(Di Natale prepara-se para fazer o 0-1 aos 10' minutos.)
Para aqueles que têm por hábito criticar o futebol italiano, classificando-o de fraco e feio, o jogo de ontem entre Palermo e Udinese contraria, e muito, todas as "más línguas".
À entrada para a Jornada 27, a Udinese ocupava a quinta posição com quarenta e quatro pontos; enquanto o Palermo era oitavo com quarenta.
Na capital da Sicília, a Udinese rubricou ontem uma exibição estrondosa, mostrando uma grande personalidade desde o primeiro minuto, coisa que permitiu aos homens de Udine, vencerem por 7-0 (!) em casa do Palermo.
Di Natale, (quem mais?) abriu o activo logo aos 10', o chileno Sánchez bisou aos 19' e aos 28'; Di Natale aumentou para 0-4 aos 42', e Sánchez fez hat-trick, aos 43'.
Ao intervalo, a Udinese vencia por 0-5, enquanto pelo meio o médio esloveno do Palermo, Bačinović, foi expulso aos 40' minutos.
Logo ao abrir da segunda parte, aos 49', Sánchez completou o seu "poker" fazendo o sexto golo, enquanto Di Natale encerrou a contagem aos 61', na conversão de uma grande penalidade.
Dessa grande penalidade resultou a expulsão de mais um jogador siciliano, desta feita Darmian.
Com esta goleada, a Udinese reforçou a quinta posição, somando agora quarenta e sete pontos, estando a um do quarto lugar, que é ocupado pela Lazio.
Quanto ao Palermo, também manteve a sua posição à entrada para esta jornada, vendo o Cagliari aproximar-se, após vitória sobre o Génova.
Para finalizar, resta-me dizer que o chileno Alexis Sánchez da Udinese foi substituído aos 53' ...
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Entrevista a: César Lopes
César Augusto Duarte Sousa Morais Lopes, nasceu a 29 de Julho de 1981 em Canelas, Vila Nova de Gaia.
Conhecido no "Mundo do futebol" por César, o gaiense começou por dar os primeiros passos no futebol ao serviço do clube da sua terra, o Canelas, transitando depois para o Boavista, de onde saiu para o Espinho, clube onde além de completar a formação, se estreou como sénior, e logo numa competição profissional, neste caso, a Liga de Honra.
"Tapado" em Espinho, seguiu para o Canelas na sua segunda temporada enquanto sénior, regressando aos "Tigres" em 02/03 e 03/04, representando depois Canedo (04/05), Estarreja (05/06 e 07/08), Marítimo da Graciosa nos Açores (06/07), Arcozelo (08/09 e 09/10) e Perosinho (08/09).
Actualmente representa o Grijó, clube que compete nos Distritais da AF Porto e luta pela subida aos Nacionais.
A sua posição de origem é extremo, mas pode também actuar como ponta de lança ou segundo avançado.
O "Conversas Redondas" agradece a César, o tempo dispendido para esta entrevista, bem como faz votos para que tudo lhe corra bem, tanto na vida desportiva como na vida pessoal.
Conhecido no "Mundo do futebol" por César, o gaiense começou por dar os primeiros passos no futebol ao serviço do clube da sua terra, o Canelas, transitando depois para o Boavista, de onde saiu para o Espinho, clube onde além de completar a formação, se estreou como sénior, e logo numa competição profissional, neste caso, a Liga de Honra.
"Tapado" em Espinho, seguiu para o Canelas na sua segunda temporada enquanto sénior, regressando aos "Tigres" em 02/03 e 03/04, representando depois Canedo (04/05), Estarreja (05/06 e 07/08), Marítimo da Graciosa nos Açores (06/07), Arcozelo (08/09 e 09/10) e Perosinho (08/09).
Actualmente representa o Grijó, clube que compete nos Distritais da AF Porto e luta pela subida aos Nacionais.
A sua posição de origem é extremo, mas pode também actuar como ponta de lança ou segundo avançado.
ConversasRedondas: Começou a jogar futebol no Canelas, mas ainda nas camadas jovens, teve uma curta passagem pelo Boavista. Porque razão não deu seguimento à sua carreira no Bessa?
César Lopes: É verdade. O meu inicio no futebol de onze foi no CF Canelas, clube da terra onde nasci, nos iniciados. Nos juvenis surgiu a oportunidade de ingressar no Boavista FC, onde passei uma época com a condição de se realmente fosse para dar continuidade à minha "estadia" no Bessa, na segunda época de juvenil o Boavista teria de pagar 600€ (120 contos na altura) em material desportivo ao Canelas e se eu ascendesse aos séniores do Boavista a "indemnização" chegaria aos 5000€ (1000 contos na altura). Finda a primeira época de juvenil no Boavista houve mudança de treinador, o dos iniciados passou para os juvenis e dadas as contrapartidas que "me vinham associadas" o treinador achou por bem me dispensar.
CR: Depois do Boavista, regressou ao Canelas, e mais tarde ingressou no Espinho. Foi precisamente no Sp. Espinho, que teve o primeiro contacto com o futebol sénior. De que forma viveu a sua integração no plantel sénior do Sp. Espinho 2000/2001?
CL: Foi sem dúvida a concretização de um sonho, um dos dias de maior felicidade da minha vida, aquele em que recebi a notícia que iria fazer parte do plantel sénior de futebol profissional do S.C. de Espinho!
CR: Na primeira temporada como sénior, e ainda por cima num escalão profissional (Liga de Honra), participar em dez jogos, é um bom registo ...
CL: Sim, foi sem dúvida um bom registo, apesar de até Dezembro não ter sido convocado uma única vez. Houve mudança de técnico em Dezembro e com a chegada de Carlos Garcia, que "só" era, pelo menos até há bem pouco tempo, o técnico com mais jogos de II Liga, e isso diz bem das suas capacidades, comecei a ser convocado, chegando até a ser titular numa partida frente ao Freamunde.
CR: Para 01/02, seguiu-se um empréstimo ao Canelas. No fundo, tratou-se de um regresso à “casa mãe”. Porquê esse ingresso no Canelas? Não contavam consigo em Espinho ou o César preferiu sair, de modo a jogar com regularidade?
CL: No meu segundo ano de sénior houve novamente mudança de treinador, começou a época Norton de Matos à frente do plantel e após me terem subido o ordenado substancialmente e me terem dito que eu seria uma aposta da formação no plantel sénior do S.C. de Espinho, um mês depois de ter iniciado a pré-época, veio o vice-presidente da altura falar comigo (a mesma pessoa que me tinha dito que iria ser uma aposta) e disse-me que afinal o treinador não iria contar muito comigo e que seria melhor para mim ser emprestado para jogar com mais regularidade. Aceitei de imediato, apesar de achar um bocado estranho, mas sabia que se não jogasse começava a ficar para trás, e por isso aceitei o empréstimo ao Canelas. De salientar que nesse ano passaram pelo Espinho mais de sessenta jogadores com contrato, coisa estranha e raríssima num plantel profissional!
CR: Num campeonato super-equilibrado, o Canelas acabou por garantir a manutenção, depois de ter tido um péssimo arranque. Falando em termos pessoais, como lhe correu a temporada?
CL: A temporada a nível pessoal não me correu lá muito bem, pois estive bastante tempo suspenso por um erro que me foi completamente alheio, troca de nomes e números na ficha de jogo, um colega meu com o mesmo nome foi expulso e na ficha de jogo vinha eu com o número dele, no jogo a seguir joguei sem saber que estava alegadamente suspenso e foi aberto um inquérito para averiguar o que realmente se tinha passado sem eu poder jogar entretanto, e foi assim que fiquei alguns meses sem jogar.
CR: A temporada que fez em Canelas, “abriu-lhe” por assim dizer, as portas do Sp. Espinho. Os “Tigres” voltaram a contar consigo, e o César fez uma temporada muito regular, estando presente em 35 dos 38 jogos do Campeonato.
CL: Não foi propriamente a época em Canelas, como se podem aperceber pela resposta anterior, que me abriu as portas de novo no S.C. Espinho, mas sim a aposta de um Senhor, que infelizmente já não se encontra entre nós, o treinador António Jesus, que conhecia o meu valor já desde as camadas jovens e me acolheu de novo no S.C.Espinho.
CR: Na temporada seguinte, não foi opção com tanta regularidade, mas a verdade é que o Espinho se sagrou Campeão Nacional da II Divisão B. Este foi um dos melhores momentos da sua carreira, suponho…
CL: É verdade, estaria a mentir se não afirmasse que é, sem dúvida, o momento mais alto da minha carreira enquanto profissional de futebol. Ter sido Campeão Nacional da II Divisão B, pelo meu clube do coração, foi especial!
CR: De um Campeão Nacional, mudou-se para o Canedo, que acabava de chegar pela primeira vez na sua história à III Divisão. A que se deveu esta escolha?
CL: Recebi a proposta de um projecto ambicioso e seguro, de um clube que tinha acabado chegar aos nacionais e decidi abraçar esse projecto, pois agradou-me bastante e pelo grupo que estava a ser formado percebi que esse projecto tinha "pernas para andar". Ás vezes, é preciso dar um passo atrás para dar dois em frente, pensei eu, e de campeão da II Divisão B, "mudei-me" para a terceira e para o Canedo.
CR: O Canedo acabou por fazer uma boa temporada, garantindo a manutenção sem sobressaltos, e o César até foi dos jogadores mais em destaque ao longo da temporada…
CL: É verdade, fizemos uma época excelente, o grupo era maravilhoso e cheio de qualidade, a direcção estava com o plantel, resumindo, foi um ano fantástico!!!
CR: Do Canedo mudou-se para o Estarreja, continuando a jogar na III Divisão. O Estarreja vinha da II Divisão B, e era apontado como um candidato à subida. No entanto acabou por descer ao Distrital. Na sua opinião, o que “falhou” ao longo da temporada?
CL: Penso que o que falhou foi logo de inicio, na escolha do plantel, pois tínhamos um plantel com qualidade, é verdade, mas muito muito jovem e isso revelou-se fatal pois perdemos muitos jogos por ingenuidade fruto da inexperiência do plantel.
CR: Para 06/07, mudou-se de “armas e bagagens” para os Açores, tornando-se reforço do Marítimo da Graciosa. O clube terminou a 1ª Fase no terceiro lugar, e até esteve na luta pela subida de divisão. Ainda assim, o César abandonou o Marítimo, poucos meses antes do fim da temporada. A que se deveu essa saída?
CL: A minha saída do Marítimo da Graciosa no final da primeira fase do campeonato, e deveu-se pura e simplesmente a dificuldades de adaptação à vida local, mas quero deixar bem presente que só me vim embora depois de o objectivo que me foi proposto pelo clube, que era a manutenção, estar garantido!
CR: Nessa temporada, o Marítimo enfrentou o Penafiel para a Taça de Portugal, tendo sído derrotado por 1-0. Embora o Penafiel competisse na Liga de Honra, a sua equipa esteve perto de fazer uma surpresa…
CL: É verdade, fizemos um jogo excelente, foi uma partida de futebol de alto nível tanto da parte de uma equipa como de outra, e o resultado poderia ter "caído em beneficio" de qualquer uma das equipas mas quem marca mais é quem ganha e quem marcou acabou por ser o Penafiel e nós não conseguimos dar a volta mas deixamos uma excelente imagem do clube e da qualidade daquela equipa, que era o Marítimo da Graciosa!
CR: Depois de se “aventurar” nos Açores, regressou a Estarreja, desta vez para competir no Distrital. Quais foram as principais diferenças que notou entre os Campeonatos Nacionais e os Campeonatos Distritais?
CL: Sinceramente, acho que não há assim tanta diferença entre, principalmente a III Divisão e os Distritais, principalmente nos distritais da Associação de Aveiro, onde, a nível global, se deixa jogar mais à bola, ou seja não são tão agressivos dentro de campo, comparativamente aos campeonatos da Associação de Futebol do Porto.
CR:Veio mais uma temporada, e mais uma mudança de clube. Desta feita, regressou ao “seu” concelho, para representar o Arcozelo, que competia na Divisão de Honra da AF Porto. Sentiu alguma diferença entre o futebol apresentado no Distrital de Aveiro e o Distrital do Porto?
CL: Penso que a resposta a esta pergunta, está dada na resposta à pergunta anterior...
CR: Nessa temporada, o César em Dezembro mudou-se para o Perosinho, também de VN Gaia e também a competir na Divisão de Honra. Porque razão mudou de clube a meio da época?
CL: Pura e simplesmente, por opção do treinador, para o qual eu não me encaixava no sistema dele!!!
CR: Curiosamente, voltou ao Arcozelo para 09/10. Desta vez completou a temporada, e ajudou o clube a ser uma das sensações da prova. Ainda assim, o principal problema foram os salários em atraso. Como foi lidar com essa situação? Já havia passado por situações idênticas?
CL: Foi muito complicado, já tinha passado por uma situação idêntica mas nunca tão grave, nós jogadores e equipa técnica estivemos entregues a nós próprios e tudo o que fizemos foi derivado à qualidade do plantel, que era um grupo excelente e equipa técnica, pois não sentíamos apoio de mais ninguém.
CR: Na presente época, o César representa o Grijó, um clube com aspirações de promoção à III Divisão Nacional. Como lhe tem corrido a temporada?
CL: Tem corrido bem, neste momento estamos em segundo lugar, lugar que à partida dá acesso à III Divisão Nacional e foi esse o objectivo a que nos propusemos, logo por isso está a ser uma boa época até ao momento!
CR: A Divisão de Honra da AF Porto 10/11, tem sido um campeonato muito equilibrado, e o Grijó está neste momento, a dez pontos do líder Infesta, quando estão decorridas 21 Jornadas. Acredita que ainda vão chegar ao topo da tabela, e deste modo subirem sem ser “à custa” de desclassificações ou desistências?
CL: Não tem sido assim tão equilibrado, pelo menos para o Infesta que já leva, como referiste dez pontos de vantagem sobre nós que somos o segundo classificado, e só tem uma derrota em 21 jornadas, mas ainda assim, claro que enquanto for matematicamente possível vamos continuar a acreditar que vamos conseguir chegar ao topo da tabela.
CR: Já representou três clubes em Campeonatos Distritais (sem contar com a presente temporada). Em qual deles fez a sua melhor época num Campeonato Distrital?
CL: Penso que em Estarreja, onde estivemos muito perto de subir à III Divisão.
CR: É capaz de eleger um 11 formado por companheiros de equipa? (Actuais ou Passados)
CL: Não...:) Teria que fazer para aí quatro equipas, derivado à qualidade dos imensos jogadores com quem já joguei!
CR: No fim de semana passado, o Grijó quebrou a invencibilidade do Infesta, e o César jogou os 90' minutos. Como foi derrotar uma equipa que chegou à 21ª Jornada sem qualquer derrota?
CL: Teve um sabor especial, não vou negar, por eles ainda não terem perdido mas foram mais três pontos e uma final ganha das quinze que nos faltam jogar!
CR: Em Espinho, foi colega de jogadores como Ali, Jorge Baptista, Sérgio Leite e Mickey. Algum destes ou outro colega, o marcou de uma forma “especial”?
CL: Muitos deles me marcaram de forma especial, mas destes quatro que mencionas, vou destacar o Jorge Baptista e o Mickey pela qualidade e sobretudo Humildade que tinham!
CR: Se pudesse mudar algo do que já construiu ao longo destes anos no futebol, o que seria?
CL: Não mudava nada do que já fiz, no máximo mudaria algo que não tenha feito, mas acima de tudo faço tudo para dormir de consciência tranquila e de bem comigo mesmo!
CR: A sua posição de origem é extremo. Ainda assim, pode actuar como avançado centro. Prefere marcar ou assistir?
CL: Sinceramente, é-me indiferente. Tanto me dá prazer marcar um golo, como fazer uma assistência.
Pode ver o trajecto de César, aqui.
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Mentalidades no futebol português
Ontem, em conversa com um amigo meu, comentava eu a notícia do jornal "OJOGO" que dizia que Paulo Futre queria trazer Tiago (na foto) e Quaresma de volta para o Sporting, caso Dias Ferreira vença as eleições para a presidência do clube leonino, quando ele me diz: "Mais velhos? Já não basta o Maniche?", perante isto fiquei estupefacto, um pouco pelas palavras dele, mas em grande parte porque Tiago tem "apenas" 29 anos (completa trinta em Maio deste ano), e para mim, uma pessoa com essa idade não é considerada velha.
Depois de lhe dizer isto mesmo, a resposta dele foi: "Mas para jogar futebol não serve", ao que eu respondi: "Pois não, olha o João Tomás tem 35 anos...fraco jogador não é? Nem ao Canedo servia."
É por frases como estas que o tal meu amigo disse, e por outras mais coisas, que neste país um jogador com mais de 28/29 anos é considerado velho.
Hoje no Olhanense - FC Porto, estavam em campo do lado da Olhanense, Maurício (34 Anos), Carlos Fernandes (32) e Djalmir (34). Estes são apenas três exemplos da "veterania" que existe no plantel algarvio.
Se fossemos a pensar assim, o Rio Ave tem uma equipa de "inválidos", por ter nas suas fileiras José Gomes, Paulo Santos, Gaspar, Ricardo Chaves, o já referido João Tomás, entre outros.
O mesmo se passa com o V. Setúbal, e com Neca, Zé Pedro, Ricardo Silva e Hugo Leal.
Infelizmente, este é "apenas" um mero caso, no meio de muitos, que provam que as mentalidades no futebol português não mudam mesmo.
Depois de lhe dizer isto mesmo, a resposta dele foi: "Mas para jogar futebol não serve", ao que eu respondi: "Pois não, olha o João Tomás tem 35 anos...fraco jogador não é? Nem ao Canedo servia."
É por frases como estas que o tal meu amigo disse, e por outras mais coisas, que neste país um jogador com mais de 28/29 anos é considerado velho.
Hoje no Olhanense - FC Porto, estavam em campo do lado da Olhanense, Maurício (34 Anos), Carlos Fernandes (32) e Djalmir (34). Estes são apenas três exemplos da "veterania" que existe no plantel algarvio.
Se fossemos a pensar assim, o Rio Ave tem uma equipa de "inválidos", por ter nas suas fileiras José Gomes, Paulo Santos, Gaspar, Ricardo Chaves, o já referido João Tomás, entre outros.
O mesmo se passa com o V. Setúbal, e com Neca, Zé Pedro, Ricardo Silva e Hugo Leal.
Infelizmente, este é "apenas" um mero caso, no meio de muitos, que provam que as mentalidades no futebol português não mudam mesmo.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Liga Europa: Sporting eliminado
O Sporting foi esta tarde eliminado da Liga Europa, sendo a única portuguesa a ser afastada da segunda maior prova europeia. Benfica e Braga venceram os respectivos jogos por 2-0, e seguem assim em frente.
Os "Leões" entraram mal no jogo, apesar do Rangers ser uma equipa completamente virada para a defesa.
Os escoceses surgiram no contra-ataque aos 19' minutos, com Diouf a cabecear completamente à vontade, perante a passividade de Polga, abrindo assim o activo. Balde de água fria em Alvalade.
O Sporting continuava a ser uma equipa sem alma, e com os sectores completamente "desligados", mas em cima do intervalo empatou a partida.
Cruzamento de Evaldo, Bartley deu um ligeiro toque, a bola sobrou para Postiga, o avançado tocou para Pedro Mendes, e o médio luso marcou golo à sua antiga equipa, empatando a partida numa altura crucial: aos 42'.
Aos 83', Saleiro ganhou uma bola junto à bandeirola de canto, impondo o seu corpo, João Pereira cruzou e Yannick de cabeça fez o 2-1, colocando o Sporting nos Oitavos de Final por breves minutos.
Em cima dos 90', Saleiro desperdiçou uma excelente oportunidade para fazer o 3-1, e aos 90+2' o americano Edu, fez o 2-2, num lance em que quatro jogadores do Rangers apareceram completamente soltos no interior da área leonina.
O Sporting está fora da Europa, mas uma coisa temos que dizer: tudo acontece a esta equipa.
O Sp. Braga recebeu e venceu o Lech Poznan da Polónia por 2-0, anulando assim a desvantagem trazida da primeira mão, e qualificando-se desta forma para os Oitavos de Final.
Alan aos 8' abriu o activo, após defesa incompleta do guardião polaco a remate de Lima; e o mesmo Lima viria a fazer o segundo, após um "alivio" de Hugo Viana que colocou a bola em Hélder Barbosa, com o extremo a assistir o brasileiro para o segundo da noite.
Os bracarenses vão agora enfrentar o Liverpool de Raúl Meireles nos Oitavos de Final da Liga Europa.
Finalmente, o Benfica deslocou-se a Estugarda e venceu os alemães também por 2-0, confirmando a qualificação para a próxima fase.
Aos 30' e na sequência de um pontapé de canto, a bola sobrou para Salvio, com o argentino a rematar cruzado de fora de área, abrindo o marcador, e garantindo praticamente a vitória encarnada.
Vitória essa que acabou por ser confirmada aos 70', num livre exemplarmente cobrado por Cardozo, com a bola a embater no poste esquerdo e a entrar juntinha ao poste direito.
Os encarnados vão agora enfrentar o PSG da França, que eliminou o BATE Borisov da Bielorrússia.
O Benfica é a única portuguesa a jogar em casa na primeira mão dos Oitavos de Final da Liga Europa, enquanto FC Porto e Braga se deslocam aos terrenos de CSKA Moscovo e Liverpool respectivamente.
Os "Leões" entraram mal no jogo, apesar do Rangers ser uma equipa completamente virada para a defesa.
Os escoceses surgiram no contra-ataque aos 19' minutos, com Diouf a cabecear completamente à vontade, perante a passividade de Polga, abrindo assim o activo. Balde de água fria em Alvalade.
O Sporting continuava a ser uma equipa sem alma, e com os sectores completamente "desligados", mas em cima do intervalo empatou a partida.
Cruzamento de Evaldo, Bartley deu um ligeiro toque, a bola sobrou para Postiga, o avançado tocou para Pedro Mendes, e o médio luso marcou golo à sua antiga equipa, empatando a partida numa altura crucial: aos 42'.
Aos 83', Saleiro ganhou uma bola junto à bandeirola de canto, impondo o seu corpo, João Pereira cruzou e Yannick de cabeça fez o 2-1, colocando o Sporting nos Oitavos de Final por breves minutos.
Em cima dos 90', Saleiro desperdiçou uma excelente oportunidade para fazer o 3-1, e aos 90+2' o americano Edu, fez o 2-2, num lance em que quatro jogadores do Rangers apareceram completamente soltos no interior da área leonina.
O Sporting está fora da Europa, mas uma coisa temos que dizer: tudo acontece a esta equipa.
O Sp. Braga recebeu e venceu o Lech Poznan da Polónia por 2-0, anulando assim a desvantagem trazida da primeira mão, e qualificando-se desta forma para os Oitavos de Final.
Alan aos 8' abriu o activo, após defesa incompleta do guardião polaco a remate de Lima; e o mesmo Lima viria a fazer o segundo, após um "alivio" de Hugo Viana que colocou a bola em Hélder Barbosa, com o extremo a assistir o brasileiro para o segundo da noite.
Os bracarenses vão agora enfrentar o Liverpool de Raúl Meireles nos Oitavos de Final da Liga Europa.
Finalmente, o Benfica deslocou-se a Estugarda e venceu os alemães também por 2-0, confirmando a qualificação para a próxima fase.
Aos 30' e na sequência de um pontapé de canto, a bola sobrou para Salvio, com o argentino a rematar cruzado de fora de área, abrindo o marcador, e garantindo praticamente a vitória encarnada.
Vitória essa que acabou por ser confirmada aos 70', num livre exemplarmente cobrado por Cardozo, com a bola a embater no poste esquerdo e a entrar juntinha ao poste direito.
Os encarnados vão agora enfrentar o PSG da França, que eliminou o BATE Borisov da Bielorrússia.
O Benfica é a única portuguesa a jogar em casa na primeira mão dos Oitavos de Final da Liga Europa, enquanto FC Porto e Braga se deslocam aos terrenos de CSKA Moscovo e Liverpool respectivamente.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Liga Europa: FC Porto segue em frente
O FC Porto perdeu esta tarde no Estádio do Dragão frente ao Sevilha por uma bola a zero, mas ainda assim, o resultado permite aos "Dragões" qualificarem-se para os Oitavos de Final da Liga Europa, onde irão enfrentar o CSKA de Moscovo da Rússia.
A "malapata" sevilhana continua, pois esta temporada os andaluzes disseram "adeus" às duas competições europeias graças a equipas portuguesas: primeiro o Braga, agora o Porto.
O FC Porto entrou forte na partida, mas ainda assim o primeiro sinal de perigo pertenceu ao Sevilha, com Kanouté a surgir solto à entrada da área, mas a rematar para fora.
Depois deste "susto", os portistas corrigiram as suas posições em campo, e aos poucos foram controlando a partida, com Belluschi e Falcao, a estarem muito perto de marcar, tendo o colombiano enviado uma bola à barra na sequência de um cruzamento de Varela.
O Sevilha apenas conseguia chegar à baliza de Helton, através de contra-ataques, sempre sem grande perigo para Helton.
No segundo tempo, os espanhóis equilibraram e muito a partida, e o ritmo de jogo aumentou, mas ainda assim o Porto podia ter marcado por intermédio de Belluschi e Moutinho.
Do lado sevilhano, foi Perotti quem testou os reflexos de Helton.
Aos 70' Hulk podia ter aberto o marcador, mas não conseguiu ultrapassar Javi Varas, enquanto que na resposta, o Sevilha fez o único golo da partida. Após um excelente trabalho de Negredo, o ex-dragão Luís Fabiano apareceu na cara de Helton e abriu o activo.
O Sevilha passou a acreditar ainda mais na possibilidade de seguir em frente, e no minuto seguinte, ganhou ainda mais alento graças à expulsão de Alvaro Pereira, após entrada dura sobre Medel.
Ainda assim, as contas do jogo voltaram a ficar equilibradas, quando aos 76' Alexis viu o segundo amarelo e acabou expulso, algo que deveria ter acontecido ainda no primeiro tempo.
O FC Porto terminou um jogo com o "credo na boca" muito por culpa própria, pois dispôs de várias situações para marcar, quando já estava em desvantagem. Hulk, Fernando e Guarín tiveram perdidas incríveis, mas a verdade é que os "Dragões" estão na próxima eliminatória da Liga Europa.
Agora, segue-se o CSKA de Moscovo, com o Porto a visitar a Rússia no dia 10 de Março, e a receber os moscovitas a 17 de Março no Dragão.
A "malapata" sevilhana continua, pois esta temporada os andaluzes disseram "adeus" às duas competições europeias graças a equipas portuguesas: primeiro o Braga, agora o Porto.
O FC Porto entrou forte na partida, mas ainda assim o primeiro sinal de perigo pertenceu ao Sevilha, com Kanouté a surgir solto à entrada da área, mas a rematar para fora.
Depois deste "susto", os portistas corrigiram as suas posições em campo, e aos poucos foram controlando a partida, com Belluschi e Falcao, a estarem muito perto de marcar, tendo o colombiano enviado uma bola à barra na sequência de um cruzamento de Varela.
O Sevilha apenas conseguia chegar à baliza de Helton, através de contra-ataques, sempre sem grande perigo para Helton.
No segundo tempo, os espanhóis equilibraram e muito a partida, e o ritmo de jogo aumentou, mas ainda assim o Porto podia ter marcado por intermédio de Belluschi e Moutinho.
Do lado sevilhano, foi Perotti quem testou os reflexos de Helton.
Aos 70' Hulk podia ter aberto o marcador, mas não conseguiu ultrapassar Javi Varas, enquanto que na resposta, o Sevilha fez o único golo da partida. Após um excelente trabalho de Negredo, o ex-dragão Luís Fabiano apareceu na cara de Helton e abriu o activo.
O Sevilha passou a acreditar ainda mais na possibilidade de seguir em frente, e no minuto seguinte, ganhou ainda mais alento graças à expulsão de Alvaro Pereira, após entrada dura sobre Medel.
Ainda assim, as contas do jogo voltaram a ficar equilibradas, quando aos 76' Alexis viu o segundo amarelo e acabou expulso, algo que deveria ter acontecido ainda no primeiro tempo.
O FC Porto terminou um jogo com o "credo na boca" muito por culpa própria, pois dispôs de várias situações para marcar, quando já estava em desvantagem. Hulk, Fernando e Guarín tiveram perdidas incríveis, mas a verdade é que os "Dragões" estão na próxima eliminatória da Liga Europa.
Agora, segue-se o CSKA de Moscovo, com o Porto a visitar a Rússia no dia 10 de Março, e a receber os moscovitas a 17 de Março no Dragão.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
"O vídeo da semana": Young Boys 2-1 Zenit
(Os festejos dos jogadores russos após um canto que, certamente, vai ficar na história do futebol.)
Na passada quinta-feira, foram vários os jogos por essa Europa fora, a contarem para a Liga Europa.
Na Suiça, o Young Bpys recebeu o Zenit de Bruno Alves, Meira e Danny e venceu por duas bolas a uma, depois de ter estado em desvantagem.
É precisamente o golo do Zenit, que eu quero aqui destacar, uma vez que foi uma jogada inteligentíssima por parte dos russos: talvez tenha sido o canto mais "curto" da história do futebol, seguindo-se uma troca de posições por parte dos jogadores do Zenit, que baralharam por completo os suiços.
O Zenit chegou com alguma facilidade ao golo, mas no segundo tempo acabou por conceder a reviravolta no marcador. Bruno Alves e Danny foram titulares, enquanto Fernando Meira entrou no decorrer do segundo tempo.
Cá fica o vídeo:
Na passada quinta-feira, foram vários os jogos por essa Europa fora, a contarem para a Liga Europa.
Na Suiça, o Young Bpys recebeu o Zenit de Bruno Alves, Meira e Danny e venceu por duas bolas a uma, depois de ter estado em desvantagem.
É precisamente o golo do Zenit, que eu quero aqui destacar, uma vez que foi uma jogada inteligentíssima por parte dos russos: talvez tenha sido o canto mais "curto" da história do futebol, seguindo-se uma troca de posições por parte dos jogadores do Zenit, que baralharam por completo os suiços.
O Zenit chegou com alguma facilidade ao golo, mas no segundo tempo acabou por conceder a reviravolta no marcador. Bruno Alves e Danny foram titulares, enquanto Fernando Meira entrou no decorrer do segundo tempo.
Cá fica o vídeo:
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Liga: Sporting 0-2 Benfica
O Benfica confirmou as expectativas criadas antes do derby com o Sporting, vencendo os Leões por 2-0 em Alvalade, mantendo-se na luta pelo título, estando agora a oito pontos do FC Porto.
Paulo Sérgio teve uma contrariedade, com a lesão de Carriço, que nem no banco de suplentes se sentou, fazendo jogar Grimi e Torsiglieri.
O início da partida foi "quente", com rebentamento de petardos e as primeiras bolas de golfe a serem enviadas para o recinto do jogo, e com o Benfica a entrar também mais forte, aparecendo Gaitán a rematar com perigo, mas para fora, logo aos 3' minutos.
O jogo estava muito equilibrado, e as oportunidades de golo simplesmente não surgiam, mas ainda assim, era o Benfica a equipa mais "perigosa" no ataque, exceptuando um remate de longe, protagonizado por Grimi que acabou fora das quatro linhas.
Os "encarnados" continuavam com sinal mais, e aos 15' chegaram ao golo, aproveitando os erros dos "leões" que tardaram em sair a jogar.
Gaitán apoderou-se do esférico e tirou um cruzamento para a área, aparecendo Salvio a aproveitar o corte defeituoso de Pedro Mendes para abrir o activo.
Com o golo do Benfica, vieram também os problemas na bancada, com a polícia a ter de intervir na bancada da claque "JuveLeo", gerando-se vários "sururus" e trocas de agressões.
O Sporting ia crescendo ligeiramente, ganhando livres e pontapés de canto, embora não tenha conseguido tirar proveito da situação, mas por outro lado, o Benfica mostrava-se seguro, controlando o jogo.
Nas bancadas, continuava a carga policial, com a polícia a actuar cada vez mais com força.
Aos 40', ainda se gritou golo nas bancadas, mas o árbitro Artur Soares Dias anulou o golo de Matías Fernández, por fora de jogo assinalado a Hélder Postiga, momentos antes.
Os "leões" carregavam mais em busca do empate, nos últimos minutos do primeiro tempo, e mesmo em cima do intervalo, Sidnei viu o segundo cartão amarelo por falta dura sobre Yannick, e consequente vermelho.
Ao intervalo, era o Benfica quem vencia, mas os "leões" acabaram os primeiros quarenta e cinco minutos, "por cima" no jogo, esperando-se um reforço do ataque na segunda parte, em virtude da expulsão de Sidnei.
Para a segunda parte, Jesus lançou Jardel por Cardozo, "tapando" o "buraco" na defesa, e os "encarnados" até entraram melhor, com Cardozo e Carlos Martins a estarem perto de fazerem o segundo.
Aos 53', Matías esteve perto do empate, mas Roberto com uma grande defesa evitou o golo leonino, enquanto Yannick na recarga, mandou para fora.
Jardel chocou de cabeça com Cristiano, e a jogar com nove, o Benfica viu Postiga de cabeça, mandar a bola ao lado.
E na resposta, o Benfica fez o segundo golo. Cruzamento de Maxi Pereira, com a bola a cair em Gaitán que ao segundo poste, rematou de primeira, com a bola a embater em Polga e a "trair" Patrício.
Paulo Sérgio lançou Saleiro por Pedro Mendes, e o Sporting nem com mais um homem dentro de campo, conseguia criar um lance nítido de perigo.
Na sequência de um canto, Saleiro permitiu o corte de Luisão; e na sequência de outro canto, Salomão atirou para a bancada, após passe de João Pereira.
Aos 82', o Benfica esteve perto de fazer o terceiro, após bom remate de Gaitán, ao qual Patrício respondeu com uma boa defesa, e na recarga Salvio acabou por cair na área, sem falta.
O jogo caminhou a passos largos para o fim, e nos descontos nada de novo se viu. O jogo estava "feito" e todos queriam o final.
O Benfica continua na sua senda de vitórias consecutivas, enquanto o Sporting averbou a terceira derrota em Alvalade, em jogos a contar para o Campeonato.
Ficha de Jogo:
Jogo realizado no Estádio José de Alvalade Séc. XXI
Árbitro Principal: Artur Soares Dias (AF Porto); Árbitros Assistentes: Bertino Miranda e Rui Licínio; Quarto Árbitro: Duarte Gomes (AF Lisboa)
Sporting: Rui Patrício; João Pereira, Polga, Torsiglieri e Grimi (Maniche 74'); Pedro Mendes (Carlos Saleiro 65') e André Santos; Cristiano (Diogo Salomão 73'), Matías Fernández e Yannick; Hélder Postiga.
Treinador: Paulo Sérgio. Suplentes Não Utilizados: Tiago; Nuno André Coelho, Abel e Zapater.
Benfica: Roberto; Maxi Pereira, Sidnei, Luisão e Fábio Coentrão; Javi García, Carlos Martins (Airton 65'), Gaitán e Salvio; Cardozo (Jara 73') e Saviola (Jardel 45').
Treinador: Jorge Jesus. Suplentes Não Utilizados: Júlio César; Felipe Menezes, Aimar e Nuno Gomes.
Disciplina:
Amarelos: Grimi 04'; Carlos Martins 24'; Pedro Mendes 25'; Gaitán 29'; Maxi Pereira 36'; Sidnei 40' e 44'; Polga 63'; Roberto 82';
Vermelhos: Sidnei 44';
Marcador: 0-1 Salvio 15'; 0-2 Gaitán 63';
Paulo Sérgio teve uma contrariedade, com a lesão de Carriço, que nem no banco de suplentes se sentou, fazendo jogar Grimi e Torsiglieri.
O início da partida foi "quente", com rebentamento de petardos e as primeiras bolas de golfe a serem enviadas para o recinto do jogo, e com o Benfica a entrar também mais forte, aparecendo Gaitán a rematar com perigo, mas para fora, logo aos 3' minutos.
O jogo estava muito equilibrado, e as oportunidades de golo simplesmente não surgiam, mas ainda assim, era o Benfica a equipa mais "perigosa" no ataque, exceptuando um remate de longe, protagonizado por Grimi que acabou fora das quatro linhas.
Os "encarnados" continuavam com sinal mais, e aos 15' chegaram ao golo, aproveitando os erros dos "leões" que tardaram em sair a jogar.
Gaitán apoderou-se do esférico e tirou um cruzamento para a área, aparecendo Salvio a aproveitar o corte defeituoso de Pedro Mendes para abrir o activo.
Com o golo do Benfica, vieram também os problemas na bancada, com a polícia a ter de intervir na bancada da claque "JuveLeo", gerando-se vários "sururus" e trocas de agressões.
O Sporting ia crescendo ligeiramente, ganhando livres e pontapés de canto, embora não tenha conseguido tirar proveito da situação, mas por outro lado, o Benfica mostrava-se seguro, controlando o jogo.
Nas bancadas, continuava a carga policial, com a polícia a actuar cada vez mais com força.
Aos 40', ainda se gritou golo nas bancadas, mas o árbitro Artur Soares Dias anulou o golo de Matías Fernández, por fora de jogo assinalado a Hélder Postiga, momentos antes.
Os "leões" carregavam mais em busca do empate, nos últimos minutos do primeiro tempo, e mesmo em cima do intervalo, Sidnei viu o segundo cartão amarelo por falta dura sobre Yannick, e consequente vermelho.
Ao intervalo, era o Benfica quem vencia, mas os "leões" acabaram os primeiros quarenta e cinco minutos, "por cima" no jogo, esperando-se um reforço do ataque na segunda parte, em virtude da expulsão de Sidnei.
Para a segunda parte, Jesus lançou Jardel por Cardozo, "tapando" o "buraco" na defesa, e os "encarnados" até entraram melhor, com Cardozo e Carlos Martins a estarem perto de fazerem o segundo.
Aos 53', Matías esteve perto do empate, mas Roberto com uma grande defesa evitou o golo leonino, enquanto Yannick na recarga, mandou para fora.
Jardel chocou de cabeça com Cristiano, e a jogar com nove, o Benfica viu Postiga de cabeça, mandar a bola ao lado.
E na resposta, o Benfica fez o segundo golo. Cruzamento de Maxi Pereira, com a bola a cair em Gaitán que ao segundo poste, rematou de primeira, com a bola a embater em Polga e a "trair" Patrício.
Paulo Sérgio lançou Saleiro por Pedro Mendes, e o Sporting nem com mais um homem dentro de campo, conseguia criar um lance nítido de perigo.
Na sequência de um canto, Saleiro permitiu o corte de Luisão; e na sequência de outro canto, Salomão atirou para a bancada, após passe de João Pereira.
Aos 82', o Benfica esteve perto de fazer o terceiro, após bom remate de Gaitán, ao qual Patrício respondeu com uma boa defesa, e na recarga Salvio acabou por cair na área, sem falta.
O jogo caminhou a passos largos para o fim, e nos descontos nada de novo se viu. O jogo estava "feito" e todos queriam o final.
O Benfica continua na sua senda de vitórias consecutivas, enquanto o Sporting averbou a terceira derrota em Alvalade, em jogos a contar para o Campeonato.
Ficha de Jogo:
Jogo realizado no Estádio José de Alvalade Séc. XXI
Árbitro Principal: Artur Soares Dias (AF Porto); Árbitros Assistentes: Bertino Miranda e Rui Licínio; Quarto Árbitro: Duarte Gomes (AF Lisboa)
Sporting: Rui Patrício; João Pereira, Polga, Torsiglieri e Grimi (Maniche 74'); Pedro Mendes (Carlos Saleiro 65') e André Santos; Cristiano (Diogo Salomão 73'), Matías Fernández e Yannick; Hélder Postiga.
Treinador: Paulo Sérgio. Suplentes Não Utilizados: Tiago; Nuno André Coelho, Abel e Zapater.
Benfica: Roberto; Maxi Pereira, Sidnei, Luisão e Fábio Coentrão; Javi García, Carlos Martins (Airton 65'), Gaitán e Salvio; Cardozo (Jara 73') e Saviola (Jardel 45').
Treinador: Jorge Jesus. Suplentes Não Utilizados: Júlio César; Felipe Menezes, Aimar e Nuno Gomes.
Disciplina:
Amarelos: Grimi 04'; Carlos Martins 24'; Pedro Mendes 25'; Gaitán 29'; Maxi Pereira 36'; Sidnei 40' e 44'; Polga 63'; Roberto 82';
Vermelhos: Sidnei 44';
Marcador: 0-1 Salvio 15'; 0-2 Gaitán 63';
"A foto do dia": Sporting 3-6 Benfica
À primeira vista, poucos seriam capazes de identificar esta foto como sendo o estádio José de Alvalade, momentos antes do célebre Sporting 3-6 Benfica, começar.
Mais do que um "derby", este jogo disputado em 1994, era o "jogo do título" uma vez que à entrada para a jornada 30, o Sporting era segundo classificado a um ponto do Benfica.
Cadete abriu o activo para os "Leões" logo aos 8' minutos, enquanto João Pinto apontou um belo golo aos 30' empatando a partida.
Cinco minutos depois, Figo voltou a dar vantagem ao Sporting, e ainda antes do intervalo, João Pinto bisou, colocando o Benfica a vencer por 2-3.
A perder ao intervalo, o então treinador do Sporting Carlos Queiroz, retirou Paulo Torres lançando Pacheco, que juntamente com Paulo Sousa havia trocado o Benfica pelos "Leões" no verão de 1993.
Mas em pouco mais de dez minutos no segundo tempo, o Benfica fez dois golos por intermédio de Isaías, passando a vencer o Sporting por 2-5 aos 57' minutos.
Aos 74', Hélder ainda fez o 2-6 favorável aos encarnados, enquanto que aos 80' Balakov na conversão de uma grande penalidade fechou o resultado em 3-6.
Num estádio de Alvalade completamente cheio, o Sporting foi trucidado pelo seu maior rival, e acabou o campeonato na terceira posição, sendo ultrapassado pelo FC Porto.
Este foi um dos melhores "derbys" de sempre, com João Pinto a fazer um jogo fantástico, apontando três golos, todos eles na primeira parte, fazendo ainda a assistência para o quinto golo.
Destaque ainda para o facto de terem estado em campo neste jogo, seis jogadores pertencentes à chamada "Geração de Ouro": Paulo Sousa, Capucho e Figo do lado do Sporting; João Pinto, Hélder e Abel Xavier do lado do Benfica.
Mais do que um "derby", este jogo disputado em 1994, era o "jogo do título" uma vez que à entrada para a jornada 30, o Sporting era segundo classificado a um ponto do Benfica.
Cadete abriu o activo para os "Leões" logo aos 8' minutos, enquanto João Pinto apontou um belo golo aos 30' empatando a partida.
Cinco minutos depois, Figo voltou a dar vantagem ao Sporting, e ainda antes do intervalo, João Pinto bisou, colocando o Benfica a vencer por 2-3.
A perder ao intervalo, o então treinador do Sporting Carlos Queiroz, retirou Paulo Torres lançando Pacheco, que juntamente com Paulo Sousa havia trocado o Benfica pelos "Leões" no verão de 1993.
Mas em pouco mais de dez minutos no segundo tempo, o Benfica fez dois golos por intermédio de Isaías, passando a vencer o Sporting por 2-5 aos 57' minutos.
Aos 74', Hélder ainda fez o 2-6 favorável aos encarnados, enquanto que aos 80' Balakov na conversão de uma grande penalidade fechou o resultado em 3-6.
Num estádio de Alvalade completamente cheio, o Sporting foi trucidado pelo seu maior rival, e acabou o campeonato na terceira posição, sendo ultrapassado pelo FC Porto.
Este foi um dos melhores "derbys" de sempre, com João Pinto a fazer um jogo fantástico, apontando três golos, todos eles na primeira parte, fazendo ainda a assistência para o quinto golo.
Destaque ainda para o facto de terem estado em campo neste jogo, seis jogadores pertencentes à chamada "Geração de Ouro": Paulo Sousa, Capucho e Figo do lado do Sporting; João Pinto, Hélder e Abel Xavier do lado do Benfica.
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Recordar: Fuga para a Vitória
"Fuga para a Vitória" é um dos filmes mais famosos envolvendo futebol. Talvez seja mesmo o mais famoso.
Realizado em 1981, este filme ilustra a história de uma equipa de prisioneiros, que defronta uma equipa formada por guardas do campo da prisão nazista, onde estão detidos.
A equipa dos "aliados" era composta por antigas estrelas do futebol Mundial, como Pelé, Osvaldo Ardiles, John Wark, Paul Van Himst, Soren Lindsted, e os já falecidos Bobby Moore e Kazimierz Deyna; e contava ainda com os actores Sylvester Stallone, Max Von Sydow e Michael Caine.
Mais do que um jogo de futebol, os prisioneiros encaram este "desafio" como uma oportunidade única para fugirem ao campo de concentração nazi.
A fuga estava prevista para o intervalo, e o guardião da equipa "aliada", Robert Hatch (Sylvester Stallone) esteve perto de fugir, mas todos os jogadores decidiram regressar ao campo, de forma a vencerem a equipa nazi.
No final o jogo terminou empatado, sucedendo-se uma invasão de campo por parte da assistência, que rapidamente tratou de colocar camisolas e casacos nos jogadores da equipa de prisioneiros, permitindo que estes escapassem aos nazis.
Neste filme, podemos assistir a um belo golo de Pelé, que mesmo "lesionado", fez um "pontapé de bicicleta" fantástico; e ainda a belos momentos de futebol protagonizados por Osvaldo Ardiles, e podemos ver ainda um guardião "muito inspirado", que defende mesmo uma grande penalidade decisiva em período de descontos, e que dava pelo nome de...Sylvester Stallone.
Realizado em 1981, este filme ilustra a história de uma equipa de prisioneiros, que defronta uma equipa formada por guardas do campo da prisão nazista, onde estão detidos.
A equipa dos "aliados" era composta por antigas estrelas do futebol Mundial, como Pelé, Osvaldo Ardiles, John Wark, Paul Van Himst, Soren Lindsted, e os já falecidos Bobby Moore e Kazimierz Deyna; e contava ainda com os actores Sylvester Stallone, Max Von Sydow e Michael Caine.
Mais do que um jogo de futebol, os prisioneiros encaram este "desafio" como uma oportunidade única para fugirem ao campo de concentração nazi.
A fuga estava prevista para o intervalo, e o guardião da equipa "aliada", Robert Hatch (Sylvester Stallone) esteve perto de fugir, mas todos os jogadores decidiram regressar ao campo, de forma a vencerem a equipa nazi.
No final o jogo terminou empatado, sucedendo-se uma invasão de campo por parte da assistência, que rapidamente tratou de colocar camisolas e casacos nos jogadores da equipa de prisioneiros, permitindo que estes escapassem aos nazis.
Neste filme, podemos assistir a um belo golo de Pelé, que mesmo "lesionado", fez um "pontapé de bicicleta" fantástico; e ainda a belos momentos de futebol protagonizados por Osvaldo Ardiles, e podemos ver ainda um guardião "muito inspirado", que defende mesmo uma grande penalidade decisiva em período de descontos, e que dava pelo nome de...Sylvester Stallone.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Liga Europa: Portugueses em boa posição para seguirem em frente
Nem todas as equipas portuguesas venceram ontem, mas a verdade é que todas elas estão numa posição muito favorável para seguirem em frente na Liga Europa.
FC Porto, Sporting e Braga jogaram fora e todos eles obtiveram resultados diferentes: os "Dragões" venceram em Sevilha 1-2; o Sporting empatou em casa do Rangers a um golo; enquanto o Braga perdeu em Poznan frente ao Lech por uma bola a zero. Já o Benfica recebeu e venceu o Estugarda por 2-1.
Começo precisamente pelo jogo dos encarnados no Estádio da Luz: o Benfica como é hábito entrou forte e a pressionar alto, mas foi o Estugarda quem marcou primeiro.
Harnik inaugurou o marcador com um belo "chapéu", quando estavam decorridos 21' minutos. A perder ao intervalo, Jesus trocou os extremos, passando Gaitán para a esquerda e Salvio para a direita, e com o Benfica novamente a exercer forte pressão sobre os alemães, desperdiçando inúmeras ocasiões.
O guardião Ulreich foi, sem margem para dúvidas, o melhor jogador em campo, mas ainda assim não evitou que Cardozo empatasse a partida aos 70' minutos; e que aos 81' Jara fizesse o 2-1 final.
No outro jogo com início às 18 horas, o Braga entrou em campo debaixo de um forte nevão, mas até entrou melhor na Polónia. Apesar de entrarem "por cima" no jogo, os bracarenses foram baixando o ritmo ao longo da partida, e aos 72' uma falha defensiva permitiu a Rudnevs marcar o único golo da partida, batendo um desamparado Arthur, que foi evitando até onde pôde o golo do Lech Poznan.
Mais tarde, às 20h05 entraram em campo FC Porto e Sporting.
Em Sevilha, o FC Porto entrou bem no jogo, mas só no segundo tempo conseguiu adiantar-se no marcador, quando aos 59' Rolando emendou um livre cobrado por Belluschi.
Os da casa "caíram em cima" do FC Porto, à procura do empate, e assistiu-se a dez minutos de intenso sufoco por parte do Sevilha, que logo de seguida, aos 65', viu Kanouté empatar a partida.
Ao FC Porto, valeu depois Helton, que fez um punhado de boas defesas, evitando que o Sevilha passa-se para a frnte do marcador, até que aos 85' Guarín concluiu da melhor forma uma jogada de insistência por parte de Cristián Rodríguez e deu a vitória ao Porto,
Por último, o Sporting deslocou-se à Escócia, conseguindo um empate precioso frente ao Rangers. Como já seria de esperar, os da casa entraram mais fortes, dominando todo o jogo e criando inúmeras situações de golo, valendo ao Sporting as defesas de Rui Patrício e o desacerto do ponta de lança Lafferty.
Ainda assim, Whittaker inaugurou o marcador aos 66' na sequência de um pontapé de canto, e o Rangers não "desacelarou" o jogo, procurando sempre o segundo golo.
No entanto, foi o Sporting quem marcou já muito perto do fim, com Matías Fernández de cabeça a restabelecer a igualdade, que deixa o Sporting com mais favoritismo para seguir em frente na Liga Europa.
Na próxima semana, o FC Porto recebe o Sevilha quarta-feira, enquanto Benfica, Braga e Sporting jogam todos na quinta-feira, dia 24.
FC Porto, Sporting e Braga jogaram fora e todos eles obtiveram resultados diferentes: os "Dragões" venceram em Sevilha 1-2; o Sporting empatou em casa do Rangers a um golo; enquanto o Braga perdeu em Poznan frente ao Lech por uma bola a zero. Já o Benfica recebeu e venceu o Estugarda por 2-1.
Começo precisamente pelo jogo dos encarnados no Estádio da Luz: o Benfica como é hábito entrou forte e a pressionar alto, mas foi o Estugarda quem marcou primeiro.
Harnik inaugurou o marcador com um belo "chapéu", quando estavam decorridos 21' minutos. A perder ao intervalo, Jesus trocou os extremos, passando Gaitán para a esquerda e Salvio para a direita, e com o Benfica novamente a exercer forte pressão sobre os alemães, desperdiçando inúmeras ocasiões.
O guardião Ulreich foi, sem margem para dúvidas, o melhor jogador em campo, mas ainda assim não evitou que Cardozo empatasse a partida aos 70' minutos; e que aos 81' Jara fizesse o 2-1 final.
No outro jogo com início às 18 horas, o Braga entrou em campo debaixo de um forte nevão, mas até entrou melhor na Polónia. Apesar de entrarem "por cima" no jogo, os bracarenses foram baixando o ritmo ao longo da partida, e aos 72' uma falha defensiva permitiu a Rudnevs marcar o único golo da partida, batendo um desamparado Arthur, que foi evitando até onde pôde o golo do Lech Poznan.
Mais tarde, às 20h05 entraram em campo FC Porto e Sporting.
Em Sevilha, o FC Porto entrou bem no jogo, mas só no segundo tempo conseguiu adiantar-se no marcador, quando aos 59' Rolando emendou um livre cobrado por Belluschi.
Os da casa "caíram em cima" do FC Porto, à procura do empate, e assistiu-se a dez minutos de intenso sufoco por parte do Sevilha, que logo de seguida, aos 65', viu Kanouté empatar a partida.
Ao FC Porto, valeu depois Helton, que fez um punhado de boas defesas, evitando que o Sevilha passa-se para a frnte do marcador, até que aos 85' Guarín concluiu da melhor forma uma jogada de insistência por parte de Cristián Rodríguez e deu a vitória ao Porto,
Por último, o Sporting deslocou-se à Escócia, conseguindo um empate precioso frente ao Rangers. Como já seria de esperar, os da casa entraram mais fortes, dominando todo o jogo e criando inúmeras situações de golo, valendo ao Sporting as defesas de Rui Patrício e o desacerto do ponta de lança Lafferty.
Ainda assim, Whittaker inaugurou o marcador aos 66' na sequência de um pontapé de canto, e o Rangers não "desacelarou" o jogo, procurando sempre o segundo golo.
No entanto, foi o Sporting quem marcou já muito perto do fim, com Matías Fernández de cabeça a restabelecer a igualdade, que deixa o Sporting com mais favoritismo para seguir em frente na Liga Europa.
Na próxima semana, o FC Porto recebe o Sevilha quarta-feira, enquanto Benfica, Braga e Sporting jogam todos na quinta-feira, dia 24.
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