Cerco e Vila encerraram ontem o campeonato distrital da II Divisão Série 1 da AF Porto, empatando a duas bolas no Estádio Municipal Professor Doutor Vieira de Carvalho, na Maia, realizando assim um jogo que deveriam ter realizado em...Abril passado.
Tal como o blog noticiou na altura, a partida não se chegou a realizar na data marcada, devido à comitiva do Vila se ter queixado de agressões por parte dos portuenses à chegada ao Complexo Desportivo da Campanhã.
Ontem e num jogo que era considerado de alto risco por parte dos organizadores, o empate 'serviu' as pretensões das duas equipas: o Cerco sagrou-se campeão de série e vai agora jogar com o Aliança de Gandra o título de campeão da II Divisão; o Vila ascende também à I Divisão.
Num jogo equilibrado, o Vila foi a primeira equipa a inaugurar o marcador, quando após cruzamento de Pedrinho na direita, Jorginho rematou para o fundo da baliza, isto quando estavam decorridos nove minutos de jogo.
O Cerco respondeu, e dez minutos depois, Pedro após jogada individual, restabeleceu a igualdade.
O jogo parecia de 'parada e resposta', e aos 27' minutos, novamente o Vila a passar para a frente do marcador, e mais uma vez através dos 'suspeitos do costume': cruzamento de Pedrinho, desvio de Jorginho, e 1-2 para os gaienses. Curiosamente, eram os extremos do Vila a darem 'cartas'.
Em cima do intervalo, o Cerco voltaria a restabelecer a igualdade, quando na sequência de um pontapé de canto, um jogador do Vila terá tocado a bola com o braço, dando origem à marcação de uma grande penalidade, que Fabinho Hulk não desperdiçou, fazendo o 2-2.
No segundo tempo, o sinal 'mais' pertenceu aos portuenses, apesar do Vila ter tentado chegar à vitória, apostando mais no contra-ataque.
Após o final da partida, a festa apoderou-se dos elementos de ambas as equipas, uma vez que ambas estarão na I Divisão na próxima temporada, algo que não deixa de ser histórico por várias razões: de um lado, o Cerco que se estreou esta temporada nos campeonatos seniores da AF Porto, depois de vários anos nos Amadores; no outro, o Vila (outrora Vilanovense), que em ano de estreia no futebol sénior, alcança uma subida de divisão, somando ainda um recorde de trinta jogos consecutivos sem perder.
Ficha de Jogo:
Jogo realizado no Estádio Professor Doutor Vieira de Carvalho, na Maia (relvado natural)
Árbitro Principal: Pedro Barbosa (AF Porto)
Cerco do Porto: Diogo; Folgosa, Michel (Calota 45'), Ferreirinha e Hugo; Chiquinho, Pedro e Fajó; Fabinho Hulk (Macedo 58'), Valkírio e Pedro Nuno (Vando 80').
Suplentes Não Utilizados: Ricardo; Eládio. Treinador: Nuno e Neves.
Vila FC: Fílipe Cunha; China, Bruno Fonseca, Hugo Almeida e Joel Sousa; Marcos (Gonçalo 59'), Gerson (Estrela 90') e Ruizinho; Pedrinho, Jorge Gomes e Jorginho (Rúben 78').
Suplentes Não Utilizados: Fílipe Rato; Luís, Paulo Pinto e Marco Pereira. Treinador: Edmundo Duarte.
Marcador: 0-1 Jorginho 9'; 1-1 Pedro 19'; 1-2 Jorginho 27'; 2-2 Fabinho Hulk 45' g. p..
Fotos da autoria de: VilanovenseBlog
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Miguel Pinheiro: "Quando recuperámos a confiança já foi tarde"
(Miguel Pinheiro 'cercado' por três jogadores do Cesarense.)
O "ConversasRedondas" conversou com Miguel Pinheiro, centro-campista do União da Serra, clube de Santa Catarina de Serra, distrito de Leiria, e que após três temporadas consecutivas na II Divisão, desceu à III Divisão.
A equipa leiriense até teve um bom início de campeonato, chegando a ocupar a quinta posição ao fim da oitava jornada, fruto de três vitórias, três empates e duas derrotas, mas acabaria por perder o 'fulgor' e descer de divisão na derradeira jornada, apesar de ocupar a linha-de-água durante algum tempo.
Miguel Pinheiro começou por falar do desenrolar da época, referindo que "havia muitos jogadores com qualidade, mas em certos momentos da época, os jogadores falharam como 'equipa'":
"Não sei se consigo apontar exactamente algo, que tenha contribuído directamente para a descida de divisão. Durante uma época, num campeonato longo, foram vários os erros que contribuíram para este 'desfecho'. A equipa tinha jogadores com muita qualidade, mas em alguns momentos da época, falhámos como 'equipa'. Começámos a perder jogos, especialmente em casa, e com isso, veio a falta de confiança, a desmotivação e o descrédito nas nossas capacidades. Na segunda metade da época, a equipa voltou a recuperar a confiança, voltou a jogar bem, mas já foi tarde. Quando caímos nos últimos lugares da classificação, é muito complicado voltar a sair. Saímos da II Divisão com a cabeça 'erguida', sabendo que se houvessem mais algumas jornadas, o UD Serra não 'cairia' para a III Divisão Nacional."
Entre os bons resultados da equipa, estão a vitória caseira sobre o campeão Padroense à décima sétima jornada, numa altura em que o U. Serra vinha de oito jogos consecutivos sem vencer. Já na primeira volta, a equipa leiriense havia empatado em Padrão da Légua.
Por outro lado, a equipa santacatarinense, perdeu cinco pontos com o Cesarense, equipa que ficou imediatamente atrás de si na tabela.
Miguel Pinheiro lembrou o acontecimento do Cesarense, referindo que "cada jogo tem a sua história", sem esquecer "a motivação extra" que há quando se joga contra os primeiros:
O "ConversasRedondas" conversou com Miguel Pinheiro, centro-campista do União da Serra, clube de Santa Catarina de Serra, distrito de Leiria, e que após três temporadas consecutivas na II Divisão, desceu à III Divisão.
A equipa leiriense até teve um bom início de campeonato, chegando a ocupar a quinta posição ao fim da oitava jornada, fruto de três vitórias, três empates e duas derrotas, mas acabaria por perder o 'fulgor' e descer de divisão na derradeira jornada, apesar de ocupar a linha-de-água durante algum tempo.
Miguel Pinheiro começou por falar do desenrolar da época, referindo que "havia muitos jogadores com qualidade, mas em certos momentos da época, os jogadores falharam como 'equipa'":
"Não sei se consigo apontar exactamente algo, que tenha contribuído directamente para a descida de divisão. Durante uma época, num campeonato longo, foram vários os erros que contribuíram para este 'desfecho'. A equipa tinha jogadores com muita qualidade, mas em alguns momentos da época, falhámos como 'equipa'. Começámos a perder jogos, especialmente em casa, e com isso, veio a falta de confiança, a desmotivação e o descrédito nas nossas capacidades. Na segunda metade da época, a equipa voltou a recuperar a confiança, voltou a jogar bem, mas já foi tarde. Quando caímos nos últimos lugares da classificação, é muito complicado voltar a sair. Saímos da II Divisão com a cabeça 'erguida', sabendo que se houvessem mais algumas jornadas, o UD Serra não 'cairia' para a III Divisão Nacional."
Entre os bons resultados da equipa, estão a vitória caseira sobre o campeão Padroense à décima sétima jornada, numa altura em que o U. Serra vinha de oito jogos consecutivos sem vencer. Já na primeira volta, a equipa leiriense havia empatado em Padrão da Légua.
Por outro lado, a equipa santacatarinense, perdeu cinco pontos com o Cesarense, equipa que ficou imediatamente atrás de si na tabela.
Miguel Pinheiro lembrou o acontecimento do Cesarense, referindo que "cada jogo tem a sua história", sem esquecer "a motivação extra" que há quando se joga contra os primeiros:
"Cada jogo é um jogo; cada jogo tem a sua história. O que tentámos sempre, foi entrar em todos os jogos para ganhar. Claro que, jogar contra as melhores equipas traz sempre uma 'motivação extra', mas não foi por aí que perdemos com o Cesarense, por exemplo. Todos os jogos se decidem por detalhes, e os jogadores devem estar concentrados em todos os momentos do jogo para que a sua equipa vença."
Na eleição do ponto alto e do ponto baixo da época, o médio não teve dúvidas em eleger a descida de divisão, como o pior momento da temporada:"Ponto alto foi a atmosfera que se criou em torno da equipa por parte dos adeptos, e dentro da equipa, quando todos 'puxaram' para o mesmo lado, para tentar que a equipa se mantivesse na II Divisão. Ponto baixo foi, sem dúvida, a descida de divisão."
Miguel Pinheiro participou em vinte e cinco jogos, não tendo marcado qualquer golo, e lembra que "quando se desce de divisão, não se pode dizer que a época foi boa":"Quando descemos de divisão, não podemos considerar que fizemos uma boa época. Mas joguei sempre, tentei dar o máximo em todos os jogos em prol da equipa e penso que cumpri com aquilo que me foi pedido. Acabei a época e, como se costuma dizer, saí de 'cabeça levantada', pois pude olhar nos olhos de equipa técnica, direcção e jogadores, com o sentimento de que não deixei nada por 'fazer' durante o ano."
Quanto à próxima temporada, o médio nada tem definido:"Na próxima temporada, ainda não sei onde vou jogar."
Actualmente com vinte e sete anos, Miguel Pinheiro dividiu a sua formação entre o Alcobaça e o Sporting, tendo representado enquanto sénior, além da equipa B dos Leões: Vilafranquense, Lixa, Mafra, Torreense e Igreja Nova, antes de chegar ao União da Serra no princípio da temporada 2010/11.
domingo, 19 de junho de 2011
Estrela reuniu antigos jogadores
(Andrade e Fernando Mendes voltaram ontem a vestir a camisola do CF E. Amadora.)
O Estrela da Amadora, clube que encerrou o escalão sénior no final da temporada passada, voltou a reviver os tempos que passou entre os "Grandes", organizando para isso uma espécie de 'convívio' entre atletas de várias épocas e gerações que representaram o clube.
A iniciativa foi organizada por dois ex-jogadores do clube, Paulo Sérgio e Alexandre Nunes, e contou com a colaboração dos restantes 'convidados'.
Divididos entre quatro equipas (equipa branca, equipa verde, equipa tricolor e os Veteranos), vários jogadores com um rico historial no Estrela marcaram presença no Estádio José Gomes. Entre outros, estiveram presentes: Andrade, Chainho, Basaúla, Rui Borges, Fernando Mendes, Miran, Abel Xavier, Carlos Xavier, Nélson, Rebelo, Rui Neves, Pedro Simões, Semedo, Lázaro, Paulinho, Gil, Paulo Madeira, Rodolfo, Calado e Rui Águas.
Os ex-futebolistas do clube, Miguel e Hugo Carreira, e Jorge Jesus, actual treinador do Benfica, também estiveram presentes neste evento.
O técnico encarnado revelou mesmo que há jovens a trabalharem no sentido de devolverem o futebol sénior ao clube, mas naturalmente terão de começar pelos campeonatos distritais.
O Estrela teve os escalões mais jovens a 'funcionarem' até ao fim da temporada 2010/11, e já depois do clube ter sido declarado insolvente em Outubro de 2010, os credores do Estrela chumbaram o plano de recuperação financeira e ordenaram a que fosse vendido todo o património da instituição.
O estádio José Gomes voltou ontem a registar uma 'bela-casa', recebendo cerca de seiscentos espectadores.
Foto da autoria de: "Lobo Imortal Eventos"
O Estrela da Amadora, clube que encerrou o escalão sénior no final da temporada passada, voltou a reviver os tempos que passou entre os "Grandes", organizando para isso uma espécie de 'convívio' entre atletas de várias épocas e gerações que representaram o clube.
A iniciativa foi organizada por dois ex-jogadores do clube, Paulo Sérgio e Alexandre Nunes, e contou com a colaboração dos restantes 'convidados'.
Divididos entre quatro equipas (equipa branca, equipa verde, equipa tricolor e os Veteranos), vários jogadores com um rico historial no Estrela marcaram presença no Estádio José Gomes. Entre outros, estiveram presentes: Andrade, Chainho, Basaúla, Rui Borges, Fernando Mendes, Miran, Abel Xavier, Carlos Xavier, Nélson, Rebelo, Rui Neves, Pedro Simões, Semedo, Lázaro, Paulinho, Gil, Paulo Madeira, Rodolfo, Calado e Rui Águas.
Os ex-futebolistas do clube, Miguel e Hugo Carreira, e Jorge Jesus, actual treinador do Benfica, também estiveram presentes neste evento.
O técnico encarnado revelou mesmo que há jovens a trabalharem no sentido de devolverem o futebol sénior ao clube, mas naturalmente terão de começar pelos campeonatos distritais.
O Estrela teve os escalões mais jovens a 'funcionarem' até ao fim da temporada 2010/11, e já depois do clube ter sido declarado insolvente em Outubro de 2010, os credores do Estrela chumbaram o plano de recuperação financeira e ordenaram a que fosse vendido todo o património da instituição.
O estádio José Gomes voltou ontem a registar uma 'bela-casa', recebendo cerca de seiscentos espectadores.
Foto da autoria de: "Lobo Imortal Eventos"
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Recordar: II Divisão B há dez anos
(Trofense e Moreirense disputaram a II Divisão B em 00/01 e agora encontram-se na Liga Orangina.)
Dou hoje início, a uma 'viagem no tempo', procurando assim recordar as equipas que há dez anos participavam nos campeonatos nacionais e que nos dias de hoje, já se extinguiram ou lutam dia-a-dia para sobreviverem.
Tal como se diz, é no Norte que a 'crise' mais se faz sentir, pois das vinte equipas que disputaram a Zona Norte da II Divisão B, seis delas já se extinguiram, três estão numa divisão superior, outras cinco na III Divisão, duas nos Distritais e outras quatro continuam a disputar a II Divisão. Entre as extinções, destaque para dois gaienses: Canelas e Vilanovense; e entre os que disputam divisões superiores, destaque para o Trofense que em 2000/01 desceu mesmo à III Divisão.
Classificação da IIB Zona Norte 00/01 (entre parêntesis a divisão dos clubes em 10/11):
1º Moreirense (Liga Orangina)
2º Famalicão (III Divisão)
3º FC Porto-B (Extinto no final da época 05/06)
4º Leixões (Liga Orangina)
5º Paredes (III Divisão)
6º Vizela (II Divisão)
7º Braga-B (Extinto no final da época 05/06)
8º Canelas (Extinto no final da época 05/06)
9º Infesta (Divisão de Honra - AF Porto)
10º Ermesinde (I Divisão - AF Porto)
11º Esposende (III Divisão)
12º São João de Vêr (III Divisão)
13º Sandinenses (Extinto no final da época 05/06)
14º Vilanovense (Extinto no final da época 08/09)
15º Bragança (II Divisão)
16º Gondomar (II Divisão)
17º Lourosa (III Divisão)
18º Pevidém (Extinto no final da época 04/05)
19º Trofense (Liga Orangina)
20º Fafe (II Divisão)
Mais a Centro, quatro equipas disputaram os campeonatos profissionais, e uma delas até ascendeu à Liga principal (Feirense). Apenas dois clubes dos dezanove se extinguiram, dois disputaram a II Divisão 10/11, quatro estavam na III Divisão e sete disputaram os Distritais. Dos que disputaram os Distritais, destaque para três aveirenses (Sanjoanense, Cucujães e Águeda) e dois lisboetas (Vilafranquense e Lourinhanense). Curioso também o facto dos quatro que disputaram a Orangina, estarem todos eles envolvidos em 'lutas': Oliveirense e Feirense na subida; Fátima e Covilhã pela manutenção.
Classificação da IIB Zona Centro 00/01 (entre parêntesis a divisão dos clubes em 10/11):
1º Oliveirense (Liga Orangina)
2º Sp. Covilhã (Liga Orangina)
3º Sanjoanense (I Divisão - AF Aveiro)
4º Ol. Bairro (III Divisão)
5º Sp. Pombal (II Divisão)
6º Feirense (Liga Orangina)
7º Ac. Viseu (III Divisão)
8º Fátima (Liga Orangina)
9º Torreense (II Divisão)
10º Alcaíns (I Divisão - AF Castelo Branco)
11º Vilafranquense (Divisão de Honra - AF Lisboa)
12º Marinhense (III Divisão)
13º União de Coimbra (Extinto no final da época 08/09)
14º Caldas (III Divisão)
15º Arrifanense (Extinto no final da época 07/08)
16º Torres Novas (I Divisão - AF Santarém)
17º Cucujães (I Divisão - AF Aveiro)
18º Águeda (I Divisão - AF Aveiro)
19º Lourinhanense (Divisão de Honra - AF Lisboa)
'Finalmente', no Sul, três equipas disputaram os campeonatos profissionais na época que recentemente terminou (dois deles estavam mesmo na Liga Sagres), oito continuam pela II Divisão, com destaque para os recém-promovidos, Atlético e U. Madeira; três extinguiram-se, mas duas são as famosas 'equipa-b'; duas equipas disputaram os Distritais em 10/11 e quatro estavam na III Divisão. Nos distritais, estão duas equipas com um passado 'rico' no nosso futebol: Barreirense e Lusitano de Évora.
Classificação da IIB Zona Sul 00/01 (entre parêntesis a divisão dos clubes em 10/11):
1º Portimonense (Liga ZON Sagres)
2º União da Madeira (II Divisão)
3º Barreirense (I Divisão - AF Setúbal)
4º Seixal (Extinto no final da época 06/07)
5º Machico (III Divisão)
6º Louletano (II Divisão)
7º Atlético (II Divisão)
8º Operário (II Divisão)
9º Benfica-B (Extinto no final da época 05/06)
10º Marítimo-B (II Divisão)
11º Olhanense (Liga ZON Sagres)
12º Estoril (Liga Orangina)
13º Casa Pia (II Divisão)
14º Sporting-B (Extinto no final da época 03/04)
15º Câmara de Lobos (III Divisão)
16º Camacha (II Divisão)
17º União Micaelense (III Divisão)
18º Oriental (II Divisão)
19º Sesimbra (III Divisão)
20º Lusitano de Évora (Divisão de Honra- AF Évora)
*A negrito os clubes que, passados dez anos, continuaram a disputar a II Divisão.
Dou hoje início, a uma 'viagem no tempo', procurando assim recordar as equipas que há dez anos participavam nos campeonatos nacionais e que nos dias de hoje, já se extinguiram ou lutam dia-a-dia para sobreviverem.
Tal como se diz, é no Norte que a 'crise' mais se faz sentir, pois das vinte equipas que disputaram a Zona Norte da II Divisão B, seis delas já se extinguiram, três estão numa divisão superior, outras cinco na III Divisão, duas nos Distritais e outras quatro continuam a disputar a II Divisão. Entre as extinções, destaque para dois gaienses: Canelas e Vilanovense; e entre os que disputam divisões superiores, destaque para o Trofense que em 2000/01 desceu mesmo à III Divisão.
Classificação da IIB Zona Norte 00/01 (entre parêntesis a divisão dos clubes em 10/11):
1º Moreirense (Liga Orangina)
2º Famalicão (III Divisão)
3º FC Porto-B (Extinto no final da época 05/06)
4º Leixões (Liga Orangina)
5º Paredes (III Divisão)
6º Vizela (II Divisão)
7º Braga-B (Extinto no final da época 05/06)
8º Canelas (Extinto no final da época 05/06)
9º Infesta (Divisão de Honra - AF Porto)
10º Ermesinde (I Divisão - AF Porto)
11º Esposende (III Divisão)
12º São João de Vêr (III Divisão)
13º Sandinenses (Extinto no final da época 05/06)
14º Vilanovense (Extinto no final da época 08/09)
15º Bragança (II Divisão)
16º Gondomar (II Divisão)
17º Lourosa (III Divisão)
18º Pevidém (Extinto no final da época 04/05)
19º Trofense (Liga Orangina)
20º Fafe (II Divisão)
Mais a Centro, quatro equipas disputaram os campeonatos profissionais, e uma delas até ascendeu à Liga principal (Feirense). Apenas dois clubes dos dezanove se extinguiram, dois disputaram a II Divisão 10/11, quatro estavam na III Divisão e sete disputaram os Distritais. Dos que disputaram os Distritais, destaque para três aveirenses (Sanjoanense, Cucujães e Águeda) e dois lisboetas (Vilafranquense e Lourinhanense). Curioso também o facto dos quatro que disputaram a Orangina, estarem todos eles envolvidos em 'lutas': Oliveirense e Feirense na subida; Fátima e Covilhã pela manutenção.
Classificação da IIB Zona Centro 00/01 (entre parêntesis a divisão dos clubes em 10/11):
1º Oliveirense (Liga Orangina)
2º Sp. Covilhã (Liga Orangina)
3º Sanjoanense (I Divisão - AF Aveiro)
4º Ol. Bairro (III Divisão)
5º Sp. Pombal (II Divisão)
6º Feirense (Liga Orangina)
7º Ac. Viseu (III Divisão)
8º Fátima (Liga Orangina)
9º Torreense (II Divisão)
10º Alcaíns (I Divisão - AF Castelo Branco)
11º Vilafranquense (Divisão de Honra - AF Lisboa)
12º Marinhense (III Divisão)
13º União de Coimbra (Extinto no final da época 08/09)
14º Caldas (III Divisão)
15º Arrifanense (Extinto no final da época 07/08)
16º Torres Novas (I Divisão - AF Santarém)
17º Cucujães (I Divisão - AF Aveiro)
18º Águeda (I Divisão - AF Aveiro)
19º Lourinhanense (Divisão de Honra - AF Lisboa)
'Finalmente', no Sul, três equipas disputaram os campeonatos profissionais na época que recentemente terminou (dois deles estavam mesmo na Liga Sagres), oito continuam pela II Divisão, com destaque para os recém-promovidos, Atlético e U. Madeira; três extinguiram-se, mas duas são as famosas 'equipa-b'; duas equipas disputaram os Distritais em 10/11 e quatro estavam na III Divisão. Nos distritais, estão duas equipas com um passado 'rico' no nosso futebol: Barreirense e Lusitano de Évora.
Classificação da IIB Zona Sul 00/01 (entre parêntesis a divisão dos clubes em 10/11):
1º Portimonense (Liga ZON Sagres)
2º União da Madeira (II Divisão)
3º Barreirense (I Divisão - AF Setúbal)
4º Seixal (Extinto no final da época 06/07)
5º Machico (III Divisão)
6º Louletano (II Divisão)
7º Atlético (II Divisão)
8º Operário (II Divisão)
9º Benfica-B (Extinto no final da época 05/06)
10º Marítimo-B (II Divisão)
11º Olhanense (Liga ZON Sagres)
12º Estoril (Liga Orangina)
13º Casa Pia (II Divisão)
14º Sporting-B (Extinto no final da época 03/04)
15º Câmara de Lobos (III Divisão)
16º Camacha (II Divisão)
17º União Micaelense (III Divisão)
18º Oriental (II Divisão)
19º Sesimbra (III Divisão)
20º Lusitano de Évora (Divisão de Honra- AF Évora)
*A negrito os clubes que, passados dez anos, continuaram a disputar a II Divisão.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Guti: "No geral foi uma boa época"
(Guti pretende continuar no Oliveira do Hospital.)
Jorge Gutierrez Tavares é Guti. Tal como o nome do meio parece indicar, Guti é espanhol, pois nasceu em Santander, mas desde cedo se 'fixou' em Portugal, mais propriamente na região centro do país.
O médio que chegou ao Ol. Hospital em 2004, ainda com idade júnior, representou sempre o clube desde então, tendo jogado nos três escalões que os oliveirenses disputaram nos últimos anos: II Divisão; III Divisão e Distrital.
Depois de duas descidas e de uma tentativa de subida falhada, Guti festejou este ano a sua primeira subida de divisão pelos oliveirenses, sendo peça importante no 'onze-tipo' de Paulo Piedade.
O médio acedeu ao convite do blogue e falou sobre a temporada que acabou em 'glória', começando por fazer um balanço da época:
Jorge Gutierrez Tavares é Guti. Tal como o nome do meio parece indicar, Guti é espanhol, pois nasceu em Santander, mas desde cedo se 'fixou' em Portugal, mais propriamente na região centro do país.
O médio que chegou ao Ol. Hospital em 2004, ainda com idade júnior, representou sempre o clube desde então, tendo jogado nos três escalões que os oliveirenses disputaram nos últimos anos: II Divisão; III Divisão e Distrital.
Depois de duas descidas e de uma tentativa de subida falhada, Guti festejou este ano a sua primeira subida de divisão pelos oliveirenses, sendo peça importante no 'onze-tipo' de Paulo Piedade.
O médio acedeu ao convite do blogue e falou sobre a temporada que acabou em 'glória', começando por fazer um balanço da época:
"Penso que foi uma época bem conseguida, pois o objectivo principal, que era a subida de divisão, foi alcançado. Apenas fica o 'sabor amargo' de não termos conseguido ganhar a Taça da AF Coimbra, e também pela forma como fomos eliminados. Mas como em todas as equipas, há sempre coisas a melhorar. No geral foi uma boa época."
Os oliveirenses foram campeões com treze pontos de avanço para o segundo classificado, somando apenas duas derrotas em vinte e seis jornadas. Guti "esperava um campeonato mais equilibrado", ressalvando o facto de "não querer tirar mérito aos adversários": "Sou sincero e esperava uma época mais equilibrada, pois houve muitas equipas a reforçarem-se bem e a assumirem a vontade de subir de divisão, não querendo com isto, tirar todo o mérito e qualidade que essas equipas têm, mas digamos que nos momentos certos essas equipas 'falharam' e nós seguimos na frente. As duas derrotas que tivemos ocorreram em alturas em que estávamos bastante bem e moralizados, e talvez o excesso de confiança nos tenha traído (tal como na Taça), pois eles ganharam mais por demérito nosso do que por mérito deles. Também tivemos jogos, onde talvez o empate ou até mesmo a derrota se aceitassem melhor do que nesses dois jogos, mas mesmo nas derrotas conseguimos mostrar que fomos uma grande equipa, pois conseguimos sempre manter o espírito ganhador que foi imposto pelo Mister dentro do grupo."
De seguida, o médio elegeu o melhor e o pior momento da época, destacando pela positiva o triunfo em Arganil por 0-3 e que garantiu a subida dos oliveirenses à III Divisão:"O ponto alto da época, foi, sem dúvida, em Arganil. Foi um daqueles jogos, como disse o Mister, em que não podíamos deixar dúvidas quanto ao porquê de irmos em primeiro lugar. Aquele jogo foi a melhor demonstração de união de um grupo, pois essa foi sempre a nossa maior arma durante todo o campeonato. A conquista do campeonato foi, sem dúvida, a vitória da união que sempre existiu no seio do grupo. O pior momento foi a derrota nas meias finais da Taça de Coimbra, pelo resultado, pela exibição, mas também por ter sido o último jogo da época, ficou aquele 'sabor bem amargo atravessado', depois de uma época cheia de coisas boas. Depois de todas aquelas viagens que tantas vezes fizemos a festejar, naquele dia, a viagem foi feita com bastante mágoa."
Guti participou em vinte e quatro dos vinte e seis jogos do Ol. Hospital no campeonato, tendo apontado seis golos, e agradece a Paulo Piedade "a oportunidade que lhe deu para que se afirmasse": "A nível pessoal, a época correu-me bem. Fui um dos jogadores mais utilizados do plantel, e eu até que nem era de fazer golos, ainda marquei seis. Com algumas lesões pelo meio, mas nada de muito grave, e sempre com a grande ajuda e experiência do nosso enfermeiro Filipe Sousa que tanto fez por mim. Esta época deve-se, sobretudo, ao nosso Mister Paulo Piedade, pois já tive alguns treinadores e nenhum deles me soube motivar, entender e até mesmo corrigir como ele, já para não falar da grande oportunidade que me deu para me afirmar, pois até então, não me tinha afirmado. É uma pessoa com quem se pode contar para tudo, um grande amigo a quem devo tudo de bom que me tem acontecido nestes últimos dois anos."
Sobre a próxima temporada, Guti lembrou que o clube ainda está sem direcção, mas mostra-se confiante em que "alguém assuma as rédeas", esperando ainda "ter o seu 'cantinho' no clube guardado": "A próxima temporada ainda é uma incógnita, uma vez que o clube ainda se encontra sem direcção, mas, certamente, alguém assumirá as rédeas deste grande clube. Quanto a mim, ainda não sei, pois tive um acidente de trabalho onde fiz uma queimadura de 3º grau no pé direito, tiveram que me fazer excerto e ainda estou a recuperar, por isso o meu futuro é, ainda, bastante incerto. Mas, espero que o meu "cantinho" no Oliveira do Hospital esteja bem guardado, pois é lá que faço intenção de continuar."
Actualmente com vinte e três anos, Guti conta com passagens pela formação do Vila do Mato, Tourizense, Canas de Senhorim e Ol. Hospital. Como sénior, não conheceu outro clube, senão os oliveirenses.
AF Coimbra: Ol. Hospital regressa aos Nacionais
(A festa dos Campeões.)
Três anos depois, o Oliveira do Hospital está de regresso aos campeonatos Nacionais. A equipa oliveirense, recordo, desceu aos Distritais na temporada 2007/08, numa época em que até era um dos mais fortes candidatos à subida de divisão.
Orientados pelo ex-jogador do Varzim, Paulo Piedade, os oliveirenses sagraram-se campeões com treze pontos de avanço para o segundo classificado, Carapinheirense, somando dezoito vitórias, seis empates e apenas duas derrotas em vinte e seis jogos, num campeonato que ficou também 'marcado' pelas desistências de Mirandense e Lousanense, duas equipas com tradição no futebol em Coimbra, e até nos nacionais. No que ainda diz respeito aos 'números', o ataque oliveirense marcou cinquenta e seis golos, enquanto a defesa 'consentiu' apenas vinte.
Das duas derrotas do Ol. Hospital, uma delas foi precisamente frente ao segundo classificado, Carapinheirense, e até aconteceu em casa (2-3); enquanto a outra foi frente à Académica/SF, uma espécie de 'Académica-B' e também aconteceu por 3-2, mas fora de portas.
O máximo de vitórias consecutivas que os oliveirenses conseguiram, foram cinco, e ocorreram entre as jornadas treze e dezassete.
Essas cinco vitórias, fazem ainda 'parte' duma série de dezasseis jogos consecutivos em que os oliveirenses estiveram sem perder, e que aconteceu entre as jornadas seis e vinte e um.
No plantel do Ol. Hospital, saltam 'a vista' os nomes de Guti, Paulo Alves, Bruno Cardoso, Pantanal, Viegas e Barbeiro, que representaram o clube nos Nacionais, e no caso dos três primeiros, chegaram mesmo a representar o clube na II Divisão B.
Na outra competição em que esteve envolvido, o Ol. Hospital foi eliminado nas meias-finais da Taça da AF Coimbra, ao ser derrotado de forma 'escandalosa' pelo Marialvas: 7-1.
Sendo praticamente um dado adquirido que o clube disputará a III Divisão na próxima temporada, a maior dúvida é saber qual a série que o Ol. Hospital disputará: C ou D.
Três anos depois, o Oliveira do Hospital está de regresso aos campeonatos Nacionais. A equipa oliveirense, recordo, desceu aos Distritais na temporada 2007/08, numa época em que até era um dos mais fortes candidatos à subida de divisão.
Orientados pelo ex-jogador do Varzim, Paulo Piedade, os oliveirenses sagraram-se campeões com treze pontos de avanço para o segundo classificado, Carapinheirense, somando dezoito vitórias, seis empates e apenas duas derrotas em vinte e seis jogos, num campeonato que ficou também 'marcado' pelas desistências de Mirandense e Lousanense, duas equipas com tradição no futebol em Coimbra, e até nos nacionais. No que ainda diz respeito aos 'números', o ataque oliveirense marcou cinquenta e seis golos, enquanto a defesa 'consentiu' apenas vinte.
Das duas derrotas do Ol. Hospital, uma delas foi precisamente frente ao segundo classificado, Carapinheirense, e até aconteceu em casa (2-3); enquanto a outra foi frente à Académica/SF, uma espécie de 'Académica-B' e também aconteceu por 3-2, mas fora de portas.
O máximo de vitórias consecutivas que os oliveirenses conseguiram, foram cinco, e ocorreram entre as jornadas treze e dezassete.
Essas cinco vitórias, fazem ainda 'parte' duma série de dezasseis jogos consecutivos em que os oliveirenses estiveram sem perder, e que aconteceu entre as jornadas seis e vinte e um.
No plantel do Ol. Hospital, saltam 'a vista' os nomes de Guti, Paulo Alves, Bruno Cardoso, Pantanal, Viegas e Barbeiro, que representaram o clube nos Nacionais, e no caso dos três primeiros, chegaram mesmo a representar o clube na II Divisão B.
Na outra competição em que esteve envolvido, o Ol. Hospital foi eliminado nas meias-finais da Taça da AF Coimbra, ao ser derrotado de forma 'escandalosa' pelo Marialvas: 7-1.
Sendo praticamente um dado adquirido que o clube disputará a III Divisão na próxima temporada, a maior dúvida é saber qual a série que o Ol. Hospital disputará: C ou D.
terça-feira, 14 de junho de 2011
Corunha: "Fizemos uma excelente época"
(Nuno Corunha em acção frente ao Andorinha da Madeira.)
Tem nome de uma cidade espanhola, mas na verdade, Corunha, Nuno Corunha, foi um dos 'esteios' do Macedo de Cavaleiros na Zona Norte da II Divisão.
Em ano de estreia no terceiro escalão do futebol português, os transmontanos fizeram um excelente campeonato, terminando num honroso oitavo lugar, com os mesmos quarenta e três pontos do Vizela.
O 'ConversasRedondas' conversou com Nuno Corunha, defesa central do Macedo de Cavaleiros, que começou por dizer que o clube "fez uma excelente época em virtude dos objectivos que haviam sido propostos", referindo ainda o facto do plantel "ficar na história do clube":
"(Esperava uma prestação tão boa e um percurso tão tranquilo?) Não esperava, pelo contrário. Esperava sim, que encontrássemos bastantes dificuldades, porque nunca tínhamos estado na II Divisão e sabíamos que íamos encontrar pela frente equipas com outro 'traquejo'. Mas ao longo do campeonato, sempre como uma equipa humilde, fomos vendo que tínhamos qualidade para fazer um campeonato tranquilo."
A seis jornadas do fim da primeira volta, o Macedo de Cavaleiros ocupava uma posição 'intranquila' na tabela, mas uma série de sete jogos consecutivos sem perder, incluindo uma vitória sobre o U. Madeira, acabaram por colocar o clube na quarta posição e na rota da manutenção. Para Corunha, essa "fase de jogos sem perder" foi um dos pontos mais altos da época, a par da manutenção:
O jogador fez a seguinte declaração acerca da época a nível pessoal:
Tem nome de uma cidade espanhola, mas na verdade, Corunha, Nuno Corunha, foi um dos 'esteios' do Macedo de Cavaleiros na Zona Norte da II Divisão.
Em ano de estreia no terceiro escalão do futebol português, os transmontanos fizeram um excelente campeonato, terminando num honroso oitavo lugar, com os mesmos quarenta e três pontos do Vizela.
O 'ConversasRedondas' conversou com Nuno Corunha, defesa central do Macedo de Cavaleiros, que começou por dizer que o clube "fez uma excelente época em virtude dos objectivos que haviam sido propostos", referindo ainda o facto do plantel "ficar na história do clube":
"Dentro do objectivo a que o clube se propôs, que era a manutenção, penso que fizemos uma excelente época. Muita gente 'desconfiava' da nossa equipa, mas foi com muito trabalho e união que conseguimos atingir os nossos objectivos. Por isso, estamos todos de parabéns e vamos ficar na história do clube, porque nunca nenhum clube daquela região, tinha conseguido subir e manter-se no ano de estreia na II Divisão."
O campeonato realizado pelos macedenses, foi tão tranquilo, que a manutenção foi garantida sem sobressaltos. Nuno Corunha afirmou mesmo que "não esperava uma prestação tão boa e tranquila" até porque "nunca tinham estado na II Divisão":"(Esperava uma prestação tão boa e um percurso tão tranquilo?) Não esperava, pelo contrário. Esperava sim, que encontrássemos bastantes dificuldades, porque nunca tínhamos estado na II Divisão e sabíamos que íamos encontrar pela frente equipas com outro 'traquejo'. Mas ao longo do campeonato, sempre como uma equipa humilde, fomos vendo que tínhamos qualidade para fazer um campeonato tranquilo."
A seis jornadas do fim da primeira volta, o Macedo de Cavaleiros ocupava uma posição 'intranquila' na tabela, mas uma série de sete jogos consecutivos sem perder, incluindo uma vitória sobre o U. Madeira, acabaram por colocar o clube na quarta posição e na rota da manutenção. Para Corunha, essa "fase de jogos sem perder" foi um dos pontos mais altos da época, a par da manutenção:
"Ponto baixo da época, foi que quase acabar a primeira volta do campeonato, estávamos numa fase complicada a nível de classificação. Enquanto que o ponto mais alto foi aquela fase em que estivemos sete jogos sem perder e, claro, o facto de chegarmos ao final do campeonato e conseguirmos a manutenção."
Corunha participou nos trinta jogos do Macedo no campeonato, vinte e oito deles como titular, tendo apontado quatro golos. Curiosamente, dois desses quatro golos, foram apontados num jogo em que Corunha foi suplente utilizado (frente ao Pontassolense, vitória por 3-1).O jogador fez a seguinte declaração acerca da época a nível pessoal:
"A nível pessoal, penso que fiz boa época, pois joguei todos os jogos e fui o jogador com mais minutos somados da nossa equipa."
Em relação à próxima equipa, o futuro do jogador ainda está em aberto, uma vez que tem em 'carteira', várias propostas da II Divisão e, ainda, uma da Liga Orangina:"Quanto a próxima época, tenho várias propostas da II Divisão e uma de um clube da Liga Orangina, mas vou esperar para ver o que é melhor para mim."
Aos vinte e oito anos, Nuno Corunha foi formado no Vila Real, tendo representado enquanto sénior, Mondinense e Amarante, antes de chegar ao Macedo de Cavaleiros em 2008/09.
III Divisão: Torre de Moncorvo abdica da competição
(Plantel do GD Torre de Moncorvo campeão distrital 2010/11.)
É a segunda desistência confirmada nos campeonatos nacionais: o Torre de Moncorvo, campeão distrital da AF Bragança, abdicou de participar na III Divisão 2011/2012, devido a problemas financeiros, nomeadamente, 'cortes' dos apoios camarários, algo que já havia estado na base da decisão semelhante tomada pelo Madalena dos Açores na semana passada.Segundo notícia avançada pela edição do jornal "OJOGO" de hoje, os sócios do clube brigantino, votaram a favor da desistência do clube nas provas nacionais.
O mesmo órgão, avança ainda que Sílvio Carvalho manter-se-á no comando da equipa, e grande parte do plantel que se sagrou campeão, também continuará ao serviço do clube.
O Torre de Moncorvo 'caiu' aos Distritais na temporada passada, depois de onze temporadas consecutivas na III Divisão (99/00 - 09/10).
Esta temporada, no regresso aos Distritais, o clube brigantino venceu vinte e um dos vinte e dois jogos disputados, marcando noventa e nove golos, e sofrendo apenas onze.
Esta decisão dos dirigentes e sócios do clube, não é 'de agora', uma vez que há cerca de duas semanas, José Aires, presidente do clube, havia avançado com a possibilidade do Moncorvo não disputar os Nacionais, em virtude de cortes nos apoios camarários, algo que se veio a verificar.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Remate ao ângulo e...auto-golo!
(Márcio Araújo chegou ao Palmeiras em 2010.)
Directamente do Brasil, chega-nos um lance invulgar, ocorrido num jogo entre o Palmeiras de Scolari e o Internacional de Porto Alegre.
O jogo contou para a quarta jornada do Brasileirão, e aos 50' minutos, o Internacional a jogar em casa, teve uma investida pelo lado esquerdo do ataque.
Cruzamento de Óscar, e Márcio Araújo (jogador do Palmeiras) a antecipar-se ao adversário, Leandro Damião, e de pé esquerdo a atirar forte ao ângulo...da sua baliza. Mas que golaço! Pior mesmo, é ter sido auto-golo...
O Palmeiras ainda deu a volta ao marcador, com golos de Kléber (54') e Luan (66'), mas os da casa acabariam por chegar ao empate já perto do fim por intermédio de Leandro Damião.
Com este empate, o Palmeiras é agora terceiro classificado com oito pontos, enquanto o Internacional ocupa a décima segunda posição em igualdade pontual com o Santos (cinco pontos).
Cá fica o lance:
Directamente do Brasil, chega-nos um lance invulgar, ocorrido num jogo entre o Palmeiras de Scolari e o Internacional de Porto Alegre.
O jogo contou para a quarta jornada do Brasileirão, e aos 50' minutos, o Internacional a jogar em casa, teve uma investida pelo lado esquerdo do ataque.
Cruzamento de Óscar, e Márcio Araújo (jogador do Palmeiras) a antecipar-se ao adversário, Leandro Damião, e de pé esquerdo a atirar forte ao ângulo...da sua baliza. Mas que golaço! Pior mesmo, é ter sido auto-golo...
O Palmeiras ainda deu a volta ao marcador, com golos de Kléber (54') e Luan (66'), mas os da casa acabariam por chegar ao empate já perto do fim por intermédio de Leandro Damião.
Com este empate, o Palmeiras é agora terceiro classificado com oito pontos, enquanto o Internacional ocupa a décima segunda posição em igualdade pontual com o Santos (cinco pontos).
Cá fica o lance:
domingo, 12 de junho de 2011
Recordar: Fyssas no Benfica
Panagiottis Fyssas, ex-jogador do Benfica e antigo internacional grego, completa hoje, trinta e oito anos.
Também por isso, o "ConversasRedondas" aproveita a data, para recordar a passagem do antigo jogador pelo nosso futebol, mais concretamente, pelo Benfica.
Chegado à Luz a meio da época 2003/04, vindo do Panathinaikos, Fyssas vinha 'cotado' como um excelente jogador, algo que se veio a comprovar, diga-se, e rapidamente se impôs na lateral esquerda encarnada.
Fyssas efectuou a sua estreia com a camisola encarnada em Leiria, num célebre empate a três golos, fazendo ainda mais treze jogos no campeonato, sempre como titular.
No que diz respeito a jogos do campeonato, o lateral esquerdo ainda foi suplente não utilizado por uma ocasião, participando nos dois jogos mais decisivos dos benfiquistas na Taça de Portugal: Belenenses (meia-final) e FC Porto (final), com a particularidade de ter empatado a partida frente aos "Dragões", partida essa que os encarnados viriam a vencer por 2-1, conquistando dessa maneira, a Taça.
Na temporada seguinte, os encarnados conquistariam o campeonato, e Fyssas seria utilizado em dezasseis jogos, quinze deles como titular, sendo suplente não utilizado noutras quinze ocasiões, pois tinha a concorrência de Dos Santos no lado esquerdo da defesa.
Na Taça UEFA, o lateral grego participaria em apenas três jogos, todos eles como titular, sendo suplente não utilizado por seis vezes; enquanto na Taça de Portugal, participou em todos os jogos dos encarnados na competição (seis), sendo titular em quatro deles, inclusive na final que o Benfica acabaria por perder ante o V. Setúbal, num jogo em que Fyssas até foi substituído aos 55'.
Resta ainda dizer que na Supertaça Cândido de Oliveira frente ao FC Porto, o grego não saiu do banco, num troféu conquistado pelos portistas.
No final da temporada, Fyssas rumaria ao Hearts da Escócia, terminando a carreira no fim da temporada 2007/08 ao serviço do 'seu' Panathinaikos.
De Fyssas em Portugal, ficam sobretudo, as memórias de boas exibições com a camisola 'encarnada'. Ah, e claro, o Euro 2004 que nos 'tirou' pela sua selecção...
Número de Jogos efectuados por Panagiottis Fyssas ao serviço do Benfica:
03/04 - 16 Jogos/1 Golo (14 no Campeonato; 2 na Taça de Portugal/1 Golo)
04/05 - 25 Jogos/0 Golos (16 no Campeonato; 3 na Taça UEFA; 6 na Taça de Portugal)
Palmarés de Panagiottis Fyssas no Benfica:
Campeonato Nacional I Divisão: 1 (2004/2005)
Taça de Portugal: 1 (2003/2004)
Também por isso, o "ConversasRedondas" aproveita a data, para recordar a passagem do antigo jogador pelo nosso futebol, mais concretamente, pelo Benfica.
Chegado à Luz a meio da época 2003/04, vindo do Panathinaikos, Fyssas vinha 'cotado' como um excelente jogador, algo que se veio a comprovar, diga-se, e rapidamente se impôs na lateral esquerda encarnada.
Fyssas efectuou a sua estreia com a camisola encarnada em Leiria, num célebre empate a três golos, fazendo ainda mais treze jogos no campeonato, sempre como titular.
No que diz respeito a jogos do campeonato, o lateral esquerdo ainda foi suplente não utilizado por uma ocasião, participando nos dois jogos mais decisivos dos benfiquistas na Taça de Portugal: Belenenses (meia-final) e FC Porto (final), com a particularidade de ter empatado a partida frente aos "Dragões", partida essa que os encarnados viriam a vencer por 2-1, conquistando dessa maneira, a Taça.
Na temporada seguinte, os encarnados conquistariam o campeonato, e Fyssas seria utilizado em dezasseis jogos, quinze deles como titular, sendo suplente não utilizado noutras quinze ocasiões, pois tinha a concorrência de Dos Santos no lado esquerdo da defesa.
Na Taça UEFA, o lateral grego participaria em apenas três jogos, todos eles como titular, sendo suplente não utilizado por seis vezes; enquanto na Taça de Portugal, participou em todos os jogos dos encarnados na competição (seis), sendo titular em quatro deles, inclusive na final que o Benfica acabaria por perder ante o V. Setúbal, num jogo em que Fyssas até foi substituído aos 55'.
Resta ainda dizer que na Supertaça Cândido de Oliveira frente ao FC Porto, o grego não saiu do banco, num troféu conquistado pelos portistas.
No final da temporada, Fyssas rumaria ao Hearts da Escócia, terminando a carreira no fim da temporada 2007/08 ao serviço do 'seu' Panathinaikos.
De Fyssas em Portugal, ficam sobretudo, as memórias de boas exibições com a camisola 'encarnada'. Ah, e claro, o Euro 2004 que nos 'tirou' pela sua selecção...
Número de Jogos efectuados por Panagiottis Fyssas ao serviço do Benfica:
03/04 - 16 Jogos/1 Golo (14 no Campeonato; 2 na Taça de Portugal/1 Golo)
04/05 - 25 Jogos/0 Golos (16 no Campeonato; 3 na Taça UEFA; 6 na Taça de Portugal)
Palmarés de Panagiottis Fyssas no Benfica:
Campeonato Nacional I Divisão: 1 (2004/2005)
Taça de Portugal: 1 (2003/2004)
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