmundo Duarte. O Rio Ave havia empatado em Barcelos, diante do Gil, e os espinhenses desperdiçaram grande oportunidade para voltarem a "respirar". Curiosamente, esta jornada ficou marcada pelos confrontos entre os últimos quatro classificados.
Na jornada seguinte, o Espinho recebia o 8º classificado, D. Chaves, enquanto o Rio Ave recebia o V. Setúbal, que ocupava a 13ª posição, mas estava longe de perigo. Até ver, claro.
O Espinho esteve em desvantagem, mas acabou por empatar por intermédio de Besirovic; enquanto um golo de Dibo deu a vitória ao Rio Ave sobre os "sadinos".
Com estes resultados, o Sp. Espinho estava já a quatro pontos da zona de permanência, e estava assim "obrigado" a vencer em Vidal Pinheiro, o Salgueiros.
O Salgueiros era 6º, e estava a "apenas" três pontos de um lugar europeu. O Espinho acabou goleado por 5-0, e acabou assim despromovido automaticamente, apesar do Rio Ave ter sido derrotado em Leiria.
Na última jornada e já com tudo decidido, os "Tigres" soltaram-se e venceram "finalmente" um jogo na Liga, ao derrotarem o Estrela da Amadora por 2-1, acabando assim o campeonato na 16ª posição com trinta e três pontos somados.
Zinho orientou a equipa entre as jornadas um e trinta; enquanto Edmundo Duarte acabou o campeonato, orientando os últimos quatro jogos.
O técnico brasileiro demorou algumas jornadas até assentar a mesma táctica: na 1ª jornada diante do Sporting, utilizou o 4-5-1; no Bessa jogou em 4-4-2 losango; e em Belém voltou ao 4-5-1.
Depois, optou e bem por fixar a equipa em 4-3-3 , e os resultados começaram a aparecer. Na segunda volta, e quando as coisas começaram a correr mal, Zinho chegou a optar pelo 4-4-2 clássico e por vezes, até pelo 5-3-2.
Com a chegada de Edmundo Duarte, a equipa apresentou-se em Leiria num 3-4-3, mudando ao intervalo para 4-3-3, com o Espinho rapidamente a dar a volta ao marcador (ao intervalo perdia 1-0).
Nos três jogos seguintes, Edmundo Duarte optou por colocar a equipa a jogar num 4-3-3 clássico, com um trinco e dois interiores; e dois extremos bem abertos no auxílio ao ponta de lança.
Incrível como aquele que chegou a ser o clube "sensação" da Liga 96/97, acabou despromovido, graças a uma segunda volta terrível, onde averbou treze derrotas em dezassete jogos.
Relembre os jogadores que envergaram a camisola do SC Espinho em 1996/97 (números apenas relativos ao Campeonato):

Luís Manuel (Guarda-Redes - 31 Jogos); Dagoberto (Guarda-Redes - 4 Jogos); Nuno Anselmo (Guarda-Redes - 0 Jogos); Sandro (Defesa - 6 Jogos); Luís Miguel (Defesa Direito - 28 Jogos); Paulo Pires (Defesa Direito - 12 Jogos); Lino (Defesa Esquerdo - 31 Jogos, 1 Golo); Duka (Defesa Central - 15 Jogos, 1 Golo); Sérgio Lavos (Defesa Direito/Extremo Direito - 28 Jogos, 2 Golos); Carvalhal (Defesa Central - 14 Jogos); Filó (Defesa Central - 25 Jogos,  1 Golo); Soeiro (Defesa Central - 27 Jogos); Pedro (Trinco - 21 Jogos, 1 Golo); Joilton (Médio - 2 Jogos, 1 Golo); Lipcsei (Médio - 5 Jogos); Márcio Luís (Médio - 29 Jogos); Milton Mendes (Defesa Direito/Médio - 12 Jogos/2 Golos); Eduardo (Médio - 2 Jogos); Carlos Pedro (Médio - 17 Jogos, 2 Golos); Rochinha (Médio - 5 Jogos); Delgado (Médio - 4 Jogos); Besirovic (Médio - 32 Jogos, 4 Golos); Caetano (Extremo - 19 Jogos, 2 Golos); Bolinhas (Avançado - 27 Jogos, 2 Golos); Artur Jorge (Ponta de Lança - 31 Jogos, 5 Golos); Hélder Gomes (Ponta de Lança - 2 Jogos); Artur Jorge Vicente (Ponta de Lança - 30 Jogos, 3 Golos); Lopes (Avançado - 4 Jogos);

Nota: fotos retiradas do blog "Glórias do Passado" e do site "Futegrafia.com"

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Insólito: Ups...lá se foi o bolo!

O Beira-Mar, vive actualmente, dias de festa. Não obstante da equipa sénior ocupar a sétima posição na Liga ZON, o clube festejou por estes dias, o seu 89º aniversário.
A família aveirense reuniu-se na passada sexta-feira para um jantar comemorativo do aniversário do clube, mas o acontecimento ficou marcado por uma queda insólita. Neste caso...do bolo!
Com o presidente da Liga, Fernando Gomes, e o presidente da Comissão Administrativa, António Regala, a assistirem de perto, o momento alto da noite, foi drasticamente alterado. Quando as velas deveriam ser apagadas, apagou-se...o bolo todo, que caiu ao chão.
Um momento de azar, que não estragou a festa; bem pelo contrário: provocou gargalhada geral.
Veja o vídeo:

domingo, 16 de janeiro de 2011

Liga ZON Sagres: Paços venceu em Alvalade

O Paços de Ferreira venceu ontem à noite em Alvalade, o Sporting por 3-2, na 16ª Jornada da Liga ZON Sagres, somando agora dezanove pontos na liga.
O "ConversasRedondas" aproveitou o facto dos "Castores" terem somado a segunda vitória na Liga sobre o Sporting em outros tantos jogos, e falou com Maykon Araújo (na foto), jogador dos pacenses.
O brasileiro salienta que a vitória sobre o Sporting "vem dar muita moral para o que resta do campeonato":
"Foi uma vitória com uma satisfação enorme, por tudo o que fizemos no jogo. Uma vitória como a que tivemos contra o Sporting, dá-nos muita moral para o resto do Campeonato" disse.
Apesar do triunfo em Alvalade, o jogador refere que o principal objectivo do Paços continua a ser a manutenção.
"O  principal objectivo do Paços é a manutenção e estamos no caminho certo, para a conquistar com grande antecedência. A vitória de ontem dá-nos também muita moral para conquistarmos a manutenção, que é o nosso principal objectivo" concluiu.
Na próxima jornada, o Paços de Ferreira recebe a União de Leiria.