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sexta-feira, 7 de junho de 2013

II Divisão: Três históricos regressam com duas subidas consecutivas

(Felgueiras e Salgueiros defrontaram-se em 10/11 e 11/12, e podem voltar a ser adversários.)
O passado de Felgueiras, Salgueiros e Barreirense devia valer, por si só, presença assídua e garantida nos campeonatos profissionais.
Como não garante, este trio de históricos que nos últimos anos andou 'perdido' nos escalões inferiores, sendo que dois deles até mudaram de 'identidade', estará de regresso à II Divisão na próxima temporada, depois de terem alcançado a segunda subida consecutiva na presente época.
A história diz-nos que estes três emblemas nunca estiveram juntos em qualquer campeonato ou escalão, mas partilham um dado curioso: deixaram as competições profissionais por ordem crescente, com as duas formações nortenhas a deixarem a Liga de Honra por motivos extra-futebol.
Em 03/04, o Salgueiros foi 6º classificado, e acabou despromovido na secretaria; em 04/05, o Felgueiras foi 11º no segundo escalão, e além de despromovido também na secretaria, nem chegou a disputar a II Divisão B; enquanto que o Barreirense, em 05/06, terminou no 15º lugar, e acabou despromovido devido à alteração dos campeonatos, que fez com que nesse ano descessem não três, mas seis equipas.
Esta época, divididos pelas séries B, C e E da III Divisão, Felgueiras, Salgueiros e Barreirense alcançaram posições distintas: os durienses venceram a sua série; os portuenses foram segundos na Série C; e a formação barreirense subiu como sendo um dos melhores terceiros classificados.
O objectivo destas três equipas passava, naturalmente, pela subida de divisão, ainda para mais devido à extinção da III Divisão. Até aqui nada de extravagante, mas convém então referir que esta foi a segunda subida consecutiva destes três históricos, que ainda em 10/11 alcançaram posições modestas nos respectivos campeonatos Distritais.
As subidas começaram a ser construídas na época passada, logicamente, começando pelo Norte, onde Felgueiras e Salgueiros ocuparam as duas primeiras posições da Divisão de Honra. Na AF Setúbal, o Barreirense acabou em igualdade pontual com o Vasco da Gama de Sines, mas assegurou a primeira posição e respectiva promoção de forma directa.
Na temporada agora finda, o Felgueiras, na Série B, manteve o taco-a-taco com a AD Oliveirense pela liderança até à última jornada, e a vitória sobre o Pedras Rubras por 2-0, serviu para confirmar o primeiro lugar. A subida, essa, nunca esteve em causa ao longo da temporada.
Na Série C, o Salgueiros ocupou sempre os lugares de subida, maioritariamente a segunda posição, lugar em que havia de terminar a época, garantindo também a subida de forma directa sem grandes dificuldades ao longo da prova, até porque os três primeiros lugares estiveram quase sempre 'reservados' para Grijó, salgueiristas e Estarreja.
Por fim, mais a Sul, o Barreirense foi o que mais 'sofreu' dos três para garantir a subida: com uma primeira fase algo inconstante em termos de resultados, a presença nos seis primeiros acabaria por ser assegurada apenas na última jornada. Na segunda fase, a formação do Barreiro chegou a estar posicionada na vice-liderança, mas mais uma vez, apenas na última jornada conseguiu garantir o seu objectivo, aproveitando um empate do Fabril, para ser um dos cinco melhores terceiros classificados, assegurando assim a promoção à II Divisão, seis anos depois de lá ter participado pela última vez.
Destes três históricos, os barreirenses são mesmo a última equipa a ter participado na II Divisão B, na altura, na temporada 06/07, acabando por descer à III Divisão, somando assim uma inédita segunda ... descida consecutiva.
Já Felgueiras e Salgueiros, na última vez que participaram no terceiro escalão do nosso futebol, ainda foi debaixo das 'antigas' designações: os durienses, ainda Futebol Clube Felgueiras, venceram a Zona Norte da II Divisão B em 91/92, e não mais lá voltaram; os salgueiristas, ainda Sport Comércio e Salgueiros, terminaram a mesma prova na última posição com apenas cinco pontos, na época 04/05.
A próxima temporada deverá ser de afirmação destes três históricos 'renascidos', dois deles com nova 'cara' e com as mesmas ambições do passado: jogar nas ligas profissionais.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Magno: "Éramos melhores contra os primeiros"

(Magno realizou vinte e cinco jogos na II Divisão, tendo apontado um golo.)
Pela segunda vez na sua história, o Cesarense participou na Zona Centro da II Divisão e, desta vez, alcançou a manutenção, necessitando 'apenas' de mais quatro pontos do que os que havia feito há duas temporadas atrás.
Apesar de ter feito uma temporada algo irregular em termos de resultados, a formação de Cesar andou sempre fora da linha-de-água, alcançando a manutenção de forma tranquila.
O blogue conversou com Magno, avançado dos oliveirenses, que começou por explicar os motivos da 'tal irregularidade', referindo ainda o facto curioso da equipa jogar melhor diante dos adversários do cimo da tabela:
"As dificuldades começaram ainda antes do início da época, uma vez que quando o plantel estava a ser construído, alguns patrocinadores anunciaram que esta época não iriam investir tanto, e esses cortes de última hora limitaram as opções do clube. Essas limitações levaram a uma remodelação do plantel, sendo que cerca de 80% da equipa era nova, com muitos jogadores provenientes do Distrital, mas que não eram de qualidade inferior aos que já estavam no plantel. O arranque instável deveu-se então ao tempo de adaptação que foi necessário para os jogadores se conhecerem e assimilarem as ideias do mister. Mesmo assim, o plantel teve que sofrer novos ajustes em Janeiro, e a partir daí sim, a equipa começou a estar mais entrosada e arrancou para uma ponta final melhor. Houve também uma questão curiosa: é que a equipa realizou sempre melhores jogos e melhores resultados contra as equipas que iam nos lugares cimeiros, e nos jogos que eram com os nossos adversários directos, facilitávamos e perdíamos a vantagem pontual que tínhamos, daí esta irregularidade."
Na escolha dos momentos mais marcantes da época, Magno elege a série de seis jogos consecutivos sem perder, como o melhor momento da temporada:
"O ponto baixo foram as duas derrotas seguidas na segunda volta, primeiro no Operário por 4-0 e, na semana seguinte, em casa com o Lusitânia por 2-1, e que nos atirou para próximo da linha-de-água, complicando as contas da manutenção. O ponto alto foi precisamente a partir destas duas derrotas, em que fizemos uma série de seis jogos sem perder, dos quais destaco duas vitórias seguidas, a primeira em Castelo Branco por 2-1, e depois em casa com o Sousense, também por 2-1, onde marcámos os golos aos 84' e  aos 93' minutos."
Titular em vinte e um jogos - suplente utilizado por quatro vezes -, Magno apontou um golo e considera que realizou uma boa temporada:
"A nível pessoal penso que fiz uma boa época, mas sei que posso fazer melhor. Sempre que estive disponível fui opção para o mister Martins, tendo falhado quatro jogos devido a uma rotura muscular, depois de ter começado bem a época, e após a lesão passei uma fase em que foi complicado recuperar fisicamente, mas voltei a terminar bem a temporada. Foi uma época em que só marquei um golo, tendo jogado esta época mais sobre o meio-campo, ora como interior, ora como 'dez', visto que gosto mais de jogar no ataque. Mas foi uma boa experiência, e senti-me bastante útil no plantel."
No que diz respeito à próxima época, o jogador refere que tudo está em aberto:
"O Cesarense tem infra-estruturas para continuar a desenvolver um bom trabalho, e tenho que referir que as pessoas procuraram sempre que nada nos faltasse, e aí o trabalho do mister Martins foi muito importante. Para a próxima época, está tudo em aberto. Os meus objectivos passam por continuar a fazer uma boa carreira, onde continue a deixar a minha marca, tanto técnica como humanamente. Estou numa fase em que estou a estabilizar a minha vida profissional e familiar, daí que bons projectos que me garantam estabilidade, sejam bem-vindos. Para já está tudo em aberto, tanto a continuidade como uma possível mudança, pelo que vou esperar pela melhor oportunidade e pelo melhor projecto que me seja apresentado, para decidir."
Aos 25 anos, Magno dividiu a sua formação entre Avanca, Taboeira e Beira-Mar, tendo se estreado como sénior ao serviço dos avanquenses. Posteriormente representou o Estarreja e o Vigor da Mocidade, tendo chegado ao Cesarense esta temporada.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Capela: "Nunca atirámos a toalha ao chão"

(Plantel do Sp. Espinho teve uma época complicada, mas acabou em quarto lugar.)
Depois de ter ficado muito perto de subir à II Liga na época passada, o histórico Sp. Espinho obteve esta temporada o quarto lugar, também na Zona Centro da II Divisão, numa época recheada de problemas, principalmente a nível de questões salariais.
Apesar disto, o 'Tigre da Costa Verde' parece dar-se bem com os problemas que todos os anos lhe aparecem, como provam as duas últimas classificações que alcançou.
O Conversas Redondas falou com Capela, avançado e melhor marcador dos espinhenses, que aponta o trabalho como 'segredo' da época, mas refere que não foi um 'trabalho qualquer':
"Posso dizer que o trabalho foi a chave do segredo, mas não foi um trabalho qualquer. Foi um trabalho orientado por uma pessoa como eu nunca vi no Mundo do futebol. Nesse caso, o mister Fernando Valente foi essencial para ultrapassarmos todas, ou quase todas, as adversidades. Faltava-nos quase tudo, quase tudo mesmo. Tivemos, inclusive, casos no limiar da fome. Como era normal, a certa altura, as opções que nos restavam era sair do clube, ou então mesmo naquelas condições, aceitar ficar. E a partir do momento em que a maioria aceitou ficar, aí sim só nos restava uma coisa: trabalhar, e consequentemente, darmos o melhor de nós, pois sabíamos que só assim podíamos aspirar a algo bom. A nível psicológico, o treinador também retirou sempre o melhor de cada um, mas o facto da equipa ser jovem e os jogadores terem aspirações, claro que também ajudou a 'segurar o barco'. O amor ao clube em detrimento de outras condições, ajudou a que a equipa se mantivesse unida, e uma equipa unida vale sempre mais. Se a tudo isto quiserem chamar 'segredo', então, para mim, este foi o 'segredo'."
A três jornadas do fim, o Sp. Espinho visitava o terreno do líder Ac. Viseu, estando a três pontos dos viseenses, que lideravam de forma isolada. A derrota arrumou definitivamente com os Tigres da discussão da subida, e para o avançado, as coisas poderiam ter corrido de forma diferente, caso o plantel não fosse constantemente assolado por vários problemas:
"Os problemas que tivemos sem dúvida que nos afectaram ao longo do campeonato, e deixaram, por vezes, marcas enormes em alguns jogos. Tivemos semanas onde as discussões eram muito intensas, e nos desviavam do essencial, que era treinar. Nas visitas ao São João de Vêr e ao Cinfães, sofremos duas derrotas por 3-0, com exibições pálidas da nossa parte, e que são o espelho dessas semanas onde o nosso foco estava desviado. Isso claro que deixa sempre a pensar "e se não tivéssemos esses problemas, e pudéssemos estar 100% concentrados no essencial, será que seria diferente?" No entanto, nunca atirámos a toalha ao chão, demos sempre a volta mesmo em cima de falsas promessas que nos eram feitas por responsáveis do clube. As condições faltaram sempre, mas se faltasse a união aí estava tudo perdido, e nesse sentido fomos sempre muito fortes, mas conscientes das nossas limitações dentro e fora de campo. Em relação à luta pela subida, penso que podíamos ter lutado mais um pouco se as condições realmente fossem melhores. Por exemplo, no dia do jogo em Viseu, chegámos ao Estádio do Fontelo já passava das três da tarde, e o jogo era às quatro, a chegada foi algo atribulada, e o Ac. Viseu, segundo sei, estava num hotel a preparar minuciosamente o jogo. Claro que são coisas pequenas, mas se pudéssemos ter ido um dia antes e ficar num hotel mais descansados, será que não poderíamos ter feito melhor? Não tenho a certeza, como é lógico, mas talvez fosse possível. Claro que isto tudo são 'ses', mas os 'ses' são legítimos. Aproveito para felicitar o Ac. Viseu, que tinha uma grande equipa, tem um belo estádio, e teve uma cidade a apoiar e a criar um ambiente fantástico para que o clube chegasse onde chegou."
Na escolha dos pontos-chave da época, Capela destaca a boa temporada realizada pelo plantel apesar das já citadas dificuldades:
"O ponto alto da época para a equipa, é o triunfo em casa sobre o Pampilhosa, onde ficamos com a possibilidade de discutir o primeiro lugar. Mas a época em si já foi enorme por tudo o que fizemos. Havia jogadores de outras equipas constantemente a dar-nos os parabéns pelo nosso desempenho, e isso era muito gratificante. Pontos baixos infelizmente foram alguns, as derrotas, principalmente nas últimas três jornadas, onde a equipa praticamente já tinha dado tudo, e após perder no Fontelo, aquilo que ainda nos alimentava acabou, que era o sonho do primeiro lugar."
No segundo ano ao serviço do Sp. Espinho, Capela realizou trinta jogos, vinte e nove como titular, tendo apontado treze golos, sagrando-se o melhor marcador da equipa. A época em termos pessoais foi, por isso, produtiva:
"Esta foi a minha segunda época no SC Espinho, e o clube em geral não sabia bem o que podia contar comigo, uma vez que no primeiro ano mal joguei devido a alguns desentendimentos com a equipa técnica. Ainda assim, voltaram a apostar em mim, e penso que não estão arrependidos. A época foi produtiva. Comecei com golos, depois tive uma quebra física que baixou o meu rendimento, mas após alguns ajustes voltei em força, e dei tudo pelas cores do Sp. Espinho, e essencialmente pelos meus colegas e equipa técnica, que sempre acreditou que o 'melhor ainda estava para vir'. E assim foi, com um momento inesquecível, que foi o segundo golo contra o Pampilhosa. Por isso estou contente com a minha prestação, claro que 'aqui e ali' podia ser melhor, mas estou satisfeito."
Quanto à próxima época, o avançado revela que ainda não sabe qual será o seu futuro, mas não esconde o desejo de jogar nos campeonatos profissionais ou até no estrangeiro:
"O futuro está em aberto. A II Divisão infelizmente acaba muito cedo, muitos dos clubes profissionais não têm a situação resolvida, e a III Divisão ainda não acabou. Gostava de ter uma oportunidade no futebol profissional, sem dúvida, ou até mesmo no estrangeiro, mas para já ainda nada está definido. Vou esperar pela melhor oportunidade, não só financeira, como também desportiva."
Aos 27 anos, Capela cumpriu então a segunda temporada ao serviço do Sp. Espinho, depois de ter sido formado no U. Lamas, clube por quem se estreou como sénior, ainda com idade de júnior. Posteriormente representou FC Marco, Sanjoanense, Esmoriz, Pampilhosa, Coimbrões, Candal e AD Oliveirense, antes de chegar aos 'Tigres' em 2011.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Bispo: "Amarante está de parabéns"

(Aos 35 anos, Bispo cumpriu a terceira temporada consecutiva ao serviço do Amarante.)
Depois de um sensacional quinto lugar na Zona Norte da II Divisão na época passada, o Amarante fez esta época um campeonato algo irregular, acabando o campeonato na décima primeira posição, ainda assim com alguma tranquilidade relativamente à linha-de-água.
O blogue conversou com Bispo, defesa-esquerdo dos amarantinos, que frisou ser errado comparar a temporada passada com a actual, referindo que a época foi positiva e o clube está de parabéns:
"É errado quando comparamos a época passada à deste ano, isto porque como todos nós sabemos, o plantel do Amarante sofreu uma enorme remodelação, passando a ser um plantel mais jovem, com menos experiência, mas com muita vontade de crescer e aprender. Além disso, este ano o Amarante actuou num campeonato bastante mais competitivo, com plantéis recheados de bons jogadores, e com vários candidatos ao título final. Assim sendo, penso que a época acabou por ser bastante positiva, e o Amarante FC está de parabéns."
Na eleição dos pontos determinantes da época, Bispo destaca a série de jogos sem perder da equipa, como o melhor momento da temporada:
"O ponto alto foi sem dúvida a série de seis jogos que estivemos sem perder. O ponto baixo foi, na minha opinião, o jogo com o Mirandela em nossa casa, perdendo o Amarante uma excelente ocasião de se colar ao primeiro lugar, e partir com outra confiança para o que restava do campeonato."
Titular em vinte e cinco jogos, sem fazer qualquer golo, o jogador considera que esta foi uma boa época a nível pessoal:
"A nível pessoal, a época foi muito positiva, uma vez que não tive lesões e, sobretudo, pela quantidade de jogos efectuados, em que pude dar o contributo à equipa."
Quanto à próxima temporada, Bispo abre as portas à renovação:
"O futuro a Deus pertence, como se costuma dizer. De qualquer forma, se o Amarante achar que tenho capacidades para ajudar a equipa mais uma época, terei todo o gosto em fazê-lo."
Actualmente com 35 anos, Bispo foi formado no Guarda, por quem se estreou como sénior, tendo representado posteriormente Ac. Viseu, Operário, Torreense, Sp. Espinho, Naval, Paços de Ferreira, Trofense, Fátima e Paredes, antes de chegar ao Amarante em 2010.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Paulo Campos: "Sentimos que estávamos a representar o quarto grande"

(Há quatro temporadas no Boavista, Paulo Campos é o segundo na hierarquia dos capitães.)
As palavras são de Paulo Campos, sub-capitão do Boavista, que falou ao blogue sobre a época algo irregular dos axadrezados na Zona Norte da II Divisão.
Uma troca de treinador à quarta jornada e uma certa irregularidade nos resultados, fizeram com que o Boavista terminasse a prova na décima posição, o pior registo desde que em 09/10 os portuenses caíram no terceiro escalão do futebol luso.
Paulo Campos começou precisamente por explicar essa tal irregularidade da equipa, destacando o lançamento de jovens da 'cantera' axadrezada, tal como o facto do grupo ter começado a recuperar a todos os níveis com a passagem de Petit para treinador:
"Realmente o nosso início não foi o desejado. Exibições menos conseguidas ditaram o alargamento pontual para os clubes do cimo da tabela. Após a mudança da equipa técnica, iniciamos uma recuperação consistente. Jogo após jogo, a equipa dava amostras de auto-confiança. Jogadores que até à data não estavam a corresponder, conseguiram com maior rigor, maior exigência individual e colectiva, mostrar o seu real valor. A Zona Norte é a mais competitiva das três zonas, e foram muitos os clubes a apostar forte na subida de divisão, aliado também ao facto desta época ser a última da III Divisão Nacional, e os clubes que descessem, irem directamente para os Distritais. Todos estes factores, serviram de catalisador para que se intensificasse ainda mais a luta pela subida e pela permanência. Depois do começo negativo, foi muito difícil recuperar o comboio da frente da tabela classificativa. Depois do jogo em Mirandela, que perdemos 1-0, ficamos a onze pontos do primeiro lugar e arredados da luta pela subida. O mister começou a efectuar alterações no onze e a dar oportunidade a novos valores, jovens com enorme qualidade e com um futuro repleto de sucesso. Posso citar alguns nomes: Carraça, Cláudio Lopes, Tiago, Miguel Cid, Pedrinho e Rúben Alves."
O lateral/extremo-direito dos axadrezados, refere que o objectivo do clube nunca foi outro a não ser a manutenção, mencionando também o que mudou com a troca de Amândio Barreiras por Petit:
"O objectivo do clube, não era mais do que a manutenção, o que foi garantido de uma forma prematura e nunca esteve em causa. Claro que iriamos entrar em cada jogo para vencer e discutir o resultado. O mister Amândio é um bom treinador, uma excelente pessoa, mas não conseguiu fazer com que o grupo, principalmente os mais novos e inexperientes, percebessem a responsabilidade de representar o Boavista como Seniores. A camisola ao xadrez é 'pesada', pois tem nela uma história como pouquíssimos clubes têm em Portugal. Com o Petit, veio maior responsabilização individual, maior responsabilização colectiva, percepção por parte de todos das dificuldades, mas também da honra que é representar o Boavista Futebol Clube. A mensagem entrou bem, a intensidade e competitividade dos treinos e dos jogos era outra, pois deixou-se de sentir que se estava a jogar no Boavista da II Divisão B, e começou-se a sentir que estávamos a jogar no quarto maior clube português."
Na escolha dos momentos mais marcantes da época, Paulo Campos refere o 'dar a conhecer' da grande qualidade que o plantel tinha, como o ponto mais alto:
"O aspecto negativo da época foi a derrota em Mirandela e afastamento definitivo da luta pelo primeiro lugar. O ponto alto foi dar a conhecer a enorme qualidade de um plantel que o mundo do futebol conotava como fraco e condenado à descida de divisão."
Com três golos marcados em vinte e quatro jogos, Paulo Campos considera que fez uma época positiva, até porque não sofreu nenhuma lesão grave:
"A nível pessoal, a época foi positiva, dado que não sofri nenhuma lesão grave. Servir o meu clube e estar disponível para tudo, foi a minha preocupação. Os altos e baixos de forma são normais no futebol. Quando estamos bem, tudo parece simples, quando as coisas não estão tão bem, temos que ter capacidade para minimizar a probabilidade de errar e ter argumentos para contornar as dificuldades. Temos que entender os defeitos e valorizar as virtudes."
Aos 36 anos, e depois de passagens por Castêlo da Maia, Dragões Sandinenses, Machico, Lusitânia, Sp. Espinho, Sanjoanense, Esmoriz e Sp. Covilhã, Paulo Campos representa o Boavista desde a temporada 09/10, tendo feito uma ligeira interrupção neste trajecto na temporada passada, quando saiu em Janeiro para representar o Mondercange do Luxemburgo.

Paulo Freixo: "Segredo foi o trabalho sério"

(Paulo Freixo, à direita, em acção frente ao Rio Ave na Taça de Portugal da época passada.)
Em ano de estreia na II Divisão, o Sousense alcançou o sétimo lugar na Zona Centro, acabando assim em grande estilo uma temporada pautada pela tranquilidade na tabela.
A época actual culminou assim com a estabilização do projecto de um clube, que há apenas três anos atrás, conquistou a Divisão de Honra da AF Porto.
Desse feito restam nove jogadores, entre os quais, Paulo Freixo, que falou ao blogue sobre o 'segredo' para a boa campanha dos gondomarenses na II Divisão:
"O segredo para esta campanha foi o trabalho sério que fizemos. Sempre acreditámos no nosso valor, e nas nossas capacidades, pois somos uma equipa que vem jogando junta há já alguns anos, e isso ajuda sempre. Mas o verdadeiro segredo foi a conjugação da nossa qualidade com o espírito de união que existe entre todos os elementos do clube, desde jogadores, treinadores e dirigentes. No seu total, o Sousense é uma família."
Nas quinze equipas que defrontou, o Sousense apenas não conseguiu pelo menos pontuar, frente a Cinfães e Cesarense. Se contra o Cinfães pode ser considerado 'normal' por ser um candidato à subida, o que falhou então frente ao Cesarense, equipa que ficou ligeiramente acima da linha-de-água? Paulo Freixo aponta as 'culpas' ao 'factor sorte':
"Nós como jogadores trabalhamos sempre sério em todos os jogos, para sairmos vitoriosos. No entanto, existem sempre jogos que correm melhores que outros. Contra o Cesarense, ambos os jogos nos correram mal e o 'factor sorte' contou muito. Porém, a II Divisão é mesmo muito equilibrada, e os pormenores é que fazem a diferença."
Na eleição dos momentos mais marcantes da época, o trinco dos gondomarenses elege a vitória em SJ Vêr por 5-2 - que praticamente garantiu a permanência -, como o momento mais alto da temporada:
"O ponto mais alto da época, sem dúvida que foi a vitória em São João de Vêr, uma vez que para além do bom jogo que fizemos, praticamente garantimos a permanência quando ainda faltavam alguns jogos para o fim, pelo que posso dizer que foi um grande sentimento de alegria. Um clube como o Sousense, com o orçamento que possuí, e ficar em sétimo lugar logo no ano de estreia na II Divisão, é uma enorme satisfação. O ponto mais baixo foi o início do campeonato, pois estávamos expectantes, uma vez que não conhecíamos a forma de jogar da maioria das equipas. Mas, felizmente, nunca estivemos em posição de descida, e isso deixou-nos tranquilos."
Com vinte e oito jogos no campeonato, vinte e seis como titular, Paulo Freixo sofreu uma grave lesão na recta final da época, mas acaba por fazer um balanço positivo da temporada:
"Penso que a exemplo da equipa, a época correu-me bem. Atingi os objectivos propostos durante a temporada, que passavam por jogar regularmente, e fazer com que o Sousense se mantivesse na II Divisão. Como esses objectivos foram concretizados, estou satisfeito e com sentimento de dever cumprido. Ficámos em sétimo lugar e fizemos história no clube. Apesar disto, a uma semana do final de época, sofri uma lesão grave - fractura da perna - que me vai atrapalhar o início da próxima temporada, mas acredito que regressarei ainda mais forte."
No que diz respeito à próxima temporada, Paulo Freixo aponta a lesão que sofreu como 'entrave', pretendendo, por agora, focar-se apenas na recuperação:
"Como disse anteriormente, sofri uma lesão grave que atrapalhou todo o meu futuro. Por enquanto não sei de nada, e estou apenas focalizado na recuperação. Apenas tenho a certeza de que irei regressar, e quando o fizer, voltarei ainda mais forte."
O jogador deixou ainda uma mensagem de apreço ao blogue:
"Desde já quero deixar uma mensagem de respeito e gratidão ao 'Conversas Redondas', um espaço digno de notícias de futebol que acompanha a II Divisão. Um bem-haja."
Aos 23 anos, Paulo Freixo dividiu a sua formação entre Crestuma, Candal, Leverense e Infesta, clube por quem se estreou como sénior. Depois de época e meia ao serviço dos seniores infestistas, mudou-se para o Sousense a meio da época 09/10, clube que representa até hoje.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Ladeira: "Equipa tem muita qualidade individual"

(Frente ao Sp. Braga, o Pampilhosa perdeu por 3-1 na Taça de Portugal.)
Depois de um arranque algo intermitente na Zona Centro da II Divisão, o Pampilhosa acabou por arrancar para uma época tranquila, acabando no quinto lugar em igualdade pontual com o BC Branco, chegando mesmo a ser terceiro classificado a poucos jogos do fim.
O blogue chegou à fala com Pedro Ladeira, médio ofensivo/extremo dos bairradinos, que começou por referir o facto do plantel ser praticamente todo novo, como o factor decisivo no arranque da temporada:
"Apenas cinco jogadores transitaram da época passada, e isso era uma desvantagem para nós em relação a muitas equipas. Esta nossa equipa tem muita qualidade individual, e a partir de certa altura, quando conseguimos conciliar o individual com o colectivo, os níveis de confiança aumentaram, e os resultados começaram a aparecer."
Essa recuperação do emblema bairradino no campeonato, culminou, como já disse, na chegada ao terceiro lugar a somente quatro jornadas do fim da prova. A subida era difícil, reconhece Ladeira, mas a 'esperança' chegou a 'aparecer' no balneário:
"Sabíamos que era difícil subir de divisão, pois tínhamos noção que estavam equipas mais bem posicionadas para o conseguir. Porém, não nego que a certa altura existiu uma 'esperançazinha', mas, infelizmente, não passou disso."
Na eleição dos momentos da época, o jogador natural de Aveiro indica a 'pressão' causada no topo da tabela como o ponto mais positivo de uma temporada em que o Pampilhosa eliminou o Sp. Covilhã na Taça de Portugal, caindo depois aos pés do Sp. Braga:
"Ponto baixo da época, sem dúvida que foi o nosso arranque de campeonato. O ponto mais alto, foi termos atingido cedo os objectivos, e termos causado alguma 'pressão' no topo da tabela."
Pedro Ladeira participou em vinte e três jogos no campeonato, catorze como titular, tendo apontado três golos numa temporada em que falhou algumas partidas por estar ao serviço de Portugal no Mundialito de Futebol de Rua, como o blogue anunciou oportunamente. O médio diz-se satisfeito com a época realizada:
"A nível pessoal, a época correu-me bem. Sempre que fui chamado tentei cumprir, e penso que as pessoas no clube, ficaram satisfeitas com o meu trabalho."
No que diz respeito à próxima temporada, Ladeira revela que todo o plantel foi convidado a renovar contrato, mas nada está definido em relação ao seu futuro:
"A equipa foi toda convidada a renovar, embora tenha sido verbalmente. Contudo, vou aguardar pelo final de todos os campeonatos, e pensar bem no que vai ser melhor para mim na próxima época."
Actualmente com 28 anos, Pedro Ladeira realizou a sua formação no Beira-Mar, tendo representado o Barroca por uma ano. Ao serviço dos auri-negros estreou-se como sénior na I Liga, onde jogou duas temporadas, antes de representar o Avanca durante três épocas. Depois representou Nelas, Sp. Espinho e Oliv. do Bairro, antes de chegar ao Pampilhosa esta temporada.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

André Nogueira: "Têm que reconhecer a grande primeira volta que fizemos"

(André Nogueira, na foto diante do Belenenses para a Taça, foi o melhor marcador do Anadia.)
À décima sexta jornada, o Anadia liderava a Zona Centro da II Divisão contra todas as expectativas, já depois de ter 'obrigado' o Belenenses a ir a prolongamento na Taça de Portugal.
Porém, o declínio dos bairradinos começou aí, uma vez que se seguiram dez jogos sem conhecer o sabor da vitória, que atiraram com o clube para um modesto décimo lugar.
Sete pontos nos últimos quatro jogos, incluindo uma vitória 'gorda' sobre candidato à subida Cinfães, por 3-0, levaram os 'trevos' ao oitavo lugar final. O blogue conversou com André Nogueira, defesa-direito do Anadia, que refere a 'necessidade' de se reconhecer a grande primeira volta do clube:
"Penso que, mais importante que tentar responder ao que aconteceu para que houvesse essa quebra na segunda volta do campeonato, é preciso reconhecer a fantástica primeira volta de uma equipa que, de todas as equipas desta série, é claramente a que tem menor orçamento, com um treinador novo e que apenas tinha no plantel sete jogadores oriundos da época anterior. Respondendo à pergunta, penso que o que mudou foram 'somente' os resultados, porque continuamos a jogar o mesmo futebol que apresentávamos até então, mas por este ou aquele motivo a vitória teimava em não aparecer. Entrámos, então, numa fase terrível de dez jogos sem ganhar, onde como é óbvio, e por muito que se tente dizer o contrário, a equipa perdeu alguma confiança e até algum rigor táctico. O importante a reter desta época desportiva é que em três anos que o clube tem na II Divisão Nacional, nunca fez uma época tão tranquila, a ponto de ter entrado nas últimas jornadas sem a pressão dos resultados."
O Anadia liderou a prova em três jornadas intercaladas, e andou durante bastante tempo a 'morder os calcanhares' aos líderes. André Nogueira esclarece que o único objectivo do clube passava inteiramente pela manutenção:
"O objectivo do Anadia FC sempre foi o da manutenção, mas que fique claro também, que enquanto estivemos nos lugares cimeiros, o nosso objectivo era mantermo-nos lá o maior tempo possível. Depois quando se tem uma equipa jovem e se está nos primeiros lugares, é normal que haja a ambição de se falar na subida, mas nunca foi esse o nosso primeiro objectivo."
Na escolha dos principais momentos da época, André Nogueira elege três jogos em particular, sendo um deles a vitória sobre o SJ Vêr, que colocou a equipa na liderança:
"Na minha opinião, o ponto alto da época foi quando na primeira jornada da segunda volta, ganhámos em casa ao SJ Ver e passámos a liderar o campeonato. Houve também o jogo da Taça, contra o Belenenses, onde obrigámos o campeão da Segunda Liga a ir a prolongamento, e ainda o jogo da segunda volta contra o Cinfães, onde quebrámos a fase de dez jogos sem ganhar, com uma vitória por 3-0. O ponto baixo da época, como não poderia deixar de ser, foi a fase de dez jogos sem vencer, depois de termos alcançado o primeiro lugar no campeonato."
Em tempos, André Nogueira foi uma promessa da formação onde Sporting, tendo evoluído ao lado de Rui Patrício, André Marques, João Moutinho e Pereirinha, entre muitos outros jogadores. O lateral direito foi o melhor marcador da sua equipa com nove golos em vinte e oito jogos e, por isso, destaca uma boa época a nível individual:
"A nível pessoal a época correu muito bem. Dos trinta e dois jogos oficiais que o Anadia FC teve, joguei trinta e fiz nove golos, tendo sido o melhor marcador da equipa. Foi o ano onde, claramente, me senti melhor e penso que isso se reflecte nos números finais da época."
Após sete temporadas consecutivas na II Divisão B, repartidas por quatro clubes, dois deles com grande história no nosso futebol, André Nogueira não esconde a ambição de chegar aos campeonatos profissionais, seja ou não em Portugal:
"Na próxima época espero ter a oportunidade que nunca tive, que é a de jogar num campeonato profissional, seja em Portugal ou no estrangeiro."
Actualmente com 26 anos, André Nogueira dividiu a sua formação entre o Anadia e o Sporting, tendo representado os leões durante cinco épocas. Como sénior, ainda não conheceu outro escalão a não ser a II Divisão B, tendo vestido as camisolas de Esmoriz, Atlético e Torreense, antes de regressar ao Anadia na temporada 10/11.

Amaral: "É uma situação triste"

(Amaral, à direita, em acção contra o Cinfães, apontou treze golos em vinte e nove jogos.)
Marcou treze golos, foi o melhor marcador da Zona Centro da II Divisão, mas a sua equipa desceu. Falo de Nuno Amaral, ponta-de-lança do Lusitânia dos Açores, e que é o primeiro atleta da II Divisão a falar com o 'Conversas Redondas' sobre a temporada 12/13.
A temporada dos açorianos começou mal, parecia querer endireitar-se, e acabou nos Distritais a pouco mais de quinze minutos do fim da última jornada.
Depois de quatro épocas consecutivas na Série Açores da III Divisão, os lusitanistas regressaram à II Divisão com um plantel cem por cento açoriano e, no entender de Amaral, pagaram caro o facto de terem um plantel algo inexperiente nestas andanças:
"De facto, a nossa primeira volta não foi muito positiva devido à nossa falta de experiência, pois tivemos de nos adaptar a outra realidade, e não foi fácil. Mas depois recuperamos bem, e conseguimos fazer bons resultados que nos permitiram sonhar até ao fim do campeonato. Contudo, infelizmente não nos foi possível alcançar a manutenção."
Com treze golos em vinte e nove jogos, Amaral sagrou-se o melhor marcador da Zona Centro da II Divisão, mas a sua equipa acabou despromovida. O avançado confessa uma certeza tristeza com esta situação, mas agradece ao clube a boa época realizada a nível pessoal:
"Senti-me muito triste com toda esta situação. Não foi fácil digerir o facto de ter sido o melhor marcador do campeonato, e a equipa descer de divisão. A nível pessoal foi a minha melhor época. Senti-me muito bem, o clube deu-me todas as condições para eu fazer o meu trabalho, e só tenho que agradecer a todos por isso."
Nas últimas cinco jornadas, o Lusitânia somou duas vitórias e três empates, acabando por sofrer o golo do empate em Cinfães, na última jornada, ao minuto 75', resultado que atirou com o clube para os Distritais. Amaral nega o 'acusar de pressão' por parte do plantel:
"Nunca sentimos pressão, especialmente nesse jogo. Sabíamos que tinhamos de vencer o nosso jogo e fomos para a última jornada em Cinfães com esse objectivo. Infelizmente não conseguimos."
Nos destaques da época, o ponta-de-lança natural de São Miguel destaca a goleada imposta ao vizinho e rival Operário como o ponto positivo da temporada:
"Para mim, o ponto alto da época foi termos vencido o Operário por 5-0. Era um derby, e para mim foi especial, devido à minha anterior passagem pelo Operário. Quanto ao ponto baixo, é sem duvida a descida de divisão, pois todos nós acreditamos até ao último jogo que era possível, mas, infelizmente, não aconteceu. Ficamos todos muito tristes."
No que diz respeito à próxima temporada, Amaral ainda não tem o futuro definido:
"Quanto ao meu futuro, nada está definido. Vamos ver o que acontece."
Aos 23 anos, Nuno Amaral dividiu a sua formação entre o Atlético de Bretanha e o Águia de Arrifes, clube de onde transitou para os seniores do Operário. Depois de quatro temporadas ao serviço dos 'lagoenses', chegou esta temporada ao Lusitânia.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

II Divisão: Campeão decide-se no Restelo

(Estádio do Restelo acolherá triangular de apuramento do campeão da II Divisão.)
Ao contrário do que estava programado, D. Chaves, Ac. Viseu e Farense não terão de correr o país de lés-a-lés para discutirem o título de campeão da II Divisão Nacional.
Os três clubes propuseram à Federação Portuguesa de Futebol a realização de um triangular de forma a evitarem cerca de mais um mês de competição e, claro está, respectivas despesas que tudo isto iria acarretar.
A proposta apresentada de forma unânime foi aceite e, sendo assim, o organismo que gere o futebol em Portugal, decidiu-se pela realização do triangular no próximo fim-de-semana, no Estádio do Restelo, em Lisboa.
Os jogos disputar-se-ão durante sexta, sábado e domingo, e têm como principal objectivo evitar o prolongamento da temporada destes três clubes até 16 de Junho.
Cá fica o calendário das partidas:

Sexta-Feira, 10 de Maio, 18h
Ac. Viseu - D. Chaves

Sábado, 11 de Maio, 17h
D. Chaves - Farense

Domingo, 12 de Maio, 17h
Ac. Viseu - Farense

terça-feira, 30 de abril de 2013

II Divisão: Chaves e Farense regressam à Segunda Liga

Foi, digamos, um regresso anunciado de D. Chaves e Farense à Segunda Liga, aquele que aconteceu no passado domingo.
Podemos também dizer que os extremos do país se tocaram, com a subida de um clube transmontano e outro algarvio, e até podemos relembrar - porque é justo - a subida do Ac. Viseu, outro histórico, e que está caprichosamente situado a meio de Portugal continental.
Mas mais importante que as questões geográficas, é o regresso de flavienses e farenses aos campeonatos profissionais, depois de uma certa travessia no deserto, principalmente dos 'Leões de Faro', que até pelos Distritais andaram.
Começando pelo Norte, o D. Chaves, afastado da Segunda Liga desde 09/10, temporada em que foi, inclusive, à final da Taça de Portugal com o FC Porto, precisava apenas de não perder para subir, acabando por vencer o Ribeirão por 1-0, graças a um golo solitário de Kuca aos 26' minutos.
Éder Sánchez ainda foi expulso aos 81' minutos, mas os flavienses, comandados por João Pinto, campeão europeu em1987, seguraram o triunfo e festejaram o regresso às ligas profissionais.
Em Faro, no Algarve, cerca de quinze mil pessoas assistiram a um duelo já visto anteriormente, então noutros palcos que não as divisões amadoras, entre Farense e União de Leiria.
De todos os três que regressarão aos campeonatos profissionais, o Farense foi o que teve o caminho mais longo e mais 'penoso' para percorrer: em 02/03 caiu na secretaria para a II Divisão B, e em 05/06 desistiu da III Divisão poucas jornadas depois do seu começo, e numa altura em que só contava com jogadores juniores. Seguiu-se um ano de interrupção, e duas subidas consecutivas no Distrital do Algarve, que colocaram o clube nos Nacionais.
E desde 2010 até agora, o Farense somou três subidas e uma descida: subiu à II Divisão B em 2010 e 2012; desceu à III Divisão em 2011; e domingo subiu à Segunda Liga.
Contra o Leiria, Bruno Bernardo adiantou os algarvios logo aos três minutos, fazendo rebentar a festa no mítico Estádio São Luís.
Porém, a festa esmoreceu a dezasseis minutos dos noventa, quando Elimiano Té empatou a partida, mas quatro minutos depois voltou a ser de arromba, quando Ibukun converteu a grande penalidade que selou o 2-1 final favorável ao Farense, e que colocou o clube na rota de nova promoção, desta feita para um escalão profissional.
Assim se fez a festa em Chaves e Faro, com Viseu, pelo meio, em êxtase há uma semana. A próxima temporada será de regresso aos grandes palcos para todos eles.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

II Divisão: 30ª Jornada - Última

(Farense 2-1 U. Leiria - autoria: José Cunha Silva.)
Caiu o pano sobre a fase regular da II Divisão Nacional, com D. Chaves e Farense a assegurarem a promoção junto do histórico e 'amigo' de outros tempos, Ac. Viseu. Por outro lado, Lusitânia e Oeiras estão de regresso aos campeonatos distritais.
Na Zona Norte, faltava apenas conhecer-se o campeão, com o D. Chaves a levar a melhor sobre o Ribeirão no jogo decisivo para ambos, e a vencer por 1-0, assegurando a subida. O Mirandela não foi além de um empate caseiro a uma bola, frente ao despromovido Infesta, e fechou o pódio com dois pontos de vantagem para o Vizela, que perdeu em casa frente ao Varzim, por 3-2. Famalicão e Boavista, num jogo a fazer recordar velhos tempos, empataram a dois golos.
O Fafe foi vencer a Limianos por uma bola a zero, e terminou em igualdade pontual com o Varzim na oitava posição, enquanto que o Gondomar foi vencer a Joane por 2-0, e fechou com 'chave de ouro' este campeonato. Vilaverdense e Amarante não saíram do nulo, enquanto que o Tirsense foi vencer a casa do Padroense por 2-1.
Na Zona Centro, o já campeão Ac. Viseu, goleou o Anadia por 4-0. Faltava apenas conhecer-se quem acompanhava o Tocha na descida, com o Lusitânia a empatar a uma bola no terreno do vice-líder Cinfães, e a deixar escapar o Bustelo, que venceu o Pampilhosa por 3-0. Curiosamente, os açorianos desceram com o seu jogador Amaral, a consagrar-se melhor marcador do campeonato.
O SJ Vêr foi vencer a casa do 'vizinho' Sp. Espinho por uma bola a zero, e 'ofereceu' assim o terceiro lugar ao Operário, que venceu em Coimbrões por 2-1. De resto, mais três empates: Tocha e Cesarense não saíram do nulo, enquanto que Tourizense e Nogueirense empataram a dois golos, tal como Sousense e BC Branco.
Na Zona Sul, Farense e Carregado foram os grandes vencedores da última jornada: os algarvios venceram a U. Leiria por 2-1 e festejaram o regresso aos campeonatos profissionais dez anos depois; enquanto que o Carregado empatou a uma bola frente ao Casa Pia e assegurou a manutenção. Quanto aos outros interessados nesta luta, o Mafra bateu o Sertanense por 3-1 e ficou às portas da subida; enquanto que o Oeiras perdeu em casa por 4-2 frente ao Pinhalnovense, e consumou a descida.
O Torreense empatou em casa frente ao Futebol Benfica a três golos, e assegurou o terceiro lugar final, enquanto que o Fátima foi vencer a casa do Oriental por uma bola a zero, e terminou em oitavo. Também por 1-0, o 1º Dezembro bateu o Louletano, enquanto que Quarteirense e Ribeira Brava não saíram do nulo.
A II Divisão regressa apenas na próxima temporada, e com novo formato, enquanto que a disputa do play-off de apuramento do campeão arranca daqui a duas semanas, com um Farense - Ac. Viseu.

São campeões de zona e sobem à II Liga: D. Chaves, Ac. Viseu e Farense.
São despromovidos aos Distritais: Infesta, Padroense, Lusitânia, Tocha, Oeiras e Ribeira Brava.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

II Divisão: Vêm aí as decisões

(Ribeirão e D. Chaves empataram a uma bola no jogo da primeira volta.)
O que têm em comum D. Chaves, Ribeirão, Lusitânia, Bustelo, Farense, Mafra, Carregado e Oeiras, para além de competirem todos na II Divisão? A resposta é simples: todas estas formações deixaram a discussão dos seus objectivos para a última jornada da prova, com quatro a lutarem ainda pela subida, e as outras quatro a lutarem, naturalmente, pela manutenção.
Em vésperas do último e decisivo jogo da II Divisão para estas oito equipas, o Conversas Redondas quis 'aprofundar' o tema, e ver quais são os cenários que cada um tem a seu favor.
Começando pelo Norte, D. Chaves e Ribeirão têm encontro marcado no reduto do primeiro. Com as equipas empatadas no número de pontos, o D. Chaves sobe se ganhar, ou até empatar, enquanto que ao Ribeirão só a vitória interessa para garantir o primeiro lugar.
Na Zona Centro, Lusitânia e Bustelo entram na última jornada também empatados no número de pontos, mas com os açorianos em vantagem no confronto directo. Portanto, os insulares garantirão a manutenção, desde que façam o mesmo resultado dos aveirenses.
Enquanto que o Lusitânia se desloca ao terreno do Cinfães, segundo classificado, o Bustelo recebe o Pampilhosa. Num duelo entre equipas de Aveiro, o Bustelo está obrigado a vencer e esperar que o Lusitânia não vença. Em caso de derrota açoriana em Cinfães, o Bustelo pode até empatar.
E por fim, é no Sul que se concentram as maiores decisões: falta saber quem sobe, e falta saber quem acompanha o Ribeira Brava na descida. O histórico Farense recebe a U. Leiria, num duelo a fazer lembrar outros tempos, e em caso de vitória, sobe automaticamente. Se empatarem, os algarvios têm que torcer por um deslize do Mafra, em casa, frente ao Sertanense, uma vez que os lisboetas só ganhando podem subir. O Mafra está então obrigado a vencer, e esperar que o Farense não o faça, para poder subir.
Na luta pela manutenção, Carregado e Oeiras estão separados por dois pontos na tabela, sendo que a formação de Alenquer tem vantagem no confronto directo. Logo, um empate do Carregado, em casa, frente ao Casa Pia, garante-lhe a manutenção, enquanto que o Oeiras está obrigado a vencer o Pinhalnovense, e esperar que o Carregado perca, para assegurar a continuidade na II Divisão.
Mais a título de curiosidade, refira-se que caso D. Chaves e Farense subam, teremos um trio de históricos a regressar aos campeonatos profissionais, já depois do Ac. Viseu ter festejado a promoção na semana passada.
Serão, ao que tudo indica, sete jogos de emoções fortes, onde se espera que o desportivismo, o fair-play e, acima de tudo, a verdade desportiva, imperem.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

II Divisão: Ac. Viseu regressa à Segunda Liga

(Mal terminou a partida em São João de Vêr, a festa fez-se em tons de preto e branco.)
Afastado da elite do futebol nacional desde 1989, e dos campeonatos profissionais desde 1998, o Ac. Viseu festejou este domingo o regresso à 'alta-roda' do futebol português, ao conquistar matematicamente o primeiro lugar da Zona Centro da II Divisão.
Aos viseenses bastava fazerem o mesmo resultado do Cinfães nos Açores, diante do Operário, e ao empate a duas bolas dos cinfanenses, os alvi-negros responderam com uma igualdade a uma bola no terreno do São João de Vêr, conquistando logo ali a promoção.
Depois de deixar a Liga de Honra no fim da época 97/98, o Ac. Viseu manteve-se na II Divisão B durante sete temporadas consecutivas, acabando por entrar numa grave crise financeira entre 2004 e 2005, que atirou com o clube para os Distritais e com outra denominação.
Em dois anos nos Distritais, os 'visigodos' saltaram para os Nacionais, e ao fim de duas temporadas na III Divisão, festejaram nova subida de divisão. A manutenção na II Divisão não foi alcançada, e após um terceiro lugar na Série D da III Divisão em 10/11, o Académico partiu à conquista da Série C na época passada, acabando por subir novamente para o terceiro escalão.
Esta temporada, o clube mais representativo de Viseu deu continuidade ao seu mais recente sucesso, e festejou ontem a segunda subida consecutiva, sempre em primeiro lugar, e com o culminar de um regresso desejado e anunciado aos campeonatos profissionais.
Com um plantel experiente e de grande qualidade, saltam à vista os nomes do guarda-redes Nuno Ricardo, com passagens por D. Chaves e Portimonense; do extremo Zé Rui, que esteve contratualmente ligado ao Benfica, e que conta com passagens pela I Liga ao serviço de Alverca e V. Setúbal, entre outros; e do também extremo Marco Almeida, que além de ter representado o Boavista no primeiro escalão, passou pela formação do FC Porto.
E foi precisamente Marco Almeida o jogador que deu a subida aos viseenses, ontem em São João de Vêr, apontando com êxito a grande penalidade aos 84' minutos que restabeleceu a igualdade a uma bola, e colocou a formação alvi-negra na Segunda Liga.
No próximo domingo, o Ac. Viseu recebe o Anadia no Estádio do Fontelo, no jogo que servirá para a consagração da equipa da casa, que terá depois de disputar o apuramento do campeão com os vencedores das zonas Norte e Sul.
D. Chaves e Farense estão bem encaminhados para garantirem a subida, e se assim for, teremos a subida de três históricos à Segunda Liga. E que falta que eles fazem...

II Divisão: 29ª Jornada

(Boavista 6-1 Joane - autoria: site oficial do Boavista FC.)
A penúltima jornada da II Divisão trouxe o primeiro campeão, no Centro do País, e quando falta apenas uma jornada para o fecho da prova, ainda estão por descortinar os campeões do Norte e Sul, faltando também conhecer-se duas descidas.
Na Zona Norte, o Chaves foi vencer a Gondomar por 4-2, e mantém-se em igualdade pontual com o Ribeirão na liderança, já que os famalicenses bateram o Limianos por 3-0. O Mirandela empatou a três golos em Fafe e disse adeus à subida, uma vez que na última jornada há um D. Chaves - Ribeirão. O Boavista fechou a época no Bessa, com uma goleada ao Joane, de 6-1.
O Amarante venceu o Famalicão por 2-1, mesmo resultado com que o Infesta levou a melhor sobre o Padroense num duelo entre equipas já despromovidas. O Vizela foi vencer ao terreno do Tirsense por uma bola a zero, enquanto que Varzim e Vilaverdense empataram a um golo.
Na Zona Centro, o Ac. Viseu empatou a um golo em SJ Vêr, mas festejou a subida à Segunda Liga, fruto do empate do Cinfães nos Açores, frente ao Operário, a duas bolas. O Sp. Espinho foi copiosamente goleado em Castelo Branco, frente ao Benfica local, por 4-0, e viu o Pampilhosa aproximar-se subtilmente, depois do empate caseiro a um golo frente ao Sousense.
O Anadia bateu o Tocha por 2-0 e distanciou-se do Coimbrões, que foi goleado em Cesar, frente ao Cesarense, também por 4-0. Bustelo e Lusitânia empataram e deixaram as contas da permanência para a derradeira jornada: os oliveirenses empataram a três golos no terreno do Nogueirense; enquanto que os açorianos empataram em casa frente ao Tourizense a um golo, já depois de na passada terça-feira terem ganho ao BC Branco, no continente, por 1-0.
Na Zona Sul, a uma jornada do fim, o Mafra empatou a três golos no terreno do Fátima e perdeu a liderança para o Farense, que foi à Madeira vencer o Ribeira Brava por 2-1. U. Leiria e Torreense não saíram do nulo, tal como Pinhalnovense e Oriental.
O Quarteirense foi ao terreno do Casa Pia vencer por uma bola a zero, mesmo resultado com que o Sertanense derrotou o 1º Dezembro. Na luta pela manutenção, Carregado e Oeiras perderam e adiaram tudo para a derradeira jornada: a formação de Alenquer perdeu frente ao Louletano, também por 1-0; enquanto que o Oeiras perdeu por 2-0 na casa do Futebol Benfica.
A II Divisão regressa no próximo fim-de-semana.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

II Divisão: 28ª Jornada

(Famalicão 2-2 Varzim - autoria: blogue 'Lobos do Mar'.)
A duas jornadas do fim da II Divisão, quatro equipas confirmaram a descida aos Distritais, e apenas uma está às portas da subida. Adivinham-se duas jornadas finais de muita luta.
Na Zona Norte, o Ribeirão foi vencer a Mirandela por uma bola a zero, e divide agora a liderança com o D. Chaves, que venceu em Limianos pelo mesmo resultado. Famalicão e Varzim empataram a dois golos, enquanto que o Gondomar bateu o Boavista, também por 1-0.
Vilaverdense e Tirsense empataram a uma bola, sendo que o Joane venceu o Amarante por 2-0 e garantiu automaticamente a manutenção, atirando com Infesta e Padroense para os distritais: os infestistas perderam em Vizela por 2-0; e os padroenses empataram em casa a dois golos com o Fafe. Curiosamente, descem duas equipas do concelho de Matosinhos.
Na Zona Centro, o Ac. Viseu 'despachou' o Sp. Espinho por 3-0, e está a três pontos da subida, apesar da vitória caseira do Cinfães sobre o Cesarense por 2-1. O Pampilhosa perdeu em Castelo Branco, frente ao Benfica local, por uma bola a zero, mas mantém-se quarto com um ponto de vantagem para o Operário, que empatou sem golos no terreno do Tourizense.
O Nogueirense venceu na casa do Sousense por uma bola a zero, e ficou a três pontos de Coimbrões e Anadia, que empataram a uma bola em Vila Nova de Gaia. Na luta pela manutenção, Bustelo e Lusitânia empataram também a uma bola, enquanto que o Tocha venceu o SJ Vêr por 2-1, mas foi na mesma despromovido.
Na Zona Sul, o Mafra venceu o Oriental por 2-0 e continua com um ponto de vantagem para o Farense, que derrotou o Casa Pia por uma bola a zero. O Torreense venceu o Ribeira Brava, também por uma bola a zero, e além de atirar com os madeirenses para o Distrital, subiu ao terceiro posto de forma isolada. O Leiria continua em decrescendo, e perdeu por 2-1 no terreno do 'aflito' Oeiras.
O Pinhalnovense continua a fazer uma excelente ponta final de campeonato, e bateu o Futebol Benfica por 2-0, enquanto que o Sertanense foi vencer ao Carregado por uma bola a zero. 1º Dezembro e Fátima não saíram do nulo, e o Quarteirense bateu o Louletano por 3-0 num derby algarvio.
A II Divisão regressa no próximo fim-de-semana.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

II Divisão: 27ª Jornada

(Anadia 3-0 Cinfães - autoria: facebook oficial do Anadia FC.)
A jornada vinte e sete da II Divisão foi aziaga para os líderes das três diferentes zonas.
A Norte, o Mirandela 'levou' 3-0 em Limianos, e permitiu aproximações de D. Chaves e Ribeirão: os flavienses venceram o Boavista por 2-1 num duelo a pedir outros palcos; enquanto que os famalicenses bateram o Padroense por 3-0. O Vizela também triunfou, tendo ganho em Fafe por 3-2.
O 3-0 foi mesmo o 'resultado-moda' desta jornada, uma vez que Tirsense e Infesta bateram, por esse resultado, Famalicão e Vilaverdense, respectivamente. O Amarante bateu o Gondomar por uma bola a zero, mesmo resultado com que o Joane venceu surpreendentemente na casa do Varzim.
Na Zona Centro, o Ac. Viseu cedeu uma igualdade caseira a uma bola frente ao lanterna-vermelha, Tocha, mas viu o Cinfães ser copiosamente goleado em Anadia, por 3-0. O Sp. Espinho venceu o Pampilhosa por 2-0, e aproveitou as escorregadelas alheias para ficar a três pontos da liderança, sendo que na próxima jornada, os Tigres se deslocam precisamente ao terreno do Ac. Viseu.
O Coimbrões venceu por uma bola a zero em SJ Vêr, mesmo resultado com que o BC Branco venceu no terreno do Nogueirense. O Bustelo perdeu por 3-1 nos Açores, frente ao Operário, e viu o Lusitânia aproximar-se, fruto da vitória lusitanista sobre o Sousense, por 2-0. Cesarense e Tourizense não saíram do nulo.
Finalmente, a Sul, o Mafra não foi além de um nulo caseiro diante do 1º Dezembro, e permitiu a aproximação do Farense, que venceu o derby com o Louletano, por 1-0. O Oriental goleou o Futebol Benfica por 4-0 e ascendeu ao terceiro lugar, fruto da derrota do Torreense no terreno do Casa Pia, por 2-0.
Sertanense e Quarteirense empataram a uma bola, enquanto que a U. Leiria foi copiosamente goleada em casa, pelo Pinhalnovense, por 4-1. O Fátima bateu o Carregado por 3-0, e o Ribeira Brava ao vencer o Oeiras por 2-0, adiou a confirmação da sua descida aos Distritais madeirenses.
A II Divisão regressa no próximo fim-de-semana.

domingo, 31 de março de 2013

II Divisão: 26ª Jornada

(Coimbrões 1-2 Ac. Viseu - autoria: blogue "A magia do futebol.")
A II Divisão está cada vez mais próxima do fim, e o tempo começa a ficar apertado para quem ainda tem de assegurar a concretização dos seus objectivos.
Na Zona Norte, o derby transmontano, e grande jogo da jornada, entre Mirandela e D. Chaves terminou com um empate a uma bola, situação não aproveitada pelo Ribeirão, que empatou por iguais números na casa do Vizela, quarto classificado. O Limianos foi goleado copiosamente por 4-0 na deslocação ao terreno do aflito Padroense e desperdiçou excelente ocasião para se aproximar do trio da frente, enquanto que o Famalicão venceu o Infesta por 2-1 e reforçou a sexta posição.
No Bessa, Boavista e Amarante empataram a uma bola, mesmo resultado com que terminou a partida entre Joane e Tirsense. O Varzim foi vencer a Gondomar por duas bolas a uma, enquanto que o Vilaverdense bateu o Fafe por 3-0.
Na Zona Centro, o Cinfães voltou a deslizar, tendo sido surpreendido na sua própria casa pelo SJ Vêr, que venceu por 2-1. Disto se aproveitou o Ac. Viseu, que ao vencer por igual resultado no terreno do Coimbrões, assumiu a liderança isolada da prova. Também por 2-1, o Pampilhosa bateu o Nogueirense e alcançou o Sp. Espinho na terceira posição, fruto do empate dos espinhenses a uma bola na Tocha.
O Anadia somou a quinta derrota consecutiva, ao perder por uma bola a zero no terreno do Tourizense, mesmo resultado com que o Sousense bateu o Operário. Bustelo e Cesarense empataram a duas bolas, enquanto que o BC Branco - Lusitânia não se realizou devido aos açorianos não terem voos para o Continente, graças a uma greve da companhia aérea SATA.
Na Zona Sul, o Mafra foi vencer ao Carregado por 4-0 e continua com três pontos de avanço para o Farense, que derrotou o Sertanense por uma bola a zero. O Torreense bateu o Louletano por 2-0 e subiu ao terceiro lugar, fruto da derrota da U. Leiria no terreno do Futebol Benfica por 2-1.
O Oriental foi vencer ao terreno do 1º Dezembro por uma bola a zero e alcançou os leirienses na quarta posição, mesmo resultado com que o Fátima venceu no terreno do Quarteirense. O Pinhalnovense venceu o Ribeira Brava por 3-0, enquanto que o Casa Pia venceu em Oeiras por 2-0.
A II Divisão regressa no próximo fim-de-semana.

segunda-feira, 25 de março de 2013

II Divisão: 25ª Jornada

(Varzim 1-1 Boavista - autoria: blogue "Lobos do Mar".)
O Mirandela continua de 'pedra e cal' na liderança da Zona Norte da II Divisão, e goleou ontem o Padroense por 4-0 na jornada vinte e cinco. O D. Chaves bateu o Amarante por 3-1 e continua em igualdade pontual no segundo posto com o Ribeirão, que venceu o Vilaverdense por 2-0. O Limianos derrotou o Vizela por 3-2 e ultrapassou o seu adversário de ontem, estando agora na quarta posição.
Num jogo com emoções à 'flor da pele', Varzim e Boavista empataram a uma bola, e viram o Fafe distanciar-se, após vencer o Famalicão por 2-0. O Tirsense levou a melhor sobre o Gondomar e venceu por 2-1, enquanto que na luta pela manutenção, o Infesta goleou o Joane por 4-0.
Na Zona Centro, o Ac. Viseu derrotou o Cinfães por 3-0 no jogo grande da jornada, e está agora somente a um ponto da liderança. O Sp. Espinho venceu o Nogueirense por 3-1 e também encurtou distâncias para o líder, tal como o Pampilhosa, que foi aos Açores bater o Lusitânia por 3-0. O Operário venceu o BC Branco por duas bolas a zero.
Na fuga à despromoção, o Cesarense venceu o Sousense por duas bolas a uma, e o Bustelo venceu em Anadia por duas bolas a zero, o que permitiu às formações oriundas de Oliveira de Azeméis, estarem agora mais 'folgadas' na tabela. SJ Vêr e Tourizense empataram a um golo, mesmo resultado com que terminou a partida entre Tocha e Coimbrões.
Na Zona Sul, o líder Mafra bateu o Quarteirense por uma bola a zero e manteve a distância para o Farense, que venceu em Fátima por 2-1. A U. Leiria perdeu no terreno do Oriental também por 1-0 e disse 'adeus' à subida, situação semelhante à do Torreense, que perdeu por duas bolas a uma na casa do Sertanense.
O Casa Pia bateu o Pinhalnovense por 3-0 e subiu à oitava posição, enquanto que o 1º Dezembro bateu o Carregado por uma bola a zero. Louletano e Oeiras não saíram do nulo, enquanto que o Ribeira Brava derrotou o Futebol Benfica, também por 1-0.
A II Divisão regressa no próximo sábado.

segunda-feira, 18 de março de 2013

II Divisão: 24ª Jornada

(SC Farense 1-1 CD Mafra)
Na Zona Norte da II Divisão, a jornada vinte e quatro trouxe percas de pontos para os três maiores candidatos à subida neste momento, sendo que o líder Mirandela até conseguiu pontuar, empatando a uma bola em Vizela. O D. Chaves perdeu surpreendentemente por uma bola a zero no terreno do aflito Padroense, enquanto que o Ribeirão sucumbiu no derby frente ao Famalicão, perdendo por 4-2. Num 'velho duelo' do futebol português, o Boavista perdeu em casa frente ao Tirsense por 1-0.
Vilaverdense e Limianos empataram a uma bola, enquanto que o Gondomar bateu o Infesta também por uma bola a zero. O Joane venceu o Fafe por 2-0, enquanto que o Varzim venceu pelo mesmo resultado em Amarante.
Na Zona Centro, o líder Cinfães não foi além de um empate caseiro frente ao Tocha a uma bola, situação desaproveitada pelo Ac. Viseu, que perdeu em Touriz, frente ao Tourizense, por 2-1. O Sp. Espinho venceu em Coimbrões por 2-0 e encurtou distâncias para os dois primeiros lugares, enquanto que o Pampilhosa bateu o Operário por uma bola a zero e subiu ao quarto lugar.
Completamente em 'queda livre' está o Anadia, que perdeu no terreno do Sousense por 3-2, sendo que o SJ Vêr ainda não conseguiu vencer depois dos reforços 'de peso', tendo sido derrotado na casa do aflito Bustelo por 2-0. O Cesarense protagonizou uma das surpresas da jornada, ao ir vencer a Castelo Branco, o Benfica local, por 2-1, enquanto que o Nogueirense bateu o Lusitânia por 3-2.
Na Zona Sul, Farense e Mafra empataram a uma bola no São Luís, e permitiram a aproximação da U. Leiria, que bateu o Ribeira Brava por 2-0. O Torreense bateu o Fátima por uma bola a zero e continua na quarta posição, enquanto que o Sertanense venceu em Oeiras por 3-1 e continua quinto.
Oriental e 1º Dezembro venceram fora e continuam de mãos dadas no sexto lugar: os orientalistas venceram no Carregado por 2-1, enquanto que os sintrenses venceram no terreno do Quarteirense por uma bola a zero. O Louletano venceu na casa do Pinhalnovense, também por uma bola a zero, enquanto que Futebol Benfica e Casa Pia empataram a duas bolas.
A II Divisão regressa no próximo fim-de-semana.