sábado, 8 de junho de 2013

Fim do blogue

Quase quatro anos depois do seu início, o Conversas Redondas chega hoje ao fim.
Foi uma decisão ponderada, mas justificável: falta-me a mesma vontade, ambição, e prazer, com que ao longo destes últimos tempos fui escrevendo, e actualizando o blogue, procurando sempre dar a conhecer quem pouco 'espaço' tinha na comunicação social desportiva.
Penso que o consegui, mal ou bem, com os meios que dispunha, e dentro de certos parâmetros por mim colocados.
Graças a esta 'aventura' na blogosfera fiz muitas amizades, fiquei amigo de jogadores com um passado extremamente positivo nas nossas ligas profissionais, fiquei amigo de outros jogadores que não tiveram - ou ainda não conseguiram - oportunidade em campeonatos mais 'vistosos', e essa é uma das coisas boas que guardarei sempre na memória.
Outra, é o facto de várias vezes perceber que, afinal, tinha pessoas que acompanhavam o meu trabalho, e gostavam do que eu aqui escrevia.
Contudo, não tenciono que este seja um ponto final em definitivo, uma vez que me passa pela cabeça, um dia mais tarde, e não muito distante, voltar com as 'energias recarregadas', e dar seguimento ao que vim fazendo até ao dia de hoje.
Quero também agradecer a todos aqueles que contribuíram para que aquilo que começou por ser uma brincadeira, se tornasse em algo procurado - não muito, vá - por pessoas ligadas ao futebol.
E nesses agradecimentos, referir em especial os meus amigos mais chegados, e os meus colegas do site ForaDeJogo, pela força, 'moral' e palavras de apreço; todos os jogadores que entrevistei - felizmente foram muitos e bons! -, e todos os que sempre se disponibilizaram para me ajudar; e, por fim, naturalmente, aos que visitavam o blogue, e gostavam do que aqui encontravam.
"Quando nós fazemos aquilo em que acreditamos, ganhamos sempre. Independentemente do resultado final." E eu ganhei.
Obrigado!

sexta-feira, 7 de junho de 2013

II Divisão: Três históricos regressam com duas subidas consecutivas

(Felgueiras e Salgueiros defrontaram-se em 10/11 e 11/12, e podem voltar a ser adversários.)
O passado de Felgueiras, Salgueiros e Barreirense devia valer, por si só, presença assídua e garantida nos campeonatos profissionais.
Como não garante, este trio de históricos que nos últimos anos andou 'perdido' nos escalões inferiores, sendo que dois deles até mudaram de 'identidade', estará de regresso à II Divisão na próxima temporada, depois de terem alcançado a segunda subida consecutiva na presente época.
A história diz-nos que estes três emblemas nunca estiveram juntos em qualquer campeonato ou escalão, mas partilham um dado curioso: deixaram as competições profissionais por ordem crescente, com as duas formações nortenhas a deixarem a Liga de Honra por motivos extra-futebol.
Em 03/04, o Salgueiros foi 6º classificado, e acabou despromovido na secretaria; em 04/05, o Felgueiras foi 11º no segundo escalão, e além de despromovido também na secretaria, nem chegou a disputar a II Divisão B; enquanto que o Barreirense, em 05/06, terminou no 15º lugar, e acabou despromovido devido à alteração dos campeonatos, que fez com que nesse ano descessem não três, mas seis equipas.
Esta época, divididos pelas séries B, C e E da III Divisão, Felgueiras, Salgueiros e Barreirense alcançaram posições distintas: os durienses venceram a sua série; os portuenses foram segundos na Série C; e a formação barreirense subiu como sendo um dos melhores terceiros classificados.
O objectivo destas três equipas passava, naturalmente, pela subida de divisão, ainda para mais devido à extinção da III Divisão. Até aqui nada de extravagante, mas convém então referir que esta foi a segunda subida consecutiva destes três históricos, que ainda em 10/11 alcançaram posições modestas nos respectivos campeonatos Distritais.
As subidas começaram a ser construídas na época passada, logicamente, começando pelo Norte, onde Felgueiras e Salgueiros ocuparam as duas primeiras posições da Divisão de Honra. Na AF Setúbal, o Barreirense acabou em igualdade pontual com o Vasco da Gama de Sines, mas assegurou a primeira posição e respectiva promoção de forma directa.
Na temporada agora finda, o Felgueiras, na Série B, manteve o taco-a-taco com a AD Oliveirense pela liderança até à última jornada, e a vitória sobre o Pedras Rubras por 2-0, serviu para confirmar o primeiro lugar. A subida, essa, nunca esteve em causa ao longo da temporada.
Na Série C, o Salgueiros ocupou sempre os lugares de subida, maioritariamente a segunda posição, lugar em que havia de terminar a época, garantindo também a subida de forma directa sem grandes dificuldades ao longo da prova, até porque os três primeiros lugares estiveram quase sempre 'reservados' para Grijó, salgueiristas e Estarreja.
Por fim, mais a Sul, o Barreirense foi o que mais 'sofreu' dos três para garantir a subida: com uma primeira fase algo inconstante em termos de resultados, a presença nos seis primeiros acabaria por ser assegurada apenas na última jornada. Na segunda fase, a formação do Barreiro chegou a estar posicionada na vice-liderança, mas mais uma vez, apenas na última jornada conseguiu garantir o seu objectivo, aproveitando um empate do Fabril, para ser um dos cinco melhores terceiros classificados, assegurando assim a promoção à II Divisão, seis anos depois de lá ter participado pela última vez.
Destes três históricos, os barreirenses são mesmo a última equipa a ter participado na II Divisão B, na altura, na temporada 06/07, acabando por descer à III Divisão, somando assim uma inédita segunda ... descida consecutiva.
Já Felgueiras e Salgueiros, na última vez que participaram no terceiro escalão do nosso futebol, ainda foi debaixo das 'antigas' designações: os durienses, ainda Futebol Clube Felgueiras, venceram a Zona Norte da II Divisão B em 91/92, e não mais lá voltaram; os salgueiristas, ainda Sport Comércio e Salgueiros, terminaram a mesma prova na última posição com apenas cinco pontos, na época 04/05.
A próxima temporada deverá ser de afirmação destes três históricos 'renascidos', dois deles com nova 'cara' e com as mesmas ambições do passado: jogar nas ligas profissionais.

domingo, 2 de junho de 2013

III Divisão - Fase Final: 10ª Jornada - Última

(Penalva do Castelo 0-2 Grijó - autoria: blogue do SC Penalva do Castelo.)
Caiu o pano, em definitivo, da III Divisão, que viu a última jornada da sua história realizar-se este sábado. Para trás ficam 66 épocas consecutivas, que são praticamente 'apagadas' de um momento para o outro. E, já agora, ao longo da história da III Divisão, foram 557, as equipas que nela jogaram.
Na Série A, o Bragança empatou sem golos no terreno do Marinhas, e sagrou-se campeão com um ponto de vantagem para o Santa Maria, que venceu o Vianense por uma bola a zero. Taipas e Ronfe empataram a um golo.
O Esposende venceu o Maria da Fonte por 4-2 e fechou esta época com um triunfo, tal como o Merelinense, que venceu por uma bola a zero em Monção. O Melgacense foi derrotado em casa pelo Ponte da Barca, por 4-0.
Na Série B, o Felgueiras bateu o Pedras Rubras por 2-0 e sagrou-se campeão com mais um ponto que a Oliveirense, que goleou o Paredes por 5-0. O Santa Eulália venceu o Lousada por 2-0 e ficou em terceiro, mas por ser o pior terceiro de todas as séries do Continente, acabou despromovido.
O Aliados de Lordelo fechou a época com uma vitória sobre o Leça, por 3-1, tal como o Serzedelo, que venceu o Vila Meã por 3-2. O Vila Real derrotou o Rebordosa por 2-1.
Na Série C, o campeão Grijó foi vencer a casa do Penalva do Castelo por 2-0, e viu o Salgueiros ganhar em Estarreja por 4-1! O Oliv. do Bairro venceu no terreno do Alba por 3-1.
O Avanca derrotou o Parada por 2-1 e confirmou a excelente segunda fase, garantindo o apuramento para a Taça de Portugal tal como o Sampedrense, que venceu o Oliv. de Frades por 3-2. O U. Lamas goleou o Aguiar da Beira por 4-1.
Na Série D, Sourense e Sp. Pombal empataram a um golo, tal como Caldas e Oliv. do Hospital, resultado que permitiu aos caldenses assegurarem a subida de divisão. Quem também subiu foi o Alcanenense, que venceu o Sernache por 1-0.
O Marinhense foi vencer ao terreno do Mortágua por 4-3 e garantiu o primeiro lugar com um ponto de avanço para o Torres Novas, que perdeu por 3-0 em casa do Beneditense. Penelense e Alcobaça empataram a um golo.
Na Série E, o líder Lourinhanense venceu o Eléctrico por 3-1 e sagrou-se campeão sem derrotas nesta fase final. O Barreirense venceu por uma bola a zero em casa do Sintrense, e garantiu a subida em detrimento do vizinho e rival Fabril, que cedeu uma igualdade caseira a um golo diante do Sacavenense.
O Real venceu o Tires por 3-1 e garantiu o primeiro lugar em igualdade com o Amora, que venceu por 2-1 no terreno do Cartaxo, e com o Pêro Pinheiro, que bateu o Peniche por 1-0.
Na Série F, o U. Montemor perdeu em casa com o Esp. de Lagos por 2-1, enquanto que o Moura perdeu em casa frente à Juv. de Évora, por 3-2. O At. Reguengos goleou o Vasco da Gama por 4-1.
O Aljustrelense bateu o Monte Trigo por 3-0 e distanciou-se do Castrense, que perdeu por uma bola a zero na casa do Lagoa. Sesimbra e Lusitano VRSA empataram a um golo.
Finda a III Divisão, cá ficam os promovidos, os despromovidos e os apurados para a Taça de Portugal 2013/2014, apesar de também descerem:

Sobem à II Divisão Nacional: Bragança, Santa Maria, Vianense, Felgueiras, AD Oliveirense, Grijó, Salgueiros, Estarreja, Sourense, Alcanenense, Caldas, Lourinhanense, Sintrense, Barreirense, U. Montemor, Esp. de Lagos, Moura, Praiense e Sp. Ideal.

Apurados para a Taça de Portugal 13/14 e despromovidos aos Distritais: Maria da Fonte, Merelinense, Aliados de Lordelo, Vila Meã, Avanca, Sampedrense, Marinhense, Torres Novas, Real, Amora, Aljustrelense, Castrense, Santiago e Praínha.

Despromovidos aos Distritais: Ronfe, Marinhas, Taipas, Ponte da Barca, Esposende, Monção, Melgacense, Santa Eulália, Lousada, Pedras Rubras, Paredes, Serzedelo, Vila Real, Leça, Rebordosa, Oliv. do Bairro, Alba, Penalva do Castelo, U. Lamas, Parada, Oliv. de Frades, Aguiar da Beira, Sernache, Oliv. do Hospital, Sp. Pombal, Penelense, Beneditense, Mortágua, Alcobaça, Fabril Barreiro, Sacavenense, Eléctrico, Pêro Pinheiro, Tires, Peniche, Cartaxo, At. Reguengos, Juv. de Évora, Vasco da Gama, Sesimbra, Lusitano VRSA, Monte Trigo, Lagoa, Angrense, Rabo de Peixe, Barreiro, Marítimo da Graciosa, Vitória do Pico e Flamengos.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Magno: "Éramos melhores contra os primeiros"

(Magno realizou vinte e cinco jogos na II Divisão, tendo apontado um golo.)
Pela segunda vez na sua história, o Cesarense participou na Zona Centro da II Divisão e, desta vez, alcançou a manutenção, necessitando 'apenas' de mais quatro pontos do que os que havia feito há duas temporadas atrás.
Apesar de ter feito uma temporada algo irregular em termos de resultados, a formação de Cesar andou sempre fora da linha-de-água, alcançando a manutenção de forma tranquila.
O blogue conversou com Magno, avançado dos oliveirenses, que começou por explicar os motivos da 'tal irregularidade', referindo ainda o facto curioso da equipa jogar melhor diante dos adversários do cimo da tabela:
"As dificuldades começaram ainda antes do início da época, uma vez que quando o plantel estava a ser construído, alguns patrocinadores anunciaram que esta época não iriam investir tanto, e esses cortes de última hora limitaram as opções do clube. Essas limitações levaram a uma remodelação do plantel, sendo que cerca de 80% da equipa era nova, com muitos jogadores provenientes do Distrital, mas que não eram de qualidade inferior aos que já estavam no plantel. O arranque instável deveu-se então ao tempo de adaptação que foi necessário para os jogadores se conhecerem e assimilarem as ideias do mister. Mesmo assim, o plantel teve que sofrer novos ajustes em Janeiro, e a partir daí sim, a equipa começou a estar mais entrosada e arrancou para uma ponta final melhor. Houve também uma questão curiosa: é que a equipa realizou sempre melhores jogos e melhores resultados contra as equipas que iam nos lugares cimeiros, e nos jogos que eram com os nossos adversários directos, facilitávamos e perdíamos a vantagem pontual que tínhamos, daí esta irregularidade."
Na escolha dos momentos mais marcantes da época, Magno elege a série de seis jogos consecutivos sem perder, como o melhor momento da temporada:
"O ponto baixo foram as duas derrotas seguidas na segunda volta, primeiro no Operário por 4-0 e, na semana seguinte, em casa com o Lusitânia por 2-1, e que nos atirou para próximo da linha-de-água, complicando as contas da manutenção. O ponto alto foi precisamente a partir destas duas derrotas, em que fizemos uma série de seis jogos sem perder, dos quais destaco duas vitórias seguidas, a primeira em Castelo Branco por 2-1, e depois em casa com o Sousense, também por 2-1, onde marcámos os golos aos 84' e  aos 93' minutos."
Titular em vinte e um jogos - suplente utilizado por quatro vezes -, Magno apontou um golo e considera que realizou uma boa temporada:
"A nível pessoal penso que fiz uma boa época, mas sei que posso fazer melhor. Sempre que estive disponível fui opção para o mister Martins, tendo falhado quatro jogos devido a uma rotura muscular, depois de ter começado bem a época, e após a lesão passei uma fase em que foi complicado recuperar fisicamente, mas voltei a terminar bem a temporada. Foi uma época em que só marquei um golo, tendo jogado esta época mais sobre o meio-campo, ora como interior, ora como 'dez', visto que gosto mais de jogar no ataque. Mas foi uma boa experiência, e senti-me bastante útil no plantel."
No que diz respeito à próxima época, o jogador refere que tudo está em aberto:
"O Cesarense tem infra-estruturas para continuar a desenvolver um bom trabalho, e tenho que referir que as pessoas procuraram sempre que nada nos faltasse, e aí o trabalho do mister Martins foi muito importante. Para a próxima época, está tudo em aberto. Os meus objectivos passam por continuar a fazer uma boa carreira, onde continue a deixar a minha marca, tanto técnica como humanamente. Estou numa fase em que estou a estabilizar a minha vida profissional e familiar, daí que bons projectos que me garantam estabilidade, sejam bem-vindos. Para já está tudo em aberto, tanto a continuidade como uma possível mudança, pelo que vou esperar pela melhor oportunidade e pelo melhor projecto que me seja apresentado, para decidir."
Aos 25 anos, Magno dividiu a sua formação entre Avanca, Taboeira e Beira-Mar, tendo se estreado como sénior ao serviço dos avanquenses. Posteriormente representou o Estarreja e o Vigor da Mocidade, tendo chegado ao Cesarense esta temporada.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Capela: "Nunca atirámos a toalha ao chão"

(Plantel do Sp. Espinho teve uma época complicada, mas acabou em quarto lugar.)
Depois de ter ficado muito perto de subir à II Liga na época passada, o histórico Sp. Espinho obteve esta temporada o quarto lugar, também na Zona Centro da II Divisão, numa época recheada de problemas, principalmente a nível de questões salariais.
Apesar disto, o 'Tigre da Costa Verde' parece dar-se bem com os problemas que todos os anos lhe aparecem, como provam as duas últimas classificações que alcançou.
O Conversas Redondas falou com Capela, avançado e melhor marcador dos espinhenses, que aponta o trabalho como 'segredo' da época, mas refere que não foi um 'trabalho qualquer':
"Posso dizer que o trabalho foi a chave do segredo, mas não foi um trabalho qualquer. Foi um trabalho orientado por uma pessoa como eu nunca vi no Mundo do futebol. Nesse caso, o mister Fernando Valente foi essencial para ultrapassarmos todas, ou quase todas, as adversidades. Faltava-nos quase tudo, quase tudo mesmo. Tivemos, inclusive, casos no limiar da fome. Como era normal, a certa altura, as opções que nos restavam era sair do clube, ou então mesmo naquelas condições, aceitar ficar. E a partir do momento em que a maioria aceitou ficar, aí sim só nos restava uma coisa: trabalhar, e consequentemente, darmos o melhor de nós, pois sabíamos que só assim podíamos aspirar a algo bom. A nível psicológico, o treinador também retirou sempre o melhor de cada um, mas o facto da equipa ser jovem e os jogadores terem aspirações, claro que também ajudou a 'segurar o barco'. O amor ao clube em detrimento de outras condições, ajudou a que a equipa se mantivesse unida, e uma equipa unida vale sempre mais. Se a tudo isto quiserem chamar 'segredo', então, para mim, este foi o 'segredo'."
A três jornadas do fim, o Sp. Espinho visitava o terreno do líder Ac. Viseu, estando a três pontos dos viseenses, que lideravam de forma isolada. A derrota arrumou definitivamente com os Tigres da discussão da subida, e para o avançado, as coisas poderiam ter corrido de forma diferente, caso o plantel não fosse constantemente assolado por vários problemas:
"Os problemas que tivemos sem dúvida que nos afectaram ao longo do campeonato, e deixaram, por vezes, marcas enormes em alguns jogos. Tivemos semanas onde as discussões eram muito intensas, e nos desviavam do essencial, que era treinar. Nas visitas ao São João de Vêr e ao Cinfães, sofremos duas derrotas por 3-0, com exibições pálidas da nossa parte, e que são o espelho dessas semanas onde o nosso foco estava desviado. Isso claro que deixa sempre a pensar "e se não tivéssemos esses problemas, e pudéssemos estar 100% concentrados no essencial, será que seria diferente?" No entanto, nunca atirámos a toalha ao chão, demos sempre a volta mesmo em cima de falsas promessas que nos eram feitas por responsáveis do clube. As condições faltaram sempre, mas se faltasse a união aí estava tudo perdido, e nesse sentido fomos sempre muito fortes, mas conscientes das nossas limitações dentro e fora de campo. Em relação à luta pela subida, penso que podíamos ter lutado mais um pouco se as condições realmente fossem melhores. Por exemplo, no dia do jogo em Viseu, chegámos ao Estádio do Fontelo já passava das três da tarde, e o jogo era às quatro, a chegada foi algo atribulada, e o Ac. Viseu, segundo sei, estava num hotel a preparar minuciosamente o jogo. Claro que são coisas pequenas, mas se pudéssemos ter ido um dia antes e ficar num hotel mais descansados, será que não poderíamos ter feito melhor? Não tenho a certeza, como é lógico, mas talvez fosse possível. Claro que isto tudo são 'ses', mas os 'ses' são legítimos. Aproveito para felicitar o Ac. Viseu, que tinha uma grande equipa, tem um belo estádio, e teve uma cidade a apoiar e a criar um ambiente fantástico para que o clube chegasse onde chegou."
Na escolha dos pontos-chave da época, Capela destaca a boa temporada realizada pelo plantel apesar das já citadas dificuldades:
"O ponto alto da época para a equipa, é o triunfo em casa sobre o Pampilhosa, onde ficamos com a possibilidade de discutir o primeiro lugar. Mas a época em si já foi enorme por tudo o que fizemos. Havia jogadores de outras equipas constantemente a dar-nos os parabéns pelo nosso desempenho, e isso era muito gratificante. Pontos baixos infelizmente foram alguns, as derrotas, principalmente nas últimas três jornadas, onde a equipa praticamente já tinha dado tudo, e após perder no Fontelo, aquilo que ainda nos alimentava acabou, que era o sonho do primeiro lugar."
No segundo ano ao serviço do Sp. Espinho, Capela realizou trinta jogos, vinte e nove como titular, tendo apontado treze golos, sagrando-se o melhor marcador da equipa. A época em termos pessoais foi, por isso, produtiva:
"Esta foi a minha segunda época no SC Espinho, e o clube em geral não sabia bem o que podia contar comigo, uma vez que no primeiro ano mal joguei devido a alguns desentendimentos com a equipa técnica. Ainda assim, voltaram a apostar em mim, e penso que não estão arrependidos. A época foi produtiva. Comecei com golos, depois tive uma quebra física que baixou o meu rendimento, mas após alguns ajustes voltei em força, e dei tudo pelas cores do Sp. Espinho, e essencialmente pelos meus colegas e equipa técnica, que sempre acreditou que o 'melhor ainda estava para vir'. E assim foi, com um momento inesquecível, que foi o segundo golo contra o Pampilhosa. Por isso estou contente com a minha prestação, claro que 'aqui e ali' podia ser melhor, mas estou satisfeito."
Quanto à próxima época, o avançado revela que ainda não sabe qual será o seu futuro, mas não esconde o desejo de jogar nos campeonatos profissionais ou até no estrangeiro:
"O futuro está em aberto. A II Divisão infelizmente acaba muito cedo, muitos dos clubes profissionais não têm a situação resolvida, e a III Divisão ainda não acabou. Gostava de ter uma oportunidade no futebol profissional, sem dúvida, ou até mesmo no estrangeiro, mas para já ainda nada está definido. Vou esperar pela melhor oportunidade, não só financeira, como também desportiva."
Aos 27 anos, Capela cumpriu então a segunda temporada ao serviço do Sp. Espinho, depois de ter sido formado no U. Lamas, clube por quem se estreou como sénior, ainda com idade de júnior. Posteriormente representou FC Marco, Sanjoanense, Esmoriz, Pampilhosa, Coimbrões, Candal e AD Oliveirense, antes de chegar aos 'Tigres' em 2011.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Bispo: "Amarante está de parabéns"

(Aos 35 anos, Bispo cumpriu a terceira temporada consecutiva ao serviço do Amarante.)
Depois de um sensacional quinto lugar na Zona Norte da II Divisão na época passada, o Amarante fez esta época um campeonato algo irregular, acabando o campeonato na décima primeira posição, ainda assim com alguma tranquilidade relativamente à linha-de-água.
O blogue conversou com Bispo, defesa-esquerdo dos amarantinos, que frisou ser errado comparar a temporada passada com a actual, referindo que a época foi positiva e o clube está de parabéns:
"É errado quando comparamos a época passada à deste ano, isto porque como todos nós sabemos, o plantel do Amarante sofreu uma enorme remodelação, passando a ser um plantel mais jovem, com menos experiência, mas com muita vontade de crescer e aprender. Além disso, este ano o Amarante actuou num campeonato bastante mais competitivo, com plantéis recheados de bons jogadores, e com vários candidatos ao título final. Assim sendo, penso que a época acabou por ser bastante positiva, e o Amarante FC está de parabéns."
Na eleição dos pontos determinantes da época, Bispo destaca a série de jogos sem perder da equipa, como o melhor momento da temporada:
"O ponto alto foi sem dúvida a série de seis jogos que estivemos sem perder. O ponto baixo foi, na minha opinião, o jogo com o Mirandela em nossa casa, perdendo o Amarante uma excelente ocasião de se colar ao primeiro lugar, e partir com outra confiança para o que restava do campeonato."
Titular em vinte e cinco jogos, sem fazer qualquer golo, o jogador considera que esta foi uma boa época a nível pessoal:
"A nível pessoal, a época foi muito positiva, uma vez que não tive lesões e, sobretudo, pela quantidade de jogos efectuados, em que pude dar o contributo à equipa."
Quanto à próxima temporada, Bispo abre as portas à renovação:
"O futuro a Deus pertence, como se costuma dizer. De qualquer forma, se o Amarante achar que tenho capacidades para ajudar a equipa mais uma época, terei todo o gosto em fazê-lo."
Actualmente com 35 anos, Bispo foi formado no Guarda, por quem se estreou como sénior, tendo representado posteriormente Ac. Viseu, Operário, Torreense, Sp. Espinho, Naval, Paços de Ferreira, Trofense, Fátima e Paredes, antes de chegar ao Amarante em 2010.

domingo, 26 de maio de 2013

III Divisão - Fase Final: 9ª Jornada

(Paredes 0-2 Santa Eulália - autoria: facebook oficial do CCD Santa Eulália.)
Na penúltima jornada da III Divisão, o Bragança venceu o Taipas por uma bola a zero e sagrou-se campeão da Série A, aproveitando o nulo do Santa Maria na casa do Ronfe. O Vianense bateu o Marinhas por 2-1, e alcançou os galegos na vice-liderança.
O Maria da Fonte goleou o Melgacense por 8-1 e assegurou o primeiro lugar, seguido logo de perto pelo Merelinense, que venceu o Esposende por 2-1. O Ponte da Barca bateu o Monção por 1-0.
Na Série B, o Felgueiras venceu em Lousada por 3-1 e continua de pedra e cal na liderança com um ponto de vantagem para a Oliveirense, que venceu em Pedras Rubras por 2-1. O Santa Eulália ganhou por 2-0 no terreno do Paredes, e é nesta altura o pior terceiro classificado de todas as séries.
O Aliados de Lordelo foi vencer a casa do Rebordosa por 2-1 e tem a Taça de Portugal garantida, tal como o Vila Meã, que bateu o Vila Real pelo mesmo resultado. O Leça provou que está numa boa forma, e derrotou o Serzedelo por 4-2.
Na Série C, o Grijó bateu o Alba por 2-1, e sagrou-se campeão de forma surpreendente, dada a irregularidade de resultados na primeira fase. O Salgueiros cedeu uma igualdade caseira a um golo frente ao Penalva do Castelo, e divide agora a segunda posição com o Estarreja, que perdeu por 2-0 na deslocação ao Oliv. do Bairro.
O Avanca venceu por 2-1 em Aguiar da Beira e não desarma da liderança, tendo já garantido a presença na Taça de Portugal. O Sampedrense perdeu também por 2-1 no terreno do Parada, e permitiu a aproximação do U. Lamas, que venceu em Oliv. de Frades por 3-1.
Na Série D, o Sourense empatou sem golos no terreno do Sernache e já garantiu a subida, enquanto que o seu adversário de sábado alcançou o Caldas na segunda posição, fruto da derrota dos caldenses em casa do Sp. Pombal por 2-0. O Oliv. do Hospital bateu o Alcanenense por 1-0, num duelo entre duas equipas que ainda podem subir.
O Torres Novas venceu o Penelense por 2-1, e continua com dois pontos de vantagem para o Marinhense, que goleou o Beneditense por 4-0. Alcobaça e Mortágua empataram a um golo.
Na Série E, o Lourinhanense foi vencer a casa do Barreirense por 2-1, e garantiu a subida. O Sintrense venceu no terreno do Sacavenense por 2-0 e está também em excelente posição para garantir a subida, enquanto que o Fabril foi vencer a casa do Eléctrico por 1-0 e é um dos melhores terceiros.
A luta pela Taça de Portugal será a quatro, sendo que os três primeiros estão todos empatados: o Amora venceu o Real por 2-1 e alcançou o seu adversário, beneficiando também da goleada imposta pelo Tires, quarto classificado, ao Pêro Pinheiro, por 5-1.O Peniche venceu o Cartaxo por 3-0.
Na Série F, o U. Montemor goleou em casa do Vasco da Gama por 4-1, e garantiu, sem surpresa, o título e respectiva subida à II Divisão. De resto, tudo empatado e com muitos golos: Esp. de Lagos 2-2 Moura e Juv. de Évora 3-3 At. Reguengos.
O Castrense bateu o Aljustrelense por uma bola a zero e alcançou o seu adversário na liderança. O Monte Trigo goleou o Sesimbra por 5-2, enquanto que Lusitano VRSA e Lagoa empataram a uma bola.
A III Divisão chega ao fim no próximo fim-de-semana, 66 anos depois de ter começado.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

III Divisão - Fase Final: 8ª Jornada

(Alba 0-1 Penalva do Castelo - autoria: blogue do SC Penalva do Castelo.)
A duas jornadas do fim da III Divisão, o Bragança já garantiu a subida na Série A, mesmo tendo perdido em casa do Ronfe por 1-0. Também por 1-0, o Santa Maria venceu em casa do Marinhas, e precisa agora de um ponto para festejar a subida. Taipas e Vianense não saíram do nulo.
No outro grupo, Maria da Fonte e Merelinense também não saíram do nulo, e continuam nos lugares de acesso à Taça de Portugal. O Esposende goleou o Ponte da Barca por 4-0, enquanto que o Monção venceu o Melgacense por 3-0.
Na Série B, o líder Felgueiras venceu o Santa Eulália por 2-0, e continua com um ponto de vantagem para a Oliveirense, que derrotou o Lousada por 4-2. O Paredes venceu o Pedras Rubras por 2-0, e matematicamente ainda pode chegar ao terceiro lugar.
O Aliados de Lordelo foi vencer a casa do Serzedelo por 3-1, e distanciou-se do Vila Meã, que empatou sem golos em Rebordosa. Vila Real e Leça empataram a um golo.
Na Série C, o Grijó foi vencer ao terreno do Estarreja por 2-0, e já lidera, sendo que tem a subida garantida, tal como o Salgueiros, que bateu o Oliv. do Bairro, também por 2-0. Num jogo para cumprir calendário, o Penalva do Castelo venceu na casa do Alba por uma bola a zero.
O Sampedrense recebeu e venceu o Avanca por 1-0, e encurtou distâncias para o líder, enquanto que o Parada venceu em casa do U. Lamas por 3-1, e ainda acalenta esperanças em chegar à Taça de Portugal. Também por 3-1, o Oliv. de Frades venceu em Aguiar da Beira.
Na Série D, o líder Sourense cedeu um nulo caseiro diante do Alcanenense, e permitiu a aproximação do Caldas, que bateu o Sernache por 2-0. Por igual resultado, o Oliv. do Hospital venceu o Sp. Pombal, e ainda pode subir de divisão.
O Torres Novas derrotou o Marinhense por 2-1, e recuperou a liderança, sendo que o Penelense ficou mais longe da Taça de Portugal, ao perder por 3-0 no terreno do Mortágua. O Beneditense levou de vencida o Alcobaça, por 3-2.
Na Série E, o Fabril foi a única equipa a triunfar na fase de subida, ao bater o Barreirense por 3-2. Sacavenense e Eléctrico empataram a um golo, enquanto que Lourinhanense e Sintrense não saíram do nulo. O último ainda pode ser primeiro.
O Pêro Pinheiro foi derrotado em casa pelo Amora, por 3-1, e foi alcançado na liderança pelo Real, que venceu o Cartaxo por 3-0. O Peniche goleou o Tires por 7-2.
Na Série F, o U. Montemor goleou a Juv. de Évora por 4-1, e garantiu a subida. Também por 4-1, o Esp. de Lagos venceu o Vasco da Gama, enquanto que o At. Reguengos venceu o Moura por 3-1.
O Aljustrelense venceu o Lusitano VRSA e assegurou a presença na Taça de Portugal 13/14, à semelhança do Castrense, que goleou o Monte Trigo, fora-de-portas, por 4-0. O Sesimbra venceu na casa do Lagoa por uma bola a zero.
Nos Açores, o líder Santiago perdeu em casa com o Flamengos, por 3-2, na derradeira jornada da prova. O Praínha venceu o Marítimo da Graciosa por 3-0, enquanto que o Vitória do Pico levou a melhor sobre o Barreiro, por 2-1.
A III Divisão regressa no próximo fim-de-semana.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Paulo Campos: "Sentimos que estávamos a representar o quarto grande"

(Há quatro temporadas no Boavista, Paulo Campos é o segundo na hierarquia dos capitães.)
As palavras são de Paulo Campos, sub-capitão do Boavista, que falou ao blogue sobre a época algo irregular dos axadrezados na Zona Norte da II Divisão.
Uma troca de treinador à quarta jornada, e uma certa irregularidade nos resultados, fizeram com que o Boavista terminasse a prova na décima posição, o pior registo desde que em 09/10 os portuenses caíram no terceiro escalão do futebol luso.
Paulo Campos começou precisamente por explicar essa tal irregularidade da equipa, destacando o lançamento de jovens da 'cantera' axadrezada, tal como o facto do grupo ter começado a recuperar a todos os níveis com a passagem de Petit para treinador:
"Realmente o nosso início não foi o desejado. Exibições menos conseguidas ditaram o alargamento pontual para os clubes do cimo da tabela. Após a mudança da equipa técnica, iniciamos uma recuperação consistente. Jogo após jogo, a equipa dava amostras de auto-confiança. Jogadores que até à data não estavam a corresponder, conseguiram com maior rigor, maior exigência individual e colectiva, mostrar o seu real valor. A Zona Norte é a mais competitiva das três zonas, e foram muitos os clubes a apostar forte na subida de divisão, aliado também ao facto desta época ser a última da III Divisão Nacional, e os clubes que descessem, irem directamente para os Distritais. Todos estes factores, serviram de catalisador para que se intensificasse ainda mais a luta pela subida e pela permanência. Depois do começo negativo, foi muito difícil recuperar o comboio da frente da tabela classificativa. Depois do jogo em Mirandela, que perdemos 1-0, ficamos a onze pontos do primeiro lugar e arredados da luta pela subida. O mister começou a efectuar alterações no onze, e a dar oportunidade a novos valores, jovens com enorme qualidade e com um futuro repleto de sucesso. Posso citar alguns nomes: Carraça, Cláudio Lopes, Tiago, Miguel Cid, Pedrinho e Rúben Alves."
O lateral/extremo-direito dos axadrezados, refere que o objectivo do clube nunca foi outro a não ser a manutenção, mencionando também o que mudou com a troca de Amândio Barreiras por Petit:
"O objectivo do clube, não era mais do que a manutenção, o que foi garantido de uma forma prematura e nunca esteve em causa. Claro que iriamos entrar em cada jogo para vencer e discutir o resultado. O mister Amândio é um bom treinador, uma excelente pessoa, mas não conseguiu fazer com que o grupo, principalmente os mais novos e inexperientes, percebessem a responsabilidade de representar o Boavista como Seniores. A camisola ao xadrez é 'pesada', pois tem nela uma história como pouquíssimos clubes têm em Portugal. Com o Petit, veio maior responsabilização individual, maior responsabilização colectiva, percepção por parte de todos das dificuldades, mas também da honra que é representar o Boavista Futebol Clube. A mensagem entrou bem, a intensidade e competitividade dos treinos e dos jogos era outra, pois deixou-se de sentir que se estava a jogar no Boavista da II Divisão B, e começou-se a sentir que estávamos a jogar no quarto maior clube português."
Na escolha dos momentos mais marcantes da época, Paulo Campos refere o 'dar a conhecer' da grande qualidade que o plantel tinha, como o ponto mais alto:
"O aspecto negativo da época, foi a derrota em Mirandela, e afastamento definitivo da luta pelo primeiro lugar. O ponto alto da época, foi dar a conhecer a enorme qualidade de um plantel, que o mundo do futebol conotava como fraco e condenado à descida de divisão."
Com três golos marcados em vinte e quatro jogos, Paulo Campos considera que fez uma época positiva, até porque não sofreu nenhuma lesão grave:
"A nível pessoal a época foi positiva, dado que não sofri nenhuma lesão grave. Servir o meu clube e estar disponível para tudo, foi a minha preocupação. Os altos e baixos de forma são normais no futebol. Quando estamos bem, tudo parece simples, quando as coisas não estão tão bem, temos que ter capacidade para minimizar a probabilidade de errar e ter argumentos para contornar as dificuldades. Temos que entender os defeitos e valorizar as virtudes."
Aos 36 anos, e depois de passagens por Castêlo da Maia, Dragões Sandinenses, Machico, Lusitânia, Sp. Espinho, Sanjoanense, Esmoriz e Sp. Covilhã, Paulo Campos representa o Boavista desde a temporada 09/10, tendo feito uma ligeira interrupção neste trajecto na temporada passada, quando saiu em Janeiro para representar o Mondercange do Luxemburgo.

Paulo Freixo: "Segredo foi o trabalho sério"

(Paulo Freixo, à direita, em acção frente ao Rio Ave na Taça de Portugal da época passada.)
Em ano de estreia na II Divisão, o Sousense alcançou o sétimo lugar na Zona Centro, acabando assim em grande estilo uma temporada pautada pela tranquilidade na tabela.
A época actual culminou assim com a estabilização do projecto de um clube, que há apenas três anos atrás, conquistou a Divisão de Honra da AF Porto.
Desse feito restam nove jogadores, entre os quais, Paulo Freixo, que falou ao blogue sobre o 'segredo' para a boa campanha dos gondomarenses na II Divisão:
"O segredo para esta campanha foi o trabalho sério que fizemos. Sempre acreditámos no nosso valor, e nas nossas capacidades, pois somos uma equipa que vem jogando junta há já alguns anos, e isso ajuda sempre. Mas o verdadeiro segredo foi a conjugação da nossa qualidade com o espírito de união que existe entre todos os elementos do clube, desde jogadores, treinadores e dirigentes. No seu total, o Sousense é uma família."
Nas quinze equipas que defrontou, o Sousense apenas não conseguiu pelo menos pontuar, frente a Cinfães e Cesarense. Se contra o Cinfães pode ser considerado 'normal' por ser um candidato à subida, o que falhou então frente ao Cesarense, equipa que ficou ligeiramente acima da linha-de-água? Paulo Freixo aponta as 'culpas' ao 'factor sorte':
"Nós como jogadores trabalhamos sempre sério em todos os jogos, para sairmos vitoriosos. No entanto, existem sempre jogos que correm melhores que outros. Contra o Cesarense, ambos os jogos nos correram mal e o 'factor sorte' contou muito. Porém, a II Divisão é mesmo muito equilibrada, e os pormenores é que fazem a diferença."
Na eleição dos momentos mais marcantes da época, o trinco dos gondomarenses elege a vitória em SJ Vêr por 5-2 - que praticamente garantiu a permanência -, como o momento mais alto da temporada:
"O ponto mais alto da época, sem dúvida que foi a vitória em São João de Vêr, uma vez que para além do bom jogo que fizemos, praticamente garantimos a permanência quando ainda faltavam alguns jogos para o fim, pelo que posso dizer que foi um grande sentimento de alegria. Um clube como o Sousense, com o orçamento que possuí, e ficar em sétimo lugar logo no ano de estreia na II Divisão, é uma enorme satisfação. O ponto mais baixo foi o início do campeonato, pois estávamos expectantes, uma vez que não conhecíamos a forma de jogar da maioria das equipas. Mas, felizmente, nunca estivemos em posição de descida, e isso deixou-nos tranquilos."
Com vinte e oito jogos no campeonato, vinte e seis como titular, Paulo Freixo sofreu uma grave lesão na recta final da época, mas acaba por fazer um balanço positivo da temporada:
"Penso que a exemplo da equipa, a época correu-me bem. Atingi os objectivos propostos durante a temporada, que passavam por jogar regularmente, e fazer com que o Sousense se mantivesse na II Divisão. Como esses objectivos foram concretizados, estou satisfeito e com sentimento de dever cumprido. Ficámos em sétimo lugar e fizemos história no clube. Apesar disto, a uma semana do final de época, sofri uma lesão grave - fractura da perna - que me vai atrapalhar o início da próxima temporada, mas acredito que regressarei ainda mais forte."
No que diz respeito à próxima temporada, Paulo Freixo aponta a lesão que sofreu como 'entrave', pretendendo, por agora, focar-se apenas na recuperação:
"Como disse anteriormente, sofri uma lesão grave que atrapalhou todo o meu futuro. Por enquanto não sei de nada, e estou apenas focalizado na recuperação. Apenas tenho a certeza de que irei regressar, e quando o fizer, voltarei ainda mais forte."
O jogador deixou ainda uma mensagem de apreço ao blogue:
"Desde já quero deixar uma mensagem de respeito e gratidão ao 'Conversas Redondas', um espaço digno de notícias de futebol que acompanha a II Divisão. Um bem-haja."
Aos 23 anos, Paulo Freixo dividiu a sua formação entre Crestuma, Candal, Leverense e Infesta, clube por quem se estreou como sénior. Depois de época e meia ao serviço dos seniores infestistas, mudou-se para o Sousense a meio da época 09/10, clube que representa até hoje.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Ladeira: "Equipa tem muita qualidade individual"

(Frente ao Sp. Braga, o Pampilhosa perdeu por 3-1 na Taça de Portugal.)
Depois de um arranque algo intermitente na Zona Centro da II Divisão, o Pampilhosa acabou por arrancar para uma época tranquila, acabando no quinto lugar em igualdade pontual com o BC Branco, chegando mesmo a ser terceiro classificado a poucos jogos do fim.
O blogue chegou à fala com Pedro Ladeira, médio ofensivo/extremo dos bairradinos, que começou por referir o facto do plantel ser praticamente todo novo, como o factor decisivo no arranque da temporada:
"Apenas cinco jogadores transitaram da época passada, e isso era uma desvantagem para nós em relação a muitas equipas. Esta nossa equipa tem muita qualidade individual, e a partir de certa altura, quando conseguimos conciliar o individual com o colectivo, os níveis de confiança aumentaram, e os resultados começaram a aparecer."
Essa recuperação do emblema bairradino no campeonato, culminou, como já disse, na chegada ao terceiro lugar a somente quatro jornadas do fim da prova. A subida era difícil, reconhece Ladeira, mas a 'esperança' chegou a 'aparecer' no balneário:
"Sabíamos que era difícil subir de divisão, pois tínhamos noção que estavam equipas mais bem posicionadas para o conseguir. Porém, não nego que a certa altura existiu uma 'esperançazinha', mas, infelizmente, não passou disso."
Na eleição dos momentos da época, o jogador natural de Aveiro indica a 'pressão' causada no topo da tabela como o ponto mais positivo de uma temporada em que o Pampilhosa eliminou o Sp. Covilhã na Taça de Portugal, caindo depois aos pés do Sp. Braga:
"Ponto baixo da época, sem dúvida que foi o nosso arranque de campeonato. O ponto mais alto, foi termos atingido cedo os objectivos, e termos causado alguma 'pressão' no topo da tabela."
Pedro Ladeira participou em vinte e três jogos no campeonato, catorze como titular, tendo apontado três golos numa temporada em que falhou algumas partidas por estar ao serviço de Portugal no Mundialito de Futebol de Rua, como o blogue anunciou oportunamente. O médio diz-se satisfeito com a época realizada:
"A nível pessoal, a época correu-me bem. Sempre que fui chamado tentei cumprir, e penso que as pessoas no clube, ficaram satisfeitas com o meu trabalho."
No que diz respeito à próxima temporada, Ladeira revela que todo o plantel foi convidado a renovar contrato, mas nada está definido em relação ao seu futuro:
"A equipa foi toda convidada a renovar, embora tenha sido verbalmente. Contudo, vou aguardar pelo final de todos os campeonatos, e pensar bem no que vai ser melhor para mim na próxima época."
Actualmente com 28 anos, Pedro Ladeira realizou a sua formação no Beira-Mar, tendo representado o Barroca por uma ano. Ao serviço dos auri-negros estreou-se como sénior na I Liga, onde jogou duas temporadas, antes de representar o Avanca durante três épocas. Depois representou Nelas, Sp. Espinho e Oliv. do Bairro, antes de chegar ao Pampilhosa esta temporada.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

III Divisão - Fase Final: 7ª Jornada

(Felgueiras 0-0 Oliveirense - autoria: blogue Notícias FC Felgueiras.)
A jornada sete da III Divisão, trouxe o reforçar da liderança por parte do Bragança na Série A, uma vez que os transmontanos foram vencer a casa do Santa Maria por uma bola a zero. A formação de Barcelos foi alcançada pelo Vianense na vice-liderança, fruto da vitória da turma de Viana do Castelo sobre o Ronfe por 2-0. O Marinhas bateu o Taipas por 1-0.
O Maria da Fonte foi vencer a casa do Ponte da Barca por 2-1, e continua com cinco pontos de avanço para o Merelinense, que goleou em casa do Melgacense por 9-0. O Esposende foi vencer ao terreno do Monção por 2-1.
Na Série B, Felgueiras e Oliveirense não saíram do nulo, num jogo entre duas equipas que já têm a subida garantida. O Lousada venceu o Paredes por 2-1, e aproveitou a igualdade a uma bola entre Santa Eulália e Pedras Rubras, para reforçar a terceira posição.
O Vila Meã venceu por uma bola a zero na casa do Aliados de Lordelo, e ficou a um ponto dos lordelenses, formação que lidera o grupo da descida. O Serzedelo goleou o Vila Real por 4-1, enquanto que Leça e Rebordosa empataram a dois golos.
Na Série C, o o Grijó bateu o Salgueiros por 1-0, e ultrapassou o histórico emblema portuense na tabela. O líder Estarreja, já promovido, perdeu em casa do Alba por 2-0, enquanto que Penalva do Castelo e Oliv. do Bairro protagonizaram um duelo com muitos golos: vitória por 5-3 dos viseenses.
O Avanca goleou o Oliv. de Frades por 5-0, e continua de pedra e cal na liderança, aproveitando nova escorregadela do U. Lamas, que perdeu em casa do Sampedrense por 2-1. Também por 2-1, o Parada recebeu e venceu o Aguiar da Beira.
Na Série D, o Sourense voltou a vacilar, ao perder em casa frente ao Caldas por uma bola a zero, e ainda não tem a subida garantida. Nesse sentido parece estar o Sernache, que venceu o Oliv. do Hospital por 2-0, e é segundo de forma isolada. Alcanenense e Pombal empataram a dois golos.
O Marinhense perdeu na casa do Penelense por 4-2, e só não perdeu a liderança para o Torres Novas, porque estes foram surpreendentemente goleados na casa do Alcobaça por 5-0. Mortágua e Beneditense também empataram a dois.
Na Série E, o Lourinhanense cedeu uma igualdade caseira a um golo frente ao Fabril, e fugiu na liderança ao Sintrense, fruto da derrota caseira da turma de Sintra perante o Eléctrico, por 1-0. O Barreirense venceu o Sacavenense por 2-0, e é terceiro de forma isolada.
Real e Pêro Pinheiro empataram a dois golos, e ganharam um ponto ao Tires, que perdeu por 2-0 na casa do Cartaxo. O Amora bateu o Peniche por 2-1.
Na Série F, o U. Montemor empatou a um golo no terreno do At. Reguengos, e já só tem um ponto de vantagem para o Moura, que bateu o Vasco da Gama por 2-0. A Juv. de Évora bateu o Esp. de Lagos por 2-1, e voltou a reacender a esperança de chegar ao terceiro lugar.
O Aljustrelense empatou a dois golos na casa do Lagoa, e permitiu a aproximação do Castrense, que venceu em casa do Sesimbra por 3-0. O Lusitano VRSA bateu o Monte Trigo por 1-0.
Nos Açores, Barreiro e Santiago empataram a três golos, sendo que o Praínha venceu por 3-2 em casa do Flamengos, e está agora a um ponto do segundo classificado. O Marítimo da Graciosa bateu o Vitória do Pico por 2-1.
A III Divisão regressa no próximo fim-de-semana.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

André Nogueira: "Têm que reconhecer a grande primeira volta que fizemos"

(André Nogueira, na foto diante do Belenenses para a Taça, foi o melhor marcador do Anadia.)
À décima sexta jornada, o Anadia liderava a Zona Centro da II Divisão contra todas as expectativas, já depois de ter 'obrigado' o Belenenses a ir a prolongamento na Taça de Portugal.
Porém, o declínio dos bairradinos começou aí, uma vez que se seguiram dez jogos sem conhecer o sabor da vitória, que atiraram com o clube para um modesto décimo lugar.
Sete pontos nos últimos quatro jogos, incluindo uma vitória 'gorda' sobre candidato à subida Cinfães, por 3-0, levaram os 'trevos' ao oitavo lugar final. O blogue conversou com André Nogueira, defesa-direito do Anadia, que refere a 'necessidade' de se reconhecer a grande primeira volta do clube:
"Penso que, mais importante que tentar responder ao que aconteceu para que houvesse essa quebra na segunda volta do campeonato, é preciso reconhecer a fantástica primeira volta de uma equipa que, de todas as equipas desta série, é claramente a que tem menor orçamento, com um treinador novo e que apenas tinha no plantel sete jogadores oriundos da época anterior. Respondendo à pergunta, penso que o que mudou foram 'somente' os resultados, porque continuamos a jogar o mesmo futebol que apresentávamos até então, mas por este ou aquele motivo a vitória teimava em não aparecer. Entrámos, então, numa fase terrível de dez jogos sem ganhar, onde como é óbvio, e por muito que se tente dizer o contrário, a equipa perdeu alguma confiança e até algum rigor táctico. O importante a reter desta época desportiva é que em três anos que o clube tem na II Divisão Nacional, nunca fez uma época tão tranquila, a ponto de ter entrado nas últimas jornadas sem a pressão dos resultados."
O Anadia liderou a prova em três jornadas intercaladas, e andou durante bastante tempo a 'morder os calcanhares' aos líderes. André Nogueira esclarece que o único objectivo do clube passava inteiramente pela manutenção:
"O objectivo do Anadia FC sempre foi o da manutenção, mas que fique claro também, que enquanto estivemos nos lugares cimeiros, o nosso objectivo era mantermo-nos lá o maior tempo possível. Depois quando se tem uma equipa jovem e se está nos primeiros lugares, é normal que haja a ambição de se falar na subida, mas nunca foi esse o nosso primeiro objectivo."
Na escolha dos principais momentos da época, André Nogueira elege três jogos em particular, sendo um deles a vitória sobre o SJ Vêr, que colocou a equipa na liderança:
"Na minha opinião, o ponto alto da época foi quando na primeira jornada da segunda volta, ganhámos em casa ao SJ Ver e passámos a liderar o campeonato. Houve também o jogo da Taça, contra o Belenenses, onde obrigámos o campeão da Segunda Liga a ir a prolongamento, e ainda o jogo da segunda volta contra o Cinfães, onde quebrámos a fase de dez jogos sem ganhar, com uma vitória por 3-0. O ponto baixo da época, como não poderia deixar de ser, foi a fase de dez jogos sem vencer, depois de termos alcançado o primeiro lugar no campeonato."
Em tempos, André Nogueira foi uma promessa da formação onde Sporting, tendo evoluído ao lado de Rui Patrício, André Marques, João Moutinho e Pereirinha, entre muitos outros jogadores. O lateral direito foi o melhor marcador da sua equipa com nove golos em vinte e oito jogos e, por isso, destaca uma boa época a nível individual:
"A nível pessoal a época correu muito bem. Dos trinta e dois jogos oficiais que o Anadia FC teve, joguei trinta e fiz nove golos, tendo sido o melhor marcador da equipa. Foi o ano onde, claramente, me senti melhor e penso que isso se reflecte nos números finais da época."
Após sete temporadas consecutivas na II Divisão B, repartidas por quatro clubes, dois deles com grande história no nosso futebol, André Nogueira não esconde a ambição de chegar aos campeonatos profissionais, seja ou não em Portugal:
"Na próxima época espero ter a oportunidade que nunca tive, que é a de jogar num campeonato profissional, seja em Portugal ou no estrangeiro."
Actualmente com 26 anos, André Nogueira dividiu a sua formação entre o Anadia e o Sporting, tendo representado os leões durante cinco épocas. Como sénior, ainda não conheceu outro escalão a não ser a II Divisão B, tendo vestido as camisolas de Esmoriz, Atlético e Torreense, antes de regressar ao Anadia na temporada 10/11.

Amaral: "É uma situação triste"

(Amaral, à direita, em acção contra o Cinfães, apontou treze golos em vinte e nove jogos.)
Marcou treze golos, foi o melhor marcador da Zona Centro da II Divisão, mas a sua equipa desceu. Falo de Nuno Amaral, ponta-de-lança do Lusitânia dos Açores, e que é o primeiro atleta da II Divisão a falar com o 'Conversas Redondas' sobre a temporada 12/13.
A temporada dos açorianos começou mal, parecia querer endireitar-se, e acabou nos Distritais a pouco mais de quinze minutos do fim da última jornada.
Depois de quatro épocas consecutivas na Série Açores da III Divisão, os lusitanistas regressaram à II Divisão com um plantel cem por cento açoriano e, no entender de Amaral, pagaram caro o facto de terem um plantel algo inexperiente nestas andanças:
"De facto, a nossa primeira volta não foi muito positiva devido à nossa falta de experiência, pois tivemos de nos adaptar a outra realidade, e não foi fácil. Mas depois recuperamos bem, e conseguimos fazer bons resultados que nos permitiram sonhar até ao fim do campeonato. Contudo, infelizmente não nos foi possível alcançar a manutenção."
Com treze golos em vinte e nove jogos, Amaral sagrou-se o melhor marcador da Zona Centro da II Divisão, mas a sua equipa acabou despromovida. O avançado confessa uma certeza tristeza com esta situação, mas agradece ao clube a boa época realizada a nível pessoal:
"Senti-me muito triste com toda esta situação. Não foi fácil digerir o facto de ter sido o melhor marcador do campeonato, e a equipa descer de divisão. A nível pessoal foi a minha melhor época. Senti-me muito bem, o clube deu-me todas as condições para eu fazer o meu trabalho, e só tenho que agradecer a todos por isso."
Nas últimas cinco jornadas, o Lusitânia somou duas vitórias e três empates, acabando por sofrer o golo do empate em Cinfães, na última jornada, ao minuto 75', resultado que atirou com o clube para os Distritais. Amaral nega o 'acusar de pressão' por parte do plantel:
"Nunca sentimos pressão, especialmente nesse jogo. Sabíamos que tinhamos de vencer o nosso jogo e fomos para a última jornada em Cinfães com esse objectivo. Infelizmente não conseguimos."
Nos destaques da época, o ponta-de-lança natural de São Miguel destaca a goleada imposta ao vizinho e rival Operário como o ponto positivo da temporada:
"Para mim, o ponto alto da época foi termos vencido o Operário por 5-0. Era um derby, e para mim foi especial, devido à minha anterior passagem pelo Operário. Quanto ao ponto baixo, é sem duvida a descida de divisão, pois todos nós acreditamos até ao último jogo que era possível, mas, infelizmente, não aconteceu. Ficamos todos muito tristes."
No que diz respeito à próxima temporada, Amaral ainda não tem o futuro definido:
"Quanto ao meu futuro, nada está definido. Vamos ver o que acontece."
Aos 23 anos, Nuno Amaral dividiu a sua formação entre o Atlético de Bretanha e o Águia de Arrifes, clube de onde transitou para os seniores do Operário. Depois de quatro temporadas ao serviço dos 'lagoenses', chegou esta temporada ao Lusitânia.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Segunda Liga: Benfica-B 1-1 FC Porto-B

Numa espécie de 'aperitivo' para o clássico dos grandes do próximo sábado, Benfica-B e FC Porto-B empataram esta tarde a uma bola no Estádio da Luz, em jogo a contar para a 40ª Jornada da Segunda Liga.
A partida nem sempre foi bem disputada, acabando por valer pela emotividade, especialmente no segundo tempo, onde surgiram os golos, primeiro de Diogo Rosado para os encarnados aos 47' minutos, e depois de Edú para os portistas, a pouco mais de vinte minutos do fim.
Em situações bem diferentes na tabela classificativa - o Benfica havia perdido apenas por uma vez nos últimos doze jogos, enquanto que o FC Porto só venceu por duas vezes nos últimos dez -, ambas as formações entraram na partida à procura de se encaixarem mutuamente, não arriscando muito, mas com os encarnados, a jogarem em casa, a terem maior ascendente.
Apesar de estarem por cima no jogo, os vermelho-e-brancos não criavam oportunidades para marcar, enquanto que do outro lado, o FC Porto repetia o texto. Só perto do minuto quinze é que os azuis-e-brancos conseguiram chegar com perigo à baliza de Mika, com Tozé a 'fugir para dentro' e de pé direito, a fazer a bola passar ligeiramente ao lado do poste esquerdo.
O Benfica ia assustando de bola parada, e à passagem do minuto 35' andou perto do golo, com Deyverson na sequência de um canto a desviar o esférico, valendo ao Porto a acção de Tiago Ferreira, que praticamente em cima da linha cedeu novo canto aos da casa.
Ao intervalo, o resultado era de certa forma justo, uma vez que nenhuma das equipas estava 'exageradamente' por cima, mas com o Benfica a merecer já melhor sorte.
O segundo tempo iniciar-se-ia a um ritmo completamente alucinante, e com cerca de um minuto e meio jogados, o Benfica chegaria à vantagem: jogada individual de Lindelof pela direita, com o sueco a cruzar atrasado para o interior da área, onde apareceu Diogo Rosado solto de marcação, a atirar para o primeiro golo da tarde.
Bola ao centro, Mikel a fazer um passe 'na queima' para Tiago Ferreira, Deyverson a ser lesto, a antecipar-se ao central português, e a caminhar para a baliza, desperdiçando depois a oportunidade de fazer o 2-0, com um remate à figura de Stefanovic.
Com um ritmo frenético nos primeiros minutos de jogo, a resposta portista surgiu por Mauro Caballero, que após bom trabalho na área adversária, obrigou Mika a defesa apertada, acabando depois David Bruno, na recarga, por atirar para fora.
O jogo estava animado, os bês portistas tentavam chegar à igualdade, enquanto que os da casa procuravam ampliar a vantagem.
Se não fossem Mika ou Stefanovic, era a fraca pontaria dos jogadores a fazer a diferença, sendo que a partida estava agora muito melhor do que foi na primeira etapa.
Rui Gomes arriscou com as entradas de Fábio Martins e Vion, sendo que o francês, acabado de entrar aos 66' minutos, acabou por assistir Edú para o golo do empate aos 68'.
A igualdade já se justificava, e ambas as equipas tentaram até final, embora muito timidamente, chegar à vitória: Sidnei ficou perto do 2-1 aos 72' na sequência de um canto; e Edú tentou em arco bisar, acabando por disparar para as mãos de Mika.
No Benfica, há a destacar a exibição do central chinês Huang Wei, imperial em todas as acções defensivas, mas também de Diogo Rosado, que além de ter marcado o golo encarnado, foi o jogador mais inconformado. Do lado do FC Porto, deu nas vistas Tiago Ferreira, exactamente pelas mesmas razões de Huang Wei: estiveram imperiosos no capítulo defensivo, tapando de todas as formas os caminhos para as respectivas balizas.
Noutro ponto, este mais 'fora de campo', destaque para a presença da claque portista 'SuperDragões' na Luz, que apesar de estar em números bastante inferiores aos jogos da principal equipa, fizeram-se ouvir durante quase toda a partida na capital, perante a 'passividade' das claques do Benfica, que também estiveram presentes.
Ficha de Jogo:

Jogo realizado no Estádio da Luz, em Lisboa
Quarteto de arbitragem composto por: Hugo Pacheco (Árbitro Principal); Bruno Rodrigues e Pedro Ribeiro (Árbitros Assistentes); Rui Rodrigues (Quarto Árbitro)

Benfica (4-5-1): Mika; Lindelof, Huang Wei, Sidnei e Carole; Luciano Teixeira (Rúben Pinto 76'), Leandro Pimenta, Ivan Cavaleiro, Miguel Rosa e Diogo Rosado; Deyverson (João Mário 86').
Treinador: Norton de Matos. Suplentes Não Utilizados: Miguel Santos; Carlos Ascues, Bruno Gaspar, Fílipe Oliveira e Cafú.

FC Porto (4-3-3): Stefanovic; David Bruno, Tiago Ferreira, Zé António e Victor Luís; Mikel, Michael Seri (Fábio Martins 61') e Edú; Sebá (Vion 66'), Caballero e Tozé (Ricardinho 90+1').
Treinador: Rui Gomes. Suplentes Não Utilizados: Elói; Anderson, Rafael Floro e Frederic Maciel.

Disciplina:
Amarelos: Sidnei 04'; Mikel 06'; Zé António 21'; Huang Wei 75'; Edú 90+2'.

Marcador: 1-0 Diogo Rosado 47'; 1-1 Edú 68'.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

II Divisão: Campeão decide-se no Restelo

(Estádio do Restelo acolherá triangular de apuramento do campeão da II Divisão.)
Ao contrário do que estava programado, D. Chaves, Ac. Viseu e Farense não terão de correr o país de lés-a-lés para discutirem o título de campeão da II Divisão Nacional.
Os três clubes propuseram à Federação Portuguesa de Futebol a realização de um triangular de forma a evitarem cerca de mais um mês de competição e, claro está, respectivas despesas que tudo isto iria acarretar.
A proposta apresentada de forma unânime foi aceite e, sendo assim, o organismo que gere o futebol em Portugal, decidiu-se pela realização do triangular no próximo fim-de-semana, no Estádio do Restelo, em Lisboa.
Os jogos disputar-se-ão durante sexta, sábado e domingo, e têm como principal objectivo evitar o prolongamento da temporada destes três clubes até 16 de Junho.
Cá fica o calendário das partidas:

Sexta-Feira, 10 de Maio, 18h
Ac. Viseu - D. Chaves

Sábado, 11 de Maio, 17h
D. Chaves - Farense

Domingo, 12 de Maio, 17h
Ac. Viseu - Farense

III Divisão - Fase Final: 6ª Jornada

(AD Oliveirense 2-0 Santa Eulália - autoria: facebook oficial do CCD Santa Eulália.)
A segunda volta da fase decisiva da III Divisão arrancou ontem, com um nulo entre Bragança e Vianense na luta pela subida na Série A. Disto se aproveitou o Santa Maria, que venceu nas Taipas por 2-1, e reforçou o segundo lugar. O Ronfe venceu o Marinhas por 4-2 e aproximou-se da terceira posição.
Na luta pela Taça de Portugal, destaque para duas goleadas: a do líder Maria da Fonte sobre o Monção por 5-1; e a do Esposende ao Melgacense: 9-0! O Ponte da Barca foi vencer ao terreno do Merelinense por 3-1, e está mais perto do terceiro lugar.
Na Série B, o Felgueiras foi vencer a Paredes por 2-1, e continua líder com um ponto de vantagem para a Oliveirense, que venceu o Santa Eulália por 2-0. Na luta pelo terceiro posto, o Pedras Rubras bateu o Lousada por uma bola a zero.
No outro grupo, o Aliados de Lordelo protagonizou o maior resultado da jornada, ao ir vencer a Vila Real por 4-0. O Rebordosa venceu o Serzedelo por 2-0, e deixou a última posição graças à derrota do Leça em Vila Meã, por duas bolas a uma.
Na Série C, o Estarreja bateu o Penalva do Castelo por 2-0 e reforçou a liderança, graças à derrota caseira do Salgueiros frente ao Alba, por 3-1. O Grijó venceu em Oliv. do Bairro por 2-1, e está pertinho de carimbar a subida à II Divisão.
O Oliv. de Frades foi o grande protagonista deste sexta jornada da Série C, ao golear o Parada por uns 'impensáveis' 8-2! O Avanca foi a casa do U. Lamas vencer por uma bola a zero, e é cada vez mais líder, enquanto que o Sampedrense foi vencer ao terreno do Aguiar da Beira por 4-0.
Na Série D, o líder Sourense voltou a baquear, tendo empatado a um golo no terreno do Oliv. do Hospital. O Sernache foi vencer ao Pombal por 4-2, e já é segundo em igualdade pontual com o Alcanenense, que venceu no terreno do Caldas por 3-1.
O Marinhense bateu o Alcobaça por uma bola a zero e saltou para a liderança, aproveitando o empate caseiro do Torres Novas frente ao Mortágua, a uma bola. O Penelense venceu por 2-1 na casa do Beneditense, e reforçou o seu terceiro posto.
Na Série E, Sacavenense e Lourinhanense empataram a dois golos, resultado que permitiu à turma da Lourinhã alcançar o Sintrense na liderança, uma vez que a formação de Sintra foi derrotada no terreno do Fabril por 2-0. O Barreirense foi vencer ao Eléctrico por 2-1.
O Pêro Pinheiro bateu o Cartaxo por 3-1 e reforçou a liderança, fruto do empate caseiro do Tires frente ao Amora, a duas bolas. O Real venceu em Peniche também por 3-1, e alcançou o Tires na segunda posição.
Na Série F, o líder U. Montemor foi derrotado em casa pelo Moura, por 3-0, e perdeu terreno tanto para os alentejanos, como para o Esp. de Lagos, que venceu o Reguengos por 1-0. O Vasco da Gama bateu a Juv. de Évora por 2-0, e terá acabado com o sonho da subida dos éborenses.
O Aljustrelense venceu o Sesimbra por uma bola a zero, e reforçou a liderança, fruto da derrota do Castrense no terreno do Lusitano VRSA por igual resultado. O Monte Trigo recebeu e venceu o Lagoa por 2-0.
Nos Açores, o Santiago bateu o Vitória do Pico por 2-1, enquanto que o Marítimo da Graciosa venceu o Flamengos por 2-0. O Praínha - Barreiro joga-se nesta quarta-feira.
A III Divisão regressa no próximo fim-de-semana.

sábado, 4 de maio de 2013

AF Porto: Jogador do Arcozelo morto a tiro

(Marlon Correia tinha 24 anos e representava o Arcozelo desde 2009.)
Marlon Correia, jogador do SC Arcozelo, clube que milita na II Divisão Distrital da AF Porto, foi esta madrugada abatido a tiro junto ao Queimódromo do Porto, numa altura em que juntamente com três elementos da agência de segurança "Esegur", fazia a contagem do dinheiro proveniente dos bilhetes vendidos para a Queima das Fitas, que arranca na madrugada de hoje para amanhã.
Tudo terá acontecido por volta da 1h15 da manhã, devido a uma tentativa de assalto por parte de quatro indivíduos, que segundo consta, surgiram encapuçados e armados, tendo disparado brutalmente sobre todos os presentes.
Marlon foi atingido mortalmente, enquanto que dois seguranças também foram alvejados, embora não tenham sofrido qualquer tipo de ferimento.
Em causa estavam "centenas de milhares de euros", que acabaram por não ser roubados, uma vez que os assaltantes fugiram de imediato após os disparos.
Aos 24 anos, Marlon representava o Arcozelo desde a temporada 09/10, tendo estado sempre presente na fase mais crítica do clube nos últimos anos: duas descidas consecutivas e uma há muito anunciada crise financeira, atiraram com o clube para a última divisão distrital.
Antes, havia representado São João de Vêr e Oliveira do Douro, ambos na III Divisão Nacional, depois de ter cumprido dois anos de júnior no Feirense. Anteriormente, terá passado também pela formação de FC Porto e Infesta.
Enquanto frequentava o curso de Desporto na faculdade do Porto, o médio orientava também um dos escalões de formação do Canelas de Gaia.
O Conversas Redondas envia as mais sentidas condolências à família e amigos do jogador.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Suécia: Guarda-Redes do AIK encontrado morto

(No AIK desde 2010, Turina cedo se tornou num ídolo para os adeptos.)
O guarda-redes croata Ivan Turina, que defendia as cores do AIK Solna da Suécia, foi esta sexta-feira encontrado morto no seu apartamento, em Estocolmo, pela polícia local.
Segundo as forças de segurança suecas informaram, a morte do guardião ocorreu por causas naturais enquanto este dormia, embora a autópsia ainda não tenha sido realizada.
Por seu turno, o AIK desmentiu em comunicado o facto de Turina ter doenças cardíacas, adiantando ainda ter feito todos os exames necessários no Outono passado, sem que nada de grave tenha sido acusado no relatório médico do croata.
A cinco meses de completar trinta e três anos de idade, Ivan Turina chegou ao AIK em 2010, proveniente do Dinamo Zagreb, tendo-se revelado como um dos melhores do campeonato na sua posição.
O guarda-redes nascido em Zagreb, começou a sua carreira precisamente ao serviço do Dinamo local, clube que representou até 2007, depois de ter estado ao serviço de Ingrad e Osijek nos primeiros anos como sénior.
Depois disso, rumou ao Xanthi Skoda da Grécia, e posteriormente saiu para o Lech Poznan da Polónia, até regressar ao Dinamo Zagreb em 2009.
O clube sueco suspendeu o treino da sua equipa principal marcado para hoje, e colocou a bandeira a meia-haste em homenagem a Ivan Turina, cuja esposa está gravida do seu terceiro filho.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Liga Europa: Benfica na Final!

Vinte e três anos depois, o Benfica está de regresso a uma final europeia. O nome do AC Milan em 1990, dará lugar ao do Chelsea, como oponente, enquanto que Amesterdão acolherá os encarnados, cinquenta e um anos depois da conquista da Taça dos Campeões Europeus, diante do Real Madrid.
O percurso até pode ter sido relativamente fácil, concordemos, mas este Fenerbahçe mostrou que não era 'favas-contadas', primeiro começando por ganhar na Turquia, e acabando por marcar na Luz de penalti, numa altura em que os encarnados já venciam por 1-0.
Korkmaz, há uma semana atrás, tinha aberto caminho ao sonho turco, mas Gaitán devolveu a esperança ao sonho luso. Kuyt ainda fez o 1-1 na Luz, mas um bis de Óscar Cardozo, ora criticado, ora elogiado, atirou com o Benfica para a final da Liga Europa.
Em desvantagem na eliminatória, pedia-se uma grande intensidade de jogo ao Benfica, como lhe é conhecida, para resolver o jogo. E logo aos nove minutos, Gaitán assistido por Lima, abriu o marcador, fazendo a Luz explodir, literalmente, de alegria.
O mais difícil estava feito: o 1-0 já lá 'morava', e a eliminatória estava empatada. O resultado não servia a nenhuma das formações, e o Benfica continuava a jogar a um ritmo fortíssimo.
Só que aos 23' minutos, a Luz estremeceu: primeiro, Stéphane Lannoy não assinalou um fora-de-jogo claro de Moussa Sow, e na sequência desse lance, assinalou grande penalidade a castigar mão na bola de Garay. Dirk Kuyt, o melhor dos turcos, empatou o jogo sem dificuldade.
'Tremia' o Benfica e intensificavam-se os protestos junto da equipa de arbitragem.
Algo perdidos no terreno de jogo com esta situação, os encarnados acabaram por passar novamente para a frente do marcador aos 35' minutos, quando Enzo Pérez cobrou um livre rapidamente e serviu Cardozo, com o paraguaio a desenvencilhar-se dos adversários bem ao seu estilo, e com um remate subtil a fazer o 2-1.
Voltava a alegria às bancadas da Luz, com o público efervescente à espera de mais golos. Cardozo andou perto de fazer o 3-1 pouco depois, e os turcos estavam limitados a um futebol directo na procura de Kuyt e Moussa Sow.
Com este resultado os turcos estavam apurados, e Aykut Kocaman procurou refrescar a sua equipa para o segundo tempo, fazendo entrar Mehmet Topuz para o lugar de Selçuk Şahin.
Porém, pouco depois seria obrigado a fazer nova substituição, desta feita devido a um violento pontapé de Gaitán na cara de Gökhan Gönül, que deixou o lateral turco estendido no relvado, sem sentidos. Foi de tirar a respiração, e o jogador foi de imediato transportado ao hospital.
O jogo esteve parado durante cerca de seis minutos, e quando voltou, o ritmo continuou pouco diferente do que era quando Gaitán acertou involuntariamente em Gonul.
No entanto, cinco minutos depois do recomeço de jogo, Luisão na sequência de um lançamento lateral, deixou Cardozo na cara de Volkan Demirel, e o paraguaio rematou com firmeza para o 3-1.
Mais uma alegria na Luz, com o Benfica a estar agora mais confortavelmente em vantagem. Dos turcos, nem sinal lá na frente, e só nos últimos dez minutos estes 'apareceram', primeiro com Stoch a fazer um remate na esquerda, obrigando Artur a defesa apertada, e depois com Korkmaz, outra vez ele, a cabecear para as mãos do guardião brasileiro.
O coração aguentou, a Luz estava agitada, e o Benfica apurou-se para a final da Liga Europa, competição que já perdeu, então sob outro nome e formato, para o Anderlecht em 1983.
Mas isso é passado, enquanto que Amesterdão e o Chelsea são o futuro recente, de um Benfica que está perto de voltar às glórias europeias. A final joga-se a 15 de Maio.
Ficha de Jogo:

Jogo realizado no Estádio da Luz, em Lisboa
Quarteto de arbitragem composto por: Stéphanne Lannoy (Árbitro Principal - França); Frédéric Cano e Michael Annonier (Árbitros Assistentes); Laurent Stien (Quarto Árbitro)

Benfica (4-4-2): Artur; Maxi Pereira, Luisão, Garay e André Almeida; Salvio, Matic, Enzo Pérez e Gaitán (Roderick 90+3'; Lima e Cardozo (Urreta 87').
Treinador: Jorge Jesus. Suplentes Não Utilizados: Paulo Lopes; Melgarejo, Carlos Martins, Aimar e Rodrigo.

Fenerbahçe (4-5-1): Volkan Demirel; Gönül (İrtegün 61'), Korkmaz, Yobo (Stoch 75') e Reto Ziegler; Caner Erkin, Selçuk Şahin (Topuz 45'), Kuyt, Cristian e Salih Uçan; Moussa Sow.
Treinador: Aykut Kocaman. Suplentes Não Utilizados: Günok; Ali Kaldırım, Şentürk e Şimşek.

Disciplina:
Amarelos: Maxi Pereira 29'; Cristian 30'; Enzo Pérez 33'; Caner Erkin 85'.

Marcador: 1-0 Gaitán 09'; 1-1 Kuyt 23' G. P.; 2-1 Cardozo 35'; 3-1 Cardozo 66'.

terça-feira, 30 de abril de 2013

II Divisão: Chaves e Farense regressam à Segunda Liga

Foi, digamos, um regresso anunciado de D. Chaves e Farense à Segunda Liga, aquele que aconteceu no passado domingo.
Podemos também dizer que os extremos do país se tocaram, com a subida de um clube transmontano e outro algarvio, e até podemos relembrar - porque é justo - a subida do Ac. Viseu, outro histórico, e que está caprichosamente situado a meio de Portugal continental.
Mas mais importante que as questões geográficas, é o regresso de flavienses e farenses aos campeonatos profissionais, depois de uma certa travessia no deserto, principalmente dos 'Leões de Faro', que até pelos Distritais andaram.
Começando pelo Norte, o D. Chaves, afastado da Segunda Liga desde 09/10, temporada em que foi, inclusive, à final da Taça de Portugal com o FC Porto, precisava apenas de não perder para subir, acabando por vencer o Ribeirão por 1-0, graças a um golo solitário de Kuca aos 26' minutos.
Éder Sánchez ainda foi expulso aos 81' minutos, mas os flavienses, comandados por João Pinto, campeão europeu em1987, seguraram o triunfo e festejaram o regresso às ligas profissionais.
Em Faro, no Algarve, cerca de quinze mil pessoas assistiram a um duelo já visto anteriormente, então noutros palcos que não as divisões amadoras, entre Farense e União de Leiria.
De todos os três que regressarão aos campeonatos profissionais, o Farense foi o que teve o caminho mais longo e mais 'penoso' para percorrer: em 02/03 caiu na secretaria para a II Divisão B, e em 05/06 desistiu da III Divisão poucas jornadas depois do seu começo, e numa altura em que só contava com jogadores juniores. Seguiu-se um ano de interrupção, e duas subidas consecutivas no Distrital do Algarve, que colocaram o clube nos Nacionais.
E desde 2010 até agora, o Farense somou três subidas e uma descida: subiu à II Divisão B em 2010 e 2012; desceu à III Divisão em 2011; e domingo subiu à Segunda Liga.
Contra o Leiria, Bruno Bernardo adiantou os algarvios logo aos três minutos, fazendo rebentar a festa no mítico Estádio São Luís.
Porém, a festa esmoreceu a dezasseis minutos dos noventa, quando Elimiano Té empatou a partida, mas quatro minutos depois voltou a ser de arromba, quando Ibukun converteu a grande penalidade que selou o 2-1 final favorável ao Farense, e que colocou o clube na rota de nova promoção, desta feita para um escalão profissional.
Assim se fez a festa em Chaves e Faro, com Viseu, pelo meio, em êxtase há uma semana. A próxima temporada será de regresso aos grandes palcos para todos eles.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

A foto do dia: Se Maomé não vai à montanha...

(Leonel Olímpio e Alex foram os primeiros a aplaudir o apoio dos adeptos.)
O futebol português conheceu ontem novo capítulo na sua história, com a realização do primeiro jogo à 'porta fechada' na I Liga.
Em Guimarães, Vitória local e Paços de Ferreira empataram a dois golos, num jogo que aparenta ter sido de boa qualidade dados os resumos nas televisões.
Num jogo sem público, cujo ambiente mais parecia de jogo amigável, aconteceu algo caricato: os jogadores do V. Guimarães, devidamente equipados para entrarem em campo, vieram ao exterior do estádio momentos antes do jogo começar, para agradecerem às centenas de adeptos que ali, nas imediações do D. Afonso Henriques, cantavam pelo seu clube.
É algo que não deixa de ser curioso, e é caso para dizer que 'se Maomé não vai à montanha, vai a montanha a Maomé'...

II Divisão: 30ª Jornada - Última

(Farense 2-1 U. Leiria - autoria: José Cunha Silva.)
Caiu o pano sobre a fase regular da II Divisão Nacional, com D. Chaves e Farense a assegurarem a promoção junto do histórico e 'amigo' de outros tempos, Ac. Viseu. Por outro lado, Lusitânia e Oeiras estão de regresso aos campeonatos distritais.
Na Zona Norte, faltava apenas conhecer-se o campeão, com o D. Chaves a levar a melhor sobre o Ribeirão no jogo decisivo para ambos, e a vencer por 1-0, assegurando a subida. O Mirandela não foi além de um empate caseiro a uma bola, frente ao despromovido Infesta, e fechou o pódio com dois pontos de vantagem para o Vizela, que perdeu em casa frente ao Varzim, por 3-2. Famalicão e Boavista, num jogo a fazer recordar velhos tempos, empataram a dois golos.
O Fafe foi vencer a Limianos por uma bola a zero, e terminou em igualdade pontual com o Varzim na oitava posição, enquanto que o Gondomar foi vencer a Joane por 2-0, e fechou com 'chave de ouro' este campeonato. Vilaverdense e Amarante não saíram do nulo, enquanto que o Tirsense foi vencer a casa do Padroense por 2-1.
Na Zona Centro, o já campeão Ac. Viseu, goleou o Anadia por 4-0. Faltava apenas conhecer-se quem acompanhava o Tocha na descida, com o Lusitânia a empatar a uma bola no terreno do vice-líder Cinfães, e a deixar escapar o Bustelo, que venceu o Pampilhosa por 3-0. Curiosamente, os açorianos desceram com o seu jogador Amaral, a consagrar-se melhor marcador do campeonato.
O SJ Vêr foi vencer a casa do 'vizinho' Sp. Espinho por uma bola a zero, e 'ofereceu' assim o terceiro lugar ao Operário, que venceu em Coimbrões por 2-1. De resto, mais três empates: Tocha e Cesarense não saíram do nulo, enquanto que Tourizense e Nogueirense empataram a dois golos, tal como Sousense e BC Branco.
Na Zona Sul, Farense e Carregado foram os grandes vencedores da última jornada: os algarvios venceram a U. Leiria por 2-1 e festejaram o regresso aos campeonatos profissionais dez anos depois; enquanto que o Carregado empatou a uma bola frente ao Casa Pia e assegurou a manutenção. Quanto aos outros interessados nesta luta, o Mafra bateu o Sertanense por 3-1 e ficou às portas da subida; enquanto que o Oeiras perdeu em casa por 4-2 frente ao Pinhalnovense, e consumou a descida.
O Torreense empatou em casa frente ao Futebol Benfica a três golos, e assegurou o terceiro lugar final, enquanto que o Fátima foi vencer a casa do Oriental por uma bola a zero, e terminou em oitavo. Também por 1-0, o 1º Dezembro bateu o Louletano, enquanto que Quarteirense e Ribeira Brava não saíram do nulo.
A II Divisão regressa apenas na próxima temporada, e com novo formato, enquanto que a disputa do play-off de apuramento do campeão arranca daqui a duas semanas, com um Farense - Ac. Viseu.

São campeões de zona e sobem à II Liga: D. Chaves, Ac. Viseu e Farense.
São despromovidos aos Distritais: Infesta, Padroense, Lusitânia, Tocha, Oeiras e Ribeira Brava.

III Divisão - Fase Final: 5ª Jornada

(Vianense 1-0 Santa Maria - autoria: facebook oficial do SC Vianense.)
A primeira volta da fase final da III Divisão chegou ontem ao fim, com o Bragança a assumir a liderança isolada da Série A, depois de bater o Marinhas por uma bola a zero, e graças à derrota do Santa Maria no terreno do Vianense, por igual resultado. O Ronfe perdeu em casa com o Taipas por 3-2, e ficou mais longe do terceiro lugar.
O Maria da Fonte bateu o Esposende por 3-1, e mantém-se líder com mais dois pontos que o Merelinense, que goleou o Monção por 5-2. Em terceiro surge agora o Ponte da Barca, que cilindrou o Melgacense por 8-0!
Na Série B, o Felgueiras empatou a um golo em Pedras Rubras, e permitiu a aproximação da Oliveirense, que venceu em Paredes por 3-1. Lousada e Santa Eulália não saíram do nulo, e continuam separados por um ponto no terceiro e quarto lugar.
O Aliados de Lordelo foi a casa do Leça vencer por 2-1, e aproveitou os dois empates registados nos restantes jogos para se distanciar na liderança: Rebordosa e Vila Real empataram a duas bolas, enquanto que Vila Meã e Serzedelo não saíram do nulo.
Na Série C, o duelo de maiores candidatos à subida, sorriu ao Salgueiros, que recebeu e venceu o Estarreja por 2-0. O Grijó bateu o Penalva do Castelo por igual resultado, e tem agora seis pontos de avanço para o quarto classificado, Oliv. do Bairro, que derrotou o Alba por 1-0.
O U. Lamas empatou a uma bola em Aguiar da Beira, mas mesmo assim conseguiu alcançar o Avanca na liderança, fruto da derrota dos avanquenses no terreno do Parada por 2-1. O Sampedrense venceu no terreno do Oliv. de Frades por 3-2, e encurtou distâncias para a liderança.
Na Série D, o líder Sourense perdeu pela primeira vez nesta poule de subida, ao ser derrotado em casa do Sp. Pombal por 2-1. Os pombalenses somaram o primeiro triunfo nesta fase, à semelhança do Caldas, que foi vencer a Oliv. do Hospital por 3-1. Já o Sernache bateu o Alcanenense por uma bola a zero, e alcançou o seu adversário na terceira posição.
Na fase de descida desta série, esta jornada foi uma autêntica 'chuva de golos': o Torres Novas goleou o Beneditense por 6-2; o Marinhense venceu o Mortágua por 4-2; enquanto que Alcobaça e Penelense empataram a duas bolas.
Na Série E, o Sintrense foi ao terreno do Barreirense vencer por 3-1, e continua líder com um ponto de vantagem para o Lourinhanense, que venceu em casa do Eléctrico por uma bola a zero. Em crise de resultados nesta fase continua o Fabril, que saiu derrotado da deslocação ao reduto do Sacavenense, por 2-1.
O Pêro Pinheiro venceu no terreno do Peniche por 2-1, e assumiu a liderança isolada do seu grupo, fruto da goleada sofrida pelo Real no terreno do Tires, por 5-2. O Amora venceu o Cartaxo por 2-0.
Na Série F, o líder U. Montemor perdeu em Lagos, frente ao Esperança local, por 2-1, e permitiu a aproximação dos algarvios, que alcançaram o Moura na segunda posição, fruto do nulo dos alentejanos no terreno da Juv. de Évora. O Reguengos venceu por 1-0 no terreno do Vasco da Gama, e ainda alimenta esperanças na subida.
O Aljustrelense venceu por uma bola a zero no terreno do Monte Trigo, e foi mesmo a única equipa a vencer no seu grupo, uma vez que nos outros dois jogos, se registaram dois empates a zero entre Castrense - Lagoa e Lusitano VRSA - Sesimbra.
Nos Açores, o Santiago bateu o Praínha por 3-0 e aumentou distâncias para o Barreiro, que cedeu um empate caseiro a um golo frente ao Marítimo da Graciosa. O Vitória do Pico bateu o Flamengos também por 3-0, e deixou os últimos lugares da tabela.
A III Divisão regressa no próximo fim-de-semana.

domingo, 28 de abril de 2013

Futebol Feminino: Ouriense destrona 1º Dezembro

(A festa das jogadoras do CA Ouriense, após a conquista do campeonato.)
A uma jornada do fim da fase final do campeonato nacional de futebol feminino, o CA Ouriense, de Ourém, bateu o Clube Albergaria por 1-0, e sagrou-se campeão pela primeira vez na sua história.
Esta consagração do Ouriense tem uma espécie de 'triplo sabor', uma vez que na temporada passada, o clube sagrou-se campeão nacional da II Divisão, e esta temporada, em ano de estreia no primeiro escalão, conseguiu destronar o 1º Dezembro, que era campeão 'apenas e só' há onze temporadas consecutivas.
Bastou um golo de Diana Silva a um quarto de hora do fim da partida disputada este domingo, para que o Ouriense levasse de vencida o Albergaria e se sagrasse assim campeão nacional.
Com esta conquista, a formação de Ourém iguala o Lobão no número de campeonatos nacionais femininos conquistados, estando agora mais perto do Gatões, que soma três. Mais longe, e completamente destacados, estão o 1º Dezembro com treze, e o Boavista com doze títulos.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

II Divisão: Vêm aí as decisões

(Ribeirão e D. Chaves empataram a uma bola no jogo da primeira volta.)
O que têm em comum D. Chaves, Ribeirão, Lusitânia, Bustelo, Farense, Mafra, Carregado e Oeiras, para além de competirem todos na II Divisão? A resposta é simples: todas estas formações deixaram a discussão dos seus objectivos para a última jornada da prova, com quatro a lutarem ainda pela subida, e as outras quatro a lutarem, naturalmente, pela manutenção.
Em vésperas do último e decisivo jogo da II Divisão para estas oito equipas, o Conversas Redondas quis 'aprofundar' o tema, e ver quais são os cenários que cada um tem a seu favor.
Começando pelo Norte, D. Chaves e Ribeirão têm encontro marcado no reduto do primeiro. Com as equipas empatadas no número de pontos, o D. Chaves sobe se ganhar, ou até empatar, enquanto que ao Ribeirão só a vitória interessa para garantir o primeiro lugar.
Na Zona Centro, Lusitânia e Bustelo entram na última jornada também empatados no número de pontos, mas com os açorianos em vantagem no confronto directo. Portanto, os insulares garantirão a manutenção, desde que façam o mesmo resultado dos aveirenses.
Enquanto que o Lusitânia se desloca ao terreno do Cinfães, segundo classificado, o Bustelo recebe o Pampilhosa. Num duelo entre equipas de Aveiro, o Bustelo está obrigado a vencer e esperar que o Lusitânia não vença. Em caso de derrota açoriana em Cinfães, o Bustelo pode até empatar.
E por fim, é no Sul que se concentram as maiores decisões: falta saber quem sobe, e falta saber quem acompanha o Ribeira Brava na descida. O histórico Farense recebe a U. Leiria, num duelo a fazer lembrar outros tempos, e em caso de vitória, sobe automaticamente. Se empatarem, os algarvios têm que torcer por um deslize do Mafra, em casa, frente ao Sertanense, uma vez que os lisboetas só ganhando podem subir. O Mafra está então obrigado a vencer, e esperar que o Farense não o faça, para poder subir.
Na luta pela manutenção, Carregado e Oeiras estão separados por dois pontos na tabela, sendo que a formação de Alenquer tem vantagem no confronto directo. Logo, um empate do Carregado, em casa, frente ao Casa Pia, garante-lhe a manutenção, enquanto que o Oeiras está obrigado a vencer o Pinhalnovense, e esperar que o Carregado perca, para assegurar a continuidade na II Divisão.
Mais a título de curiosidade, refira-se que caso D. Chaves e Farense subam, teremos um trio de históricos a regressar aos campeonatos profissionais, já depois do Ac. Viseu ter festejado a promoção na semana passada.
Serão, ao que tudo indica, sete jogos de emoções fortes, onde se espera que o desportivismo, o fair-play e, acima de tudo, a verdade desportiva, imperem.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Liga Europa: Benfica em desvantagem

O Benfica perdeu esta noite em Istambul, frente ao Fenerbahçe, por uma bola a zero, e ficou assim em desvantagem nas Meias-Finais da Liga Europa.
Talvez com a exibição ofensivamente mais desinspirada de 2013, o Benfica deu praticamente noventa minutos de avanço a uns turcos, que se mostraram sempre perigosos e com elevado rigor táctico. O resultado até pode pecar por escasso, tendo em conta que a equipa onde alinha Raúl Meireles - titular hoje -, enviou três bolas aos ferros, contra uma do Benfica.
O golo de Korkmaz, aos 72' minutos, acabou por colocar justiça no resultado, face ao anterior desaproveitamento da equipa azul e amarela.
Jorge Jesus surpreendeu ao apostar em Aimar como titular, e viu a sua equipa entrar bem na partida, com a tranquilidade necessária para ser a primeira equipa a importunar o guardião adversário: Salvio colocou Demirel à prova, e de seguida, Aimar rematou ao lado após passe de Cardozo.
Estavam decorridos pouco mais de dez minutos, e o Benfica baixaria de intensidade a ponto de começar a cometer falhas que, por infelicidade turca, não resultaram em males maiores: primeiro, Moussa Sow não aproveitou um passe errado de Matic, e rematou ao lado; e depois, seria Pierre Webó a cabecear com estrondo à trave, após erro de Jardel.
Inconsequente no ataque, os encarnados viam Salvio sem bola, e Ola John praticamente 'fora do jogo'. Com uma exibição bastante apagada, o holandês 'apareceu' em cima do intervalo para cometer uma grande penalidade de forma infantil. Felizmente para ele e para o Benfica, o brasileiro Cristian atirou ao poste direito da baliza de Artur, e saiu em lágrimas para o balneário.
Findo o primeiro tempo, os turcos ganhavam pelo menos no número de bolas enviadas aos ferros, embora também lhes faltasse maior clarividência na hora de atacar e finalizar.
Gaitán 'saltou' para o jogo no início do segundo tempo, com Aimar a ficar nas cabines, mas seriam os turcos a criarem novamente perigo, primeiro por Cristian e depois por Raúl Meireles, sempre com Artur no caminho dos remates.
Um Fenerbahçe muito forte em todos os sectores, voltaria a atirar ao poste, desta vez por Dirk Kuyt, que aos 51' minutos e dentro de área, rodou e rematou ao ferro.
Este '3-0' em bolas nos ferros, seria reduzido pouco depois por Gaitán, que ficou perto de assinar um belo golo após remate em arco na zona central do terreno. Jesus lançou Rodrigo pouco depois, fazendo sair Ola John, mas o hispano-brasileiro também acrescentaria pouco à partida.
E foi quando a partida já estava nos vinte minutos finais e a entrar numa toada muito mais morna, que o Fenerbahçe marcou: canto mal dado por Milorad Mažić, e Korkmaz ao segundo poste a cabecear entre dois colegas seus, após corte disparatado de Melgarejo 'para trás'. Jardel ainda tirou a bola de dentro da baliza, mas o golo seria válido.
A perder, o Benfica não mostrou muitos argumentos e muita 'vontade' para empatar, acabando por ter o seu lance mais perigoso numa saída rápida para o ataque, com a bola a cair na esquerda em Cardozo, e com este a deixar-se desarmar por um turco.
Nota final para a saída por lesão do médio português Raúl Meireles, que aos 64' minutos foi substituído por Salih Ucan, e está em duvida para o jogo de Lisboa.
O resultado, apesar de ser sempre negativo, está perfeitamente ao alcance de ser 'virado', com a segunda mão a disputar-se no próximo dia 1 de Maio, na Luz. Porém, antes, há o Marítimo no caminho dos encarnados.
Ficha de Jogo:

Jogo realizado no Estádio Şükrü Saraçoğlu, em Istambul - Turquia
Quarteto de arbitragem composto por: Milorad Mažić (Árbitro Principal - Sérvia);

Fenerbahçe (4-5-1): Volkan Demirel; Gönül, Korkmaz, Yobo e Reto Ziegler; Topal e Raúl Meireles (Salih Uçan 64'), Kuyt, Cristian (Şahin 86') e Moussa Sow (Krasić 87'); Pierro Webó.
Treinador: Aykut Kocaman. Suplentes Não Utilizados: Günok; İrtegün, Topuz e Şentürk.

Benfica (4-5-1): Artur; Maxi Pereira, Garay, Jardel e Melgarejo; Matic, André Gomes (Carlos Martins 81'), Salvio, Aimar (Gaitán 45') e Ola John (Rodrigo 64'); Cardozo.
Treinador: Jorge Jesus. Suplentes Não Utilizados: Paulo Lopes; Roderick, Urreta e Lima.

Disciplina:
Amarelos: André Gomes 31'; Cristian 37'; Aimar 37'; Maxi Pereira 41'; Ola John 45'; Topal 50'; Pierre Webó 90'.

Marcador: 1-0 Korkmaz 72'.