domingo, 31 de março de 2013

Juniores - NextGen: Sporting termina em terceiro

(Farley Rosa, aqui em luta com um jogador do Tottenham, não marcou na NextGen.)
O Sporting conquistou esta tarde o terceiro lugar na NextGen Series, uma espécie de Liga dos Campeões para os sub-19, ao vencer o Arsenal por 3-1.
Com golos de Wilson Manafá, Rúben Semedo e Ricardo Esgaio, os jovens leões asseguraram assim o terceiro posto, depois de terem sido afastados nas Meias-Finais da prova pelo Aston Villa.
Curiosamente, o Sporting havia defrontado o Villa na fase de grupos, juntamente com PSV Eindhoven e Celtic. Aí, os 'leõezinhos' averbaram quatro vitórias e duas derrotas, tendo se qualificado para os Oitavos-de-Final no primeiro lugar do seu grupo.
Nos Oitavos-de-Final, o Sporting goleou o Liverpool por 4-0 e repetiu o feito da época passada, quando ganhou por duas vezes aos 'Reds', sendo que nos Quartos-de-Final voltou-se a cruzar com uma equipa inglesa, o Tottenham, e ganhou por 5-3 após prolongamento, num jogo marcado por um golão de Fokobo.
Na passada sexta-feira, os verde-e-brancos tentaram derrotar o Aston Villa pela segunda vez nesta temporada, mas acabaram por sucumbir no prolongamento, terminando com uma derrota por 3-1.
Hoje, os leões não se intimidaram perante a quarta equipa inglesa que defrontaram nesta edição da NextGen, e venceram por 3-1, selando um lugar no pódio final.
A final do torneio realiza-se amanhã, entre Chelsea e Aston Villa.

II Divisão: 26ª Jornada

(Coimbrões 1-2 Ac. Viseu - autoria: blogue "A magia do futebol.")
A II Divisão está cada vez mais próxima do fim, e o tempo começa a ficar apertado para quem ainda tem de assegurar a concretização dos seus objectivos.
Na Zona Norte, o derby transmontano, e grande jogo da jornada, entre Mirandela e D. Chaves terminou com um empate a uma bola, situação não aproveitada pelo Ribeirão, que empatou por iguais números na casa do Vizela, quarto classificado. O Limianos foi goleado copiosamente por 4-0 na deslocação ao terreno do aflito Padroense e desperdiçou excelente ocasião para se aproximar do trio da frente, enquanto que o Famalicão venceu o Infesta por 2-1 e reforçou a sexta posição.
No Bessa, Boavista e Amarante empataram a uma bola, mesmo resultado com que terminou a partida entre Joane e Tirsense. O Varzim foi vencer a Gondomar por duas bolas a uma, enquanto que o Vilaverdense bateu o Fafe por 3-0.
Na Zona Centro, o Cinfães voltou a deslizar, tendo sido surpreendido na sua própria casa pelo SJ Vêr, que venceu por 2-1. Disto se aproveitou o Ac. Viseu, que ao vencer por igual resultado no terreno do Coimbrões, assumiu a liderança isolada da prova. Também por 2-1, o Pampilhosa bateu o Nogueirense e alcançou o Sp. Espinho na terceira posição, fruto do empate dos espinhenses a uma bola na Tocha.
O Anadia somou a quinta derrota consecutiva, ao perder por uma bola a zero no terreno do Tourizense, mesmo resultado com que o Sousense bateu o Operário. Bustelo e Cesarense empataram a duas bolas, enquanto que o BC Branco - Lusitânia não se realizou devido aos açorianos não terem voos para o Continente, graças a uma greve da companhia aérea SATA.
Na Zona Sul, o Mafra foi vencer ao Carregado por 4-0 e continua com três pontos de avanço para o Farense, que derrotou o Sertanense por uma bola a zero. O Torreense bateu o Louletano por 2-0 e subiu ao terceiro lugar, fruto da derrota da U. Leiria no terreno do Futebol Benfica por 2-1.
O Oriental foi vencer ao terreno do 1º Dezembro por uma bola a zero e alcançou os leirienses na quarta posição, mesmo resultado com que o Fátima venceu no terreno do Quarteirense. O Pinhalnovense venceu o Ribeira Brava por 3-0, enquanto que o Casa Pia venceu em Oeiras por 2-0.
A II Divisão regressa no próximo fim-de-semana.

III Divisão - Fase Final: 1ª Jornada

(Penalva do Castelo 0-1 Estarreja - autoria: blogue do SC Penalva do Castelo.)
Iniciou-se ontem a fase final da III Divisão, o mesmo significa que se iniciou a derradeira prova para quem almeja subir à II Divisão Nacional, sob pena de não cair directamente aos Distritais.
Na Série A, Vianense e Bragança arrancaram com um nulo, enquanto que o Santa Maria bateu o Taipas por 2-0 e reforçou a segunda posição. Marinhas e Ronfe empataram a duas bolas.
Na fase de despromoção, o Esposende foi vencer por 5-0 ao terreno do Melgacense, e o Merelinense foi vencer por 3-1 a Ponte da Barca. Monção e Maria da Fonte empataram a três golos.
Na Série B, os favoritos entraram com o pé direito: a Oliveirense foi vencer ao terreno do Santa Eulália por 2-1, enquanto que o Felgueiras bateu o Paredes por 2-0. Lousada e Pedras Rubras empataram a um golo.
No 'outro' grupo, o Leça bateu o Vila Meã por uma bola a zero e somou apenas a terceira vitória da temporada, tendo sido também a única equipa a lograr vencer, uma vez que Aliados de Lordelo e Vila Real empataram a zero, e Serzedelo e Rebordosa empataram a dois.
Na Série C, o Estarreja entrou bem, ao vencer em Penalva do Castelo por 1-0, beneficiando desde já do empate a um golo do Salgueiros na casa do Alba. Deste empate se aproveitou também o Grijó, que bateu o Oliv. do Bairro igualmente por 1-0 e reforçou o terceiro lugar.
O Avanca entrou bem na segunda fase, ao vencer o U. Lamas por 3-2, tal como o Parada, que goleou o Oliv. de Frades por 4-1. O Sampedrense bateu o Aguiar da Beira por duas bolas a uma.
Na Série D, o Sourense bateu o Oliv. do Hospital por 3-1 e foi o único 'favorito' a vencer, uma vez que além de derrotar os oliveirenses, viu o Caldas perder na casa do Alcanenense por 3-2. O Sernache também entrou com o 'pé direito', ao derrotar o Pombal por uma bola a zero.
No outro grupo, o Beneditense continua com os bons resultados alcançados na recta final da primeira fase, tendo ganho na casa do Penelense por 2-0. O Mortágua também entrou a 'todo o gás', tendo derrotado o Torres Novas por 3-0, enquanto que o Alcobaça bateu o Marinhense por 3-1.
Na Série E, o Fabril perdeu por uma bola a zero no terreno do Sintrense, e deixou 'fugir' o seu adversário de ontem. Barreirense e Eléctrico empataram a duas bolas, enquanto que Lourinhanense e Sacavenense anularam-se mutuamente, e empataram a zero.
O Real entrou na fase de descida com uma goleada de 6-1 ao Peniche, e reforçou o segundo lugar a dois pontos do líder Pêro Pinheiro, que venceu no Cartaxo por duas bolas a zero. Amora e Tires empataram a dois golos.
Na Série F, o U. Montemor deu seguimento à excelente primeira fase, e foi vencer a casa do segundo classificado, Moura, por 2-1. A Juv. de Évora também entrou a ganhar, tendo derrotado o Vasco da Gama por 3-1, enquanto que At. Reguengos e Esp. de Lagos empataram a uma bola.
O Sesimbra derrotou o Aljustrelense por duas bolas a zero, enquanto que o Castrense bateu o Lusitano VRSA por uma bola a zero. O Lagoa, que havia feito somente nove pontos durante toda a primeira fase, venceu o Monte Trigo por 2-1.
Nos Açores não houve jogos, pelo que a III Divisão regressa no próximo fim-de-semana.

sábado, 30 de março de 2013

Belenenses sobe à Liga ZON Sagres

(Apesar da desolação no final da partida, uma hora depois, já o Belenenses festejava a subida.)
O histórico Belenenses, campeão nacional na temporada 45/46, subiu esta tarde ao primeiro escalão do nosso futebol, mesmo tendo perdido em Penafiel por 2-0.
Os azuis do Restelo não conseguiram ser superiores aos penafidelenses, e acabaram por perder de forma justa. Mas se em caso de vitória, a subia seria alcançada automaticamente, em caso de derrota também, bastava para isso que Santa Clara e Oliveirense não vencessem.
E foi o que aconteceu, com a Oliveirense a não ir além de um nulo caseiro frente ao Trofense, e com o Santa Clara a perder na Tapadinha, frente ao Atlético, por uma bola a zero.
Mal terminou a partida em Alcântara, a festa 'rebentou' no balneário visitante do Estádio 25 de Abril, em Penafiel, com a curiosidade de na equipa da casa militar Paulo Roberto, ele que durante a primeira metade da temporada defendeu as cores belenenses.
Com a subida garantida a nove jornadas do fim, o Belenenses vai agora 'esperar' pela conquista matemática do ceptro de campeão, uma vez que tem dezanove pontos de avanço para o Arouca, segundo classificado, quando faltam disputar vinte e sete.
Três anos depois de descer ao segundo escalão do futebol lusitano, o emblema de Belém regressa assim de forma categórica à ribalta do nosso futebol, pela mão do holandês Van der Gaag.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Taça de Portugal: V. Guimarães vence em Belém

O V. Guimarães foi esta noite vencer o Belenenses ao Restelo por 2-0, e está com 'pé e meio' na final da Taça de Portugal.
Num campo onde ainda ninguém tinha ganho esta temporada, o pragmatismo vitoriano foi liderado pelo jovem Ricardo, que bisou e garantiu o triunfo dos minhotos.
Porém, o resultado é 'amargo' para a formação da casa, que jogou melhor futebol, mais apoiado e de pé para pé, mas também é verdade que falhou demasiadas vezes em frente à baliza. O V. Guimarães com um futebol mais directo, chegou aos golos a meio do primeiro e do segundo tempo, dando assim um xeque-mate decisivo na partida.
Se Ricardo conseguiu resolver 'lá na frente', Douglas resolveu 'cá atrás': logo aos dez minutos, cabeceamento de João Meira e estirada do brasileiro para canto. O Belenenses que, como já disse, entrou melhor e a jogar um bom futebol, ficou novamente perto de marcar logo de seguida, quando Fernando Ferreira na sequência de um ressalto rematou para fora.
O Guimarães estava preso ao seu futebol directo, procurando jogar longo ora em Baldé, ora em Ricardo, mas seria André André a conseguir criar os primeiros calafrios à defensiva azul. Na sequência desse lance, o médio ficou a pedir penalti e Hugo Pacheco admoestou-o com o amarelo.
E à passagem do minuto 29', o futebol directo dos vimaranenses daria resultado: bola longa nas costas da defensa belenense, Nélson deixou passar, Ricardo recebeu à vontade e após um bom trabalho individual, rematou para o 0-1.
Estava desfeito o nulo, numa altura em que era notável a tentativa do V. Guimarães reagir, mas, naturalmente, o sinal mais continuava a ser do Belenenses.
A turma da casa acusou o golo sofrido e acabou por se perder um pouco no terreno durante os últimos minutos do primeiro tempo, perante um Vitória agora ainda mais tranquilo no seu reduto.
Para a segunda parte, Van der Gaag não mexeu no seu 'xadrez', mas não demoraria muito a fazê-lo na etapa complementar, uma vez que logo aos 53' minutos lançou Arsénio para o lugar do ex-vimaranense Desmarets. O extremo matosinhense veio agitar o jogo nas alas, mas seria com a entrada de Diawara aos 61' minutos, que o Belenenses 'voltaria' à partida.
Voltava o jogo fluído dos azuis do Restelo, novamente com um futebol interessante de seguir, mas com as mesmas brechas na finalização: primeiro foi Diawara de cabeça, que rematou ligeiramente ao lado; e depois foi Arsénio que com tudo para marcar, acertou na bola. Antes disso e da entrada de Diawara, havia sido Diakité a cabecear para defesa apertada de Douglas aos 58' minutos.
Falhavam os da casa, aproveitavam os forasteiros com o já referido pragmatismo: aos 76' minutos, um livre cobrado por Rafael Crivellaro a descair para a direita do ataque vimaranense, encontrou a antecipação de Ricardo a Fílipe Mendes para o 0-2.
O jogo ficava resolvido a pouco menos de quinze minutos para o seu final, com o V. Guimarães a marcar novamente numa altura em que os da casa estavam por cima na partida.
O Jamor, apesar de ser 'ao lado' de Belém, ficou literalmente mais longe para os azuis, que no próximo fim-de-semana podem festejar o regresso anunciado à I Liga.
A segunda mão desta Meia-Final disputa-se no próximo dia 17 deste mês.
Ficha de Jogo:

Jogo realizado no Estádio do Restelo, em Lisboa
Quarteto de arbitragem composto por: Hugo Pacheco (Árbitro Principal);

Belenenses (4-3-3): Fílipe Mendes; Duarte Machado, João Meira, João Afonso e Nélson; Tiago Silva, Fernando Ferreira e Diakité; Desmarets (Arsénio 53'), Tiago Caeiro (Diawara 61') e Fredy (Si Salem 82').
Treinador: Mitchell Van der Gaag. Suplentes Não Utilizados: Matt Jones; Kay, Alves e Fílipe Ferreira.

V. Guimarães (4-4-2): Douglas; Alex, El Adoua, Paulo Oliveira e Luís Rocha; Leonel Olímpio, André André, Tiago Rodrigues (João Ribeiro 80') e Barrientos (Crivellaro 67'); Ricardo (Machís 87') e Baldé.
Treinador: Rui Vitória. Suplentes Não Utilizados: Preto; Freire, Siaka Bamba e Jona.

Disciplina:
Amarelos: André André 27'; Fernando Ferreira 45'; Fredy 45'; Ricardo 59'; Alex 70'; Leonel Olímpio 89'.

Marcador: 0-1 Ricardo 29'; 0-2 Ricardo 76'.

terça-feira, 26 de março de 2013

Mundial 2014: Portugal vence no Azerbaijão

Portugal venceu esta tarde no Azerbaijão por 2-0, com golos de Bruno Alves e Hugo Almeida, e ficou provisoriamente a um ponto da líder Rússia, apesar dos russos terem dois jogos a menos que a equipa das Quinas.
Tal como no jogo da primeira volta em Braga, Portugal só conseguiu furar a muralha defensiva azeri no segundo tempo, primeiro por Bruno Alves e depois por Hugo Almeida, ambos de cabeça.
Com nova exibição apagada, Portugal teve boas ocasiões para marcar no primeiro tempo, nomeadamente por Hélder Postiga que só aos 27' e 45+3' minutos teve duas oportunidades flagrantes: na primeira, demorou a reagir e permitiu o corte contra si da defensiva azeri; e depois foi incapaz de cabecear com firmeza após cruzamento-remate de Meireles, já sobre a linha-de-golo.
Além destas duas chances mais 'notórias', Miguel Veloso de livre fez a bola passar ligeiramente ao lado do poste esquerdo da baliza de Agayev, e Bruno Alves aos quarenta minutos acertou com estrondo no poste direito da baliza azeri.
A turma da casa conseguiu criar perigo junto de Rui Patrício logo aos seis minutos, num remate cruzado de Afran Ismailov, e mais tarde, aos 34' na sequência de um canto, os azeris voltaram a incomodar a zona mais recuada da selecção lusa.
O jogo não estava muito vivo, e Portugal apesar de estar a controlar - não era difícil -, não conseguia impor-se a toda a largura do terreno, tendo em Danny e Vieirinha os mais inconformados com o resultado, e na minha opinião, os melhores em campo do lado português.
A tarefa no segundo tempo, adivinhava-se, ia ser mais complicada porque o tempo ia começar a passando e se Portugal não marcasse cedo, teria problemas. Só que ao minuto 55', Rauf Aliyev acertou com o cotovelo na cara de Pepe e viu o segundo amarelo, depois de ter visto um primeiro cartão instantes antes por atirar a bola para longe.
Em vantagem numérica, Paulo Bento lançou Hugo Almeida e tirou Raúl Meireles, procurando agora a mesma estratégia que havia tido em Israel: ganhar nas alturas.
E por falar em alturas, pouco depois, aos 63' minutos, um canto cobrado por Moutinho na direita encontrou a cabeça de Bruno Alves, que com uma cabeçada fulminante abriu o marcador.
O golo desbloqueou o resultado, mas só isso. As portas do triunfo estavam abertas, e Portugal voltava ao mesmo: jogo sem fio condutor, sem grande objectividade e com larga falta de clarividência no ataque.
Mas a pouco mais de dez minutos do fim, um cruzamento de Coentrão na esquerda encontrou Hugo Almeida completamente solto no coração da área, e o 'Panzer' num golpe de cabeça 'à peixe' empurrou para o segundo golo luso.
Jogo feito, resultado arrumado e três pontos garantidos, com João Pereira a falhar o 0-3 aos 93' minutos de forma escandalosa, pois teve tudo para marcar e rematou ao lado.
Portugal volta agora a jogar em Junho, dia 7, com a Rússia, num jogo que Pepe não irá realizar, uma vez que viu o segundo amarelo nesta qualificação.
Ficha de Jogo:

Jogo realizado no Estádio Tofig Bahramov, em Baku - Azerbaijão
Quarteto de arbitragem composto por: Andre Marriner (Árbitro Principal - Inglaterra); Simon Bennett e Stuart Burt (Árbitros Assistentes); Anthony Taylor (Quarto Árbitro)

Azerbaijão (4-3-3): Agayev; Shukurov, Ramaldanov, Sadigov e Medvedev; Abishov, Ismailov e Huseynov; Elvin Mammadov (Fardzhad-Azad 70'), Aliyev e Nadirov (Levin 62').
Treinador: Berti Vogts. Suplentes Não Utilizados: Nazirov e Aquil Mammadov; Qirtimov, Guseynov, Garayev, Allahverdiyev, Rashad Sadygov, Amirguliyev, Ozkara e Dadashov.

Portugal (4-3-3): Rui Patrício; João Pereira, Pepe, Bruno Alves e Fábio Coentrão; Miguel Veloso, Raúl Meireles (Hugo Almeida 59') e João Moutinho; Danny (Varela 73'), Hélder Postiga (Custódio 82') e Vieirinha.
Treinador: Paulo Bento. Suplentes Não Utilizados: Beto e Eduardo; Neto, Sereno, Sílvio, Carlos Martins e Pizzi.

Disciplina:
Amarelos: Pepe 33'; Sadigov 39'; Shukurov 48'; Nadirov 51'; Aliyev 53' e 55'.
Vermelhos: Aliyev 55'.

Marcador: 0-1 Bruno Alves 63'; 0-2 Hugo Almeida 79'.

segunda-feira, 25 de março de 2013

A figura do dia: Paulo Catarino

(Aos 41 anos, e além de ser capitão do Fabril, Catarino continua a marcar golos na III Divisão.)
Paulo Catarino podia ser identificado como um dos muitos jogadores a jogar nos escalões não-profissionais em Portugal, mas o seu caso é bem diferente dos demais atletas: já passou por todas as divisões portuguesas, incluindo a I Liga ao serviço do V. Setúbal, marca golos com grande facilidade, tem uma forma física de fazer inveja a muitos jovens e, a parte principal deste post, completa hoje...41 anos!
E com quarenta e um anos, é o segundo melhor marcador do Fabril, histórico clube setubalense que luta pela promoção à II Divisão. Com seis golos em dezanove jogos, Catarino é apenas superado por Banana, que soma oito golos.
Numa carreira que começou ao serviço do 1º de Maio da Varzinha, clube do bairro onde vivia, Catarino chegou ao V. Setúbal em 1999 depois de percorrer todos escalões e de ter vestido as camisolas de Quintajense, Quimigal (actual Fabril), Comércio e Indústria, União Santiago, Alcanenense, Montijo, Nacional e Imortal.
Pelos sadinos não marcou na Liga, mas marcou na Taça de Portugal, onde foi decisivo diante do Vilafranquense num jogo que foi a prolongamento, e depois de uma época ao serviço do 'seu' Vitória, o avançado setubalense iniciou aí nova incursão pelas divisões inferiores que dura até hoje.
Foram treze clubes, repartidos entre Norte, Sul e Madeira até chegar ao Fabril em 2011. A saber: Leça, Olhanense, Atlético, Olivais e Moscavide, Pinhalnovense, Mafra, Santana, Amarante, União Montemor, Torreense, Malveira, Aljustrelense e Alcochetense.
Mais do que a grande apetência de Catarino para fazer golos, é de destacar a longevidade deste ponta-de-lança que aos quarenta e um anos continua em grande forma na III Divisão Nacional.
E certamente que esta temporada não será a última da sua carreira...

II Divisão: 25ª Jornada

(Varzim 1-1 Boavista - autoria: blogue "Lobos do Mar".)
O Mirandela continua de 'pedra e cal' na liderança da Zona Norte da II Divisão, e goleou ontem o Padroense por 4-0 na jornada vinte e cinco. O D. Chaves bateu o Amarante por 3-1 e continua em igualdade pontual no segundo posto com o Ribeirão, que venceu o Vilaverdense por 2-0. O Limianos derrotou o Vizela por 3-2 e ultrapassou o seu adversário de ontem, estando agora na quarta posição.
Num jogo com emoções à 'flor da pele', Varzim e Boavista empataram a uma bola, e viram o Fafe distanciar-se, após vencer o Famalicão por 2-0. O Tirsense levou a melhor sobre o Gondomar e venceu por 2-1, enquanto que na luta pela manutenção, o Infesta goleou o Joane por 4-0.
Na Zona Centro, o Ac. Viseu derrotou o Cinfães por 3-0 no jogo grande da jornada, e está agora somente a um ponto da liderança. O Sp. Espinho venceu o Nogueirense por 3-1 e também encurtou distâncias para o líder, tal como o Pampilhosa, que foi aos Açores bater o Lusitânia por 3-0. O Operário venceu o BC Branco por duas bolas a zero.
Na fuga à despromoção, o Cesarense venceu o Sousense por duas bolas a uma, e o Bustelo venceu em Anadia por duas bolas a zero, o que permitiu às formações oriundas de Oliveira de Azeméis, estarem agora mais 'folgadas' na tabela. SJ Vêr e Tourizense empataram a um golo, mesmo resultado com que terminou a partida entre Tocha e Coimbrões.
Na Zona Sul, o líder Mafra bateu o Quarteirense por uma bola a zero e manteve a distância para o Farense, que venceu em Fátima por 2-1. A U. Leiria perdeu no terreno do Oriental também por 1-0 e disse 'adeus' à subida, situação semelhante à do Torreense, que perdeu por duas bolas a uma na casa do Sertanense.
O Casa Pia bateu o Pinhalnovense por 3-0 e subiu à oitava posição, enquanto que o 1º Dezembro bateu o Carregado por uma bola a zero. Louletano e Oeiras não saíram do nulo, enquanto que o Ribeira Brava derrotou o Futebol Benfica, também por 1-0.
A II Divisão regressa no próximo sábado.

III Divisão: Série Açores - 3ª Jornada

(Praiense 0-1 Sp. Ideal - autoria: Diário Insular.)
A terceira jornada da Série Açores da III Divisão trouxe a primeira derrota do já promovido Praiense, neste escalão e na actual temporada: a turma da Praia da Vitória foi surpreendida em casa pelo Sp. Ideal, que venceu por uma bola a zero e aumentou distâncias para o Angrense, que perdeu por 2-1 na deslocação ao terreno do Rabo de Peixe.
Na fase da despromoção, o Marítimo da Graciosa foi a única que logrou vencer, tendo ganho por 3-0 no terreno do Flamengos. Nos restantes jogos, Barreiro e Praínha não saíram do nulo, enquanto que Vitória do Pico e Santiago empataram a duas bolas.
A Série Açores regressa apenas no dia 7 de Abril, enquanto que a fase final da III Divisão 'Continental' se inicia no próximo sábado, dia 30 de Março.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Mundial 2014: Um ponto na mão e dois a voar

Portugal continua a claudicar no apuramento para o Mundial 2014, e pode ficar amanhã a sete pontos da líder Rússia, depois do empate de hoje a três bolas em Israel.
A formação lusa entrou praticamente a ganhar em solo israelita, mas consentiu uma reviravolta que chegou mesmo aos 3-1 a vinte minutos do fim. Postiga ainda reduziu, e Coentrão já nos últimos instantes da partida, acabou por empatar com alguma sorte à mistura.
O empate em Israel, permite a Portugal estar em igualdade pontual com o seu adversário na segunda posição, mas o primeiro, caso a Rússia vença amanhã na Irlanda do Norte, começa-se a complicar bastante.
Bruno Alves logo aos dois minutos começou por acordar um País que ainda estava meio atormentado por haver jogo oficial às 12h45: na sequência de um canto, o central saltou mais alto que toda a gente e cabeceou para o 0-1.
Portugal tentava o futebol de posse, a bola circulava por todo o seu meio-campo e até pelos extremos, mas não chegava a Postiga. Não havia produção ofensiva concludente, e as oportunidades, como é lógico, não apareciam.
Israel também não incomodava, mas ao minuto 24', uma desconcentração da defensiva portuguesa resultaria no empate: cruzamento na direita, Bruno Alves e Pepe baixaram as linhas e deixaram Hemed fazer um bonito golo 'à ponta-de-lança'.
Portugal voltou a falhar, mas desta vez no ataque: Meireles lançou Postiga, e em desequilíbrio o avançado do Saragoça rematou ao poste. Falhou Postiga e falhou novamente a zona mais recuada da equipa lusa aos 40' minutos, quando toda a gente foi atrás de Hemed e este com um toque soberbo de calcanhar, isolou Ben Basat para o 2-1.
Com Moutinho recuperado e em campo, Portugal saiu para o intervalo a perder com uma exibição pobre e enfadonha, ficando-se a queixar do árbitro, quando este não deixou João Pereira efectuar um lançamento junto à área de Israel, já para lá do minuto 45'.
A selecção das Quinas entrou com mais vontade no segundo tempo, mas só com as entradas de Carlos Martins e Vieirinha aos 60' minutos, é que a formação lusa conseguiu despertar.
Porém, dez minutos depois, de uma asneira de Bruno Alves que tentou dominar a bola de forma acrobática por duas vezes até ceder canto, nasceu o 3-1: do primeiro canto resultou um segundo, e no segundo, apareceu Gershon a aproveitar uma falha de comunicação entre Bruno Alves e Patrício, para dilatar a vantagem israelita.
A 'sorte' apareceu para Portugal dois minutos depois do 3-1, quando Vieirinha lançou Ronaldo, e o jogador do Real Madrid acelerou até à área, assistindo Postiga para o 3-2.
Paulo Bento mexeu de imediato, alargando a frente de ataque com a entrada de Hugo Almeida por troca com Bruno Alves, e foi já no balneário que o central do Zenit viu os seus colegas chegarem ao 3-3 aos 90+3' minutos: Hugo Almeida ganhou nas alturas a Aouate e desviou à barra, Shpungin tentou aliviar, mas Coentrão foi mais rápido e com a canela impediu o alívio. Impediu o alívio e introduziu a bola na baliza israelita, fazendo o empate final.
Coentrão que aos 89' minutos havia ficado perto do empate, quando apareceu a tentar concluir com êxito uma série de ressaltos na área israelita, acabando por mandar a bola de cabeça à trave.
Portugal acabou assim por salvar um ponto, deixando outros dois a voar, preparando-se agora para a deslocação ao Azerbaijão. É já na próxima terça-feira, e Ronaldo não joga.
Ficha de Jogo:

Jogo realizado no Estádio Ramat Gan, em Tel-Aviv - Israel
Quarteto de arbitragem composto por: Stéphane Lannoy (Árbitro Principal - França); Frédéric Cano e Michael Annonier (Árbitros Assistentes);

Israel (4-3-3): Aouate; Shpungin, Tibi, Ben-Haim e Gershon; Natcho, Yeini e Kayal; Melicsohn (Rafaelov 73'), Hemed (Atar 63') e Ben Basat (Benayoun 81').
Treinador: Eli Guttmann. Suplentes Não Utilizados: Harush e Dani Amos; Keinan, Zahavi, Reikan, Shish, Alberman, Radi e Shechter.

Portugal (4-3-3): Rui Patrício; João Pereira, Bruno Alves (Hugo Almeida 75'), Pepe e Fábio Coentrão; Miguel Veloso (Carlos Martins 60'), João Moutinho e Raúl Meireles; Varela (Vieirinha 60'), Postiga e Ronaldo.
Treinador: Paulo Bento. Suplentes Não Utilizados: Beto e Eduardo; Sereno, Neto, Sílvio, Custódio, Paulo Machado, Danny e Pizzi.

Disciplina:
Amarelos: Kayal 28'; Hemed 44'; Melicsohn 59'; Fábio Coentrão 59'; Carlos Martins 66'; Ronaldo 72'.

Marcador: 0-1 Bruno Alves 02'; 1-1 Hemed 24'; 2-1 Ben Basat 40'; 3-1 Gershon 70'; 3-2 Hélder Postiga 72'; 3-2 Fábio Coentrão 90+3'.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Há 11 anos: Mourinho caía na Champions (vídeo)

Hoje é um dos melhores treinadores do Mundo, senão o melhor, mas há precisamente onze anos atrás, José Mourinho dizia 'adeus' à sua primeira participação na Liga dos Campeões, então ao serviço de um FC Porto muito debilitado.
Na última jornada da segunda fase de grupos da Liga dos Campeões, disputada a 20 de Março de 2002, o FC Porto perdeu por 2-0 em Praga, frente ao Sparta local, e quedou-se na última posição do seu grupo, saindo assim da prova milionária.
Mourinho orientou quatro dos seis jogos dos portistas nesta segunda fase de grupos da Champions League, somando apenas uma vitória contra três derrotas.
Os portistas fizeram quatro pontos, todos contra o Panathinaikos da Grécia, e apesar de estarem obrigados a vencerem na República Checa, sucumbiram a um primeiro golo de Sionko aos 63' minutos, a um livre convertido por Jarosik aos 71' minutos, e a um gigante na baliza checa que dava pelo nome de...Petr Cech.
O técnico português não foi então feliz na sua primeira experiência na melhor prova europeia de clubes, mas na segunda vez que lá participou, venceu a prova.
Cá fica o vídeo com os golos dessa partida disputada há onze anos atrás, curiosamente, também a uma quarta-feira:

segunda-feira, 18 de março de 2013

II Divisão: 24ª Jornada

(SC Farense 1-1 CD Mafra)
Na Zona Norte da II Divisão, a jornada vinte e quatro trouxe percas de pontos para os três maiores candidatos à subida neste momento, sendo que o líder Mirandela até conseguiu pontuar, empatando a uma bola em Vizela. O D. Chaves perdeu surpreendentemente por uma bola a zero no terreno do aflito Padroense, enquanto que o Ribeirão sucumbiu no derby frente ao Famalicão, perdendo por 4-2. Num 'velho duelo' do futebol português, o Boavista perdeu em casa frente ao Tirsense por 1-0.
Vilaverdense e Limianos empataram a uma bola, enquanto que o Gondomar bateu o Infesta também por uma bola a zero. O Joane venceu o Fafe por 2-0, enquanto que o Varzim venceu pelo mesmo resultado em Amarante.
Na Zona Centro, o líder Cinfães não foi além de um empate caseiro frente ao Tocha a uma bola, situação desaproveitada pelo Ac. Viseu, que perdeu em Touriz, frente ao Tourizense, por 2-1. O Sp. Espinho venceu em Coimbrões por 2-0 e encurtou distâncias para os dois primeiros lugares, enquanto que o Pampilhosa bateu o Operário por uma bola a zero e subiu ao quarto lugar.
Completamente em 'queda livre' está o Anadia, que perdeu no terreno do Sousense por 3-2, sendo que o SJ Vêr ainda não conseguiu vencer depois dos reforços 'de peso', tendo sido derrotado na casa do aflito Bustelo por 2-0. O Cesarense protagonizou uma das surpresas da jornada, ao ir vencer a Castelo Branco, o Benfica local, por 2-1, enquanto que o Nogueirense bateu o Lusitânia por 3-2.
Na Zona Sul, Farense e Mafra empataram a uma bola no São Luís, e permitiram a aproximação da U. Leiria, que bateu o Ribeira Brava por 2-0. O Torreense bateu o Fátima por uma bola a zero e continua na quarta posição, enquanto que o Sertanense venceu em Oeiras por 3-1 e continua quinto.
Oriental e 1º Dezembro venceram fora e continuam de mãos dadas no sexto lugar: os orientalistas venceram no Carregado por 2-1, enquanto que os sintrenses venceram no terreno do Quarteirense por uma bola a zero. O Louletano venceu na casa do Pinhalnovense, também por uma bola a zero, enquanto que Futebol Benfica e Casa Pia empataram a duas bolas.
A II Divisão regressa no próximo fim-de-semana.

III Divisão: Série Açores - 2ª Jornada

(A meio de Março, o Praiense é a primeira equipa a subir à II Divisão - autoria: Diário Insular.)
Com o fim da fase regular e paragem das séries do Continente durante duas semanas, este domingo a III Divisão jogou-se apenas nos Açores, com a disputa da segunda jornada tanto na fase de subida, como no campeonato de despromoção.
Na fase de promoção, o Praiense bateu o Angrense por uma bola a zero e festejou matematicamente a subida à II Divisão, fruto do nulo caseiro do Sp. Ideal  frente ao Rabo de Peixe.
Esta fase de subida é composta apenas por quatro formações, terá seis jornadas, e o Praiense já tem treze pontos de vantagem para o segundo lugar, quando já só estão doze pontos em disputa. Naturalmente, a equipa da Praia da Vitória é a primeira a subir à II Divisão Nacional.
No campeonato da descida, o líder Santiago empatou sem golos no terreno do Praínha, e viu o Barreiro aproximar-se, após vencer por 2-1 na casa do Marítimo da Graciosa. Na deslocação ao terreno do Flamengos, o Vitória do Pico venceu por 3-0.
A Série Açores continua no próximo domingo, que ainda não terá o regresso das equipas do Continente, sendo que estas retomarão a actividade no dia 30 deste mês.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Sorteios UEFA: Benfica defronta Newcastle

(Shola Ameobi, aqui em luta com Polga na época 04/05, ainda representa o Newcastle.)
O Benfica, único representante português nas competições europeias, conheceu esta manhã o seu adversário nos Quartos-de-Final da Liga Europa, que dá pelo nome de Newcastle.
Os ingleses não defrontam equipas portuguesas de forma oficial desde a temporada 04/05, quando se cruzaram com o Sporting, também na Taça UEFA, e logo por duas vezes: primeiro na fase de grupos, depois, curiosamente, também nos Quartos-de-Final.
Para completar esta sequência, convém referir outra curiosidade: os 'Magpies' defrontaram o Sporting três vezes nessa temporada, uma vez que se cruzaram com os leões na pré-época.
O Sporting empatou em Saint James Park na fase de grupos; perdeu no mesmo palco na primeira mão dos Quartos-de-Final; e goleou por 4-1 na segunda mão, na época em que chegou mesmo à final da Taça UEFA, disputada, como se sabe, em Alvalade.
De lá para cá, muita coisa mudou, e embora o Newcastle não tenha uma equipa tão forte como há oito anos atrás, é sempre um adversário a ter em conta, até porque provém da melhor liga do Mundo. A primeira mão joga-se na Luz a 4 de Abril, sendo que na semana seguinte, os encarnados viajam até ao Norte de Inglaterra.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Liga Europa: Benfica nos Quartos-de-Final

O Benfica apurou-se esta noite para os Quartos-de-Final da Liga Europa, ao vencer por 3-2 em casa do Bordéus, num jogo em que esteve sempre em vantagem.
Jardel bisou, um na baliza certa e outro na própria, Cardozo bisou 'a sério', e Gaitán foi campeão perante um Bordéus que se mostrou incapaz de contrariar o poderio dos 'encarnados'.
Apesar disso, os primeiros trinta minutos foram duros para o Benfica, que 'levou' com uma entrada forte e pressão alta dos girondinos, que procuraram quase sempre através dos flancos criar calafrios junto da baliza de Artur.
Durante aquela meia-hora, o Benfica resguardou-se no seu meio-campo, procurando sair rápido para o ataque por intermédio de Ola John, que tal como Salvio, não compensava as subidas dos laterais adversários, e ajudava a criar descompensações na zona defensiva benfiquista.
Só que quando os franceses estavam por cima no jogo, o Benfica marcou: canto cobrado por Ola John, e Jardel a antecipar-se a Carrasso, para de cabeça fazer o 0-1 aos 30' minutos.
O Bordéus que até aqui precisava de marcar um golo para empatar a eliminatória, passou a precisar de fazer três, e desanimou ao ponto de baixar os braços. Era compreensível, mas os girondinos voltaram à carga em cima do intervalo, tendo tido uma boa ocasião para marcar por Diabaté, só que nesta altura a força mental e física já não era a mesma.
A segunda parte iniciou-se num ritmo diferente do primeiro: com o jogo mais morno e lento, o Benfica mal ou bem, ia controlando as tentativas gaulesas de chegarem ao golo.
Sertic até teve uma boa oportunidade para empatar, mas seria Diabaté a fazê-lo aos 74' minutos, aproveitando um corte defeituoso de Jardel.
Porém, o empate não durou sequer um minuto, pois o Benfica colocou a bola ao centro, e poucos segundos depois, chegou ao 1-2 por intermédio de Cardozo, que tinha acabado de render Rodrigo.
A emoção voltaria à partida no período de compensação, uma vez que no primeiro minuto Jardel fez o tal bis indesejado, acabando por fazer um auto-golo que empatou a partida, mas na jogada seguinte, Cardozo voltaria a marcar, fazendo o 2-3 final para o Benfica.
O Benfica segue assim para os Quartos-de-Final da segunda prova de clubes mais importante na Europa, e assume-se agora como o único representante português nas competições europeias.
O sorteio realiza-se já esta sexta-feira, sendo que o Benfica irá defrontar uma destas sete equipas: Tottenham, Chelsea ou Newcastle (Inglaterra); Lázio (Itália); Rubin Kazan (Rússia); Basileia (Suíça) e Fenerbahçe (Turquia).
Ficha de Jogo:

Jogo realizado no Estádio Chaban-Delmas, em Bordéus - França
Quarteto de arbitragem composto por: Ovidiu Hategan (Árbitro Principal - Roménia); Octavian Sovre e Sebastien Gheorghe (Árbitros Assistentes); Radu Ghinguleac (Quarto Árbitro)

Bordéus (4-3-3): Carrasso; Mariano (Khalfallah 72'), Henrique, Sané e Trémoulinas; Plasil, Obraniak e Sertic (Poko 69'); Saivet, Diabaté e Maurice-Belay (Sacko 78').
Treinador: Francis Gillot. Suplentes Não Utilizados: Olimpa; Planus, Marange e Poundje.

Benfica (4-5-1): Artur; André Almeida, Roderick, Jardel e Melgarejo; Matic, Enzo Pérez, Salvio (Maxi Pereira 88'), Gaitán e Ola John (Carlos Martins 84'); Rodrigo (Cardozo 67').
Treinador: Jorge Jesus. Suplentes Não Utilizados: Paulo Lopes; Miguel Vítor, Aimar e Lima.

Disciplina:
Amarelos: Henrique 10'; Obraniak 32'; Roderick 52'; Ola John 83'; Maxi Pereira 90'.

Marcador: 0-1 Jardel 30'; 1-1 Diabaté 74'; 1-2 Cardozo 75'; 2-2 Jardel 90+1' P.B.; 2-3 Cardozo 90+2'.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Liga dos Campeões: Barça cilindrou AC Milan

(Neustadter já rematou para o 1-0 durante o Schalke - Galatasaray de ontem.)
O Barcelona goleou ontem o AC Milan por 4-0 na segunda-mão dos Oitavos-de-Final da Liga dos Campeões, e qualificou-se 'sem espinhas' para os Quartos-de-Final da competição.
Depois de ter perdido na primeira mão em Itália por 2-0, a turma blaugrana entrou a todo o gás em Camp Nou, e Leonel Messi com dois belos golos aos 5' e aos 39' minutos, começou a construir um triunfo, que seria concluído por Villa aos 55' e Jordi Alba aos 92'.
No outro jogo da noite, Schalke 04 e Galatasaray vinham de um empate a uma bola na Turquia, e os alemães adiantaram-se no marcador por Neustadter aos 18' minutos. Hamit Altintop aos 37' e Burak Yilmaz aos 42' dariam a cambalhota no resultado para os turcos, e Michel Bastos acabou por fazer o 2-2 aos 63' minutos. Com este resultado, era o 'Gala' quem passava, e Umut Bulut fez questão de reforçar ainda mais essa 'posição' fazendo o 2-3 aos 95'.
Já hoje, além de Isco aos 43' minutos e Santa Cruz aos 77' terem feito cair o FC Porto, o Arsenal venceu oi Bayern, em Munique, também por 2-0, mas acabou por ser eliminado, de nada valendo os golos de Giroud logo aos três minutos e de Koscielny aos 86'.
Pelo segundo ano consecutivo, os 'Gunners' ficam a um golo dos Quartos-de-Final: na época passada, o Arsenal perdeu por 4-0 com o Milan na primeira mão, e venceu por 3-0 no segundo jogo; este ano perdeu por 1-3 em casa com o Bayern; e acabou por vencer por 2-0 esta noite.
E, tal como adiantei há uma semana, Inglaterra fica sem representantes na Liga dos Campeões, na mesma noite em que Portugal cometeu igual feito.
Entretanto, recorde aqui os oito apurados para os Quartos-de-Final da prova, com o sorteio a ser realizado esta sexta-feira na Suíça: Real Madrid, Barcelona e Málaga (Espanha); Dortmund e Bayern Munique (Alemanha); Paris SG (França); Galatasaray (Turquia) e Juventus (Itália).

Liga dos Campeões: FC Porto eliminado

O FC Porto perdeu esta noite em Málaga por 2-0, e caiu nos Oitavos-de-Final da Liga dos Campeões, perante um adversário que, a disputar a prova pela primeira vez na história, integra assim o grupo onde estão os oito melhores clubes europeus.
Isco aos 43' minutos, já depois de Saviola ter marcado mas de o golo não ser validado, e Santa Cruz aos 77', estabeleceram o resultado final favorável aos andaluzes.
Foi um FC Porto irreconhecível, aquele que se apresentou no La Rosaleda esta noite: os dragões não tiveram atitude, não conseguiram ter argumentos para seguir em frente, e ainda assim, acabaram por ser superiores ao adversário. Mas se no futebol o que conta são os golos, então aí os portistas deixaram muito a desejar.
Depois de controlar os primeiros trinta minutos a seu bel-prazer, sem dar aso a muitas investidas malaguenhas, a formação azul-e-branca esmoreceu perto do minuto quarenta, quando Saviola marcou após Helton largar a bola dentro de área. Nicola Rizzoli viu uma falta de Júlio Baptista que mais ninguém viu, e o golo não contou.
Nessa altura, e ao longo dos últimos minutos, o Málaga já vinha em crescendo, e três minutos depois de Saviola ter marcado, seria Isco a fazê-lo, desta vez a valer: o médio-ofensivo recebeu a bola perto da área portista, e entre-linhas, rematou ao ângulo superior esquerdo, fazendo a bola passar por cima de Helton.
O FC Porto acusou o golo e saiu para o intervalo sob brasa, com o jogo descontrolado, e com três jogadores importantes no seu esquema amarelados.
Vítor Pereira surpreendeu ao intervalo, lançando James por troca com Moutinho, e três minutos depois do início do segundo tempo, Defour, já com amarelo, cometeu uma falta de forma incompreensível e foi admoestado com o segundo cartão.
Os portistas ficavam com dez e o Málaga galvanizava-se. Atsu ainda rendeu Alex Sandro aos 68' minutos, numa altura que Maicon já tinha entrado para o lugar de Varela, e os espanhóis continuavam a ameaçar o golo: primeiro Saviola, depois Isco por duas vezes, primeiro por cima da barra, e de seguida, a rematar às malhas laterais por entre as pernas de Helton.
Cheirava a golo, e aos 77' minutos, o recém-entrado Roque Santa Cruz, saltou mais alto que Otamendi, e na sequência de um canto, atirou com o FC Porto para fora da Champions.
Maicon ainda marcou, aos 80' minutos, mas estava claramente em posição ilegal, tal como Jackson pouco depois, que também conseguiu marcar para lá das leis-de-jogo.
A partida terminaria com James a ter a última oportunidade dos dragões aos 92' minutos, quando em zona frontal e com linhas-de-passe, preferiu rematar à figura de Caballero.
Os portistas saem então assim da Liga dos Campeões de forma diria que assustadora, uma vez que se compararmos as exibições dos azuis-e-brancos nesta eliminatória, vemos um contraste enorme a todos os níveis.
Sai o FC Porto, ficam Duda, Eliseu e Antunes. Três esquerdinos, portugueses, na mesma equipa.
Ficha de Jogo:

Jogo disputado no Estádio La Rosaleda, em Málaga - Espanha
Quarteto de arbitragem composto por: Nicola Rizzoli (Árbitro Principal - Itália); Andrea Stefani e Renato Faverani (Árbitros Assistentes); Riccardo Di Fiore (Quarto Árbitro)

Málaga (4-4-2): Caballero; Jesús Gámez, Demichelis, Wellington e Antunes; Joaquín (Camacho 88'), Toulalan, Iturra e Isco; Júlio Baptista (Santa Cruz 74') e Saviola (Lucas Piazón 78').
Treinador: Manuel Pellegrini. Suplentes Não Utilizados: Kameni; Diego Lugano, Sergio Sánchez e Sebastián Fernández.

FC Porto (4-3-3): Helton; Danilo, Mangala, Otamendi e Alex Sandro (Atsu 68'); Fernando, Lucho e João Moutinho (James Rodríguez 45'); Defour, Jackson e Varela (Maicon 57').
Treinador: Vítor Pereira. Suplentes Não Utilizados: Fabiano; Castro, Izmaylov e Liedson.

Disciplina:
Amarelos: Otamendi 16'; Defour 24' e 48'; Demichelis 28'; Alex Sandro 29'; Jesús Gámez 33'; Toulalan 64'; Mangala 83'.
Vermelhos: Defour 48'.

Marcador: 1-0 Isco 43'; 2-0 Santa Cruz 77'.

segunda-feira, 11 de março de 2013

II Divisão: 23ª Jornada

(D. Chaves 0-0 Varzim - autoria: blogue "Lobos do Mar".)
Na vigésima terceira jornada da Zona Norte da II Divisão, o líder Mirandela bateu o Vilaverdense por 3-0 e aumentou distâncias para o vizinho Chaves, que não foi além de um nulo caseiro frente ao Varzim, no reeditar de um duelo histórico. O Ribeirão venceu o Joane por 2-1 e alcançou os flavienses na vice-liderança, enquanto que o Vizela venceu no terreno do Padroense também por 2-1, e ascendeu ao quarto lugar de forma isolada.
Limianos e Famalicão empataram a uma bola, mesmo resultado com que terminou a partida entre Tirsense e Amarante. O Fafe derrotou o Gondomar por uma bola a zero, enquanto que o Boavista venceu por expressivos 4-0 no terreno do Infesta.
Na Zona Centro, o líder Cinfães empatou a uma bola no terreno do Coimbrões, e permitiu a aproximação do Ac. Viseu, que bateu o Bustelo por 3-0. O BC Branco venceu em Anadia por uma bola a zero, enquanto que o Sp. Espinho empatou a duas bolas nos Açores, frente ao Lusitânia.
O Sousense protagonizou a surpresa da jornada, ao vencer por 5-2 na casa do SJ Vêr, enquanto que o Tourizense venceu por uma bola a zero no terreno do Tocha. O Operário venceu o Nogueirense pelo mesmo resultado, sendo que Cesarense e Pampilhosa não saíram do nulo.
Na Zona Sul, o líder Mafra foi surpreendido em casa pelo Torreense, tendo perdido por 3-2, mas o Farense não aproveitou esse 'brinde', perdendo por 2-0 na casa do 1º Dezembro. O U. Leiria também desperdiçou a hipótese de encurtar distâncias, tendo empatado a um golo no terreno do Casa Pia, enquanto que o Pinhalnovense protagonizou outra das surpresas desta ronda, ao vencer por uma bola a zero no terreno do Sertanense.
O Oriental venceu o Ribeira Brava por 2-0, mesmo resultado com que o Louletano derrotou o Futebol Benfica. O Fátima bateu o Oeiras por uma bola a zero, enquanto que Carregado e Quarteirense empataram a duas bolas.
A II Divisão regressa no próximo fim-de-semana.

III Divisão: 22ª Jornada - Última

(Felgueiras 1-0 Santa Eulália - autoria: blogue "Notícias FC Felgueiras".)
Caiu o pano sobre a primeira fase da III Divisão, com os seis primeiros da Série A a ficarem exactamente iguais como estavam há uma semana: o Taipas goleou o Monção por 5-1 e segurou o quinto lugar; o Marinhas venceu o Esposende por 4-0 e segurou o sexto posto; enquanto que o Maria da Fonte, que não dependia de si, perdeu em casa frente ao Vianense por 3-1.
O líder Bragança venceu no terreno do Merelinense também por 3-1, o Santa Maria venceu em Ronfe por uma bola a zero e foi segundo, enquanto que o Ponte da Barca venceu o Melgacense por 3-0.
Na Série B, a Oliveirense derrotou o Lousada por 3-1 e segurou o primeiro lugar, perante a 'ameaça' do Felgueiras, que venceu o Santa Eulália por uma bola a zero. O Paredes goleou o Leça por 4-0, e terminou a primeira fase na terceira posição.
Pedras Rubras e Vila Meã empataram a três bolas, enquanto que Vila Real e Serzedelo não foram além de uma igualdade a um golo. O Aliados de Lordelo venceu o Rebordosa por 1-0.
Na Série C, a luta de ontem resumia-se ao quinto e sexto lugar, disputados por três equipas, que terminaram todas em igualdade pontual: o Oliv. do Bairro venceu o Penalva do Castelo por 1-0 e além de alcançar os penalvenses, alcançou o U. Lamas, que cedeu um empate caseiro a uma bola frente ao Grijó. O histórico emblema lamacense, acabou por descer aos Distritais.
Na luta pela liderança, o Estarreja venceu por duas bolas a zero em Oliv. de Frades, e aproveitou a derrota do Salgueiros em Avanca por 2-1, para vencer esta primeira fase. O Alba bateu o Aguiar da Beira por uma bola a zero, enquanto que o Sampedrense goleou o Parada por 4-1.
Na Série D, Alcanenense e Torres Novas chegaram à última ronda a discutirem o sexto lugar, sendo que a turma de Alcanena goleou fora-de-portas o Alcobaça por 4-1, e aproveitou a derrota do Torres Novas por 2-1 no terreno do Caldas, para confirmar a sexta posição. O Beneditense fechou com 'chave de ouro' esta primeira fase, ao derrotar o Pombal também por 2-1.
O Sourense venceu o Sernache, também por duas bolas a uma, sendo que o Oliv. do Hospital venceu pelo mesmo resultado em casa do Mortágua. O Penelense bateu o Marinhense por 3-2.
Na Série E, a luta passava também pela quinta e sexta posição, e estava 'entregue' a três equipas, sendo que o Barreirense venceu em Peniche por uma bola a zero, o Lourinhanense empatou a três golos no terreno do Fabril, e o Pêro Pinheiro venceu por 2-1 no terreno do Eléctrico, acabando por ficar na sétima posição.
O Sintrense bateu o Tires também por 2-1, o Cartaxo venceu em Amora por três bolas a duas, enquanto que o Sacavenense bateu o Real por 2-0.
Na Série F, três equipas lutavam por uma vaga, sendo que o Sesimbra perdeu por 3-0 no terreno do Lusitano VRSA e acabou alcançado por Vasco da Gama e Aljustrelense, sendo que foram os 'vascaínos' a conseguirem a sexta posição, depois de empatarem a zero em Moura. Já o Aljustrelense, empatou a uma bola no terreno do Castrense.
O líder U. Montemor goleou a Juv. de Évora por 5-0, enquanto que Lagoa e Reguengos não saíram do nulo. O Monte Trigo venceu o Esp. de Lagos por 3-1.
Nos Açores, o Praiense entrou na fase de subida com um empate a uma bola no terreno do Rabo de Peixe, situação desaproveitada pelo Angrense, que perdeu em casa com o Sp. Ideal por 2-1.
Na fase de 'descida', o Praínha foi a única equipa que logrou vencer, tendo ganho por 3-2 no terreno do Vitória do Pico. Santiago e Marítimo da Graciosa não saíram do nulo, enquanto que Barreiro e Flamengos empataram a duas bolas.
A fase final da III Divisão inicia-se no próximo dia 30 de Março, com as equipas a partirem para esta fase com metade dos pontos averbados na primeira fase, arredondados por excesso. Na fase de descida, o grande 'alento' para as equipas que já estão despromovidas aos Distritais, é o facto do primeiro lugar de cada série dar apuramento para a Taça de Portugal da próxima temporada.
Confira as equipas apuradas para a fase de subida e as equipas já despromovidas aos Distritais:

Apurados para a fase de subida: Bragança, Santa Maria, Vianense, Ronfe, Taipas, Marinhas, AD Oliveirense, Felgueiras, Paredes, Pedras Rubras, Lousada, Santa Eulália, Estarreja, Salgueiros, Grijó, Alba, Oliv. do Bairro, Penalva do Castelo, Caldas, Sourense, Oliv. do Hospital, Sp. Pombal, Sernache, Alcanenense, Sintrense, Fabril, Barreirense, Eléctrico, Sacavenense, Lourinhanense, U. Montemor, Moura, At. Reguengos, Esp. de Lagos, Juv. de Évora e Vasco da Gama.

Despromovidos aos Distritais: Maria da Fonte, Ponte da Barca, Merelinense, Melgacense, Esposende, Monção, Serzedelo, Aliados de Lordelo, Vila Real, Vila Meã, Rebordosa, Leça, U. Lamas, Avanca, Sampedrense, Parada, Aguiar da Beira, Oliv. de Frades, Torres Novas, Marinhense, Penelense, Beneditense, Alcobaça, Mortágua, Pêro Pinheiro, Real, Amora, Tires, Peniche, Cartaxo, Sesimbra, Aljustrelense, Lusitano VRSA, Castrense, Monte Trigo e Lagoa.

sábado, 9 de março de 2013

Polónia: Kazmierczak fez golaço, ainda se recorda dele?

(Kazmierczak, aqui em acção pelo FC Porto frente ao V. Guimarães, chegou a Portugal em 06/07.)
Jogou três épocas em Portugal, vestiu três camisolas diferentes, singrou no Boavista, não deu continuidade a isso no FC Porto, e esteve nos 8-1 sofridos pelo V. Setúbal na Luz em 09/10.
Falo-lhe do polaco Przemyslaw Kazmierczak, um esquerdino que faz qualquer posição do meio-campo, e tem um nome quase impronunciável. Contudo, a pergunta é: ainda se recorda dele?
Agora a jogar no Slask Wroclaw, equipa que milita no primeiro escalão do seu País-Natal, Kazmierczak fez este sábado um golo que, certamente, não mais irá esquecer.
Na visita do Slask Wroclaw ao terreno do Ruch Chorzów, em jogo a contar para a jornada dezoito do principal campeonato polaco, Kazmierczak abriu o activo aos oito minutos com um remate soberbo bem antes da linha da grande-área, já depois de ter tirado dois adversários do caminho com uma finta soberba.
O Wroclaw acabaria por consentir o empate bem perto do apito final, aos 90+3' minutos, mas o golo de Kazmierczak, ficará para sempre gravado na memória de quem viu o jogo.
Cá fica o vídeo:

sexta-feira, 8 de março de 2013

Nuno Francisco: "Gafanha é um clube sério"

(Nuno Francisco e o Gafanha voltam domingo a jogar com o Paivense, tal como na foto.)
Afastado dos Nacionais desde 2007, o Gafanha, que actualmente milita na I Divisão da AF Aveiro, viu-se na passada segunda-feira nas capas dos jornais desportivos, depois de ter sido mencionado por Costinha, técnico do Beira-Mar, que 'usou' o clube da Gafanha da Nazaré, para lembrar aos jornalistas que a sua equipa até contra os gafanhenses se galvanizava.
Mas, afinal, 'quem é este' Gafanha? O Conversas Redondas foi à procura de uma resposta a esta pergunta, e esteve à conversa com Nuno Francisco, jogador do clube desde 2010, que começou por explicar como 'funciona' o Grupo Desportivo da Gafanha:
"O Gafanha é um clube que actua na I Divisão Distrital de Aveiro, e é um clube respeitado, pois tem algum 'nome' no distrito. A aliar a isto, o Gafanha é um clube cumpridor, com um orçamento realista tendo em conta a actual situação que vivemos, governado por pessoas que gostam muito do clube e que têm o objectivo de o fazer crescer, investindo bastante na formação, contribuindo para isso as boas infra-estruturas que o clube tem."
Nuno Francisco é adepto confesso do Benfica, esteve no Municipal de Aveiro a ver o jogo no passado domingo, e na formação vestiu a camisola do FC Porto. O futebol, entretanto, deixou de ser prioridade e é na Gafanha que vai jogando quase por 'carolice'.
Com um plantel experiente e de qualidade, o Gafanha ocupa a oitava posição do campeonato, ligeiramente abaixo do que é habitual no clube. O extremo conta que o plantel achou piada a esta 'exposição', mas reitera que as palavras de Costinha não tiveram qualquer efeito na equipa:
"O grupo achou piada a esta situação, pois o nome do Gafanha estava nos principais jornais desportivos no dia seguinte ao jogo Beira-Mar-Benfica, e claro que foi motivo de brincadeira no balneário. As palavras do Costinha de forma nenhuma tiveram interferência na nossa maneira de trabalhar, uma vez que ele falou no Gafanha, como podia ter falado noutro clube qualquer de uma divisão inferior como a nossa."
Em 2000, o Gafanha subiu aos Nacionais pela primeira vez e disputou a III Divisão durante sete épocas consecutivas, acabando por descer em 06/07. Desde então, tem lutado pelos primeiros lugares na I Divisão da AF Aveiro, e conta com um excelente complexo desportivo, equipado por um relvado em óptimas condições, que já foi, inclusive, utilizado pelas selecções nacionais mais jovens.
Aos 26 anos, Nuno Francisco representa o Gafanha desde a temporada 10/11, época que começou no Oiã, já depois de ter passado por Águeda e Anadia. Na formação, o extremo aveirense começou no Estrela Azul, de onde transitou para o Beira-Mar, e posteriormente para o FC Porto, voltando à formação 'auri-negra' no seu último ano de júnior. Os três anos passados de 'Dragão' ao peito, abriram-lhe as portas da selecção portuguesa, por quem é internacional sub-16 e sub-17.

Fábio Faria termina carreira

(Fábio Faria, aqui ao serviço do Rio Ave frente ao Belenenses, anunciou hoje o fim da sua carreira.)
O defesa-central português Fábio Faria, de vinte e três anos, anunciou esta sexta-feira um ponto final na sua carreira de futebolista, devido a problemas cardíacos.
A 4 de Fevereiro de 2012, o jogador internacional por Portugal nos Sub-21, sentiu-se mal durante o encontro entre Moreirense e Rio Ave a contar para a Taça da Liga, e desde essa altura não voltou a jogar futebol.
Esta manhã, em conferência de imprensa na sede do Sindicato de Jogadores, Fábio Faria salientou o apoio da família nesta decisão, destacando a importância da saúde:
"Esta foi uma decisão que custou muito tomar, mas tive o apoio dos meus pais, da minha namorada, da família, do meu empresário, do Benfica, que foi excepcional, e do Rio Ave, que é o clube da minha terra. A vida é assim. Os últimos exames não correram como esperava e o mais seguro é deixar o futebol. A vida é mais importante."
Acompanhado por Luís Fílipe Vieira, por António Campos, presidente do Rio Ave, por Joaquim Evangelista, presidente do Sindicato, e por Mário Figueiredo, presidente da Liga de Clubes, Fábio Faria anunciou que o seu objectivo agora é formar-se em gestão desportiva.
O jogador tem contrato com o Benfica até 2015, e teve a solidariedade do clube benfiquista, que representado pelo seu presidente, fez saber que Fábio Faria continuará a receber ordenado dos encarnados até ao fim do seu contrato, além de que no próximo domingo, será alvo de uma homenagem no Estádio da Luz, nos momentos que antecedem a partida entre Benfica e Gil Vicente.
Fábio Faria começou a jogar futebol no FC Porto, acabando depois por ingressar na formação do Rio Ave, por quem se estrearia como sénior. Deu nas vistas ao serviço dos vilacondenses e acabou por assinar contrato com o Benfica em 2010, tendo sido depois sucessivamente emprestado a Valladolid, Paços de Ferreira e Rio Ave, clube onde acabou por fazer o último jogo da sua carreira.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Liga Europa: Benfica derrota Bordéus

O Benfica entrou com o pé direito nos Oitavos-de-Final da Liga Europa, ao vencer o Bordéus por uma bola a zero, com golo de Rodrigo, dividido a meias com Carrasso, aos 21' minutos.
Num jogo muito fraquinho, e com o Benfica a fazer uma exibição desinspirada como há muito não fazia, a partida salvou-se pelo remate de Rodrigo à passagem do minuto vinte, que bateu na trave e de seguida nas costas do guardião francês Carrasso, antes de entrar na baliza girondina.
O Benfica procurou desde cedo assumir o controlo da partida, mas encontrou um adversário a defender a toda a largura do seu terreno, e a dificultar os caminhos para a sua baliza.
A juntar a isto, o ritmo da partida era lento, tal como os franceses queriam, mas a verdade é que na primeira vez que imprimiu alguma velocidade no jogo, o Benfica marcou: cruzamento de Melgarejo na esquerda, Ola John amortece com o peito para Rodrigo, e o brasileiro naturalizado espanhol a rematar à trave, com a bola a bater nas costas de Carrasso e a entrar.
Os encarnados animaram-se com o golo marcado, e logo a seguir Cardozo podia ter aumentado o score, mas não foi capaz de o fazer.
O Bordéus 'perdeu-se' um pouco na partida após sofrer o golo, mas à beira do intervalo, voltaria a entrar na partida, quando Obraniak obrigou Artur a defender com os punhos.
Depois de uma primeira parte fraca, a segunda parte também não foi muito melhor, com o Benfica a ficar mais lento e previsível e a cometer uma série de erros que não tiveram graves consequências.
A formação francesa estava agora mais organizada e mais ciente de que teria de 'andar muito' para conseguir outro resultado, enquanto que o público da Luz começava a ficar impaciente. Jesus lançou então Enzo Pérez e Salvio em simultâneo para os lugares de Carlos Martins e Cardozo, e pouco depois, lançaria Lima para o lugar de Ola John, mas nem assim o rumo do jogo foi invertido.
O Benfica voltaria, ainda assim, a ameaçar por Rodrigo, que chegou ligeiramente atrasado a um cruzamento de Melgarejo na esquerda, depois de uma bela arrancada do paraguaio.
Os franceses sem arriscarem muito, tiveram uma boa ocasião já perto do minuto noventa, quando o tunisino Khalfallah apareceu isolado frente a Artur, mas permitiu a defesa ao brasileiro.
A partida terminaria pouco depois sem lances dignos de registo, e com os adeptos benfiquistas a saírem desiludidos com a exibição da sua equipa, e a brindarem-na com assobios, algo que o Estádio da Luz há muito não protagonizava.
Muito melhor que a exibição, foi o resultado, que deixa o Benfica em vantagem para a segunda mão, e com excelentes perspectivas de chegar aos Quartos-de-Final. De hoje a uma semana, dia 14 de Março, o Benfica desloca-se então a Bordéus.
Ficha de Jogo:

Jogo realizado no Estádio da Luz, em Lisboa
Quarteto de arbitragem composto por: Alon Yefet (Árbitro Principal - Israel);

Benfica (4-4-2): Artur; André Almeida, Garay, Luizão e Melgarejo; Roderick, Ola John (Lima 74'), Carlos Martins (Enzo Pérez 64') e Gaitán; Cardozo (Salvio 64') e Rodrigo.
Treinador: Jorge Jesus. Suplentes Não Utilizados: Paulo Lopes; Jardel, Maxi Pereira e Aimar.

Bordéus (4-5-1): Carrasso; Mariano, Henrique, Sané e Trémoulinas; Sertic, Faubert (Traoré 43'), Plasil, Obraniak e Maurice-Belay (Khalfallah 79'); Diego Rolán (Bellion 66').
Treinador: Francis Gillot. Suplentes Não Utilizados: Keita; Marange, Planus e Poundje.

Disciplina:
Amarelos: Carlos Martins 50'; Rodrigo 54'.

Marcador: 1-0 Carrasso 21' P. B..

quarta-feira, 6 de março de 2013

Liga dos Campeões: Real Madrid elimina United

(Sergio Ramos prepara-se para fazer auto-golo, perante o olhar atento de Welbeck e Diego López.)
Real Madrid e Borussia Dortmund apuraram-se ontem à noite para os Quartos-de-Final da Liga dos Campeões, feito igualmente conseguido hoje por Juventus e PSG.
Estão assim encontradas as primeiras quatro equipas apuradas para os Quartos-de-Final da prova milionária, sendo que as restantes vagas serão ocupadas na próxima semana.
Como o título indica, o Real Madrid venceu em Old Trafford por 2-1 e deixou os ingleses pelo caminho, sendo que um auto-golo de Sergio Ramos aos 48' minutos adiantou os 'Red Devils', mas Modrić aos 66' e Ronaldo aos 69' deram a cambalhota favorável aos madrilenos.
Este jogo ficou ainda marcado pela expulsão injusta de Nani, e por uma arbitragem algo tendenciosa do turco Cüneyt Çakir a favor do Real Madrid. No outro jogo da noite, o Dortmund recebeu e venceu o Shakhtar por 3-0, com golos de Felipe Santana aos 31', Götze aos 37' e de Kuba aos 59'.
Já hoje, PSG  e Valencia empataram a uma bola, sendo que os espanhóis estiveram em vantagem graças a um golo de Jonas aos 56' minutos, mas deixaram-se empatar por Lavezzi aos 65'. Ricardo Costa e João Pereira, ambos a contas com lesões, não jogaram pela turma espanhola.
No outro jogo disputado esta noite, a Juventus limitou-se a gerir a vantagem alcançada na primeira mão em Celtic Park, e venceu por 2-0, com golos de Matri aos 24' e de Quagliarella aos 65'.
Na próxima semana, disputam-se mais quatro jogos, com destaque para o Málaga - FC Porto, que se joga precisamente de hoje a uma semana.
Curioso é o facto de Inglaterra não levar, muito provavelmente, nenhuma equipa à fase mais avançada da prova: Chelsea e Man. City ficaram pela fase de grupos; o Man. United foi eliminado ontem; e o Arsenal depois de 'levar' três em casa frente ao Bayern Munique, está 'às portas' da eliminação.

segunda-feira, 4 de março de 2013

II Divisão: Fafe acusa Boavista de agressões

(Os 7-1 da primeira volta, terão estado na origem da confusão entre axadrezados e minhotos.)
Terminou sob brasa o encontro disputado ontem à tarde no Estádio do Bessa, entre Boavista e Fafe, jogo que os portuenses venceram por 2-1 na vigésima segunda jornada da Zona Norte da II Divisão.
O presidente do Fafe acusa os responsáveis do clube axadrezado de agressões antes e depois da partida, veiculando isso e muito mais num comunicado divulgado ontem ao final do dia.
O dirigente minhoto começou por referir que já depois dos seus jogadores terem feito o habitual reconhecimento ao relvado do Bessa, Petit, acompanhado por um elemento equipado com as cores axadrezadas, abordou o jogador fafense Pedro Castro com uma cópia de uma entrevista dada pelo referido jogador durante a semana.
Na primeira volta, o Fafe havia goleado o Boavista por expressivos 7-1, e Pedro Castro terá dito na passada semana que o campeonato dos boavisteiros era ganhar ao Fafe, depois da humilhação sofrida na primeira volta.
Ainda segundo o mesmo comunicado, a direcção fafense denuncia uma tentativa de agressão a um jogador seu, ainda durante o encontro, e já depois do término da partida, acusa a comitiva do Boavista FC de bárbaras agressões aos seus jogadores no interior do túnel.
O mesmo comunicado relata ainda 'marcas visíveis das agressões em alguns jogadores' - o blogue conseguiu apurar que esses jogadores são João Carneiro e Marçal -, e o que o clube minhoto vai agora fazer uma exposição do caso à Federação Portuguesa de Futebol.
A resposta do Boavista surgiu através de Álvaro Braga Júnior, que se defende dizendo que o Fafe passou toda a semana a provocar o Boavista, e que a turma visitante destruiu o balneário.
Depois da goleada sofrida na primeira volta por 7-1, o Boavista 'vingou-se' dos minhotos dentro de campo vencendo por 2-1, com golos de Fary e Wellington a contrariarem o golo de Valente pelo Fafe.

II Divisão: 22ª Jornada

(Boavista 2-1 Fafe - autoria: blogue "The Boavista Footballers".)
A jornada vinte e dois da Zona Norte da II Divisão, fica marcada pelas escorregadelas da dupla transmontana que segue na frente da tabela: o líder Mirandela perdeu em Famalicão por 2-0, enquanto que o D. Chaves empatou a um golo em Vizela. Disto não se aproveitou o Ribeirão, que empatou sem golos em Gondomar. O Limianos também não aproveitou, e perdeu por uma bola a zero em Joane.
O Boavista venceu o Fafe por 2-1, enquanto que Varzim e Tirsense, num duelo de históricos, empataram a duas bolas. Amarante e Infesta também não saíram do nulo, sendo que o Vilaverdense bateu o Padroense por uma bola a zero.
Na Zona Centro, o líder Cinfães venceu o Sp. Espinho por 3-0 e voltou a aumentar a vantagem para o Ac. Viseu, que empatou a uma bola no terreno do Sousense. O Pampilhosa goleou um Anadia em quebra por concludentes 5-0, enquanto que o Lusitânia levou a melhor sobre o Operário no derby açoriano, goleando também por 5-0.
O SJ Vêr perdeu por duas bolas a uma no terreno do BC Branco, enquanto que o Coimbrões foi vencer ao terreno do Tourizense por 2-0. Bustelo e Tocha empataram a três golos, sendo que Nogueirense e Cesarense empataram a um golo.
Na Zona Sul, o Mafra foi vencer a Oeiras por uma bola a zero e continua com três pontos de avanço para o Farense, que bateu o Carregado por 2-1. O Leiria venceu o Louletano, também por uma bola a zero, e voltou a 'fugir' ao Torreense, que foi derrotado em casa pelo 1º Dezembro por...1-0.
O Sertanense venceu no terreno do Futebol Benfica por 5-2 e alcançou precisamente os torreenses na terceira posição, enquanto que o Pinhalnovense parece estar em recuperação, tendo ganho ao Fátima por 2-0. Quarteirense e Oriental empataram a uma bola, enquanto que o Casa Pia foi à Madeira, vencer o Ribeira Brava por uma bola a zero.
A II Divisão regressa no próximo fim-de-semana.

III Divisão: 21ª Jornada

(Penalva do Castelo 2-0 U. Lamas - autoria: blogue do SC Penalva do Castelo.)
A penúltima jornada da fase regular da III Divisão, não trouxe grandes novidades na frente da Série A, uma vez que o Bragança venceu o Maria da Fonte por 2-0, e até aumentou distâncias para o segundo posto, fruto da derrota caseira do Vianense ante o Taipas por uma bola a zero. À vice-liderança subiu o Ronfe, que goleou o Melgacense fora-de-portas por...12-0!
O Santa Maria bateu o Marinhas por 3-0 e subiu ao terceiro lugar, enquanto que em duelos de equipas condenadas à descida, o Merelinense venceu por 3-1 no terreno do Esposende, e o Ponte da Barca foi vencer a Monção por 3-2.
Na Série B, o líder Oliveirense venceu por uma bola a zero em Vila Meã, e mantém-se com um ponto de vantagem para o Felgueiras, que foi vencer a casa do Leça por 3-0. O Paredes empatou a dois golos no terreno do Rebordosa e segurou a terceira posição.
O Lousada venceu o Aliados de Lordelo por 2-0 e regressou aos triunfos, enquanto que o Santa Eulália bateu o Vila Real por 3-1 e confirmou um lugar nos seis primeiros para tristeza do Serzedelo, que até venceu o Pedras Rubras pelo mesmo resultado.
Na Série C, o Salgueiros venceu o Oliv. de Frades por 2-0 e continua na liderança juntamente com o Estarreja, que bateu o Oliv. do Bairro por uma bola a zero. No grande jogo da jornada, o Grijó venceu o Alba, também por 1-0.
O Penalva do Castelo derrotou o U. Lamas por 2-0 e manteve em aberto para a última jornada, a derradeira decisão sobre os seis primeiros, enquanto que o Avanca empatou a uma bola no terreno do Parada e caiu para os Distritais. Aguiar da Beira e Sampedrense empataram a dois golos.
Na Série D, o Caldas venceu por 3-1 no terreno do Alcanenense e continua líder isolado, sendo que o Sp. Pombal foi surpreendentemente derrotado em casa pelo Mortágua por 2-1, e caiu para o quarto lugar. O Sourense venceu por 2-0 na casa do Marinhense e é agora segundo.
O Oliv. do Hospital bateu o Penelense por 3-0 e subiu ao terceiro posto, enquanto que o Torres Novas venceu o Beneditense por 2-1, e vai para a última jornada com aspirações de chegar aos seis primeiros. O Sernache venceu o Alcobaça por 3-0 e segurou o quinto lugar.
Na Série E, o Fabril venceu por 3-2 na casa do Tires e assumiu a liderança isolada, fruto do empate do Sintrense no terreno do Pêro Pinheiro a uma bola. Real e Eléctrico não saíram do nulo.
Barreirense e Lourinhanense venceram e reforçaram o seu lugar nos seis primeiros: a turma do Barreiro bateu o Sacavenense por 3-2, enquanto que a formação da Lourinhã derrotou o Amora por duas bolas a zero. O Peniche foi vencer a casa do Cartaxo por 3-1.
Na Série F, o líder U. Montemor empatou a duas bolas no terreno do Sesimbra, mas continua com quatro pontos de vantagem para o Moura, que empatou sem golos no terreno do Aljustrelense. Também sem golos, terminou o encontro entre Vasco da Gama e Lusitano VRSA.
O At. Reguengos venceu o Monte Trigo por 3-1 e alcançou o Esp. de Lagos na terceira posição, fruto do empate caseiro dos algarvios frente ao Castrense, a uma bola. A Juv. de Évora bateu o Lagoa por três bolas a uma.
A III Divisão regressa no próximo fim-de-semana.

Esta semana, o lote de despromovidos aos Distritais aumentou e confirmaram-se as seguintes descidas: Serzedelo, Vila Real, Avanca, Marinhense, Amora e Tires.

sábado, 2 de março de 2013

Clássico: Sporting e FC Porto empatam a zero

Num jogo sem grande história, Sporting e FC Porto não saíram do nulo, resultado que acaba por 'pesar mais' para os portistas, que jogaram os últimos dez minutos com mais uma unidade por expulsão do leão Marcos Rojo.
A primeira parte ficou essencialmente marcada pelas muitas oportunidades desperdiçadas pelos portistas, mas também pela melhor oportunidade desse período ter pertencido ao Sporting: aos 43' minutos, Eric Dier viu uma linha-de-passe numa defesa portista que tinha Otamendi a colocar Wolfswinkel em jogo, e o holandês não conseguiu melhor do que rematar para defesa de Helton.
Antes disso, porém, o FC Porto teve sete ocasiões para marcar, sendo que quatro delas pertenceram a Jackson, que por duas vezes rematou para fora, e por outras duas viu Rui Patrício levar-lhe a melhor.
Danilo na marcação de um livre aos cinco minutos rematou ligeiramente ao lado, Fernando na sequência de um canto, ficou perto de marcar de cabeça, e a melhor oportunidade pertenceu a Defour, que aos 21' minutos, isolado na ala esquerda, rematou para defesa apertada de Patrício.
Apesar de todas estas oportunidades, os portistas estavam longe da sua melhor forma. A ausência de Moutinho, teve, arrisco-me a dizê-lo, um enorme impacto negativo na equipa azul-e-branca, que não conseguiu pensar o jogo ao longo dos noventa minutos.
No segundo tempo, as oportunidades não apareceram com tanta frequência, e o Sporting resistiu ao FC Porto, como não tinha resistido, por exemplo, ao Benfica.
O que é certo, é que na etapa complementar a qualidade de jogo caiu a pique, e a partida só começou a ficar animada a partir do minuto 70'. Antes disso, assobiadela monumental para Izmaylov quando este foi substituído e sempre que tocava na bola e, já agora, nesta linha, cânticos ofensivos por parte das claques sportinguistas para Liedson, que entraria aos 82' minutos.
Aos 73' minutos, o 'menino' Bruma, acabado de entrar, ficou pertíssimo de marcar, depois de um remate de pé direito, e cinco minutos depois, Marcos Rojo recebeu o segundo cartão amarelo, graças a uma falta feita 'a meias' com Rinaudo. Na sequência da expulsão, James Rodríguez atirou o livre para a bancada.
Ainda antes do fim, seria Wolfswinkel a ficar novamente perto do golo, quando na sequência de um contra-ataque, o avançado foi lento na reacção e não aproveitou da melhor maneira a saída de Helton.
Até final, o jogo foi-se mantendo vivo e intenso, com contra-ataque aqui, contra-ataque ali, mas com o nulo a prevalecer até final. Além da segunda expulsão de Rojo em dois jogos contra o FC Porto, os leões viram Oceano e Jesualdo Ferreira serem expulsos do banco.
O Benfica pode aproveitar esta escorregadela do FC Porto para assumir a liderança, precisando 'apenas' de vencer amanhã em Aveiro, o Beira-Mar.
Ficha de Jogo:

Jogo realizado no Estádio José de Alvalade Séc. XXI, em Lisboa
Quarteto de arbitragem composto por: Paulo Baptista (Árbitro Principal); Valter Pereira e José Braga (Árbitros Assistentes); Luís Reforço (Quarto Árbitro)

Sporting (4-3-3): Rui Patrício; Miguel Lopes, Marcos Rojo, Tiago Ilori e Joãozinho; Rinaudo, Eric Dier e Adrien (Carrillo 74'); Diego Capel (Fokobo 79'), Van Wolfswinkel e Labyad (Bruma 60').
Treinador: Jesualdo Ferreira. Suplentes Não Utilizados: Marcelo; Cédric, Zezinho e Gael Etock.

FC Porto (4-3-3): Helton; Danilo, Maicon, Otamendi e Alex Sandro; Fernando, Lucho e Defour (Liedson 82'); Varela (Atsu 66'), Jackson Martínez e Izmaylov (James Rodríguez 56').
Treinador: Vítor Pereira. Suplentes Não Utilizados: Fabiano; Abdoulaye, Castro e Sebá.

Disciplina:
Amarelos: Izmaylov 37'; Marcos Rojo 43' e 77'; Carrillo 80'; Maicon 80'; Fernando 86'; Miguel Lopes 89'; Bruma 90'.
Vermelhos: Marcos Rojo 77'.

Marcador: Nada a assinalar.

Espanha: Real volta a derrotar Barcelona

Depois de na terça-feira ter vencido em Camp Nou por 3-1 para a Taça do Rei, o Real Madrid voltou este sábado a derrotar o Barcelona, desta feita para a Liga.
Os merengues, com Ronaldo e outros titulares no banco, e com Pepe a trinco, venceram por 2-1, depois de terem estado em vantagem por 1-0.
Esperava-se um jogo aborrecido, e foi nesta toada que logo aos seis minutos a formação da casa chegou ao golo por Benzema, após assistência de Morata.
O Barça procurou reagir, e embora sem criar oportunidades para marcar, apoderou-se da bola e acercou-se da baliza merengue. Ao minuto 18', Messi teve espaço para progredir, e com a marcação de Sergio Ramos, rematou para o empate.
Até ao intervalo, destaque apenas para um cabeceamento do jovem Morata à malha lateral.
Messi 'reapareceu em público' este sábado em Madrid, e teve uma boa chance para fazer o 1-2 logo nos primeiros minutos do segundo tempo, acabando por consentir o corte da defensiva blanca.
Mourinho respondeu com Khedira e Ronaldo em simultâneo, e o internacional luso acertou com duas bolas nos ferros na marcação de dois livres directos, um dos quais aos 88' minutos.
Antes disso, já o jogo tinha entrado numa fase mais durinha, com Pérez Lasa a ser 'obrigado' a usar os cartões, neste caso o amarelo, para impedir uma futura 'guerra' dentro de campo.
Num jogo tão morno e parado, seria um lance de bola parada a resolver a contenda a sete minutos dos noventa: canto de Modrić, Sergio Ramos a saltar mais alto que toda a gente, e a fazer o 2-1 para o Real Madrid.
Em desvantagem, um Barcelona claramente em crise, pelo menos anímica, foi 'para cima' do Real à procura do empate, e no último minuto de compensação ficou a pedir penalti: Adriano entrou na área e foi derrubado por Sergio Ramos.
Pérez Lasa fechou os olhos, o Real venceu e sucedeu-se uma dura 'luta verbal': Iniesta protestou, Piqué pediu para 'prenderem' o árbitro, e Valdés foi mais longe que os colegas, acabando expulso.
A vida em Barcelona não está fácil, e a Liga dos Campeões está por um fio, depois da derrota clara sofrida em Milão, frente ao AC Milan. Ainda sobre a Liga dos Campeões, o Real Madrid decide na próxima terça-feira o seu futuro na prova.
Ficha de Jogo:

Jogo realizado no Estádio Santiago Bernábeu, em Madrid - Espanha
Árbitro Principal: Pérez Lasa

Real Madrid (4-3-3): Diego López; Essien, Varane, Sergio Ramos e Fábio Coentrão (Arbeloa 69'); Pepe, Kaká (Khedira 57') e Modrić; Callejón, Benzema (Ronaldo 57') e Morata.
Treinador: José Mourinho. Suplentes Não Utilizados: Adán; Ricardo Carvalho, Özil e Higuaín.

Barcelona (4-3-3): Valdés; Dani Alves, Piqué, Mascherano e Jordi Alba; Busquets, Iniesta e Thiago Âlcantara (Tello 85'); David Villa (Alexis Sánchez 67'), Messi e Pedro (Adriano 77').
Treinador: Jordi Roura. Suplentes Não Utilizados: Pinto; Puyol, Alex Song e Fàbregas.

Disciplina:
Amarelos: Sergio Ramos 51'; Jordi Alba 55'; Piqué 58'; Fábio Coentrão 61'; Thiago Âlcantara 64'; Morata 68'; Dani Alves 90+1; Arbeloa 90+2'; Iniesta 90+2'; Valdés 90+4'.
Vermelhos: Valdés - Final do jogo.

Marcador: 1-0 Benzema 06'; 1-1 Messi 18'; 2-1 Sergio Ramos 83'.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Entrevista a: Bruninho

Bruno Cristiano Pereira Ferreira, nasceu no Porto a 4 de Junho de 1985.
Sete anos depois, Bruninho, como é conhecido no Mundo do futebol, entrou para a formação do Boavista, e por lá ficou durante doze temporadas consecutivas.
Presença assídua na Selecção da AF Porto a partir do escalão sub-15, o momento alto da formação de Bruninho, deu-se quando se sagrou campeão Nacional de Juniores em 02/03.
Na passagem para o escalão sénior, acabou por terminar a ligação ao Boavista, e seguiu para o Candal, onde esteve três temporadas, e por quem festejou uma subida de divisão.
De seguida, representou o Canidelo por duas temporadas, mudou-se para o Progresso, onde esteve meia época, e terminou essa temporada - 09/10 - como campeão distrital ao serviço do Custóias, clube que serviu também durante a primeira metade da época 10/11.
Transitou para o Serzedo, onde voltou a festejar nova subida, e foi ao serviço do emblema gaiense que esteve durante toda a época passada.
Actualmente, representa o Oliveira do Douro no escalão maior da AF Porto e, simultaneamente, é um dos responsáveis pelos 'Oliveirinhas', a escola de formação do clube oliveirense.
Joga a médio centro, podendo também actuar como médio ofensivo ou médio esquerdo.

ConversasRedondas: Jogou doze anos no Boavista. Ainda se recorda do primeiro treino e do porquê da escolha deste clube para começar a jogar futebol?
Bruno Cristiano: Lembro-me desse dia como se fosse hoje. Um sábado de manhã, uma manhã nublada e eu cheio de vontade de correr e chutar uma bola. Quando o meu Pai me deixou à porta do balneário, começou aquele friozinho na barriga, as pernas a tremer, e um choro enorme de medo. Voltei para trás, e perdi a coragem em segundos quando me deparei com mais de duzentos meninos da minha idade à procura do sonho, e eu sem conhecer ninguém. Ainda falei uns bons minutos com o meu Pai, e ele deu-me a coragem necessária para voltar e ir treinar. Nessa altura, o treinador das escolinhas era o mister Jaime Garcia, um Homem que deixou muita saudade, fomos divididos em grupos de doze e fizemos jogos de 6x6. A meio do treino ouvi o mister dizer “miúdo, miúdo, anda aqui”. E eu lá fui, cheio de medo e todo envergonhado, quando ele me diz “na segunda feira tens de trazer o teu BI e quatro fotografias”. Na altura, não liguei muito aquilo que ele me estava a pedir, nem sabia o porquê de ele me pedir isso, porque eu queria era voltar para o treino e continuar a chutar uma bola. Mais tarde, quando disse ao meu Pai que eles me tinham pedido o BI e as fotos, ele disse-me “parabéns, vais ser jogador do Boavista”. É um dia que jamais esquecerei, pois sei que foi um motivo de orgulho muito grande para o meu Pai. O porquê do Boavista?! Foi onde cresci, jogava à bola com os meus amigos de infância das 8h da manhã as 20h da noite, pelo que foi uma infância fantástica. Um dia ao jantar, todo suado, o meu Pai disse-me que ia haver captações no Boavista e que me ia levar lá, e eu fiquei ansioso por esse dia e a escolha foi feita assim.

CR: Foi campeão nacional de Juniores pelo Boavista, mas dessa equipa, apenas seis jogadores chegaram à I Liga, e quase todos com passagens fugazes. O que falhou para não entrar neste lote?
BC: O que falhou comigo, falhou com muitos miúdos que fazem a transição de Júnior para Sénior sem um acompanhamento de um empresário ou algo do género. Não é por falta de qualidade, nem por falta de trabalho, porque o nosso plantel de Juniores fazia inveja a muitas equipas de I Liga, mas como sabes e toda a gente sabe, a aposta na formação em Portugal nunca foi muita, e talvez por isso, é que desse plantel só tenham chegado seis ao topo.

CR: Da formação do Boavista saiu para o Candal, que na altura disputava a I Divisão Distrital da AF Porto. Porquê esta opção? Não teve convites dos Nacionais?
BC:  Como disse na resposta anterior, é difícil, aliás, é muito difícil a transição de júnior para sénior sem um acompanhamento. É como estares num labirinto e não saberes por onde ir. No meu último ano de júnior, no meu último treino pelo Boavista, foi comunicado que o nosso ciclo com o clube tinha chegado ao fim e que podíamos procurar outro clube. Tive convites dos Nacionais, é uma verdade que tive, nomeadamente do Pedras Rubras que nessa altura estava na II Divisão B com o Mister Chaló, do Avanca que na altura estava na III Divisão e tinha lá muitos jogadores que jogaram contra mim pelos Juniores do Beira-Mar, e do Valonguense que também estava na III Divisão. O que falhou, foi o medo de ir, o medo de arriscar. A minha vontade era jogar com os amigos, mesmo que fosse perder muito dinheiro. Sabia que a maior parte deles ia para o Candal, um clube que o Boavista tinha alguma ligação e colocava muitos jogadores nos Juniores. E assim foi, quando já estava a pensar desistir de jogar, ligaram-me do Candal. Se me arrependo de ter ido para lá? Não posso dizer que sim, porque foram anos fantásticos. Se me perguntares se hoje voltava a ter a mesma escolha, não voltava, porque se tivesse arriscado, não sei até onde podia ter ido.

CR: O Candal subiu facilmente à Divisão de Honra, e o Bruninho foi uma das figuras da equipa com doze golos marcados. Depois disso, continuou no Candal por mais dois anos. Acreditou no projecto do clube ou não teve convites mais aliciantes?
BC: Foi sem dúvida uma época fantástica, onde fiz grandes amigos, grandes amizades. Depois dessa época sim, tive vários convites para sair. Para além de acreditar no projecto do clube, sentia que estava em dívida com o Candal, um clube que me recebeu de abraços abertos, e que tudo fez para me manter nas épocas seguintes. Só guardo boas recordações do Candal.

CR: Depois de três épocas no Candal, mudou-se para o vizinho e rival Canidelo, onde jogou durante duas temporadas. Porquê esta mudança? Tinha chegado um fim de ciclo no Candal?
BC: Depois dessas três épocas fantásticas, a direção do clube mudou, e eu senti que talvez fosse o fim de um ciclo. Nessa época depois de jogar contra o Canidelo, o presidente Abílio Novais perguntou se havia alguma possibilidade de eu jogar no Canidelo na próxima época, e como confiava muito nele e sabia que era um Homem do futebol, que me podia ajudar a crescer, depois de uma conversa com ele, nem hesitei e fui para o Canidelo.

CR: Nesses dois anos em que representou o Canidelo, o clube teve bons plantéis, mas não foi além do oitavo lugar, e no ano seguinte, esteve mesmo quase a descer de divisão. O que se passou?
BC: É verdade, toda a gente esperava muito do Canidelo nesses dois anos, tinhamos, sem dúvida, dos planteis mais forte da nossa divisão, um grupo com muita qualidade e bem orientado pelo mister Amorim e mais tarde pelo mister Amarante, um Homem com H grande, e talvez uma das pessoas que mais me marcaram no futebol. Mas era um grupo jovem, um grupo ao qual faltava alguma experiência nos momentos decisivos, e acho que esse foi o principal factor para não ter feito épocas nos primeiros lugares.

CR: Do Canidelo mudou-se para o Progresso, que em 09/10 chegou a ser a revelação da Divisão de Honra. Contudo, a produção do clube cairia a pique, e o Bruninho acabaria por sair a meio da temporada. O que provocou este ‘desgaste’ e a sua posterior saída?
BC: Nesse ano em que me mudei para o Progresso, dei uma alegria enorme ao meu Avô, o meu querido Avô que jogou e treinou o Progresso vários anos. Estávamos a fazer uma época de sonho num clube com poucas condições, um clube que nem campo tinha para jogar em casa, e estávamos nos três primeiros lugares com o Sousense e Alpendorada. Entretanto começou a falhar muita coisa no clube, a nível financeiro foi pago o primeiro mês e nada mais, mas o que não falhava era o apoio dos adeptos e, por isso, foi dos clubes que mais gozo me deu em jogar. A saída de mais de metade do plantel deixou marcas. Quando saímos, o Progresso estava em terceiro lugar e precisava de nove pontos para garantir a manutenção, e acabou por descer.
CR: Completaria essa temporada no Custóias, que jogava na I Divisão, e veio-se a revelar como uma das figuras preponderantes de uma equipa que se sagrou campeã nessa mesma época. Sem olharmos ao campeonato como ele acabou, esta era mesmo a melhor opção para prosseguir a carreira?
BC: Tive mais alguns convites para sair além do Custóias, alguns de divisões superiores e outros da mesma. Mas acreditei no projecto que o mister Manuel Pinheiro me apresentou, pois era um clube em crescimento, um clube que tinha recebido muito dinheiro e que podia crescer num curto espaço de tempo. Acabei por ir para lá com o Félix, com o Pacheco e com o Carlos, todos eles ex-Progresso. E foi onde demos continuação a grande época que estávamos a fazer, conseguindo o objectivo do clube, que era a subida de divisão.

CR: Na temporada seguinte, fez mais meia-época no Custóias, tendo saído numa altura em que a equipa estava estável no campeonato. Porquê esta decisão?
BC: Mais uma vez por problemas financeiros, e nesse ano só tenho que agradecer ao mister Manuel Pinheiro por me ter deixado sair em Dezembro. Disse-lhe que tinha um projecto mais uma vez para subir de divisão, e ele abriu-me as portas.

CR: Voltou ao concelho de Vila Nova de Gaia, desta feita para o Serzedo, conquistando nova subida de divisão. Esperava um regresso a Gaia tão feliz como o que teve?
BC: Sinceramente, esperava. Esperava porque sabia da qualidade que existia no Serzedo, falava várias vezes com o Ricardinho e ele sempre me dizia que o objetivo passava claramente pela subida de divisão. E foi meia época de grande qualidade.

CR: Na temporada passada, o Bruninho continuou no Serzedo, e o clube foi uma das grandes surpresas da Divisão de Honra. Qual foi o ‘segredo’ para tão boa época?
BC: O segredo estava na qualidade, no empenho e na dedicação que todos os domingos se punha em prática. Era um grupo com muita qualidade, e dou aqui um exemplo, porque merece ser dado: o Bruno Cruz que está no Sobrado, é um senhor dentro e fora de campo, uma das pessoas mais puras com quem tive o prazer de partilhar o balneário.

CR: Esta época mudou-se para outro clube gaiense, o Oliveira do Douro. Porquê nova mudança? Quais os objectivos que o clube traçou para esta temporada? Está muito perto do segundo lugar...
BC: A mudança para o Oliveira do Douro foi fácil. É mais um projecto que acredito que tem tudo para dar certo, pois estão pessoas à frente do clube de muita confiança e que trabalham que se fartam, para que não nos falte nada. Tem sido meia época fantástica, a adaptação foi muito fácil. Dos melhores grupos de trabalho que apanhei e com um capitão de topo, Rómulo, que nos ajuda bastante e só tem boas dicas para dar aos mais novos. O que mais me marcou foi a saída do mister Heitor, pois talvez tenha faltado aquele clique, aquela 'pontinha de sorte' em alguns jogos. É um treinador jovem, mas com muita qualidade para dar, e um Homem que sabe o que quer e que defende o seu grupo até não poder mais. Os objectivos passam claramente por ficar nos sete primeiros lugares, mas estamos perto do segundo lugar, é um facto, e é ai que gostamos de andar: perto dos primeiros e pensar jogo-a-jogo.

CR: Em Oliveira do Douro, além de ser colega de Rómulo, que jogou vários anos no Gondomar e na Segunda Liga, voltou a partilhar o balneário com Isidro e Hélder Calviño, jogadores com quem se sagrou campeão Nacional de Juniores. Como foi reencontrá-los passados estes anos, embora num lugar que, certamente, estaria longe das vossas previsões?
BC: É sempre bom reencontrar amigos seja onde for, e este ano, tenho a sorte e o prazer de partilhar o mesmo balneário que eles. Tenho uma relação muita boa com o Isidro e com o Calviño, são grande amigos, e são duas pessoas fantásticas, que sabem estar e com quem sei que posso sempre contar. O Rómulo foi aquele que mais me surpreendeu pela positiva, tanto como jogador como pessoa, pois é do melhor que já vi. Com a idade que ele tem, jogar onde já jogou, e trabalhar da forma humilde e séria como ele trabalha, só merece o respeito de todos e uma grande consideração. Só tem um defeito, é ser portista. (risos)

CR: Oliveira do Douro e Candal têm uma grande rivalidade. Jogou três anos no Candal e subiu de divisão lá, mas isto não bastou para que ficasse ‘imune’ a essa rivalidade, tendo tido alguns problemas no último jogo entre as duas equipas. O que se passou ao certo?
BC: Faz parte do futebol. Sei as amizades que fiz no Candal, sei com quem posso contar, mas também sei do que algumas pessoas são capazes, por isso não fiquei nada admirado com algumas atitudes. O Candal é um clube que me vai marcar sempre pela positiva. Sem dúvida nenhuma que o Candal é um dos melhores clubes de Gaia.

CR: Tem vinte e sete anos, fez a formação toda no Boavista, foi campeão nacional, mas nunca jogou nos Nacionais. Porquê?
BC: Como disse, é certo que tive convites para jogar no Nacional, e ainda agora em Dezembro tive, mas sinto que a Divisão de Honra nada fica atrás da III Divisão Nacional, e não vou jogar num clube que não vou ter prazer e não vou evoluir, só para dizer que jogo no Nacional, isso não. Se surgir um convite que seja interessante e com um bom projecto, aí sim, não vou olhar para trás. E acredito que vai surgir, pois tenho os meus objectivos definidos, sei aquilo que quero, e não vou desistir disso.

CR: Nove anos de sénior, sete épocas e meia passadas em clubes de Gaia, quatro clubes diferentes. O que o ‘atrai’ em VN Gaia?
BC: É uma boa pergunta, isso acontece talvez por ser uma boa referência em Gaia e deixar uma boa imagem por onde passo. Quero acreditar que seja isso e é para isso que trabalho todos os dias de uma forma séria e exemplar, para que nunca tenham nada a apontar ou a dizer de mal sobre a minha pessoa.

CR: Esta temporada está como treinador dos ‘Oliveirinhas’, a escola de formação do Oliveira do Douro. Está a gostar da experiência? Já se vê como treinador principal de séniores?
BC: Estou a adorar a experiência. Sinto que é uma passagem de testemunho, mas todos os dias sinto que eu é que aprendo cada vez mais com eles. É um prazer ver a evolução deles de dia-para-dia. Sim, treinar os Seniores é um sonho que tenho. Mas para já penso jogar ainda mais uns bons anos.
Questões rápidas.
CR: Se pudesse, o que mudava na sua carreira?

BC: O medo de ir, o medo de arriscar, vou ficar sempre com isto na cabeça. E se eu tivesse arriscado?!

CR: Em Custóias, na fase final da pré-temporada de 10/11, viu Derlei, um colega de equipa, falecer de uma forma estranha. Como reagiu o grupo?
BC: Foi dos momentos mais tristes desde que jogo futebol. Foi um choque enorme para o grupo, mas todos ficámos com a lembrança do sorriso que o nosso amigo Derlei trazia com ele.

CR: Jogou doze anos no Boavista FC. Como vê a situação atual do clube, e que expectativas tem para o futuro do mesmo?
BC: O Boavista é um clube que faz falta ao futebol Português, espero que seja feita justiça e que o Boavista possa estar de volta aos grandes palcos o mais rápido possível, porque é onde merece estar.

CR: Além de, como já referi, jogar com um jogador com a experiência de Rómulo, foi colega de Jorginho e Luizão no Custóias, também eles dois jogadores habituados aos palcos profissionais. Consegue descrever estes três jogadores numa só palavra?
BC: Profissionais.

CR: Aparece numa fotografia à entrada do estádio do Candal, festejando um golo. De que forma o clube marcou a sua carreira?
BC: O Candal marcou e muito a minha história no futebol, é sem dúvida um clube pelo qual tenho muito carinho, e um clube que me vai marcar para sempre pelas amizades e pelos bons momentos que lá passei.

CR: É capaz de eleger um 11 formado por companheiros de equipa? (Actuais e/ou passados)
BC: Não é justo eleger apenas um onze, joguei com tantos bons jogadores e acima de tudo grandes homens. Mas fica aqui um onze, com mais estas opções: Ricardo, Pereira, Isidro, Óscar, Steven, Fábio Miranda, Maki, Serginho, Pacheco II, Ramalho, Paulo Figueiredo, Miguel Neves, Napoleão e Bruno Mendes.
1 - Pinheiro: Jogou comigo no Boavista, um grande amigo, um grande guarda-redes.
2 - Pacheco: Joga no Pedras Rubras, dos melhores laterais direitos com quem joguei e um grande amigo.
3 - Bruno Cruz: Joga no Sobrado, é um senhor dentro e fora do campo. Um exemplo para qualquer um.
4 - Rómulo: Joga comigo no Oliveira do Douro, é como o Vinho do Porto, quanto mais velho, melhor. Talvez o central que podia ser dez, nunca vi tanta qualidade num central. Um grande amigo e um grande Capitão.
5 -Luizão: Jogou comigo no Custóias. Muita humildade, trabalho e dedicação. Mais um bom exemplo do que é ser um grande profissional.
6 – Berto Barek: Joga no Viseu Futsal, e não podia deixar de fora o meu primo, pois foi com ele que eu aprendi a jogar futebol. É, sem dúvida, um ídolo e uma referência para mim. Trata a bola como ninguém.
7 - Ricardinho: Joga no Pedras Rubras, finalizar é com ele. Nunca vi igual. Mais um grande amigo de infância.
8 - Ricardo Félix: Jogou comigo no Boavista, e actualmente joga no Pedras Rubras. Muito forte no um-para-um, encara a defesa contrária com muita facilidade. É um prazer ver a forma como ele trabalha nos treinos e jogos.
9 – Pedro Tavares: Jogou comigo no Candal e joga no Coimbrões, um pequeno grande jogador, um pequeno grande homem. Um AMIGO.
10 - Calviño: Jogou comigo no Boavista e agora tenho o prazer de voltar a jogar com ele no Oliveira do Douro. É o melhor número dez com quem tive o prazer de jogar. Um bom amigo.
11- Hugo Figueiredo: Joga comigo no Oliveira do Douro, e não me surpreendeu. É um matador, se estás a precisar de golos, é ele que os faz. Parece fácil a forma como ele os faz, mas fica só no 'parece fácil', porque ou se nasce com esse dom ou não.

O "Conversas Redondas" agradece a Bruninho o tempo despendido para esta entrevista, bem como faz votos para que tudo lhe corra bem, tanto na vida desportiva como na vida pessoal.

Pode ver o trajecto de Bruninho, aqui.