domingo, 7 de outubro de 2012

Clássico: FC Porto 2-0 Sporting

Terminou com vitória do FC Porto, por 2-0, o clássico disputado esta noite no Dragão. Os portistas, donos e senhores do jogo ao longo dos noventa minutos, aumentaram e baixaram o ritmo sempre que quiseram, e aos dez minutos já venciam.
Jackson Martínez abriu o marcador com um golo soberbo, e James fechou as contas aos 83' minutos, na conversão de uma grande penalidade, não fazendo igual a Lucho, pois o argentino desperdiçou uma grande penalidade pouco antes de dar o lugar a Defour.
Aos dez minutos, já o FC Porto vencia, e até podia estar a vencer por 2-0: primeiro, Jackson Martínez isolado perante Rui Patrício aos seis minutos, não conseguiu bater o guardião luso; e quatro minutos depois, o mesmo Jackson parou a bola na coxa de costas para a baliza, e de calcanhar (!), bateu Patrício.
Pensava-se que a diferença entre ambas as equipas iria aumentar drasticamente a partir daqui, mas o Porto entrou numa toada - muito - mais calma.
Jogo lento, com poucas ou nenhumas oportunidades de golo, e o Sporting a terminar o primeiro tempo sem fazer um remate à baliza, salvando-se as tentativas de Izmailov, que Danilo impediu de rematar, e de Cédric, valendo aos da casa um carrinho de Fernando a desviar a bola para canto. Aos 18' minutos, já Vítor Pereira havia sido forçado a mexer na equipa, devido a lesão de Maicon.
O segundo tempo começou ainda com a ressaca do primeiro: jogo disputado a baixo ritmo, pouco emotivo, e com os técnicos a manterem os mesmos jogadores que haviam ido para o descanso.
Aos 55' minutos, Jorge Sousa assinalou uma grande penalidade muito discutível a favor do FC Porto, por pretensa mão na bola de Cédric, mas chamado a bater, Lucho atirou ao poste direito da baliza de Rui Patrício. Este foi, aliás, o terceiro penalti que o argentino falhou perante o internacional luso.
Aos 72' minutos, e num espaço de três minutos, Marcos Rojo viu dois cartões amarelos e recebeu ordem de expulsão, fragilizando ainda mais a sua equipa, que já de si, se encontra pouco motivada.
Após a entrada de Atsu, o Porto voltou a animar a partida, e a sete minutos dos noventa, James Rodríguez na conversão de nova grande penalidade - ainda mais duvidosa que a anterior -, desta feita a castigar um alegado puxão de Boulahrouz a Jackson, fechou as contas do marcador.
Pouco antes disso, o Sporting esteve perto de marcar, quando Pranjic na marcação de um livre lateral, obrigou Helton a uma defesa apertada para canto.
Destaque também, para o facto do Porto ter acabado a partida reduzido a dez elementos, por lesão de Alex Sandro à entrada para os últimos dez minutos de jogo.
Com o triunfo desta noite, o FC Porto volta a repartir a liderança do campeonato juntamente com o Benfica, enquanto que o Sporting caiu para o décimo lugar. Por aquilo que o clube é e representa, o décimo lugar é uma enorme falta de respeito aos sportinguistas.
Ficha de Jogo:

Jogo realizado no Estádio do Dragão, no Porto
Quarteto de Arbitragem composto por: Jorge Sousa (Árbitro Principal); Rui Licínio e Bertino Miranda (Árbitros Assistentes); Renato Gonçalves (Quarto Árbitro)

FC Porto (4-3-3): Helton; Danilo, Otamendi, Maicon (Mangala 18') e Alex Sandro; Fernando, Lucho (Defour 64') e João Moutinho; James, Jackson e Varela (Atsu 74').
Treinador: Vítor Pereira. Suplentes Não Utilizados: Fabiano; Castro, Kelvin e Kléber.

Sporting (4-3-3): Rui Patrício; Cédric, Marcos Rojo, Boulahrouz e Insúa; Elias (Viola 86'), Schaars e Izmailov (Adrien 59'); Pranjic, Van Wolfswinkel e Carrillo (Jeffrén 74').
Treinador: Oceano. Suplentes Não Utilizados: Marcelo; Xandão, Rinaudo e André Martins.

Disciplina:
Amarelos: Lucho 24'; James 27'; Schaars 34'; Fernando 40'; Carrillo 40'; Izmailov 50'; Pranjic 64'; Adrien 67'; Marcos Rojo 68' e 72'; Alex Sandro 78'; Boulahrouz 82'; Van Wolfswinkel 88'.
Vermelhos: Marcos Rojo 72'.

Marcador: 1-0 Jackson Martínez 10'; 2-0 James Rodríguez 83' G. P..

Espanha: Messi 2-2 Ronaldo

Terminou empatado a duas bolas o clássico espanhol entre Barcelona e Real Madrid, jogado esta noite em Camp Nou. Messi e Ronaldo, com dois golos cada, foram as grandes figuras do encontro, que mantém os merengues a oito pontos da turma culé.
Num jogo que começou com a habitual posse de bola catalã e com o Real a cobrir bem os espaços, apoderando-se até da bola e ficando com ela por vários minutos, só aos 23' minutos se viu um lance digno de ser considerado perigoso, e resultou em golo.
Ronaldo servido por Benzema já no interior da área culé, atirou forte e rasteiro de pé esquerdo, não dando grandes chances a Valdés, e fazendo a bola entrar juntinha ao poste.
Dois minutos volvidos, já os merengues podiam estar a vencer por 0-2, primeiro com Benzema a atirar ao poste, e de seguida, com Di Maria a falhar de forma miraculosa o segundo golo.
Praticamente na resposta a esta 'sobrecarga' do Real, Messi empatou a partida à passagem da meia-hora de jogo, aproveitando uma falha de Pepe no tempo de salto, com o central português a não conseguir cortar a bola, e com o mago argentino a finalizar de forma fácil para o empate.
Daí até ao intervalo, foi um pulinho. O Barcelona já tinha tomado conta da partida, e até havia sido forçado a 'queimar' uma substituição por lesão de Dani Alves aos 18' minutos, dando o lugar a Montoya.
Apesar de ter tido maior ascendente nos últimos quinze minutos do primeiro tempo, o Barça não conseguiu marcar, e recolheu aos balneários empatado a uma bola.
A etapa complementar começou por se desenrolar um pouco à imagem daquilo que haviam sido os primeiros quinze/vinte minutos do primeiro tempo, e com Messi a dar novo ânimo à partida, quando a sensivelmente meia-hora do fim, na marcação de um livre directo, apontou um belo golo.
Mourinho lançou de imediato Higuaín por troca com Benzema, mas seria Ronaldo a restabelecer novo empate, quando aos 66' minutos, isolado de forma primorosa por Özil, finalizou com grande classe e, sem saber, assinou o fecho das contas do marcador.
Até final, o Barça teve sempre sinal mais, procurando chegar à vitória, e ficou perto de o conseguir a dois minutos dos noventa, quando Montoya atirou forte, mas à trave de Casillas.
O empate é, por aquilo que se passou durante o decorrer da partida, um resultado justo. Com este resultado, a equipa catalã foi igualada pelo Atlético Madrid na liderança, enquanto que o Real, escusado será dizer, mantém-se a oito pontos dos blaugrana e do primeiro lugar.
Em Itália, nota para a vitória do Inter no derby de Milão, sobre o Milan, por 1-0.
Ficha de Jogo:

Jogo realizado no Estádio Camp Nou, em Barcelona - Espanha
Árbitro Principal: Carlos Ferreiro

Barcelona (4-3-3): Valdés; Dani Alves (Montoya 18'), Mascherano, Adriano e Jordi Alba; Busquets, Xavi e Iniesta; Pedro, Messi e Fàbregas (Alexis Sánchez 62').
Treinador: Tito Vilanova. Suplentes Não Utilizados: Pinto; Bartra, Song, Sergi Roberto e David Villa.

Real Madrid (4-2-3-1): Casillas; Arbeloa, Pepe, Sergio Ramos e Marcelo; Khedira e Xabi Alonso; Di Maria (Essien 87'), Özil (Kaká 80') e Ronaldo; Benzema (Higuaín 62').
Treinador: José Mourinho. Suplentes Não Utilizados: Adán; Raúl Albiol, Fábio Coentrão e Modrić.

Disciplina:
Amarelos: Pedro 40'; Xabi Alonso 43'; Busquets 54'; Özil 58'; Pepe 78'; Arbeloa 90'.

Marcador: 0-1 Ronaldo 23'; 1-1 Messi 31'; 2-1 Messi 61'; 2-2 Ronaldo 66'.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

II Divisão: Coimbrões lidera com guarda-redes goleador

(Ivo está na sua terceira temporada consecutiva ao serviço do SC Coimbrões.)
Os anos passam, e a dúvida persiste: porque razão o concelho de Vila Nova de Gaia, não tem e nunca teve, uma equipa nos escalões profissionais?
O mais perto que isso esteve de acontecer foi em 2004, quando os Dragões Sandinenses falharam por muito pouco a subida à Liga de Honra. Depois da descida dos sandinenses à III Divisão em 06/07, dois anos depois do Vilanovense ter seguido o mesmo caminho, Gaia só voltou a ter uma equipa no terceiro escalão na temporada 10/11, aquando da subida do Coimbrões.
A turma coimbronense vai então na sua terceira temporada consecutiva na II Divisão, e lidera para já de forma sensacional, a Zona Centro, com nove pontos em nove possíveis.
Se a vitória da primeira jornada, ante o Lusitânia, por uma bola a zero, não teve momentos 'marcantes', o mesmo não se pode dizer dos jogos seguintes: o último jogo, da terceira jornada, que os gaienses venceram o Pampilhosa em casa por 3-1, teve como momento mais marcante, o regresso de Pedro Tavares aos relvados, após quase um ano de ausência. O extremo enfrentou aquela que foi, certamente, a batalha mais dura da sua vida até então: venceu um cancro, e voltou a poder fazer o que mais gosta.
Uma semana antes, em Nogueira do Cravo - Oliveira do Hospital, o Coimbrões bateu o Nogueirense por 3-2, num jogo cheio de emoções fortes: logo aos quarenta segundos de jogo, o guarda-redes dos gaienses, Ivo, tentou colocar a bola no avançado Nuno Pinto, mas esta foi directamente para a baliza contrária, abrindo o marcador favorável à sua equipa.
Depois disso, Ivo tornar-se-ia ainda mais no "homem do jogo", pois defendeu uma grande penalidade que a ser convertida, seria para o 2-2. E quando já nada o fazia prever, Carlos Sousa aos 90+2' minutos, assegurou a vitória para o Coimbrões.
Ao blogue, o guardião Ivo, falou sobre a sua 'experiência' inédita:
"Foi uma situação inédita, pois nunca tinha feito golo. A sensação é algo inexplicável, nos primeiros momentos nem queria acreditar, mas a verdade é que aconteceu. Nunca tinha vivido uma situação semelhante, nem a favor nem contra, por isso, foi altura de festejar."
No próximo domingo, o Coimbrões desloca-se a Castelo Branco, para defrontar o Benfica local, na quarta jornada da Zona Centro da II Divisão.
Será o Coimbrões, a primeira equipa de Gaia a disputar um campeonato profissional?

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Liga Europa: Portugueses não sabem vencer

(Boulahrouz, que acabaria substituído aos 71' minutos, parece ganhar a um jogador do Videoton.)
Continua a 'malapata' portuguesa na fase de grupos da Liga Europa. Decorridas que estão agora duas jornadas, nenhuma equipa portuguesa logrou vencer, com o saldo português a resumir-se a três empates e três derrotas.
No Grupo B, a Académica cedeu um decepcionante empate caseiro frente ao Hapoel Tel-Aviv, a uma bola. Logo aos dois minutos do segundo tempo, Salim Cissé abriu o marcador favorável aos 'estudantes', e já depois de Marinho ter ficado perto de fazer um grande golo - a bola bateu na trave -, Omer Damari empatou a partida no segundo minuto do tempo de compensação. Balde de água fria em Coimbra.
Na próxima jornada, que se disputa no próximo dia 25 de Outubro, a Briosa desloca-se a Madrid, para defrontar o Atlético local.
No Grupo D, o Marítimo perdeu por 2-0 na Bélgica, frente ao Club Brugge, com Carlos Bacca a ser o 'carrasco' dos insulares, pois o colombiano além de inaugurar o marcador aos 57' minutos, assistiu Vleminckx para o segundo golo ao minuto 71'.
Na próxima jornada, os madeirenses recebem o Bordeaux de França.
Finalmente, no Grupo D, o Sporting sofreu uma humilhante e pesada derrota na Hungria, frente ao Videoton, por 3-0. O brasileiro Paulo Vinícius abriu o activo à passagem do minuto quinze, e o português Fílipe Oliveira aumentou a contagem aos 21' minutos. A dez minutos do intervalo, e aproveitando um erro de Boulahrouz, Nemanja Nikolic fechou as contas do marcador.
Após esta derrota, já circulam várias notícias na imprensa, que dão conta de uma mais que provável saída de Ricardo Sá Pinto do comando técnico dos 'leões'. Destaque ainda para a curiosidade de Renato Neto ter sido suplente utilizado na equipa de Paulo Sousa, ele que está emprestado pelo...Sporting. Marco Caneira também foi titular nesta partida, tendo actuado os noventa minutos.
Na próxima jornada, o Sporting desloca-se à Bélgica, para defrontar o Genk.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Liga dos Campeões: FC Porto 1-0 PSG

Muito Porto para pouco PSG. Assim se resume de forma breve, uma partida que os dragões dominaram de princípio ao fim, e venceram 'apenas' por uma bola a zero, com os números do triunfo a serem escassos, dadas as várias oportunidades de golo que os portistas desperdiçaram.
Perante um topo Norte praticamente despido de adeptos parisienses, o FC Porto podia ter marcado por duas vezes nos primeiros cinco minutos: primeiro, James fez um fraco desvio de cabeça; e de seguida, Moutinho teve tudo para inaugurar o placard, mas atirou à malha lateral.
Depois, depois bem, veio a resposta parisiense pelo suspeito do costume: Helton entregou mal e Nenê cruzou direitinho para a cabeça de Ibrahimovic, com o sueco a cabecear ao lado, quando estavam decorridos onze minutos.
Seis minutos depois, Moutinho voltou a ameaçar, com um remate a rasar o poste direito da baliza de Sirigu, e a resposta francesa veio novamente por Ibrahimovic, com o sueco a arrancar em posição legal, e a desviar um cruzamento vindo da esquerda com o calcanhar, tentando fazer um golo do outro Mundo. Helton mostrou-se atento, e recuou a tempo de desviar para canto.
Até ao intervalo, mais duas oportunidades para o FC Porto: primeiro, Jackson cabeceou ao lado; e depois, James viu Sirigu negar-lhe o golo.
Se a primeira parte dos portistas havia sido avassaladora em termos ofensivos e de construção de jogo, a segunda parte continuou assim: a praticar um bom futebol, à turma da casa só faltava o golo.
E em menos de dez minutos, os dragões tiveram três boas oportunidades para marcarem: Jackson aos 52', demorou a rematar; James aos 59', quase fazia um bonito golo com um remate à meia-volta; e Varela no minuto seguinte, isolado perante Sirigu, rematou contra os pés do guardião italiano.
À entrada para o minuto 73', e em simultâneo, Vítor Pereira lançou Atsu, e Carlo Ancelotti lançou Lavezzi. O argentino esteve apenas oito minutos em campo, pois aos 81' seria substituído pelo compatriota Pastore, mas ainda teve tempo para testar as qualidades de Helton, com um remate à entrada da área.
Atsu também teve tempo para testar as qualidades do guarda-redes adversário, mas não só: o ganês agitou por completo o futebol portista, criando duas ocasiões para marcar, primeiro com um cruzamento-remate, obrigando Sirigu a ceder canto; e depois com um remate para defesa apertada do italiano.
Até que quando o Dragão começava a ficar impaciente, James apontou o golo do triunfo aos 83' minutos, acabando de vez com o losango 'suicida' de Ancelotti: após dois ressaltos de cabeça na área, na sequência de um cruzamento de Moutinho na esquerda, James finalizou de primeira com um belo remate de pé esquerdo, colocando uma enorme justiça no marcador.
O PSG foi claramente inofensivo no segundo tempo, criando apenas algum 'frison' nas bancadas já em período de compensação, quando ganhou um livre lateral na esquerda do seu ataque.
Com este triunfo, o FC Porto lidera o Grupo A com seis pontos, sendo que no outro jogo do grupo, o Dinamo Kiev bateu o Dinamo Zagreb por 2-1. Na próxima ronda, o FC Porto recebe o Dinamo Kiev, enquanto que o PSG se desloca a Zagreb.
Ficha de Jogo:

Jogo realizado no Estádio do Dragão, no Porto
Quarteto de Arbitragem composto por: Howard Webb (Árbitro Principal - Inglaterra); Michael Mullarkey e Darren Cann (Árbitros Assistentes); Stephen Child (Quarto Árbitro)

FC Porto (4-3-3): Helton; Danilo, Otamendi, Maicon e Alex Sandro; Fernando, João Moutinho e Lucho (Defour 81'); James Rodríguez (Mangala 90+1'), Jackson Martínez e Varela (Atsu 73').
Treinador: Vítor Pereira. Suplentes Não Utilizados: Fabiano; Miguel Lopes, Castro e Kléber.

PSG (4-4-2): Sirigu; Van der Wiel (Jallet 62'), Thiago Silva, Sakho e Maxwell; Verratti, Chantôme, Matuidi e Nenê; Ibrahimovic e Ménez (Lavezzi 73'; substituído por Pastore aos 81').
Treinador: Carlo Ancelotti. Suplentes Não Utilizados: Douchez; Alex, Armand e Kevin Gameiro.

Disciplina:
Amarelos: Thiago Silva 06'; Fernando 45+1'; Jallet 71'.

Marcador: 1-0 James Rodríguez 83'.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Liga dos Campeões: Benfica 0-2 Barcelona

Este Barça é um fenómeno. Sem esforçar muito, a equipa culé demonstrou o seu perfume na hora de trocar a bola, e venceu calmamente por 2-0 na Luz, conservando a liderança do Grupo G da Liga dos Campeões.
Aos seis minutos, já os catalães venciam, com assistência de Messi e com Alexis Sánchez, no meio dos centrais encarnados, a bater Artur.
Porém, antes e depois disso, foi o Benfica quem teve as melhores chances para marcar: Bruno César logo aos três minutos, disparou forte para uma defesa apertada de Valdés; e aos onze minutos, Lima assistido de forma primorosa por Gaitán, entrou na área e rematou contra Valdés.
Depois de quinze minutos fortes, apenas 'manchados' com o golo de Alexis, o Benfica sucumbiu à troca de bola catalã, e foi então a vez dos 'culés' criarem oportunidades para marcar: aos 22' minutos, Pedro obrigou Artur a defesa apertada para canto; e dois minutos volvidos, Alexis Sánchez isolado perante o guardião brasileiro, atirou para a bancada.
Apesar de tudo, os encarnados saíam para o intervalo de cabeça erguida, com a consciência de que era quase impossível fazerem melhor perante o 'tiki-taka' blaugrana.
Jorge Jesus deixou Bruno César no balneário e lançou Carlos Martins para o segundo tempo, mas seria novamente Messi a decidir o rumo da partida: aos 55' minutos, o melhor jogador do Mundo conduziu a bola até à entrada da área benfiquista, e soltou-a direitinha para Fàbregas, que perante Artur, não teve dificuldades em bater o guardião encarnado. Estava feito o 0-2, a mais de meia-hora do fim.
Depois disso, Salvio e Jardel ainda ficaram perto do golo, e o Barça aproveitava-se da quebra benfiquista, para trocar a bola bem ao seu gosto, ficando perto de vencer por outros números.
Ainda houve tempo para mais dois 'casos', um deles dramático: aos 76' minutos, azar para Puyol que caiu mal na sequência de um pontapé de canto, e sofreu uma luxação no ombro esquerdo, que o afastará dos relvados durante algum tempo; e em cima do minuto noventa, cartão vermelho a Busquets, por acesa disputa de bola com Matic e Maxi Pereira.
No outro jogo do grupo, o Celtic venceu em Moscovo, na casa do Spartak, por 3-2 e é segundo. Na próxima jornada, é a vez do Benfica visitar o Estádio Luzhniki em Moscovo, enquanto que o Barcelona recebe o Celtic.
Ficha de Jogo:

Jogo realizado no Estádio da Luz, em Lisboa
Quarteto de Arbitragem composto por: Cüneyt Çakır (Árbitro Principal - Turquia); Bahattin Duran e Tarik Ongun (Árbitros Assistentes); Mustafa Eyisoy (Quarto Árbitro)

Benfica (4-3-3): Artur; Maxi Pereira, Jardel, Garay e Melgarejo; Matic, Bruno César (Carlos Martins 45') e Enzo Pérez (Aimar 59'); Salvio, Lima e Gaitán (Nolito 74').
Treinador: Jorge Jesus. Suplentes Não Utilizados: Paulo Lopes; Miguel Vítor, André Almeida e Rodrigo.

Barcelona (4-3-3): Valdés; Daniel Alves, Puyol (Alex Song 77'), Mascherano e Jordi Alba; Busquets, Xavi e Fàbregas (Iniesta 71'); Pedro (David Villa 81'), Alexis Sánchez e Leo Messi.
Treinador: Tito Vilanova. Suplentes Não Utilizados: Pinto; Adriano, Sergi Roberto e Tello.

Disciplina:
Amarelos: Fàbregas 19'; Pedro 28'; Bruno César 38'; Carlos Martins 84'; Matic 86'; Maxi Pereira 89'.
Vermelhos: Busquets 88'.

Marcador: 0-1 Alexis Sánchez 06'; 0-2 Fàbregas 55'.

Liga dos Campeões: Galatasaray 0-2 Sp. Braga

Terceira deslocação à Turquia, terceira vitória do Sp. Braga, desta feita no terreno do Galatasaray, na segunda jornada do Grupo H  da Liga dos Campeões.
Os minhotos venceram por 2-0, com golos de Rúben Micael e Éder, e alcançaram o Cluj na segunda posição, uma vez que os romenos perderam em casa frente ao Man. United, por 2-1.
É uma vitória com selo de qualidade, esta registada pelos bracarenses, que aguentaram e bem, o 'inferno' vivido nas bancadas do Turk Telekom Arena.
Beto foi o 'porta-estandarte' da solidez defensiva com que os minhotos se apresentaram em solo turco: aos sete minutos, fez uma defesa apertada a remate de Emre Çolak, e passado algum tempo, viu Douglão evitar o golo do 'Gala' com um corte providencial.
Aguentada e ultrapassada a pressão turca nos primeiros vinte/vinte e cinco minutos de jogo, o Braga caminhou em direcção ao golo: aos 27' minutos, depois de uma arrancada de Éder, e após uma defesa incompleta de Muslera a remate de Rúben Amorim, Rúben Micael encostou para o fundo da baliza.
A defesa do Galatasaray acusou o golo, e começou a conceder espaços e cometer erros. Éder, por duas vezes, podia ter ampliado a vantagem ainda no primeiro tempo, mas primeiro permitiu a defesa de Muslera, e de seguida não conseguiu empurrar para a baliza, uma bola que havia sido primeiramente cabeceada por Douglão.
Ainda assim, Burak Yilmaz teve na cabeça a última oportunidade de golo do primeiro tempo, quando no meio dos centrais minhotos, cabeceou ao lado.
Fatih Terim não gostava do resultado, e viu a segunda equipa fazer pela vida no segundo tempo, esbarrando apenas num 'muro' chamado Beto, que defendeu o que havia para defender e ainda contou com uma preciosa ajuda da trave, à entrada para os últimos quinze minutos.
Aos 59' minutos, o guardião internacional português evitou o golo de Burak Yilmaz com uma defesa, e aos 71' negou o empate a Riera, com nova intervenção segura e decisiva.
O grande momento da partida aconteceu aos 77' minutos, quando Aydin Yilmaz rematou forte, com Beto a fazer uma enorme defesa e a desviar a bola para a trave.
Os bracarenses resistiram à pressão, Peseiro lançou Djamal para o lugar de Hugo Viana logo de seguida, e Alan 'matou' o jogo no último minuto do período de compensação, concluindo com grande estilo uma arrancada de Éder pela esquerda.
Os Oitavos-de-Final continuam a ser um 'sonho' bem real para o Sp. Braga, que na próxima ronda se desloca a Old Trafford, para defrontar o Manchester United. O Galatasaray recebe o Cluj.
Ficha de Jogo:

Jogo realizado no Estádio Turk Telekom Arena, em Istanbul - Turquia
Quarteto de Arbitragem composto por: Tom Harald-Hagen (Árbitro Principal - Noruega); Dag-Roger Nebben e Magnus Lundberg (Árbitros Assistentes); Geir Åge Holen (Quarto Árbitro)

Galatasaray (4-4-2): Muslera; Eboué, Kaya, Nounkeu e Riera; Amrabat (Aydin Yilmaz 45'), Felipe Melo (Elmander 75'), Selçuk Inan e Çolak (Kurtuluş 77'); Buruk Yilmaz e Bulut.
Treinador: Fatih Terim. Suplentes Não Utilizados: Ceylan; Cris, Hakan Balta e Sarıoğlu.

Sp. Braga (4-5-1): Beto; Salino, Douglão, Paulo Vinícius e Ismaily (Hélder Barbosa 82'); Custódio, Hugo Viana (Djamal 76'), Alan, Rúben Micael (Nuno André Coelho 90+2') e Rúben Amorim; Éder.
Treinador: José Peseiro. Suplentes Não Utilizados: Quim; Mossoró, Michel e Paulo César.

Disciplina:
Amarelos: Felipe Melo 02'; Alan 31'; Nounkeu 41'; Hugo Viana 46'; Custódio 90+1'.

Marcador: 0-1 Rúben Micael 27'; 0-2 Alan 90+4'.

Rúben Gouveia: "É uma sensação de dever cumprido"

(Há sete meses em Angola, Rúben Gouveia está a gostar da sua experiência em terras africanas.)
Ainda a viver em clima de festa pela conquista do título angolano ao serviço do Recreativo Libolo, Rúben Gouveia falou ao blogue sobre aquilo que está a ser a sua experiência no continente africano.
O médio, que em Portugal nunca passou da II Divisão B, foi uma das mais importantes peças do 'Recre' na caminhada para o título, tendo para já, quatro golos apontados no campeonato.
Como não poderia deixar de ser, a primeira questão está desde logo relacionada com a conquista do título. Para Rúben Gouveia, foi uma "sensação de dever cumprido":
"É uma sensação espectacular, e principalmente, uma sensação de dever cumprido, pois ao fim de tantos meses de trabalho, tivemos esta enorme alegria. São, sem dúvida, momentos muito bons."
Em Angola desde Fevereiro deste ano, Rúben Gouveia fala dos motivos que o levaram a emigrar, e também da adaptação a uma nova realidade, cultural e futebolisticamente:
"Os motivos que me levaram a vir para Angola, foram muito simples: primeiro, tratava-se de uma experiência nova, e depois tinha a oportunidade de jogar na I Liga. No que toca à adaptação, digamos que foi boa, pois fui muito bem recebido. Em relação ao futebol angolano, já sabia 'ao que vinha', porque tinha visto vídeos, e fiquei com a ideia de que havia muito contacto e jogadores que correm muito, mas que mesmo assim, têm grande qualidade."
Antes de representar o Recreativo Libolo, Rúben Gouveia vestia a camisola do Torreense, que se apresentava como forte candidato a vencer a Zona Sul da II Divisão. Em Dezembro, o médio natural de Lisboa, assinou contrato com o clube angolano, aproveitando também o facto da sua mãe ser angolana, o que facilitava um pouco mais o processo.
Ao fim de sete meses em terras angolanas, Gouveia já obteve dupla-nacionalidade, podendo assim ser chamado à principal selecção 'palanca'. O jogador não descarta essa hipótese, nem assume 'preferência' entre Portugal e Angola:
"Penso que ser chamado a uma Selecção, seja ela qual for, é um presente para qualquer jogador. A angolana não foge à regra, pelo que representar uma dessas Selecções, Portugal ou Angola, seria sempre um grande orgulho."
Rúben Gouveia nunca pisou um palco profissional em Portugal, e essa é uma das razões que fizeram o médio emigrar. Agora, sendo campeão angolano em título, mostra-se muito tranquilo em relação ao seu futuro:
"Neste momento, estou em Angola a jogar, e o futuro a Deus pertence. Claro que gostava de ter uma oportunidade como profissional em Portugal, mas no momento certo escolherei o que for melhor para mim."
Rúben Sílvio Lino Gouveia, nasceu a 13 de Março de 1985 em Lisboa. Começou a jogar futebol no SL Olivais, de onde se transferiu para o Sporting, e posteriormente para Oriental e Alverca, onde terminou a sua formação. Como sénior, representou D. Beja, Sintrense, E. V. Novas, Peniche, Real Massamá, At. Reguengos e Torreense, antes de emigrar para Angola e pela segunda vez na sua carreira, pois em 08/09 já havia representado o Halesowen Town de Inglaterra.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

II Divisão: 3ª Jornada

(Padroense 0-0 Boavista - autoria: blogue "The Boavista Footballers".)
A terceira jornada da II Divisão, trouxe a primeira perca de pontos para um dos líderes: neste caso, foi o D. Chaves, na Zona Norte, que empatou em casa com o Famalicão a uma bola.
Aliás, o empate continua a ser o resultado predominante nesta zona, pois nesta ronda registaram-se mais cinco igualdades, duas delas sem golos: Padroense - Boavista e Limianos - Varzim. Vilaverdense e Joane empataram a uma bola, tal como Ribeirão e Tirsense.
O Vizela derrotou o Gondomar por 2-1, mesmo resultado com que o Mirandela levou de vencida o Amarante, e o Fafe bateu o Infesta.
Na Zona Centro, o Coimbrões bateu o Pampilhosa por 3-1 e continua líder de forma isolada, tendo já quatro pontos de avanço para a segunda posição, que é neste momento ocupada por quatro equipas: Cinfães e BC Branco, que empataram a uma bola: Sp. Espinho, que não foi além de um nulo caseiro frente ao Bustelo;  e o Tocha, que bateu o Nogueirense por 3-0.
Ao vencer em Anadia por uma bola a zero, o Cesarense estreou-se a vencer no campeonato, tal como o Ac. Viseu, que goleou o Lusitânia por 5-1, e como o Operário, que venceu em SJ Vêr por 2-1. Tourizense e Sousense empataram a três bolas.
Na Zona Sul, o Fátima venceu o Casa Pia por uma bola a zero e mantém-se firme na liderança, sendo que o maior destaque da jornada, vai para a goleada imposta pelo Carregado ao Futebol Benfica: 8-2! A turma de Alenquer divide a segunda posição juntamente com o Mafra, que ontem não jogou, devido à falta de comparência do Ribeira Brava, pelo que os três pontos deverão ser atribuídos à equipa mafrense. O Sertanense bateu o Louletano por uma bola a zero.
1º de Dezembro e U. Leiria empataram a uma bola, tal como Farense e Oeiras. No derby da capital, o Oriental bateu o Torreense por 2-1, enquanto que o Quarteirense venceu o Pinhalnovense por 2-0.
A II Divisão regressa no próximo fim-de-semana.

III Divisão: 3ª Jornada

(Penalva do Castelo 3-2 Parada - autoria: blogue do SC Penalva do Castelo.)
Disputou-se ontem a terceira jornada da III Divisão, com o Ronfe a assumir a liderança isolada da Série A, depois de vencer na casa do Merelinense, um dos anteriores líderes, por 3-1, e aproveitando também a derrota caseira do Ponte da Barca frente ao Marinhas, por 1-2. O Vianense bateu o Monção por três golos sem resposta.
Bragança e Taipas que bateram Melgacense e Esposende, por 3-1 e 2-1 respectivamente, estão agora de 'mãos dadas' na segunda posição, enquanto que Maria da Fonte e Santa Maria empataram a duas bolas.
Na Série B, o Felgueiras bateu o Pedras Rubras por 3-0 e assumiu a liderança isolada, aproveitando o empate caseiro do Lousada frente ao Santa Eulália, a uma bola. A Oliveirense bateu o Vila Real por 2-0, e alcançou os lousadenses na segunda posição.
Al. de Lordelo e Serzedelo empataram a uma bola, enquanto que Rebordosa e Leça empataram a duas bolas. O Paredes derrotou o Vila Meã por 3-0.
Na Série C, num duelo entre equipas anteriormente habituadas a outros palcos, o U. Lamas recebeu e venceu o Salgueiros por uma bola a zero, e divide agora a liderança com o Grijó, que bateu o Aguiar da Beira por 2-0. O Estarreja venceu na casa do Alba por 1-0, e parece estar em recuperação.
Também por 1-0 e fora de portas, o Oliv. de Frades derrotou o Sampedrense, Oliv. do Bairro e Avanca empataram a três bolas, enquanto que o Penalva do Castelo venceu o Parada por 3-2.
Na Série D, Sernache e Sourense não desarmam na liderança: os sernachenses bateram o Alcanenense por 3-0, mesmo resultado com que o Sourense 'despachou' o Pombal.
O Caldas bateu o Mortágua por 2-1, e subiu à terceira posição juntamente com o Penelense, que derrotou o Beneditense por uma bola a zero. Alcobaça e Oliv. do Hospital empataram a duas bolas, tal como Marinhense e Torres Novas.
Na Série E, o Sacavenense bateu o Amora por 3-0 e mantém-se líder, agora com dois pontos de avanço para três equipas: Sintrense, que goleou o Barreirense por 4-0; Fabril, que goleou o Peniche por 5-1; e Lourinhanense, que venceu por uma bola a zero na casa do Real.
Pêro Pinheiro e Tires empataram sem golos, enquanto que o Eléctrico 'brindou' o Cartaxo com cinco golos sem resposta.
Na Série F, apareceram os primeiros empates, e assistiu-se ao desmantelamento do grupo da frente, que era composto por cinco equipas, e agora tem apenas um líder: é o U. Montemor, que venceu o Moura por 2-1. Esp. de Lagos e Aljustrelense empataram fora, e dividem a segunda posição: os algarvios sem golos na casa do Reguengos; os alentejanos na casa da Juv. de Évora a uma bola.
O Lagoa venceu o Vasco da Gama por 2-1, mesmo resultado com que o Lusitano VRSA foi ganhar ao terreno do Castrense. O Sesimbra venceu no Monte Trigo por 3-2.
Na Série Açores, o Angrense alcançou um resultado que já não se usa: 'deu' 12-0 ao Flamengos! O Praiense, que venceu em casa do Santiago por uma bola a zero, e o Praínha, que bateu o Barreiro por 3-0, repartem a liderança com a turma de Angra do Heroísmo.
O Marítimo da Graciosa bateu o Vitória do Pico por 2-0, enquanto que Rabo de Peixe e Sp. Ideal empataram a uma bola.
A III Divisão regressa no próximo fim-de-semana.