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sexta-feira, 7 de junho de 2013

II Divisão: Três históricos regressam com duas subidas consecutivas

(Felgueiras e Salgueiros defrontaram-se em 10/11 e 11/12, e podem voltar a ser adversários.)
O passado de Felgueiras, Salgueiros e Barreirense devia valer, por si só, presença assídua e garantida nos campeonatos profissionais.
Como não garante, este trio de históricos que nos últimos anos andou 'perdido' nos escalões inferiores, sendo que dois deles até mudaram de 'identidade', estará de regresso à II Divisão na próxima temporada, depois de terem alcançado a segunda subida consecutiva na presente época.
A história diz-nos que estes três emblemas nunca estiveram juntos em qualquer campeonato ou escalão, mas partilham um dado curioso: deixaram as competições profissionais por ordem crescente, com as duas formações nortenhas a deixarem a Liga de Honra por motivos extra-futebol.
Em 03/04, o Salgueiros foi 6º classificado, e acabou despromovido na secretaria; em 04/05, o Felgueiras foi 11º no segundo escalão, e além de despromovido também na secretaria, nem chegou a disputar a II Divisão B; enquanto que o Barreirense, em 05/06, terminou no 15º lugar, e acabou despromovido devido à alteração dos campeonatos, que fez com que nesse ano descessem não três, mas seis equipas.
Esta época, divididos pelas séries B, C e E da III Divisão, Felgueiras, Salgueiros e Barreirense alcançaram posições distintas: os durienses venceram a sua série; os portuenses foram segundos na Série C; e a formação barreirense subiu como sendo um dos melhores terceiros classificados.
O objectivo destas três equipas passava, naturalmente, pela subida de divisão, ainda para mais devido à extinção da III Divisão. Até aqui nada de extravagante, mas convém então referir que esta foi a segunda subida consecutiva destes três históricos, que ainda em 10/11 alcançaram posições modestas nos respectivos campeonatos Distritais.
As subidas começaram a ser construídas na época passada, logicamente, começando pelo Norte, onde Felgueiras e Salgueiros ocuparam as duas primeiras posições da Divisão de Honra. Na AF Setúbal, o Barreirense acabou em igualdade pontual com o Vasco da Gama de Sines, mas assegurou a primeira posição e respectiva promoção de forma directa.
Na temporada agora finda, o Felgueiras, na Série B, manteve o taco-a-taco com a AD Oliveirense pela liderança até à última jornada, e a vitória sobre o Pedras Rubras por 2-0, serviu para confirmar o primeiro lugar. A subida, essa, nunca esteve em causa ao longo da temporada.
Na Série C, o Salgueiros ocupou sempre os lugares de subida, maioritariamente a segunda posição, lugar em que havia de terminar a época, garantindo também a subida de forma directa sem grandes dificuldades ao longo da prova, até porque os três primeiros lugares estiveram quase sempre 'reservados' para Grijó, salgueiristas e Estarreja.
Por fim, mais a Sul, o Barreirense foi o que mais 'sofreu' dos três para garantir a subida: com uma primeira fase algo inconstante em termos de resultados, a presença nos seis primeiros acabaria por ser assegurada apenas na última jornada. Na segunda fase, a formação do Barreiro chegou a estar posicionada na vice-liderança, mas mais uma vez, apenas na última jornada conseguiu garantir o seu objectivo, aproveitando um empate do Fabril, para ser um dos cinco melhores terceiros classificados, assegurando assim a promoção à II Divisão, seis anos depois de lá ter participado pela última vez.
Destes três históricos, os barreirenses são mesmo a última equipa a ter participado na II Divisão B, na altura, na temporada 06/07, acabando por descer à III Divisão, somando assim uma inédita segunda ... descida consecutiva.
Já Felgueiras e Salgueiros, na última vez que participaram no terceiro escalão do nosso futebol, ainda foi debaixo das 'antigas' designações: os durienses, ainda Futebol Clube Felgueiras, venceram a Zona Norte da II Divisão B em 91/92, e não mais lá voltaram; os salgueiristas, ainda Sport Comércio e Salgueiros, terminaram a mesma prova na última posição com apenas cinco pontos, na época 04/05.
A próxima temporada deverá ser de afirmação destes três históricos 'renascidos', dois deles com nova 'cara' e com as mesmas ambições do passado: jogar nas ligas profissionais.

terça-feira, 30 de abril de 2013

II Divisão: Chaves e Farense regressam à Segunda Liga

Foi, digamos, um regresso anunciado de D. Chaves e Farense à Segunda Liga, aquele que aconteceu no passado domingo.
Podemos também dizer que os extremos do país se tocaram, com a subida de um clube transmontano e outro algarvio, e até podemos relembrar - porque é justo - a subida do Ac. Viseu, outro histórico, e que está caprichosamente situado a meio de Portugal continental.
Mas mais importante que as questões geográficas, é o regresso de flavienses e farenses aos campeonatos profissionais, depois de uma certa travessia no deserto, principalmente dos 'Leões de Faro', que até pelos Distritais andaram.
Começando pelo Norte, o D. Chaves, afastado da Segunda Liga desde 09/10, temporada em que foi, inclusive, à final da Taça de Portugal com o FC Porto, precisava apenas de não perder para subir, acabando por vencer o Ribeirão por 1-0, graças a um golo solitário de Kuca aos 26' minutos.
Éder Sánchez ainda foi expulso aos 81' minutos, mas os flavienses, comandados por João Pinto, campeão europeu em1987, seguraram o triunfo e festejaram o regresso às ligas profissionais.
Em Faro, no Algarve, cerca de quinze mil pessoas assistiram a um duelo já visto anteriormente, então noutros palcos que não as divisões amadoras, entre Farense e União de Leiria.
De todos os três que regressarão aos campeonatos profissionais, o Farense foi o que teve o caminho mais longo e mais 'penoso' para percorrer: em 02/03 caiu na secretaria para a II Divisão B, e em 05/06 desistiu da III Divisão poucas jornadas depois do seu começo, e numa altura em que só contava com jogadores juniores. Seguiu-se um ano de interrupção, e duas subidas consecutivas no Distrital do Algarve, que colocaram o clube nos Nacionais.
E desde 2010 até agora, o Farense somou três subidas e uma descida: subiu à II Divisão B em 2010 e 2012; desceu à III Divisão em 2011; e domingo subiu à Segunda Liga.
Contra o Leiria, Bruno Bernardo adiantou os algarvios logo aos três minutos, fazendo rebentar a festa no mítico Estádio São Luís.
Porém, a festa esmoreceu a dezasseis minutos dos noventa, quando Elimiano Té empatou a partida, mas quatro minutos depois voltou a ser de arromba, quando Ibukun converteu a grande penalidade que selou o 2-1 final favorável ao Farense, e que colocou o clube na rota de nova promoção, desta feita para um escalão profissional.
Assim se fez a festa em Chaves e Faro, com Viseu, pelo meio, em êxtase há uma semana. A próxima temporada será de regresso aos grandes palcos para todos eles.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

II Divisão: Ac. Viseu regressa à Segunda Liga

(Mal terminou a partida em São João de Vêr, a festa fez-se em tons de preto e branco.)
Afastado da elite do futebol nacional desde 1989, e dos campeonatos profissionais desde 1998, o Ac. Viseu festejou este domingo o regresso à 'alta-roda' do futebol português, ao conquistar matematicamente o primeiro lugar da Zona Centro da II Divisão.
Aos viseenses bastava fazerem o mesmo resultado do Cinfães nos Açores, diante do Operário, e ao empate a duas bolas dos cinfanenses, os alvi-negros responderam com uma igualdade a uma bola no terreno do São João de Vêr, conquistando logo ali a promoção.
Depois de deixar a Liga de Honra no fim da época 97/98, o Ac. Viseu manteve-se na II Divisão B durante sete temporadas consecutivas, acabando por entrar numa grave crise financeira entre 2004 e 2005, que atirou com o clube para os Distritais e com outra denominação.
Em dois anos nos Distritais, os 'visigodos' saltaram para os Nacionais, e ao fim de duas temporadas na III Divisão, festejaram nova subida de divisão. A manutenção na II Divisão não foi alcançada, e após um terceiro lugar na Série D da III Divisão em 10/11, o Académico partiu à conquista da Série C na época passada, acabando por subir novamente para o terceiro escalão.
Esta temporada, o clube mais representativo de Viseu deu continuidade ao seu mais recente sucesso, e festejou ontem a segunda subida consecutiva, sempre em primeiro lugar, e com o culminar de um regresso desejado e anunciado aos campeonatos profissionais.
Com um plantel experiente e de grande qualidade, saltam à vista os nomes do guarda-redes Nuno Ricardo, com passagens por D. Chaves e Portimonense; do extremo Zé Rui, que esteve contratualmente ligado ao Benfica, e que conta com passagens pela I Liga ao serviço de Alverca e V. Setúbal, entre outros; e do também extremo Marco Almeida, que além de ter representado o Boavista no primeiro escalão, passou pela formação do FC Porto.
E foi precisamente Marco Almeida o jogador que deu a subida aos viseenses, ontem em São João de Vêr, apontando com êxito a grande penalidade aos 84' minutos que restabeleceu a igualdade a uma bola, e colocou a formação alvi-negra na Segunda Liga.
No próximo domingo, o Ac. Viseu recebe o Anadia no Estádio do Fontelo, no jogo que servirá para a consagração da equipa da casa, que terá depois de disputar o apuramento do campeão com os vencedores das zonas Norte e Sul.
D. Chaves e Farense estão bem encaminhados para garantirem a subida, e se assim for, teremos a subida de três históricos à Segunda Liga. E que falta que eles fazem...

domingo, 4 de setembro de 2011

Históricos do Nosso Futebol: Sanjoanense

Fundada a 25 de Fevereiro de 1924, a Associação Desportiva Sanjoanense, tem a sua sede na cidade de São João da Madeira, distrito de Aveiro.
Disputado os distritais aveirenses até à época 1935/36, a Sanjoanense conseguiu nessa mesma temporada o acesso a uma espécie de liguilha de promoção à I Divisão, algo que conseguiria na temporada de 1945/46, altura em que ascendeu ao escalão maior do futebol português.
Na época de estreia na I Divisão Nacional, a Sanjoanense somaria apenas cinco pontos, fruto de duas vitórias e um empate, tendo marcado apenas vinte e seis golos e sofrido cento e dezoito, quedando-se claro pela última posição do campeonato.
Seguiram-se depois três temporadas consecutivas na II Divisão, e uma na III (1950/51), com o clube de São João da Madeira a regressar à II Divisão para a época 51/52, escalão onde esteve durante quinze temporadas consecutivas (até 65/66).
Depois de dois terceiros lugares (52/53 e 64/65), a Sanjoanense venceria com distinção o campeonato nacional da II Divisão na época 65/66, ascendendo desta forma à I Divisão.
Na I Divisão, a Sanjoanense alcançou um décimo segundo lugar em 66/67, e um décimo lugar em 67/68, sendo depois décima quarta classificada em 68/69, algo que valeu a descida à II Divisão, naquela que foi a última temporada dos 'sapateiros' no primeiro escalão, até aos dias de hoje.
Seguiram-se nove temporadas consecutivas na II Divisão, oito na Zona Norte e uma na Zona Centro, com a melhor classificação a ser obtida logo em 69/70: segundo lugar; sendo que a pior e que ditaria a descida da Sanjoanense à III Divisão, seria alcançada em 77/78: décima quinta e penúltima posição.
Na III Divisão, os homens de São João da Madeira alcançaram o terceiro lugar logo em 78/79, sagrando-se campeões na temporada seguinte, ascendendo novamente à II Divisão.
Mais cinco temporadas na II Divisão, com a melhor classificação a ser alcançada em 81/82, terceiro lugar; e a pior em 84/85: décimo quarta e antepenúltima posição, algo que valeu a descida à III Divisão.
Na Série B da III Divisão 85/86, a desilusão foi mesmo a Sanjoanense, que acabou mesmo por ser despromovida aos Distritais de Aveiro.
Em 86/87, aconteceu um caso que é uma das maiores 'manchas' da história da ADS, senão a maior: é o caso dos 32-0, que envolve também Paços de Brandão, Bustelo e Tarei.
Sanjoanense e Paços de Brandão chegaram à última jornada empatados no número de pontos e no confronto directo, logo seriam os golos marcados a decidir o vencedor do Distrital de Aveiro, caso ambos vencessem a última jornada. A Sanjoanense bateu o Bustelo por 32-0, exactamente o mesmo resultado com que o Paços venceu o Tarei.
Após investigação, ambos os clubes acabaram despromovidos à II Divisão Distrital, e a Sanjoanense logo regressou à I Divisão, conseguindo também três subidas consecutivas, pois não bastava ter regressado aos Nacionais em 89/90, que ainda conseguiu a promoção para a II Divisão B após essa mesma temporada.
A Sanjoanense passou depois dezasseis temporadas consecutivas na II Divisão B, sendo que disputou sempre a Zona Centro, excepto nas épocas 95/96 (Zona Norte) e 05/06 (Série B - novo formato).
Entre 96/97 e 00/01, o clube posicionou-se sempre entre o segundo e o quarto lugar: quarto em 96/97 e 99/00; terceiro em 97/98 e 00/01; e segundo em 98/99, sendo que nessa temporada ficou apenas a cinco pontos do líder Sp. Covilhã; voltando a ser terceiro classificado em 03/04, atrás de Sp. Espinho e Torreense.
Sendo considerado um adversário 'difícil' ao longo de todas estas temporadas, a Sanjoanense não evitou a descida em 05/06, classificando-se mesmo na última posição da prova.
Seguiram-se duas temporadas na Série C da III Divisão: o terceiro lugar e consequente subida falhada em 06/07; e o segundo lugar em 07/08, que valeu a subida à II Divisão Nacional.
A Sanjoanense não seria feliz no seu ano de regresso ao terceiro escalão, e voltou a quedar-se pela última posição, descendo à III Divisão, onde também não teria um regresso feliz, pois terminaria a Série C da III Divisão 09/10 também na última posição, baixando aos Distritais.
A temporada passada, e num plantel composto apenas por jogadores da casa, a Sanjoanense venceu o principal campeonato aveirense e está de regresso à III Divisão na actual temporada, recebendo dentro de minutos no seu estádio, o Ol. do Hospital, para a jornada inaugural da Série C.
A nível de formação, todos os escalões da Sanjoanense disputam a I Divisão Nacional, sendo que os Juniores estão inseridos na Zona Sul, frente a Sporting, Benfica e Belenenses.
O clube disputa os seus jogos caseiros no Estádio Conde Dias Garcia, tendo como equipamento tradicional: camisola preta, calção branco e meia preta.

Palmarés da AD Sanjoanense:
Campeonato Nacional da II Divisão: 1 (1965/1966)
Campeonato Nacional da III Divisão: 2 (1950/1951; 1979/1980)
Campeonato Distrital da I Divisão da AF Aveiro: 2 (1988/1989; 2010/2011)
Campeonato Distrital da II Divisão da AF Aveiro: 1 (1987/1988)

terça-feira, 22 de março de 2011

Históricos do Nosso Futebol: Ovarense

Fundada a 19 de Dezembro de 1921, a Associação Desportiva Ovarense tem a sua sede na cidade de Ovar, distrito de Aveiro.
Da data da sua fundação até à temporada 34/35, a Ovarense disputou sempre os Distritais de Aveiro, conseguindo na dita temporada disputar uma espécie de "liguilha" com mais três equipas, que permitia a ascensão ao primeiro escalão.
Até 1950, a Ovarense conseguiu sempre disputar a "liguilha", com excepção apenas nas temporadas 35/36,47/48 e 49/50.
Em 50/51, os homens de Ovar disputaram a Série A da II Divisão, que era agora um campeonato composto por fase regular, e que contava com dez equipas, entre elas Leixões, Salgueiros, Gil Vicente ou Famalicão.
Nas quatro temporadas seguintes, os "vareiros" disputaram a III Divisão, acabando por descer aos Distritais na temporada 55/56.
Seguiram-se duas épocas nos Distritais de Aveiro, com novo regresso ovarense aos Nacionais na temporada 57/58. Dessa época até à temporada 64/65, a Ovarense disputou sempre a III Divisão, conseguindo em 1965 a promoção para a II Divisão.
Seguiram-se duas épocas na II Divisão, com nova descida do clube vareiro, não para a III Divisão, mas sim para os Distritais.
No último escalão do nosso futebol, a Ovarense esteve entre em 1967 e 1971, conseguindo depois um regresso com sucesso à III Divisão Nacional: 3º lugar em 71/72; 4º lugar em 72/73 e 5º lugar em 73/74.
Por "último", em 74/75, a Ovarense não foi além do 19º lugar entre vinte equipas, e voltou a "cair" para os Distritais, onde esteve depois até 1981.
Seguiram-se depois nove temporadas consecutivas na III Divisão, destacando-se o segundo lugar obtido em 89/90, que valeu aos "vareiros", subirem à II Divisão B.
Antes disso, a Ovarense havia conseguido um terceiro lugar, logo no ano de regresso aos Nacionais (71/72), conseguindo também três quartos lugares (72/73, 81/82 e 84/85).
Em 90/91, a "novidade" do futebol português, era a II Divisão B, novo campeonato e que estava dividido por três zonas (Norte, Centro e Sul), cada qual com vinte equipas.
A Ovarense que em 89/90 havia disputado a III Divisão, não deu hipótese à concorrência na Zona Centro da II Divisão B 90/91, sagrando-se campeã com nove pontos de avanço para o segundo classificado, Lousanense, somando vinte e seis vitórias, sete empates e cinco derrotas em trinta e oito jogos.
Assim sendo, o clube de Ovar conseguiu a ascensão à Liga de Honra, onde esteve durante cinco temporadas consecutivas, tendo como melhor classificação o sexto lugar obtido em 92/93. Em 93/94 e 94/95, a Ovarense obteve um sétimo e um oitavo lugar respectivamente.
Depois, em 95/96, o clube "vareiro" somou apenas quinze pontos em trinta e quatro jogos, e acabou por não conseguir mais do que o décimo oitavo e último lugar na Liga de Honra, classificação que valeu a descida ao conjunto "branco e preto".
Com a descida à II Divisão B, a direcção "vareira" optou por estabilizar as finanças do clube, com a Ovarense a obter o sétimo lugar em 96/97; o oitavo em 97/98 e o quinto em 98/99.
"Finalmente", em 99/00, os responsáveis pelo clube de Ovar, apostaram forte na subida, tal como prova a classificação da Zona Centro da II Divisão B dessa temporada: o Vilafranquense, segundo classificado, acabou o campeonato a treze pontos do líder, Ovarense.
No ano de regresso à Liga de Honra, os "vareiros" conseguiram o décimo primeiro lugar, garantindo a manutenção sem sobressaltos.
Seguiram-se mais cinco temporadas no segundo escalão, tendo como melhor classificação, o oitavo lugar obtido em 2002/2003; e como pior, o décimo sétimo obtido em 2005/2006, e que valeu a descida do clube à II Divisão B.
Nessa temporada, além de descerem seis equipas da Liga de Honra para a II Divisão B, a Ovarense entrou numa grave crise financeira, que levou grande parte do seu plantel a sair em Janeiro de 2006, "obrigando" por vezes os guarda-redes Armando e Évora a jogarem como avançados, ou os médios Zito e Renato a terem de ir para a baliza, tal era a falta de jogadores.
Aliás, no último jogo da Associação Desportiva Ovarense a nível sénior e profissional, Zito foi guarda-redes ante o líder e já campeão, Beira Mar, num jogo que os "vareiros" ... venceram por 2-1.
No final da temporada 05/06, a Ovarense "ganhou o direito" de disputar a II Divisão B, mas tal não veio a acontecer, porque o clube de Ovar fechou as portas do futebol sénior.
Actualmente, o clube funciona apenas com camadas jovens, e disputa os seus jogos caseiros no Estádio Marques da Silva, tendo como equipamento tradicional, camisola branca e preta com riscas horizontais, calção preto e meia preta.

Palmarés da AD Ovarense:
Campeonato Distrital da AF Aveiro: 8 (1930/1931; 1932/1933; 1934/1935; 1935/1936; 1938/1939; 1949/1950; 1954/1955; 1980/1981)
Campeonato Nacional da II Divisão B: 2 (1990/1991; 1999/2000)

sábado, 23 de outubro de 2010

Históricos do Nosso Futebol: Leixões

Fundado a 28 de Novembro de 1907, o Leixões Sport Club tem a sua sede em Matosinhos, e resultou da junção entre três clubes daquela cidade.
Desde a data da sua fundação até 1934, os leixonenses disputaram os campeonatos Distritais do Porto, passando a disputar na temporada 34/35, uma espécie de "liguilha" que lhes permitiria ascender à Divisão principal, algo que veio a acontecer na temporada seguinte.
Assim sendo, em 36/37 o Leixões estreou-se na Primeira Divisão Nacional, mas não foi além do último lugar, conseguindo apenas duas vitórias em catorze jornadas.
Os leixonenses disputaram o segundo escalão por mais duas temporadas, regressando à I Divisão em 39/40, não conseguindo evitar nova descida de divisão.
Desta vez, o Leixões quedou-se "apenas" pela penúltima posição.
Nas duas temporadas seguintes, o Leixões voltou a disputar a II Divisão, e voltou a conseguir a promoção ao primeiro escalão.
Em 42/43, os "Bebés do Mar", conseguiram apenas dois empates em 18 jogos, não conseguindo melhor, claro, do que a última posição.
Depois, entre 1943 e 1959 o Leixões disputou a II Divisão, conseguindo mesmo o 1º lugar na "fase regular", mas sem nunca conseguir a promoção, algo que só aconteceu na temporada 58/59, quando os leixonenses conseguiram o 2º lugar na fase final, conseguindo assim regressar ao primeiro escalão.
O regresso do Leixões ao primeiro escalão, não poderia ter corrido melhor. Depois do 8º lugar conquistado em 59/60, seguiram-se dezassete (!) temporadas consecutivas entre "os grandes", com a melhor classificação a ser o 5º lugar alcançado em 62/63.
Foi também neste período que os leixonenses alcançaram grandes feitos, tais como vencer a Taça de Portugal e participar nas competições europeias.
Em 60/61, o Leixões conquistou a Taça de Portugal ao bater na final, em pleno Estádio das Antas, o seu grande "rival" FC Porto por 2-0.
Na temporada seguinte, e fruto dessa vitória na Taça, o clube de Matosinhos participou na Taça das Taças, atingindo os quartos de final, depois de afastar o Le Chaux de Fonds da Suiça e o Progressul Bucareste da Roménia. Nos quartos de final, o Leixões seria afastado pelo Carl Zeiss Jena da Alemanha.
Em 64/65, os leixonenses voltaram a disputar uma prova europeia, desta feita a Taça das Cidades com Feira (actualmente Liga Europa).
No entanto, não conseguiram passar da 1ª Eliminatória, acabando eliminados aos pés do Celtic Glasgow da Escócia.
Depois, em 68/69, o Leixões voltou a disputar a Taça das Cidades com Feira, voltando a não conseguir ultrapassar a 1ª Eliminatória, depois de dois empates com o Arges da Roménia: 1-1 em casa e 0-0 fora. Os golos marcados fora, ditaram "leis".
No entanto, nem todas as dezoito presenças consecutivas na I Divisão foram positivas. Depois de alguns salvamentos "in extremis", o Leixões acabaria mesmo por "cair" para o segundo escalão em 76/77, depois de obter o 15º lugar entre dezasseis equipas.
Na II Divisão, o Leixões esteve depois onze temporadas consecutivas, tendo como melhor classificação o 2º lugar obtido em 80/81 e 87/88. Além disto, os leixonenses conseguiram também classificações honrosas como o 3º lugar em 83/84 e o 4º em 84/85.
Em 87/88, depois de obter o segundo lugar final, os "Bebés do Mar" regressaram ao primeiro escalão, onde não foram lá muito felizes.
Sete vitórias em 38 jogos, valeram o 19º e penúltimo lugar da tabela, com 28 pontos somados.
Depois desta descida de divisão, o Leixões esteve dezoito temporadas afastado do primeiro escalão. Seguiram-se cinco temporadas na II Divisão, que depois até mudou o nome para II Divisão de Honra, onde a melhor classificação dos "Bebés" foi o 7º lugar em 90/91 e 91/92; e a pior o 18º lugar em 93/94, que valeu a descida à II Divisão B.
No terceiro escalão, o Leixões esteve durante nove temporadas, conseguindo três segundos lugares (96/97, 98/99 e 01/02), falhando assim a subida de divisão por pouco, criando também ao longo destas temporadas, uma enorme rivalidade com o FC Marco, rivalidade essa que se acentuou em 01/02, quando ambos os clubes terminaram a prova com o mesmo número de pontos, com os marcoenses a sagrarem-se vencedores da Zona Norte graças ao confronto directo e a conseguirem a promoção à Liga de Honra.
Foi precisamente em 01/02 que o Leixões voltou a atingir a final da Taça de Portugal. Uma excelente campanha, onde os leixonenses eliminaram várias equipas da Liga de Honra, e ainda o Sp. Braga em pleno Estádio 1º de Maio na meia final.
Na final, perante o campeão Sporting, os leixonenses perderam 1-0, e podem-se queixar da arbitragem da partida.
Em 02/03, o Leixões voltou a disputar a Taça UEFA, fruto da excelente campanha na Taça de Portugal 01/02. Foi a primeira vez que uma equipa do terceiro escalão do futebol português disputou uma prova europeia.
Depois de eliminar o Belasica da Macedónia na Pré-Eliminatória, o Leixões ainda venceu o PAOK da Grécia no Estádio do Mar, mas acabou por ser eliminado.
Em 02/03, os leixonenses disputaram ainda a Supertaça Cândido de Oliveira, acabando goleados (5-1) pelo Sporting.
Nessa temporada, o clube de Matosinhos não deu a mínima hipótese na Zona Norte da II Divisão B, sagrando-se Campeão com 22 pontos de avanço para o segundo classificado, Lousada.
Foram 38 jogos, 29 vitórias, 7 empates, 2 derrotas, 73 golos marcados e 27 sofridos.
No regresso ao segundo escalão, os objectivos do Leixões passavam pela subida à I Divisão, algo que só veio a acontecer em 06/07.
Primeiro, o 14º lugar em 03/04; depois o 6º em 04/05; o 3º em 05/06 e finalmente o 1º em 06/07.
No ano da subida, os leixonenses voltaram a não vacilar, conseguindo 18 vitórias em 30 jogos, 6 empates e 6 derrotas; 45 golos marcados e 21 sofridos.
18 anos depois, o Leixões estava de regresso ao primeiro escalão, e não podia ter tido melhor regresso: a jogar em casa emprestada (no Bessa), recebeu e "empatou" o Benfica a uma bola.
Seguiu-se depois um campeonato com alguns sobressaltos, com os leixonenses a conseguirem a salvação na última jornada.
Na temporada seguinte, um excelente início de temporada, permitiu ao Leixões andar na liderança do campeonato até à 10ª Jornada.
Pelo meio, os "Bebés do Mar", venceram em pleno Estádio do Dragão, o FC Porto por 3-2.
Depois, uma irregular segunda volta "atirou" com os leixonenses para o 6º lugar, sem esquecer que na Taça de Portugal os Homens de Matosinhos afastaram o Benfica nas grandes penalidades.
Na temporada passada, o Leixões não conseguiu melhor do que a 16ª e última posição, caíndo assim para a Liga Orangina. No entanto, há a destacar o empate a zero com o FC Porto no Estádio do Mar.
Esta temporada, o Leixões soma já cinco pontos em 4 jornadas, ocupando o 9º lugar da tabela, sob a orientação do ex campeão Europeu, Augusto Inácio. Hoje, os leixonenses deslocam-se ao Restelo, para enfrentarem o Belenenses.
Conhecidos também por terem uma massa associativa muito presente e apaixonada, o Leixões disputa os seus jogos caseiros no Estádio do Mar, bem no coração da cidade de Matosinhos, e o seu equipamento tradicional é camisola vermelha e branca com listas verticais; calção branco e meia branca.

Palmarés do Leixões SC:
Taça de Portugal: 1 (1960/1961)
Campeonato Nacional da II Divisão (ou Liga de Honra): 1 (2006/2007)
Campeonato Nacional da II Divisão B: 1 (2002/2003)
Presenças Europeias: 4 (1961/1962 na Taça das Taças; 1964/1965, 1968/1969 e 2002/2003 na Taça UEFA)
Campeonato Nacional de Juniores: 1 (1946/1947)

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Históricos do Nosso Futebol: Tirsense

Futebol Clube Tirsense, fundado a 5 de Janeiro de 1938, tem a sua sede em Santo Tirso.
Entre a data da sua fundação e 1949, o Tirsense disputou os campeonatos Distritais da AF Porto, tendo efectuado a sua estreia na II Divisão Nacional, na temporada 49/50.
Durante dez temporadas seguidas, os "Jesuítas" disputaram o segundo escalão do futebol português, disputando sempre a Zona Norte ou a Zona A, onde estavam inseridas as equipas nortenhas.
Curiosamente, foi já sob a designação de Zona Norte, que o Tirsense alcançou a pior classificação nas dez temporadas que disputou no segundo escalão: 13º lugar em 58/59.
Esta classificação valeu à equipa "Jesuíta" a descida aos Distritais.
Duas temporadas nos Distritais, foram o suficiente para que o Tirsense regressasse aos Nacionais, mais concretamente à III Divisão.
Quem vencesse o respectivo campeonato distrital em que estava inserido, ganhava direito a disputar uma espécie de poule da III Divisão, que daria depois a subida à II Divisão.
Cinco temporadas a disputar a poule do terceiro escalão, bastaram para que o Tirsense ascendesse à II Divisão. Foi em 65/66 que os "Jesuítas" ganharam direito a participarem no segundo escalão.
Em 66/67, no regresso à II Divisão, mais uma brilhante campanha valeu ao Tirsense a conquista do campeonato, e a consequente subida à I Divisão.
No ano de estreia no primeiro escalão, a campanha "Jesuíta" terminou no 13º e penúltimo lugar, que valeu o regresso ao segundo escalão.
Na II Divisão, o Tirsense esteve durante duas temporadas, conseguindo duas boas classificações: 3º lugar em 68/69 e o 1º lugar em 69/70 que valeu novo título de campeão e nova subida ao primeiro escalão.
Desta vez, a passagem "Jesuíta" pela I Divisão, durou mais uma temporada do que a anterior. O tranquilo 9º lugar em 70/71 deu lugar ao 16º e último em 71/72.
O regresso à II Divisão "durou" depois três temporadas: 13º em 72/73; 7º em 73/74 e 20º em 74/75.
Este 20º lugar final originou nova descida do Tirsense, que regressou à III Divisão nove anos depois.
Em 75/76 no terceiro escalão, os "Jesuítas" fizeram uma boa campanha, que culminou com novo regresso à II Divisão.
No entanto, o regresso do Tirsense ao segundo escalão, não correu da melhor maneira, pois o 15º lugar obtido pelo clube "Jesuíta" valeu nova descida à III Divisão.
O "passeio" pelo terceiro escalão durou depois seis temporadas consecutivas, com o clube a obter classificações entre o 1º e o 8º posto: 3º em 77/78, 79/80 e 81/82; 6º em 78/79; 8º em 80/81 e finalmente o 1º 82/83, que valeu novo regresso à II Divisão.
Mais seis temporadas na II Divisão, serviram de "base" para o regresso tirsense ao primeiro escalão.
O 11º lugar conquistado em duas ocasiões (83/84 e 86/87), foi mesmo a pior classificação "Jesuíta" nesta nova passagem pela II Divisão.
Em 88/89, depois de uma excelente campanha no segundo escalão, em que venceu 20 dos 34 jogos que disputou, o Tirsense regressou à I Divisão.
Um regresso tranquilo ao primeiro escalão em 89/90 (9º lugar), foi depois "substituído" por uma "variação" de campeonato durante quatro temporadas: entre 90/91 e 93/94, o Tirsense desceu duas vezes à II Divisão, e subiu outras duas à I Divisão.
Houve depois, um ligeiro "sossego", com o Tirsense a conseguir fazer duas temporadas consecutivas na I Divisão. Em 94/95 o clube "Jesuíta" ficou-se pelo 8º lugar, e em 95/96 naquela que foi a sua última participação até aos dias de hoje no primeiro escalão, o Tirsense não foi além do 18º e último lugar.
Uns meses antes, o clube havia entrado numa crise financeira, que originou quatro (!) descidas consecutivas.
95/96: 18º lugar na I Divisão; 96/97: 18º lugar na II Divisão de Honra; 97/98: 18º lugar na II Divisão B Zona Norte e finalmente, em 98/99 15º lugar na Série B da III Divisão.
Destas quatro despromoções, apenas por uma vez o Tirsense não se quedou pelo último posto: foi na III Divisão, onde ficou a apenas dois pontos da primeira equipa imediatamente acima da linha de água (Serzedelo com 40 pontos).
Em 99/00, no ano de regresso aos Distritais, 38 anos depois, o Tirsense "acordou" e fez uma extraordinária campanha, que culminou com o regresso aos campeonatos Nacionais.
Seguiram-se depois sete temporadas consecutivas na III Divisão, que estabilizaram o Tirsense como um clube de "terceira".
Em 02/03, o clube "Jesuíta" esteve perto de regressar à II Divisão B, mas acabou a Série B em 3º lugar a oito pontos do 2º classificado, Trofense.
O 6º lugar em 05/06, também foi uma classificação positiva dado que o clube ficou por três ocasiões no 10º lugar (00/01, 03/04 e 04/05) e por uma no 11º (01/02).
E em 06/07, depois de um excelente campeonato, que praticamente dominou, o Tirsense regressou à II Divisão B.
Orientado por Quim Machado, que representou entre outros clubes, o Varzim na I Divisão, e contando com a experiência do lateral esquerdo Nelo, ex jogador do Benfica e do Boavista, o Tirsense regressou ao terceiro escalão do futebol português, juntamente com outro histórico: o Leça.
No ano de regresso à II Divisão, o 4º lugar final acabou por ser uma boa classificação para o clube, que tinha e tem um projecto de subida à Liga Vitalis.
Seguiu-se um 3º lugar final em 08/09, e finalmente o 2º na temporada agora finda de 09/10.
Vamos ver, se na temporada 10/11 o Tirsense dá continuidade a esta sequência de classificações, e alcança finalmente o 1º posto.
O clube efectua os seus jogos caseiros no Estádio Abel Alves de Figueiredo, e o seu equipamento é tradicionalmente todo negro.

Palmarés do Futebol Clube Tirsense:

Campeonato Nacional da II Divisão: 3 (1966/1967; 1969/1970; 1988/1989);
Campeonato Nacional da II Divisão de Honra: 1 (1993/1994);
Campeonato Nacional da III Divisão: 2 (1965/1966; 1982/1983)
Campeonato Distrital da Divisão de Honra da AF Porto: 4 (1948/1949; 1962/1963; 1965/1966; 1999/2000);
Campeonato Distrital da II Divisão da AF Porto: 1 (1947/1948);
Campeonato Distrital da III Divisão da AF Porto: 1 (1946/1947);

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Históricos do Nosso Futebol: Fabril do Barreiro

A 27 de Janeiro de 1937, na cidade do Barreiro, nasceu o Grupo Desportivo da CUF (Companhia União Fabril).
Nos primeiros anos de vida, a CUF disputou os Distritais de Setúbal "paredes meias" com a II Divisão Nacional.
Em 41/42, o "clube dos operários" conseguiu mesmo ascender à I Divisão, onde acabaria por não ser feliz no ano de estreia ao classificar-se na nona posição, entre dez clubes. Apesar disso, conseguiu a proeza de vencer na Constituição, o FC Porto, por 4-3.
Depois desta despromoção, a CUF andou várias temporadas pelo segundo escalão, até que na temporada 53/54, após vencer com distinção a Zona C da II Divisão, regressou à I Divisão.
O regresso ao primeiro escalão, em 54/55 correu bem, com a equipa a classificar-se no 7º lugar entre catorze equipas.
Depois de uma temporada tranquila, seguiram-se mais vinte e uma presenças consecutivas da CUF entre "os grandes".
Em vinte e duas épocas na I Divisão, a melhor classificação da CUF foi o 3º lugar em 64/65, que valeu o apuramento do clube para a Taça das Cidades com Feira (actual Liga Europa).
O adversário do clube fabril, na Taça das Cidades com Feira da temporada 65/66 foi o AC Milan de Itália.
A CUF entrou melhor na eliminatória, ao vencer por 2-0 o jogo da primeira mão, que se realizou no estádio Alfredo da Silva.
No entanto, os italianos mais experientes, acabaram por vencer em Itália o jogo da segunda mão, também por 2-0, o que obrigou a que houvesse um jogo de desempate que se disputou em Portugal, onde os milaneses venceram por 1-0, e seguiram em frente na prova europeia.
Na época 67/68, a CUF voltou a disputar a Taça das Cidades com Feira, mas acabou eliminada logo na primeira eliminatória, caíndo aos pés dos jugoslavos (agora sérvios) do Vojvodina.
Na temporada 71/72, com a "conquista" do 4º lugar no Campeonato Nacional da I Divisão, a CUF voltou a ganhar direito a participar nas provas europeias.
Assim sendo, em 72/73 Portugal voltou a ter a CUF nas provas europeias. Na primeira eliminatória, após vencer os dois jogos sobre os belgas do Racing Molenbeek, a CUF seguiu em frente na Taça UEFA.
Na 2ª Eliminatória, o adversário foi o Kaiserslautern da Alemanha, tendo a CUF sido derrotada na primeira mão em casa por 3-1, acabando por vencer em terras germânicas por 1-0, o que foi insuficiente para seguir em frente.
Em 75/76 deu-se a pior classificação de sempre da CUF na I Divisão, com a "conquista" do 16º e último lugar, que valeu a descida à II Divisão.
Na II Divisão a CUF esteve depois sete temporadas consecutivas, onde a melhor classificação foi o 2º lugar conseguido em 76/77, quando falhou a subida de divisão por apenas um ponto.
O pior registo foi em 82/83, quando a CUF não foi além do 16º e último lugar, descendo assim à III Divisão.
Pelo meio, em 1980, o clube mudou de nome para Grupo Desportivo da Quimigal.
O Quimigal, esteve depois nove temporadas na III Divisão, passando por duas séries: E e F. Na Série F de 83/84 a 85/86 e de 88/89 a 91/92, e na Série E em 86/87 e 87/88.
A melhor classificação da Quimigal foi o 3º lugar conquistado em 84/85, na Série F.
Em 91/92 após se classificar no 15º lugar entre dezoito equipas, a Quimigal desceu aos Distritais de Setúbal.
De 1992 até 2000, a Quimigal disputou a I Divisão Distrital da AF Setúbal, tendo conquistado o campeonato na temporada 99/00, o que valeu a promoção para os Campeonatos Nacionais.
Foi precisamente em 2000, que o clube voltou a mudar de nome. Passou a designar-se Grupo Desportivo Fabril do Barreiro, nome que se mantém actualmente.
Foi já sob a designação de GD Fabril, que o clube regressou à III Divisão. O regresso não correu da melhor maneira, com o clube a classificar-se no 15º lugar entre dezoito equipas, o que valeu nova descida aos Distritais.
Nos Distritais, o Fabril esteve durante duas temporadas. Na primeira temporada foi 4º, e em 02/03 conquistou a I Divisão da AF Setúbal, regressando assim aos Nacionais.
Mais uma vez, a presença nos Campeonatos Nacionais, foi curta. 15º lugar entre dezoito equipas, e nova descida.
Desta vez, também a permanência nos Distritais foi maior. Três temporadas, em que o clube foi sempre melhorando a sua "performance": 7º em 04/05, 4º em 05/06 e 1º em 06/07.
O regresso à III Divisão correu melhor, e até agora o clube evitou sempre a despromoção, realizando temporadas sem grandes sobressaltos.
O clube disputa os seus jogos caseiros no Estádio Alfredo da Silva, e equipa de camisola verde com mangas brancas, calções brancos e meias verdes. O actual presidente é João Soares.

Palmarés do Grupo Desportivo Fabril do Barreiro (ex CUF; ex Quimigal):
Campeonato Nacional da II Divisão: 1 (1953/1954);
Campeonato Distrital da I Divisão AF Setúbal: 3 (1999/2000; 2002/2003; 2006/2007)
Presenças Europeias: 3 (1965/1966 e 1967/1968 na Taça das Cidades com Feira; 1971/1972 na Taça UEFA);

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Históricos do Nosso Futebol: Sp. Espinho

Fundado a 11 de Novembro de 1914, o Sporting Clube de Espinho, tem a sua sede tal como o nome indica na cidade de Espinho, e actualmente é presidido por Rodrigo Nunes.
Apesar de pertencer ao Distrito de Aveiro, o clube espinhense viu-se obrigado a jogar na AF Porto, devido à AF Aveiro não ter muitas equipas filiadas.
Em 1917/1918 o Sp. Espinho venceu mesmo a Taça de Honra da AF Porto, competição que se disputava entre todos os clubes da associação portuense.
Os "Tigres da Costa Verde" jogaram no distrito vizinho até à temporada 1923/1924, altura em que juntamente com outros clubes aveirenses fundaram a AF Aveiro.
O Sp. Espinho sagrou-se mesmo campeão do Distrito de Aveiro, durante as primeiras quatro temporadas.
Em 1934/1935 o clube espinhense estreou-se em provas de âmbito nacional, tendo sido segundo num grupo de quatro equipas.
No entanto, as competições "mais a sério" começaram em 49/50 quando o Sp. Espinho foi uma das dezoito equipas que disputaram a Série 2 da II Divisão Nacional.
Até 1960, os espinhenses disputaram a II Divisão, ora na Zona A ora na Zona Norte.
A descida à III Divisão após a temporada 59/60, acaba por ser um dos momentos mais negativos da história do SC Espinho.
O regresso à II Divisão foi de imediato conseguido, após o 2º lugar conquistado na Série A da III Divisão.
De novo no segundo escalão do futebol português, os espinhenses disputaram treze temporadas consecutivas na II Divisão, tendo o melhor registo sido conseguido na temporada 73/74 com a conquista do campeonato, que valeu a subida à I Divisão.
Pelo meio, a conquista da Taça Ribeiro dos Reis na temporada 66/67 é um dos momentos mais marcantes da história do clube espinhense. Esta prova destinava-se às equipas que disputavam a I e a II Divisão.
No campeonato principal do futebol nacional, a estreia não correu da melhor maneira para o clube "vareiro". As quatro vitórias e os sete empates em 30 jogos, valeram a 16ª e última posição bem como a descida à II Divisão.
A partir daqui, o Sp. Espinho tornou-se um clube de alternâncias entre a I e a II Divisão.
Depois de duas temporadas na segunda divisão (75/76 e 76/77), os espinhenses participaram na I Divisão em 77/78, mas voltaram a descer, disputando em 78/79 a II Divisão, competição que venceram e ascenderam de novo ao primeiro escalão do futebol português.
A época do Espinho em 79/80 é caso para dizer "aleluia".
Os espinhenses conquistaram um honroso 7º lugar, conseguindo assim pela primeira vez na sua história a manutenção entre os grandes.
Apenas em 1984, o Sp. Espinho voltou a descer. Apenas cinco vitórias e sete empates, em 30 jogos, valeram aos "Tigres" 17 pontos, que acabaram por não serem suficientes para evitar a última posição.
Os espinhenses disputaram de seguida a II Divisão por três temporadas consecutivas, conseguindo vencer a prova em 86/87, o que valeu nova promoção.
87/88 foi a melhor época de sempre do clube "vareiro". Uma brilhante temporada coincidiu com a conquista do 6º lugar final na I Divisão, numa equipa que tinha entre outros, jogadores como: Mike Walsh (ex FC Porto e internacional pela Irlanda), Aziz (ex Zwolle da Holanda), Zezé Gomes (ex Fluminense e V. Guimarães) e Pingo (que viria depois a ser jogador do FC Porto).
No entanto, a temporada seguinte não correu como esperado e os espinhenses terminaram o campeonato na 17ª posição, acabando naturalmente por descerem.
Em 89/90, na II Divisão Zona Centro, o Sp. Espinho ficou a um "mísero" ponto de regressar ao convívio dos "Grandes". Na altura, o Salgueiros venceu em Espinho na última jornada por 2-1, e conquistou o trono, subindo à I Divisão.
Com a reformulação dos campeonatos nacionais ocorrida em 1990, o Sp. Espinho fez parte de um grande número de equipas que disputou em 90/91 a "estreante" II Divisão de Honra.
O 11º lugar na primeira época, deu lugar ao 1º em 91/92 conseguido com grande mérito e brilhantismo. Atrás na tabela, ficaram históricos como Académica, Leixões, V. Setúbal, Belenenses e Portimonense.
Em 92/93 de novo no primeiro escalão, o Sp. Espinho "não aguentou" o ritmo e acabou por ser penúltimo entre dezoito equipas.
Disputou depois, a II Divisão de Honra por mais três temporadas consecutivas.
Foi sempre a subir: 93/94 14º lugar; 94/95 9º lugar; e finalmente em 95/96 com a conquista do 3º lugar que valeu o "bilhete" de ida para a I Divisão.
Bilhete esse que acabou por ser de ida e volta. Em 96/97 naquela que foi a sua última temporada na I Divisão, o Sp. Espinho terminou a primeira volta no 4º lugar a apenas seis pontos do 3º classificado, Benfica.
No entanto, numa segunda volta de campeonato míserável (onde está incluida a eliminação da Taça frente aos D. Sandinenses da III Divisão) onde o treinador Zinho acabou despedido a quatro jornadas do fim, os "Tigres" conseguiram apenas uma vitória e foi na última jornada, já sob o comando de Edmundo Duarte.
O 16º lugar não foi evitado, e deu-se nova descida do Sp. Espinho ao segundo escalão.
A Liga de Honra foi depois palco dos espinhenses durante cinco temporadas. A melhor classificação foi "apenas" o 7º lugar em 98/99, sendo a pior o 17º lugar conseguido em 2001/2002 que valeu a despromoção à II Divisão B.
Em 2002/2003 no ano de estreia na II Divisão B, o Sp. Espinho não foi além do 10º lugar na Zona Norte. Tratou-se de uma época em que foram lançadas as bases do sucesso para a seguinte.
Em 03/04, o Sp. Espinho "acabou" inserido na Zona Centro, série que acabou por vencer sem grandes problemas.
No ano de regresso à Liga de Honra, os espinhenses terminaram a prova no 18º e último lugar, acabando por descer de novo ao terceiro escalão. Esta foi a última temporada dos "Tigres" no segundo escalão do futebol português.
De então para cá o Espinho nunca abandonou o terceiro escalão, conseguindo sempre classificar-se nos cinco primeiros: foi 2º em 05/06, 4º em 06/07, 3º em 07/08 e 08/09, e 5º na temporada que agora findou.
Veremos se na próxima temporada, o Sp. Espinho construirá um plantel capaz de lutar pela subida de divisão, que tanto anseiam os adeptos dos "Tigres da Costa Verde".
O clube "costeiro" efectua os seus jogos no Estádio Comendador Manuel Oliveira Violas, e tem como equipamento principal: camisola preta e branca com listas verticais, calções pretos e meia branca.

Palmarés do SC Espinho:
Campeonato Nacional da II Divisão (ou Liga de Honra): 4 (1973/1974; 1978/1979; 1986/1987; 1991/1992)
Campeonato Nacional da II Divisão B: 1 (2003/2004)
Vencedor da Taça Ribeiro dos Reis: 1 (1966/1967)
Vencedor da Taça de Honra da AF Porto: 1 (1917/1918)
Campeonato de Aveiro: 13 (1924/1925; 1925/1926; 1926/1927; 1927/1928; 1929/1930; 1931/1932; 1933/1934; 1940/1941; 1943/1944; 1944/1945; 1947/1948; 1950/1951; 1960/1961)

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Históricos do Nosso Futebol: FC Felgueiras

Futebol Clube de Felgueiras. Fundado em 1933, na cidade de Felgueiras, o FCF é presidido actualmente por Miguel Ribeiro.
Da data da sua fundação até 1982, o FC Felgueiras disputou os Distritais da AF Porto, onde venceu a II Divisão Distrital por uma ocasião.
Em 1982, o Felgueiras venceu a I Divisão Distrital (hoje designada Divisão de Honra), e ascendeu aos Campeonatos Nacionais.
Na III Divisão Nacional (Série A), o Felgueiras esteve apenas duas temporadas. Na época de estreia (82/83) os felgueirenses terminaram o campeonato no 10º lugar final, enquanto que na época seguinte terminaram a temporada no 2º lugar, e ascenderam à II Divisão.
Na II Divisão Zona Norte, o Felgueiras esteve durante seis temporadas, tendo a melhor classificação sido o 4º lugar obtido em 85/86.
Em 1990, a reformulação dos campeonatos nacionais, "baixou" o Felgueiras para o terceiro escalão do futebol português, que se designava II Divisão B.
Depois de uma tranquila primeira temporada, o Felgueiras apostou na subida e conseguiu-a.
Foi no fim da temporada 91/92 sob o comando de Mário Reis, que os felgueirenses ascenderam à Liga de Honra.
Na Liga de Honra, o Felgueiras esteve três temporadas consecutivas, e todas elas foram sempre em crescendo. 10º lugar em 92/93, 6º em 93/94 e 3º em 94/95.
Foi precisamente em 1995, com a conquista do 3º lugar final, que o clube duriense ascendeu à Primeira Divisão.
Com Jorge Jesus no comando, o Felgueiras apenas subiu ao terceiro lugar na penúltima jornada, aproveitando a derrota do Estoril.
Na última jornada, o adversário foi precisamente o Estoril, que acabou derrotado por 1-0.
Na Primeira Divisão os "Durienses" chegaram a ser o clube sensação depois de realizarem uma boa primeira volta, ocupando sempre os lugares da primeira metade da tabela.
Com um plantel composto por jogadores bastante experientes como Leal (ex jogador do Sporting, e do E. Amadora) e Abel Silva (campeão pelo Benfica), e que contava ainda com Sérgio Conceição, na altura um jovem cedido a título de empréstimo pelo FC Porto, o Felgueiras acabou por realizar uma segunda volta completamente desastrosa, tendo amealhado apenas três vitórias em 17 jogos.
Aos 11 pontos conseguidos na segunda volta, se juntarmos os vinte e dois conseguidos na primeira, dá um total de 33 pontos conquistados pelo Felgueiras. 33 pontos esses, que foram insuficientes para que o clube duriense permanecesse na I Divisão.
Um ano depois, o Felgueiras regressava a II Divisão de Honra.
Na Liga de Honra, o Felgueiras esteve depois nove temporadas consecutivas, com dois pormenores (bastante) interessantes.
Em três dessas nove temporadas, o clube quedou-se no 16º lugar, que dá direito a despromoção à II Divisão B, mas nunca acabou despromovido.
Em 2000/2001, o 16º lugar final do Felgueiras, acabou por ser "ocupado" pelo FC Marco, após um processo administrativo ocorrido entre estes dois clubes; em 2001/2002, o Felgueiras "safou-se" às custas da extinção do Campomaiorense; e finalmente em 2002/2003, o clube duriense beneficiou da descida administrativa do Farense à II Divisão B.
Depois de três "salvamentos" impensáveis seguiram-se duas temporadas tranquilas, coincidindo com a obtenção de dois 11ºs lugares.
Isto tudo foi obtido no meio de uma grave crise financeira.
Para 2005/2006, o plantel estava formado e contava apenas com três jogadores oriundos da temporada passada: Pedro Miguel, Bacari e Raúl. A que se juntavam jogadores experientes, como o central Marco Almeida e o médio Barrigana, bem como jogadores jovens com bastante potencial (André Soares, Bruno Magalhães, Cristopher, etc.).
No entanto, a LPFP (Liga Portuguesa de Futebol Profissional) impediu o clube duriense de participar na Liga de Honra, por dívidas ao Fisco e à Segurança Social, bem como a existência de salários em atraso a ex-jogadores.
A participação na II Divisão B seria o destino, mas nem no terceiro escalão os felgueirenses conseguiram participar, já que a FPF (Federação Portuguesa de Futebol) não aceitou a inscrição do FC Felgueiras.
Além das graves dificuldades financeiras que o clube atravessava, a situação piorou depois que foi instaurado à presidente da Câmara Municipal de Felgueiras, um processo-crime por alegadamente servir indevidamente o clube, em determinados montantes.
Depois de todos estes problemas, e devido à falta de soluções, os sócios do FC Felgueiras decidiram proceder à extinção do clube.
No entanto, em 2007/2008 o FC Felgueiras "apareceu" para competir na Série 2 da 2ª Divisão da AF Porto, tendo obtido um 4º lugar final.
O futebol sénior voltou a ser extinto e actualmente o clube, funciona apenas com as camadas jovens, tendo cinco equipas em actividade (uma por cada escalão), além da equipa sénior feminina que compete na II Divisão Nacional.
O clube disputa os jogos caseiros no Estádio Dr. Machado de Matos, e usa como equipamento principal, camisola azul e vermelha com listas verticais, calção azul e meia azul.

Palmarés do FC Felgueiras:
Campeonato Nacional da II Divisão B: 1 (1991/1992);
Campeonato da Divisão de Honra da AF Porto: 1 (1981/1982);
Campeonato da I Divisão Distrital AF Porto: 1 (1965/1966);

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Históricos do Nosso Futebol: E. Amadora

Fundado a 22 de Janeiro de 1932, o Clube de Futebol Estrela da Amadora, tem a sua sede tal como o próprio nome indica, na Amadora.
Fundado por um grupo de sete jovens amadorenses, reza a história que um deles (Júlio Conceição) apontou para as estrelas que brilhavam no Céu, dando a ideia para o nome do clube.
O primeiro jogo dos "Tricolores", foi disputado frente ao Palmelense, tendo o Estrela vencido por 2-1.
De 1932 a 1978, o Estrela da Amadora, andou pelos Distritais de Lisboa, tendo na temporada 77/78 conseguido a promoção para os campeonatos Nacionais.
Em época de estreia, as coisas não podiam ter corrido melhor, e os Amadorenses, terminaram o campeonato no 2º lugar, conseguindo nova promoção, desta feita para a II Divisão.
Na II Divisão, durante três temporadas, o Estrela regressou à III Divisão em 82/83, depois de na temporada anterior ter descido em igualdade pontual com o 12º classificado, Cova da Piedade.
No regresso ao terceiro escalão, os "Tricolores" dominaram por completo a Série E da III Divisão, e regressaram assim à II Divisão Nacional.
Seguiram-se depois, cinco temporadas consecutivas, no segundo escalão, sempre com classificações entre os cinco primeiros.
5º lugar em 83/84, 3º em 84/85 e 85/86, 2º em 86/87, e finalmente, a conquista da II Divisão, em 87/88 que valeu uma promoção histórica do Estrela da Amadora, à I Divisão.
Em 88/89, época de estreia, entre os "Grandes" o conjunto tricolor, conseguiu um honroso 8º lugar final entre 20 equipas.
Seguiu-se depois, um 13º lugar em 89/90, e o 18º e antepenúltimo lugar em 90/91 que valeu a descida do Estrela à II Divisão de Honra.
Foi precisamente, em 89/90, que se deu o ponto mais alto da história do clube, que foi a conquista da Taça de Portugal, sob a batuta de João Alves.
Na caminhada rumo ao Jamor, caíram aos pés do Estrela da Amadora: Estoril, Sp. Braga, FC Marco, Tirsense e V. Guimarães.
Na final, frente ao Farense, o jogo terminou empatado a um golo, sendo necessário, a disputa de uma "finalíssima", que os tricolores acabaram por vencer, dias depois, por 2-0.
Na temporada seguinte, as coisas a nível interno não correram lá muito bem (descida de divisão), mas a temporada foi histórica para o Estrela, que se estreou nas competições europeias, neste caso na já extinta, Taça das Taças.
O "apadrinhamento" do Estrela, na Europa foi feito pelos suíços do Neuchâtel Xamax. Em ambos os jogos, o marcador foi de 1-1, tendo o Estrela vencido na Suiça, através do desempate de grandes penalidades, por 4-3.
Na eliminatória seguinte, os tricolores caíram aos pés do RCF Liège, da Bélgica. Na 1ª mão, disputada em território belga, o Estrela acabou derrotado por 2-0.
Na 2ª mão, no estádio José Gomes, os tricolores venceram por 1-0, mas o resultado foi insuficiente para o Estrela seguir para a próxima eliminatória.
A caminhada europeia dos tricolores, terminou com uma vitória inglória.
Voltemos então, às competições internas.
Na II Divisão de Honra, durante duas temporadas, os tricolores, conseguiram um 11º lugar final em 91/92, e o 1º lugar que valeu o título de campeão, e consequente subida à I Divisão, em 92/93.
Seguiram-se depois, oito temporadas consecutivas do Estrela da Amadora, no primeiro escalão.
A melhor classificação obtida pelos tricolores, foi o 7º lugar em 97/98, sob o comando de Fernando Santos. Classificação essa, que é mesmo, a melhor de sempre do Estrela na 1ª Divisão.
A pior, foi em 2000/01, com a "conquista" do 18º e último lugar, que valeu a descida estrelista à Liga de Honra.
Na Liga de Honra, durante duas temporadas, os tricolores terminaram no 4º lugar, a temporada em que regressaram ao segundo escalão (01/02).
Tendo, na época seguinte, terminado o campeonato, em 3º lugar, o que valeu novo regresso à SuperLiga.
Na temporada 2003/2004, o regresso do conjunto amadorense, ao principal palco do futebol português não foi lá muito feliz.
Apenas 17 pontos conquistados, e 25 derrotas, em 34 jogos, valeram novo 18º lugar e nova descida, ao Estrela.
Em 04/05, novamente na Liga de Honra, o Estrela da Amadora, voltou a ser 3º classificado, e claro, regressou à SuperLiga.
Seguiram-se depois, dois 9ºs lugares consecutivos, um 13º lugar em 07/08, e o 11º lugar final, na temporada passada.
Os problemas financeiros, levaram no entanto, à despromoção do Estrela da Amadora à II Divisão Nacional.
Recorde-se, que o plantel tricolor, não recebeu sequer um único mês de salário completo, o que serve para "explicar" as dificuldades que o Estrela atravessou/atravessa.
A não aprovação de um PEC (Plano Extrajudicial de Conciliação), que permitia resolver de forma faseada, as dívidas do clube tricolor ao Fisco e à Segurança Social, levou a que o clube tentasse constituir uma SAD (Sociedade Anónima Desportiva), com o intuito de resolver todos os problemas financeiros.
No entanto, a LPFP (Liga Portuguesa de Futebol Profissional), entendeu que a SAD não existia, por não estar registada, rejeitando assim, a inscrição do Estrela nas competições profissionais.
Actualmente, o Estrela, ocupa o 5º lugar, da II Divisão Zona Sul, com 41 pontos somados, em 26 jogos.
Esta temporada, o plantel já equacionou fazer greve, visto que as penhoras, "tiraram" tudo ao Estrela, faltando apenas as bolas e os equipamentos, como referiu há alguns dias à comunicação social, o capitão, Sérgio Marquês.
O Estrela da Amadora, disputa desde 1957, os seus jogos caseiros no Estádio José Gomes, também conhecido por Estádio da Reboleira (zona onde se situa o estádio).
O clube, usa camisola branca com uma risca vermelha e outra verde, ambas na vertical, calção branco e meia branca.

Palmarés do CF Estrela da Amadora:
Taça de Portugal: 1 (1989/1990)
Campeonato Nacional da II Divisão (ou Liga de Honra): 2 (1987/1988; 1992/1993)
Campeonato Nacional da III Divisão: 1 (1982/1983)

sábado, 13 de março de 2010

Históricos do Nosso Futebol: FC Maia

Fundado a 4 de Abril de 1954, o Futebol Clube da Maia, tem a sua sede na cidade da Maia, e é actualmente presidido por António Oliveira e Silva.
Entre a sua fundação e 1987, o FC Maia disputou os distritais da A. F. Porto.
Precisamente em 1987, conseguiu a proeza de ascender aos campeonatos nacionais pela primeira vez na sua história.
Disputou depois a III Divisão por duas temporadas: 87/88 e 88/89. Tendo terminado em 3º e 2º, respectivamente.
O 2º lugar de 88/89 valeu a subida à II Divisão, onde o clube viria a terminar o campeonato em 5º lugar.
Este 5º lugar, acabou por valer mais uma promoção, agora devido à reformulação da II Divisão, que passou a denominar-se II Divisão B.
Em 89/90, o FC Maia disputou então a Liga de Honra. Na estreia no segundo maior escalão do futebol português, os maiatos não evitaram a descida apesar do 17º lugar, entre 20 equipas.
Disputaram depois seis temporadas consecutivas a II Divisão B, Zona Norte, com um 3º lugar (91/92), dois 4ºs lugares (92/93 e 93/94), um 11º (94/95), um 6º (95/96), e finalmente o 1º lugar em 96/97 que valeu o regresso à Liga de Honra. Foram estas as classificações do Maia nas seis temporadas consecutivas que passou na II Divisão B.
No ano de regresso à Liga de Honra, o Maia obteve um tranquilo 9º lugar, bem a meio da tabela.
Este resultado foi o pronúncio daquilo que o Maia faria na Segunda Liga.
Foram, depois, mais oito temporadas no segundo escalão, tendo o melhor resultado sido o 4º lugar final em 2000/2001, quando o FC Maia perdeu a hipótese de subida na última jornada, isto apesar de ter ganho o seu jogo.
A pior classificação maiata foi em 2005/2006 (por sinal a última época na Liga de Honra), com a obtenção do 18º e último lugar, o que valeu a descida à II Divisão B.
Pelo meio, o Maia fez sempre campeonatos tranquilos, tendo apenas por duas vezes tentado a subida. Além de 2000/2001, foi em 2003/2004, que o FC Maia terminou o campeonato em 5º lugar, bem perto dos lugares de promoção.
Em 2006/2007, no regresso ao terceiro escalão do futebol português nove anos depois da última participação, o Maia voltou a descer de divisão.
Apenas 22 pontos conquistados e o 14º e último lugar, valeram a queda do FC Mai em apenas dois anos da Liga de Honra à III Divisão.
Na III Divisão, o FC Maia não teve vida fácil.
Um mau início de primeira fase, antevia nova descida. Mas, uma recuperação extraordinária, sob a batuta do campeão europeu, Carlos Secretário, deu uma "nova vida" ao clube, que acabou por terminar no 9º lugar entre 14 equipas.
A 2ª Fase seria "de vida ou de morte", e os maiatos não deixaram escapar a opurtunidade de se manterem na III Divisão.
4 vitórias e 2 empates em 6 jogos, permitiram ao Maia o 2º lugar num grupo de quatro equipas, apenas superado pelo Rebordosa.
A manutenção foi complicada, mas teve um sabor especial, por ter sido conquistada contra tantas adversidades.
Para 2008/2009, o FC Maia tinha já o seu plantel composto e preparado para competir, mas os vários impedimentos que foram aparecendo ao longo de Agosto e Setembro, foram adiando a inscrição da equipa.
Inicialmente, eram precisos 340 mil euros que foram conseguidos com muito esforço, mas um inesperado aumento à última hora de 40 mil euros, foi fatal para o departamento sénior do FC Maia.
O clube acabou por ser excluido pela FPF, depois de ter faltado aos jogos com Torre Moncorvo (campeonato) e Cova da Piedade (Taça de Portugal), e de ter adiado as partidas frente a Lixa e Alpendorada (ambas para o campeonato).
O FC Maia usava camisola azul e vermelha, com listas verticais, calção azul e meia vermelha, e disputava os seus jogos caseiros no Estádio Prof. Dr. Vieira de Carvalho.
Actualmente, o clube funciona apenas com as equipas de Iniciados e Infantis.
Das suas camadas jovens saíram jogadores como: Paulo Jorge (ex Benfica e Boavista, actualmente no Marítimo), Malafaia (ex Leixões), Paiva (ex V. Guimarães e Rio Ave), Igor (ex E. Amadora e V. Setúbal, e actualmente Levante de Espanha), entre outros.

Palmarés do FC Maia:
Campeonato Nacional da II Divisão B: 1 (1996/1997)
Campeonato da Divisão de Honra da AF Porto: 1 (1986/1987)

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Históricos do Nosso Futebol: Leça

Fundado em 1912 (não há data oficial), o Leça Futebol Clube, tem a sua sede em Leça da Palmeira, e é actualmente presidido por Fernando Monteiro.
Os leceiros tiveram os seus dias de glória, quando na década de 90, disputaram a 1ª Divisão. Mas, já lá vamos.
Como já referi, não há dados que comprovem a fundação exacta do Leça. Apenas se sabe, que a fundação ocorreu em 1912.
O primeiro dado noticioso que comprova a existência do Leça F. C., está patente na edição de 3 de Setembro de 1913, do já extinto jornal "O Comércio do Porto". Este órgão de comunicação, fez referência à partida disputada entre o Leça e o F. C. Matosinhos.
O clube foi disputando durante alguns anos, jogos com outras equipas, embora esses jogos não fossem organizados pela Associação de Futebol do Porto.
Entre 1917 e 1921, o Leça terá suspenso as suas actividades, pois não existem provas de que o se manteve activo.
Em 1922, o hasteamento da bandeira, mostra que o Leça estava "de regresso". 1922, foi intitulado como o "ano da reorganização" por parte dos leceiros.
Em 1941, um grupo de jovens da terra, todos eles amadores, conseguiram o feito histórico de levar o seu "Leçinha" à 1ª Divisão.
A experiência, não foi lá muito boa em termos de resultados conseguidos, pois o Leça quedou-se pelo 12º e último lugar da classificação.
De 42/43 a 46/47, o clube disputou a II Divisão, tendo depois disputado a Divisão de Honra da AF Porto, durante duas temporadas: 47/48 e 48/49.
Regressou aos Nacionais, e em 3 anos disputou a II Divisão por duas ocasiões: 49/50 e 51/52. Pelo meio, passou pela III Divisão.
Em 1952, voltou a cair no terceiro escalão, onde participou durante três temporadas: 52/53 a 54/55.
Não evitou nova descida, e em 55/56 foi "cabeça de cartaz" na Divisão de Honra da AF Porto, que acabaria por vencer.
O regresso aos campeonatos nacionais, não podia ter corrido melhor. O Leça andou depois, seis temporadas pela III Divisão, e o 2º lugar conquistado na época de 61/62 valeu a promoção à II Divisão.
Na II Divisão, disputou a Zona Norte, durante oito temporadas, tendo como melhor classificação o 4º lugar de 65/66.
A pior época foi em 69/70, quando o Leça foi 14º e acabou despromovido à III Divisão.
Passaria mais seis temporadas, na III Divisão, até descer novamente aos Distritais. Foi em 76/77 e o Leça, foi 14º entre 16 equipas.
Em 77/78, voltaria a sagrar-se campeão Distrital. Regressou aos Nacionais, e esteve presente na III Divisão por três ocasiões.
Em 80/81 venceu a Série B, à frente do prestigiado Feirense, e ascendeu à II Divisão.
Não se adivinhavam tempos fáceis para as hostes leceiras pela Segunda Divisão. Em 81/82, o 10º lugar valeu a manutenção no mesmo escalão.
Porém, nas duas épocas seguintes, o Leça caíu de tal maneira, que só parou nos Distritais.
Em 82/83 foi 14º na II Divisão, e acabou despromovido. Na 3ª Divisão, o clube voltou a não fazer melhor, tendo-se quedado pelo 15º lugar final, entre 16 equipas.
Nos Distritais, o clube voltou a não viver tempos fáceis. Em 84/85, manteve-se no primeiro escalão distrital, e em 85/86 foi segundo classificado, o que valeu a promoção à III Divisão.
Recordar ainda, que a temporada de 85/86 serviu ao Leça, para lançar Pedro Reis, que anos mais tarde tornou-se capitão e um símbolo do Salgueiros.
A III Divisão, foi depois "palco" do Leça, durante quatro temporadas. Nunca se classificando abaixo do 7º lugar, em 89/90 o 6º lugar valeu aos leceiros, a subida à II Divisão, devido a uma reformulação dos campeonatos nacionais, mais concretamente, da Segunda Divisão Nacional.
No ano de regresso à II Divisão (naquela época passou-se a chamar Segunda Divisão B), a turma leceira não foi além do 17º lugar, entre 20 equipas.
As duas temporadas seguintes, foram de glória para Leça da Palmeira. Em 91/92 o 2º lugar na Série B, da III Divisão valeu a promoção à II Divisão B.
Já na II Divisão B, o Leça acabou por vencer a Zona Norte, em ano de regresso, e subiu à Liga de Honra.
Na Liga de Honra, mais uma página de glória na história do Leça. Primeiro, a manutenção alcançada sem grandes sobressaltos em 93/94. Depois, o ano do título (94/95).
O Leça, voltava à Primeira Divisão, 53 anos depois. Fez-se história.
Na I Divisão, o Leça esteve durante três temporadas: Foi 14º em 95/96 e 96/97; e 12º em 97/98.
No fim da temporada 97/98, o clube Leceiro, acabou despromovido à Liga de Honra. Não, desportivamente falando, é claro. O décimo segundo lugar ainda fica distante dos lugares de despromoção, e tudo isto aconteceu por, alegadamente, o Leça ter subornado árbitros, com o objectivo de ser favorecido na época do título na II Divisão B em 92/93.
No regresso à Liga de Honra, o clube falhou o objectivo subida, e foi 6º classificado.
Disputou a Liga de Honra, durante mais quatro temporadas, sempre classificado abaixo do 10º posto. 11º (99/00 e 01/02); 13º (00/01) e 17º em 02/03 que valeu a descida à II Divisão B.
No regresso à II Divisão B, o objectivo da comissão administrativa que geria o Leça, era reduzir os salários, e apostar na prata da casa.
Como "sem dinheiro, não há milagres" o Leça, foi 19º e último classificado, com apenas 5 vitórias e 5 empates, em 36 jogos.
O regresso à III Divisão, 12 anos depois, saldou-se por um 5º lugar final na Série B (época 04/05). Em 05/06 o Leça foi 9º.
Em 06/07, a aposta era a subida. O falecido presidente Mário Sá, apostou forte, e os seus pupilos não o desiludiram. A morte do presidente, ocorreu em vésperas da deslocação leceira ao terreno do Canedo.
Mesmo assim, a subida foi confirmada, e o clube sagrou-se até campeão.
Em 07/08, na II Divisão, Série B, o Leça não evitou a descida, e regressou à III Divisão.
Em 08/09 o objectivo passava por assegurar a manutenção, e o clube assim o conseguiu.
Esta temporada, é para já 6º classificado a 5 pontos do líder Amarante, quando ainda se disputa a 1ª Fase.
Realiza os seus jogos, no Estádio do Leça FC, e tem como equipamento principal: camisola verde e branca, com listas horizontais, calção preto e meia verde.

Palmarés do Leça FC:
Campeonato Nacional da II Divisão (ou Liga de Honra): 2 (1940/1941; 1994/1995)
Campeonato Nacional da II Divisão B: 1 (1992/1993)
Campeonato Nacional da III Divisão: 2 (1980/1981; 2006/2007)
Campeonato da Divisão de Honra da AF Porto: 2 (1955/1956; 1977/1978)

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Históricos do Nosso Futebol: U. Madeira

A rúbrica "Históricos do Nosso Futebol" está de regresso, e hoje falarei do União da Madeira.
Sediado no Funchal, o Clube de Futebol União da Madeira, foi fundado a 1 de Novembro de 1913, por um grupo de desportistas, liderado por César da Silva.
O União nasceu de uma cisão entre o Club Sport Marítimo e o Grupo União Marítimo. Este último clube, tinha como objectivo formar jogadores para a equipa principal do Marítimo.
A propriedade de uma das balizas, esteve na origem da zanga, o que levou ao nascimento do CF U. Madeira, que nos primeiros anos ostentou a designação de União Futebol Clube.
A primeira sede do clube foi na Rua de Santa Maria, e o seu primeiro presidente Ângelo Olim Marote.
O União, começou depois a disputar a vitória no Campeonato da Madeira, com o Marítimo, tendo conseguido participar no Campeonato de Portugal na temporada 1927/1928, onde esteve muito perto de afastar o Benfica nos Quartos de Final, pois vencia por 3-1 já perto dos 90' acabando por perder 4-3, devido ao período de descontos alargado.
A primeira vez que o clube conseguiu, participar nos Campeonatos nacionais de forma oficial, foi na temporada 1978/1979, quando disputou a III Divisão Série E.
Por lá se manteve, mais duas temporadas, conseguindo em 80/81, a promoção à II Divisão Nacional.
Disputou a II Divisão Nacional - Zona Sul, por oito temporadas, tendo como pior lugar o 8º por duas ocasiões: 81/82 e 86/87.
A melhor classificação, foi naturalmente, o 1º lugar, conseguido em 88/89, o que valeu a conquista do campeonato, e a subida para a I Divisão Nacional.
Na época de estreia, entre os "grandes" quedou-se pelo 16º e antepenúltimo lugar, mas acabou por permanecer, devido a um alargamento da prova.
Fez então, mais duas temporadas na I Divisão. Em 90/91 foi 12º e em 91/92 não evitou a descida, tendo sido 18º classificado.
De regresso ao segundo escalão, o União teve uma passagem rápida pela recente "Liga de Honra". Os Unionistas, foram 2ºs classificados, e garantiram automaticamente nova promoção.
Na Primeira Divisão, mais duas temporadas: 93/94 com o 12º lugar final, e 94/95 com o 16º lugar. O União, voltava a descer, e até agora, não voltou a jogar no principal campeonato do futebol português.
Seguiram-se quatro temporadas na Liga de Honra (95/96 a 98/99), com a melhor classificação a ser o 7º lugar na época de "regresso" e a pior o 17º lugar em 98/99, que valeu a descida à II Divisão B.
O União, caía no terceiro escalão, e por lá se manteve durante três anos. Curiosamente, foi melhorando sempre a classificação: 3º Lugar em 99/00; 2º em 00/01 e 1º em 01/02. 3 anos depois, os Unionistas regressavam à Liga de Honra.
Na Liga de Honra, aguentou-se apenas, duas temporadas. Foi 15º em 02/03 (salvou-se no límite), e 18º em 03/04.
Em 2004/05 voltou à II Divisão B, e não mais saiu de lá. Nas cinco épocas que já realizou (actualmente realiza a sexta), nunca se classificou abaixo do 3º posto: Em 2004/05 foi 3º na Zona Sul, em 05/06 foi 2º na Série A, em 06/07 foi 1º na Série B (tendo falhado a subida no play-off), em 07/08 foi 3º na Série A e em 08/09 foi 2º na Série B, voltando a falhar a subida no play-off.
Actualmente, lidera destacado, a Zona Sul da II Divisão.
Realiza os jogos caseiros, no Estádio Adelino Rodrigues, e tem como equipamento principal: camisola azul e amarela, com listas verticais, calções azuis e meias amarelas.

Palmarés do CF União:
Campeonato Nacional da II Divisão (ou Liga de Honra): 1 (1988/1989)
Campeonato Nacional da II Divisão B: 2 (2001/2002; 2006/2007)
Campeonato da Madeira: 16 (1920/1921; 1927/1928; 1931/1932; 1933/1934; 1937/1938; 1956/1957; 1958/1959; 1959/1960; 1960/1961; 1961/1962; 1962/1963; 1963/1964; 1964/1965; 1973/1974; 1977/1978; 1979/1980)
Taça da Madeira: 17 (1945/1946; 1956/1957; 1957/1958; 1960/1961; 1961/62; 1962/1963; 1963/1964; 1964/1965; 1982/1983; 1983/1984; 1986/1987; 1987/1988; 1988/1989; 1992/1993; 1994/1995; 2002/2003; 2004/2005)

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Históricos do Nosso Futebol: Alverca

Fundado a 1 de Setembro de 1939, o Futebol Clube de Alverca, tem a sua sede em Alverca do Ribatejo, nos subúrbios da capital, Lisboa.
Nasceu graças a um elevado grupo de jovens, que decidiu constituir um grupo desportivo, devidamente organizado, devido à extinção do Alverca FC e do SC Alverca.
O primeiro passo dado, foi adquirir uma bola de borracha, para que pudessem disputar os primeiros jogos no Largo do Adro.
Em 1938, decidiram convidar outros jovens, para assumirem os destinos do clube.
Numa reunião realizada na Barbearia de Avelino Luís da Vitória, na Rua João Mantas, nº 17, a Comissão convidada aceitou o desafio proposto e aproveitou ainda para baptizar o clube de Futebol Clube de Alverca.
Foi também decidido, que a quota do associado, seria de 50 escudos semanais.
Com o tempo, o projecto foi ganhando forma, até a sua oficialização em 1939.
O Alverca andou então pelos Distritais de Lisboa até 1965, ano em que disputou a III Divisão - 6ª Série, em que se posicionou no terceiro lugar, entre dez equipas.
Voltou a disputar os Distritais, até à temporada 1970/1971. Em 1971/1972 voltou aos Nacionais, disputando a III Divisão Série C, até à temporada 1974/1975.
De 1975/1976 a 1980/1981 disputou a Série E. Precisamente, em 80/81 foi décimo sexto e último classificado, descendo assim aos Distritais.
Por lá andou o FC Alverca, até a temporada 1986/1987, temporada em que conseguiu a promoção para a III Divisão Nacional.
Em 1987/1988, ano de regresso aos Nacionais, os ribatejanos, foram segundos classificados na Série E, conseguindo assim a promoção para a II Divisão B.
Disputou nas temporadas seguintes, a II Divisão Zona Sul (88/89 e 89/90). Com a mudança do formato da II Divisão, o Alverca integrou a II Divisão B Zona Sul, durante cinco temporadas (90/91 a 94/95).
Foi precisamente em 94/95 que o Alverca, alcançou um dos pontos altos da sua história. Foi primeiro classificado da Zona Sul, com dezanove vitórias em trinta e quatro jogos jogos, e conseguiu assim a promoção à Liga de Honra.
Disputou a Liga de Honra durante três temporadas. Sempre aflito nas duas primeiras (95/96 e 96/97), e terceiro classificado em 97/98, o que lhe valeu nova e histórica promoção ao primeiro escalão do futebol português.
Na I Liga durante quatro temporadas, os ribatejanos alcançaram o melhor registo em 99/00 quando se classificaram no décimo primeiro lugar final.
Em 2001/02, classificaram-se no décimo oitavo e último lugar da tabela, o que valeu a descida à Liga de Honra. Esse é, o pior registo do Alverca na I Liga.
A Liga de Honra em 02/03, foi um autêntico passeio para os ribatejanos.
Terminaram o campeonato em segundo, regressando assim de forma categórica à Primeira Divisão Portuguesa.
De regresso à I Liga, o Alverca não foi além de um décimo sexto lugar final, o que valeu nova descida à Liga de Honra.
2004/05, foi uma temporada de muito sofrimento para o clube. No fim da primeira volta, já todos davam o Alverca como descido.
Puro engano. A contratação de Keita em Janeiro, ao Valence de França, revelou-se decisiva.
Em treze jogos, o ponta de lança senegalês, apontou sete golos. Actualmente, o jogador representa o Vitória de Setúbal, na Liga Sagres.
Uma segunda volta fantástica do Alverca, valeu a manutenção do clube, que se "quedou" no décimo terceiro lugar final. O pior, veio depois.
Problemas financeiros e administrativos, atiraram o clube para fora dos campeonatos profissionais, e mais tarde, para fora do futebol sénior.
Reapareceu o FC Alverca, em 06/07 na II Divisão Série 3 da AF Lisboa, terminando em quinto lugar. Na temporada seguinte, em 07/08, o clube sagrou-se campeão e ascendeu a I Divisão (equivalente à 2ª Divisão Distrital), escalão onde ainda permanece.
Na temporada passada, o clube esteve muito perto de ascender à Divisão de Honra.
O clube equipa de camisola vermelha, com mangas azuis, calção azul e meia azul, e disputa os jogos caseiros no Complexo Desportivo do FC Alverca.

Palmarés do FC Alverca:
Campeonato Nacional da 2ª Divisão B: 1 (1994/1995)
Campeonato Distrital da II Divisão da AF Lisboa: 1 (2007/2008)
Campeonato Nacional de Juniores: 1 (2001/2002)

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Históricos do Nosso Futebol: Salgueiros

A 8 de Dezembro de 1911, um grupo de jovens de Paranhos depois de assistirem a um FC Porto - Benfica, decidiram criar um clube de futebol, que ficou com o nome de Sport Grupo e Salgueiros.
O primeiro "campo" do clube foi em Arca D' Água, e o clube teve como primeiros adversários, o Sport Progresso, e o Carvalhido Football Clube. Ficou também decidido, que as camisolas seriam vermelhas, distanciando-se assim do futuro rival FC Porto.
Para a temporada 1916/1917, já o clube tinha o nome de Sport Porto e Salgueiros, que entrou em crise no ano de 1920, dando assim origem ao Sport Comércio e Salgueiros, tal como o conhecemos nos dias de hoje.
Disputou os campeonatos regionais do Porto, até que em 34/35 disputou a II Liga - Série 1. Disputou, de seguida a II Liga - Série 3, voltando depois a disputar a Série 1 da II Liga em 36/37 e 37/38.
Nas cinco temporadas seguintes, disputou a II Divisão. Primeiro a Série Douro Litoral (38/39, 39/40 e 40/41), depois a Série 2 (41/42 e 42/43).
Estreou-se, depois na I Divisão, competição que disputou em 43/44 e 44/45, obtendo sempre a mesma classificação: o 10º lugar.
Regressou à II Divisão, onde esteve mais três temporadas. Entre 45/46 e 47/48, só voltando a disputar a II Divisão em 50/51.
Em 51/52 no regresso à I Divisão, não foi além de um 14º Lugar, que valeu a despromoção.
Seguiram-se, mais cinco temporadas, na II Divisão, entre 52/53 e 56/57, disputando sempre a "Zona Norte".
Em 57/58, nova presença na I Divisão, mas nova despromoção. O Salgueiros foi 13º classificado.
Novo regresso, à II Divisão, disputando sempre a Zona Norte, alcançado um 3º lugar em 58/59, e o 1º em 59/60, que valeu nova promoção ao conjunto de Paranhos.
Obteve o 12º Lugar em 60/61, e o 14º em 61/62, este último que lhe valeu a descida à II Divisão. Voltava, a ser curta a "estadia" salgueirista na I Divisão.
Seguiram-se, depois, quinze temporadas consecutivas, na II Divisão, disputando sempre a Zona Norte. Tendo, como melhor classificação, três 2ºs lugares (64/65, 66/67 e 75/76), e como pior o 14º em 76/77, que valeu a descida à III Divisão.
Na III Divisão, o Salgueiros, não deu hipótese à concorrência, e sagrou-se campeão, com 48 pontos, fruto de 23 vitórias (cada vitória naquela altura valia apenas 2 pontos), 2 empates e 5 derrotas.
Disputou, de seguida, a II Divisão Zona Norte durante quatro épocas, tendo como melhor classificação o 2º lugar em 81/82, que valeu nova promoção para a I Divisão.
Este regresso, durou alguns anos. O Salgueiros esteve no convívio dos "Grandes" durante seis temporadas, tendo como melhor classificação o 10º lugar em 82/83, e como pior o 19º em 87/88, que valeu a descida à II Divisão.
Na II Divisão, o Salgueiros foi 11º na Zona Norte em 88/89, enquanto que em 89/90, foi 1º na Zona Centro, sagrando-se naturalmente campeão.
Esteve depois, onze temporadas, na I Divisão (ou 1ª Liga). Nestes onze anos, o melhor que o clube alcançou foi o 5º lugar na época de regresso. Ou seja, em 90/91, que valeu um apuramento histórico para a Taça UEFA.
Na Taça UEFA, em 91/92, venceu em casa, na 1ª Mão da 1ª Eliminatória o Cannes (que contava com um prodígio chamado Zidane), por 1-0, acabando por perder em França, pelo mesmo resultado, acabando eliminado por pontapés da marca de grande penalidade.
Sendo, o pior registo, o 16º Lugar, em 2001/02, que valeu a descida do Salgueiros à Liga de Honra.
Disputou, a Liga de Honra, durante duas épocas, em 02/03 e 03/04. Obtendo o 9º lugar em 02/03, e o 6º lugar em 03/04.
Em 04/05, viveu uma situação dramática.
Apesar do 6º lugar na época anterior, o Salgueiros viu-se despromovido na secretaria, devido a problemas fiscais.
Na II Divisão B - Zona Norte, e estando impedido de inscrever jogadores, o "Velho Salgueiral" utilizou durante toda a temporada, apenas e só jogadores dos Juniores do clube.
Nesta equipa jogavam Pelé (ex V. Guimarães, Inter, Benfica, e actualmente jogador dos quadros do FC Porto), João Rodrigues (Padroense, que tem um futuro promissor pela frente e chegou a estar no Benfica) e Joel (actualmente no Candal, mas que também passou pelos juniores "encarnados").
Os jovens salgueiristas, honraram da melhor maneira que conseguiram, o emblema do Salgueiros, conseguindo, em 38 jogos, apenas 5 pontos, fruto de uma vitória caseira, sobre o Vilaverdense por 2-1, e de dois empates, um em casa com o Valenciano (0-0), e o outro em casa do Vilanovense (2-2). Pelo meio, venceram o Santa Marta de Penaguião, por 2-0, na 1ª Eliminatória da Taça de Portugal.
Terminaram o campeonato, no 20º e último lugar, como seria de esperar, tendo sido apoiados do 1º ao último minuto do campeonato pelos adeptos.
Em 2005, deu-se o encerramento do futebol sénior do SC Salgueiros, que equipava de camisola vermelha, calção branco e meia vermelha.
Completará, na próxima terça-feira (8 de Dezembro), 98 anos de história.

Palmarés do SC Salgueiros:
Campeonato Nacional da II Divisão (ou Liga de Honra): 2 (1959/1960; 1989/1990)
Campeonato Nacional da III Divisão: 1 (1977/1978)
Presenças Europeias: 1 (1991/1992 - Taça UEFA)
Torneio Internacional de Macau: 1 (1997/1998)

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Históricos do Nosso Futebol: Farense

Sporting Clube Farense.
Fundado a 1 de Abril de 1910, por João Gralho e outros jovens farenses, o Sporting Clube Farense tem a sua sede em Faro, Algarve.
Sendo até um dos poucos clubes portugueses que nasceu sob o regime monárquico.
Os seus primeiros jogos realizaram-se no "Campo de São Francisco", passando depois pelo "Campo da Senhora da Saúde", antes de se instalar em 1924, no "velhinho" Estádio São Luís.
Estreou-se em competições de âmbito nacional na temporada 1934/1935, na II Liga - Série 8, que disputaria também em 1935/1936.
Disputou depois, durante duas épocas a II Liga - Série 10 (36/37 e 37/38, e a II Liga - Série Algarve nas épocas 38/39, 39/40 e 40/41. Sagrando-se campeão da 2ª Divisão durante dois anos consecutivos (38/39 e 39/40), mas não subiu para a 1ª Divisão, devido a esse campeonato poder ser disputado apenas por clubes de Lisboa e do Porto.
Continuou na 2ª Divisão entre 1941/1942 e 1951/1952, vencendo a sua série nas épocas de 41/42, 43/44 e 44/45.
Acabou por descer na temporada 1951/1952 à 3ªDivisão. Em 52/53 na 3ª Divisão, acabaria por se sagrar campeão, e regressar à 2ª Divisão.
Em 53/54, no ano de regresso à 2ª Divisão, disputou a série C, e obteve o 6º Lugar.
Seguiram-se depois, onze temporadas consecutivas a disputar a 2ªDivisão - Zona Sul. A melhor classificação foi a obtenção de dois 1ºs Lugares, nas temporadas 56/57 e 57/58, e a pior classificação foi obtida em 64/65, e foi o 14º Lugar, que valeu a despromoção do Farense à 3ª Divisão.
Jogou depois, a 3ª Divisão, durante quatro temporadas. Entre 1965/1966 e 1968/1969. Consegue a subida em 1968/1969, e no ano de regresso à 2ª Divisão, volta a ser campeão, e alcança nova subida. Desta vez, ascende à 1ª Divisão Nacional.
Disputou, a 1ª Divisão, durante seis temporadas, tendo como melhor resultado o 7º Lugar em 1973/1974, e como pior o 15º em 1975/1976, que valeu a descida à 2ª Divisão.
Seguiram-se, sete temporadas, a disputar a 2ª Divisão Zona Sul, com a obtenção do 1º Lugar em 1982/1983, que valeu novo regresso à Divisão maior do futebol português.
Esteve, praticamente "de passagem" pela 1ª Divisão, pois acabou por descer ao fim da segunda temporada, em 1984/1985.
Em 1985/1986, o clube, volta a estar "de passagem" por um campeonato, pois domina de tal forma a 2ª Divisão, que acaba por se sagrar campeão, e regressa rapidamente ao primeiro escalão do futebol português.
Seguem-se mais três temporadas na 1ª Divisão, todas elas abaixo do 10º Lugar. 15º em 1986/1987, 12º em 1987/1988, e o 18º Lugar em 1988/1989, que valeu nova descida à 2ª Divisão.
Em 1989/1990, o Farense, faz a melhor época da sua história. Vence facilmente a Liga de Honra, e chega à Final da Taça de Portugal. Simplesmente brilhante.
Esteve, depois, doze temporadas consecutivas, na 1ª Divisão Portuguesa. Tendo como melhor classificação um 5º Lugar em 1994/1995, e como pior o 17º Lugar em 2001/2002 (época da sua última participação).
No regresso à 2ª Liga, obtém o 12º Lugar, mas acaba despromovido, em virtude de problemas financeiros.
Disputou a 2ª Divisão B - Zona Sul em 2003/2004, acabando o campeonato em 17º Lugar, não conseguindo escapar a nova descida de divisão.
Em 2004/2005, na 3ª Divisão - Série F, terminou o campeonato em 14º Lugar.
Esteve depois, uma temporada sem futebol sénior, em 2005/2006, regressando em 2006/2007, nos Distritais da AF Algarve.
Em duas temporadas, conseguiu outras tantas promoções. Na 2ª Divisão Distrital, em 2006/2007, foi campeão com 25 vitórias em 32 jogos.
E em 2007/2008, na 1ª Divisão, foi também 1º classificado, com 70 pontos, mais 7 que o segundo, que foi o Lusitano VRSA.
Em 2008/2009, regressou aos campeonatos nacionais. Disputou a Série F da 3ª Divisão, obtendo o 5º Lugar na 1ª Fase. Disputando, depois, o Play-Off de Promoção à 2ª Divisão B, terminando em 3º, a 8 pontos do 2º, falhando a subida.
Actualmente, também na 3ª Divisão - Série F, ocupa o 3º Lugar, em 8 jogos, somando 15 pontos.
Equipa de camisola branca, calção preto, e meia branca.
Completará 100 anos de vida em 2010, e tem a alcunha de "Os Leões de Faro".

Palmarés do SC Farense:
Campeonato Nacional da 2ª Divisão (ou Liga de Honra): 9 (1938/1939; 1939/1940; 1941/1942; 1943/1944; 1944/1945; 1969/1970; 1982/1983; 1985/1986; 1989/1990)
Campeonato Nacional da 3ªDivisão: 2 (1952/1953; 1968/1969;)
Finalista Vencido da Taça de Portugal: 1 (1989/1990)
Campeão Regional do Algarve: 6 (1914/15; 1917/18; 1921/22; 1933/34; 1935/36; 1937/1938)
Campeão Distrital da 1ª Divisão AF Algarve: 1 (2007/2008)
Campeão Distrital da 2ª Divisão AF Algarve: 1 (2006/2007)
Presenças Europeias: 1 (1995/1996 na Taça UEFA)

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Históricos do Nosso Futebol: Campomaiorense

Fundado a 1 de Julho de 1926, o Sporting Clube Campomaiorense, sediado na cidade de Campo Maior, distrito de Portalegre, teve como primeiro presidente, Domingos António Rabiais.
Os registos da primeira participação do clube em competições de nível nacional remontam à longínqua época de 1945/1946. Na altura, o clube participou na II Divisão - Série 13, uma série composta por 6 clubes. Além do Campomaiorense, participavam ainda mais dois históricos, o Sp. Covilhã e o B. C. Branco, e ainda o Portalegrense, o Covilhanenses e o Casa do Povo. Em 10 jogos, o Campomaiorense foi 3º, com 11 pontos.
Em 1946/1947, disputou a II Divisão - Série 14, juntamente com mais três equipas. Foram elas, os Elvenses, o Juventude de Évora e o Portalegrense. O Campomaiorense, não foi além do 4º e último lugar com 0 pontos.
E, na temporada 1947/1948, participou na II Divisão - Série D, onde enfrentou clubes como Portimonense, e Desportivo de Beja, além de ter encontrado o Portalegrense pela 3ª época consecutiva.
Acabou em 6º lugar, num grupo de 8 equipas, e terá sido despromovido aos campeonatos distritais, pois só em 1950/1951, o Campomaiorense voltou a disputar uma prova de caractér nacional (II Divisão - Série D), tendo pela frente clubes como Portimonense e D. Beja (mais uma vez), e ainda Farense e Lusitano VRSA.
Seguiram-se depois duas temporadas na III Divisão. Primeiro, em 1951/1952, na 6ªSérie, depois em 1952/1953, na 7ªSérie.
Mais uma temporada fora dos Nacionais, e um novo regresso em 1954/1995, novamente na 7ªSérie da III Divisão.
Novamente, de fora do panorama nacional, desta vez em 1955/1956. Regressou, em 1956/1957, para a 7ªSérie da 3ªDivisão.
Seguiram-se mais duas épocas, fora dos Nacionais, e um novo regresso em 1959/1960 à 3ªDivisão. Competição, que disputou em 1960/1961, atingindo a fase final, e ascendendo assim à 2ªDivisão - Zona Sul, competição que disputou em 1961/1962, e onde não conseguiria a manutenção.
Em 1962/1963, competiu na 3ªDivisão - 5ªSérie.
Depois dessa época, só volto a encontrar registos do Campomaiorense nos Nacionais, na temporada 1970/1971, na 3ªDivisão Série C, onde não foi além de um 15º lugar, que lhe valeu a despromoção aos Distritais.
Esteve então um ano afastado dos Campeonatos Nacionais, regressando em 1972/1973, para só em 2002 abandonar o panorama nacional do futebol português.
Foram 30 anos, a espalhar o nome do clube pelo País.
Disputou a 3ªDivisão entre 1972/1973 e 1989/1990, alternando entre as séries C, D e E. Tendo como melhor registo entre esses 18 anos, o 3º lugar conseguido, em 1974/1975, e como pior os três 12ºs lugares (1972/1973; 1973/1974; e 1983/1984).
Disputou depois, a 2ªDivisão B, apenas por duas épocas. Primeiro, em 1990/1991, atingiu um magnífico 2º lugar na Zona Sul, e em 1991/1992, sagrou-se vencedor da Zona Centro, ascendendo à Liga de Honra.
Seguiram-se três temporadas no segundo maior escalão do futebol português, e sempre em crescimento. 15º Lugar em 1992/1993, 9º lugar em 1993/1994, e 3º lugar em 1994/1995.
1995/1996, temos a estreia dos alentejanos na 1ªDivisão Portuguesa.
Num plantel onde à primeira vista saltam os nomes de Beto (esse mesmo, ex capitão do Sporting), Jimmy Hasselbaink (ex Chelsea, At. Madrid entre outros) e Paulo Torres (campeão do Mundo em Riade em 1989), as dificuldades eram como seriam de esperar, acrescidas, e o Campomaiorense ficou-se pelo 17º lugar, e consequente descida à Liga de Honra.
O Clube, disputa assim a Liga de Honra em 1996/1997, e não dá hipótese à concorrência, sagrando-se campeão com 62 pontos, mais três que o 2º classificado, o Varzim.
Seguiram-se depois, quatro temporadas na 1ªLiga. Um 11º lugar, em 1997/1998, dois 13ºs lugares, em 1998/1999 e 1999/2000, e finalmente, um 16º lugar em 2000/2001, que culminou na descida do clube.
Em 2001/2002, na 2ªLiga, dá-se a última época do clube a nivel profissional. Termina em 10º lugar o campeonato, depois de ter realizado uma época tranquila.
Mesmo assim, o presidente, João Nabeiro, entende que o clube, não tem condições para continuar nos campeonatos profissionais, e que esta seria a melhor solução para todos, se querem ter o clube de boa saúde desportiva e financeira num futuro próximo.
O regresso do futebol sénior ao Campomaiorense, dá-se na temporada 2005/2006, aquando da inscrição do clube nos campeonatos distritais da AF Portalegre.
Daí para cá, o clube tem feito boas participações, e actualmente é líder da Série A da 1ªDivisão, com 7 vitórias, quando estão 7 jogos disputados.
Conhecido como o clube do "Galgo", ou então devido a ter estampado nas suas camisolas o patrocínio dos "Cafés Delta" nos tempos em que andou pela 1ªLiga, o Campomaiorense continua a disputar os seus jogos caseiros no Estádio Capitão César Correia, e as suas cores são: camisola verde e branca (ás riscas - de forma horizontal), calção preto e meia verde.

Palmarés do SC Campomaiorense:
Campeonato Nacional da 2ªLiga (ou Liga de Honra): 1 (1996/1997)
Campeonato Nacional da 2ªDivisão B: 1 (1991/1992)
Campeonato Nacional da 3ªDivisão: 1 (1960/1961)
Finalista Vencido da Taça de Portugal: 1 (1998/1999)
Campeonato Distrital da AF Portalegre: 1 (1945/1946)
Campeonato Distrital de Reservas da AF Portalegre: 2 (1981/1982; 1990/1991)
Vencedor da Taça de Honra da AF Portalegre: 2 (1979/1980; 1983/1984)