segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

"A foto do dia": Palermo 0-7 Udinese

(Di Natale prepara-se para fazer o 0-1 aos 10' minutos.)
Para aqueles que têm por hábito criticar o futebol italiano, classificando-o de fraco e feio, o jogo de ontem entre Palermo e Udinese contraria, e muito, todas as "más línguas".
À entrada para a Jornada 27, a Udinese ocupava a quinta posição com quarenta e quatro pontos; enquanto o Palermo era oitavo com quarenta.
Na capital da Sicília, a Udinese rubricou ontem uma exibição estrondosa, mostrando uma grande personalidade desde o primeiro minuto, coisa que permitiu aos homens de Udine, vencerem por 7-0 (!) em casa do Palermo.
Di Natale, (quem mais?) abriu o activo logo aos 10', o chileno Sánchez bisou aos 19' e aos 28'; Di Natale aumentou para 0-4 aos 42', e Sánchez fez hat-trick, aos 43'.
Ao intervalo, a Udinese vencia por 0-5, enquanto pelo meio o médio esloveno do Palermo, Bačinović, foi expulso aos 40' minutos.
Logo ao abrir da segunda parte, aos 49', Sánchez completou o seu "poker" fazendo o sexto golo, enquanto Di Natale encerrou a contagem aos 61', na conversão de uma grande penalidade.
Dessa grande penalidade resultou a expulsão de mais um jogador siciliano, desta feita Darmian.
Com esta goleada, a Udinese reforçou a quinta posição, somando agora quarenta e sete pontos, estando a um do quarto lugar, que é ocupado pela Lazio.
Quanto ao Palermo, também manteve a sua posição à entrada para esta jornada, vendo o Cagliari aproximar-se, após vitória sobre o Génova.
Para finalizar, resta-me dizer que o chileno Alexis Sánchez da Udinese foi substituído aos 53' ...

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Entrevista a: César Lopes

César Augusto Duarte Sousa Morais Lopes, nasceu a 29 de Julho de 1981 em Canelas, Vila Nova de Gaia.
Conhecido no "Mundo do futebol" por César, o gaiense começou por dar os primeiros passos no futebol ao serviço do clube da sua terra, o Canelas,  transitando depois para o Boavista, de onde saiu para o Espinho, clube onde além de completar a formação, se estreou como sénior, e logo numa competição profissional, neste caso, a Liga de Honra.
"Tapado" em Espinho, seguiu para o Canelas na sua segunda temporada enquanto sénior, regressando aos "Tigres" em 02/03 e 03/04, representando depois Canedo (04/05), Estarreja (05/06 e 07/08), Marítimo da Graciosa nos Açores (06/07), Arcozelo (08/09 e 09/10) e Perosinho (08/09).
Actualmente representa o Grijó, clube que compete nos Distritais da AF Porto e luta pela subida aos Nacionais.
A sua posição de origem é extremo, mas pode também actuar como ponta de lança ou segundo avançado.

ConversasRedondas: Começou a jogar futebol no Canelas, mas ainda nas camadas jovens, teve uma curta passagem pelo Boavista. Porque razão não deu seguimento à sua carreira no Bessa?
César Lopes: É verdade. O meu inicio no futebol de onze foi no CF Canelas, clube da terra onde nasci, nos iniciados. Nos juvenis surgiu a oportunidade de ingressar no Boavista FC, onde passei uma época com a condição de se realmente fosse para dar continuidade à minha "estadia" no Bessa, na segunda época de juvenil o Boavista teria de pagar 600€ (120 contos na altura) em material desportivo ao Canelas e se eu ascendesse aos séniores do Boavista a "indemnização" chegaria aos 5000€ (1000 contos na altura). Finda a primeira época de juvenil no Boavista houve mudança de treinador, o dos iniciados passou para os juvenis e dadas as contrapartidas que "me vinham associadas" o treinador achou por bem me dispensar.

CR: Depois do Boavista, regressou ao Canelas, e mais tarde ingressou no Espinho. Foi precisamente no Sp. Espinho, que teve o primeiro contacto com o futebol sénior.  De que forma viveu a sua integração no plantel sénior do Sp. Espinho 2000/2001?
CL: Foi sem dúvida a concretização de um sonho, um dos dias de maior felicidade da minha vida, aquele em que recebi a notícia que iria fazer parte do plantel sénior de futebol profissional do S.C. de Espinho!

CR: Na primeira temporada como sénior, e ainda por cima num escalão profissional (Liga de Honra), participar em dez jogos, é um bom registo ...
CL: Sim, foi sem dúvida um bom registo, apesar de até Dezembro não ter sido convocado uma única vez. Houve mudança de técnico em Dezembro e com a chegada de Carlos Garcia, que "só" era, pelo menos até há bem pouco tempo, o técnico com mais jogos de II Liga, e isso diz bem das suas capacidades, comecei a ser convocado, chegando até a ser titular numa partida frente ao Freamunde.

CR: Para 01/02, seguiu-se um empréstimo ao Canelas. No fundo, tratou-se de um regresso à “casa mãe”. Porquê esse ingresso no Canelas? Não contavam consigo em Espinho ou o César preferiu sair, de modo a jogar com regularidade?
CL: No meu segundo ano de sénior houve novamente mudança de treinador, começou a época Norton de Matos à frente do plantel e após me terem subido o ordenado substancialmente e me terem dito que eu seria uma aposta da formação no plantel sénior do S.C. de Espinho, um mês depois de ter iniciado a pré-época, veio o vice-presidente da altura falar comigo (a mesma pessoa que me tinha dito que iria ser uma aposta) e disse-me que afinal o treinador não iria contar muito comigo e que seria melhor para mim ser emprestado para jogar com mais regularidade. Aceitei de imediato, apesar de achar um bocado estranho, mas sabia que se não jogasse começava a ficar para trás, e por isso aceitei o empréstimo ao Canelas. De salientar que nesse ano passaram pelo Espinho mais de sessenta jogadores com contrato, coisa estranha e raríssima num plantel profissional!

CR: Num campeonato super-equilibrado, o Canelas acabou por garantir a manutenção, depois de ter tido um péssimo arranque. Falando em termos pessoais, como lhe correu a temporada?
CL: A temporada a nível pessoal não me correu lá muito bem, pois estive bastante tempo suspenso por um erro que me foi completamente alheio, troca de nomes e números na ficha de jogo, um colega meu com o mesmo nome foi expulso e na ficha de jogo vinha eu com o número dele, no jogo a seguir joguei sem saber que estava alegadamente suspenso e foi aberto um inquérito para averiguar o que realmente se tinha passado sem eu poder jogar entretanto, e foi assim que fiquei alguns meses sem jogar.

CR: A temporada que fez em Canelas, “abriu-lhe” por assim dizer, as portas do Sp. Espinho. Os “Tigres” voltaram a contar consigo, e o César fez uma temporada muito regular, estando presente em 35 dos 38 jogos do Campeonato.
CL: Não foi propriamente a época em Canelas, como se podem aperceber pela resposta anterior, que me abriu as portas de novo no S.C. Espinho, mas sim a aposta de um Senhor, que infelizmente já não se encontra entre nós, o treinador António Jesus, que conhecia o meu valor já desde as camadas jovens e me acolheu de novo no S.C.Espinho. 

CR: Na temporada seguinte, não foi opção com tanta regularidade, mas a verdade é que o Espinho se sagrou Campeão Nacional da II Divisão B. Este foi um dos melhores momentos da sua carreira, suponho…
CL: É verdade, estaria a mentir se não afirmasse que é, sem dúvida, o momento mais alto da minha carreira enquanto profissional de futebol. Ter sido Campeão Nacional da II Divisão B, pelo meu clube do coração, foi especial! 

CR: De um Campeão Nacional, mudou-se para o Canedo, que acabava de chegar pela primeira vez na sua história à III Divisão. A que se deveu esta escolha?
CL: Recebi a proposta de um projecto ambicioso e seguro, de um clube que tinha acabado chegar aos nacionais e decidi abraçar esse projecto, pois agradou-me bastante e pelo grupo que estava a ser formado percebi que esse projecto tinha "pernas para andar". Ás vezes, é preciso dar um passo atrás para dar dois em frente, pensei eu, e de campeão da II Divisão B, "mudei-me" para a terceira e para o Canedo.

CR: O Canedo acabou por fazer uma boa temporada, garantindo a manutenção sem sobressaltos, e o César até foi dos jogadores mais em destaque ao longo da temporada…
CL: É verdade, fizemos uma época excelente, o grupo era maravilhoso e cheio de qualidade, a direcção estava com o plantel, resumindo, foi um ano fantástico!!!

CR: Do Canedo mudou-se para o Estarreja, continuando a jogar na III Divisão. O Estarreja vinha da II Divisão B, e era apontado como um candidato à subida. No entanto acabou por descer ao Distrital. Na sua opinião, o que “falhou” ao longo da temporada?
CL: Penso que o que falhou foi logo de inicio, na escolha do plantel, pois tínhamos um plantel com qualidade, é verdade, mas muito muito jovem e isso revelou-se fatal pois perdemos muitos jogos por ingenuidade fruto da inexperiência do plantel.

CR: Para 06/07, mudou-se de “armas e bagagens” para os Açores, tornando-se reforço do Marítimo da Graciosa. O clube terminou a 1ª Fase no terceiro lugar, e até esteve na luta pela subida de divisão. Ainda assim, o César abandonou o Marítimo, poucos meses antes do fim da temporada. A que se deveu essa saída?
CL: A minha saída do Marítimo da Graciosa no final da primeira fase do campeonato, e deveu-se pura e simplesmente a dificuldades de adaptação à vida local, mas quero deixar bem presente que só me vim embora depois de o objectivo que me foi proposto pelo clube, que era a manutenção, estar garantido!

CR: Nessa temporada, o Marítimo enfrentou o Penafiel para a Taça de Portugal, tendo sído derrotado por 1-0. Embora o Penafiel competisse na Liga de Honra, a sua equipa esteve perto de fazer uma surpresa…
CL: É verdade, fizemos um jogo excelente, foi uma partida de futebol de alto nível tanto da parte de uma equipa como de outra, e o resultado poderia ter "caído em beneficio" de qualquer uma das equipas mas quem marca mais é quem ganha e quem marcou acabou por ser o Penafiel e nós não conseguimos dar a volta mas deixamos uma excelente imagem do clube e da qualidade daquela equipa, que era o Marítimo da Graciosa!

CR: Depois de se “aventurar” nos Açores, regressou a Estarreja, desta vez para competir no Distrital. Quais foram as principais diferenças que notou entre os Campeonatos Nacionais e os Campeonatos Distritais?
CL: Sinceramente, acho que não há assim tanta diferença entre, principalmente a III Divisão e os Distritais, principalmente nos distritais da Associação de Aveiro, onde, a nível global, se deixa jogar mais à bola, ou seja não são tão agressivos dentro de campo, comparativamente aos campeonatos da Associação de Futebol do Porto.

CR:Veio mais uma temporada, e mais uma mudança de clube. Desta feita, regressou ao “seu” concelho, para representar o Arcozelo, que competia na Divisão de Honra da AF Porto. Sentiu alguma diferença entre o futebol apresentado no Distrital de Aveiro e o Distrital do Porto?
CL: Penso que a resposta a esta pergunta, está dada na resposta à pergunta anterior...

CR: Nessa temporada, o César em Dezembro mudou-se para o Perosinho, também de VN Gaia e também a competir na Divisão de Honra. Porque razão mudou de clube a meio da época?
CL: Pura e simplesmente, por opção do treinador, para o qual eu não me encaixava no sistema dele!!!

CR: Curiosamente, voltou ao Arcozelo para 09/10. Desta vez completou a temporada, e ajudou o clube a ser uma das sensações da prova. Ainda assim, o principal problema foram os salários em atraso. Como foi lidar com essa situação? Já havia passado por situações idênticas?
CL: Foi muito complicado, já tinha passado por uma situação idêntica mas nunca tão grave, nós jogadores e equipa técnica estivemos entregues a nós próprios e tudo o que fizemos foi derivado à qualidade do plantel, que era um grupo excelente e equipa técnica, pois não sentíamos apoio de mais ninguém.

CR: Na presente época, o César representa o Grijó, um clube com aspirações de promoção à III Divisão Nacional. Como lhe tem corrido a temporada?
CL: Tem corrido bem, neste momento estamos em segundo lugar, lugar que à partida dá acesso à III Divisão Nacional e foi esse o objectivo a que nos propusemos, logo por isso está a ser uma boa época até ao momento!

CR: A Divisão de Honra da AF Porto 10/11, tem sido um campeonato muito equilibrado, e o Grijó está neste momento, a dez pontos do líder Infesta, quando estão decorridas 21 Jornadas. Acredita que ainda vão chegar ao topo da tabela, e deste modo subirem sem ser “à custa” de desclassificações ou desistências?
CL: Não tem sido assim tão equilibrado, pelo menos para o Infesta que já leva, como referiste dez pontos de vantagem sobre nós que somos o segundo classificado, e só tem uma derrota em 21 jornadas, mas ainda assim, claro que enquanto for matematicamente possível vamos continuar a acreditar que vamos conseguir chegar ao topo da tabela.

CR: Já representou três clubes em Campeonatos Distritais (sem contar com a presente temporada). Em qual deles fez a sua melhor época num Campeonato Distrital?
CL: Penso que em Estarreja, onde estivemos muito perto de subir à III Divisão.
Questões rápidas.
CR: É capaz de eleger um 11 formado por companheiros de equipa? (Actuais ou Passados)
CL: Não...:) Teria que fazer para aí quatro equipas, derivado à qualidade dos imensos jogadores com quem já joguei!

CR: No fim de semana passado, o Grijó quebrou a invencibilidade do Infesta, e o César jogou os 90' minutos. Como foi derrotar uma equipa que chegou à 21ª Jornada sem qualquer derrota?
CL: Teve um sabor especial, não vou negar, por eles ainda não terem perdido mas foram mais três pontos e uma final ganha das quinze que nos faltam jogar!

CR: Em Espinho, foi colega de jogadores como Ali, Jorge Baptista, Sérgio Leite e Mickey. Algum destes ou outro colega, o marcou de uma forma “especial”?
CL: Muitos deles me marcaram de forma especial, mas destes quatro que mencionas, vou destacar o Jorge Baptista e o Mickey pela qualidade e sobretudo Humildade que tinham!

CR: Se pudesse mudar algo do que já construiu ao longo destes anos no futebol, o que seria?
CL: Não mudava nada do que já fiz, no máximo mudaria algo que não tenha feito, mas acima de tudo faço tudo para dormir de consciência tranquila e de bem comigo mesmo!

CR: A sua posição de origem é extremo. Ainda assim, pode actuar como avançado centro. Prefere marcar ou assistir?
CL: Sinceramente, é-me indiferente. Tanto me dá prazer marcar um golo, como fazer uma assistência.

O "Conversas Redondas" agradece a César, o tempo dispendido para esta entrevista, bem como faz votos para que tudo lhe corra bem, tanto na vida desportiva como na vida pessoal.

Pode ver o trajecto de César, aqui.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Mentalidades no futebol português

Ontem, em conversa com um amigo meu, comentava eu a notícia do jornal "OJOGO" que dizia que Paulo Futre queria trazer Tiago (na foto) e Quaresma de volta para o Sporting, caso Dias Ferreira vença as eleições para a presidência do clube leonino, quando ele me diz: "Mais velhos? Já não basta o Maniche?", perante isto fiquei estupefacto, um pouco pelas palavras dele, mas em grande parte porque Tiago tem "apenas" 29 anos (completa trinta em Maio deste ano), e para mim, uma pessoa com essa idade não é considerada velha.
Depois de lhe dizer isto mesmo, a resposta dele foi: "Mas para jogar futebol não serve", ao que eu respondi: "Pois não, olha o João Tomás tem 35 anos...fraco jogador não é? Nem ao Canedo servia."
É por frases como estas que o tal meu amigo disse, e por outras mais coisas, que neste país um jogador com mais de 28/29 anos é considerado velho.
Hoje no Olhanense - FC Porto, estavam em campo do lado da Olhanense, Maurício (34 Anos), Carlos Fernandes (32) e Djalmir (34). Estes são apenas três exemplos da "veterania" que existe no plantel algarvio.
Se fossemos a pensar assim, o Rio Ave tem uma equipa de "inválidos", por ter nas suas fileiras José Gomes, Paulo Santos, Gaspar, Ricardo Chaves, o já referido João Tomás, entre outros. 
O mesmo se passa com o V. Setúbal, e com Neca, Zé Pedro, Ricardo Silva e Hugo Leal.
Infelizmente, este é "apenas" um mero caso, no meio de muitos, que provam que as mentalidades no futebol português não mudam mesmo.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Liga Europa: Sporting eliminado

O Sporting foi esta tarde eliminado da Liga Europa, sendo a única portuguesa a ser afastada da segunda maior prova europeia. Benfica e Braga venceram os respectivos jogos por 2-0, e seguem assim em frente.
Os "Leões" entraram mal no jogo, apesar do Rangers ser uma equipa completamente virada para a defesa.
Os escoceses surgiram no contra-ataque aos 19' minutos, com Diouf a cabecear completamente à vontade, perante a passividade de Polga, abrindo assim o activo. Balde de água fria em Alvalade.
O Sporting continuava a ser uma equipa sem alma, e com os sectores completamente "desligados", mas em cima do intervalo empatou a partida.
Cruzamento de Evaldo, Bartley deu um ligeiro toque, a bola sobrou para Postiga, o avançado tocou para Pedro Mendes, e o médio luso marcou golo à sua antiga equipa, empatando a partida numa altura crucial: aos 42'.
Aos 83', Saleiro ganhou uma bola junto à bandeirola de canto, impondo o seu corpo, João Pereira cruzou e Yannick de cabeça fez o 2-1, colocando o Sporting nos Oitavos de Final por breves minutos.
Em cima dos 90', Saleiro desperdiçou uma excelente oportunidade para fazer o 3-1, e aos 90+2' o americano Edu, fez o 2-2, num lance em que quatro jogadores do Rangers apareceram completamente soltos no interior da área leonina.
O Sporting está fora da Europa, mas uma coisa temos que dizer: tudo acontece a esta equipa.
O Sp. Braga recebeu e venceu o Lech Poznan da Polónia por 2-0, anulando assim a desvantagem trazida da primeira mão, e qualificando-se desta forma para os Oitavos de Final.
Alan aos 8' abriu o activo, após defesa incompleta do guardião polaco a remate de Lima; e o mesmo Lima viria a fazer o segundo, após um "alivio" de Hugo Viana que colocou a bola em Hélder Barbosa, com o extremo a assistir o brasileiro para o segundo da noite.
Os bracarenses vão agora enfrentar o Liverpool de Raúl Meireles nos Oitavos de Final da Liga Europa.
Finalmente, o Benfica deslocou-se a Estugarda e venceu os alemães também por 2-0, confirmando a qualificação para a próxima fase.
Aos 30' e na sequência de um pontapé de canto, a bola sobrou para Salvio, com o argentino a rematar cruzado de fora de área, abrindo o marcador, e garantindo praticamente a vitória encarnada.
Vitória essa que acabou por ser confirmada aos 70', num livre exemplarmente cobrado por Cardozo, com a bola a embater no poste esquerdo e a entrar juntinha ao poste direito.
Os encarnados vão agora enfrentar o PSG da França, que eliminou o BATE Borisov da Bielorrússia.
O Benfica é a única portuguesa a jogar em casa na primeira mão dos Oitavos de Final da Liga Europa, enquanto FC Porto e Braga se deslocam aos terrenos de CSKA Moscovo e Liverpool respectivamente.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Liga Europa: FC Porto segue em frente

O FC Porto perdeu esta tarde no Estádio do Dragão frente ao Sevilha por uma bola a zero, mas ainda assim, o resultado permite aos "Dragões" qualificarem-se para os Oitavos de Final da Liga Europa, onde irão enfrentar o CSKA de Moscovo da Rússia.
A "malapata" sevilhana continua, pois esta temporada os andaluzes disseram "adeus" às duas competições europeias graças a equipas portuguesas: primeiro o Braga, agora o Porto.
O FC Porto entrou forte na partida, mas ainda assim o primeiro sinal de perigo pertenceu ao Sevilha, com Kanouté a surgir solto à entrada da área, mas a rematar para fora.
Depois deste "susto", os portistas corrigiram as suas posições em campo, e aos poucos foram controlando a partida, com Belluschi e Falcao, a estarem muito perto de marcar, tendo o colombiano enviado uma bola à barra na sequência de um cruzamento de Varela.
O Sevilha apenas conseguia chegar à baliza de Helton, através de contra-ataques, sempre sem grande perigo para Helton.
No segundo tempo, os espanhóis equilibraram e muito a partida, e o ritmo de jogo aumentou, mas ainda assim o Porto podia ter marcado por intermédio de Belluschi e Moutinho.
Do lado sevilhano, foi Perotti quem testou os reflexos de Helton.
Aos 70' Hulk podia ter aberto o marcador, mas não conseguiu ultrapassar Javi Varas, enquanto que na resposta, o Sevilha fez o único golo da partida. Após um excelente trabalho de Negredo, o ex-dragão Luís Fabiano apareceu na cara de Helton e abriu o activo.
O Sevilha passou a acreditar ainda mais na possibilidade de seguir em frente, e no minuto seguinte, ganhou ainda mais alento graças à expulsão de Alvaro Pereira, após entrada dura sobre Medel.
Ainda assim, as contas do jogo voltaram a ficar equilibradas, quando aos 76' Alexis viu o segundo amarelo e acabou expulso, algo que deveria ter acontecido ainda no primeiro tempo.
O FC Porto terminou um jogo com o "credo na boca" muito por culpa própria, pois dispôs de várias situações para marcar, quando já estava em desvantagem. Hulk, Fernando e Guarín tiveram perdidas incríveis, mas a verdade é que os "Dragões" estão na próxima eliminatória da Liga Europa.
Agora, segue-se o CSKA de Moscovo, com o Porto a visitar a Rússia no dia 10 de Março, e a receber os moscovitas a 17 de Março no Dragão.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

"O vídeo da semana": Young Boys 2-1 Zenit

(Os festejos dos jogadores russos após um canto que, certamente, vai ficar na história do futebol.)
Na passada quinta-feira, foram vários os jogos por essa Europa fora, a contarem para a Liga Europa.
Na Suiça, o Young Bpys recebeu o Zenit de Bruno Alves, Meira e Danny e venceu por duas bolas a uma, depois de ter estado em desvantagem.
É precisamente o golo do Zenit, que eu quero aqui destacar, uma vez que foi uma jogada inteligentíssima por parte dos russos: talvez tenha sido o canto mais "curto" da história do futebol, seguindo-se uma troca de posições por parte dos jogadores do Zenit, que baralharam por completo os suiços.
O Zenit chegou com alguma facilidade ao golo, mas no segundo tempo acabou por conceder a reviravolta no marcador. Bruno Alves e Danny foram titulares, enquanto Fernando Meira entrou no decorrer do segundo tempo.
Cá fica o vídeo:

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Liga: Sporting 0-2 Benfica

O Benfica confirmou as expectativas criadas antes do derby com o Sporting, vencendo os Leões por 2-0 em Alvalade, mantendo-se na luta pelo título, estando agora a oito pontos do FC Porto.
Paulo Sérgio teve uma contrariedade, com a lesão de Carriço, que nem no banco de suplentes se sentou, fazendo jogar Grimi e Torsiglieri.
O início da partida foi "quente", com rebentamento de petardos e as primeiras bolas de golfe a serem enviadas para o recinto do jogo, e com o Benfica a entrar também mais forte, aparecendo Gaitán a rematar com perigo, mas para fora, logo aos 3' minutos.
O jogo estava muito equilibrado, e as oportunidades de golo simplesmente não surgiam, mas ainda assim, era o Benfica a equipa mais "perigosa" no ataque, exceptuando um remate de longe, protagonizado por Grimi que acabou fora das quatro linhas.
Os "encarnados" continuavam com sinal mais, e aos 15' chegaram ao golo, aproveitando os erros dos "leões" que tardaram em sair a jogar.
Gaitán apoderou-se do esférico e tirou um cruzamento para a área, aparecendo Salvio a aproveitar o corte defeituoso de Pedro Mendes para abrir o activo.
Com o golo do Benfica, vieram também os problemas na bancada, com a polícia a ter de intervir na bancada da claque "JuveLeo", gerando-se vários "sururus" e trocas de agressões.
O Sporting ia crescendo ligeiramente, ganhando livres e pontapés de canto, embora não tenha conseguido tirar proveito da situação, mas por outro lado, o Benfica mostrava-se seguro, controlando o jogo.
Nas bancadas, continuava a carga policial, com a polícia a actuar cada vez mais com força.
Aos 40', ainda se gritou golo nas bancadas, mas o árbitro Artur Soares Dias anulou o golo de Matías Fernández, por fora de jogo assinalado a Hélder Postiga, momentos antes.
Os "leões" carregavam mais em busca do empate, nos últimos minutos do primeiro tempo, e mesmo em cima do intervalo, Sidnei viu o segundo cartão amarelo por falta dura sobre Yannick, e consequente vermelho.
Ao intervalo, era o Benfica quem vencia, mas os "leões" acabaram os primeiros quarenta e cinco minutos, "por cima" no jogo, esperando-se um reforço do ataque na segunda parte, em virtude da expulsão de Sidnei.
Para a segunda parte, Jesus lançou Jardel por Cardozo, "tapando" o "buraco" na defesa, e os "encarnados" até entraram melhor, com Cardozo e Carlos Martins a estarem perto de fazerem o segundo.
Aos 53', Matías esteve perto do empate, mas Roberto com uma grande defesa evitou o golo leonino, enquanto Yannick na recarga, mandou para fora.
Jardel chocou de cabeça com Cristiano, e a jogar com nove, o Benfica viu Postiga de cabeça, mandar a bola ao lado.
E na resposta, o Benfica fez o segundo golo. Cruzamento de Maxi Pereira, com a bola a cair em Gaitán que ao segundo poste, rematou de primeira, com a bola a embater em Polga e a "trair" Patrício.
Paulo Sérgio lançou Saleiro por Pedro Mendes, e o Sporting nem com mais um homem dentro de campo, conseguia criar um lance nítido de perigo.
Na sequência de um canto, Saleiro permitiu o corte de Luisão; e na sequência de outro canto, Salomão atirou para a bancada, após passe de João Pereira.
Aos 82', o Benfica esteve perto de fazer o terceiro, após bom remate de Gaitán, ao qual Patrício respondeu com uma boa defesa, e na recarga Salvio acabou por cair na área, sem falta.
O jogo caminhou a passos largos para o fim, e nos descontos nada de novo se viu. O jogo estava "feito" e todos queriam o final.
O Benfica continua na sua senda de vitórias consecutivas, enquanto o Sporting averbou a terceira derrota em Alvalade, em jogos a contar para o Campeonato.
Ficha de Jogo:

Jogo realizado no Estádio José de Alvalade Séc. XXI
Árbitro Principal: Artur Soares Dias (AF Porto); Árbitros Assistentes: Bertino Miranda e Rui Licínio; Quarto Árbitro: Duarte Gomes (AF Lisboa)

Sporting: Rui Patrício; João Pereira, Polga, Torsiglieri e Grimi (Maniche 74'); Pedro Mendes (Carlos Saleiro 65') e André Santos; Cristiano (Diogo Salomão 73'), Matías Fernández e Yannick; Hélder Postiga.
Treinador: Paulo Sérgio. Suplentes Não Utilizados: Tiago; Nuno André Coelho, Abel e Zapater.

Benfica: Roberto; Maxi Pereira, Sidnei, Luisão e Fábio Coentrão; Javi García, Carlos Martins (Airton 65'), Gaitán e Salvio; Cardozo (Jara 73') e Saviola (Jardel 45').
Treinador: Jorge Jesus. Suplentes Não Utilizados: Júlio César; Felipe Menezes, Aimar e Nuno Gomes.

Disciplina:
Amarelos: Grimi 04'; Carlos Martins 24'; Pedro Mendes 25'; Gaitán 29'; Maxi Pereira 36'; Sidnei 40' e 44'; Polga 63'; Roberto 82';
Vermelhos: Sidnei 44';

Marcador: 0-1 Salvio 15'; 0-2 Gaitán 63';

"A foto do dia": Sporting 3-6 Benfica

À primeira vista, poucos seriam capazes de identificar esta foto como sendo o estádio José de Alvalade, momentos antes do célebre Sporting 3-6 Benfica, começar.
Mais do que um "derby", este jogo disputado em 1994, era o "jogo do título" uma vez que à entrada para a jornada 30, o Sporting era segundo classificado a um ponto do Benfica.
Cadete abriu o activo para os "Leões" logo aos 8' minutos, enquanto João Pinto apontou um belo golo aos 30' empatando a partida.
Cinco minutos depois, Figo voltou a dar vantagem ao Sporting, e ainda antes do intervalo, João Pinto bisou, colocando o Benfica a vencer por 2-3.
A perder ao intervalo, o então treinador do Sporting Carlos Queiroz, retirou Paulo Torres lançando Pacheco, que juntamente com Paulo Sousa havia trocado o Benfica pelos "Leões" no verão de 1993.
Mas em pouco mais de dez minutos no segundo tempo, o Benfica fez dois golos por intermédio de Isaías, passando a vencer o Sporting por 2-5 aos 57' minutos.
Aos 74', Hélder ainda fez o 2-6 favorável aos encarnados, enquanto que aos 80' Balakov na conversão de uma grande penalidade fechou o resultado em 3-6.
Num estádio de Alvalade completamente cheio, o Sporting foi trucidado pelo seu maior rival, e acabou o campeonato na terceira posição, sendo ultrapassado pelo FC Porto.
Este foi um dos melhores "derbys" de sempre, com João Pinto a fazer um jogo fantástico, apontando três golos, todos eles na primeira parte, fazendo ainda a assistência para o quinto golo.
Destaque ainda para o facto de terem estado em campo neste jogo, seis jogadores pertencentes à chamada "Geração de Ouro": Paulo Sousa, Capucho e Figo do lado do Sporting; João Pinto, Hélder e Abel Xavier do lado do Benfica.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Recordar: Fuga para a Vitória

"Fuga para a Vitória" é um dos filmes mais famosos envolvendo futebol. Talvez seja mesmo o mais famoso.
Realizado em 1981, este filme ilustra a história de uma equipa de prisioneiros, que defronta uma equipa formada por guardas do campo da prisão nazista, onde estão detidos.
A equipa dos "aliados" era composta por antigas estrelas do futebol Mundial, como Pelé, Osvaldo Ardiles, John Wark, Paul Van Himst, Soren Lindsted, e os já falecidos Bobby Moore e Kazimierz Deyna; e contava ainda com os actores Sylvester Stallone, Max Von Sydow e Michael Caine.
Mais do que um jogo de futebol, os prisioneiros encaram este "desafio" como uma oportunidade única para fugirem ao campo de concentração nazi.
A fuga estava prevista para o intervalo, e o guardião da equipa "aliada", Robert Hatch (Sylvester Stallone) esteve perto de fugir, mas todos os jogadores decidiram regressar ao campo, de forma a vencerem a equipa nazi.
No final o jogo terminou empatado, sucedendo-se uma invasão de campo por parte da assistência, que rapidamente tratou de colocar camisolas e casacos nos jogadores da equipa de prisioneiros, permitindo que estes escapassem aos nazis.
Neste filme, podemos assistir a um belo golo de Pelé, que mesmo "lesionado", fez um "pontapé de bicicleta" fantástico; e ainda a belos momentos de futebol protagonizados por Osvaldo Ardiles, e podemos ver ainda um guardião "muito inspirado", que defende mesmo uma grande penalidade decisiva em período de descontos, e que dava pelo nome de...Sylvester Stallone.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Liga Europa: Portugueses em boa posição para seguirem em frente

Nem todas as equipas portuguesas venceram ontem, mas a verdade é que todas elas estão numa posição muito favorável para seguirem em frente na Liga Europa.
FC Porto, Sporting e Braga jogaram fora e todos eles obtiveram resultados diferentes: os "Dragões" venceram em Sevilha 1-2; o Sporting empatou em casa do Rangers a um golo; enquanto o Braga perdeu em Poznan frente ao Lech por uma bola a zero. Já o Benfica recebeu e venceu o Estugarda por 2-1.
Começo precisamente pelo jogo dos encarnados no Estádio da Luz: o Benfica como é hábito entrou forte e a pressionar alto, mas foi o Estugarda quem marcou primeiro.
Harnik inaugurou o marcador com um belo "chapéu", quando estavam decorridos 21' minutos. A perder ao intervalo, Jesus trocou os extremos, passando Gaitán para a esquerda e Salvio para a direita, e com o Benfica novamente a exercer forte pressão sobre os alemães, desperdiçando inúmeras ocasiões.
O guardião Ulreich foi, sem margem para dúvidas, o melhor jogador em campo, mas ainda assim não evitou que Cardozo empatasse a partida aos 70' minutos; e que aos 81' Jara fizesse o 2-1 final.
No outro jogo com início às 18 horas, o Braga entrou em campo debaixo de um forte nevão, mas até entrou melhor na Polónia. Apesar de entrarem "por cima" no jogo, os bracarenses foram baixando o ritmo ao longo da partida, e aos 72' uma falha defensiva permitiu a Rudnevs marcar o único golo da partida, batendo um desamparado Arthur, que foi evitando até onde pôde o golo do Lech Poznan.
Mais tarde, às 20h05 entraram em campo FC Porto e Sporting.
Em Sevilha, o FC Porto entrou bem no jogo, mas só no segundo tempo conseguiu adiantar-se no marcador, quando aos 59' Rolando emendou um livre cobrado por Belluschi.
Os da casa "caíram em cima" do FC Porto, à procura do empate, e assistiu-se a dez minutos de intenso sufoco por parte do Sevilha, que logo de seguida, aos 65', viu Kanouté empatar a partida.
Ao FC Porto, valeu depois Helton, que fez um punhado de boas defesas, evitando que o Sevilha passa-se para a frnte do marcador, até que aos 85' Guarín concluiu da melhor forma uma jogada de insistência por parte de Cristián Rodríguez e deu a vitória ao Porto,
Por último, o Sporting deslocou-se à Escócia, conseguindo um empate precioso frente ao Rangers. Como já seria de esperar, os da casa entraram mais fortes, dominando todo o jogo e criando inúmeras situações de golo, valendo ao Sporting as defesas de Rui Patrício e o desacerto do ponta de lança Lafferty.
Ainda assim, Whittaker inaugurou o marcador aos 66' na sequência de um pontapé de canto, e o Rangers não "desacelarou" o jogo, procurando sempre o segundo golo.
No entanto, foi o Sporting quem marcou já muito perto do fim, com Matías Fernández de cabeça a restabelecer a igualdade, que deixa o Sporting com mais favoritismo para seguir em frente na Liga Europa.
Na próxima semana, o FC Porto recebe o Sevilha quarta-feira, enquanto Benfica, Braga e Sporting jogam todos na quinta-feira, dia 24.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Há um ano: FC Porto 2-1 Arsenal

Há um ano atrás, numa quarta-feira soalheira, o FC Porto recebeu ao cair da tarde o Arsenal no Dragão, em jogo a contar para a primeira mão dos Oitavos de Final da Liga dos Campeões.
Os "Dragões" vinham de uma boa campanha na fase de grupos, onde apenas foram superados pelo Chelsea, enquanto o Arsenal havia vencido o seu grupo.
O FC Porto estreava na Champions, o reforço de "Inverno", Rúben Micael, com o médio a assumir a titularidade no meio campo portista.
A jogar em casa, a equipa portuguesa entrou mais forte e determinada na partida, perante um Arsenal na expectativa, mas sempre poderoso no ataque.
Aos 11' minutos, Varela abriu a contagem favorável aos portistas, contando com uma preciosa ajuda do guardião polaco Fabianski.
O extremo português ultrapassou Clichy com "brilhantismo", e de seguida tirou um "cruzamento remate", com Fabianski a colocar a bola dentro da sua baliza. O FC Porto estava em vantagem muito cedo no jogo.
No entanto, a vantagem azul foi "sol de pouca dura": oito minutos depois, e na sequência de um canto, o veterano Campbell repôs a igualdade, após assistência de Rosicky de cabeça ao segundo poste.
No segundo tempo, surgiu o lance da "discórdia" e que provocou muitas contestações por parte dos ingleses: Campbell atrasou a bola com o pé para Fabianski, e o guardião apanhou o esférico com as mãos; livre indirecto dentro da área favorecendo o Porto, com Rúben Micael a cobrar rapidamente, apanhando toda a defesa arsenalista em contra-pé, servindo Falcao que sozinho e perante o olhar estupefacto de Fabianski não teve dificuldades em fazer o segundo golo dos portistas, quando estavam decorridos 51' minutos.
O FC Porto segurou o resultado, e até desperdiçou várias oportunidades para dilatar a vantagem, perante um Arsenal que praticamente abdicou de atacar a cerca de vinte minutos do fim.
Os azuis viajaram para Londres com vantagem na eliminatória, mas o pior, veio depois...

Dr. Sandinenses: Capitão Agostinho explica como encontrou o clube em 08/09

(Plantel dos Dragões Sandinenses 2010/2011.)
Agostinho, médio de 33 anos, é o capitão dos Dragões Sandinenses. Formado no clube, esteve presente num dos melhores momentos da história dos homens de Sandim: a eliminatória da Taça de Portugal em Alvalade.
Ainda assim, acabou por sair, representando entre outros o Pedrouços, acabando por regressar aos Dragões Sandinenses em 08/09, precisamente na temporada em que os Dragões regressaram aos Distritais.
O médio acedeu ao convite do "ConversasRedondas", falando da situação em que encontrou o clube em 2008; da actual temporada, elogiando ainda dirigentes e adeptos.
Em primeiro lugar, Agostinho descreveu a situação que encontrou nos Dr. Sandinenses em 2008, altura em que regressou ao clube:
"Quando regressei a Sandim, o clube estava numa situação complicada, tinha descido do escalão nacional, onde sofrera pesadas derrotas sem conseguir fazer qualquer ponto. Tinham jovens humildes a representar o clube a custo zero, apenas para que o clube não fechasse as portas. Foi com muitos desses atletas e alguns reforços que fizemos uma época tranquila conseguindo o nosso objectivo, a permanência." 
O "ConversasRedondas" recordou há duas semanas o episódio ocorrido entre Gondomar e Dr. Sandinenses na temporada 03/04, e não "resistiu" a perguntar ao capitão sandinense, se o "ApitoDourado" fez mesmo "mossa" no clube:
"Em relação ao "ApitoDourado", não me posso pronunciar, pois nessa altura estava noutro clube e não sei exactamente o que se passou."
Por último, Agostinho falou do "simbolismo" que representa ser capitão dos Dragões Sandinenses, abordando ainda a actual temporada, onde o clube de Sandim tem dado "cartas" na Série 2 da I Divisão da AF Porto, liderando o campeonato de forma isolada:
"É com o maior orgulho que sou capitão deste clube. É um clube com dirigentes humildes e trabalhadores e uma massa associativa que nos apoia, e acima de tudo onde fui sempre bem recebido. É um clube pelo qual tenho um carinho especial, pois foi aqui que fiz a minha formação, nas camadas jovens. 
A actual temporada está a correr-nos bem, mas isso é fruto do trabalho feito durante a semana e que se reflecte ao domingo. O grupo é forte, unido e ambicioso. Quanto à classificação resta-nos continuar a trabalhar e manter a humildade, pois nada está ganho."
Agostinho sofreu uma rotura de ligamentos na temporada passada, ficando impedido de dar o seu contributo à equipa na luta pela manutenção na Divisão de Honra. Esta temporada, o médio tem regressado à competição aos "poucos", estando a braçadeira entregue a Pedro Abel.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Tirsense: Carlos Pinto estreou-se com golo

Aos 37 anos, o médio Carlos Pinto (na foto com as cores do Chaves) continua aí para as "curvas".
Com uma carreira construída essencialmente nos escalões secundários, Carlos Pinto trocou no mercado de transferências de Janeiro último o Vizela pelo Tirsense. A divisão é a mesma, a zona também, mas na classificação os "Jesuítas" ocupam a segunda posição com 36 pontos, enquanto o Vizela é décimo primeiro com 23.
Lutar pela subida, foi um dos motivos que levaram Carlos Pinto a assinar pelo Tirsense nos últimos dias do mês passado. E no primeiro jogo que fez pela equipa de Santo Tirso, o médio fez o gosto ao pé, dando a vitória à sua equipa na Madeira, ante o Pontassolense por 1-0.
Ao blog, o médio começou por comentar essa mesma estreia pelo Tirsense:
"Foi muito bom começar com uma vitória. É fantástico. O golo foi um justo prémio para a toda a equipa, pelo seu trabalho ao longo do jogo".
Apesar da vitória, o Tirsense está a sete pontos do líder União da Madeira, que também venceu na Jornada dezanove.
A equipa "jesuíta" não aproveitou as escorregadelas do líder nas jornadas quinze, dezasseis e dezassete, pois venceu apenas um desses três jogos, e ainda perdeu pontos para o União na jornada dezoito.
Sobre a luta pela subida, Carlos Pinto está confiante no sucesso do Tirsense:
"(Ainda acha que podem subir?) Claro que sim, temos um bom plantel, o União irá ceder e nós chegaremos ao primeiro lugar".
A onze jornadas do fim, o Tirsense ainda terá de se deslocar ao terreno do União Madeira, em jogo agendado para a 26ª Jornada.
No próximo fim de semana, Tirsense e União, recebem Ribeirão e Lousada respectivamente.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Artur: "Se havia alguma equipa capaz de derrotar o Infesta, essa equipa éramos nós"

A frase é de Artur Alvarez (na foto), defesa esquerdo do Grijó.
O Infesta sofreu a primeira derrota na Divisão de Honra da AF Porto à 21ª jornada, depois de vinte jogos sem conhecer o sabor da derrota, e a "passear" nos Distritais.
Ainda assim, a equipa de São Mamede dispõe de dez pontos para o segundo classificado, que é agora precisamente o Grijó, e de treze para a dupla que ocupa o terceiro posto: Nogueirense e Pedras Rubras.
Depois do jogo de ontem o "ConversasRedondas" conversou com Artur, defesa esquerdo da equipa que quebrou a invencibilidade do Infesta, que começou por abordar a vitória de ontem:
"Sabíamos que, se havia alguma equipa capaz de derrotar o Infesta, essa equipa éramos nós. Ninguém pode questionar a liderança do Infesta, pois têm-se mostrado a equipa mais regular do campeonato. Para nós era apenas mais um jogo sabendo de ante mão que toda gente estava com os olhos não no Infesta, mas sim no Grijó, pensando se seríamos capazes ou não de fazer frente ao líder e assim continuar a nossa caminhada para alcançar-mos os nossos objectivos. Pois bem, acho que toda gente que se deslocou ao Estádio de Grijó ficou a conhecer a resposta. Obtivemos uma vitória justíssima oferecendo um bom espectáculo aos nossos adeptos. Vencer este Infesta que vinha sendo invencível, dá-nos ainda mais motivação para os jogos seguintes mas sabemos que demonstra-mos apenas o nosso verdadeiro valor."
Com o triunfo sobre o Infesta, o Grijó subiu à segunda posição, dispondo agora de três pontos de avanço para os terceiros classificados, Nogueirense e Pedras Rubras.
O defesa esquerdo grijoense falou também da importância da vitória de ontem, considerando que "não foi um passo decisivo rumo à subida, mas sim apenas "mais um" passo":
"Penso que não foi um passo decisivo, foi "mais um" passo. Ainda falta muito campeonato e do segundo ao sexto lugar a diferença pontual não é assim tão grande para que se possa falar em passo decisivo. Sabemos que estamos bem posicionados para atingirmos a subida mas respeita-mos também quem tem os mesmos objectivos. Depois da vitória em casa com o líder Infesta estamos com a moral em alta mas com os pés bem assentes na terra pois sabemos que ainda não conseguimos nada. Estamos muito confiantes para o resto do campeonato, pois a equipa está a jogar bem e a obter bons resultados. Sabemos que todos os jogos serão difíceis, mas estamos conscientes de que a vitória chega para aqueles que nunca desistem e nós vamos lutar até ao fim para oferecermos a subida aos nossos adeptos."
Desde que os regulamentos mudaram, e a AF Porto só sobe uma equipa directamente aos Nacionais, a sorte tem protegido as equipas portuenses, e graças a isso, Nogueirense (06/07), Alpendorada (07/08 e 09/10) e Candal (08/09) acabaram por ascender à III Divisão, mesmo acabando o campeonato na segunda posição.
Assim sendo, esta temporada há uma forte hipótese do segundo classificado da Divisão de Honra da AF Porto também ascender aos Nacionais, e neste momento, o Grijó está na "poule position".

AF Porto: Grijó 2-1 Infesta

Este jogo tem um especial destaque por um motivo também ele "especial": o Infesta sofreu ontem a primeira derrota da época, algo que "só" aconteceu à 21ª Jornada.
Com esta derrota na casa do agora segundo classificado, Grijó, o Infesta dispõe de dez pontos de vantagem para o seu adversário de ontem, e de treze para a dupla que ocupa a terceira posição: Nogueirense e Pedras Rubras.
O Infesta entrou melhor na partida, e aos 25' minutos Paulinho aproveitou uma perca de bola de Veiga, para de fora da área abrir o marcador, com um excelente remate.
Três minutos depois, Pedro Nuno ia dilatando a vantagem mamedense, após nova perca de bola da defensiva grijoense, mas o avançado infestista não acertou na baliza de forma escandalosa.
Na segunda parte, o técnico do Grijó, Óscar Nogueira, lançou um avançado (Postiga) por troca com um médio (Kruss), e logo aos 48' a sua equipa empatou a partida, por intermédio de Bruno Volta na sequência de um pontapé de canto, apesar dos vários protestos da equipa forasteira, queixando-se de uma falta sobre o seu guarda-redes.
O Grijó justificava o empate, pelo que vinha fazendo nos primeiros minutos da etapa complementar, mas aos poucos o Infesta foi crescendo na partida, e aos 78' Pedro Nuno voltou a ter uma oportunidade de "ouro" para marcar, mas desta vez o médio grijoense Chaves, salvou em cima da linha, aquele que seria o 1-2.
Até que aos 85', e novamente na sequência de um pontapé de canto, o Grijó chegou ao 2-1. Dani aproveitou um ressalto de bola e ainda dentro de área, fez um chapéu monumental a Miguel Matos, colocando a sua equipa na frente do marcador. Destaque também para o facto do guardião do Infesta, ter batido com a cabeça no poste, acabando no entanto, por regressar à partida.
Até final, o Grijó ainda poderia ter feito o 3-1, mas Chaves não conseguiu acertar com a baliza, após ver o adiantamento do guardião Matos.
Ficha de Jogo:

Jogo realizado no Estádio Municipal de Grijó, em Grijó - Vila Nova de Gaia (relvado sintético)
Árbitro Principal: António Nogueira (AF Porto); Árbitros Assistentes: José Luzia e Nélson Sousa

Grijó: Hélder; Maté, Bruno Volta, Ricardo Viana e Artur; Dani, Vitinha (Ivo 78'), Veiga (Chaves 69') e Kruss (Postiga 45'); César Lopes e Bruno Faria.
Treinador: Óscar Nogueira.

Infesta: Miguel Matos; Tiago Dias, Rui Jorge, Vilas Boas e Coutinho; Rui Franco, Vitinha I e Serge (Armando 85'); Pedro Nuno, Paulinho e Braga (Vitinha II 11').
Treinador: José Manuel Ribeiro.

Disciplina:
Amarelos: Coutinho 45'; Miguel Matos 51'; Dani 51'; Veiga 71'; Maté 87'; Pedro Nuno 88';

Marcador: 0-1 Paulinho 25'; 1-1 Bruno Volta 48'; 2-1 Dani 85';

Nota: fotos da autoria do facebook da AD Grijó.

Brasil: Ronaldo termina carreira

Aos 34 anos, Ronaldo Nazário termina a carreira. Aquele "miúdo" que despontou aos 16 anos no Cruzeiro, que aos 17 esteve presente no Mundial de 1994 pela "Canarinha", e que é "apenas e só" o melhor marcador da história dos Mundiais de Futebol, terminou hoje a carreira em São Paulo, cidade onde representou o Corinthians.
Se aos 17 anos, Ronaldo esteve presente no Mundial dos Estados Unidos da América, sagrando-se campeão do Mundo pelo Brasil, aos 21 foi o melhor marcador dos brasileiros no Mundial 98 em França.
Como o próprio hoje admitiu, o melhor momento da sua carreira foi sagrar-se campeão do Mundo pelo Brasil em 2002 no Mundial da Coreia e Japão, onde venceu também o troféu de melhor marcador da prova, ao apontar oito golos. Esteve ainda presente no Mundial 2006 na Alemanha, onde marcou três golos.
A juntar a isto, há o facto de Ronaldo ter sido eleito pela FIFA o melhor jogador do Mundo por três ocasiões: 1996; 1997 e 2002.
A nível de clubes, Ronaldo despontou no Cruzeiro, despontou no PSV da Holanda, e afirmou-se em definitivo no Barcelona.
Depois disso, seguiu-se o Inter de Milão durante cinco temporadas, o Real Madrid durante quatro temporadas e meia, o Milan durante época e meia, e finalmente, o Corinthians desde 2009.
Apelidado de "Fenómeno", Ronaldo foi mesmo um verdadeiro fenómeno, um verdadeiro poço de força, de velocidade e acima de tudo, de qualidade.
Marcou golos, golos e golos. Para todos os gostos e feitios, diga-se. Alguns estão na retina dos adeptos de todo o Mundo, como um apontado ao Compostela pelo Barcelona, onde "levou" toda a equipa adversária "atrás de si"; e um apontado ao Manchester United pelo Real Madrid, onde rematou do "meio da rua".
Estes e outros golos para ver no vídeo abaixo.
A mim resta-me dizer: Obrigado Ronaldo !

sábado, 12 de fevereiro de 2011

"A foto do dia": Deseja alguma coisa sr. árbitro?

Hoje, desloquei-me juntamente com a minha equipa a Espinho para defrontar a equipa local. Após o término do nosso jogo, iniciou-se uma partida de Veteranos, entre o Esmojães (clube de Espinho) e os Amigos da Nazaré, no complexo desportivo do SC Espinho.
Com ambas as equipas a tirarem as habituais fotografias, como é hábito nestes "jogos-convívio", sete jogadores da minha equipa, incluindo eu, estavam na bancada à espera da restante comitiva para seguirmos viagem, quando de repente depara-mo-nos com uma situação insólita: do outro lado do campo, estava o bandeirinha...sentado e de perna cruzada!
Passado poucos segundos o árbitro principal apitou para o início da partida, e o árbitro auxiliar lá se levantou, para (tentar) acompanhar as incidências da partida.
No entanto, este belo momento ficou registado, e esta situação só pode ser considerada caricata.
É caso para perguntar: Deseja alguma coisa senhor árbitro?

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Irlanda: Sp. Fingal extinguiu-se

(Em Julho, o Marítimo venceu na Irlanda, o Sp. Fingal por 3-2.)
O Sp. Fingal da República da Irlanda, e que foi adversário do Marítimo na pré-eliminatória da Liga Europa desta temporada, extinguiu-se.
O clube irlandês foi fundado em 2007, e solicitou ontem à federação irlandesa, para que cancelasse a sua participação no campeonato, que "arranca" dia 4 de Março.
O Sp. Fingal não conseguiu reunir os pressupostos financeiros para participar no campeonato irlandês, rescindindo por isso, com os treze jogadores da equipa que tinham contrato.
"Estou, profundamente, chocado, por todas as pessoas envolvidas no Sporting Fingal, desde jogadores, funcionários, adeptos, voluntários, etc, pelo fim prematuro deste projecto." disse o director desportivo Liam Buckley. Ou melhor, ex-director desportivo.
O clube da cidade de Dublin, participou apenas por uma vez no principal campeonato da Irlanda, e terminou a prova na quarta posição, feito que lhe valeu a participação na segunda pré-eliminatória da Liga Europa 2010/2011.
Com apenas quatro anos de existência, o clube fecha assim as "portas".

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Manel com lesão grave

Manel Aniceto, jogador do Carregosense, equipa que milita nos Distritais de Aveiro e segundo jogador a ser entrevistado pelo blog, teve no passado domingo um dia de azar.
O jogador começou como suplente, entrando à passagem dos 15' minutos, no entanto e segundo o próprio, não esteve mais do que "dois ou três minutos em campo".
O atleta de 26 anos, fracturou a tíbia e o perónio, não jogando mais durante a actual temporada.
Manel está internado desde o passado domingo no hospital São Sebastião em Santa Maria da Feira, mas só ontem foi operado, e o "ConversasRedondas" sabe que a intervenção cirúrgica correu bem, e o atleta encontra-se agora em repouso.
Com a época 10/11 a entrar na sua fase final, Manel não dará mais o seu contributo à equipa do Carregosense na actual temporada, estimando-se um período de recuperação entre três e quatro meses.
Entrevistado pelo "ConversasRedondas" em Julho do ano passado, Manel participou em vinte e um jogos, marcando nove golos na I Divisão da AF Aveiro 10/11. O Carregosense é segundo classificado na tabela, a dois pontos do líder, Sanjoanense.
As melhoras Manel!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

"A foto do dia": Caneira e Polga

(Caneira e Polga em luta com Hugo Gomes do Estrela da Amadora. Est. Amadora 1-3 Sporting; temporada 08/09)

Marco Caneira e Anderson Polga vivem realidades diferentes no Sporting, mas há uma coisa que os liga: a data de nascimento. Ambos nasceram a 9 de Fevereiro de 1979. Ou seja, completam hoje 32 anos de vida.
Caneira e Polga cruzaram-se pela primeira vez em Alvalade na temporada 05/06, quando o português chegou por empréstimo do Valencia a meio da temporada.
Esta ligação entre ambos prolongou-se pela temporada 06/07 e sofreu uma "paragem" em 07/08, quando Caneira regressou ao Valencia.
O português voltou ao Sporting em 08/09 e voltou a jogar com Polga mais duas temporadas, sendo que várias vezes ambos partilharam o centro da defesa.
Esta temporada, Marco Caneira foi afastado pelos responsáveis leoninos, e treina-se à parte do plantel; Polga "agarrou" um lugar no onze, e tem sido uma das "pedras", das quais Paulo Sérgio não desarma.
Aos dois, os meus parabéns. Não só pelo trigésimo segundo aniversário, mas também pela carreira que construíram até aos dias de hoje.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Hélder Sousa: "Falou-se muito, mas na realidade pouco aconteceu"

(Hélder Sousa no jogo da consagração da subida gondomarense à Liga de Honra, frente aos Dr. Sandinenses.)

Hélder Sousa, actualmente com 33 anos, joga no Olympiakos de Nicósia do Chipre, depois de passar por quase todos os escalões do futebol português (falta-lhe a III Divisão).
Autor de sete golos em trinta e três jogos na temporada 03/04, o médio natural de Matosinhos foi bem mais contido nas palavras do que o seu ex-colega e adversário, Riça, começando por abordar a rivalidade entre ambos os clubes na temporada em que passou por Gondomar:
"O ambiente era diferente por existir uma diferença pontual muito curta entre ambas as equipas, e também por serem duas equipas com excelentes jogadores."
Relativamente aos processos que envolveram o Gondomar no "ApitoDourado" o médio ofensivo considera que "não achou que a sua equipa fosse beneficiada":
"Eu acho que não fomos muito favorecidos. Falou-se muito, mas na realidade pouco aconteceu. Fomos campeões com muito mérito próprio."
Curiosamente, Riça e Hélder Sousa foram colegas de equipa na época seguinte, ao serviço do Feirense na Liga de Honra. Várias devem ter sido as conversas acerca do tema "ApitoDourado" e dos jogos entre Gondomar e Dr. Sandinenses...

Nota: Agradecimento da foto a Hélder Sousa, jogador do Gondomar em 03/04 e actualmente, jogador do Olympiakos de Nicósia do Chipre.

Riça: "Os vídeos dos dois jogos provam que fomos prejudicados frente ao Gondomar"

(Um dos "onzes" utilizados por Daniel Ramos em 03/04: 
Em cima, da esquerda para a direita: Jorge Baptista; Bruno Tiago, Alexandre Pinto, Chico Silva, Riça e Armando; em baixo e pela mesma ordem: Miguel Ângelo; Major; Paulinho; Damas; Paulo Fílipe.)

Riça foi o homem-golo dos Dr. Sandinenses na temporada 03/04, ao apontar trinta e um golos em trinta e um jogos.
Autor do golo no célebre empate entre Dr. Sandinenses e Gondomar em Sandim, o ponta de lança começou por abordar a rivalidade entre estes dois clubes na época 03/04:
"Dado ao facto de serem os dois principais candidatos à subida, houve muita rivalidade, principalmente no jogo da segunda volta em Gondomar. Esse jogo foi, sem dúvida, escaldante. Foi um jogo que aconteceu no fim de semana a seguir ao "rebentamento da bomba" (ApitoDourado)."
Noutro ponto, o avançado reitera que "há provas em como os Dragões Sandinenses foram prejudicados" e que "alguns vídeos dos jogos dos Dragões foram analisados pela PJ":
"Sim, fomos prejudicados, e os vídeos dos dois jogos provam isso. Mais em Gondomar do que em Sandim. Aliás, quando foi analisado todo o processo "ApitoDourado", estavam na PJ cerca de vinte vídeos de jogos do Gondomar dessa época. Do Sandim também estavam alguns, penso que cerca de cinco ou seis vídeos."
Como já referi, Riça apontou trinta e um golos na temporada 03/04, destacando-se o "poker" apontado ao Leça em apenas trinta minutos. O avançado vinha de lesão e na última jornada rendeu Chicabala aos 60'. Os Dragões Sandinenses "esmagaram" o Leça por 8-0.

Nota: Agradecimento da foto a Victor Riça, jogador dos Dr. Sandinenses em 03/04 e actualmente, retirado do futebol.

Recordar: Dr. Sandinenses vs Gondomar

Em 2003/2004, Dragões Sandinenses e Gondomar lutaram taco-a-taco pela subida à Liga de Honra, com os gondomarenses a saírem triunfantes na recta final do campeonato, alcançando assim uma promoção histórica, que também o seria caso fossem os Dragões a consegui-lo.
Uma subida, que como toda a gente sabe teve os seus contornos de polémica: o Gondomar terá sido beneficiado em cerca de vinte jogos, dos trinta e seis que disputou.
O grande motivo de discórdia terá acontecido na jornada 16: o Gondomar era líder com 37 pontos, somando mais três que os Dragões Sandinenses que ocupavam a segunda posição.
Os gondomarenses visitavam Sandim, e os da casa abriram o marcador por intermédio de Riça sobre o intervalo. No entanto, e já bem perto do fim da partida, o árbitro Valente Mendes, assinalou uma grande penalidade favorável à equipa forasteira, que acabou convertida, dando assim o empate ao Gondomar.
Em caso de vitória, os Dr. Sandinenses teriam-se juntado ao Gondomar na liderança, embora com vantagem no confronto directo.
Depois disso, os Dr. Sandinenses ainda ocuparam a primeira posição do campeonato durante as jornadas 24 e 25, passando rapidamente para o segundo posto.
A 20 de Abril de 2004, rebentou a "bomba": o processo "ApitoDourado" surgiu quase de "repente" no dia-a-dia dos portugueses, em vésperas de um decisivo Gondomar - Dr. Sandinenses.
A verdade é que no dia 25 de Abril de 2004, e logo num dia tão importante para a nossa nação, o Gondomar venceu os Dr. Sandinenses por 2-0 e garantiu a subida.
Neste jogo, voltou-se a falar de corrupção a favor do Gondomar, mas a equipa da "Capital do Ouro" acabou por subir de divisão.
No final do campeonato, o Gondomar somou 86 pontos, enquanto que os Dr. Sandinenses somaram 85. A provável vitória dos Dr. Sandinenses em casa frente ao Gondomar, teria feito toda a diferença na classificação final.
Ainda assim, os Dr. Sandinenses não escaparam a alguns processos relativos ao "ApitoDourado" em virtude de ter oferecido "prendinhas" a determinados árbitros. Apesar disto, o clube de Sandim reclama uma indemnização de três milhões de euros, em virtude dos prejuízos (financeiros e não só) com a não subida de divisão em 03/04.

Nota: Agradecimento das fotos a Hélder Sousa, jogador do Gondomar em 03/04 e actualmente, jogador do Olympiakos de Nicósia do Chipre.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Taça de Portugal: Benfica vence no Dragão

Foi um Benfica inspirado, aquele que jogou ontem no Dragão. Os "encarnados" entraram bem melhores que o seu adversário, e inauguraram o marcador logo aos 6' minutos.
Mas, puxemos a "fita" atrás. O FC Porto apresentou-se com Sereno no lado esquerdo da defesa e não com Fucile, mantendo o resto da estrutura habitual, com Hulk a ponta de lança, e com Helton na baliza, algo que não costuma acontecer nos jogos da Taça de Portugal.
No lado dos "encarnados", Júlio César foi o guarda-redes, tal como vem sendo hábito; Sidnei rendeu David Luiz, César Peixoto e Salvio foram os alas, enquanto Gaitán jogou a "dez", no apoio a Saviola e Cardozo.
Tal como já disse, o Benfica entrou melhor e logo aos 6' minutos, chegou ao golo. Fábio Coentrão acreditou numa bola que parecia perdida, e aproveitou uma falha de comunicação entre Helton e Maicon, para inaugurar o marcador.
Os jogadores do Porto "acusaram" o golo benfiquista, e não estavam a conseguir produzir o seu futebol habitual, salvando-se Varela, que era o único a conseguir criar desequilíbrios na área benfiquista.
Foi precisamente num lance individual de Varela, que o FC Porto podia ter empatado. Excelente trabalho do extremo, a deixar para trás Fábio Coentrão, mas James Rodríguez completamente solto na área, falhou o remate, e ficou a ver a bola a passar.
O Benfica na resposta, fez o segundo golo: boa jogada entre Gaitán e Coentrão, com o extremo a tirar cruzamento para a área portista, e com Fernando a entregar mal a bola. Javi García fez uso da sua meia distância e sem preparar o remate, fez o 0-2 aos 26'.
O FC Porto a jogar em casa e de "orgulho ferido", procurou crescer no jogo, e a verdade é que conseguiu controlar a partida no que restou do primeiro tempo, embora sem resultados práticos, ou seja, golos. Varela, sempre ele, bem tentou dar o "clique" que a equipa precisava, mas os seus colegas estavam em dia "não".
Para o segundo tempo, André Villas-Boas deixou James no balneário por troca com Cristián Rodríguez, e a verdade é que o "Cebola" trouxe outro ânimo ao jogo nos primeiros minutos em que esteve em campo. Depois, deixou-se contagiar pelos seus colegas e foi-se "abaixo".
Aos 59' Fábio Coentrão viu o segundo amarelo e acabou expulso, mas a verdade é que a equipa "encarnada" mesmo com dez elementos, conseguiu ser superior ao seu adversário, fazendo um bom jogo, chegando a criar contra-ataques de quatro para três.
Cardozo a cerca de quinze minutos do fim, andou perto do terceiro após excelente trabalho individual, mas o remate primeiro desviou em Sereno, e depois Helton com a perna, defendeu involuntariamente para canto.
Seria a "machadada final" no jogo, e na eliminatória, certamente.
Bela exibição "encarnada", e boa exibição do trio de arbitragem, punindo as simulações de James e Hulk. Fossem todos assim, e não haveria tantos "mergulhos".
A segunda mão está agendada para o próximo dia 14 de Abril, no Estádio da Luz.
Ficha de Jogo:

FC Porto: Helton; Sapunaru, Maicon, Rolando e Sereno (Rúben Micael 80'); Fernando, Belluschi (Guarín 65') e João Moutinho; Hulk, James (C. Rodríguez 45') e Varela.
Treinador: André Villas-Boas. Suplentes Não Utilizados: Beto; Otamendi, Souza e Mariano.

Benfica: Júlio César; Maxi Pereira, Luisão, Sidnei e Fábio Coentrão; Javi García, César Peixoto (Airton 89'), Salvio e Gaitán (Jara 90+2'); Cardozo e Saviola (Aimar 69').
Treinador: Jorge Jesus. Suplentes Não Utilizados: Roberto; Roderick, Felipe Menezes e Nuno Gomes.

Disciplina:
Amarelos: Fábio Coentrão 16' e 59'; Sereno 33'; Hulk 43'; James 45'; Cardozo 63'; Guarín 84'; Gaitán 88'; Aimar 90'; Júlio César 90+3';
Vermelhos: Fábio Coentrão 59';

Marcador: 0-1 Fábio Coentrão 06'; 0-2 Javi García 26';

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Há um ano: FC Porto 5-2 Sporting

O dia 2 de Fevereiro começa a ficar na memória dos portistas e do FC Porto: em dia de clássico com o Benfica para a Taça de Portugal, os "Dragões" repetem exactamente um ano depois, novo duelo com um rival para a segunda maior competição portuguesa.
Há um ano foi diferente: o jogo era a contar para os Quartos-de-Final e os treinadores de "Dragões" e "Leões" eram Jesualdo e Carvalhal, respectivamente, e ambas as equipas tinham na Taça uma oportunidade de "ouro" para "salvarem" a época.
O FC Porto a jogar em casa, entrou muito forte em campo, inaugurando o marcador à passagem do minuto 18' por intermédio de Rolando.
Na resposta, e na primeira vez que foi à área contrária, o Sporting chegou ao empate, por intermédio de Izmailov, que apontou um belo golo.
Os azuis e brancos responderam por Falcao, com o colombiano a apontar dois golos em oito minutos: o 2-1 aos 34' e o 3-1 aos 42'. Pelo meio, já Carvalhal havia feito uma alteração, com a entrada de Matías Fernández para a saída de Adrien.
No início do segundo tempo, Varela aumentou para 4-1, e aos 57' Mariano fez o 5-1, destroçando por completo uma equipa que já estava com a moral em baixo há vários meses.
Nos descontos, Liedson ainda reduziu para 5-2, e chegou a "ameaçar" o 5-3, tal como o Porto podia ter feito antes o sexto golo.
Hoje, espera-se mais um bom jogo de futebol, mas desta vez, o resultado não deverá ser tão "gordo".
Relembre os principais incidentes da partida de à um ano atrás aqui.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

"A figura do dia": Liedson

Liedson foi transferido ontem, mas a sua venda ao Corinthians do Brasil ainda continua a dar que falar.
Sete épocas e meia em Portugal ao serviço do Sporting, mais de trezentos jogos, e cento e setenta e um golos, são os números da passagem de Liedson pelo nosso País, País esse que também é "dele", ou o avançado não se tivesse naturalizado português em 2009.
Com um ar franzino, chegou a Portugal em 2003 e rapidamente mostrou que se tratava de um avançado letal, muito inteligente no posicionamento dentro de campo e extremamente móvel.
Na sua época de estreia em Portugal, acabou "coroado" como terceiro melhor marcador do campeonato, tendo marcado quinze golos.
Na temporada seguinte, não deu hipótese à concorrência, e apontou vinte e cinco golos, levando o troféu de melhor marcador para casa.
Em 06/07, marcou "apenas" quinze golos, o que foi suficiente para se sagrar novamente o melhor marcador do campeonato português.
A sua segunda melhor marca em Portugal, aconteceu na temporada 08/09, quando apontou dezassete golos, ainda assim insuficientes para vencer a "Bota de Ouro", que foi de Nené, na altura jogador do Nacional.
A nível de troféus, o "Levezinho" sai sem glória de Alvalade: isto é, não se sagrou Campeão Nacional, ficando-se "apenas" por duas Taças de Portugal e por duas Supertaças.
Em 2009 naturalizou-se português, e no primeiro jogo ao serviço das "Quinas", marcou de cabeça um golo que valeu o empate frente à Dinamarca.
Nas sete épocas e meia que esteve em Portugal, Liedson teve no Benfica a sua "vítima" favorita: entre Taça de Portugal e Campeonato, "Liedshow" apontou onze golos aos "encarnados".
Os muitos golos que apontou ao serviço dos "Leões" valeram-lhe a frase: "Liedson Resolve". E resolvia mesmo.