O ConversasRedondas vem por este meio desejar a todos os seus amigos, leitores e visitantes, um
feliz ano de 2013.
Não descurem os vossos objectivos e as vossas ambições, pois tudo é impossível até ser feito.
Bom ano para todos, e não se esqueçam do mais importante: Paz, Amor e União!
Raúl Paiva.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
II Divisão: 13ª Jornada
(São João de Vêr 0-0 Tocha - cortesia: jornal 'TerrasdaFeira'.)
No jogo grande da jornada treze da Zona Norte da II Divisão, Ribeirão e Mirandela empataram a duas bolas, num resultado que beneficia o D. Chaves que, recordo, havia sido derrotado em casa pelo Limianos (2-1), no passado dia 2 de Dezembro. No jogo mais 'carismático' da jornada, Varzim e Famalicão não conseguiram sair do nulo, enquanto que noutro jogo 'mediático', o Boavista bateu o Gondomar por 2-1.
O Vizela alcançou a goleada da jornada, ao vencer em casa do Infesta por uns expressivos 5-1. Amarante e Joane também não saíram do nulo, enquanto que Tirsense e Vilaverdense empataram a uma bola. O Fafe venceu o Padroense por duas bolas a uma.
Na Zona Centro, o Anadia venceu o Coimbrões por 2-0 e beneficiou do nulo do Cinfães em Cesar, frente ao Cesarense, para assumir a liderança isolada do campeonato. O Sp. Espinho empatou em casa a duas bolas frente ao Ac. Viseu noutro jogo 'carismático' desta II Divisão, enquanto que o BC Branco perdeu por 2-1 no terreno do Pampilhosa.
SJ Vêr e Tocha não conseguiram marcar e ficaram ambos a zero, enquanto que o Tourizense venceu por uma bola a zero em casa do Operário. O Sousense também venceu fora de portas, neste caso no terreno do Nogueirense por 2-1, e num duelo entre aflitos, o Lusitânia bateu o Bustelo também por duas bolas a uma.
Na Zona Sul, o Mafra venceu por 2-1 em casa do Oriental e reforçou a liderança, tendo agora quatro pontos de vantagem para o Farense, que havia perdido no terreno do Casa Pia por 1-0 no passado dia 2 de Dezembro. À semelhança do Casa Pia - Farense, haviam-se disputado mais dois jogos neste dia: Sertanense 4-0 Carregado e Ribeira Brava 1-2 Torreense.
A U. Leiria subiu à terceira posição depois de vencer o Oeiras por uma bola a zero, mesmo resultado com que o Futebol Benfica bateu o Pinhalnovense. Fátima e 1º de Dezembro empataram a duas bolas, enquanto que Louletano e Quarteirense empataram a um golo.
A II Divisão regressa no próximo fim-de-semana.
No jogo grande da jornada treze da Zona Norte da II Divisão, Ribeirão e Mirandela empataram a duas bolas, num resultado que beneficia o D. Chaves que, recordo, havia sido derrotado em casa pelo Limianos (2-1), no passado dia 2 de Dezembro. No jogo mais 'carismático' da jornada, Varzim e Famalicão não conseguiram sair do nulo, enquanto que noutro jogo 'mediático', o Boavista bateu o Gondomar por 2-1.
O Vizela alcançou a goleada da jornada, ao vencer em casa do Infesta por uns expressivos 5-1. Amarante e Joane também não saíram do nulo, enquanto que Tirsense e Vilaverdense empataram a uma bola. O Fafe venceu o Padroense por duas bolas a uma.
Na Zona Centro, o Anadia venceu o Coimbrões por 2-0 e beneficiou do nulo do Cinfães em Cesar, frente ao Cesarense, para assumir a liderança isolada do campeonato. O Sp. Espinho empatou em casa a duas bolas frente ao Ac. Viseu noutro jogo 'carismático' desta II Divisão, enquanto que o BC Branco perdeu por 2-1 no terreno do Pampilhosa.
SJ Vêr e Tocha não conseguiram marcar e ficaram ambos a zero, enquanto que o Tourizense venceu por uma bola a zero em casa do Operário. O Sousense também venceu fora de portas, neste caso no terreno do Nogueirense por 2-1, e num duelo entre aflitos, o Lusitânia bateu o Bustelo também por duas bolas a uma.
Na Zona Sul, o Mafra venceu por 2-1 em casa do Oriental e reforçou a liderança, tendo agora quatro pontos de vantagem para o Farense, que havia perdido no terreno do Casa Pia por 1-0 no passado dia 2 de Dezembro. À semelhança do Casa Pia - Farense, haviam-se disputado mais dois jogos neste dia: Sertanense 4-0 Carregado e Ribeira Brava 1-2 Torreense.
A U. Leiria subiu à terceira posição depois de vencer o Oeiras por uma bola a zero, mesmo resultado com que o Futebol Benfica bateu o Pinhalnovense. Fátima e 1º de Dezembro empataram a duas bolas, enquanto que Louletano e Quarteirense empataram a um golo.
A II Divisão regressa no próximo fim-de-semana.
III Divisão: 12ª Jornada
(Grijó 1-3 Penalva do Castelo - autoria: blogue do SC Penalva do Castelo.)
O início da segunda volta da III Divisão ficou marcado também pelo último jogo da competição no corrente ano de 2012, que, como todos logicamente sabem, chega hoje ao fim.
Na Série A, depois do Ronfe ter vencido por uma bola a zero em Esposende na passada semana, o Vianense bateu o líder Bragança por 2-1, e tornou-se na primeira equipa a conseguir derrotar os brigantinos na prova. Melgacense e Taipas empataram a uma bola.
O Maria da Fonte venceu por 4-2 no terreno do Monção, enquanto que o Santa Maria bateu o Ponte da Barca por 2-0. O Marinhas 'despachou' o Merelinense, vencendo por 3-0.
Na Série B, a Oliveirense venceu por 3-1 em Pedras Rubras e beneficiou da derrota do Felgueiras na casa do Serzedelo por 2-0, para assumir a liderança isolada. O Vila Meã levou a melhor sobre o Vila Real num duelo de 'vilas', e ao vencer por 2-1, conquistou o primeiro triunfo na prova.
Há uma semana atrás já se haviam realizado três jogos: Santa Eulália 1-2 Paredes; Rebordosa 0-1 Lousada; e Leça 1-1 Al. de Lordelo.
Na Série C, o Estarreja venceu o Avanca por uma bola a zero e continua firme na liderança. O Salgueiros continua na perseguição, tendo ganho por 4-2 ao Sampedrense, enquanto que o Grijó continua a 'desiludir', e sábado perdeu em casa frente ao Penalva do Castelo por 3-1.
O Alba venceu na casa do Parada por 3-0 e é terceiro, enquanto que o U. Lamas venceu por uma bola a zero no terreno do Aguiar da Beira. Num duelo de 'oliveiras', o do Bairro já havia ganho por 4-1 no terreno do de Frades, no passado dia 2 de Dezembro.
Na Série D, o Pombal foi derrotado em casa pelo Caldas por 2-1, e além de ter sido alcançado pelos caldenses na liderança, foi também igualado pelo Oliv. do Hospital, que bateu o Beneditense por uma bola a zero. Alcanenense e Sourense empataram a uma bola.
O Sernache foi surpreendido no seu próprio terreno pelo Marinhense, e perdeu por 2-1, enquanto que o Penelense venceu por 2-0 na casa do Mortágua e está agora 'às portas' do sexto lugar. O Torres Novas venceu o Alcobaça por 3-2.
Na Série E, o Sacavenense continua num mau momento e ao ser derrotado em Peniche por 1-0, perdeu a liderança para Barreirense e Fabril: os fabris golearam na casa do Cartaxo por 5-1, enquanto que o Barreirense levou a melhor sobre o Amora, tendo ganho por 2-1.
O Sintrense foi vencer a casa do Lourinhanense por 2-1, e além de 'descolar' dos homens da Lourinhã, subiu à terceira posição de forma isolada. O Tires bateu o Eléctrico por uma bola a zero e entrou na luta pelos seis primeiros lugares, enquanto que o Pêro Pinheiro venceu o Real por 3-2.
Na Série F, o líder U. Montemor já havia ganho na semana passada ao Lusitano VRSA por 1-0, e este fim-de-semana viu que os seus mais directos rivais não vão conceder facilidades: o Esp. de Lagos goleou o Lagoa por 5-1; enquanto que o Moura venceu em Sesimbra por 2-0.
O At. Reguengos bateu a Juv. de Évora por uma bola a zero e consolidou a quarta posição, enquanto que o Aljustrelense venceu o Monte Trigo por 2-0 e voltou a reentrar na luta pelos seis primeiros. O Vasco da Gama bateu o Castrense por 2-1.
Na Série Açores, disputaram-se os dois jogos que faltavam para que a jornada onze ficasse completa, com o Praiense a bater o Santiago por 2-0 e a continuar a sua excelente campanha na prova. No outro jogo disputado este fim-de-semana, o Barreiro venceu o Praínha por 2-1.
Disputados anteriormente tinham sido: Vitória do Pico 3-0 Marítimo Graciosa; Flamengos 0-4 Angrense; e Sp. Ideal 1-3 Rabo de Peixe.
A III Divisão regressa no próximo fim-de-semana, o primeiro de 2013.
O início da segunda volta da III Divisão ficou marcado também pelo último jogo da competição no corrente ano de 2012, que, como todos logicamente sabem, chega hoje ao fim.
Na Série A, depois do Ronfe ter vencido por uma bola a zero em Esposende na passada semana, o Vianense bateu o líder Bragança por 2-1, e tornou-se na primeira equipa a conseguir derrotar os brigantinos na prova. Melgacense e Taipas empataram a uma bola.
O Maria da Fonte venceu por 4-2 no terreno do Monção, enquanto que o Santa Maria bateu o Ponte da Barca por 2-0. O Marinhas 'despachou' o Merelinense, vencendo por 3-0.
Na Série B, a Oliveirense venceu por 3-1 em Pedras Rubras e beneficiou da derrota do Felgueiras na casa do Serzedelo por 2-0, para assumir a liderança isolada. O Vila Meã levou a melhor sobre o Vila Real num duelo de 'vilas', e ao vencer por 2-1, conquistou o primeiro triunfo na prova.
Há uma semana atrás já se haviam realizado três jogos: Santa Eulália 1-2 Paredes; Rebordosa 0-1 Lousada; e Leça 1-1 Al. de Lordelo.
Na Série C, o Estarreja venceu o Avanca por uma bola a zero e continua firme na liderança. O Salgueiros continua na perseguição, tendo ganho por 4-2 ao Sampedrense, enquanto que o Grijó continua a 'desiludir', e sábado perdeu em casa frente ao Penalva do Castelo por 3-1.
O Alba venceu na casa do Parada por 3-0 e é terceiro, enquanto que o U. Lamas venceu por uma bola a zero no terreno do Aguiar da Beira. Num duelo de 'oliveiras', o do Bairro já havia ganho por 4-1 no terreno do de Frades, no passado dia 2 de Dezembro.
Na Série D, o Pombal foi derrotado em casa pelo Caldas por 2-1, e além de ter sido alcançado pelos caldenses na liderança, foi também igualado pelo Oliv. do Hospital, que bateu o Beneditense por uma bola a zero. Alcanenense e Sourense empataram a uma bola.
O Sernache foi surpreendido no seu próprio terreno pelo Marinhense, e perdeu por 2-1, enquanto que o Penelense venceu por 2-0 na casa do Mortágua e está agora 'às portas' do sexto lugar. O Torres Novas venceu o Alcobaça por 3-2.
Na Série E, o Sacavenense continua num mau momento e ao ser derrotado em Peniche por 1-0, perdeu a liderança para Barreirense e Fabril: os fabris golearam na casa do Cartaxo por 5-1, enquanto que o Barreirense levou a melhor sobre o Amora, tendo ganho por 2-1.
O Sintrense foi vencer a casa do Lourinhanense por 2-1, e além de 'descolar' dos homens da Lourinhã, subiu à terceira posição de forma isolada. O Tires bateu o Eléctrico por uma bola a zero e entrou na luta pelos seis primeiros lugares, enquanto que o Pêro Pinheiro venceu o Real por 3-2.
Na Série F, o líder U. Montemor já havia ganho na semana passada ao Lusitano VRSA por 1-0, e este fim-de-semana viu que os seus mais directos rivais não vão conceder facilidades: o Esp. de Lagos goleou o Lagoa por 5-1; enquanto que o Moura venceu em Sesimbra por 2-0.
O At. Reguengos bateu a Juv. de Évora por uma bola a zero e consolidou a quarta posição, enquanto que o Aljustrelense venceu o Monte Trigo por 2-0 e voltou a reentrar na luta pelos seis primeiros. O Vasco da Gama bateu o Castrense por 2-1.
Na Série Açores, disputaram-se os dois jogos que faltavam para que a jornada onze ficasse completa, com o Praiense a bater o Santiago por 2-0 e a continuar a sua excelente campanha na prova. No outro jogo disputado este fim-de-semana, o Barreiro venceu o Praínha por 2-1.
Disputados anteriormente tinham sido: Vitória do Pico 3-0 Marítimo Graciosa; Flamengos 0-4 Angrense; e Sp. Ideal 1-3 Rabo de Peixe.
A III Divisão regressa no próximo fim-de-semana, o primeiro de 2013.
domingo, 30 de dezembro de 2012
Taça da Liga: FC Porto e Benfica empatam
(Marcos Rojo parece chegar primeiro à bola que Del Valle durante o Rio Ave - Sporting de ontem.)
Disputou-se este fim-de-semana a segunda jornada da segunda fase de grupos da Taça da Liga, com o maior destaque a ir para os empates de FC Porto e Benfica, mas também para a vitória do Rio Ave sobre o Sporting por uns expressivos 3-0.
No Grupo A, Estoril e FC Porto empataram a duas bolas, com Steven Vitória a estar em plano de destaque ao bisar para a turma estorilista aos 15' e 61' minutos, primeiro na conversão de um livre, e depois na conversão de um penalti. Para os portistas marcaram Jackson aos 32' e João Moutinho aos 88'. No outro jogo do grupo, o V. Setúbal bateu o Nacional por 3-1 com golos de Jorginho aos 39', Amoreirinha aos 43' e Meyong aos 66', depois de Claudemir ter adiantado os insulares aos oito minutos de jogo.
No Grupo B, disputou-se apenas um jogo, com Beira-Mar e V. Guimarães a empatarem a duas bolas: Rúben Ribeiro marcou para os aveirenses aos 54' e 80' minutos, sendo que Ricardo aos 10' e Marco Matias aos 65' marcaram para os vimaranenses. O jogo entre Naval e Sp. Braga disputa-se na próxima quarta-feira, dia 2 de Janeiro.
No Grupo C, o Sporting foi ontem humilhado em Vila do Conde frente ao Rio Ave, tendo perdido por 3-0. Os golos vilacondenses surgiram todos no segundo tempo, e foram marcados por Tope aos 54', Tarantini aos 65' e Hassan aos 90+1'. No outro jogo do grupo, o Paços de Ferreira venceu o Marítimo por 2-0 com bis de Josué aos 44' e 90+3'.
No Grupo D, Académica e Olhanense não saíram do nulo, enquanto que Moreirense e Benfica empataram a uma bola: Ghilas abriu o marcador para os minhotos aos 41' minutos, enquanto que Cardozo empatou para os encarnados aos 90+2' na conversão de uma grande penalidade, já depois de Lima ter falhado um penalti no início do segundo tempo.
A próxima jornada, terceira e última desta fase de grupos, disputa-se no próximo dia 9 de Janeiro.
Disputou-se este fim-de-semana a segunda jornada da segunda fase de grupos da Taça da Liga, com o maior destaque a ir para os empates de FC Porto e Benfica, mas também para a vitória do Rio Ave sobre o Sporting por uns expressivos 3-0.
No Grupo A, Estoril e FC Porto empataram a duas bolas, com Steven Vitória a estar em plano de destaque ao bisar para a turma estorilista aos 15' e 61' minutos, primeiro na conversão de um livre, e depois na conversão de um penalti. Para os portistas marcaram Jackson aos 32' e João Moutinho aos 88'. No outro jogo do grupo, o V. Setúbal bateu o Nacional por 3-1 com golos de Jorginho aos 39', Amoreirinha aos 43' e Meyong aos 66', depois de Claudemir ter adiantado os insulares aos oito minutos de jogo.
No Grupo B, disputou-se apenas um jogo, com Beira-Mar e V. Guimarães a empatarem a duas bolas: Rúben Ribeiro marcou para os aveirenses aos 54' e 80' minutos, sendo que Ricardo aos 10' e Marco Matias aos 65' marcaram para os vimaranenses. O jogo entre Naval e Sp. Braga disputa-se na próxima quarta-feira, dia 2 de Janeiro.
No Grupo C, o Sporting foi ontem humilhado em Vila do Conde frente ao Rio Ave, tendo perdido por 3-0. Os golos vilacondenses surgiram todos no segundo tempo, e foram marcados por Tope aos 54', Tarantini aos 65' e Hassan aos 90+1'. No outro jogo do grupo, o Paços de Ferreira venceu o Marítimo por 2-0 com bis de Josué aos 44' e 90+3'.
No Grupo D, Académica e Olhanense não saíram do nulo, enquanto que Moreirense e Benfica empataram a uma bola: Ghilas abriu o marcador para os minhotos aos 41' minutos, enquanto que Cardozo empatou para os encarnados aos 90+2' na conversão de uma grande penalidade, já depois de Lima ter falhado um penalti no início do segundo tempo.
A próxima jornada, terceira e última desta fase de grupos, disputa-se no próximo dia 9 de Janeiro.
Equipa do ano
Numa 'ideia' diferente dos anos anteriores, este ano optei por eleger o onze do ano em Portugal, mas apenas com jogadores lusos a actuarem no nosso futebol, como é óbvio.
Sendo assim, para a baliza escolho Ricardo da Académica, que até só fez cinco jogos nos primeiros cinco meses de 2012, mas cinco jogos onde mostrou o seu melhor nível, no qual se destaca por inteiro o jogo da final da Taça frente ao Sporting, onde foi um dos obreiros da vitória preta-e-branca. Esta temporada, assumiu a titularidade em todas as frentes, exceptuando as taças, e a sua regularidade exibicional já lhe valeu uma pré-convocatória para a Selecção Nacional aos trinta anos.
A defesa direito coloco Cédric que tal como Ricardo ajudou e de que maneira a Briosa a chegar à final da Taça, e a fazer pela vida nessa mesma final, curiosamente contra o Sporting, clube que detinha o seu passe. A boa época em Coimbra valeu-lhe uma oportunidade no Sporting, onde tem sido titular maioria das vezes. No centro da defesa, Neto e João Real. João Real, à semelhança de Cédric e Ricardo ajudou a Académica a fazer um brilharete na Taça, mas esta eleição não se resume a esse facto: apesar dos 29 anos que já tem e depois de uma chegada tardia à I Liga, mostra que tem qualidade para ter chegado mais cedo. Ao lado de Real, Luís Neto, actualmente no Siena. Depois de uma boa época ao serviço do Nacional, o poveiro Neto deu o salto para o Siena de Itália e agarrou o lugar no emblema transalpino. Agarrou de tal forma a oportunidade, que já se fala numa mudança para o Nápoles no actual mercado de Inverno. Na esquerda, Joãozinho do Beira-Mar. Chegado a Aveiro proveniente do Mafra da II Divisão B, Joãozinho mostrou grandes qualidades e capacidades e 'pegou de estaca' no onze auri-negro. É sempre um dos nomes mais falados para deixar Aveiro nos períodos de transferências. Temos alternativa válida a Coentrão.
No meio-campo, num 4-3-3 à antiga com um trinco e dois interiores, destaque para dois homens do Paços de Ferreira: André Leão e Vítor. Leão, campeão na Roménia pelo Cluj e com passagem pelo Porto-B, vem desde há algumas temporadas para cá, a mostrar qualidades no meio-campo do Paços; Vítor está apenas no seu segundo ano a jogar no primeiro escalão, e tem sido um dos grandes alicerces do meio-campo pacense esta época. O Paços joga bem 'à bola' e tem em Leão e Vítor dois dos grandes responsáveis por este facto. Ao lado de Vítor, João Moutinho. Aqui penso que não há muito a dizer: Euro 2012 espectacular ao serviço de Portugal, e no campeonato português, é o que se vê. Juntamente com Lucho, carrega o Porto 'às costas' e pode sair a qualquer altura para outros patamares.
Na frente, descaído para a esquerda, Éder do Sp. Braga. Uma das grandes revelações da actual temporada lusa, apesar de já ao serviço da Académica ter feito uma ponta final de 2011 em grande nível. Chegado a Braga, já resolveu para os bracarenses várias vezes na Liga, o que lhe valeu a chamada à Selecção, onde tem sido utilizado com regularidade. Até na Champions brilhou, e logo em Old Trafford, ao fazer uma assistência com muita classe para Alan. Na direita, Salvador Agra, actualmente no Bétis de Sevilha. Transferido do Varzim para a Olhanense, o pequenino Agra precisou apenas de uma temporada na nossa principal liga, para dar o salto para uma das melhores ligas do Mundo. Ao serviço dos algarvios, Agra encantou com o seu futebol tecnicista e contribuiu de forma decisiva para a boa recta final da Olhanense no campeonato. Tem sido titular em Sevilha, mas, naturalmente, ainda tem muita margem de progressão e crescimento. Na frente de ataque, e como não poderia deixar de ser, João Tomás, que está de saída do Rio Ave para o Rec. Libolo de Angola. Sem precisar de grandes apresentações, o 'Jardel de Coimbra' já apontou sete golos nesta primeira metade da nossa liga, já depois de ter apontado outros sete nos primeiros meses do corrente ano. Agora está de partida rumo a um bom contrato na terra dos Palancas, e vai, certamente, deixar muitas saudades.
Sendo assim, para a baliza escolho Ricardo da Académica, que até só fez cinco jogos nos primeiros cinco meses de 2012, mas cinco jogos onde mostrou o seu melhor nível, no qual se destaca por inteiro o jogo da final da Taça frente ao Sporting, onde foi um dos obreiros da vitória preta-e-branca. Esta temporada, assumiu a titularidade em todas as frentes, exceptuando as taças, e a sua regularidade exibicional já lhe valeu uma pré-convocatória para a Selecção Nacional aos trinta anos.
A defesa direito coloco Cédric que tal como Ricardo ajudou e de que maneira a Briosa a chegar à final da Taça, e a fazer pela vida nessa mesma final, curiosamente contra o Sporting, clube que detinha o seu passe. A boa época em Coimbra valeu-lhe uma oportunidade no Sporting, onde tem sido titular maioria das vezes. No centro da defesa, Neto e João Real. João Real, à semelhança de Cédric e Ricardo ajudou a Académica a fazer um brilharete na Taça, mas esta eleição não se resume a esse facto: apesar dos 29 anos que já tem e depois de uma chegada tardia à I Liga, mostra que tem qualidade para ter chegado mais cedo. Ao lado de Real, Luís Neto, actualmente no Siena. Depois de uma boa época ao serviço do Nacional, o poveiro Neto deu o salto para o Siena de Itália e agarrou o lugar no emblema transalpino. Agarrou de tal forma a oportunidade, que já se fala numa mudança para o Nápoles no actual mercado de Inverno. Na esquerda, Joãozinho do Beira-Mar. Chegado a Aveiro proveniente do Mafra da II Divisão B, Joãozinho mostrou grandes qualidades e capacidades e 'pegou de estaca' no onze auri-negro. É sempre um dos nomes mais falados para deixar Aveiro nos períodos de transferências. Temos alternativa válida a Coentrão.
No meio-campo, num 4-3-3 à antiga com um trinco e dois interiores, destaque para dois homens do Paços de Ferreira: André Leão e Vítor. Leão, campeão na Roménia pelo Cluj e com passagem pelo Porto-B, vem desde há algumas temporadas para cá, a mostrar qualidades no meio-campo do Paços; Vítor está apenas no seu segundo ano a jogar no primeiro escalão, e tem sido um dos grandes alicerces do meio-campo pacense esta época. O Paços joga bem 'à bola' e tem em Leão e Vítor dois dos grandes responsáveis por este facto. Ao lado de Vítor, João Moutinho. Aqui penso que não há muito a dizer: Euro 2012 espectacular ao serviço de Portugal, e no campeonato português, é o que se vê. Juntamente com Lucho, carrega o Porto 'às costas' e pode sair a qualquer altura para outros patamares.
Na frente, descaído para a esquerda, Éder do Sp. Braga. Uma das grandes revelações da actual temporada lusa, apesar de já ao serviço da Académica ter feito uma ponta final de 2011 em grande nível. Chegado a Braga, já resolveu para os bracarenses várias vezes na Liga, o que lhe valeu a chamada à Selecção, onde tem sido utilizado com regularidade. Até na Champions brilhou, e logo em Old Trafford, ao fazer uma assistência com muita classe para Alan. Na direita, Salvador Agra, actualmente no Bétis de Sevilha. Transferido do Varzim para a Olhanense, o pequenino Agra precisou apenas de uma temporada na nossa principal liga, para dar o salto para uma das melhores ligas do Mundo. Ao serviço dos algarvios, Agra encantou com o seu futebol tecnicista e contribuiu de forma decisiva para a boa recta final da Olhanense no campeonato. Tem sido titular em Sevilha, mas, naturalmente, ainda tem muita margem de progressão e crescimento. Na frente de ataque, e como não poderia deixar de ser, João Tomás, que está de saída do Rio Ave para o Rec. Libolo de Angola. Sem precisar de grandes apresentações, o 'Jardel de Coimbra' já apontou sete golos nesta primeira metade da nossa liga, já depois de ter apontado outros sete nos primeiros meses do corrente ano. Agora está de partida rumo a um bom contrato na terra dos Palancas, e vai, certamente, deixar muitas saudades.
Jogo do ano: Portugal 0-0 Espanha - 2-4 G. P.
(A desilusão lusa após a eliminação foi bem evidente e compreensível.)
Para jogo do ano, opto por eleger o Portugal - Espanha das Meias-Finais do Euro 2012, pois tivemos tudo para chegarmos à final e eliminar a melhor selecção do Mundo, mas não o conseguimos.
Bloqueamos o futebol espanhol, ficamos perto de marcar por Ronaldo em duas ocasiões - uma delas já em cima do minuto noventa -, e só através de erros individuais permitimos aos espanhóis oportunidades de golo, mas aí, estava 'lá' Patrício a evitar o pior.
Depois já toda a gente sabe o que aconteceu: vieram os penaltis, veio o falhanço de Xabi Alonso, e as imitações 'desnecessárias' de Moutinho e Bruno Alves.
Escolhi este jogo pelo belo exemplo que demos a muita gente, pela exibição guerreira que rubricamos, e também por algo histórico que poderíamos ter alcançado.
O sonho de Portugal chegar à final do Euro oito anos depois de o ter feito pela primeira vez, morreu na trave. Mas o sonho de vermos o nosso país a vencer uma grande competição, não há-de morrer nunca. Venha a qualificação para o Mundial 2014, venha o Brasil.
Mais informações sobre este Portugal - Espanha, aqui.
Para jogo do ano, opto por eleger o Portugal - Espanha das Meias-Finais do Euro 2012, pois tivemos tudo para chegarmos à final e eliminar a melhor selecção do Mundo, mas não o conseguimos.
Bloqueamos o futebol espanhol, ficamos perto de marcar por Ronaldo em duas ocasiões - uma delas já em cima do minuto noventa -, e só através de erros individuais permitimos aos espanhóis oportunidades de golo, mas aí, estava 'lá' Patrício a evitar o pior.
Depois já toda a gente sabe o que aconteceu: vieram os penaltis, veio o falhanço de Xabi Alonso, e as imitações 'desnecessárias' de Moutinho e Bruno Alves.
Escolhi este jogo pelo belo exemplo que demos a muita gente, pela exibição guerreira que rubricamos, e também por algo histórico que poderíamos ter alcançado.
O sonho de Portugal chegar à final do Euro oito anos depois de o ter feito pela primeira vez, morreu na trave. Mas o sonho de vermos o nosso país a vencer uma grande competição, não há-de morrer nunca. Venha a qualificação para o Mundial 2014, venha o Brasil.
Mais informações sobre este Portugal - Espanha, aqui.
sábado, 29 de dezembro de 2012
Treinador do ano: Marco Silva
(Marco Silva, treinador do sensacional Estoril, é o treinador do ano para Ricardo Nuno Almeida.)
A escolha do treinador do ano normalmente está bastante inclinada para o lado dos técnicos de um dos quatro grandes ou então para o líder da nossa selecção nacional, graças ao mediatismo do posto e ao facto de agradar a mais adeptos. Todavia este não é o caso de 2012, onde nem o campeão Vítor Pereira convenceu os seus sócios, nem os concorrentes Jesus ou Sá Pinto tiveram grandes motivos para celebrar, e nem o outsider Leonardo Jardim conseguiu quaisquer resultados concretos. Mesmo o joker Pedro Emanuel contrabalançou a histórica conquista da Taça de Portugal com prestações muito pobres para a Liga, enquanto Paulo Bento passou (e tem passado) por momentos difíceis antes e depois de um campeonato da Europa simplesmente épico e pelo qual merece todo o crédito e louvor. A escolha recai assim no jovem Marco Silva, que contra todas as expectativas tem conseguido uma estreia fulminante enquanto treinador principal e até já tem títulos no curriculo para exibir no futuro.
A escolha do treinador do ano normalmente está bastante inclinada para o lado dos técnicos de um dos quatro grandes ou então para o líder da nossa selecção nacional, graças ao mediatismo do posto e ao facto de agradar a mais adeptos. Todavia este não é o caso de 2012, onde nem o campeão Vítor Pereira convenceu os seus sócios, nem os concorrentes Jesus ou Sá Pinto tiveram grandes motivos para celebrar, e nem o outsider Leonardo Jardim conseguiu quaisquer resultados concretos. Mesmo o joker Pedro Emanuel contrabalançou a histórica conquista da Taça de Portugal com prestações muito pobres para a Liga, enquanto Paulo Bento passou (e tem passado) por momentos difíceis antes e depois de um campeonato da Europa simplesmente épico e pelo qual merece todo o crédito e louvor. A escolha recai assim no jovem Marco Silva, que contra todas as expectativas tem conseguido uma estreia fulminante enquanto treinador principal e até já tem títulos no curriculo para exibir no futuro.
Ex-lateral direito, retirou-se do futebol no final de 2010/2011
enquanto capitão do Estoril Praia, deixando uma imagem de enorme
profissionalismo e uma carreira digna com passagens fugazes pela I Divisão. O
primeiro emprego pós reforma foi precisamente na mesma instituição, assumindo o
desocupado cargo de director desportivo, mas acabaria por não durar muito
tempo. Apenas dois meses mais tarde Vinicius Eutrópito foi dispensado do
comando técnico da equipa de futebol, e fosse por questões financeiras ou por
fé nas capacidades do jovem, para o seu lugar o presidente Tiago Ribeiro
convidou o seu director desportivo. Estávamos então em finais de Outubro e o
Estoril-Praia encontrava-se na décima quinta posição da tabela, em zona de despromoção,
sendo o grupo caracterizado pela indisciplina e pela falta de rigor e de
eficácia - um trabalho de risco.
Mesmo assim Marco Silva aceitou o apelo para sair do gabinete e
trabalhar mais próximo do relvado, dando assim início a uma nova carreira. A
comprovar a eficácia da escolha, no início de 2012 o Estoril já seguia no comando
da classificação, de onde nunca mais viria a descer, praticando agora um
futebol personalizado, inteligente, de controlo do jogo. Marco Silva havia já
reformulado o onze e o modelo adoptado, implementando um 4-2-3-1 com o duplo-pivot no miolo e a mobilidade ofensiva como características mais distintivas.
Entre vários outros detalhes reinventou Gonçalo Silva como um dos melhores
médios da competição e soube potenciar o já reconhecido talento de Licá até
outros patamares. Para além do título de campeões da II Liga, a equipa também
se afirmou como a defesa menos batida, e nas distinções individuais Licá foi
escolhido como o melhor jogador da competição, enquanto Vagner arrebatou o
título de melhor guarda-redes.
Face aos resultados apresentados foi naturalmente convidado
pela Traffic para se manter em funções para a nova temporada. Soube resistir à
tentação ruinosa de mudar todo o plantel por atletas com mais experiência no
principal escalão, segurando todas as peças relevantes da equipa-tipo e fazendo
apenas contratações com grande critério, escolhendo nomes fortes e consensuais
para posições carenciadas. E para encurtar a história, os resultados já estão
bem à vista: no fechar deste ano a equipa está na sexta posição, bem longe da
linha de água, e tem revelado ou confirmado muitos novos atletas no panorama
nacional, valorizando activos para a Traffic explorar. Dentro de campo adoptou
um novo modelo mais adequado às características da primeira liga, um 4-3-3 com
alas bem abertos que apresenta uma atitude positiva e pratica um futebol de
qualidade, assumindo a iniciativa de jogo sem se render a complexos de
recém-promovido, e enfrentando olhos nos olhos qualquer adversário. E assim é,
a par do Rio Ave, uma das sensações da prova - mas sem precisar do apoio de um super
empresário como Jorge Mendes, apenas de atletas motivados e bem orientados.
Marco Silva, campeão da Honra e candidato às competições
europeias em menos de um ano. É muito cedo para sequer arriscar até onde pode o
jovem técnico, mas o início é auspicioso e é, por isso, o melhor treinador de
2012 para o Conversas Redondas. O próximo desafio é saber gerir o mercado de
Inverno: Licá, Diogo Amado e Steven Vitória são apenas alguns dos atletas que
estão com cotação muito em alta e que poderão ter de ser rapidamente
substituídos. Depois ainda há outros degraus para subir, muitos jogos para
vencer e, quem sabe, muitos outros títulos para conquistar.
Autoria: Ricardo Nuno Almeida.
Autoria: Ricardo Nuno Almeida.
Jogador do ano: Lucho González
(Para Alexandre Fernandes, Lucho foi o jogador do ano, e carregou o Porto 'às costas'.)
Quando em Janeiro deste ano, Lucho González aterrou sorridente no aeroporto Francisco Sá Carneiro, de gorro na cabeça, óculos da moda, com a mulher e os filhos, vindo, praticamente, como um renegado do Marselha, muitos, inclusive portistas - pelo menos os mais racionais -, apesar de todo apreço pelo passado do argentino no FC Porto, temeram pela utilidade e principalmente, oportunidade da contratação. Recordo-me que se suscitaram imensas dúvidas quanto à condição física do internacional das 'pampas' e que se elogiou, sobretudo, o papel de líder de balneário que o 'El Comandante' estaria habilitado para exercer, numa nau, que na altura, se encontrava estranhamente à deriva, ou seja, nos antípodas do que é usual na mega elogiada estrutura azul e branca. Em suma, desprezou-se um pouco o sumo futebolístico de Lucho e exaltou-se, essencialmente, o lado mais humano do atleta.
Na altura, os campeões nacionais tinham acabado de cair, de uma forma pouco menos que humilhante, defronte do Gil Vicente e encontravam-se com cinco pontos de atraso para um motivadíssimo Benfica de Jorge Jesus. O meio-campo portista, até aí - constituído por Fernando, João Moutinho e Belluschi…ou Guarín (já com a cabeça fora do Porto), ou Defour - era um enfadonho tricotar de passes curtos e previsíveis, apenas potenciado pela capacidade individual de James e Hulk, que lá na frente de ataque, iam conseguindo manter o Benfica a uma distância visível. Ao futebol de pose, tão do agrado do técnico Vítor Pereira, faltava a verticalidade e improviso pelo centro, que no fundo são o garante de diferentes soluções para atacar adversários que se fecham com alguma eficácia. Essa verticalidade e improviso nenhum dos médios do Porto da altura poderia afiançar até à chegada de Lucho. Muito mais do que a capacidade para liderar um balneário, julgo que o grande contributo de 'El Comandante' foi, efectivamente, o seu conteúdo futebolístico.
Lucho González, não sendo um médio rompedor com bola, como é por exemplo, Pablo Aimar - outro dos grandes médios do futebol português -, tem a inteligência para estar no espaço certo para receber o esférico e a capacidade técnica para tomar a decisão em um ou dois toques. Sendo que, esta capacidade de decisão do argentino portista, tem o 'up-grade' do golo. Lucho é um médio concretizador e isso é muito, muito, importante. E foi, sem dúvida, decisivo para que o Porto na época transacta, pudesse fazer o seu trabalho de perseguição e, posteriormente, ultrapassagem a um Benfica em queda no último terço da época.
Lucho é por estas razões o meu jogador de 2012 a nível nacional, como poderiam ser James Rodriguez ou Hulk, outros grandes obreiros da vitória portista na competição mais importante a nível interno, a Liga Portuguesa. Contudo, escolho Lucho também por toda a simbologia do seu futebol, marcado pela inteligência, movimentação calculada, toque, sobriedade e contemporaneidade. Lucho é uma espécie de atleta modelo do amanhã, pois combina um leque variado de competências que nunca se esgotam por muito que o futebol mude de feição. Jogadores como Lucho terão sempre lugar em qualquer equipa e, principalmente, em qualquer tempo.
Autoria: Alexandre Fernandes.
Quando em Janeiro deste ano, Lucho González aterrou sorridente no aeroporto Francisco Sá Carneiro, de gorro na cabeça, óculos da moda, com a mulher e os filhos, vindo, praticamente, como um renegado do Marselha, muitos, inclusive portistas - pelo menos os mais racionais -, apesar de todo apreço pelo passado do argentino no FC Porto, temeram pela utilidade e principalmente, oportunidade da contratação. Recordo-me que se suscitaram imensas dúvidas quanto à condição física do internacional das 'pampas' e que se elogiou, sobretudo, o papel de líder de balneário que o 'El Comandante' estaria habilitado para exercer, numa nau, que na altura, se encontrava estranhamente à deriva, ou seja, nos antípodas do que é usual na mega elogiada estrutura azul e branca. Em suma, desprezou-se um pouco o sumo futebolístico de Lucho e exaltou-se, essencialmente, o lado mais humano do atleta.
Na altura, os campeões nacionais tinham acabado de cair, de uma forma pouco menos que humilhante, defronte do Gil Vicente e encontravam-se com cinco pontos de atraso para um motivadíssimo Benfica de Jorge Jesus. O meio-campo portista, até aí - constituído por Fernando, João Moutinho e Belluschi…ou Guarín (já com a cabeça fora do Porto), ou Defour - era um enfadonho tricotar de passes curtos e previsíveis, apenas potenciado pela capacidade individual de James e Hulk, que lá na frente de ataque, iam conseguindo manter o Benfica a uma distância visível. Ao futebol de pose, tão do agrado do técnico Vítor Pereira, faltava a verticalidade e improviso pelo centro, que no fundo são o garante de diferentes soluções para atacar adversários que se fecham com alguma eficácia. Essa verticalidade e improviso nenhum dos médios do Porto da altura poderia afiançar até à chegada de Lucho. Muito mais do que a capacidade para liderar um balneário, julgo que o grande contributo de 'El Comandante' foi, efectivamente, o seu conteúdo futebolístico.
Lucho González, não sendo um médio rompedor com bola, como é por exemplo, Pablo Aimar - outro dos grandes médios do futebol português -, tem a inteligência para estar no espaço certo para receber o esférico e a capacidade técnica para tomar a decisão em um ou dois toques. Sendo que, esta capacidade de decisão do argentino portista, tem o 'up-grade' do golo. Lucho é um médio concretizador e isso é muito, muito, importante. E foi, sem dúvida, decisivo para que o Porto na época transacta, pudesse fazer o seu trabalho de perseguição e, posteriormente, ultrapassagem a um Benfica em queda no último terço da época.
Lucho é por estas razões o meu jogador de 2012 a nível nacional, como poderiam ser James Rodriguez ou Hulk, outros grandes obreiros da vitória portista na competição mais importante a nível interno, a Liga Portuguesa. Contudo, escolho Lucho também por toda a simbologia do seu futebol, marcado pela inteligência, movimentação calculada, toque, sobriedade e contemporaneidade. Lucho é uma espécie de atleta modelo do amanhã, pois combina um leque variado de competências que nunca se esgotam por muito que o futebol mude de feição. Jogadores como Lucho terão sempre lugar em qualquer equipa e, principalmente, em qualquer tempo.
Autoria: Alexandre Fernandes.
Revelação do ano: Éder
(Éder, do Sp. Braga, foi a revelação do ano para João Bailão.)
Uma vez que estamos na recta final do ano civil de 2012, o 'ConversasRedondas' dá hoje início aos 'melhores do ano', sendo que este ano a revelação, o jogador e o treinador do ano serão da autoria de autores convidados pelo blogue.
O primeiro texto a ser publicado é referente à revelação do ano, que para João Bailão, é Éder do Sp. Braga:
No espaço de um ano, Éder, de jogador com potencial técnico e físico transformou-se num potente avançado do europeu Sp. Braga - e cada vez mais terceiro grande de Portugal - e titular da Selecção Nacional, algo que estaria eventualmente acima até das suas melhores expectativas, sobretudo após meia época sem jogar motivada por uma suposta recusa a um empréstimo para um clube inglês, a qual veio a gorar-se como uma boa aposta pessoal - ou de quem o aconselhou a tal. Ainda com algumas lacunas na hora da finalização, embora possa parecer que a bola não sorri nos seus pés, o que é apenas ilusão de ótica, pois tem colecionado receções fantásticas em espaços muitos reduzidos, dribles estonteantes como aquele em Manchester e assistências em bandeja real para os seus colegas finalizarem, Éderzito joga com uma confiança e alegria bem notórias e conota-se, atualmente, como o melhor marcador português no campeonato nacional, a par do inevitável João Tomás, e vai já no seu melhor registo ao nível de I Liga, ao qual soma dois golos na Taça de Portugal, tendo ficando em branco nas competições europeias e faltando apenas o esperado golo na Selecção Nacional. Um 2012 que se iniciou em pesadelo e termina em sonho para o guineense que em boa altura para o futebol português optou pelas cores lusas.
Autoria: João Bailão.
Uma vez que estamos na recta final do ano civil de 2012, o 'ConversasRedondas' dá hoje início aos 'melhores do ano', sendo que este ano a revelação, o jogador e o treinador do ano serão da autoria de autores convidados pelo blogue.
O primeiro texto a ser publicado é referente à revelação do ano, que para João Bailão, é Éder do Sp. Braga:
No espaço de um ano, Éder, de jogador com potencial técnico e físico transformou-se num potente avançado do europeu Sp. Braga - e cada vez mais terceiro grande de Portugal - e titular da Selecção Nacional, algo que estaria eventualmente acima até das suas melhores expectativas, sobretudo após meia época sem jogar motivada por uma suposta recusa a um empréstimo para um clube inglês, a qual veio a gorar-se como uma boa aposta pessoal - ou de quem o aconselhou a tal. Ainda com algumas lacunas na hora da finalização, embora possa parecer que a bola não sorri nos seus pés, o que é apenas ilusão de ótica, pois tem colecionado receções fantásticas em espaços muitos reduzidos, dribles estonteantes como aquele em Manchester e assistências em bandeja real para os seus colegas finalizarem, Éderzito joga com uma confiança e alegria bem notórias e conota-se, atualmente, como o melhor marcador português no campeonato nacional, a par do inevitável João Tomás, e vai já no seu melhor registo ao nível de I Liga, ao qual soma dois golos na Taça de Portugal, tendo ficando em branco nas competições europeias e faltando apenas o esperado golo na Selecção Nacional. Um 2012 que se iniciou em pesadelo e termina em sonho para o guineense que em boa altura para o futebol português optou pelas cores lusas.
Autoria: João Bailão.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
II Divisão: João Loureiro eleito presidente do Boavista
(Cinco anos depois de ter deixado a presidência do Boavista, João Loureiro está de regresso.)
Tal como o blogue havia adiantado há três semanas atrás, João Loureiro é o novo presidente do Boavista, tendo sido eleito esta sexta-feira no auditório do Estádio do Bessa.
Candidato único, João Loureiro recebeu 567 votos a seu favor, tendo sido anulados sete votos, o que perfaz um total de 574 sócios votantes, num universo de seis mil eleitores.
O dirigente, recordo, está de regresso à presidência do Boavista, cinco anos depois de a ter deixado. Na altura da sua saída, o clube encontrava-se na I Liga, mas a queda foi abrupta, e a 'Pantera' não consegue sair do 'buraco' chamado II Divisão, onde se encontra há quatro temporadas consecutivas.
Após a contagem e anúncio dos resultados, João Loureiro falou para os presentes no auditório do Bessa, na sua maioria jornalistas e sócios do clube axadrezado.
A direcção eleita, tomará posse do Boavista no próximo dia 2 de Janeiro.
Tal como o blogue havia adiantado há três semanas atrás, João Loureiro é o novo presidente do Boavista, tendo sido eleito esta sexta-feira no auditório do Estádio do Bessa.
Candidato único, João Loureiro recebeu 567 votos a seu favor, tendo sido anulados sete votos, o que perfaz um total de 574 sócios votantes, num universo de seis mil eleitores.
O dirigente, recordo, está de regresso à presidência do Boavista, cinco anos depois de a ter deixado. Na altura da sua saída, o clube encontrava-se na I Liga, mas a queda foi abrupta, e a 'Pantera' não consegue sair do 'buraco' chamado II Divisão, onde se encontra há quatro temporadas consecutivas.
Após a contagem e anúncio dos resultados, João Loureiro falou para os presentes no auditório do Bessa, na sua maioria jornalistas e sócios do clube axadrezado.
A direcção eleita, tomará posse do Boavista no próximo dia 2 de Janeiro.
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