quarta-feira, 30 de junho de 2010

Mundial 2010: Ainda estão a falar mal de Eduardo?

Em primeiro lugar, devo dizer que a minha primeira opção para a baliza portuguesa, seria Quim. Queiroz assim não o entendeu, escolhendo um Eduardo, que eu nunca critiquei e muito menos pus em causa o seu valor.
Ao longo da qualificação, o guarda-redes do Braga foi-se afirmando como o titular, e foi com naturalidade que todos o vimos defender no Mundial. Se assim não tivesse acontecido, teria sido uma surpresa, apesar de muitos serem aqueles que criticavam Eduardo, mesmo que não tivessem razões para o fazer.
Veio a Costa do Marfim, com um ataque fortíssimo, estava lá Eduardo para nos "salvar"; seguiu-se um jogo com a Coreia, onde o guardião não teve muito trabalho, e para fechar a fase de grupos, veio o adversário que mais trabalho deu a Eduardo: o Brasil.
Tal como havia feito no jogo de estreia de Portugal no Mundial, Eduardo fez uma exibição muito segura, salvando por diversas vezes a selecção portuguesa de sofrer um golo.
E ontem, naquele que acabou por ser o último jogo da nossa selecção no Mundial da África do Sul, Eduardo esteve em grande. Fez a sua melhor exibição neste campeonato.
Em sete minutos, teve três defesas apertadas, dando mais confiança aos adeptos. Os remates espanhóis continuaram tanto na primeira parte como na segunda, e Eduardo evitou o golo de David Villa até onde foi possível.
No lance do golo (procedido de fora de jogo, diga-se), ainda defendeu um primeiro remate de Villa, não conseguindo depois parar o segundo.
Ainda brilhou, ao defender um remate cruzado de Sergio Ramos, que levava "veneno".
No fim do jogo, deitou lágrimas de tristeza e de desconsolo. Por tudo aquilo que fez ao longo da competição, merecia um pouco mais de "respeito" por parte dos colegas, que ontem não souberam fazer uma exibição ao nível da de Eduardo.
Para alguns, não terá feito mais do que a sua "obrigação", mas mesmo depois de duas excelentes exibições perante os dois primeiros classificados do Ranking da FIFA, ainda haverá alguém que se sinta capaz de falar mal de Eduardo ?

terça-feira, 29 de junho de 2010

Mundial 2010: "Adiós"

O "Sonho Africano" como lhe chamou a SportTv, conheceu hoje o seu último capítulo. Portugal perdeu frente à Espanha por 1-0 e disse "adiós" ao campeonato do Mundo.
Queiroz apelidou o jogo com o Brasil, como um bom "jogo de treino" para este embate com a Espanha, e talvez por isso manteve a aposta em Ricardo Costa e Pepe, mantendo a solidez defensiva.
Na frente de ataque, Ronaldo manteve a titularidade, e "recebeu" novos companheiros. Hugo Almeida e Simão voltaram ao onze, por troca com Danny e Duda.
Mesmo com todos os cuidados defensivos, a Espanha entrou claramente por cima no jogo, e em sete minutos teve três remates perigosos: Torres logo no primeiro minuto, e depois David Villa em duas ocasiões (3' e 7') obrigaram Eduardo a defesas apertadas.
Portugal só aos 17' rematou à baliza espanhola. Ronaldo na conversão de um livre atirou em jeito, mas fácil para Casillas.
A selecção das "Quinas" acertou mais nas marcações e foi aumentando o número de percentagem de posse de bola.Tiago de fora de área e Cristiano Ronaldo novamente de livre, obrigaram "San Iker" a duas defesas incompletas.
O primeiro tempo acabou mesmo com Portugal perto da baliza espanhola, mas sem a devida finalização. Hugo Almeida e Tiago, tiveram duas oportunidades de cabeça, mas ambos atiraram para fora.No segundo tempo, a estratégia portuguesa parecia ainda mais consolidada, e até pertenceu a Portugal a primeira oportunidade do segundo tempo.
Hugo Almeida trabalhou bem e esperou pela entrada de Ronaldo. O seu cruzamento, acabou por encontrar pela frente Puyol, e o espanhol ao desviar quase fez auto-golo.
Aos 58' minutos, ambos os técnicos fizeram a primeira alteração no jogo e foi aí que Portugal perdeu. Queiroz trocou Hugo Almeida por Danny, passando Ronaldo para o meio, mas acabou por tirar (demasiada) profundidade à equipa.
No lado espanhol, Del Bosque, lançou Llorente por troca com Torres, e ficou claramente a ganhar. Llorente estava em campo há dois minutos, e de cabeça obrigou Eduardo a uma excelente defesa. Depois apareceu David Villa.
Primeiro com um remate perigoso que passou ligeiramente ao lado do poste, depois com o golo. Eduardo ainda defendeu um primeiro remate do espanhol, mas nada pode fazer para evitar o segundo. Aos 63' minutos, Portugal via-se pela primeira vez em desvantagem neste campeonato do Mundo.
A partir daqui o jogo perdeu emotividade, e tornou-se um jogo com ritmo de treino. Queiroz ainda lançou Pedro Mendes e Liedson, tirando Pepe e Simão, mas não conseguiu resultados práticos.
O golo do empate nunca esteve perto (esteve mais perto o segundo golo espanhol), e a Espanha estava claramente nas "suas quintas" a dominar o jogo, e com espaço para circular bola.
Perto do final, a expulsão de Ricardo Costa deitou por terra as aspirações portuguesas em chegar ao empate. Se é, que ainda haviam !
Portugal regressa agora a casa, enquanto a Espanha enfrentará o Paraguai, nos quartos de final.Ficha de Jogo:

Portugal: Eduardo; Ricardo Costa, Ricardo Carvalho, Bruno Alves e Fábio Coentrão; Pepe (Pedro Mendes 72'), Tiago e Raúl Meireles; Simão (Liedson 72'), Cristiano Ronaldo e Hugo Almeida (Danny 58');
Treinador: Carlos Queiroz; Suplentes Não Utilizados: Beto, Daniel Fernandes; Rolando, Paulo Ferreira, Miguel, Miguel Veloso e Deco.
Lesionados: Rúben Amorim e Duda.

Espanha: Casillas; Sergio Ramos, Puyol, Piqué e Capdevilla; Xabi Alonso (Marchena 90+2'), Busquets, Xavi e Iniesta; David Villa (Pedro Rodríguez 88') e Fernando Torres (Llorente 58');
Treinador: Vicente del Bosque; Suplentes Não Utilizados: Valdés, Reina; Raúl Albiol, Arbeloa, Javi Martínez, Fabregas, Jesus Navas, Mata e David Silva;

Disciplina:
Amarelos: Xabi Alonso 74'; Tiago 80';

Vermelho: Ricardo Costa 90';

Golo: 0-1 David Villa 63';

Brasil: Jardel ruma à Bulgária

(Na sua primeira experiência no futebol europeu, Jardel deu cartas ao serviço do FC Porto.)
Mesmo com 36 anos, Mário Jardel não pára.
O antigo jogador do FC Porto e do Sporting, assinou ontem um acordo válido por uma temporada, com o Cherno More da Bulgária, onde irá ser companheiro de um outro brasileiro com passado recente em Portugal: Marco Tiago - passou por Feirense, Chaves, Estoril e Freamunde.
O atacante brasileiro até já foi apresentado oficialmente pelo seu novo clube, e continuará a vestir a "mítica" camisola 16.
Jardel mostrou-se confiante quanto a este novo desafio, mas acima de tudo espera estar em forma e ajudar o Cherno More a conseguir os seus objectivos.
Depois de passar por Portugal, Turquia, Inglaterra, Itália, Espanha e Chipre, Jardel irá efectuar a sua sétima experiência no futebol europeu.
Esperemos que tenha na Bulgária, o mesmo êxito que teve aquando das suas passagens por FC Porto e Sporting.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

"A foto do dia": Portugal 1-0 Espanha.

Como já vem sendo hábito, vou recordar o último jogo entre a nossa selecção e o nosso próximo adversário.
A foto do dia hoje, mostra-nos Nuno Gomes a preparar o remate que deu o golo e a qualificação de Portugal para os Quartos de Final do Euro 2004.
Portugal entrava para a última jornada com hipóteses de qualificação para a fase seguinte, mas do outro lado estava a selecção espanhola, também ela com possibilidades de seguir em frente.
Nuno Gomes entrou ao intervalo para o lugar do outro "matador" da selecção Portuguesa, Pedro Pauleta, e aos 57' disparou forte de fora de área, não dando hipótese de defesa a Iker Casillas.
Portugal venceu, qualificou-se e o resto da história já todos conhecem...
Actualmente, a Espanha é "apenas" e só a campeã europeia em título, e a qualidade da equipa em relação à de 2004, é claramente superior.
Na equipa de Portugal, continuo a defender que Nuno Gomes tinha lugar. É que, quem sabe nunca esquece !
Recorde a equipa de Portugal no último jogo frente à Espanha:

Ricardo; Miguel, Jorge Andrade, Ricardo Carvalho e Nuno Valente; Costinha, Maniche e Deco; Luís Figo (Petit 78'), Cristiano Ronaldo (Fernando Couto 85') e Pauleta (Nuno Gomes 45');
Treinador: Luiz Felipe Scolari; Suplentes Não Utilizados: Quim, Moreira; Beto, Rui Jorge, Paulo Ferreira, Rui Costa, Tiago, Simão Sabrosa e Hélder Postiga;

E agora, recorde o golo de Nuno Gomes:

domingo, 27 de junho de 2010

Recordar: David Suazo no Benfica.

Continuo a recordar os "Mundialistas" que passaram pelo futebol português, e hoje "chegou a vez" de David Suazo das Honduras, apesar da selecção caribenha já ter sido eliminada do Mundial.
Suazo chegou ao Benfica em 2008, por empréstimo do Inter de Milão. Sem espaço na equipa da capital de Itália, este hondurenho foi a par de Pablo Aimar e Jose Antonio Reyes, uma das contratações mais sonantes dos encarnados para a época 2008/2009.
A estreia de Suazo com a camisola do Benfica, ocorreu perante o Nápoles em jogo a contar para a 1ª Eliminatória da Liga Europa, tendo o avançado hondurenho feito o primeiro golo dos encarnados no jogo (o Benfica acabou por perder 3-2 em Itália).
Neste mesmo jogo, Suazo contraíu uma lesão grave que o manteve afastado dos relvados por aproximadamente um mês.
Regressou à competição, frente ao Hertha de Berlin, novamente em jogo a contar para a Liga Europa.
Depois deste regresso, afirmou-se como uma das peças-chave do onze de Quique Flores, e manteve a titularidade até Dezembro, altura da habitual paragem natalícia.
Em dois meses, participou em doze dos três jogos realizados pelo Benfica, tendo apenas sido suplente utilizado em duas ocasiões (Hertha Berlin para a Liga Europa e Académica para o Campeonato). Foi suplente não utilizado frente ao Metalist, jogo em que os encarnados foram derrotados por 1-0, e acabaram afastados das competições europeias.
Pelo meio marcou quatro golos, todos eles para o Campeonato: V. Guimarães (fora); V. Setúbal (casa) e um bis frente ao Marítimo, na vitória dos encarnados na Madeira por claros 6-0.
Foi titular no primeiro encontro do Benfica no ano de 2009, aquando da deslocação benfiquista à Trofa, ao reduto do Trofense (derrota por 2-0).
Participou em mais dois jogos (V. Guimarães para a Carlsberg Cup e Sp. Braga para o Campeonato), e foi suplente não utilizado no jogo seguinte, frente à Olhanense para a Carlsberg Cup.
Fez mais dois jogos, ambos frente ao Belenenses, embora para competições diferentes. No primeiro, entrou aos 61' em partida referente à Carlsberg Cup e para o campeonato esteve em campo durante os 90' minutos.
A contas com problemas físicos falhou a recepção encarnada ao Rio Ave, em jogo a contar para a Liga Sagres, tendo regressado no Estádio do Dragão perante o FC Porto, num jogo que terminou empatado a um golo.
Na visita ao terreno dos azuis e brancos, ressentiu-se da lesão e acabou substituído aos 62', falhando depois a partida frente ao Paços de Ferreira (para a Liga Sagres), na semana seguinte.
Regressou no jogo seguinte, na visita do Benfica ao terreno do Sporting em jogo a contar para a Liga Sagres, em que os encarnados saíram derrotados por 3-2.
Depois do derby lisboeta, voltou a enfrentar um largo período de paragem tendo regressado, exactamente um mês depois e novamente frente ao Sporting.
Desta vez, o jogo foi a contar para a Carlsberg Cup (a tal final de Pedro Silva...) tendo Suazo actuado os 120' minutos sem marcar qualquer golo. Os encarnados acabaram por conquistar o troféu após marcação de grandes penalidades.
Certamente que os adeptos do Benfica esperavam mais deste jogador que curiosamente possuí a mesma alcunha que a grande figura benfiquista, Eusébio: "A Pantera Negra".
O facto de ter sido mal utilizado por Quique Flores, debilitou-lhe a condição física, provocando claro, muitas lesões musculares.Número de Jogos efectuados por David Suazo ao serviço do Benfica:

08/09 - 22 Jogos/5 Golos (12 no Campeonato/4 Golos; 4 na Liga Europa/1 Golo; 3 na Carlsberg Cup; 3 na Taça de Portugal)

Palmarés de David Suazo no Benfica:

Carlsberg Cup: 1 (2008/2009)

sábado, 26 de junho de 2010

Juvenis: FC Porto Campeão.

O FC Porto sagrou-se esta manhã bi-campeão nacional em Juvenis, ao vencer o Sporting por 2-0, em jogo realizado no Centro de Estágio de Olival/Crestuma.
Este é o segundo título consecutivo dos jovens "Dragões", que são orientados pelo antigo jogador da equipa principal e futuro elemento da equipa técnica de Vilas Boas, Pedro Emanuel.
A campanha azul neste "mini campeonato" foi extraordinária, pois os azuis e brancos venceram cinco dos seis encontros que realizaram.
À entrada para a última jornada, o FC Porto era segundo classificado, a um ponto do líder Sporting.
Na partida de hoje que opôs ambas as equipas, o Sporting entrou mais defensivo, claramente com o objectivo de segurar o empate, resultado que "servia" para a conquista do título.
No entanto, um forte arranque dos Dragões no segundo tempo, culminou com dois golos em dois minutos: primeiro foi Lupeta aos 57'; depois foi Ricardo Alves aos 59' quem fechou a contagem.
No final a festa foi azul e branca.
Enquanto no outro jogo do grupo, V. Guimarães e Benfica empataram a um golo no Minho. Foi um jogo claramente para cumprir calendário. Os vimaranenses ficaram em último, enquanto que os encarnados foram 3ºs.
O FC Porto conquistou assim o seu 19º título de Campeão Nacional, em Juvenis.
Resultados e Marcadores das seis jornadas:

1ª Jornada - 03/06/2010 - V. Guimarães (João Pedro 42') 1-2 FC Porto (Lupeta 40' e 71'); Benfica 0-0 Sporting;
2ª Jornada - 06/06/2010 - FC Porto (Lupeta 45'; Rúben Teixeira 77'; Tozé 84') 3-1 Benfica (Diego Lopes 74'); Sporting (João Mário 30'; Mateus 66') 2-1 V. Guimarães (João 45');
3ª Jornada - 10/06/2010 - Sporting (Betinho 9'; Ricardo Pereira 74') 2-1 FC Porto (Rafael Veloso 5' na própria baliza); Benfica (Carlos Dias 37') 1-1 V. Guimarães (Luís Rocha 41');
4ª Jornada - 13/06/2010 - FC Porto (Lupeta 63') 1-0 V. Guimarães; Sporting (Ricardo Pereira 52'; Betinho 69') 2-1 Benfica (Bruno Gaspar 42');
5ª Jornada - 20/06/2010 - Benfica 0-1 FC Porto (Tiago Bragança 22'); V. Guimarães 0-4 Sporting (João Carlos 27'; Betinho 72'; Bruma 74'; Altair Júnior 79');
6ª Jornada - 26/06/2010 - FC Porto (Lupeta 57'; Ricardo Alves 59') 2-0 Sporting; V. Guimarães (Fakir 58') 1-1 Benfica (Paulo Teles 69');

Classificação Final:

1º FC Porto 15 Pontos;
2º Sporting 13 Pontos;
3º Benfica 3 Pontos;
4º V. Guimarães 2 Pontos;

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Mundial 2010: Portugal está (oficialmente) nos Oitavos

Primeiro objectivo cumprido: Portugal garantiu há minutos a qualificação para os Oitavos de Final do Mundial 2010, ao empatar a zero com o Brasil.
A qualificação estava praticamente garantida, faltando apenas a confirmação "oficial". No outro jogo do grupo, a Costa do Marfim despediu-se em beleza da África do Sul, ao vencer a Coreia do Norte por 3-0.
Portugal qualificou-se para os Oitavos de Final, sem sofrer qualquer golo na fase de grupos, o que não deixa de ser um feito histórico.
Queiroz voltou a mexer na equipa para o jogo com o Brasil, e "promoveu" três estreias no onze: Ricardo Costa (jogou a defesa direito), Pepe e Duda estrearam-se a titulares no Campeonato do Mundo, se bem que Duda já havia sido utilizado na partida anterior. Danny também regressou a titularidade, depois de o ter feito perante a Costa do Marfim.
No lado do Brasil, Dunga fez três alterações, mas duas foram por "obrigação": Kaká castigado e Elano lesionado ficaram de fora.
A primeira parte do jogo foi muito disputada, com os brasileiros a terem mais posse de bola, mas sem nunca arriscar muito no ataque e com Portugal a preocupar-se em defender bem, para depois explorar o contra-ataque.
As "picardias" normais de um jogo de futebol, também aconteceram, fruto da muita luta a meio-campo. Pepe e Felipe Melo foram os principais protagonistas destes duelos "luso-brasileiros", e por esse motivo Dunga substituiu Melo ainda antes do intervalo, precavendo uma eventual expulsão.
A primeira grande ocasião de golo da partida, aconteceu aos 32' minutos, quando Nilmar apareceu nas costas da defesa portuguesa, e rematou ao poste, após ligeiro desvio de Eduardo.
Oito minutos depois, foi Luís Fabiano quem apareceu no meio dos centrais portugueses, e de cabeça rematou ligeiramente ao lado.
Portugal nunca conseguiu chegar com "real" perigo à baliza brasileira, tendo Cristiano Ronaldo de livre directo tentado a sua sorte, mas a bola saiu (muito) por cima.Uma primeira parte praticamente sem história, deu lugar a uma segunda que teve uma ligeria melhoria no capítulo ofensivo de ambas as equipas. Portugal entrou melhor, e surgiu mais "espevitado" no ataque.
Queiroz mexeu aos 54', trocando Duda por Simão, e depois de um remate perigoso de um jogador brasileiro, colocou em campo Pedro Mendes, por troca com Pepe.
Pepe regressou aos relvados depois de uma longa lesão, e acusou claramente a falta de ritmo competitivo, o que por vezes o levou a cometer faltas desnecessárias.
Entre as duas substituições, Portugal esteve à beira do golo, depois de uma excelente arrancada de Ronaldo, e de um desvio infeliz de Lúcio, que colocou a bola nos pés de Raúl Meireles, mas este último não conseguiu melhor do que rematar ao lado, contando ainda com um desvio subtil de Júlio César.
O resultado do jogo agradava às duas equipas, com os brasileiros sempre mais impacientes do que os portugueses, e a tentarem sempre de uma maneira ou de outra chegarem com perigo à baliza de Eduardo.
A última oportunidade de perigo do jogo, pertenceu ao benfiquista Ramires, que rematou forte contando ainda com a ajuda involuntária de Bruno Alves que desviou a bola para a sua baliza, valendo depois Eduardo, que com uma excelente defesa negou o golo aos brasileiros.
Destaque também, para o facto de o árbitro da partida não ter mostrado qualquer amarelo no segundo tempo, ao invés do que aconteceu na primeira metade, em que se "fartou" de distribuir cartões.
A partida terminou pouco depois, com Portugal a apurar-se para os Oitavos, realizando uma exibição bastante "competente".Ficha de Jogo:

Portugal: Eduardo; Ricardo Costa, Bruno Alves, Ricardo Carvalho e Fábio Coentrão; Pepe (Pedro Mendes 64'), Raúl Meireles (Miguel Veloso 84') e Tiago; Cristiano Ronaldo, Danny e Duda (Simão 54');
Treinador: Carlos Queiroz; Suplentes Não Utilizados: Beto, Daniel Fernandes; Rolando, Miguel, Paulo Ferreira, Hugo Almeida e Liedson;
Lesionados: Deco e Rúben Amorim;

Brasil: Júlio César; Maicon, Juan, Lúcio e Michel Bastos; Gilberto Silva, Felipe Melo (Josué 44'), Daniel Alves e Júlio Baptista (Ramires 82'); Nilmar e Luís Fabiano (Grafite 86');
Treinador: Dunga; Suplentes Não Utilizados: Doni, Gomes; Luisão, Thiago Silva, Kleberson, Gilberto e Robinho;
Castigado: Kaká; Lesionado: Elano;

Disciplina:
Amarelos: Luís Fabiano 15'; Juan 25'; Duda 25'; Tiago 32'; Pepe 40'; Felipe Melo 43'; Fábio Coentrão 45';

"A foto do dia": Portugal 2-0 Brasil.

(Cristiano Ronaldo em luta com Gilberto Silva.)
É já dentro de poucos minutos, que Portugal enfrenta o Brasil, em jogo a contar para a última jornada do Grupo G.
Por isso, não há nada melhor do que recordar a última vitória portuguesa sobre a equipa brasileira.
Em 2007, num particular disputado no mítico Estádio de Wembley em Inglaterra, Portugal venceu por 2-0, com golos de Simão aos 82' e Ricardo Carvalho aos 90'.
Quanto ao último encontro realizado entre os doís países "irmãos", disputado em Gama no Brasil, Portugal foi copiosamente goleado por 6-2, depois de ter estado em vantagem.
Curiosamente, a nossa selecção até foi a primeira a marcar, por intermédio de Simão.
Esperemos que a última vitória da equipa das "Quinas" sobre o Brasil, se repita hoje.
Recorde a equipa de Portugal na partida de Wembley:

Ricardo; Miguel, Ricardo Carvalho (Fernando Meira 90+1'), Jorge Andrade e Caneira (Paulo Ferreira 45'); Tiago (João Moutinho 66') e Petit; Deco (Hugo Viana 60'), Quaresma e Cristiano Ronaldo (Simão 62'); Hélder Postiga (Nuno Gomes 74');
Treinador: Luiz Felipe Scolari; Suplentes Não Utilizados: Quim; Manuel da Costa e Raúl Meireles;

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Mundial 2010: Campeã do Mundo está fora

Aconteça o que acontecer daqui em diante na África do Sul, a grande surpresa deste Campeonato do Mundo será, sem dúvida, a eliminação da Campeã do Mundo em título, Itália, quando ainda estamos na fase de grupos.
A "Squadra Azzurra" com um lote de 23 jogadores compostos por um misto dos vencedores de 2006, e de jovens com potencial, acabou hoje a sua participação no Mundial 2010, ao perder com a Eslováquia por 3-2, na última jornada do Grupo E.
Nos três jogos que disputou, a selecção italiana, demonstrou ser uma equipa sem garra, sem atitude e completamente desorganizada.
Tendo conseguido empatar os dois jogos anteriores a uma bola, frente a equipas teoricamente acessíveis como Paraguai e Nova Zelândia, ninguém diria que os italianos não iriam conseguir ultrapassar a Eslováquia e seguir em frente no Mundial.
Ponto comum nos três jogos é o facto da Itália nunca ter estado em vantagem: 0-1 frente ao Paraguai; 0-1 frente à Nova Zelândia; 0-2 e 1-3 frente à Eslováquia.
Depois de estar inserida num grupo teoricamente acessível, a Itália despede-se do Campeonato do Mundo classificada no último lugar do grupo, e sem ter somado qualquer vitória. Muito mau para a selecção Campeã do Mundo em título.
E, não deixa de ser curioso, que o outro finalista de 2006, a França, também tenha sido eliminada na fase de grupos, também no último lugar e também sem qualquer triunfo.
Sinal de viragem no futebol Mundial, ou apenas excesso de confiança dos ditos "favoritos"?

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Pedro Barbosa.

Pedro Alexandre Santos Barbosa, nasceu em Gondomar a 6 de Agosto de 1970.
Conhecido no mundo do futebol por Pedro Barbosa, iniciou a sua carreira ao serviço do FC Porto, onde fez toda a sua formação.
Terminada a etapa da formação, ingressou no Freamunde, por empréstimo do FC Porto, durante duas temporadas.
Na primeira temporada em Freamunde (89/90), Pedro Barbosa realizou 28 jogos na II Divisão (equivalente à Liga Vitalis) e marcou 4 golos.
Em 90/91, já o segundo escalão se denominava II Divisão de Honra, Pedro Barbosa manteve os registos idênticos aos da temporada anterior. Fez 28 jogos e marcou 5 golos.
As boas exibições, valeram-lhe a transferência para o V. Guimarães, da I Divisão.
A primeira temporada, funcionou a "meio-gás" para Barbosa, já que participou em apenas 17 jogos, tendo marcado dois golos.
Na época seguinte, assumiu maior protagonismo na equipa vitoriana, ao realizar 29 jogos, e ao marcar nove golos.
Manteve-se como uma das principais figuras da equipa, nas duas temporadas seguintes: em 93/94, 31 jogos e 4 golos; em 94/95, 31 jogos e 6 golos.
A qualidade de jogo que demonstrou ao serviço do V. Guimarães, despertou a cobiça do Sporting, que o contratou em Abril de 1995, ainda a época não tinha terminado.
Pedro Barbosa, talvez nunca imaginou, que só iría sair do Sporting dez anos depois.
Em 95/96 participou em 22 jogos e marcou 9 golos, contribuindo para o 3º lugar final da equipa no Campeonato. Números positivos para quem se estreava com a camisola de um dos principais clubes portugueses.
Na época seguinte (96/97), a campanha do Sporting no Campenato foi melhor do que a anterior, e para isso contribuiu Pedro Barbosa, que participou em 30 jogos e marcou cinco golos.
Depois, vieram dois 4ºs lugares para o Sporting: Em 97/98 Barbosa fez 27 jogos e marcou um golo; em 98/99 participou em apenas 18 jogos e marcou dois golos.
Em 99/00, a aposta da SAD do Sporting foi clara: o objectivo era a conquista do título. O tal título que não "caía" para a formação leonina há 18 anos, foi conquistado em 2000.
Para esse feito, foi importante a "ajuda" de Pedro Barbosa: 31 jogos e 2 golos.
Em 00/01, "PB" participou em 22 jogos e marcou sete golos, mas o Sporting acabou o campeonato no 3º lugar.
Na temporada seguinte, Pedro Barbosa participou em 27 jogos e marcou três golos, ajudando o Sporting a sagrar-se novamente Campeão Nacional.
Em 02/03, Barbosa já teve um papel mais "secundário" na equipa do Sporting, ao participar em 24 jogos, tendo sido suplente utilizado em doze ocasiões. Ainda assim, marcou dois golos.
Em 03/04, voltou a ser uma das principais figuras do Sporting, ao participar em 27 jogos (25 como titular) e ao marcar nove golos.
Finalmente, em 04/05, participou em 30 jogos (apenas 12 como titular) e marcou um golo. Depois de ter ajudado o Sporting a chegar à final da Taça UEFA, colocou um ponto final na sua carreira de futebolista, depois da derrota leonina precisamente na final da Taça UEFA perante o CSKA de Moscovo realizada em...Alvalade.
Em 2006, foi apresentado como o novo director-desportivo do Sporting, cargo que manteve até Outubro de 2009, altura em que saiu juntamente com Paulo Bento do clube leonino.
Pedro Barbosa, representou a Selecção A de Portugal em vinte e duas ocasiões, tendo marcado cinco golos. Foi ainda internacional sub-21 por uma ocasião e internacional sub-19 por doze vezes. Era médio ofensivo.
(Nas Antas frente ao FC Porto, disputando um lance com Aloísio, na temporada 96/97.)
Palmarés de Pedro Barbosa como jogador:

Campeão Nacional: 2 (Sporting - 1999/2000; 2001/2002)
Taça de Portugal: 1 (Sporting - 2001/2002)
Supertaça Cândido de Oliveira: 2 (Sporting - 1999/2000; 2001/2002)

terça-feira, 22 de junho de 2010

Recordar: Hans Butt no Benfica

Hoje vou recordar mais um "Mundialista", que não teve uma passagem muito feliz por Portugal.
Hans-Jörg Butt, nasceu na Alemanha em 1974, e é guarda-redes.
Conhecido sobretudo pela sua passagem pelo Bayer Leverkusen, onde jogou entre 2001 e 2007, Butt é também conhecido por ser um guarda-redes goleador, já que "bate" livres e penaltis.
Em 2007, depois de terminar o contrato com o Leverkusen, Butt assinou pelo Benfica, para fazer concorrência a Quim na luta pela baliza encarnada.
Aposta de Fernando Santos, Butt ficou a perder com a saída do técnico, logo após a 2ª Jornada.
Com a chegada de Camacho, o alemão manteve-se no banco de suplentes, tendo entrado frente ao Marítimo à 8ª Jornada, após a expulsão de Quim. Butt entrou em campo aos 32'.
No jogo seguinte, frente ao V. Setúbal para a Carlsberg Cup, Butt foi titular, mas acabou por ser novamente relegado para o banco de suplentes, na partida seguinte, que foi frente ao Paços de Ferreira para o Campeonato.
Butt manteve-se de fora das opções principais de Camacho, durante quase dois meses, regressando frente à Académica para a Taça de Portugal.
Foi exactamente, para a Taça de Portugal, que o guarda-redes alemão efectuou a sua última partida com a camisola do clube encarnado: No dia 10 de Fevereiro de 2008, frente ao Paços de Ferreira, num jogo que o Benfica venceu por 4-1.
A partir daí, foi convocado diversas vezes, mas acabou sempre suplente não utilizado.
Depois de sair da Luz, assinou pelo Bayern Munique em 2008, clube onde é titular e onde esta temporada chegou mesmo à final da Liga dos Campeões.Número de Jogos efectuados por Hans-Jörg Butt com a camisola do Benfica:

07/08 - 7 Jogos (1 no Campeonato; 2 na Carlsberg Cup; 4 na Taça de Portugal)

Palmarés de Hans-Jörg Butt no Benfica:

Nada a assinalar.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Mundial 2010: Afinal, Ronaldo tinha razão !

Na véspera do jogo frente à Costa do Marfim, Cristiano Ronaldo, havia dito que "os golos são como o ketchup: quando aparecem, vêm todos de uma vez". E, tem razão.
Era proíbido facilitar perante a Coreia do Norte, e Portugal não facilitou mesmo.
Uma estrondosa vitória por 7-0, com golos de todos os feitios, e para todos os gostos, dão novas esperanças ao povo português.
Esta goleada "à portuguesa" é até ao momento, a maior vitória do Campeonato do Mundo.
Com quatro alterações no onze inicial (Miguel, Tiago, Simão e Hugo Almeida jogaram de início), Portugal entrou bem no jogo, mostrando querer assumir rapidamente o controlo dos acontecimentos.
A primeira grande oportunidade de golo, pertenceu a Ricardo Carvalho, que saiu a jogar desde o meio-campo português, e apareceu depois na zona do ponta de lança, acabando por rematar "para as núvens".
Dois minutos depois, o central do Chelsea voltou a aparecer na área coreana, e na sequência de um pontapé de canto atirou ao poste.
A Coreia do Norte, para evitar que os portugueses pensassem em facilidades, responderam ao criar quatro situações de perigo em poucos minutos, chegando mesmo a assustar o guardião português, Eduardo.
Hugo Almeida, era claramente mais útil sem bola do que com ela, e ia criando espaços para os seus colegas na zona defensiva dos Coreanos.
E foi assim que aos 29' minutos, Portugal chegou ao golo. Raúl Meireles soube aproveitar os espaços criados pelo ponta de lança, e após um excelente passe de Tiago, rematou com eficácia dentro de área batendo o guardião asiático.
O golo de Portugal, "fez tremer" os jogadores da Coreia do Norte, que não conseguiram dar uma resposta positiva à desvantagem.
Aproveitando a desorientação norte-coreana, Portugal carregou na procura do segundo golo ainda antes do intervalo, mas não conseguiu concretizar.Ao intervalo, Portugal vencia tranquilamente por uma bola a zero.
O que dizer do segundo tempo ?
Portugal entrou "de rompante" e em sete minutos fez três golos. Aos 53', após assistência de Raúl Meireles, Simão não teve dificuldades em encontrar o "caminho do golo"; volvidos três minutos, Fábio Coentrão com um excelente cruzamento serviu Hugo Almeida, que no interior da área fez de cabeça o terceiro golo português; finalmente, aos 60', Tiago após passe de Cristiano Ronaldo, rematou "seco" mas com eficácia.
Estavam decorridos quinze minutos do segundo tempo, e Portugal já vencia por 4-0.
Aos 71', Cristiano Ronaldo atirou de longe, mas a bola embateu na barra da baliza à guarda de Ri Myong-Guk.
Liedson saiu do banco aos 77', para aos 80' aproveitar um corte defeituoso de um defensor norte-coreano, e perante um desamparado Myong-Guk, fuzilar para o 5-0.
Sete minutos depois, foi a vez de Cristiano Ronaldo facturar. Após ultrapassar o guardião norte-coreano, e ficar com a bola em cima da cabeça, Ronaldo com a baliza deserta, empurrou para o 6-0.
Aos 89' e após cruzamento de Miguel Veloso na esquerda, Tiago rematou de cabeça, e bisou na partida, fazendo assim o 7-0.
Portugal está com os dois pés nos Oitavos de Final, esperando apenas a confirmação "oficial".
E para concluir, que excelente início de Verão tiveram os portugueses !Ficha de Jogo:

Portugal: Eduardo; Miguel, Ricardo Carvalho, Bruno Alves e Fábio Coentrão; Pedro Mendes, Tiago e Raúl Meireles (Miguel Veloso 70'); Simão (Duda 74'), Hugo Almeida (Liedson 77') e Cristiano Ronaldo;
Treinador: Carlos Queiroz; Suplentes Não Utilizados: Beto, Daniel Fernandes; Rolando, Pepe, Ricardo Costa, Paulo Ferreira, Rúben Amorim, Deco e Danny;

Coreia do Norte: Ri Myong-Guk; Cha Jong-Hyok (Nam Song-Chol 75'), Ri Jun-Il, Ri Kwang-Chon e Pak Chol-Jin (Kim Young-Jun 58'); Pak Nam-Chol, Ji Yun-Nam, Mun In-Guk (Kim Kum-Il 58') e Ahn Young-Hak; Jong Tae-Se e Hong Yong-Jo;
Treinador: Jong-Hun Kim; Suplentes Não Utilizados: Kim Myong-Gil; Pak Nam-Chol, Ri Kwang-Hyok, Ri Chol-Myong, Kim Kyong-Il, Pak Sung-Hyok, An Chol-Hyok, Choe Kum-Chol e Kim Myong-Won;

Disciplina:
Amarelos: Pak Chol-Jin 32'; Pedro Mendes 38'; Hong Yong-Jo 48'; Hugo Almeida 70';

Golos: 1-0 Raúl Meireles 29'; 2-0 Simão 53'; 3-0 Hugo Almeida 56'; 4-0 Tiago 60'; 5-0 Liedson 80'; 6-0 Cristiano Ronaldo 87'; 7 -0 Tiago 89';

domingo, 20 de junho de 2010

"A foto do dia": Portugal 5-3 Coreia do Norte.

Em vésperas do Portugal - Coreia do Norte, nada há melhor do que recordar o jogo entre as duas selecções no Mundial 66'.
A foto de hoje, ilustra bem aquele que foi um jogo muito bem disputado. Com certeza, já todos os portugueses (e norte coreanos também) ouviram falar do célebre jogo em que Portugal esteve a perder 3-0 com a equipa asiática, mas acabou por dar a reviravolta na partida, graças a um "poker" de Eusébio, que permitiu a vitória portuguesa por 5-3.
O outro golo português foi da autoria de José Augusto, numa altura em que Portugal já vencia por 4-3.
Era bom, que o jogo de amanhã fosse tão emotivo como o de 1966, e que no fim, a sorte nos voltasse a sorrir. E não é pedir muito.
Recorde a equipa titular de Portugal:

José Pereira; Hilário, Morais, Alexandre Baptista e Vicente; Coluna, Simões e Jaime Graça; José Augusto, Eusébio e José Torres;
Treinador: Otto Glória; Suplentes: Américo, Carvalho; Germano, Fernando Peres, Ernesto, Lourenço, Cruz, Manuel Duarte, Custódio Pinto, José Carlos e Festa.

Marcha do Marcador: 0-1 Seung Zin Pak 01'; 0-2 Dong Woon Li 22'; 0-3 Sung Kook Yang 25'; 1-3 Eusébio 27'; 2-3 Eusébio 43'; 3-3 Eusébio 56'; 4-3 Eusébio 59'; 5-3 José Augusto 80';

sábado, 19 de junho de 2010

Juniores: Sporting Campeão

(Em 2007/2008 foi assim a festa...)
Não estranha este título? Pois, é normal.
O Sporting sagrou-se hoje Tri Campeão Nacional em Juniores, depois de vencer o FC Porto por uma bola a zero, na última jornada da fase final.
O golo leonino foi apontado logo aos 14' minutos, e foi da autoria do médio ofensivo brasileiro, Renato Neto.
No outro jogo, o Benfica empatou no Seixal com o V. Guimarães a um golo, e confirmou o que se esperava: os "Leões" sagram-se novamente campeões.
Os "encarnados" até estiveram a vencer, após golo de Carlos Dias aos 23', mas a turma vitoriana não baixou os braços, e aos 74' Kaká fez o golo do empate.
Assim sendo, os jovens "leõezinhos" conquistam um feito inédito na história do Sporting CP, pois o clube de Alvalade nunca havia vencido o Campeonato Nacional de Juniores por três vezes consecutivas.
Resultados e Marcadores das seis jornadas:

1ª Jornada - 15/05/2010 - Benfica (Danilo 5'; Lassana Camará 26'; Adul 83') 3-3 Sporting (Amido Baldé 7'; William Carvalho 12'; Renato Santos 68'); V. Guimarães (Tiago Rodrigues 43'; Djaló 78') 2-0 FC Porto;
2ª Jornada - 22/05 e 23/05/2010 - Sporting (Cédric 71') 1-0 V. Guimarães; FC Porto (Claro 13'; Bakar 36' na própria baliza) 2-2 Benfica (Evandro Brandão 29'; Rafael Costa 40');
3ª Jornada - 03/06/2010 - FC Porto 0-1 Sporting (Amido Baldé 69'); V. Guimarães (Tomané 34') 1-1 Benfica (Roderick 41');
4ª Jornada - 06/06/2010 - FC Porto (Caetano 28') 1-0 V. Guimarães; Sporting 0-2 Benfica (Rúben Pinto 50'; Rafael Costa 90+5');
5ª Jornada - 12/06/2010 - V. Guimarães 0-1 Sporting (Amido Baldé 89'); Benfica (Rúben Pinto 47'; Roderick 90+4'); 2-2 FC Porto (Sérgio Oliveira 14'; Pipo 73';)
6ª Jornada - 19/06/2010 - Benfica (Carlos Dias 23') 1-1 V. Guimarães (Kaká 74'); Sporting (Renato Neto 14') 1-0 FC Porto;

Classificação Final:

1º Sporting 13 Pontos;
2º Benfica 8 Pontos;
3º V. Guimarães 5 Pontos;
4º FC Porto 5 Pontos;

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Mundial 2010: Inglaterra - EUA em forma de Lego

(Green parece que vai agarrar a bola, mas na verdade, a bola acabou por lhe fugir...)
Foi há uma semana atrás, que Inglaterra e Estados Unidos se defrontaram na primeira jornada do grupo C, a contar para o Campeonato do Mundo.
Os ingleses até começaram melhor, e chegaram ao golo logo aos 4' minutos por Steven Gerrard.
Ainda no primeiro tempo, os americanos chegaram ao golo do empate, através de um remate de fora de área, de Clint Dempsey, que contou com a preciosa ajuda do guardião inglês, Robert Green, que deu um monumental "frango".
Faltavam ainda cinco minutos para o intervalo, mas o que é certo, é que o resultado não se alterou mais até ao fim da partida, e os ingleses atrasaram-se assim na luta pelo primeiro lugar do grupo.
Posto isto, o tabelóide inglês "The Guardian", "brincou" com a situação e retratou o empate entre as duas nações amigas, em forma de...Lego.
Cá fica o vídeo, que além da originalidade, conta com todos os pormenores em volta dos golos:

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Recordar: Marek Cech no FC Porto

São dezoito, os jogadores que estão presentes no Campeonato do Mundo, e que já passaram pelo futebol português.
Entre eles, está o lateral eslovaco Marek Cech, que durante três temporadas envergou a camisola do FC Porto, e venceu três campeonatos Nacionais.
Cech, foi mesmo titular na estreia da Eslováquia em fases finais do Campeonato do Mundo, na passada segunda-feira, que terminou com um empate a um golo frente à Nova Zelândia.
Em 2005, com a chegada de Co Adriaanse ao comando do FC Porto, deu-se nova debandada geral no plantel dos azuis e brancos.
Entre os vários reforços, as maiores desconfianças recaíam sobre o turco Sonkaya e o eslovaco Marek Cech.
Cech, havia sido contratado ao Sparta Praga, onde se sagrou campeão nacional checo, e clube pelo qual se estreou na Liga dos Campeões.
Pelo FC Porto, estreou-se apenas em Outubro, e logo na Champions League. O FC Porto recebeu e venceu o Inter de Milão por 2-0, tendo Cech actuado os noventa minutos.
Manteve-se no onze por mais três jogos, dois para o campeonato, e o último novamente frente ao Inter, em Itália. Foi depois suplente não utilizado durante algum tempo, tendo voltado à competição na décima sétima jornada, frente ao Boavista.
A partir daqui, e até ao fim da temporada, foi utilizado regularmente, tendo apenas falhado três jogos por opção técnica.
Contas feitas, e somando as três competições, Marek Cech participou em vinte e um jogos, tendo marcado um golo.
Com a saída de Adriaanse e a entrada de Jesualdo, Cech manteve-se titular na formação portista, como provam os vinte e dois jogos (um golo marcado) em que participou para o Campeonato Nacional na temporada 2006/2007.
Na Liga dos Campeões, participou em cinco jogos, sem nunca ter feito o gosto ao pé.
Para 07/08, Jesualdo manteve-se, e Marek Cech também.
No campeonato baixou o número de jogos em que esteve presente, pois participou em apenas dezasseis jogos, sem ter marcado qualquer golo. Na Liga dos Campeões, fez os mesmos cinco jogos da temporada passada, e na Taça de Portugal, participou em quatro jogos.
Acabou por ser "descartado" para a temporada 08/09, sem nunca ter convencido muito os adeptos portistas. Foi vendido ao West Bromwich de Inglaterra, onde ainda se mantém, e onde foi pedra basilar na equipa que esta temporada carimbou o regresso à Premier League.Número de Jogos efectuados por Marek Cech ao serviço do FC Porto:

05/06 - 21 Jogos/1 Golo (14 no Campeonato/1 Golo; 2 na Liga dos Campeões; 5 na Taça de Portugal);
06/07 - 29 Jogos/1 Golo (22 no Campeonato/1 Golo; 5 na Liga dos Campeões; 2 na Taça de Portugal);
07/08 - 25 Jogos/0 Golos (16 no Campeonato; 5 na Liga dos Campeões; 1 na Supertaça; 1 na Carlsberg Cup; 2 na Taça de Portugal);

Palmarés de Marek Cech no FC Porto:

Campeonato Nacional I Divisão: 3 (2005/2006; 2006/2007 e 2007/2008);
Taça de Portugal: 1 (2005/2006)

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Atenção Portugal: Coreia do Norte tem quem nos entenda

Nunca ninguém imaginou, que na comitiva norte-coreana, existe um elemento que fala português.
Jong Tae-Se (na foto), considerado o "Rooney Asiático" é a grande estrela da equipa, e além disso, ainda fala...português.
Este avançado de 26 anos, nasceu no Japão, onde fez toda a sua carreira de futebolista, tendo começado no Korea University.
Em 2006, mudou-se para o Kawasaki Frontale, onde se mantém actualmente, e onde foi companheiro do avançado do FC Porto, Hulk.
Depois de se naturalizar norte-coreano, já representou a Selecção principal em vinte ocasiões, a última das quais ontem frente ao Brasil, tendo marcado 12 golos.
Cá fica o vídeo, onde Jong Tae-Se mostra que sabe falar português, e que pode ser uma das armas do seu seleccionador para perceber a comunicação entre os jogadores portugueses.
Põe-te atento Queiroz !

terça-feira, 15 de junho de 2010

Mundial 2010: Portugal começa com empate

Portugal não começou da melhor maneira o Campeonato do Mundo 2010.
A selecção portuguesa, não foi além de um nulo frente à sua congénere da Costa do Marfim.
Queiroz apostou no habitual 4-3-3, mas com uma pequena supresa: Danny entrou de início, e Simão Sabrosa ficou no banco.
Na Costa do Marfim, a estrela Didier Drogba, acabou mesmo por ser suplente.
Era importante começar o jogo por cima, e foi isso que fez a selecção das Quinas. Não mandou propriamente no jogo, mas mostrava ter mais argumentos que o seu adversário.
Aos 10' minutos Cristiano Ronaldo, de longe fez um bom remate, mas o esférico não teve o destino desejado: embateu com estrondo no poste.
Esta foi a única oportunidade portuguesa no primeiro tempo. Na defesa, havia espaço para circular a bola, mas à medida que os portugueses se aproximavam da baliza marfinense, os espaços eram cada vez menos.
Os africanos, bem organizados defensivamente, também não iam criando muito perigo, mas mesmo assim, ainda "arriscaram" o remate em duas ocasiões.
Tiene, na conversão de um livre directo atirou ao lado, e depois Tiore de fora de área, não conseguiu assustar Eduardo.
No segundo tempo, a Costa do Marfim entrou melhor que Portugal, e criou várias situações de perigo, nos minutos iniciais.Queiroz insatisfeito com a produção da equipa, lançou Simão para o lugar de Danny. O extremo luso-venezuelano não deu seguimento às boas exibições realizadas frente a Cabo Verde e Moçambique, e acabou por ser substituído sem grande surpresa.
Aos 58' minutos Deco cruzou em jeito, e Liedson no meio de dois defesas, rematou de cabeça para defesa fácil de Barry.
Os "Elefantes" continuavam a ser a equipa mais ofensiva, e rematavam mais, sempre com Gervinho (fixem este nome) em destaque.
Eriksson ia conseguindo libertar a equipa, e aos 66' lançou Didier Drogba. Com a entrada do ponta de lança do Chelsea, pensava-se que os africanos iriam vir para a frente com tudo. Puro engano.
A Costa do Marfim ficou mais defensiva, e permitiu que Portugal circulasse a bola no seu meio campo.
Minutos antes (62'), Queiroz havia lançado Tiago em campo, para dinamizar o sector intermediário, mas mesmo assim Portugal era uma equipa muito "presa".
A única oportunidade portuguesa no segundo tempo, voltou a sair dos pés de Cristiano Ronaldo, e foi na marcação de um livre directo.
O extremo português bateu o livre bem ao seu jeito, mas a bola não "desceu" na altura certa.
Os minutos iam passando, e a paciência ia-se esgotando. A quatro minutos do fim, Meireles com problemas físicos deu lugar ao benfiquista Rúben Amorim, que se estreou assim pela Selecção A.
Até final, os "Elefantes" carregaram na procura do golo da vitória, e Drogba até esteve perto de o conseguir, mas em vez de rematar, procurou servir Aruna Dindane.
Portugal acabou o jogo completamente sufocado pelos marfinenses, mas pode-se dizer que ganhou um ponto.Ficha de Jogo:

Portugal: Eduardo; Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho, Bruno Alves e Fábio Coentrão; Pedro Mendes, Deco (Tiago 62') e Raúl Meireles (Rúben Amorim 86'); Danny (Simão Sabrosa 56'), Cristiano Ronaldo e Liedson;
Treinador: Carlos Queiroz; Suplentes Não Utilizados: Beto, Daniel Fernandes; Miguel, Duda, Rolando, Pepe, Ricardo Costa, Miguel Veloso e Hugo Almeida;

Costa do Marfim: Barry; Demel, Kolo Touré, Zokora e Tiene; Yaya Touré, Emmanuel Eboué (Romaric 89') e Tiote; Gervinho (Kader Keita 82'), Kalou (Drogba 66') e Dindane;
Treinador: Sven-Goran Eriksson; Suplentes Não Utilizados: Zogbo, Daniel Yeboah; Arthur Boka, Brou, Gohouri, Bamba, Gosso, Emmanuel Kone e Doumbia;

Disciplina:
Amarelos: Zokora 7'; Cristiano Ronaldo 21'; Demel 21';

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Recordar: O último golo português em fases finais do Campeonato do Mundo.

Na véspera de Portugal fazer a estreia, naquela que será a sua quinta presença em fases finais do Campeonato do Mundo, recordo aqui, o último golo português apontado em Mundiais.
Quando Nuno Gomes facturou perante a Alemanha em 2006, no jogo de atribuição de 3º e 4º lugar, o jogo já caminhava a passos largos para o fim.
Foi o 32º golo de Portugal em fases finais do campeonato do Mundo, depois dos 17 marcados em Inglaterra (66'), dos 2 marcados no México (86'), dos 6 apontados na Coreia (2002), e dos seis apontados pela equipa das Quinas na Alemanha, antes de chegar ao último jogo.
Nuno Gomes fez o seu primeiro golo em fases finais do Campeonato do Mundo (esteve presente em duas edições), frente à Alemanha, aos 88' minutos, depois de ter entrado aos 69'.
Portugal já perdia por 3-0, e o golo apontado pelo avançado natural de Amarante, serviu apenas para reduzir a diferença, e para tornar o resultado mais "leve".
Após cruzamento de Luís Figo na direita, Nuno Gomes "voou" ao seu estilo, para de cabeça bater o desamparado Oliver Kahn.
Este Mundial, Nuno Gomes acompanhará pela televisão, o que na minha opinião é injusto, dado que para mim, Nuno Gomes é dos melhores pontas de lança portugueses.
Veja um resumo alargado da partida de 2006, bem como o golo português (08:45):

domingo, 13 de junho de 2010

FC Cesarense: Duas subidas consecutivas colocam clube na II Divisão

O dia 30 de Maio, estará para sempre marcado na história do Futebol Clube Cesarense.
Há duas semanas atrás, a pacata Vila de Cesar, concelho de Oliveira de Azeméis, encheu-se de cor para celebrar mais um feito do Cesarense. Era hora de se festejar nova subida, desta vez à II Divisão Nacional.
Foi uma maratona de trinta e dois jogos que começou e terminou frente a adversários do concelho de Vila Nova de Gaia. O primeiro jogo, frente ao Candal na jornada inaugural da Série C da III Divisão Nacional, versão 2009/2010; o último frente ao Coimbrões, jogo esse que carimbou a subida do clube preto e branco, à II Divisão.
Mas, voltemos então ao Passado.
No dia 30 de Maio de 2009, o FC Cesarense disputou frente à BARC, a última jornada do Campeonato Distrital da I Divisão da AF Aveiro, vencendo por cinco bolas a zero.
A subida e a conquista do campeonato já estavam confirmadas há algumas semanas, mas a data que fica na história é aquela em que os cesarenses disputaram o último jogo nos Distritais.
Desde a despromoção aos Distritais em 2006, que o grande objectivo do Cesarense, era a subida de divisão, que acabou por acontecer mais tarde do aquilo que se esperava.
O Campeonato Distrital de 08/09 foi um autêntico "passeio" para o Cesarense, que foi campeão com mais quinze pontos que o segundo classificado, Estarreja.
A equipa técnica que conseguiu o feito, chefiada por Carlitos, não renovou o vínculo para 2009/2010, dando lugar a José Pedro, ex jogador do Marítimo e do Portimonense.
As mexidas no plantel também foram algumas, sendo que havia vários jogadores com passagens discretas pela Liga de Honra: Marco, Carlos Robalinho e Cristiano Robalinho pelo Feirense; e Américo Rocha pelo União de Lamas.
A época de regresso do Cesarense à III Divisão, não foi fácil e até começou muito mal. No fim da primeira volta, o lugar lugar e os doze pontos conquistados, não apontavam o Cesarense como candidato à subida.
No entanto, uma boa segunda volta, conduziu o Cesarense ao sexto lugar com trinta e dois pontos conquistados.
Na segunda fase, as cinco vitórias e os três empates, aliadas às duas derrotas, conduziram o Cesarense ao segundo lugar final na "poule" de subida.
Foi, sem dúvida, um feito histórico, de um clube que já havia falhado a subida à II Divisão B, por três ocasiões.
Aliás, é um feito duplamente histórico, já que se trataram de duas subidas consecutivas, que colocam o Cesarense no terceiro patamar do futebol português.

sábado, 12 de junho de 2010

"A foto do dia": O festejo de Heinze

A febre do Mundial já começou.
E a foto do dia de hoje, passa-se justamente na África do Sul.
No encontro que opôs a Argentina de Diego Armando Maradona, à Nigéria agora sem a referência de outros tempos, JJ Okocha, os sul-americanos venceram por 1-0, e o golo foi apontado por um experiente defesa de seu nome, Gabriel Heinze, que nos seus primeiros anos na Europa, representou o Sporting.
O golo aconteceu logo no início da partida (estavam decorridos 6' minutos), e vale bem a pena ver a cabeçada indefensável de Heinze, após canto de outro veterano, Verón.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Emílio Peixe

É o único português que se pode "gabar" de ter sido eleito o melhor jogador do Campeonato do Mundo Sub-20 (1991), e é um dos poucos que se pode orgulhar de ter representado os três grandes do futebol português.
Falo de Emílio Manuel Delgado Peixe, simplesmente Peixe no mundo do futebol, que nasceu na Nazaré a 16 de Janeiro de 1973.
Peixe iniciou-se no mundo do futebol ao serviço do Grupo Desportivo "Os Nazarenos", com apenas dez anos. Aos treze anos, "aventurou-se" na capital. Inicialmente, realizou os treinos de captação no Benfica, mas como o centro de estágio dos encarnados estava cheio, acabou por não ficar.
Passado uns meses, foi treinar ao Sporting. Nos "Leões", encontrou o mesmo problema que havia encontrado no Benfica: o centro de estágio também estava lotado. No entanto, foi encontrada uma solução: Peixe dormiu num colchão cerca de três meses.
E por Alvalade, o "pequeno" Peixe cresceu, até se estrear pela equipa sénior em 1991, frente ao Farense, meses antes de disputar o Campeonato do Mundo de Sub-20.
No Campeonato do Mundo em que a "Geração de Ouro" espalhou classe, e venceu a competição frente ao Brasil, Emílio Peixe foi eleito o melhor jogador do torneio.
Depois dessa grande conquista, Peixe "pegou de estaca" na equipa principal do Sporting, onde foi titular até 1995, altura em que foi emprestado ao Sevilha.
Em Sevilha, encontrou um clube com graves problemas financeiros, cheio de dívidas, e apenas "aguentou" seis meses. Pediu para regressar ao Sporting, e regressou. Fez dez jogos em 95/96.
Em 96/97 começou por ser utilizado, mas acabou a treinar à parte, acabando por ser envolvido num negócio de troca de jogadores entre FC Porto e Sporting em 1997. (Peixe num treino do FC Porto. Da esquerda para a direita: Chaínho, Peixe, Ricardo Carvalho, Fehér, Lipcsei e Ricardo Sousa.)
Fez apenas um jogo sob a orientação de António Oliveira, o que foi suficiente para inscrever o seu nome na lista de jogadores tetra-campeões.
Em 98/99, já sob o comando de Fernando Santos, Peixe foi mais utilizado e ajudou o FC Porto a sagrar-se Penta Campeão Nacional.
Ainda foi bastante utilizado na campanha portista em 99/00, que terminou com o fim do ciclo ganhador do FC Porto no campeonato português. Em 00/01, acabou por fazer apenas dois jogos, e em 01/02 acabou a treinar na equipa bê dos portistas, devido a conflitos entre o seu empresário (José Veiga) e a direcção do FC Porto.
Em Janeiro, ainda recusou o Alverca, mas foi "ameaçado" que ou seguia viagem para o Ribatejo, ou passaria mais seis meses a treinar na equipa bê.
Seguiu para o Alverca, onde fez sete jogos, mas não evitou a descida do clube ribatejano à Liga de Honra. Pelo meio, foi um dos melhores em campo, no empate a zero do Alverca nas Antas.
Reforçou o Benfica para 02/03, entrando assim num pequeno lote de jogadores que representaram os três grandes do futebol português.
No entanto, devido a vários problemas físicos, participou em apenas dois jogos, actuando num total de apenas quinze minutos (2' num jogo, 13' noutro).
Seguiu para o U. Leiria em 03/04, onde participou em apenas dois jogos. Mais problemas físicos, e a morte em campo do seu amigo Miki Fehér, levaram-no a terminar a carreira aos trinta anos.
Peixe jogava a trinco, mas também podia ser utilizado como defesa central.
Além de ter sido o melhor jogador do Mundial sub-20 em 1991, como já referi, Peixe representou a Selecção Nacional em doze ocasiões, e recebeu ainda convites formais de Juventus (1990) e Fluminense (1999).
Actualmente, é o seleccionador nacional sub-16.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

II Divisão: Arouca e Moreirense promovidos.

Terminou há minutos o último jogo do play-off de subida para a Liga Vitalis. Arouca e Moreirense, são os promovidos.
O Arouca recebeu e venceu o Moreirense por 2-1, mas a derrota também permitiu a subida ao Moreirense. "Pelo caminho" ficou o União da Madeira.
O Moreirense até foi a primeira equipa a chegar ao golo, quando aos 33' minutos o brasileiro Eriverton, que chegou a representar o emblema axadrezado na SuperLiga, marcou.
De seguida, o Arouca empatou por Beré, outro brasileiro que passou pela SuperLiga, mais concretamente ao serviço do Paços de Ferreira.
Já nos últimos quinze minutos, Hélder Silva, respondeu da melhor maneira a um cruzamento vindo da direita, e ao segundo poste encostou para o golo da vitória arouquense.
Sendo assim, o União da Madeira, é a mais recente vítima da má organização existente no futebol português. O clube madeirense, que das três equipas que disputaram a subida à Liga Vitalis, foi a que melhor primeira fase fez, não merecia (tal como nenhuma das outras) "morrer na praia".
Confira os resultados e os marcadores dos seis jogos disputados:

1ª Jornada - 09/05/2010 - U. Madeira 0-0 Moreirense;
2ª Jornada - 15/05/2010 - U. Madeira (Luís Pinto 36') 1-2 Arouca (Jorge Leitão 33'; Bruninho 69');
3ª Jornada - 23/05/2010 - Moreirense (Pintassilgo 20'; Luís Leal 76') 2-0 Arouca;
4ª Jornada - 30/05/2010 - Moreirense 0-0 U. Madeira;
5ª Jornada - 06/06/2010 - Arouca 0-1 U. Madeira (Julian 86');
6ª Jornada - 10/06/2010 - Arouca (Beré 38'; Hélder Silva 77') 2-1 Moreirense (Eriverton 33');

Classificação final:

1º Arouca 6 Pontos;
2º Moreirense 5 Pontos;
3º U. Madeira 5 Pontos;

quarta-feira, 9 de junho de 2010

III Divisão: Mangualde desiste da competição.

É a primeira baixa confirmada na III Divisão Nacional, versão 2010/2011.
O Grupo Desportivo Mangualde, clube pertencente à AF Viseu, abdicou de participar na III Divisão Nacional na próxima temporada, para poder regularizar as dívidas que tem para com a Segurança Social, que rondam os 120 mil euros.
"A única forma de contornar o problema é começar a construir, por baixo, um bom projecto." disse o presidente Ricardo Lopes.
Assim sendo, na próxima época, o Mangualde disputará a 2ª Divisão Distrital da AF Viseu, em vez de disputar por direito a III Divisão Nacional.
O clube viseense, disputou na temporada 2009/2010 a Série D da III Divisão, e alcançou automaticamente a manutenção ao classificar-se nos seis primeiros, ganhando assim o direito a participar na luta pela subida à II Divisão.
A desistência do Mangualde, abre uma vaga na III Divisão, e o substituto deverá ser o Penamacorense, que foi despromovido dentro de campo aos Distritais.
Outra forte possibilidade, é subir o 2º classificado da Divisão de Honra da AF Porto 09/10, Alpendorada.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Selecção: Nani falha Mundial.

Se o cenário já era um pouco "negro", o que dizer quando um dos jogadores em que os portugueses depositam mais esperanças, se lesiona ?
Pois é. O azar bateu à porta de Nani.
O extremo do Manchester United, havia-se lesionado no ombro na semana passada, e falhou o treino do último sábado por precaução.
Queiroz havia dito que o jogador seria reavaliado dentro de uns dias, e hoje após efectuar os exames necessários numa clínica em Joanesburgo, Nani ficou a saber que não jogará no Mundial 2010.
O substituto do jogador do United, será Rúben Amorim do Benfica, que deverá chegar ao estágio da Selecção entre amanhã e quinta-feira.
A FPF emitiu um comunicado que dá conta da lesão do luso-caboverdiano, e também da sua substituição por Amorim:
"Na sequência do traumatismo, envolvendo a clavícula esquerda, sofrido pelo jogador Nani e após avaliação diária da evolução da lesão, com a realização de exames complementares, concluímos pela inaptidão competitiva do referido jogador. O dossiê médico será presente ao Departamento Médico do Manchester United FC.
Em face do transcrito, a Federação Portuguesa de Futebol, tendo em consideração os regulamentos da FIFA em relação ao Campeonato do Mundo África do Sul 2010, vai solicitar a substituição do atleta Nani pelo atleta Rúben Amorim.
"

segunda-feira, 7 de junho de 2010

AF Lisboa: Lourinhanense e Vilafranquense "renascem".

Apesar das subidas de Lourinhanense e Vilafranquense, já terem sido confirmadas há algumas semanas atrás, e da I Divisão Distrital da AF Lisboa ter terminado no passado 23 de Maio, nunca é de mais mencionar as subidas destas duas formações, que não há muitos anos disputaram a II Divisão B.
A Série 1 da I Divisão da AF Lisboa, foi "brindada" esta temporada com uma luta pela subida a três. Três clubes esses, já com história no futebol português.
Lourinhanense, Vilafranquense e Alverca lutaram até a penúltima jornada pela promoção à Divisão de Honra.
O campeão foi um antigo satélite do Sporting: o Lourinhanense. O clube que usa as mesmas cores dos "Leões", passou pela II Divisão B na década de 90, bem como no princípio da última decada.
Depois disso, participou na III Divisão, antes de entrar numa crise financeira, que "atirou" com o clube para os Distritais de Lisboa, onde esta temporada "brilhou" e conseguiu o título da I Divisão.
Os homens da Lourinhã, tiveram um arranque muito forte, e no fim da primeira volta lideravam o campeonato, depois de doze vitórias em quinze jogos.
Na segunda volta, o Lourinhanense "baixou de produção" e chegou mesmo a passar para segundo. Apenas na última jornada, e aproveitando o empate do Vilafranquense é que o clube verde e branco, assumiu a liderança, e claro, festejou a conquista do campeonato.
Entre os 30 jogos, destacam-se as vitórias sobre o outro promovido, Vilafranquense, e a derrota caseira com o Alverca, logo à 5ª Jornada.
No plantel, destaca-se o nome de Serginho, jogador que representou o Lourinhanense na II Divisão B e na III Divisão, além de Bruno Antunes, jogador que representou o clube da Lourinhã nas camadas jovens, e que teve passagens por Torreense e Caldas, na II Divisão B.
Aproveito para relembrar, que pelo Lourinhanense passaram jogadores como Caneira, Boa Morte, Patacas, Nuno Assis ou Alhandra.Quanto ao outro promovido, Vilafranquense, disputou a II Divisão B durante sete temporadas consecutivas, entre 1998 e 2005.
À semelhança do Lourinhanense, o clube ribatejano, passou por alguns problemas financeiros, que o "atiraram" para os Distritais.
Antes de chegar a I Divisão, desceu três temporadas consecutivas. Da II B à I Divisão Distrital, o Vilafranquense "demorou" dois anos.
Esta temporada, as coisas até nem começaram bem para o clube de Vila Franca de Xira. Após as duas primeiras jornadas, o Vilafranquense tinha apenas um ponto somado, fruto do empate na jornada inaugural com o A dos Cunhados. Depois, na jornada seguinte, deu-se a derrota com aquele que viría a ser o campeão, Lourinhanense.
Depois de dois resultados negativos nas duas primeiras jornadas, vieram sete vitórias consecutivas, que catapultaram o Vilafranquense para o 2º lugar da geral.
2º lugar esse que foi mantido até à 27ª Jornada, altura em que o Vilafranquense venceu o Coutada, e beneficiou da derrota do Lourinhanense, para assumir a liderança.
O empate na última jornada, em casa do Recreio, tirou o primeiro lugar aos ribatejanos, e tirou-lhes também a oportunidade de se sagrarem campeões distritais.
De todos os jogos, destacam-se as derrotas com o Lourinhanense, e destaca-se também o facto do Vilafranquense apenas ter vencido um dos quatro jogos que realizou frente aos dois grandes adversários na luta pela subida.
No plantel ribatejano, destacam-se os nomes de Vicente, jogador que representou o Vilafranquense na II Divisão B, e de Hugo, que representou o UDV na última temporada do clube em provas nacionais (III Divisão em 05/06).

sábado, 5 de junho de 2010

Jogos com história: FC Porto 0-4 Nacional (2004/2005)

O jogo que recordarei aqui hoje, disputou-se na temporada 2004/2005, e o Nacional humilhou o FC Porto no Dragão, por claros 4-0. Esta foi a derrota mais pesada de sempre do FC Porto em casa.
Estávamos em Março, faltavam dez jogos para o fim do campeonato, e os azuis -orientados por José Couceiro e campeões europeus em título - tinham fortes possibilidades de revalidarem o título de campeões nacionais; enquanto que o Nacional, orientado por João Carlos Pereira, vinha de uma derrota caseira frente ao Benfica, e ocupava o décimo segundo lugar na SuperLiga.
O jogo começou com os madeirenses no comando, e logo aos três minutos, Gouveia de livre obrigou Baía a aplicar-se, tendo Jorge Costa "matado" a jogada ao atirar a bola pela linha do fundo.
Na sequência do pontapé de canto, nasceu o primeiro golo do jogo. Miguel Fidalgo, após um cruzamento vindo do lado direito, rematou sem oposição para o fundo das redes. 0-1 aos 4'.
O FC Porto reagiu, e aos 15' Luís Fabiano cabeceou ao lado, após livre cobrado pelo grego Seitaridis.
Apenas doze minutos depois, os portistas conseguiram chegar com algum perigo à baliza defendida por Hilário: canto batido por Ricardo Quaresma na direita, e Costinha de cabeça, a rematar para fora.
Cinco minutos volvidos (32'), Leandro do Bonfim a trabalhar bem na esquerda, e a rematar de pé direito, para uma defesa segura de Hilário.
O Nacional procurou responder ao domínio portista, e aos 36' João Fidalgo na sequência de um pontapé de canto, apareceu solto dentro de área, mas cabeceou à figura de Vítor Baía.
A equipa da casa respondeu, também com perigo. Ricardo Quaresma, após um excelente trabalho no flanco direito, rematou forte e cruzado de pé esquerdo, mas Hilário, atento, negou-lhe o golo.
Já perto do intervalo (aos 44'), Costinha tentou a sua sorte de fora da área, mas a bola saiu ao lado do poste direito da baliza madeirense. Ainda antes do término do primeiro tempo, Leandro do Bonfim trabalhou bem no lado direito, e de pé esquerdo voltou a testar os reflexos de Hilário.
Ao intervalo, Couceiro insatisfeito com o resultado, fez duas alterações de uma só assentada: deixou Seitaridis e Luís Fabiano no balneário, lançando Cláudio Pitbull e Hélder Postiga.Na segunda parte, foi o FC Porto quem entrou mais forte, primeiro com Quaresma, aos 49', de livre directo fez a bola passar perto do poste esquerdo da baliza de Hilário, e depois, aos 53', Nuno Valente também de livre colocou o esférico na área, valendo Gouveia aos madeirenses, que com um arriscado corte de calcanhar, tirou a bola do alcance de Hélder Postiga; e dois minutos depois, Ricardo Quaresma ganhou espaço à entrada da área, e atirou ligeiramente ao lado da baliza do Nacional.
Até que aos 60', os madeirenses fizeram o segundo golo da noite: Ricardo Costa ainda travou Adriano, mas a bola acabou por sobrar para Alonso, que à saída de Baía, atirou para o fundo das redes. 0-2.
No minuto seguinte, Couceiro lançou Léo Lima para o lugar de Costinha, e foi o brasileiro, recém entrado no jogo, que aos 68' rematou forte e colocado para uma excelente defesa de Hilário.
Aos 70', após um contra-ataque rápido, o Nacional "matou" o jogo. Nuno Viveiros, que havia entrado aos 66', ganhou a luta com Ricardo Quaresma na linha lateral, e isolado perante Baía, não teve dificuldades em aumentar a contagem para 0-3.
Os jogadores portistas, completamente perdidos na partida, ainda procuraram esboçar uma reacção, e aos 76' Pitbull atirou forte, mas às malhas laterais. Quatro minutos depois, Léo Lima de muito longe, atirou forte de pé esquerdo, mas a bola passou ao lado da baliza nacionalista.
Aos 84' mais um golo madeirense. Na conversão de um livre directo, Bruno que já havia representado o FC Porto, rematou em jeito, levando a bola a entrar no ângulo superior esquerdo da baliza de Baía.
Quatro minutos depois (88'), Diego ainda marcou após roubar a bola a Hilário, mas o lance foi invalidado por alegada falta do jogador portista sobre o guardião alvinegro.
Já em período de descontos, o FC Porto teve duas ocasiões para reduzir o placard, mas Hilário mostrou mais uma vez estar atento: primeiro num livre directo apontado por Cláudio Pitbull, defendeu com segurança; depois numa jogada rápida de Quaresma pela esquerda que procurou assistir Diego, valeu o guardião a segurar o desvio efectuado pelo brasileiro. Pouco depois, a partida terminou.
Um FC Porto recheado de craques - Luís Fabiano, Seitaridis, Diego, Leandro do Bonfim etc -, foi humilhado por um Nacional, cujo grande destaque vai para um jogador que até nem jogou: Wendel, actualmente uma das estrelas do futebol francês, ao serviço do Bordeaux.Ficha de Jogo:

Jogo realizado no Estádio do Dragão, no Porto
Árbitro Principal: Mário Mendes

FC Porto (4-2-3-1): Vítor Baía; Seitaridis (Pitbull 45'), Jorge Costa, Ricardo Costa e Nuno Valente; Costinha (Léo Lima 61') e Ibson; Leandro do Bonfim, Diego e Quaresma; Luís Fabiano (H. Postiga 45');
Treinador: José Couceiro; Suplentes Não Utilizados: Nuno; Pepe, Raúl Meireles e Bruno Gama;

Nacional (4-3-3): Hilário; Emerson, João Fidalgo, Ávalos e Alonso; Cléber, Bruno e Gouveia (Hernâni 79'); Miguel Fidalgo (Nuno Viveiros 66'), Marcelo (Marchant 57') e Adriano;
Treinador: João Carlos Pereira; Suplentes Não Utilizados: Nuno Carrapato; André Pinto e Wendel;

Disciplina:
Amarelos: Cléber 08'; Hilário 59'; Nuno Valente 72'; Léo Lima 74'; Ávalos 82'; Leandro do Bonfim 90+3';

Marcador: 0-1 Miguel Fidalgo 04'; 0-2 Alonso 60'; 0-3 Nuno Viveiros 70'; 0-4 Bruno 86'.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Históricos do Nosso Futebol: Fabril do Barreiro

A 27 de Janeiro de 1937, na cidade do Barreiro, nasceu o Grupo Desportivo da CUF (Companhia União Fabril).
Nos primeiros anos de vida, a CUF disputou os Distritais de Setúbal "paredes meias" com a II Divisão Nacional.
Em 41/42, o "clube dos operários" conseguiu mesmo ascender à I Divisão, onde acabaria por não ser feliz no ano de estreia ao classificar-se na nona posição, entre dez clubes. Apesar disso, conseguiu a proeza de vencer na Constituição, o FC Porto, por 4-3.
Depois desta despromoção, a CUF andou várias temporadas pelo segundo escalão, até que na temporada 53/54, após vencer com distinção a Zona C da II Divisão, regressou à I Divisão.
O regresso ao primeiro escalão, em 54/55 correu bem, com a equipa a classificar-se no 7º lugar entre catorze equipas.
Depois de uma temporada tranquila, seguiram-se mais vinte e uma presenças consecutivas da CUF entre "os grandes".
Em vinte e duas épocas na I Divisão, a melhor classificação da CUF foi o 3º lugar em 64/65, que valeu o apuramento do clube para a Taça das Cidades com Feira (actual Liga Europa).
O adversário do clube fabril, na Taça das Cidades com Feira da temporada 65/66 foi o AC Milan de Itália.
A CUF entrou melhor na eliminatória, ao vencer por 2-0 o jogo da primeira mão, que se realizou no estádio Alfredo da Silva.
No entanto, os italianos mais experientes, acabaram por vencer em Itália o jogo da segunda mão, também por 2-0, o que obrigou a que houvesse um jogo de desempate que se disputou em Portugal, onde os milaneses venceram por 1-0, e seguiram em frente na prova europeia.
Na época 67/68, a CUF voltou a disputar a Taça das Cidades com Feira, mas acabou eliminada logo na primeira eliminatória, caíndo aos pés dos jugoslavos (agora sérvios) do Vojvodina.
Na temporada 71/72, com a "conquista" do 4º lugar no Campeonato Nacional da I Divisão, a CUF voltou a ganhar direito a participar nas provas europeias.
Assim sendo, em 72/73 Portugal voltou a ter a CUF nas provas europeias. Na primeira eliminatória, após vencer os dois jogos sobre os belgas do Racing Molenbeek, a CUF seguiu em frente na Taça UEFA.
Na 2ª Eliminatória, o adversário foi o Kaiserslautern da Alemanha, tendo a CUF sido derrotada na primeira mão em casa por 3-1, acabando por vencer em terras germânicas por 1-0, o que foi insuficiente para seguir em frente.
Em 75/76 deu-se a pior classificação de sempre da CUF na I Divisão, com a "conquista" do 16º e último lugar, que valeu a descida à II Divisão.
Na II Divisão a CUF esteve depois sete temporadas consecutivas, onde a melhor classificação foi o 2º lugar conseguido em 76/77, quando falhou a subida de divisão por apenas um ponto.
O pior registo foi em 82/83, quando a CUF não foi além do 16º e último lugar, descendo assim à III Divisão.
Pelo meio, em 1980, o clube mudou de nome para Grupo Desportivo da Quimigal.
O Quimigal, esteve depois nove temporadas na III Divisão, passando por duas séries: E e F. Na Série F de 83/84 a 85/86 e de 88/89 a 91/92, e na Série E em 86/87 e 87/88.
A melhor classificação da Quimigal foi o 3º lugar conquistado em 84/85, na Série F.
Em 91/92 após se classificar no 15º lugar entre dezoito equipas, a Quimigal desceu aos Distritais de Setúbal.
De 1992 até 2000, a Quimigal disputou a I Divisão Distrital da AF Setúbal, tendo conquistado o campeonato na temporada 99/00, o que valeu a promoção para os Campeonatos Nacionais.
Foi precisamente em 2000, que o clube voltou a mudar de nome. Passou a designar-se Grupo Desportivo Fabril do Barreiro, nome que se mantém actualmente.
Foi já sob a designação de GD Fabril, que o clube regressou à III Divisão. O regresso não correu da melhor maneira, com o clube a classificar-se no 15º lugar entre dezoito equipas, o que valeu nova descida aos Distritais.
Nos Distritais, o Fabril esteve durante duas temporadas. Na primeira temporada foi 4º, e em 02/03 conquistou a I Divisão da AF Setúbal, regressando assim aos Nacionais.
Mais uma vez, a presença nos Campeonatos Nacionais, foi curta. 15º lugar entre dezoito equipas, e nova descida.
Desta vez, também a permanência nos Distritais foi maior. Três temporadas, em que o clube foi sempre melhorando a sua "performance": 7º em 04/05, 4º em 05/06 e 1º em 06/07.
O regresso à III Divisão correu melhor, e até agora o clube evitou sempre a despromoção, realizando temporadas sem grandes sobressaltos.
O clube disputa os seus jogos caseiros no Estádio Alfredo da Silva, e equipa de camisola verde com mangas brancas, calções brancos e meias verdes. O actual presidente é João Soares.

Palmarés do Grupo Desportivo Fabril do Barreiro (ex CUF; ex Quimigal):
Campeonato Nacional da II Divisão: 1 (1953/1954);
Campeonato Distrital da I Divisão AF Setúbal: 3 (1999/2000; 2002/2003; 2006/2007)
Presenças Europeias: 3 (1965/1966 e 1967/1968 na Taça das Cidades com Feira; 1971/1972 na Taça UEFA);

quinta-feira, 3 de junho de 2010

FC Porto: Villas Boas é o escolhido.

Terminou a especulação, à cerca do novo treinador do FC Porto. O escolhido é, tal como se previa, André Villas Boas de apenas 32 anos.
O jovem técnico, que apenas iniciou a sua carreira de treinador principal, na temporada que agora findou ao serviço da Académica, assinou contrato com a equipa portuense válido por duas temporadas (2010/2011 e 2011/2012).
A apresentação oficial de Villas Boas, será feita amanhã pelas 13 horas, em conferência de imprensa a realizar no Estádio do Dragão.
Esta conferência servirá também para se ficarem a conhecer os nomes que acompanharão o jovem técnico nesta sua nova aventura.
Recordo que André Villas Boas entrou no FC Porto com 17 anos, pela mão do então seu vizinho, Bobby Robson, tendo sido depois director-desportivo das Ilhas Virgens com apenas 21 anos. Regressou à formação do FC Porto, passando depois com a chegada de José Mourinho, a observar ao mais pequeno pormenor todos os adversários dos azuis.
Villas Boas acompanhou depois Mourinho, na sua aventura por terras de "Sua Majestade" ao serviço do Chelsea, mantendo a função de observar os oponentes dos "Blues".
Com a ída de "Mou" para o Inter, Villas Boas passou a desempenhar a função de treinador adjunto na equipa "nerazzurra" , tendo saído no princípio da temporada 2009/2010 com o objectivo de lançar uma carreira como técnico principal.
Será o mais jovem técnico de sempre, a orientar a equipa principal do FC Porto.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Entrevista a: Richard Miran

A minha primeira entrevista foi feita a Richard Miran, ponta de lança brasileiro, que no nosso país já representou Sp. Braga, E. Amadora, Santa Clara, Beira Mar, Portimonense e Varzim.
Esta curta entrevista, serve para percebermos um pouco mais, o trajecto feito pelo avançado brasileiro, no nosso futebol.
Nascido em São Paulo no ano de 1975, Richard Garcia Miranda da Silva, deve a alcunha Miran, ao seu terceiro nome. Tem como curiosidade o facto de ser filho de Mirandinha, ex jogador do São Paulo e do Corinthians, que também foi internacional brasileiro, tendo mesmo representado a "Canarinha" no Mundial de 1974.

Conversas Redondas (CR): O Miran chegou a Portugal em 2001. Sentiu dificuldades em se adaptar ao futebol português?
Richard Miran (RM): Senti algumas, mas por motivos inesperados. Cheguei bem e tive um bom começo de época, porém como já vinha de uma época desgastante em que por vezes jogávamos três jogos durante a semana e não tive férias, acabei por contrair uma pubalgia que me limitou bastante a época.

CR: Vinha de uma época em que fez mais de 30 golos ao serviço do Sampaio Corrêa no Brasil, mas em Braga não conseguiu marcar mais do que 5 golos no Campeonato. O que se passou?
RM: Resposta similar à da primeira pergunta: a pubalgia infelizmente condicionou-me bastante!

CR: Depois do Braga, seguiu-se o E. Amadora durante duas temporadas. Apesar dos salários em atraso, foi o melhor marcador da equipa que subiu à Superliga (02/03). Gostou da experiência?
RM: Apenas pra rectificar: nesse ano não tivemos salários em atraso e se calhar também por isso alcançamos os objectivos traçados. Gostei muito da experiência. Foi um ano excelente por termos subido de divisão, porém, mais uma vez tive o azar de contrair uma lesão grave: fracturei o perónio e rompi alguns ligamentos do tornozelo. Apesar desse contra tempo ainda consegui ser o melhor marcador da equipa e ajudei-a a subir.

CR: Saiu do Estrela para o Santa Clara, representando depois Beira Mar e Portimonense. Em todos os clubes, nunca fez mais do que uma temporada. Quais os motivos principais dessa “instabilidade”?
RM: Eu sempre fiz contratos de apenas uma época e não me posso queixar de falta de oportunidades no futebol português. Posso sim, dizer que nem sempre a sorte me sorriu e fui assolado com lesões que me tiraram a sequência de jogos que necessitava para demonstrar as minhas qualidades.

CR: Terminado o vínculo com o Portimonense, rumou à Bulgária para representar o Vihren. Com que objectivos partiu rumo a um país tão frio, tão diferente e tão longíquo do seu?
RM: Parti com vontade de vencer noutro lado, de conhecer uma nova cultura e também um novo país. E como vinha de uma intervenção cirúrgica, foi uma boa escolha para recomeçar.

CR: Ouvem-se vários relatos de “coisas estranhas” que acontecem aos jogadores portugueses na Bulgária. Alguma vez passou por uma situação indelicada? Tal como racismo, etc.?
RM: Da minha parte não senti nem racismo nem dificuldades em lidar com o povo Búlgaro. Gostei da experiência, pois fui sempre bem tratado.

CR: Acabou por voltar a Portugal, juntamente com o mesmo treinador que o havia “levado” para a Bulgária (Rui Dias). Imaginava que iría passar as dificuldades financeiras, que passou no Varzim?
RM: Bem, nunca ninguém imagina que há-de ficar cinco ou seis meses sem receber. Porém foi uma boa oportunidade de voltar a Portugal e o Varzim é uma grande instituição pela qual tenho muito respeito e carinho.

CR: Saiu do Varzim para Angola. Mais uma nova experiência, desta vez num Continente que não conhecia. Adaptou-se fácilmente ao futebol angolano?
RM: É um futebol que se está a desenvolver e tem muito talento puro. Apenas precisa, é de ser trabalhado. Senti alguma dificuldade não na parte do futebol especificamente, mas sim, nas deslocações para os treinos. Todos os dias levávamos duas horas para ir e mais duas para voltar do campo de treinos.CR: Marcou três golos pelo Progresso de Sambizanga, ajudando a equipa a fazer uma boa campanha na segunda divisão. Não foi convidado a renovar?
RM: Eu tinha contrato até ao final deste ano (2010), porém rescindimos de comum acordo porque havia interesse meu em saír e como não alcançamos os objectivos também havia interesse da parte da direcção em reduzir a folha salarial.

CR: Actualmente é um jogador livre. Já foi contactado por algum clube tendo em vista a próxima temporada ? Gostaria de prosseguir a sua carreira no futebol português?
RM: Já recebi alguns convites para a época 2010/2011, porém prefiro não revelar mais nada, apesar de ser aliciante poder voltar a jogar no futebol português.

CR: Até agora, jogou sete temporadas em Portugal e apenas duas foram na Primeira Divisão. Sente alguma mágoa por não ter “passado” mais tempo no primeiro escalão?
RM: Não tenho mágoa, se não cheguei mais longe foi porque não pude ou não sabia mais, e também devido às relações extra-futebol.

CR: Além de ter trabalho com o já referido Rui Dias, trabalhou ainda com treinadores com alguns pergaminhos no futebol português, como Cajuda, Jesus ou Inácio. Algum treinador o marcou de alguma maneira em especial?
RM: Tive a felicidade e oportunidade de trabalhar com grandes treinadores do futebol português e aprendi muito com todos eles. Sou-lhes muito grato!

CR: Depois de terminar a carreira de jogador, passa-lhe pela cabeça integrar alguma equipa técnica ou até mesmo ser treinador?
RM: Para já, ainda não pensei nisso.

Questões rápidas.
CR: Melhor momento no futebol português?
RM: Melhores momentos foram as duas subidas de divisão. Uma pelo Estrela e outra pelo Beira Mar.

CR: Pior momento no futebol português?
RM: Piores momentos foram todos aqueles em que sofri uma fractura, ou uma lesão de grande gravidade, e que me afastaram muito tempo dos relvados.

CR: Clube português que mais gostou de representar?
RM: Gosto de todos os clubes que representei. São todos especiais para mim.

CR: Pretende jogar mais quantos anos como profissional?
RM: Isso só o tempo o dirá. Ainda não sei.

O "Conversas Redondas" agradece a Miran o tempo dispendido para esta curta entrevista, e deseja-lhe as maiores felicidades tanto na vida desportiva como na vida pessoal.

Pode ver o trajecto de Miran, aqui.