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segunda-feira, 1 de abril de 2013

Bruno Tiago

Bruno Tiago Fernandes Andrade, futebolisticamente conhecido por Bruno Tiago, nasceu a 1 de Abril de 1981 em Santo Tirso.
Médio centro de posição, Bruno Tiago cedo deu nas vistas com a camisola do V. Guimarães, clube onde completou a sua formação.
A sua qualidade atraiu desde logo muitos emblemas com 'nome de peso', e o histórico espanhol Salamanca, acabaria por assegurar a sua contratação para a temporada 00/01, primeira de Bruno Tiago como sénior. Sem espaço no Helmántico, o médio seguiu por empréstimo para o Ávila, clube também ele espanhol, que na altura competia na II Divisão B.
Ao serviço do Ávila, Bruno Tiago realizou dezassete jogos e marcou dois golos, convencendo os responsáveis do Salamanca, que o integraram no seu plantel principal na temporada 01/02. Agora na II Divisão espanhola, o jovem natural de Santo Tirso acabaria apenas por realizar três encontros, dois deles como titular, e no final da temporada tornou-se um jogador livre.
Findo o contrato com os espanhóis, Bruno Tiago voltaria ao activo apenas na segunda metade da temporada 02/03, quando assinou contrato com os Dragões Sandinenses, clube que militava na II Divisão B portuguesa. Aí, Bruno Tiago realizou dezasseis jogos e apontou um golo, ajudando ao nono lugar final dos gaienses na Zona Norte.
Na temporada seguinte, o médio continuou em Sandim e 'explodiu': fez trinta e quatro jogos, trinta e três como titular, e apontou quatro golos, ajudando de forma decisiva à excelente prova dos Dragões Sandinenses, que não subiu à Liga de Honra por um ponto.
A sua excelente temporada individual e a boa prestação do emblema sandinense, voltaram a despertar a cobiça de clubes de outra nomeada na sua aquisição, com o médio a rumar ao Gil Vicente para a temporada 04/05.
Pelos gilistas, haveria de completar três temporadas, duas delas no primeiro escalão e com relativo sucesso: vinte e cinco jogos na primeira época; vinte e quatro jogos e dois golos na segunda.
Depois veio o 'caso Mateus' e a formação barcelense baixou à Segunda Liga, com Bruno Tiago a realizar vinte e dois jogos, vinte como titular, embora sem fazer qualquer golo.
As boas campanhas ao serviço do Gil Vicente, valeram ao médio a transferência para um Sp. Braga que, já naquela altura, estava em ascensão no panorama nacional e internacional.
Porém, em Braga, Bruno Tiago não foi feliz: teve três épocas de contrato com os bracarenses, mas não fez qualquer jogo oficial. Uma lesão gravíssima no estágio de pré-época 07/08, com a fractura da tíbia e do perónio da perna esquerda, limitaram a carreira de Bruno Tiago, que aos 28 anos anunciou oficialmente o fim da sua carreira como futebolista.
O ex-jogador completa então hoje trinta e dois anos, e o Conversas Redondas faz assim a sua 'homenagem' a um jogador de grande qualidade, que surgiu na I Liga oriundo dos escalões secundários, e que merecia ter tido melhor sorte com a grave lesão que lhe custou a carreira.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Vinnie Jones

O 'ConversasRedondas' recupera hoje uma rubrica criada há já algum tempo, e que tem como objectivo recordar vários jogadores ou ex-jogadores de futebol, sejam eles portugueses ou não.
E o escolhido de hoje, é o inglês naturalizado por Gales, Vinnie Jones, que nos tempos que correm, e desde que abandonou o futebol, se tem dedicado à carreira de actor cinematográfico.
Tido como um dos jogadores mais violentos da história do futebol Mundial, Vincent Peter Jones nasceu em Watford a 5 de Janeiro de 1965.
Médio de grande robustez física, Vinnie Jones iniciou a sua carreira ao serviço do modesto Wealdstone, de onde se transferiu para a Premier League em 1986, mais concretamente para o Wimbledon, clube que representaria durante três temporadas consecutivas, e pelo qual venceu a Taça de Inglaterra em 1988, vencendo na final o Liverpool por 1-0. Antes, entre a mudança de Wealdstone para Wimbledon, alinhou pelo Holmsund, da II Divisão sueca.
No Verão de 1989 foi vendido ao Leeds United, clube onde esteve apenas durante uma temporada, ajudando ainda assim os "The Whites" a subirem de divisão. Jones começaria aí um 'corropio' de três clubes diferentes em três temporadas, pois em 90/91 representou o Sheffield United, e na temporada seguinte mudar-se-ia para o Chelsea.
Em 1992, acabou vendido pelos 'Blues' ao Wimbledon, regressando a uma casa que bem conhecia, e onde estaria mais seis temporadas consecutivas - entre 92/93 e 97/98 -, todas elas na Premier League.
Terminada a segunda passagem pelo Wimbledon, Vinnie Jones mudou-se para o QPR, que disputava o Championship, clube onde desempenhou funções de treinador/jogador, e ao serviço do qual terminou a sua carreira de futebolista profissional em 1998.
Apesar de ter nascido em Inglaterra, Vinnie Jones representou a selecção principal do País de Gales, durante nove ocasiões entre 1994 e 1997, sem marcar qualquer golo. Esta naturalização tornou-se possível devido ao facto da sua avó-materna ter origens galesas.
Para a história da vida futebolística de Jones, além da sua imagem de durão e jogador violento, fica a expulsão mais rápida de sempre do futebol mundial, que ocorreu logo aos três segundos de um jogo entre Chelsea e Sheffield United, quando Vinnie Jones já representava os azuis de Londres.
Além deste episódio, há um outro que ninguém esquece, que aconteceu quando o internacional galês apertou literalmente os testículos a Paul Gascoigne, a fim de o intimidar.
Depois de abandonar o futebol, Vinnie Jones dedicou-se ao cinema, tendo-se estreado em 1998  juntamente com Jason Statham, no filme "Lock, Stock and Two Smoking Barrels".
Entre os inúmeros filmes em que já participou, destaca-se "Mean Machine", filme onde o antigo jogador veste a pele de um antigo capitão da selecção inglesa de futebol que é preso, e faz uma equipa de prisioneiros para defrontar uma equipa de guardas prisionais.

domingo, 10 de julho de 2011

Carlos Chaínho

Carlos Narciso Chaínho, nasceu em Huíla, Angola, a 10 de Julho de 1974, completam-se hoje precisamente, trinta e sete anos.
Conhecido no mundo do futebol por Chaínho, o luso-angolano cedo veio para Portugal, começando a jogar nas camadas jovens do Carcavelos, passando posteriormente pelas camadas jovens do Casa Pia.
Foi precisamente ao serviço dos casapianos, que Chaínho atingiu o patamar sénior como futebolista, tendo representado o clube na III Divisão durante a época 93/94, sagrando-se mesmo campeão do quarto escalão.
As boas exibições protagonizadas pelo clube lisboeta, valeram-lhe a transferência para o Estrela da Amadora, onde Chaínho acabou por 'pegar de estaca', sendo presença assídua no onze dos tricolores durante quatro temporadas consecutivas (94/95 - 97/98).
Lançado por Acácio Casimiro em 1994, Chaínho seria ainda mais valorizado sob o comando de Fernando Santos, que haveria de o levar com ele para o FC Porto, na temporada 98/99.
Ao serviço dos 'Dragões', Chaínho haveria de vencer um Campeonato, duas Taças de Portugal e uma Supertaça Cândido de Oliveira, tendo estado ao serviço do FC Porto, durante três temporadas.
Sempre utilizado com bastante regularidade, principalmente na sua segunda temporada nas Antas (99/00), Chaínho acabaria por sair do FC Porto rumo ao Saragoça de Espanha, tendo em vista a temporada 01/02.
O médio conseguiu ainda ser um dos jogadores 'favoritos' dos adeptos do FC Porto, que o caracterizavam por um 'jogador à Porto', tal a entrega e a raça com que disputava cada lance.
Em Saragoça, Chaínho acabaria por participar em vinte jogos, doze como titular, tendo feito um golo, não evitando a descida do clube ao segundo escalão.
Com a descida do Saragoça, Chaínho decidiu rumar a outras 'paragens', tendo ingressado no Panathinaikos da Grécia, que era orientado por...Fernando Santos.
A aventura por terras helénicas, acabaria por não ser positiva, pois o médio participou em apenas seis jogos, quatro deles como titular.
Chaínho acabaria então por regressar a Portugal, mais propriamente para a Ilha da Madeira e para o Marítimo, onde fez duas temporadas: 03/04 e 04/05.
Apesar de ter sido regularmente utilizado ao serviço dos 'rubro-negros', Chaínho acabaria por rumar ao Nacional da Madeira para 05/06, fazendo mais uma época regular, tendo participado em trinta e três dos trinta e quatro jogos dos insulares no campeonato.
Chaínho faria mais uma época ao serviço do Nacional (06/07), rumando ao Alki do Chipre para 07/08, onde voltou a ser regularmente utilizado, pois participou em trinta jogos, vinte e dois como titular, apontando ainda dois golos.
Para 08/09, o médio rumaria ao Bushehr do Irão, clube que competia no segundo escalão, colocando depois um ponto final na sua já longa carreira.
O médio conta ainda com quatro internacionalizações pela Selecção sub-21 portuguesa, e a 'conclusão' que podemos tirar, é que Chaínho, além de ser um 'poço de força', foi sempre peça fundamental nos clubes por onde passou, algo que diz muito das qualidades que o jogador tinha.
O antigo jogador, foi ainda autor da célebre frase: "Posso não ser o melhor jogador português, mas sou o jogador com os lábios mais giros".
Actualmente, Carlos Chaínho é o principal responsável pela DragonForce de Lisboa, uma escolinha de formação do FC Porto na capital lisboeta.
O 'ConversasRedondas' parabeniza Chaínho, não só por mais um aniversário, mas também pela carreira enquanto futebolista.

domingo, 20 de março de 2011

Luizão

(Luizão em luta com César Ramírez, do Sporting, ao serviço do Varzim em 97/98.)
Luiz Alberto Santana, conhecido no futebol por Luizão, nasceu a 20 de Março de 1971 em Santos, São Paulo, Brasil.
Este jogador que hoje completa quarenta anos é, simplesmente, o "patrão" da defesa do Custóias!
Luizão chegou a Portugal em 1996, para representar o Vitória de Guimarães, mas apenas participou em três jogos dos vimaranenses, dois deles como titular.
Na temporada seguinte, o central rumou ao Varzim também a competir na I Divisão, participando em vinte e oito jogos, sem fazer qualquer golo, acabando por não conseguir evitar a descida do clube poveiro.
Para 98/99, Luizão tornou-se jogador do D. Chaves, também do primeiro escalão, participando em vinte e nove jogos, tendo marcado quatro golos, mas voltaria a descer de divisão.
Finda a temporada 98/99, Luizão não mais voltou a jogar na I Divisão: saiu para o Maia da Liga de Honra em 99/00; representando depois Vizela (00/01 - 02/03), Gondomar (03/04) e Vilanovense (04/05) na II Divisão B, tendo-se até sagrado campeão pelo Gondomar, na famosa época do "ApitoDourado".
Depois de uma curta experiência ao serviço do Vilanovense, equipa que acabou por descer na temporada 04/05 à III Divisão Nacional, Luizão rumou ao Leça, onde se assumiu como o "patrão" da defesa leceira durante três temporadas.
Em 05/06, os leceiros garantiram "apenas" a manutenção no quarto escalão, mas na temporada seguinte, o Leça apostou forte na subida e acabou por consegui-la, tendo em Luizão um dos principais "suportes".
No entanto, Luizão acabou por realizar apenas onze jogos pelo Leça na II Divisão B, não evitando a descida leceira à III Divisão no final da temporada 2007/08.
(Ao serviço do Chaves, Luizão perdeu na Luz por 4-1, e aqui parece perder o lance para Poborsky.)
Com a descida do clube de Leça da Palmeira ao quarto escalão, Luizão terminou o seu "ciclo" nos "verde e brancos", rumando depois ao Padroense, equipa que festejava na altura novo regresso à III Divisão.
A experiência do central brasileiro no clube de Padrão da Légua foi curta, pois o jogador acabou por participar em apenas cinco jogos, saindo ainda antes de Dezembro para o Pedrouços, equipa que lutava pela subida aos Nacionais.
Ao serviço dos maiatos, Luizão festejou mais uma subida de divisão, conseguindo que o Pedrouços regressasse aos Nacionais, quatro anos depois da última participação na III Divisão.
Apesar do êxito ao serviço do Pedrouços, Luizão saiu para o Custóias, clube que ia disputar a I Divisão da AF Porto, tendo como objectivo o regresso à Divisão de Honra dos distritais portuenses.
O Custóias foi campeão, tendo dominado grande parte do seu campeonato, e teve como grande opositor, o Salgueiros 08, que também acabou por subir de divisão.
Foi precisamente num jogo com o Salgueiros 08, que Luizão acabou suspenso por pretensas agressões aos seus adversários, algo que o próprio na altura desmentiu, tendo dito que "apenas procurou serenar os ânimos na qualidade de capitão de equipa".
Esta temporada, o Custóias tem feito um campeonato tranquilo, tendo empatado hoje a uma bola, curiosamente com o Salgueiros 08, ocupando agora a oitava posição com trinta e sete pontos.
Luizão completa hoje quarenta anos, mas nem por isso parou de jogar futebol. Começa já a ser um "símbolo" dos clubes nortenhos por onde passa, tendo mesmo essa particularidade na carreira construída em Portugal: nunca saiu do Norte do País.
Parabéns Luizão, não só pelo aniversário, mas também pela carreira em Portugal.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Nélson

Aos 34 anos, o antigo guarda-redes do Sporting, Nélson decidiu colocar um ponto final na carreira.
Para trás, ficam dois campeonatos nacionais ganhos pelos Leões; uma Taça de Portugal em 2002, três internacionalizações A por Portugal e vários jogos nas competições europeias.
Formado nas camadas jovens do Torreense (onde até começou por ser avançado), Nélson estreou-se na equipa sénior do clube de Torres Vedras na temporada 94/95, na então Liga de Honra.
Três temporadas na equipa sénior do Torreense (duas na Liga de Honra e uma na II Divisão B), foram o suficiente para despertar a atenção do Sporting.
Contratado pelo Sporting em 1997, Nélson cumpriu a primeira temporada de "Leão" ao peito, na "sombra" de De Wilde e de Tiago, acabando por não realizar qualquer jogo oficial.
Na temporada seguinte, participou em seis jogos na Primeira Liga, e em 99/00 ajudou o Sporting a reconquistar o título de campeão Nacional, dezoito anos depois.
Aproveitando as lesões do "gigante" Peter Schmeichel, Nélson alinhou em seis partidas no campeonato, o suficiente para inscrever o seu nome na lista de campeões Nacionais.
Em 00/01, Nélson participou em sete jogos na SuperLiga, além de se ter estreado nas competições europeias frente ao Real Madrid, num jogo em que o Sporting acabou goleado por 4-0.
Na temporada seguinte, Nélson viveu, certamente, a sua melhor temporada de sempre pelo Sporting, pelo menos a nível de títulos conquistados: ao lado de grandes jogadores, que construíram uma grande equipa, Nélson participou em dezasseis jogos e ajudou o Sporting a recuperar o título de Campeão Nacional. Como se isso não bastasse, conquistou ainda a Taça de Portugal frente ao Leixões.
Em 02/03, os "Leões" começaram bem a época, ao vencerem o Leixões na Supertaça, mas no Campeonato acabaram por ficar em terceiro lugar a quase trinta pontos do campeão, FC Porto. Nélson realizou dezanove jogos nessa má campanha sportinguista.
Curiosamente, essa temporada coincidiu com a última temporada em que Nélson jogou com regularidade pelos "Leões". As lesões nos joelhos, Ricardo, e as outras opções dos técnicos, atiraram quase sempre com Nélson para segunda ou terceira escolha.
Assim, o guardião acabou por ser utilizado apenas por uma vez no campeonato em 03/04 (apenas trinta minutos, frente ao Marítimo); seguindo-se um jogo em 04/05; e cinco em 05/06.No fim da temporada 05/06, o contrato de Nélson com o Sporting, terminou, e o guardião depois de tantos de dedicação ao clube leonino, acabou por nem ser convidado a renovar contrato.
Depois de terminado o ciclo no Sporting, Nélson assinou pelo V. Setúbal, encarando assim a realidade dos mais "pequenos". Cumpriu apenas oito jogos pelo Setúbal na SuperLiga em 06/07, saíndo para o Estrela da Amadora em 07/08.
No Estrela, foi mais feliz no que diz respeito à utilização, mas teve os seus problemas, devido à forte crise que o clube tricolor atravessou nas temporadas em que Nélson o defendeu.
Depois de ter sido presença habitual no onze tricolor em 07/08 (vinte e cinco jogos), Nélson renovou o vínculo para 08/09, onde acabou por acimentar o seu lugar de indiscutível na baliza estrelista: vinte e oito jogos no Campeonato, quatro na Taça de Portugal e um na Taça da Liga.
No entanto, foi nesta temporada que Nélson passou por um dos maiores problemas da sua carreira: esteve nove meses sem receber. O Estrela acabou por descer administrativamente à II Divisão Nacional, e Nélson rumou ao Belenenses.
Em Belém, escolheu um número invulgar para a sua camisola: o três. Invulgar, isto é: um guarda-redes, geralmente, nunca escolhe este número.
Pelo Belenenses, na temporada 09/10, Nélson completou treze jogos na Liga Sagres, acabando por não evitar a descida do conjunto do Restelo ao segundo escalão.
Depois de várias operações ao joelho esquerdo, e posteriormente, ao direito, Nélson decidiu colocar um ponto final na carreira, e vai agora dedicar-se à formação de guarda-redes.
Pela selecção portuguesa, esteve presente no Mundial 2002, acabando por não realizar qualquer partida, tendo conseguido a sua primeira internacionalização, num particular disputado frente à Finlândia em Março de 2002.
Sportinguista assumido, Nélson não esconde o desejo de voltar a Alvalade, agora para poder ajudar os mais pequenos a serem 'donos e senhores' das balizas "leoninas".

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Emílio Peixe

É o único português que se pode "gabar" de ter sido eleito o melhor jogador do Campeonato do Mundo Sub-20 (1991), e é um dos poucos que se pode orgulhar de ter representado os três grandes do futebol português.
Falo de Emílio Manuel Delgado Peixe, simplesmente Peixe no mundo do futebol, que nasceu na Nazaré a 16 de Janeiro de 1973.
Peixe iniciou-se no mundo do futebol ao serviço do Grupo Desportivo "Os Nazarenos", com apenas dez anos. Aos treze anos, "aventurou-se" na capital. Inicialmente, realizou os treinos de captação no Benfica, mas como o centro de estágio dos encarnados estava cheio, acabou por não ficar.
Passado uns meses, foi treinar ao Sporting. Nos "Leões", encontrou o mesmo problema que havia encontrado no Benfica: o centro de estágio também estava lotado. No entanto, foi encontrada uma solução: Peixe dormiu num colchão cerca de três meses.
E por Alvalade, o "pequeno" Peixe cresceu, até se estrear pela equipa sénior em 1991, frente ao Farense, meses antes de disputar o Campeonato do Mundo de Sub-20.
No Campeonato do Mundo em que a "Geração de Ouro" espalhou classe, e venceu a competição frente ao Brasil, Emílio Peixe foi eleito o melhor jogador do torneio.
Depois dessa grande conquista, Peixe "pegou de estaca" na equipa principal do Sporting, onde foi titular até 1995, altura em que foi emprestado ao Sevilha.
Em Sevilha, encontrou um clube com graves problemas financeiros, cheio de dívidas, e apenas "aguentou" seis meses. Pediu para regressar ao Sporting, e regressou. Fez dez jogos em 95/96.
Em 96/97 começou por ser utilizado, mas acabou a treinar à parte, acabando por ser envolvido num negócio de troca de jogadores entre FC Porto e Sporting em 1997. (Peixe num treino do FC Porto. Da esquerda para a direita: Chaínho, Peixe, Ricardo Carvalho, Fehér, Lipcsei e Ricardo Sousa.)
Fez apenas um jogo sob a orientação de António Oliveira, o que foi suficiente para inscrever o seu nome na lista de jogadores tetra-campeões.
Em 98/99, já sob o comando de Fernando Santos, Peixe foi mais utilizado e ajudou o FC Porto a sagrar-se Penta Campeão Nacional.
Ainda foi bastante utilizado na campanha portista em 99/00, que terminou com o fim do ciclo ganhador do FC Porto no campeonato português. Em 00/01, acabou por fazer apenas dois jogos, e em 01/02 acabou a treinar na equipa bê dos portistas, devido a conflitos entre o seu empresário (José Veiga) e a direcção do FC Porto.
Em Janeiro, ainda recusou o Alverca, mas foi "ameaçado" que ou seguia viagem para o Ribatejo, ou passaria mais seis meses a treinar na equipa bê.
Seguiu para o Alverca, onde fez sete jogos, mas não evitou a descida do clube ribatejano à Liga de Honra. Pelo meio, foi um dos melhores em campo, no empate a zero do Alverca nas Antas.
Reforçou o Benfica para 02/03, entrando assim num pequeno lote de jogadores que representaram os três grandes do futebol português.
No entanto, devido a vários problemas físicos, participou em apenas dois jogos, actuando num total de apenas quinze minutos (2' num jogo, 13' noutro).
Seguiu para o U. Leiria em 03/04, onde participou em apenas dois jogos. Mais problemas físicos, e a morte em campo do seu amigo Miki Fehér, levaram-no a terminar a carreira aos trinta anos.
Peixe jogava a trinco, mas também podia ser utilizado como defesa central.
Além de ter sido o melhor jogador do Mundial sub-20 em 1991, como já referi, Peixe representou a Selecção Nacional em doze ocasiões, e recebeu ainda convites formais de Juventus (1990) e Fluminense (1999).
Actualmente, é o seleccionador nacional sub-16.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Rui Borges

Rui Fernando Nascimento Borges, nasceu em Lisboa a 14 de Dezembro de 1973. Futebolisticamente conhecido apenas pelo primeiro e último nome (Rui Borges), este 'pequenino' jogador, começou a jogar futebol no Estrela da Amadora, tendo representado os 'Tricolores' nos escalões de Infantis e Iniciados.
Saiu já Juvenil, rumo ao Futebol Benfica, onde cumpriu uma temporada. O seu segundo ano de juvenil foi cumprido no Damaiense, tendo depois abandonado o clube da Damaia rumo ao Casa Pia, para cumprir os dois anos que lhe restavam para concluir a etapa da formação.
Fez sucesso nos juniores do clube casapiano, tendo sido aposta da equipa técnica sénior, para a temporada 92/93, numa altura em que o Casa Pia competia na III Divisão Nacional. Na época seguinte, Rui Borges ajudaria os casapianos a ascenderem à II Divisão B.
Na II Divisão B, Rui Borges deu nas vistas, tendo sido um dos pilares da equipa, que terminou o campeonato na sexta posição. Nessa equipa, jogavam também Pedro Simões (ex Estrela da Amadora) e Cavaco (ex Farense e Boavista).
As suas boas exibições, valeram-lhe uma transferência para a cidade do Porto, mais concretamente para representar o Boavista. Na I Divisão, estreou-se à jornada três, ao entrar aos 75' minutos no Bessa frente ao Gil Vicente, numa partida que os axadrezados venceram por 3-0. Antes, havia sido suplente não utilizado nas duas primeiras jornadas da Liga: Belenenses (casa) e Sporting (fora).
No entanto, aquele que terá sido o grande momento de Rui Borges, enquanto jogou de xadrez, foi à jornada trinta, na recepção ao Marítimo, quando o esquerdino apontou à passagem do minuto 17', o único golo da partida.
Tudo somado, Rui Borges participou em dez jogos pelo Boavista na I Divisão, e apontou um golo.
Em 1996, saiu para o Ac. Viseu que disputava a Liga de Honra, tendo apontado dois golos, em vinte e oito jogos. O Académico manteve-se, mas Rui Borges saiu.
O destino foi o União de Lamas, que vinha de uma temporada tranquila (foi sexto em 96/97). Ao serviço dos lamacenses, Rui Borges, participou em vinte e nove jogos e apontou cinco golos, mas desta feita, o U. Lamas não ficou nos lugares cimeiros da prova (foi décimo quarto).A Liga de Honra costuma ser uma espécie de 'montra' para a I Divisão, e Rui Borges, que vinha de uma boa temporada, reforçou o Alverca que se iria estrear no primeiro escalão.
Ao serviço dos ribatejanos, Rui Borges, completou quatro temporadas, todas elas na I Divisão, tendo participado num total de cento e dezanove jogos e marcado treze golos.
A descida do Alverca em 01/02, fez com que Rui Borges se mudasse para Belém, para representar o Belenenses. Alinhou pela turma do Restelo durante duas temporadas, tendo participado em trinta e nove jogos, e apontado apenas um golo na principal liga do nosso futebol.
Pouco utilizado em 03/04, saiu rumo ao clube que o viu nascer para o futebol: o Estrela da Amadora, que competia na Liga de Honra. Rui Borges participaria em vinte e cinco jogos, tendo marcado quatro golos, ajudando de forma preciosa à subida dos 'Tricolores' à SuperLiga.
Manteve-se na Reboleira por mais duas temporadas (05/06 e 06/07), ajudando o 'seu' Estrela a conseguir a manutenção em ambas as ocasiões.
Porém, em 2007, partiu em direcção ao Norte, para abraçar um desafio chamado Trofense: os da Trofa queriam ascender à Liga Sagres, e reforçaram-se com um vasto leque de jogadores experientes, como Bessa, Ricardo Nascimento, Paulo Lopes, Pinheiro entre outros.
Rui Borges participou em vinte e seis jogos, e marcou dois golos, que ajudaram à tão desejada subida do Trofense. Na Liga Sagres 08/09, Rui Borges, fez curiosamente o mesmo número de jogos e golos, como aquando da sua passagem pelo Bessa em 94/95: dez jogos (três como titular) e um golo.
Esta temporada, reforçou o Vizela que compete na II Divisão B, mas problemas com a direcção do clube vizelense, mais concretamente com o presidente do clube, levaram Rui Borges a rescindir o contrato. O jogador participou em quatro jogos, não tendo apontado qualquer golo.
Depois de ultrapassada a situação problemática com o Vizela, Rui Borges colocou um ponto final na sua carreira, sendo agora o responsável pelas Escolinhas do Colégio da Trofa.
Rui Borges era de baixa estatura (apenas 1,66 de altura), mas compensava na sua atitude, na sua entrega ao jogo e no seu esforço. Usava preferencialmente o pé esquerdo (o seu mais forte) e jogava na posição de extremo esquerdo.

Agradecimento: ForaDeJogo.net pelas fotos

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Ronaldo Guiaro

Ronaldo Guiaro, nasceu a 18 de Fevereiro de 1974, em Piracicaba, São Paulo. Formado no Guarani, chegou à equipa principal em 1993.
Em 1995, rumou ao Atlético Mineiro, onde ficou até 1996. Em ambas as épocas, realizou vinte jogos no Brasileirão.
Seria contratado pelo Benfica em Janeiro de 1997, vindo com o rótulo de vedeta, pois, afinal, tratava-se de um defesa central internacional brasileiro, e que tinha disputado os Jogos Olímpicos no ano transacto. Porém, na primeira época de águia ao peito, Ronaldo disputou apenas três jogos no Campeonato.
Em 97/98, participou em vinte e sete jogos, e só em 98/99 marcou com a "nova" camisola: foi frente ao Beira Mar, na terceira jornada, e Ronaldo fez o 3-0 aos 54'. Nessa temporada, alinhou em trinta partidas, marcando dois golos.
Jogaria mais duas temporadas no Benfica: 99/00 (vinte e sete jogos/um golo) e 00/01 (vinte e quatro jogos/um golo).
Saiu em Junho de 2001 rumo à Turquia, assinando pelo Besiktas, e a primeira época correu muitíssimo bem ao central: trinta e quatro jogos, seis golos marcados.
Permaneceu no Besiktas por mais três temporadas, sendo que em 02/03, marcou um golo em trinta e três jogos; 03/04 fez vinte e sete jogos e um golo; e em 04/05 realizou dezanove jogos.
Abandonou os turcos, e ficou livre até Janeiro de 2006, altura em que assinou pelo Santos, do seu país Natal. Em 2006 e 2007, realizou exactamente o mesmo número de jogos: participou em vinte e um em ambas as temporadas, sem nunca ter marcado qualquer golo.
Reforçou o Aris de Salónica, da Grécia, no Verão de 2007, e por terras helénicas, Ronaldo realizou um temporada de 07/08 muito boa.
Participou em vinte e nove jogos, e marcou um golo, sendo, portanto, um jogador decisivo na campanha do Aris, que terminou o campeonato num belíssimo quarto lugar.
Na temporada seguinte, seria pouco utilizado, uma vez que fez apenas doze jogos. Esta temporada, já leva jogos jogos efectuados, e um golo marcado.
Soma uma internacionalização A pelo Brasil, além de ter disputado (como já foi referido) os Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996, pela "Canarinha".
Conhecido em Portugal e pelos benfiquistas somente por Ronaldo, este central brasileiro dividiu e continua a dividir opiniões na 'família encarnada'.
Feliz Natal Ronaldo!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Mário Jardel

Todos nós temos as nossas referências, os nossos ídolos. E é precisamente do meu ídolo, que falo hoje.
Mário Jardel Almeida Ribeiro (ou Super Mário), nasceu em Fortaleza (Brasil), a 18 de Setembro de 1973.
É ponta de lança, tem 1.88 de altura, e pesa 76 quilos. Usou sempre o "mítico" número 16.
Deu os primeiros pontapés na bola ao serviço do Ferroviário, onde jogou até aos Juvenis. Em 1990 Jardel, então com 17 anos, jogou pela equipa principal, brilhando depois na Taça Rio de Janeiro no escalão de Juvenis, despertando o interesse do Vasco da Gama.
Completou a sua formação no Vasco da Gama, chegando à equipa principal vascaína, em 1993, fazendo apenas dois jogos no Brasileirão, mais três na Taça.
Em 1994 já com mais experiência, Super Mário, apontou três golos no Brasileirão, em treze jogos, fazendo mais três na Taça do Brasil.
Foi emprestado ao Grémio de Porto Alegre em 1995, onde apontou dez golos em apenas treze jogos para o campeonato. Porém, seria na Taça Libertadores que Jardel daria nas vistas. Apontou doze golos, e levou o Grémio a conquista do torneio.
Para permanecer no Grémio, o clube tricolor teria de pagar um milhão e duzentos mil dólares (cerca de 837 mil euros), valor considerado alto na altura.
Acabou transferido para o FC Porto, pelo esse valor. Pelo meio, esteve perto de ser reforço do Rangers da Escócia, e do...Benfica.
Jogou nos azuis e brancos durante quatro temporadas e com o sucesso que lhe é conhecido: entre 1996 e 2000, Jardel marcou 129 golos em 125 jogos a contar para o Campeonato, o que dá uma média de mais de um golo por jogo. Qualquer coisa de fantástico.
Depois de ser tri-campeão português, de vencer três Supertaças, e duas Taças de Portugal, Super Mário acabou vendido ao Galatasaray, da Turquia, em 2000, por dezasseis milhões de Euros.
Ao serviço dos turcos, Jardel apontou vinte e dois golos em vinte e quatro jogos no campeonato, o que foi insuficiente para a conquista do título. Ajudou o clube a vencer a Supertaça Europeia, tendo mesmo bisado frente ao Real Madrid.Regressou a Portugal para 2001/2002, onde até lhe colocaram um cachecol do FC Porto à chegada.
Mais uma vez, falou-se do Benfica, e da promessa eleitoral de Manuel Vilarinho, mas Super Mário acabou em...Alvalade.
No Sporting, tinha o salário mais alto do plantel, salário esse que duplicava, no caso de atingir os vinte golos. Não só fez os tais vinte golos, como ultrapassou essa marca em mais de três dezenas: marcou cinquenta e três golos (quarenta e dois só numa época) em quarenta e nove jogos, dando um campeonato ao Sporting (01/02).
Na temporada seguinte, problemas com álcool e droga, levaram à queda de Super Mário. Apenas onze golos em dezanove jogos. Ainda assim, suficiente para ser o melhor marcador da equipa.
Saiu do Sporting, e de Portugal, rumo ao Bolton de Inglaterra, onde participou em sete jogos na Premier League. Acabou dispensado em Janeiro, sendo emprestado ao Ancona de Itália.
Apenas três jogos na Série A, e o episódio caricato de ter cumprimentado a claque adversária, pensando que essa era a claque do Ancona.
Ainda em 2004 rumou a um país bem perto do seu: tornou-se jogador do Newell's Old Boys, da Argentina, onde foi companheiro de Ariel Ortega e de Fernando Belluschi, mas mais uma vez, passagem muito discreta e fugaz, uma vez que realizou apenas três jogos.
Em 2005 rumou a Espanha, mais concretamente ao Alavés, onde não conseguiu a estabilidade que pretendia, acabando por não realizar qualquer jogo.
Deixou a Espanha, e regressou a casa. O Goiás foi quem o acolheu, e ao serviço do Goiás, apontou um golo em quatro jogos. Golo esse que marcou dois minutos depois de ter entrado, e dois minutos antes de ser expulso.
O campeonato português estava perto de arrancar, e o Beira-Mar, tratou de fazer uma "surpresa" aos seus adeptos: contratou Mário Jardel. Começou bem o campeonato, ao apontar dois golos em três jogos, e à quarta jornada, os aveirenses visitaram o Dragão. Jardel acabou substituído aos 78', e foi protagonista do momento alto da noite: foi aplaudido pelos 31423 espectadores presentes, com todo o estádio a levantar-se, para ovacionar aquele que em tempos "deu cor" às vitórias do FC Porto.
Ao todo, participou em doze jogos, marcando três golos. Seria dispensado por Carlos Carvalhal, pouco depois de ter dado um ponto ao Beira-Mar.Rumou ao Chipre, a tempo de conquistar a Taça cipriota ao serviço do Anorthosis. No campeonato, apontou três golos em sete jogos
Para 2007/08, Jardel rumou a um país bem longínquo do nosso e do seu: assinou pelo Newcastle Jets, da Austrália. Onze jogos e um golo, foi o saldo da sua passagem pela terra dos cangurus.
Regressou ao Brasil em 2008, para representar o Criciúma, tendo apontado quatro golos em dezasseis jogos, tendo mesmo marcado no jogo da sua estreia.
Saiu depois para o clube que o revelou no Mundo do futebol, apontando somente dois golos em nove jogos, ao serviço do Ferroviário. Acabaria o ano ao serviço do América do Ceará, onde participou apenas em três jogos.
No mesmo ano de 2009, chegou a ter tudo acertado para representar o Rio Branco, mas faltou à apresentação, o que lhe valeu o cancelamento do contrato.
Soma ainda nove internacionalizações pela "Canarinha", tendo apontado um golo, frente à Noruega.
Tinha, claramente, um enorme faro pelo golo, e teve em Drulovic e João Pinto dois "cúmplices" de renome.
Se "Drulo" fazia cruzamentos de régua e esquadro, João Pinto tinha jogadas de mestre, deixando depois para Jardel fazer golo.
Detém também em Portugal, o recorde de maior número de golos marcados num jogo: fez sete em quarenta e cinco minutos (!) para a Taça de Portugal, frente ao Juventude de Évora em 1998.
Actualmente, Jardel é um jogador livre, e diz ter uma proposta da Europa e outra do Brasil.
Recentemente, em entrevista à SportTv, Jorge Silva capitão do Boavista, disse: "Não fomos bi-campeões, porque o Sporting tinha um Senhor chamado Jardel que fez 42 golos", palavras para quê?

Palmarés:
Campeonato Carioca: 3 (Vasco da Gama, 1992, 1993 e 1994)
Copa do Rio: 1 (Vasco da Gama, 1993)
Taça Libertadores: 1 (Grémio, 1995)
Recopa Sul-Americana: 1 (Grémio, 1996)
Campeonato Gaúcho: 2 (Grémio, 1995 e 1996)
Campeonato Português: 4 (FC Porto, 1996/97, 1997/98 e 1998/99. Sporting, 2001/02)
Taça de Portugal: 3 (FC Porto, 1997/98 e 1999/00. Sporting, 2001/02)
Supertaça de Portugal: 3 (FC Porto, 1996/97, 1997/98 e 1998/99)
Supertaça Europeia: 1 (Galatasaray, 2000)
Campeonato Argentino: 1 (Newell's Old Boys, 2004)
Campeonato Goiano: 1 (Goiás, 2006)
Taça do Chipre: 1 (Anorthosis, 2006/07)
Bota de Ouro (Europa): 2 (1999, 2002)
Melhor Marcador da Libertadores: 1 (1995)
Melhor Marcador de Portugal: 5 (1997, 1998, 1999, 2000 e 2002)

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Alexandre

João Alexandre dos Santos Vila Cova, simplesmente Alexandre no mundo do futebol, nasceu no Porto a 29 de Novembro de 1973.
Defesa-central de posição, 'Alex' começou a jogar futebol em 1983, com dez anos de idade, e deixou em 2009, aos 36. Clubes representados? Varzim Sport Clube.
Parece mentira, e até pode alguém achar impossível, mas é uma grande verdade. Poveiro de gema, Alexandre sempre deixou tudo em campo pelo Varzim, colocando sempre o clube no topo das suas prioridades. Um capitão com raça e amor à camisola, é tudo o que um adepto deseja, e Alexandre é um grande exemplo desse tipo de jogadores.
Vamos então à "história" de Alexandre: tudo começou em 1983, quando foi inscrito nos Infantis do Varzim. Cumpriu depois nove temporadas na formação poveira: três nos Infantis, duas nos Iniciados, Juvenis, e Juniores.
Em 1992/1993, deu início a sua carreira sénior, ao fazer parte do plantel do Varzim que competiu na II Divisão B.
Alexandre jogou então quatro temporadas no terceiro escalão do futebol português: 92/93 (vinte e nove jogos, 0 golos), 93/94 (trinta e três jogos, 0 golos), 94/95 (trinta jogos, 0 Golos) e  em 95/96, época em que os varzinistas se sagraram campeões, e ascenderam à Liga de Honra, participou em vinte e nove jogos, não marcando qualquer golo.
Em 96/97, na Liga de Honra, Alexandre realizou trinta e dois jogos, sem marcar qualquer golo, e ajudou o Varzim a subir à I Liga.
Em 97/98, na sua estreia na I Liga, o "Capitão" participou em trinta e três partidas (falhou apenas uma), mas voltaria a não marcar. O Varzim, acabou no entanto, despromovido.
Seguiram-se depois mais três temporadas na Liga de Honra. 98/99 (vinte e cinco jogos, um Golo), 99/00 (vinte e nove jogos, um Golo), e em 2000/01, fez trinta e um jogos, marcando um golo, ajudando assim o Varzim a regressar ao primeiro escalão.
Efectuou depois duas temporadas na I Liga: a primeira, em 01/02, realizando vinte e seis jogos, não marcando qualquer golo; e a segunda em 02/03, efectuando trinta jogos, novamente sem marcar, não evitando a descida varzinista à Liga de Honra.
Depois da descida, não mais conheceu outra divisão. Jogou seis temporadas consecutivas na Liga de Honra: em 2003/04 (trinta e dois jogos, dois golos), 04/05 (vinte e seis jogos, zero golos), 05/06 (nove jogos, zero golos), 06/07 (vinte e quatro jogos, um golo), 07/08 (vinte e oito jogos, zero golos) e, finalmente, em 2008/09 realizou apenas seis partidas.
Terminou a carreira no fim da temporada 2008/09, época em que não foi opção com regularidade, sendo que apenas foi expulso por seis vezes, em dezassete anos como sénior.
Alexandre é um jogador que admiro imenso, daí esta minha pequena "homenagem".

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Lobo

Luís Filipe Duarte Guimarães Lobo, nasceu em Luanda (Angola), a 24 de Dezembro de 1969. Conhecido no mundo de futebol por Lobo, Luís cedo veio para Portugal, tendo começado a jogar futebol num dos clubes mais antigos do País: o Sport Progresso, da cidade do Porto.
No seu último ano no futebol de formação, apontou sessenta e quatro golos pelos juniores do Progresso. Sim, leu bem, sessenta e quatro golos!
Depois de uma época assim, o destino só podia ser um campeonato nacional, e Lobo aceitou o convite do Oliveira do Douro à entrada para a época 1988/1989, clube que na altura competia na III Divisão Nacional.
A época não estava a correr como Lobo desejava, e em Dezembro já o goleador estava livre. Ficou parado na segunda metade da época, e o regresso aos relvados deu-se pelo Desportivo de Portugal, nos Distritais do Porto, na temporada 1989/1990. Nessa época, Lobo apontou vinte e oito golos.
Nova época, novo clube. Desta vez, o Gondomar, e novamente num campeonato distrital. Seguiram-se depois duas temporadas, no Moreirense, na II Divisão B, e uma nova mudança em 93/94, quando seguiu para o Esmoriz, que na altura competia na III Divisão.
Nas cinco temporadas seguintes, Lobo representou seis clubes diferentes: em 94/95 regressou ao Gondomar, agora na III Divisão Nacional; em 95/96 ingressou no Lourosa, a competir na II Divisão B; em 96/97 e 97/98 jogaria novamente na III Divisão Nacional, primeiro por Pedrouços e Amarante, tendo feito nove golos pelos amarantinos, e em 97/98, jogou no Ronfe, marcando dezanove golos.
Finalmente, em 98/99, seguiu para a Ovarense, e é precisamente em Ovar que Lobo adquire alguma "estabilidade" na sua carreira: representa a Ovarense durante três temporadas e meia. Em 98/99 (dezanove golos marcados) e 99/00 (vinte e seis golos marcados) na II Divisão B, e em 00/01 e 01/02 na Liga de Honra.
Saiu em Janeiro de 2002 para o FC Marco, ajudando o clube marcoense a regressar à Liga de Honra, apontando seis golos em dezassete jogos.
Nova época, dois novos clubes, e dois rivais: primeiro a Sanjoanense, e depois a Oliveirense, ambas na II Divisão B.
Seguiram-se duas temporadas no Vilanovense, ambas na II Divisão B: em 03/04, Lobo realiza trinta e um jogos, e faz dezanove golos, sendo que no ano seguinte, efectua o mesmo número de jogos, mas marca mais um golo: vinte.
Para 05/06, muda novamente de clube, seguindo desta vez para o Fafe, que também militava na II Divisão B, até que se dá novo regresso ao Vilanovense, com uma particularidade: três temporadas, três campeonatos diferentes.
Conhecedor das dificuldades do clube gaiense, Lobo, mesmo assim não se "encolhe" e representa o clube na altura mais complicada da sua história: primeiro, em 06/07 na III Divisão Nacional; a seguir, em 07/08, na Divisão de Honra da AF Porto; e finalmente, em 08/09, na Série 1 da I Divisão da AF Porto.
Nesta última época, com trinta e nove anos anos, foi o melhor marcador da I Divisão da AF Porto, com vinte golos marcados.
Sendo o melhor marcador da equipa nessas três temporadas, decide continuar no clube para 2009/10, as, desta vez, o clube não consegue viabilizar a inscrição na Associação de Futebol de Porto, e acaba com o futebol sénior.
Lobo, fica livre, e mesmo com trinta e nove anos, não pára. Dias depois, já o telefone tocava, e Lobo concretizava novo regresso na sua carreira, desta feita ao Oliveira do Douro, que competia na III Divisão Nacional.
Na sua estreia, entra aos 72' minutos frente ao Sporting de Mêda, e marca o golo que dá a reviravolta no jogo. No final, a turma gaiense venceu por 3-1, e Lobo fez o 2-1 aos 93', sendo determinante na vitória.
Quando estava na Ovarense, no fim da temporada 98/99, recebeu um convite do Boavista. No entanto, o clube boavisteiro ao saber que Lobo já contava com vinte e nove anos, recuou nas intenções de contratar o ponta-de-lança.
Actualmente com trinta e nove anos (acabará esta época com quarenta), até onde chegará Lobo?

sábado, 31 de outubro de 2009

Carlos Alberto

Carlos Alberto Gomes de Jesus, nasceu no Rio de Janeiro a 11 de Dezembro de 1984. Conhecido no mundo do futebol por Carlos Alberto, joga a médio-ofensivo, e começou a sua carreira no modesto Grande Rio, de onde saiu para o Fluminense quando tinha catorze anos, clube onde acabaria por dar nas vistas.
Corria o ano de 2002, e Carlos Alberto era um "menino". Com apenas dezoito anos, foi lançado na equipa principal do Fluminense e efectuou onze jogos. A sua estreia deu-se em pleno Maracanã, contra o rival Flamengo, e Carlos Alberto marcou um golo.
Em 2003, foi peça fundamental no esquema do "Flu", e acabou por realizar trinta e dois jogos, marcando cinco golos.
Deu nas vistas e em Janeiro de 2004, o FC Porto de Mourinho, vai ao mercado em busca de alguém com criatividade. A opção portista recai sobre Carlos Alberto, com os dragões a pagarem dois milhões de euros por cinquenta por cento do passe da jovem estrela canarinha.
Pelo FC Porto, Carlos Alberto estreou-se no dia 14 de Janeiro de 2004, num jogo a contar para a Taça de Portugal, com vitória portista sobre o Vilafranquense da II Divisão B por 4-0, com bis de Carlos Alberto.
Na Europa, Carlos Alberto efectuou a sua estreia frente ao Manchester United, numa vitória azul por 2-1, onde viria ser um dos melhores em campo. Na Champions, Carlos Alberto era opção frequente de Mourinho, que apostava num 4-4-2 em jogos europeus, ao contrário dos jogos da Liga Portuguesa onde usava um 4-3-3.
No sistema de 4-4-2, Carlos Alberto tinha maior liberdade para praticar o seu futebol, vindo ao de cima a sua capacidade técnica, agora com uma cultura táctica ainda maior.
O seu grande momento com a camisola portista, surgiu a 26 de Maio de 2004, na final da Champions League: o FC Porto enfrentou o Mónaco, e venceu por 3-0. Carlos Alberto efectuou, mais uma vez, um excelente jogo, e abriu o marcador quando estavam decorridos 39' minutos, acabando depois por ser substituído aos 60', por Alenitchev.
Efectuou todos os sete jogos que o FC Porto realizou na Champions desde Janeiro, marcando um golo, logo no jogo que daria o título. No campeonato, efectuou doze partidas, e marcou um golo.
Para 2004/05, Mourinho sai, mas Carlos Alberto permanece. Dificilmente era opção para Vítor Fernandez, mas ainda assim, realizou dez jogos no campeonato e marcou um golo. Na Europa, fez quatro jogos, sem marcar qualquer golo. Fecharia o ano de 2004 novamente em glória, ao conquistar a Taça Intercontinental.
Em Janeiro de 2005, ambicioso, abandona o FC Porto, rumo ao Corinthians, numa transferência que custou seis milhões de euros ao "Timão".Começa mal ao serviço do clube, fazendo alguns jogos irregulares, e depois, com a chegada de Roger (ex Benfica), acabaria por perder o lugar, e só viria a recuperá-lo quando o mesmo Roger se lesionou gravemente. Na sua melhor forma, conduziu o Corinthians ao título de campeão brasileiro de 2005.
Em 2006, tudo corre mal ao Corinthians: é eliminado da Taça Libertadores, faz um mau Campeonato Paulista, e um Brasileirão cheio de maus resultados.
Porém, foi precisamente na Libertadores, que se deu o maior problema com Carlos Alberto:  em jogo frente ao Lanús, é substituído ainda no primeiro tempo, fica chateado, e ofende o seu treinador, Emerson Leão, que decide afastá-lo do grupo de trabalho.
Em 2007 regressa ao Fluminense, para participar na Copa do Brasil e no Campeonato Carioca, mas nesse mesmo ano, sai para o Werder Bremen da Alemanha, onde efectua apenas duas partidas no campeonato alemão, e uma em jogos europeus.
Em Janeiro de 2008, reforça por empréstimo o São Paulo. Estreia-se contra o Corinthians, e marca o seu único golo contra o Santos, que era comandado por Leão.
Pouco depois, envolveu-se em lutas com colegas, e acaba por ser dispensado. O Werder, dono do seu passe, não o quer de volta, e a 6 de Maio, é apresentado como reforço do Botafogo, clube do seu Pai.
Efectuou vinte e três jogos, e marcou seis golos no Brasileirão. Foi ainda o melhor marcador da sua equipa na Libertadores 2008, com quatro golos em cinco jogos.
Acabaria por abandonar o clube antes do termo do seu empréstimo, corria o mês de Novembro, indo reclamar à justiça brasileira direitos do trabalhador.
No início de 2009, é emprestado pela terceira vez consecutiva: desta feita, o clube que o "acolhe" é o Vasco da Gama, que vai disputar a Série B. Inicialmente por seis meses, o seu empréstimo acabou prolongado por mais um ano.
Está a realizar uma excelente época, com exibições de enorme qualidade, mas podia ter uma carreira bem melhor, se tivesse um pouco mais de equilíbrio mental...

Palmarés:
Campeonato Carioca: 1 (Fluminense, 2002)
Copa do Brasil: 1 (Fluminense, 2007)
Campeonato do Brasil (Brasileirão): 1 (Corinthians, 2005)
Campeonato Português: 1 (FC Porto, 2003/04)
Liga dos Campeões: 1 (FC Porto, 2003/04)
Supertaça Portuguesa: 1 (FC Porto, 2004/05)
Taça Intercontinental: 1 (FC Porto, 2004/05)
Internacionalizações: 5 (Todas entre 2003 e 2004)

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Lamberto Boranga

Lamberto Boranga nasceu em Foligno - Perugia, Itália, a 30 de Outubro de 1942.
Guarda-Redes de posição, foi formado nas escolas do Perugia, clube que representou como sénior, entre as temporadas 61/62 e 65/66.
Seguiram-se depois a Fiorentina (66/67), o Reggiana (67/68 e 68/69), o Brescia (69/70), novamente o Reggiana entre 70/71 e 72/73, o Cesena de 73/74 a 76/77, o Varese em 77/78, o Parma em 78/79 (onde conseguiu o título de campeão da Série B, e consequente promoção á Série A), e 79/80, e o abraçar de um último projecto futebolístico, no clube da sua terra natal, o Foligno, que representou de 80/81 até 82/83.
Mas se acha que este foi o último projecto de Boranga, está enganado.
Em 1992/1993, o Bastardo, clube dos regionais de Perugia (e não o Fonte Bastardo, equipa portuguesa de voleibol), perde todos os seus guarda-redes, e recorre a "Il Dottore", que já contava com...cinquenta anos de vida. Sim, "Il Dottore", pois Boranga é licenciado em cardiologia e biologia.
Em Setembro de 2009, dá-se novo regresso, agora com sessenta e sete anos! Mais uma equipa dos regionais de Perugia, desta vez o Ammeto, que não podia contar com os seus dois guarda-redes, devido a estes estarem suspensos nos primeiros jogos do campeonato, e alguém se lembrou de Lamberto Boranga.
«Sou médico e, ao lado do sítio onde trabalho, existe uma loja de pneus. O dono da loja pediu-me para defender a baliza do Ammeto. Em jeito de brincadeira, até pedi uns pneus grátis em troca. Mas a verdade é que lá me convenceram. Aquilo correu bem. Vencemos por 3-2 e ainda fiz um par de boas defesas» conta Boranga em entrevista ao MaisFutebol.
Depois da estreia, os dirigentes do Ammeto prolongaram o contrato, mas desta vez as coisas correram mal. Derrota caseira, e má exibição de "Il Dottore", que se retira definitivamente.
Actualmente, Boranga treina com o plantel do Perugia, e dedica-se ao atletismo.
No próximo ano, estará nos Mundiais da classe acima dos sessenta anos.