Carlos Daniel tem vinte e seis anos, e representou o Milheiroense na temporada passada, depois de uma passagem pelo mesmo clube em 05/06 e 06/07.
O avançado esteve, aliás, presente na vitória da sua equipa no reduto do Coimbrões, tendo sido substituído aos 58' minutos por Quim Pedro.
Convidado pelo "ConversasRedondas" a falar da sua "experiência" no Parque Silva Matos, Carlos Daniel acedeu ao convite do blog, e começou por falar do ambiente em torno do jogo:
"O ambiente é difícil, pois os adeptos vivem muito o clube, são "fanáticos" e acompanham o clube para todo o lado. A jogar em casa têm, normalmente, o estádio cheio e sempre em polvorosa, criando uma atmosfera difícil para o adversário e para os árbitros, sobretudo, para os fiscais de linha que estão praticamente "colados" aos adeptos. E qualquer que seja a decisão, boa ou má, que seja contra o Coimbrões há logo contestação. Para equipas e jogadores que não se deixem afectar, é o ambiente ideal para se jogar, mas como se tem provado as equipas não conseguem contrariar esse ambiente."
Depois, veio a questão do piso de jogo, que o avançado considera ser "outro ponto a favor" do Coimbrões:"Outro ponto a favor do coimbrões é o piso de jogo. Muito duro, muito desgastado, fazendo com que a bola raramente consiga ser jogada pelo chão, pois salta bastante. E não é fácil a adaptação ao piso."
Carlos Daniel revelou também o "segredo" para vencer em Coimbrões, dizendo que "não se pode ter medo de assumir a vontade de ganhar, pois quando isso acontece o ambiente "vira" contra a própria equipa da casa": "Para vencer em Coimbrões é necessário, na minha opinião, conseguir ter estofo e abstrair-se da pressão dos adeptos e mesmo da atitude provocatória dos jogadores, jogando sem medo e mostrar no inicio de jogo que se quer ganhar. Quando isso acontece, como foi nesse jogo, o ambiente vira e quem passa a "tremer" é a própria equipa da casa. Nesse jogo, começamos muito fortes, concentrados e a criar perigo de inicio, mesmo dando a iniciativa de jogo ao Coimbrões. Conseguimos marcar e depois jogamos com a intranquilidade deles. Foi também dos poucos jogos em que o Milheiroense jogou em equipa, mas isso são outras histórias."
Finalmente, o avançado natural de Santa Maria do Vale, freguesia pertencente ao concelho de Santa Maria da Feira, recordou que o jogo "foi quente, havendo muitas picardias e expulsões", falando ainda do facto da sua equipa "ter ficado retida no balneário, à espera que a polícia acalmasse os ânimos":"Foi também um jogo quente, com muitas picardias e expulsões mas que "caiu" para o nosso lado, tendo também a equipa de arbitragem estado muito correcta e sem medos. À parte do jogo, o final foi complicado e tivemos de estar fechados no balneário até a policia ter controlado os ânimos dos adeptos da casa."
Formado nas camadas jovens do Arrifanense (esteve um ano nas escolinhas do Guisande), Carlos Daniel representou enquanto sénior, além do Milheiroense, o próprio Arrifanense e ainda o Arouca, tendo subido o clube arouquense da III Divisão à II Divisão na temporada 07/08.









