segunda-feira, 31 de maio de 2010

Farense e Infesta: Dois históricos com destinos diferentes

A III Divisão terminou ontem para as equipas do Continente, e no meio de tantas descidas e subidas, há duas situações que são de certa forma "marcantes".
O grande destaque de todas as equipas que subiram, vai sem dúvida para o Farense, que depois de ter estado sem futebol sénior, tem tido uma ascensão espectacular.
Em quatro temporadas, os algarvios, conseguiram três promoções, sendo que por duas vezes sagraram-se mesmo campeões.
Ontem, um trajecto que já ía em duas temporadas na III Divisão, terminou com uma vitória suada, e com a promoção à II Divisão.
Seis anos depois de ter participado no terceiro escalão do futebol português, o Farense está de regresso, mas desta vez com mais meios do que os que tinha em 2004, para atingir os seus objectivos, que devem essencialmente passar pela manutenção, e no futuro, devem passar pela tentativa de promoção à Liga Vitalis.
Na última temporada na II Divisão B, os "Leões de Faro" conquistaram onze vitórias, oito empates, e dezanove derrotas, tendo terminado a prova no 17º lugar entre 20 equipas.
Faziam parte desta equipa, nomes como Hassan, Carlos Costa e Paixão, que representaram o clube algarvio na I Divisão, e ainda Pedro Hipólito, Pedro Estrela e Pedro Dimas. Outro nome bem conhecido dos adeptos farenses, é o de Quadros, que actualmente representa o Farense.Quanto às descidas que se registaram, o maior destaque vai sem dúvida para a do Infesta, que militava na Série B.
A turma infestista não marca presença nos Distritais da AF Porto, desde a temporada 83/84 que terminou com a subida do clube azul e branco, à III Divisão Nacional.
Na temporada passada, o Infesta desceu da II Divisão para a III Divisão, e desta feita volta a descer de divisão. São duas descidas consecutivas, que concerteza não mancharão o historial do clube em campeonatos nacionais.
De 89/90 a 08/09, o Infesta não conheceu outra divisão, que não a II. Foram vinte temporadas consecutivas, onde o clube foi ganhando tradição de complicar a vida às equipas que lutavam para subir. Ao longo dos anos os homens de São Mamede, foram-se intrometendo na luta pela subida, com especial destaque para as temporadas protagonizadas na última década.
Com a queda à III Divisão na temporada passada, alguns jogadores "históricos" no clube como Bruno, Laranjeira ou Corina mantiveram-se apesar da queda no clube, na tentativa de fazer regressar o Infesta à II Divisão.
O plantel era praticamente o mesmo da temporada transacta, registando-se poucas entradas e claro poucas saídas, mas as saídas verificadas, foram baixas de vulto, já que saíram dois jogadores com um "historial rico" ao serviço do clube, como Pedro Nuno e Camarinha. Pedro Nuno acabou por voltar em Janeiro.
Esta temporada, na primeira fase, o Infesta terminou no 10º lugar entre 12 equipas, com quatro vitórias, onze empates e sete derrotas.
Já na segunda fase, a turma infestista somou apenas um triunfo, ao que se juntaram cinco empates e quatro derrotas em 10 jogos. O penúltimo lugar dos "seis últimos" foi azul e branco.

III Divisão chegou ao fim.

Terminou ontem a penúltima temporada de existência da III Divisão.
De acordo, com os novos regulamentos da FPF, 2010/2011 será a última temporada em actividade da III Divisão.
Antes disso, ontem terminou a época para sete das oito séries, faltando apenas saber-se quem irá representar a Madeira na II Divisão 2010/2011.
Na Série A, o Macedo de Cavaleiros já havia garantido o primeiro lugar e consequente subida de divisão, ficando a saber ontem quem o acompanhava. A outra equipa promovida da Série A, é o Bragança, que empatou a zero com o seu grande ríval na luta pela subida, Mirandela.
Na Série B, AD Oliveirense e Fafe já tinham garantido a promoção na semana anterior, logo o jogo de ontem entre ambos foi apenas para a conquista do 1º lugar.
Na Série C, o concelho de Vila Nova de Gaia volta a ter uma equipa na II Divisão, depois da última equipa gaiense a tê-lo feito terem sido os D. Sandinenses em 2006/2007.
O Coimbrões foi campeão (já havia sido na semana anterior), e deslocou-se até à vila de Cesar para "apadrinhar" a festa dos Homens da casa. O Cesarense venceu por 3-2, e "impediu" que os dois promovidos da Série C, fossem de V. N. Gaia. O Candal "morreu na praia".
Na Série D, o Anadia já "morava" na II Divisão, e empatou ontem em casa com o Fornos de Algodres, impedindo que o seu oponente conseguisse a promoção.
Está de regresso à II Divisão, o Sp. Pombal que venceu o até ontem, 2º classificado Gândara por 2-1.
Na Série E, Casa Pia e Torreense já haviam conseguido a promoção há algumas semanas.
Na Série F, a Juventude de Évora também já tinha conseguido a promoção e o título de campeão há algumas semanas atrás, e esperou até ontem pelo seu "acompanhante".
Acompanhante esse, que é o histórico SC Farense, que venceu o anterior 2º classificado Cova da Piedade por 1-0, e regressou à II Divisão, cinco anos depois.
Quanto às ilhas, nos Açores o Madalena já havia segurado o título de campeão há sensivelmente um mês, enquanto na Madeira, ainda falta disputar um jogo, sendo o Andorinha o clube mais bem posicionado para ascender à II Divisão. Mas, em igualdade pontual com o Andorinha está o Caniçal, logo prevêm-se dois desafios interessantes na próxima semana.
Quanto a descidas, a Norte, na Série A, Morais e Marinhas, têm a companhia do Montalegre, que ontem apesar de ter triunfado, não evitou o regresso aos Distritais de Vila Real.
Na Série B, Pedrouços e Infesta, há já algumas semanas que sabiam que na próxima temporada disputarão os Distritais da AF Porto, e ontem receberam a companhia do Torre de Moncorvo, que mesmo vencendo não evitou a descida.
Na Série C, situação igual às anteriores. Já haviam sido encontradas duas equipas despromovidas (Milheiroense e Sanjoanense), e ontem conheceu-se a terceira. É o Sporting da Mêda, que apesar da goleada imposta à Sanjoanense por 6-0, viu o Cinfães vencer o Milheiroense por 6-1, e alcançar a manutenção devido à diferença de golos.
Na Série D, já haviam sido encontradas as equipas despromovidas. Sendo assim, na próxima temporada, não figurarão nos campeonatos nacionais: Penamacorense, Alcaíns e Nelas.
Na Série E, Olivais e Moscavide e Gavionenses já haviam confirmado a descida, enquanto que ontem foi a vez do Portomosense, que apesar de ter ganho, não evitou a queda aos Distritais.
Na Série F, uma das partidas mais decisivas do dia de ontem, opôs Quarteirense e U. Montemor. O jogo iniciou-se com um atraso significativo (cerca de uma hora), tendo a equipa algarvia sido derrotada pelos alentejanos da União de Montemor, por 2-1. Com este desaire, o Quarteirense acompanha Castrense e Lusitano de Évora, na descida aos Distritais.
Enquanto nas Ilhas, nos Açores, descem aos Distritais, Barreiro, Rabo de Peixe e Flamengos. Na Madeira, quando ainda falta disputar-se uma jornada, apenas o Porto Moniz está despromovido, e apenas o Machico tem manutenção garantida.
Tudo a decidir-se na última jornada.
Equipas promovidas à II Divisão: Macedo de Cavaleiros, Bragança, AD Oliveirense, Fafe, Coimbrões, Cesarense, Anadia, Sp. Pombal, Casa Pia, Torreense, Juventude de Évora, Farense e Madalena.

Equipas despromovidas aos Distritais: Montalegre, Marinhas, Morais, Torre de Moncorvo, Infesta, Pedrouços, Sp. Mêda, Milheiroense, Sanjoanense, Penamacorense, Alcaíns, Nelas, Portomosense, Gavionenses, Ol. Moscavide, Quarteirense, Lus. Évora, Castrense, Rabo de Peixe, Barreiro, Flamengos e Porto Moniz.

sábado, 29 de maio de 2010

Pedro Roma.

Pedro Miguel da Mota Roma, (Pedro Roma no mundo do futebol) nasceu em Pombal a 18 de Março de 1970 e foi guarda-redes.
Começou a sua carreira no clube da terra, o Sporting de Pombal, tendo se transferido para a Académica no escalão de Juvenis, onde acabou por concluír o seu processo de formação.
Na sua primeira temporada como sénior foi cedido a título de empréstimo à Naval, que disputava a III Divisão.
Regressou "a casa", para a época 90/91, acabando apenas por fazer um jogo ao serviço da Académica, que disputava a Liga de Honra.
Na temporada seguinte, foi a primeira opção do técnico José Rachão, ganhando o lugar a guarda-redes mais experientes como Miguel e Tó Luís. As suas exibições (realizou 32 dos 34 jogos da Académica na Liga de Honra) chamaram a atenção do Benfica, que o contratou.
Rumou então à Luz para a temporada 92/93, que acabou por ser muito má em termos pessoais, para Pedro Roma. "Tapado" pelos experientes Silvino e Neno, acabou por não realizar qualquer partida no campeonato.
Para 93/94, a direcção encarnada decidiu emprestar o jovem guarda-redes ao Gil Vicente, que íria competir na I Divisão.
Roma, realizou seis partidas pelos gilistas no primeiro escalão, tendo sido lançado por Vítor Oliveira logo na jornada inaugural, num jogo que terminou com um empate caseiro frente ao Sp. Braga.
Regressou à "casa mãe" na temporada seguinte, onde mais uma vez na Liga de Honra, realizou 14 jogos.
Na temporada seguinte, a vinda de Hilário por empréstimo do FC Porto, complicou a vida a Pedro Roma que acabou por ser emprestado ao Famalicão, também da Liga de Honra, onde apesar dos 12 jogos que realizou, não conseguiu evitar a queda do clube nortenho à II Divisão B.
Depois deste empréstimo, passou cinco temporadas e meia na Académica.
Em 96/97, voltou e agarrou a titularidade (falhou apenas um jogo), ajudando assim a "Briosa" a regressar à I Divisão, nove anos depois.
No primeiro escalão, foi sempre o titular absoluto da "Briosa". Em 97/98 foi totalista, ao realizar todos os 34 jogos, e em 98/99 mesmo tendo realizado menos jogos (26), foi sempre a opção número 1.
No entanto, no fim da temporada 98/99, acabou por regressar à Liga de Honra.
Pedro Roma, fez mais duas temporadas de bom nível: 32 jogos em 99/00 e 22 em 00/01.
Em 01/02, teve a concorrência de Márcio Santos na luta por um lugar na baliza, e acabou por perder essa luta.
Não realizou qualquer jogo até Janeiro, acabando por sair por empréstimo rumo ao Sp. Braga, onde fez três partidas na I Liga.
Regressou "a casa" para 2002/2003, e nunca mais saíu da Académica. Até hoje, apenas por uma temporada não foi a grande aposta dos técnicos para a posição mais ingrata que existe no futebol.
Apenas por uma vez conseguiu ser totalista: foi em 06/07, quando realizou todos os 30 jogos da Briosa no campeonato. Teve ainda por duas vezes muito perto de o ser: primeiro em 04/05 falhou dois jogos (realizou 32 dos 34) e em 07/08 falhou três (esteve em 27 de 30).
Nas restantes temporadas, efectuou também um grande número de jogos: 24 em 02/03; 27 em 03/04 e 28 em 05/06.
Na temporada passada, aos 38 anos, ainda efectuou dois jogos pela Briosa na Liga Sagres, porque um forte "concorrente" chamado Peskovic, não o deixou efectuar mais.
Terminou a carreira no fim da temporada 2008/2009, tendo passado esta temporada a desempenhar a função de treinador de guarda-redes da equipa "estudante".
E agora uma curiosidade: Sabia que Pedro Roma esteve esta temporada inscrito apenas por mera precaução ? Infelizmente, acabou por nem sequer ser convocado uma vez.
Foi internacional sub-21 por Portugal.
Esta foi mais uma "homenagem" minha, a um jogador que eu admiro por ter passado grande parte da sua carreira ao serviço do mesmo clube.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Foi há 23 anos: FC Porto surpreendeu o Mundo

Tal como já havia antecipado ontem, completam-se hoje vinte e três anos, desde que o FC Porto surpreendeu o Mundo (não é nenhum exagero) e venceu o Bayern Munique, na final da Taça dos Campeões Europeus referente à temporada 1986/1987.
Os alemães chegaram à final depois de terem deixado pelo caminho: PSV, Áustria Viena, Anderlecht e o todo poderoso Real Madrid de Jorge Valdano e Hugo Sánchez. Na primeira mão da meia final a equipa germânica goleou os "Merengues" por 4-1. Resultado considerado "escandaloso", face à qualidade da equipa "blanca".
Já o FC Porto, até chegar à final eliminou: Rabat Ajax (Malta), FC Vitkovice (República Checa), Brondby (Dinamarca) e Dinamo Kiev (Ucrânia).
Naquele tempo, apenas os campeões de cada país, tinham direito a disputar a Taça dos Campeões Europeus. O FC Porto, não era considerado favorito à vitória, uma vez que o Bayern Munique tinha muito mais tradição nas competições europeias, e já tinha vencido a competição por três vezes consecutivas (1974, 1975 e 1976).
27 de Maio de 1987. O Estádio Pratter em Viena, acolhe a final da Taça dos Campeões Europeus.
O primeiro golo da partida foi para o Bayern Munique. Aos 24' minutos na sequência de um lançamento de linha lateral, Kögl atirou de cabeça, surpreendendo Mlynarczyk e inaugurando o marcador.
Reza a história, que ao intervalo, o técnico portista Artur Jorge fez uma "lavagem ao cérebro" dos seus jogadores, deixando-os bastante moralizados, e incentivando-os de que era possível conquistar o troféu. Se isso aconteceu, resultou.
Primeiro, foi Paulo Futre que com uma jogada de mágico, deixou para trás vários defensores germânicos, e atirou para o lado direito da baliza bávara. No entanto, a bola passou um pouco ao lado. Mas a jogada foi verdadeiramente excepcional.
Depois, aos 77' deu-se o momento sublime da noite: Juary, já dentro de área, recebeu um passe, aguentou a pressão da defesa bávara e serviu Madjer, que sem mais demoras e de costas para a baliza, atirou de calcanhar empatando a partida com um golo "do outro Mundo".
O FC Porto surgiu completamente transfigurado no segundo tempo, e a prova disso é que dois minutos depois de ter empatado o jogo, marcou novo golo.
Madjer teve uma excelente arrancada pela ala esquerda, onde tirou um cruzamento para o segundo poste, e onde apareceu completamente solto de marcação, o brasileiro Juary, que não teve dificuldades em colocar o FC Porto em vantagem. 2-1 aos 79'.
Antes do fim, os portistas ainda poderiam ter aumentado a vantagem em duas ocasiões: primeiro foi Futre, que isolado permitiu o corte do guardião germânico; e de seguida foi Juary que através de uma jogada de insistência no corredor direito, entrou dentro de área e rematou rasteiro, fazendo a bola passar perto do poste direito da baliza de Plaff.
O jogo terminou pouco depois, e a festa foi enorme. Desde 1964 que uma equipa portuguesa não vencia a Taça dos Campeões Europeus, quando o Benfica derrotou o Real Madrid de Di Stefano.
Esta foi também a primeira vitória europeia do FC Porto, depois de perder a final da Taça das Taças para a Juventus, anos antes.Ficha de Jogo:

Jogo realizado no Estádio Pratter, em Viena
Árbitro Principal: Alexis Ponnet (Bélgica)

FC Porto: Mlynarczyk; João Pinto, Eduardo Luís, Inácio (Frasco 65') e Celso; Jaime Magalhães, André e Sousa; Quim (Juary 45'), Futre e Madjer;
Treinador: Artur Jorge; Suplentes Não Utilizados: Zé Beto; Festas e Casagrande;

Bayern Munique: Plaff; Norbert Eder, Pflügler, Nachtweih e Winklhofer; Brehme, Flick (Lunde 82') e Lothar Matthäus; M. Rummenigge, Hoeness e Kögl;
Treinador: Udo Lattek; Suplentes Não Utilizados: Aumann; Kutschera, Willmer e Bayerschmidt;

Disciplina:
Amarelos: Jaime Magalhães 35'; Celso 61'; Winklhofer 65'; Sousa 71';

Marcador: 0-1 Kögl 24'; 1-1 Madjer 77'; 2-1 Juary 79';

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Foi há 6 anos: FC Porto (re)conquistou Europa.

Maio é definitivamente, o mês das conquistas para o FC Porto.
Se na passada sexta feira, foi comemorado o sétimo aniversário da conquista da Taça UEFA, hoje (26 de Maio) comemora-se o sexto aniversário da vitória em Gelsenkirchen.
Já agora, aproveito a "boleia" e antecipo que amanhã completar-se-ão 23 anos desde o triunfo portista em Viena, sobre o Bayern Munique.
Voltemos a 2004. Uma vitória estupenda, perante um adversário francês que tinha uma excelente equipa, com jogadores que à custa da campanha na Champions dessa temporada, saltaram para a ribalta. Curioso também o facto, de o defesa direito do Monaco, estar emprestado pelo FC Porto. Era ele, o argentino Hugo Ibarra.
O FC Porto chegava à final da Liga dos Campeões, depois de deixar pelo caminho equipas como Manchester United e Deportivo la Coruña.
Do lado adversário, o Monaco, "apenas" havia eliminado Real Madrid e Chelsea.
Não se adivinhava um jogo fácil, como é óbvio. Uma final é sempre uma final. Nunca há vencedores antecipados, nem é muito aconselhável dizermos que este ou aquele não tem hipótese de vencer.
Embora muita gente por essa Europa fora considerasse o FC Porto favorito, foi a equipa monegasca a primeira a criar perigo.
2' minutos de jogo e Giuly já seguia isolado para a baliza portista, valendo a saída de Baía, que cortou a bola para fora.
A resposta portuguesa, foi imediata, mas Deco não conseguiu converter com êxito. Primeiro atirou na sequência de um livre directo contra a barreira, na ressaca rematou forte mas contra Rodríguez.
Aos 16' cruzamento de Edouard Cissé no lado direito, mas Rothen a chegar atrasado, e a falhar o remate. Passou o perigo para o FC Porto.
À passagem do minuto 22' o Monaco perdeu uma das suas grandes referências. Ludovic Giuly, o estratega da equipa, saiu lesionado e deu o lugar ao croata Dado Pršo.
Os franceses continuavam à procura do golo, e aos 31' Morientes apareceu isolado na cara de Baía, após uma belíssima assistência, mas o lance foi (mal) invalidado pelo árbitro assistente.
O FC Porto, finalmente deu um ar da sua graça, dois minutos depois, quando Paulo Ferreira fez um cruzamento para o interior da área, procurando assistir Deco, valendo o corte de Givet ao Monaco.
A seis minutos do intervalo, o FC Porto chegou ao golo. Nuno Valente cruzou da esquerda, Rodríguez aliviou, mas a bola acabou por ficar na posse de Pedro Mendes que tocou para Paulo Ferreira. O lateral direito cruzou para a área, e após um ressalto de bola, Carlos Alberto efectuou um remate à meia volta, inaugurando o marcador.Aos 44', o tal jogador emprestado pelo FC Porto, Ibarra, passou por três jogadores azuis, e cruzou para o interior da área, acabando a bola por esbarrar num defensor português.
O intervalo veio pouco depois.
No segundo tempo, novamente o Monaco a carregar. Aos 55' Pršo recebeu um passe longo, mas talvez se tenha iludido perante tanta facilidade concedida pelos portistas, e não conseguiu controlar a bola.
Aos 62' Morientes rematou forte após passe de Pršo, mas estava em posição irregular.
O FC Porto respondeu com o segundo golo. 71' minutos, jogada rápida de contra-ataque, com Deco a servir Alenitchev, e com o russo a deixar para o luso-brasileiro, que com toda a classe que lhe é conhecida, encostou facilmente. 2-0, e a Champions já não fugíria.
Quatro minutos depois, veio a sentença definitiva.
Mais um contra-ataque do FC Porto, com Alenitchev a deixar o esférico em Derlei. O "Ninja" tentou tirar o cruzamento, mas a bola bateu num defensor monegasco, e sobrou para Alenitchev que frente a Roma, não perdoou e fuzilou completamente o guardião francês. 3-0 aos 75'.
Até final, apenas um lance digno de registo, e pertenceu ao Monaco.
Patrice Evra, aos 84' completamente solto no interior da área azul e branca atirou muito por cima.
A partida terminaria dez minutos depois (foram concedidos quatro minutos de compensação), e o FC Porto reconquistou a Europa do futebol, dezasseis anos depois de o ter feito em Viena.Ficha de Jogo:

FC Porto: Vítor Baía; Paulo Ferreira, Jorge Costa, Ricardo Carvalho e Nuno Valente; Costinha, Maniche, Pedro Mendes e Deco (Pedro Emanuel 85'); Carlos Alberto (Alenitchev 60') e Derlei (McCarthy 78');
Treinador: José Mourinho. Suplentes Não Utilizados: Nuno; Ricardo Costa, Bosingwa e Jankauskas;

Monaco: Roma; Ibarra, Rodríguez, Givet (Squillaci 72') e Evra; Edouard Cissé (Nonda 64'), Zikos, Bernardi e Rothen; Giuly (Pršo 22') e Morientes;
Treinador: Didier Deschamps. Suplentes Não Utilizados: Tony Sylva; El Fakiri, Plašil e Adebayor;

Disciplina:
Amarelos: Nuno Valente 29'; Carlos Alberto 40; Jorge Costa 77';

Golos: 1-0 Carlos Alberto 39'; 2-0 Deco 71'; 3-0 Alenitchev 75';

terça-feira, 25 de maio de 2010

"A foto do dia": Portugal Campeão Mundial Sub-20 (1991)

A foto de hoje, remonta à conquista do Campeonato Mundial Sub-20, por parte de Portugal.
Numa final frente ao Brasil, Portugal venceu através do desempate por grandes penalidades (4-2), depois de um nulo no tempo regulamentar.
A competição realizou-se no nosso País, e a final foi disputada no antigo Estádio da Luz, no dia 30 de Junho.
A chamada "geração de ouro" venceu todos os cinco jogos que disputou até chegar à final.
República da Irlanda, Argentina e República Checa na fase de grupos, México nos Quartos de Final e Austrália na Meia Final, foram as "vítimas".
Na foto além da presença de Jorge Costa e de Abel Xavier, é visível num "segundo plano" Tulipa, que recentemente levou o D. Chaves ao Jamor.
O "nosso" seleccionador era nada mais nada menos do que, Carlos Queiroz, e os brasileiros contavam com jogadores como Roberto Carlos, Élber e Paulo Nunes.
Recorde a equipa de Portugal na final:

Brassard; Paulo Torres, Peixe, Jorge Costa e Nélson (Tulipa 09'; Tulipa substituido depois por Capucho aos 70'); Rui Bento, Rui Costa e Gil; João Pinto, Luís Figo e Toni.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Recordar: Salgueiros 2004/2005

Lembra-se do Salgueiros? É claro que se lembra.
O clube de Paranhos que em tempos jogou na I Divisão, e até participou na Taça UEFA, entrou numa grave crise financeira corria o ano de 2004. O futuro passava pela disputa da Liga de Honra, mas uma descida administrativa atirou com o clube para a II Divisão B.
A debandada do plantel foi geral, até porque o Salgueiros se viu impedido de registar novos contratos ou renovar vínculos registados anteriormente.
Sendo assim, a poucos dias do arranque da II Divisão B Zona Norte, o Salgueiros apenas contava com 16 jogadores, sendo que quinze dos dezasseis jogadores eram júniores e tinham apenas contrato de formação. O único "sobrevivente" era André Soares, que tinha assinado contrato profissional na temporada anterior.
Além de um plantel carenciado, o Salgueiros não tinha estádio próprio, uma vez que o Estádio Vidal Pinheiro havia sido vendido à empresa "Metro do Porto" por oito milhões de euros, e os terrenos onde deveria ser construído o novo estádio salgueirista estavam ainda "bloqueados".
A temporada começou com uma derrota por 3-1 frente aos Dragões Sandinenses, resultado "positivo" se tivermos em conta que a equipa titular salgueirista contava com dez jogadores júniores.
Seguiram-se mais duas derrotas, frente a Fiães (fora) e Ribeirão em casa, até que surgiu a primeira vitória, que foi a contar para a Taça de Portugal, quando os "encarnados" venceram o Santa Marta de Penaguião da III Divisão por 2-0.
No regresso ao campeonato, uma derrota caseira com o Paredes por 1-0 e a primeira goleada sofrida da época, 4-0 em Lousada, antecederam a eliminação da Taça de Portugal, que foi aos pés do Nazarenos também da III Divisão.
Até Dezembro, os jovens salgueiristas "apenas" somaram desaires. Algumas derrotas pesadas, outras nem tanto. A falta de experiência revelou-se fundamental obviamente.
Foram treze derrotas consecutivas, até vir o merecido descanso devido ao período natalício. Apenas três desaires foram pela margem mínima: Lixa e Vilanovense ambos em casa, por 2-1; e Vilaverdense, fora por 1-0.
Alguns resultados "equilibrados": Valenciano, fora 2-0; U. Lamas, fora 3-1; FC Porto B casa e Fafe fora 3-0; e os restantes jogos, acabaram em goleadas: Freamunde, casa 5-1; Braga B, fora 6-0; Vizela, casa 10-0; Trofense e Valdevez ambos em casa, e Infesta fora, 5-0.
A derrota caseira com o líder do campeonato, Vizela, foi a mais pesada de todas numa primeira fase da temporada. Foram dez golos sem resposta, naquele que é certamente um dos jogos mais negros da história do Salgueiros.
De referir ainda o encurtamento do plantel durante o mês de Dezembro, devido à rescisão de contrato de André Soares, alegadamente pela existência de salários em atraso.Janeiro começou com uma derrota com o Pedras Rubras por um "simples" 3-0, a que se seguiram mais nove desaires.
Três foram pela margem mínima: Paredes e Lixa, ambos fora por 1-0 e Lousada em casa por 2-1. "Equilibrado" apenas o resultado frente ao Braga B, em casa. Derrota por 2-0.
Os restantes jogos, acabaram em goleadas: D. Sandinenses em casa por 4-1; Ribeirão fora por 4-0; Fiães em casa por 5-0; Freamunde fora por 11-0 e Vizela em casa por 4-0.
No meio destas derrotas "normais" lá vem mais um resultado historicamente negativo para o SC Salgueiros: ao intervalo o resultado era de 6-0 favorável ao Freamunde, mas os jovens salgueiristas ainda falharam um penalti por intermédio de Cristiano, que a ser convertido reduziria o placar para 3-1.
A descida à III Divisão, ficou consumada com a derrota em Vizela, frente ao líder.
A 20 de Março de 2005, deu-se uma grande festa no estádio do Leça (casa emprestada do Salgueiros). Na recepção ao "aflito" Valenciano, em jogo a contar para a Jornada 29, os jovens salgueiristas fizeram mais um jogo de grande entre-ajuda, o que lhes valeu a conquista do primeiro ponto. A turma valenciana ainda desperdiçou uma grande penalidade, mas isso não tira o mérito ao plantel salgueirista.
Após o fim da partida, a festa foi tanta, que os jovens "encarnados" pareciam terem sido campeões...mas, claro que havia motivos para festejar.
Seguiram-se mais três derrotas: Trofense (4-0) e FC Porto B (4-1) ambos fora e Infesta em casa (3-1).
Depois, à 33ª Jornada, veio a primeira vitória. E logo sobre uma equipa dos lugares cimeiros. O Vilaverdense era terceiro classificado, mas caiu em Leça da Palmeira, perante os jovens guerreiros salgueiristas.
Cristiano abriu o activo no primeiro tempo a favor do Salgueiros, Armando empatou aos 59' e volvidos dez minutos, e na sequência de uma grande penalidade, Pelé fez o 2-1.
À semelhança do que tinha acontecido com o Valenciano, após o fim do jogo com o Vilaverdense, viveram-se momentos de euforia no estádio leceiro, com toda a massa associativa encarnada a gritar "Salgueiros! Salgueiros!".
Seguiram-se mais duas derrotas, frente a Valdevez (fora 2-0) e Fafe (casa 4-2), até à conquista de mais um ponto por parte dos "miúdos".
Em casa do "aflito" Vilanovense, que esteve para não comparecer ao jogo devido a salários em atraso, os jovens salgueiristas conseguiram um empate a dois golos, conquistando assim cinco pontos na 2ª Divisão B Zona Norte.
Nas duas últimas jornadas, duas derrotas. Primeiro em casa com o também "aflito" U. Lamas, por 2-1 e na última jornada do campeonato, em Pedras Rubras por 3-1.
Os treinadores desta equipa, foram: Luís Pedrosa, sensivelmente até meio da época, e depois, Rui Silva e Ricardo Tavares, que trabalharam em conjunto. O sistema utilizado em grande parte dos jogos foi o 4-4-2 losango, devido ao plantel não possuir extremos de raiz.
Face às limitações do plantel, os técnicos "encarnados" utilizaram por vezes o esquema 5-3-2.
Passados cinco anos, nunca é demais para os adeptos salgueiristas recordarem e sobretudo, agradecerem, o que estes jovens fizeram para que o Salgueiros não fechasse portas de forma inglória, ao realizarem trinta e oito jogos (mais dois para a Taça) com orgulho, garra e vontade.
De referir ainda que neste plantel se encontrava Pelé. Esse mesmo, o agora jogador do FC Porto, e que passou por Benfica e Inter de Milão. Destaque ainda para o central Joel e para o avançado João Rodrigues, que acabaram por seguir juntamente com Pelé para o Benfica. Joel ainda passou pelo Canedo em 06/07, e João Rodrigues esteve perto de seguir o colega. Destaque também para o extremo André Soares que ainda esta temporada representou o Penafiel na Liga Vitalis.Conheça os jogadores que envergaram a camisola do SC Salgueiros em 2004/05 (números apenas relativos ao Campeonato):

Fábio (Guarda-Redes - 38 Jogos); Sanguedo (Defesa Direito - 36 Jogos); Pedro Monteiro (Defesa Esquerdo - 33 Jogos e Capitão de equipa); Jonathan (Defesa Central - 32 Jogos); Zé Beto (Defesa Central - 24 Jogos); Joel (Defesa Central/Esquerdo - 34 Jogos); Miguel Cavalcanti (Defesa/Médio - 28 Jogos); Pedro Pinto (Trinco - 38 Jogos); Hugo (Trinco - 19 Jogos); Pelé (Médio Centro - 37 Jogos, 3 Golos); João Henrique (Médio Interior/Ofensivo - 14 Jogos); André Soares (Médio Ofensivo/Extremo - 15 Jogos, 3 Golos); Marco (Avançado - 33 Jogos, 1 Golo); Cristiano (Avançado - 36 Jogos, 4 Golos); João Rodrigues (Avançado - 36 Jogos, 6 Golos); João Magalhães (Avançado - 25 Jogos); Ricardinho (Avançado - 34 Jogos - 2 Golos);

(Fotos retiradas do site oficial do Sport Comércio e Salgueiros.)

sábado, 22 de maio de 2010

Mourinho é novamente Campeão Europeu

Segunda final da Liga dos Campeões que disputou, segundo troféu para Mourinho.
O técnico português, venceu novamente a Liga dos Campeões, competição que lhe fugia desde 2004, quando ao serviço do FC Porto surpreendeu a Europa do futebol.
O Inter junta a Champions ao "Scudetto" e à taça de Itália, conquistando assim o "Triplete".
Ricardo Quaresma, o único jogador português que poderia jogar na final da Champions, ficou na bancada.
Os italianos entraram fortes no jogo, mas aos 16' não se livraram de um valente susto. Maicon cortou uma bola com o braço, após cabeceamento de Van Buyten, mas Howard Webb não viu.
O primeiro golo do jogo surgiu aos 35'.
Diego Milito recebeu a bola vinda de Júlio César, na sequência de um pontapé de baliza, tocou para Sneijder e correu que nem um louco para receber de novo a bola, e com toda a tranquilidade simulou um primeiro remate, atirando depois a contar para o fundo das redes.
Antes do intervalo, Sneijder podia ter sentenciado o jogo de vez, mas atirou à figura de Butt.
Para a segunda parte, os alemães vieram mais agressivos ofensivamente, e Müller teve a primeira oportunidade para empatar. Valeu Júlio César ao Inter.
Na resposta Pandev pôs à prova os reflexos de Butt, com o alemão a mostrar-se atento, ao desviar para canto o remate do macedónio.
Aos 66' Robben atirou em arco, mas Júlio César negou-lhe o golo com uma espantosa defesa, a culminar um excelente voo.
O Bayern não desistia, e continuava a tentar empatar a partida, encostando sempre o Inter "às cordas", com Eto'o por vezes a fazer de lateral, e Cambiasso de central.
Aos 70' Samuel Eto'o fez um passe simples para Diego Milito, com o argentino a enfrentar Van Buyten no tradicional "um para um".
Milito, fez o que quis do central belga, e fez o segundo golo.
Até final, nada mais restou ao Bayern, senão tentar reduzir o resultado, embora sem sucesso.
A vitória do Inter é justa, pois aos problemas criados pelos italianos, o Bayern nunca soube responder "afirmativamente".
Mourinho ganhou curiosamente, a um dos seus "mestres".
Resta dizer, que esta é a terceira Liga dos Campeões que o Inter de Milão vence. Em 1965, a "vítima" dos italianos foi o Benfica, que perdeu por 1-0.
Ficha de jogo:

Bayern Munique: Butt; Lahm, Badstuber, Van Buyten e Demichelis; Van Bommel, Thomas Müller e Schweinsteiger; Hamit Altintop (Klose 63'), Robben e Olic (Mario Gomez 74');
Treinador: Louis Van Gaal; Suplentes Não Utilizados: Rensing; Görlitz, Diego Contento e Tymoschuk;

Inter: Júlio César; Maicon, Lúcio, Samuel e Javier Zanetti; Chivu (Stankovic 68'), Cambiasso, Sneijder e Pandev (Muntari 79'); Eto'o e Diego Milito (Materazzi 90+1');
Treinador: José Mourinho; Suplentes Não Utilizados: Toldo; Córdoba, Mariga e Balotelli;

Disciplina:
Amarelos: Demichelis 26'; Chivu 30'; Van Bommel 78';

Golos: 0-1 Diego Milito 35'; 0-2 Diego Milito 70';

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Jogos com história: FC Porto 3-2 Celtic (2002/2003)

Faz precisamente hoje, sete anos, que o FC Porto conquistou a Taça UEFA em Sevilha frente aos escoceses do Celtic.
Aproveitando essa ocasião, vou relatar aqui os incidentes de uma partida que ficou para a história tanto do futebol português como do futebol europeu.
21 de Maio de 2003, quarta-feira, 45 graus em Sevilha. O FC Porto guiado pelo "Mestre" Mourinho chegou à final de uma forma brilhante, onde iria ter pela frente um adversário chamado Celtic, clube com algumas tradições na Europa e que tinha como principal referência Henrik Larsson.
O jogo começou a um ritmo alucinante, e logo aos 2' minutos o FC Porto teve uma dupla oportunidade. Primeiro Deco na conversão de um livre atirou contra a barreira escocesa, na recarga Maniche atirou à figura do guardião Douglas.
Na resposta, dois minutos depois, Petrov desperdiçou uma excelente oportunidade para marcar, e a bola acabou por "morrer" nas mãos de Vítor Baía.
Aos 5' minutos Costinha lesionou-se sozinho, e teve de ser substituído. Entrou Ricardo Costa para o seu lugar.
O jogo prosseguia a um bom ritmo, sempre com oportunidades de golo parte a parte.
Derlei rematou fraco aos 16'; Baía teve de se aplicar num pontapé de canto a favor dos escoceses aos 18'; Nuno Valente de livre aos 20' nem assustou Douglas; e aos 22' Derlei, rematou fraco à figura do guarda-redes do Celtic, enquanto que na resposta, Larsson de livre directo não causou problemas ao FC Porto.
Depois de alguns minutos em que o jogo acalmou, seguiram-se mais duas oportunidades, uma para cada lado: Aos 33' Deco rematou cruzado, mas sem problemas de defesa para Douglas, e de seguida Agathe tira um bom cruzamento na direita, mas Sutton não consegue cabecear.
Aos 41' novamente por intermédio do "Mágico" Deco, o FC Porto voltou a estar perto do golo. O luso-brasileiro atirou colocado, mas Douglas atento, desviou a bola para as malhas laterais.
Foi já no período de compensação do primeiro tempo, que os azuis e brancos inauguraram o marcador.
Deco fez um excelente passe para Alenitchev que rematou forte com o pé esquerdo. Douglas defendeu para o lado, onde apareceu de forma muito rápida Derlei a encostar para o fundo das redes. 1-0 aos 45'+2'.
O intervalo chegava, e o FC Porto estava na frente.Antes do reatamento da segunda parte, o destaque foi inteirinho para um "invasor" que entrou dentro de campo totalmente despido e tentou bater Vítor Baía, mas o português sempre atento defendeu.
A segunda parte teve um início de loucos.
Aos 46', após um cruzamento de Agathe vindo da direita, Larsson saltou mais alto que Ricardo Costa e cabeceou sem hipótese de defesa para Vítor Baía. Estava feito o empate.
Aos 49' Valgaeren, jogador do Celtic, entrou duro sobre Derlei mas não foi punido disciplinarmente. A ser admoestado, o belga seria expulso por acumulação de amarelos.
O FC Porto não baixou os braços, e aos 53' Deco fez um passe magistral para Alenitchev, e o russo isolado, não "perdoou". Fez o 2-1.
Três minutos volvidos, e na sequência de um pontapé de canto, Henrik Larsson voltou a empatar a partida. O ponta de lança sueco, estava completamente solto de marcação.
No minuto seguinte, Derlei tentou dar a melhor resposta possível, atirando forte e colocado, mas a bola passou ligeiramente ao lado da baliza de Douglas.
Aos 67' Paulo Ferreira, numa das suas muitas descidas à área contrária, fez um excelente trabalho, e atirou forte, valendo Douglas ao Celtic.
Três minutos depois, nova contrariedade para o FC Porto. Jorge Costa lesionou-se e deu o lugar a Pedro Emanuel.
No minuto seguinte, Derlei rematou forte, mas Douglas defendeu a dois tempos.
O Celtic procurava responder, sempre por intermédio de Larsson, mas desta vez valeu Paulo Ferreira ao FC Porto, que com um corte providencial desviou a bola do jogador sueco.
Aos 82' depois de um canto batido por Deco, Alenitchev atirou forte, mas a bola saiu ao lado.
Já em período de compensação, os portistas tiveram duas excelentes oportunidades para derrotarem o Celtic, mas não conseguiram concretizar.
Primeiro foi Maniche, que atirou fraco à figura de Douglas, e depois foi o russo Alenitchev que isolado perante o guardião do Celtic rematou ao lado.
Veio a primeira parte do prolongamento, e com ela poucas coisas dignas de registo. Baldé jogador do Celtic, viu o segundo cartão amarelo aos 95' após derrubar Derlei, e foi expulso.
E aos 101' Chris Sutton, atirou forte mas por cima da baliza de Baía.
Na segunda parte do prolongamento, novamente o Celtic ao ataque, e aos 110' Maloney a tirar um bom cruzamento, valendo Nuno Valente ao FC Porto que com um corte na hora certa, impediu que Larsson fizesse "hat-trick".
E eis que aos 113' se dá o grande momento do jogo.
Maniche isola Marco Ferreira, que não consegue ultrapassar Douglas, a bola acaba por sobrar para Derlei que com toda a frieza atirou colocado para o fundo das redes. O guardião do Celtic ainda tocou na bola, mas foi insuficiente, para evitar o terceiro golo portista.
Até final, registo apenas para a expulsão de Nuno Valente numa altura em que já "faltavam pernas".
O FC Porto venceu com justiça e mérito a Taça UEFA, sendo assim a primeira equipa portuguesa a conquistar o troféu.Ficha de jogo:

FC Porto: Vítor Baía; Paulo Ferreira, Jorge Costa (Pedro Emanuel 70'), Ricardo Carvalho e Nuno Valente; Costinha (Ricardo Costa 08'), Maniche, Deco e Alenitchev; Capucho (Marco Ferreira 97') e Derlei;
Treinador: José Mourinho; Suplentes Não Utilizados: Nuno; Tiago, César Peixoto e Clayton;

Celtic: Douglas; Baldé, Vermaelen (Laursen 64'), Mjällby, Agathe e Thompson; Lambert (McNamara 75'), Lennon e Petrov (Maloney 104'); Sutton e Larsson;
Treinador: Martin O'Neill; Suplentes Não Utilizados: Hedman; Sylla, Jamie Smith e David Fernández;

Disciplina:
Amarelos: Valgaeren 5'; Lennon 59'; Nuno Valente 63' e 120'; Baldé 80' e 96'; Petrov 102'; Maniche 118'; Marco Ferreira 119';

Vermelhos: Baldé 96'; Nuno Valente 120';

Marcador: 1-0 Derlei 45+2'; 1-1 Larsson 46'; 2-1 Alenitchev 53'; 2-2 Larsson 56'; 3-2 Derlei 113';

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Recordar: Caniggia no Benfica.

Em 1994 chegou à Luz, Claudio Caniggia, uma estrela do futebol argentino, que tinha estado a temporada transacta parado devido a uma suspensão por consumo de cocaína.
Emprestado pela Roma de Itália, Caniggia vinha para o Benfica, com o objectivo de se voltar a reafirmar no panorama do futebol mundial.
Sempre polémico, mas com um talento fenomenal "El Cani" impressionou pelos encarnados, especialmente em jogos a contar para a Liga dos Campeões.
Num Benfica campeão em título, mas completamente transfigurado por Artur Jorge, Caniggia era uma das estrelas da companhia, mas nunca "provou" ser a vedeta que tantos falavam. O talento esse, estava lá todo.
No campeonato português "El Pájaro" participou em 24 jogos e apontou 8 golos, contribuindo assim para o terceiro lugar final dos encarnados na prova.
Nas outras competições, o argentino apontou cinco golos na Taça de Portugal (em 3 jogos), e três na Liga dos Campeões, onde se destaca o bis ao Anderlecht (fez sete jogos).
Infelizmente, grande parte das recordações que Portugal e os portugueses têm sobre "El Cani" são as polémicas, e sobretudo o consumo de drogas.
Depois de uma temporada no Benfica, representou ainda ao mais alto nível Boca Juniors e Rangers, tendo ficado célebre o beijo que deu na boca de Diego Maradona, no decorrer de um Boca Juniors - River Plate (4-1).
Participou em três fases finais do Mundial pela selecção argentina, por quem conta 80 internacionalizações e 20 golos marcados.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

AD Marco 09

A 6 de Março de 2009, nasceu a Associação Desportiva Marco de Canaveses 09.
Inspirados no "Salgueiros 08" um grupo de adeptos e de figuras ligadas ao extinto FC Marco, criaram a AD Marco 09, com o objectivo de devolver à cidade do Marco de Canaveses, o "bichinho" pelo futebol, que havia desaparecido em 2007.
Com a criação de um novo clube, ficaram também estipuladas as condições para a formação de um plantel sénior: apenas e só jogadores da formação do FC Marco, ou então jogadores de toda a região do Marco de Canaveses.
E foi assim, com um plantel curto mas trabalhador, que a AD Marco 09 "singrou" no futebol distrital da AF Porto, na sua primeira temporada como clube federado.
Entre o plantel que recentemente terminou a Série 2 da II Divisão no 2º lugar, encontram-se os nomes de Gabriel, Viduka, Tó Zé e Carlos Mendes, todos eles com um passado recente ligado ao FC Marco. Os três últimos estiveram mesmo presentes nos dois últimos anos de vida do FC Marco, pois as duas épocas que inicialmente seriam cumpridas nos Juniores, acabaram por ser cumpridas nos Seniores.
A AD Marco 09 apesar de ter terminado o campeonato no 2º lugar, deverá ascender à I Divisão, de acordo com os regulamentos da AF Porto. Mas, ainda não há decisões oficiais. Para já, só expectactivas.
Outro dos "acordos" estabelecidos aquando da criação do Marco 09, foram a manutenção das cores do clube anterior, bem como a utilização do seu primeiro símbolo.
Os jogos caseiros são também efectuados no Estádio Avelino Ferreira Torres (agora denominado Estádio Municipal Marco de Canaveses), à semelhança do que acontecia com o extinto e saudoso FC Marco.
Além da equipa sénior, a AD Marco 09 tem também equipas inscritas nos escalões de Juniores, Juvenis, Iniciados, Infantis e Escolas. As camadas jovens jogam no antigo campo de treinos do FC Marco, que recentemente "recebeu" relvado sintético.
A próxima temporada, é aguardada com ansiedade.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Claques em Portugal: Super Dragões (Capítulo II)

Recupero uma rubrica que estava "inactiva" há já alguns meses, para falar da claque mais "conceituada" do FC Porto.
Os "Super Dragões" nasceram a 30 de Novembro de 1986, graças a um grupo de jovens que não se identificava com a claque "Dragões Azuis" que víria a extinguir-se.
Os "Super Dragões" começaram por se situar na bancada Superior Sul do antigo Estádio das Antas.
O FC Porto coleccionou êxitos atrás de êxitos no final da década de 80, bem como na década de 90, o que levou a um grande aumento de jovens adeptos do clube, que rapidamente se tornaram membros "SD".
Com o aumento do número de membros, a claque portista foi crescendo gradualmente, o que originou a que os seus cânticos e coreografias fossem melhorando jogo após jogo.
As conquistas europeias do FC Porto, permitiram aos "Super Dragões" troca de ideias com claques de vários clubes europeus, o que contribuiu para que a claque azul fosse crescendo no apoio ao seu clube.
Entretanto as coreografias dos "Super Dragões" foram-se tornando cada vez mais espectaculares, o que contribuiu para uma nova adesão de um grande grupo de jovens.
Actualmente Fernando Madureira é o líder da claque portista. Cargo que já ocupa desde 2001. Ele que já é membro dos "Super Dragões" desde os seus 14 anos, onde curiosamente conheceu a sua esposa de agora.
O apoio dos "Super Dragões" ao FC Porto, além do futebol, é fortemente visível nos jogos de Hóquei Patins e Andebol, modalidades onde o clube já tem fortes tradições de vitória.

domingo, 16 de maio de 2010

Taça de Portugal: D. Chaves 1-2 FC Porto

Tal como se previa, o FC Porto venceu, hoje, a Taça de Portugal frente a um adversário que não está habituado a estas andanças.
De Trás os Montes, veio um Chaves combativo, e disposto a fazer de tudo para vencer, com Tulipa a apresentar o seu onze "habitual" com o jovem Edu, herói na segunda mão da meia final, a ser titular.
Do lado do Porto, Jesualdo Ferreira, naquele que poderá ter sido o seu último jogo como treinador dos azuis-e-brancos, apresentou um onze "de gala", fazendo voltar à equipa Helton, Raúl Meireles e o capitão Bruno Alves.
Os momentos que antecederam a partida foram de grande festa e entusiasmo como sempre se vive uma final do Jamor.
Quando Proença apitou para o início, cedo se percebeu que o Chaves iria dar luta. O FC Porto mostrava-se desorganizado e, sobretudo, desconcentrado.
A primeira ocasião flagrante de golo até pertenceu à equipa transmontana: Edu não se deixou intimidar, e no meio de Helton e Rolando, desviou o esférico antecipando-se ao guardião portista. Valeu o poste, primeiro, e valeu, depois, Alvaro Pereira ao FC Porto.
De seguida, numa jogada que me fez citar a expressão "quem não marca sofre", o D. Chaves sofreu golo: Guarín teve uma excelente arrancada pelo corredor direito, que terminou com um forte remate, que contou ainda com a ajuda dos defensores do Chaves que acabaram por desviar ligeiramente a trajectória da bola, mas mais ainda do guardião Rui Rêgo, que foi muito mal batido.
O FC Porto fazia o 1-0, aos 13' minutos.
Belluschi, Hulk e Falcao, eram um tridente ofensivo muito activo: argentino colocava a bola onde queria através de passes magistrais, o brasileiro tinha arrancadas que deliciavam os adeptos portistas, e o colombiano tinha desmarcações sensacionais.
Aos 23' minutos, o FC Porto chegou ao segundo golo: mais um passe espectacular de Belluschi a servir Hulk, com o brasileiro a arrancar decididamente para a baliza, mas no momento certo a servir o colombiano Falcao, que encostou para o segundo da tarde.
Minutos antes, Hulk tinha perdido escandalosamente a oportunidade de aumentar a vantagem portista.
Parecia tudo encaminhado para a goleada, mas até ao intervalo o placard não sofreu alterações. E não foi por falta de oportunidades.
Hulk desperdiçou várias chances, com todas elas a terem desfechos diferentes: primeiro defendeu Rêgo, depois o remate saiu para fora, e finalmente rematou mal.
Falcao também falhou um "golo feito" mesmo à boca da baliza, e o flaviense Bamba ainda marcou, mas o golo não contou, porque o costa-marfinense dominou a bola com o braço.Na segunda parte, novamente o D. Chaves a entrar mais forte, enquanto o FC Porto perdeu força e principalmente vontade.
Tulipa tentou animar o jogo ao fazer duas alterações de uma assentada, respondendo Jesualdo com a entrada de Cristián Rodríguez.
Os problemas físicos de Guarín, levaram o técnico portista a esgotar as alterações a pouco menos de vinte minutos do fim, com a entrada de Valeri (ao intervalo já havia entrado Tomás Costa para o lugar de Raúl Meireles).
Nas bancadas fazia-se a tradicional "onda mexicana", já que dentro das quatro linhas, nada de importante acontecia, exceptuando uma ou outra arrancada de Hulk.
A dez minutos do fim, já muitos adeptos flavienses abandonavam as bancadas, pois, certamente, não esperariam o que iria acontecer: a cinco minutos do fim, uma desconcentração da defensiva azul e branca, sobretudo do capitão Bruno Alves, permitiu a Clemente reduzir a desvantagem.
Tal como o capitão portista reclamou, parece-me que o avançado do Chaves tocou a bola com o braço antes de "facturar" perante um Helton algo desamparado.
No minuto seguinte, mais um lance de perigo a rondar a baliza do FC Porto, mas desta vez Helton a aplicar-se a fundo para evitar o empate e o...prolongamento.
Os minutos finais foram de "suspense", com o Chaves a acreditar que era possível chegar ao empate, e com os portistas a tentarem evitar dissabores e surpresas.
Ainda houve tempo para duas expulsões, uma para cada lado. Primeiro foi Ricardo Rocha do D. Chaves (para mim o melhor em campo, excelente exibição do central flaviense) e depois foi Bruno Alves, que teve uma entrada completamente despropositada sobre Clemente, naquele que poderá ter sido o seu último jogo com a camisola do FC Porto.
Parabéns ao GD Chaves, que merecia o prolongamento por tudo o que fez perante um FC Porto, que não merecia marcar o primeiro golo, quanto mais o segundo....Ficha de jogo:

D. Chaves: Rui Rêgo; Danilo, Lameirão, Ricardo Rocha e Eduardo; Bamba, Bruno Magalhães, Samson (Diego Vicente 61') e Castanheira (Flávio Igor 61'); Edu e Diop (Clemente 78');
Treinador: Tulipa; Suplentes Não Utilizados: Casaleiro; Heslley, Vítor Silva e João Fernandes;

FC Porto: Helton; Miguel Lopes (C. Rodríguez 62'), Rolando, Bruno Alves e Alvaro Pereira; Fernando, Raúl Meireles (Tomás Costa 45'), Guarín (Valeri 72') e Belluschi; Falcao e Hulk;
Treinador: Jesualdo Ferreira. Suplentes Não Utilizados: Beto; Maicon, David Addy e Farías;

Disciplina:
Amarelos: Bruno Alves 12'; Bruno Magalhães 17'; Danilo 24'; Ricardo Rocha 40' e 90+1'; Eduardo 41';

Vermelhos: Ricardo Rocha 90+1'; Bruno Alves 90+3';

Golos: 0-1 Guarín 13'; 0-2 Falcao 23'; 1-2 Clemente 85'.

sábado, 15 de maio de 2010

Inglaterra: Morreu Idrizaj

É mais um caso de morte súbita no desporto. Ainda na semana passada Rui Silva atleta do GRIB (basquetebol) faleceu durante o sono.
Desta vez a vítima foi o austríaco Besian Idrizaj (na foto), jogador do Swansea, equipa galesa, que milita no segundo escalão do futebol inglês e que é orientado por Paulo Sousa.
Segundo o clube revelou em comunicado o jogador terá morrido durante o sono na noite de sexta-feira:
"O Swansea confirma que o agente do avançado Besian Idrizaj informou o clube que o jogador faleceu. Ao que se sabe, o jogador morreu enquanto dormia na noite de sexta-feira, quando estava em casa com a família, na Áustria. A causa exacta da morte não foi confirmada."
Idrizaj já tinha desmaiado em campo quando representava os austríacos do Wacker Innsbruck, por empréstimo do Liverpool em 2008, mas o próprio jogador admitiu que o problema já estava resolvido, depois de ter sido submetido a vários exames.
Besian Idrizaj nasceu a 12 de Outubro de 1987 na Áustria, e começou a sua carreira ao serviço do Admira Linz, de onde se transferiu para o LASK Linz.
Foi contratado pelo Liverpool em 2005, mas acabou por ser emprestado em três ocasiões: Luton Town em 06/07, Crystal Palace em 07/08 e Wacker Innsbruck em 08/09. Esta temporada representou o Swansea, de Paulo Sousa.
Representou a selecção austríaca sub-21 em doze ocasiões, tendo marcado três golos.

"A foto do dia": Domingos em acção pelo FC Porto.

"A foto do dia" de hoje remonta à época 2000/2001, no decorrer de um Boavista - FC Porto.
Domingos, agora um treinador que anda nas bocas do Mundo, representava os "Dragões" como demonstra a foto.
O seu adversário era Litos, que parece ganhar o duelo. Atrás e um pouco "cortado" está o outro central boavisteiro, Jorge Silva.
O jogo terminou com a vitória axadrezada por 1-0, e o golo foi apontado por Martelinho aos 31' minutos.
O Boavista víria a sagrar-se campeão no fim da temporada, enquanto o FC Porto foi 2º a apenas um ponto. Aliás a turma azul vingou-se no último jogo do campeonato, ao golear o Boavista por uns concludentes 4-0.
Domingos, fez nessa temporada a última como profissional de futebol, e Litos saiu do Bessa rumo ao Málaga de Espanha.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Históricos do Nosso Futebol: Sp. Espinho

Fundado a 11 de Novembro de 1914, o Sporting Clube de Espinho, tem a sua sede tal como o nome indica na cidade de Espinho, e actualmente é presidido por Rodrigo Nunes.
Apesar de pertencer ao Distrito de Aveiro, o clube espinhense viu-se obrigado a jogar na AF Porto, devido à AF Aveiro não ter muitas equipas filiadas.
Em 1917/1918 o Sp. Espinho venceu mesmo a Taça de Honra da AF Porto, competição que se disputava entre todos os clubes da associação portuense.
Os "Tigres da Costa Verde" jogaram no distrito vizinho até à temporada 1923/1924, altura em que juntamente com outros clubes aveirenses fundaram a AF Aveiro.
O Sp. Espinho sagrou-se mesmo campeão do Distrito de Aveiro, durante as primeiras quatro temporadas.
Em 1934/1935 o clube espinhense estreou-se em provas de âmbito nacional, tendo sido segundo num grupo de quatro equipas.
No entanto, as competições "mais a sério" começaram em 49/50 quando o Sp. Espinho foi uma das dezoito equipas que disputaram a Série 2 da II Divisão Nacional.
Até 1960, os espinhenses disputaram a II Divisão, ora na Zona A ora na Zona Norte.
A descida à III Divisão após a temporada 59/60, acaba por ser um dos momentos mais negativos da história do SC Espinho.
O regresso à II Divisão foi de imediato conseguido, após o 2º lugar conquistado na Série A da III Divisão.
De novo no segundo escalão do futebol português, os espinhenses disputaram treze temporadas consecutivas na II Divisão, tendo o melhor registo sido conseguido na temporada 73/74 com a conquista do campeonato, que valeu a subida à I Divisão.
Pelo meio, a conquista da Taça Ribeiro dos Reis na temporada 66/67 é um dos momentos mais marcantes da história do clube espinhense. Esta prova destinava-se às equipas que disputavam a I e a II Divisão.
No campeonato principal do futebol nacional, a estreia não correu da melhor maneira para o clube "vareiro". As quatro vitórias e os sete empates em 30 jogos, valeram a 16ª e última posição bem como a descida à II Divisão.
A partir daqui, o Sp. Espinho tornou-se um clube de alternâncias entre a I e a II Divisão.
Depois de duas temporadas na segunda divisão (75/76 e 76/77), os espinhenses participaram na I Divisão em 77/78, mas voltaram a descer, disputando em 78/79 a II Divisão, competição que venceram e ascenderam de novo ao primeiro escalão do futebol português.
A época do Espinho em 79/80 é caso para dizer "aleluia".
Os espinhenses conquistaram um honroso 7º lugar, conseguindo assim pela primeira vez na sua história a manutenção entre os grandes.
Apenas em 1984, o Sp. Espinho voltou a descer. Apenas cinco vitórias e sete empates, em 30 jogos, valeram aos "Tigres" 17 pontos, que acabaram por não serem suficientes para evitar a última posição.
Os espinhenses disputaram de seguida a II Divisão por três temporadas consecutivas, conseguindo vencer a prova em 86/87, o que valeu nova promoção.
87/88 foi a melhor época de sempre do clube "vareiro". Uma brilhante temporada coincidiu com a conquista do 6º lugar final na I Divisão, numa equipa que tinha entre outros, jogadores como: Mike Walsh (ex FC Porto e internacional pela Irlanda), Aziz (ex Zwolle da Holanda), Zezé Gomes (ex Fluminense e V. Guimarães) e Pingo (que viria depois a ser jogador do FC Porto).
No entanto, a temporada seguinte não correu como esperado e os espinhenses terminaram o campeonato na 17ª posição, acabando naturalmente por descerem.
Em 89/90, na II Divisão Zona Centro, o Sp. Espinho ficou a um "mísero" ponto de regressar ao convívio dos "Grandes". Na altura, o Salgueiros venceu em Espinho na última jornada por 2-1, e conquistou o trono, subindo à I Divisão.
Com a reformulação dos campeonatos nacionais ocorrida em 1990, o Sp. Espinho fez parte de um grande número de equipas que disputou em 90/91 a "estreante" II Divisão de Honra.
O 11º lugar na primeira época, deu lugar ao 1º em 91/92 conseguido com grande mérito e brilhantismo. Atrás na tabela, ficaram históricos como Académica, Leixões, V. Setúbal, Belenenses e Portimonense.
Em 92/93 de novo no primeiro escalão, o Sp. Espinho "não aguentou" o ritmo e acabou por ser penúltimo entre dezoito equipas.
Disputou depois, a II Divisão de Honra por mais três temporadas consecutivas.
Foi sempre a subir: 93/94 14º lugar; 94/95 9º lugar; e finalmente em 95/96 com a conquista do 3º lugar que valeu o "bilhete" de ida para a I Divisão.
Bilhete esse que acabou por ser de ida e volta. Em 96/97 naquela que foi a sua última temporada na I Divisão, o Sp. Espinho terminou a primeira volta no 4º lugar a apenas seis pontos do 3º classificado, Benfica.
No entanto, numa segunda volta de campeonato míserável (onde está incluida a eliminação da Taça frente aos D. Sandinenses da III Divisão) onde o treinador Zinho acabou despedido a quatro jornadas do fim, os "Tigres" conseguiram apenas uma vitória e foi na última jornada, já sob o comando de Edmundo Duarte.
O 16º lugar não foi evitado, e deu-se nova descida do Sp. Espinho ao segundo escalão.
A Liga de Honra foi depois palco dos espinhenses durante cinco temporadas. A melhor classificação foi "apenas" o 7º lugar em 98/99, sendo a pior o 17º lugar conseguido em 2001/2002 que valeu a despromoção à II Divisão B.
Em 2002/2003 no ano de estreia na II Divisão B, o Sp. Espinho não foi além do 10º lugar na Zona Norte. Tratou-se de uma época em que foram lançadas as bases do sucesso para a seguinte.
Em 03/04, o Sp. Espinho "acabou" inserido na Zona Centro, série que acabou por vencer sem grandes problemas.
No ano de regresso à Liga de Honra, os espinhenses terminaram a prova no 18º e último lugar, acabando por descer de novo ao terceiro escalão. Esta foi a última temporada dos "Tigres" no segundo escalão do futebol português.
De então para cá o Espinho nunca abandonou o terceiro escalão, conseguindo sempre classificar-se nos cinco primeiros: foi 2º em 05/06, 4º em 06/07, 3º em 07/08 e 08/09, e 5º na temporada que agora findou.
Veremos se na próxima temporada, o Sp. Espinho construirá um plantel capaz de lutar pela subida de divisão, que tanto anseiam os adeptos dos "Tigres da Costa Verde".
O clube "costeiro" efectua os seus jogos no Estádio Comendador Manuel Oliveira Violas, e tem como equipamento principal: camisola preta e branca com listas verticais, calções pretos e meia branca.

Palmarés do SC Espinho:
Campeonato Nacional da II Divisão (ou Liga de Honra): 4 (1973/1974; 1978/1979; 1986/1987; 1991/1992)
Campeonato Nacional da II Divisão B: 1 (2003/2004)
Vencedor da Taça Ribeiro dos Reis: 1 (1966/1967)
Vencedor da Taça de Honra da AF Porto: 1 (1917/1918)
Campeonato de Aveiro: 13 (1924/1925; 1925/1926; 1926/1927; 1927/1928; 1929/1930; 1931/1932; 1933/1934; 1940/1941; 1943/1944; 1944/1945; 1947/1948; 1950/1951; 1960/1961)

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Liga Europa: Atlético Madrid é o vencedor

O Atlético Madrid de Espanha, é o primeiro vencedor da Liga Europa, troféu que "substitui" a Taça UEFA.
O clube dos portugueses Simão e Tiago, bem como do ex-portista Paulo Assunção, e do ex-benfiquista Reyes, que é orientado por Quique Flores levou de vencida os ingleses do Fulham por 2-1, na final disputada em Hamburgo.
Os espanhóis não venciam um troféu desde a temporada 2001/2002, temporada em que venceram a Segunda Divisão de Espanha, e regressaram à Primeira Divisão.
O jogo começou com o Atlético no ataque, e logo aos 12' Forlán atirou ao poste. O Fulham rapidamente se apercebeu que os espanhóis não estavam para brincadeiras.
No lado dos ingleses, Zamora era o mais inconformado e tentava de todas as maneiras levar perigo à baliza de De Gea, mas pela frente tinha uma "muralha" intransponível.
Aos 32' Aguero tentou o remate, a bola saiu "torta" mas acabou por "parar" na cabeça de Forlán que desviou o esférico para o fundo das redes. 1-0.
Volvidos cinco minutos, Zamora ganhou "finalmente" espaço, e ganhou uma bola que parecia perdida na sequência de um lançamento de linha lateral, de imediato deixou na direita onde o húngaro Zoltán Gera tirou o cruzamento, que permitiu a Davies fazer o empate. 1-1 aos 37'.
Na segunda parte, o Fulham surgiu mais solto, e com o jogo mais aberto, o Atlético foi ganhando mais espaço para criar as suas jogadas.
No entanto, a finalização de ambas as equipas nunca foi a melhor, e Schwarzer e De Gea tiveram ambos uma noite tranquila.
O prolongamento, não foi assim, "evitado".
A primeira parte do tempo extra, foi equilibrado, mas coube ao Atlético a melhor opurtunidade de golo.
Forlán após uma jogada de insistência pelo correr esquerdo, cruzou "atrasado" onde surgiu Aguero que com a baliza deserta, atirou ao lado.
Na segunda parte, os papéis inverteram-se.
Se Aguero falhou, Forlán não. Foi o uruguaio quem aos 116' fez o segundo golo do Atlético, desviando com um toque subtil e com enorme classe, para o 2-1.
Pouco depois, a partida terminou, e a festa foi espanhola.
Ficha de Jogo:

Atlético Madrid: De Gea; António López, Ujfalusi, Álvaro Domínguez e Perea; Paulo Assunção, Raúl García, Simão (Jurado 68') e Reyes (Salvio 78'); Forlán e Aguero (Valera 119');
Treinador: Quique Flores; Suplentes Não Utilizados: Joel; Juanito, Camacho e Cabrera;

Fulham: Schwarzer; Hangeland, Konchesky, Baird e Hughes; Etuhu, Murphy (Greening 118'), Davies e Duff (Nevland 84'); Gera e Zamora (C. Dempsey 55');
Treinador: Roy Hodgson; Suplentes Não Utilizados: Zuberbuhler; Pantsil, Helge Riise e Dikgacoi;

Disciplina:
Amarelos: Hangeland 63'; Salvio 107'; Raúl García 114'; Forlán 117';

Golos: 1-0 Forlán 32'; 1-1 Davies 37'; 2-1 Forlán 116';

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Marquinhos

Marco José da Graça Gonçalves, nasceu no Funchal a 20 de Novembro de 1974.
O "pequeno" Marquinhos começou a sua carreira no Nacional, transferindo-se mais tarde para o FC Porto, onde jogou duas temporada nas camadas jovens.
Acabou por voltar à Madeira e ao Nacional, onde completou a sua formação.
Na sua última temporada como júnior, foi suplente utilizado em duas ocasiões na equipa sénior, que competia então na Liga de Honra (92/93).
Acabou por completar duas temporadas na equipa principal do Nacional, mas acabou por sair depois de ter sido muito pouco utilizado em ambas as temporadas.
Terminado o "ciclo" no Nacional, Marquinhos rumou ao Camacha, que iria competir na II Divisão em 95/96.
Manteve-se na Camacha por mais duas temporadas, tendo feito o suficiente para voltar o Nacional a pretende-lo.
Regressou ao clube onde havia dado os primeiros pontapés na bola, mas desta vez, acabou por ser utilizado com bastante regularidade. Participou em 32 jogos, e apontou 7 golos.
As boas épocas efectuadas na Região Autónoma da Madeira, atraíram as atenções do Gil Vicente, que estava de regresso à Primeira Liga.
Mais uma vez, Marquinhos foi "vítima" de pouca utilização. Apenas efectuou dois jogos na Primeira Liga, em época e meia ao serviço dos gilistas.
O mercado de Inverno de 2001, levou-o até Chaves, onde participou em 12 jogos, e apontou um golo.
As suas boas exibições "convenceram" o FC Marco a contrata-lo. O clube marcoense inicialmente disputaria a Liga de Honra, mas acabou relegado à II Divisão B.
Marquinhos esteve durante três temporadas no Marco de Canaveses, tendo sido um dos grandes pilares da equipa do Marco que ascendeu à Liga de Honra em 2002.
Em três épocas, participou em 95 jogos (repartidos entre II Divisão B e Liga de Honra) e apontou 13 golos.
Apesar das excelentes exibições protagonizadas ao serviço do FC Marco, Marquinhos regressou à Madeira após a temporada 2003/2004.
As saudades de casa apertaram, e o atleta reforçou o Ribeira Brava, clube onde permaneceu por mais três temporadas, todas elas na II Divisão B.
Terminou a sua ligação ao Ribeira Brava em 2008, depois de uma primeira temporada que quase levou os madeirenses à III Divisão, tendo as três épocas seguintes sido realizadas com muita tranquilidade.
Em 2008, assinou pelo Pontassolense também da Madeira, clube onde terminou a actual temporada, depois de 26 jogos e 2 golos.
Apesar das enormíssimas dificuldades financeiras, os madeirenses terminaram a temporada 2009/2010 num tranquilo 9º lugar.
Actualmente, desconheço se Marquinhos já se comprometeu com algum clube tendo em vista a próxima temporada desportiva.
Com "apenas" 1.77 de altura, Marquinhos é dono de um excelente pé esquerdo, que fez maravilhas por onde passou.
Desempenha a posição de médio esquerdo ou extremo esquerdo, podendo também jogar como ponta de lança.

(Agradecimentos: Jornal "A Verdade" e Blogue da AD Marco 09 pela foto)

terça-feira, 11 de maio de 2010

Foi há 2 anos: Estreei-me a marcar oficialmente


Há precisamente dois anos, estreei-me a marcar como federado. Numa das minhas poucas aparições como titular na equipa de Juvenis do Canedo FC, aproveitei (e bem) a oportunidade para "mostrar serviço".
O jogo foi a contar para a fase dos últimos, e disputou-se no dia 11 de Maio de 2008. O adversário dava pelo nome de Relâmpago Nogueirense, e a partida começou às nove horas da manhã, de um Domingo.
Necessitávamos de pontos urgentemente para fugirmos da cauda da tabela, algo que não veio a acontecer, e recebíamos uma equipa que estava ligeiramente acima de nós no quadro classificativo.
Entrámos fortes, e conseguimos inaugurar o marcador por intermédio de Fábio, um dos meus companheiros de ataque. Rapidamente, o Relâmpago chegou ao empate, e eu pensei para mim mesmo, que voltaríamos a perder. Mas não foi assim.
Após um pontapé de baliza mal batido pelo nosso guarda-redes, o Fábio conseguiu captar a bola com um toque artistíco e de imediato colocou a bola em mim com um excelente passe.
Eu, isolado, segui o meu caminho, até "brincar" com o guarda-redes durante alguns segundos. Após "bailar" à frente do Óscar (assim se chamava o guardião) encostei finalmente para o fundo das redes. Mais do que o golo que nos colocou na frente do marcador, foi uma alegria enorme, pois há muito que perseguia esse objectivo: o de marcar. Foi especial.
O intervalo chegou, e vencíamos calmamente por 2-1. Para a segunda parte, íriamos "perder" três jogadores devido a compromissos de Catequese.
Entrámos unidos, dispostos a aumentar o resultado e vencer finalmente um jogo em casa, algo que já não conseguíamos há muito (desde a primeira fase). A saída de três jogadores algo "influentes" na nossa equipa, fez-se sentir no segundo tempo, pois poucos minutos após o recomeço do jogo, o Relâmpago empatou.
De seguida, tive nos pés a melhor oportunidade de toda a segunda parte. Depois de ter iniciado a jogada, recebi um passe de um dos meus colegas, e fiz uso do meu melhor pé (o esquerdo) atirando forte e colocado ao ângulo superior esquerdo da baliza, mas o guarda-redes adversário não me deixou bisar, brilhando também ele com uma espectacular defesa.
Até ao fim, não existiram mais oportunidades claras de golo, quer a favor de uma equipa, quer de outra.
Acabámos por ficar em últimos nesta segunda fase, com apenas sete pontos, enquanto o Relâmpago foi sexto com dezasseis.
O nosso "onze" nesse jogo foi:

Roberto; Serginho, Luís, João Paulo e Rafa; Carlos (Ricardo Jorge 40'), João Loureiro (Pedro 40') e Caracol; Zé Manel, Raúl e Fábio (Bruno Pimenta 40').

Marcador: 1-0 Fábio; 2-1 Raúl.

Memórias do dia 11 de Maio de 2008:
Morte do ciclista Bruno Neves no decorrer da Clássica de Amarante.
Em Seniores: Oiã 2-2 Canedo, Campeonato Distrital I Divisão AF Aveiro.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Mundial: Queiroz já escolheu quem leva

Carlos Queiroz anunciou hoje os convocados para o Mundial de futebol, que arranca no próximo mês de Junho, na África do Sul.
O seleccionador nacional convocou vinte e quatro jogadores, mas é certo que um não seguirá viagem até África. Tudo isto, se deve (penso eu) à lesão de Pepe, que entretanto regressou aos treinos no Real Madrid.
As maiores surpresas são sem dúvidas os nomes do guarda-redes Daniel Fernandes, e dos centrais Zé Castro e Ricardo Costa.
As grandes ausências na minha opinião, são Quim e João Moutinho. Quim é apenas e só o melhor guarda-redes português, enquanto Moutinho é o jogador que joga em qualquer equipa. Mas, são opções.
Destaque ainda para a chamada de Fábio Coentrão, chamada essa que foi bastante "aclamada" por grande parte da população portuguesa.
Confira a lista dos 24 convocados:

Guarda-Redes:
Eduardo (Sp. Braga)
Beto (FC Porto)
Daniel Fernandes (Iraklis, Grécia)

Defesas:
Rolando (FC Porto)
Bruno Alves (FC Porto)
Fábio Coentrão (Benfica)
Miguel (Valência, Espanha)
Duda (Málaga, Espanha)
Pepe (Real Madrid, Espanha)
Zé Castro (D. Corunha, Espanha)
Ricardo Costa (Lille, França)
Paulo Ferreira (Chelsea, Inglaterra)
Ricardo Carvalho (Chelsea, Inglaterra)

Médios:
Raúl Meireles (FC Porto)
Miguel Veloso (Sporting)
Pedro Mendes (Sporting)
Deco (Chelsea, Inglaterra)
Tiago (Atlético Madrid, Espanha)

Avançados:
Liédson (Sporting)
Simão Sabrosa (Atlético Madrid, Espanha)
Cristiano Ronaldo (Real Madrid, Espanha)
Danny (Zenit, Rússia)
Hugo Almeida (Werder Bremen, Alemanha)
Nani (Manchester United, Inglaterra)

Liga Sagres: Uma palavra ao Sp. Braga, pois claro.

Este campeonato teve uma grande surpresa: um Braga acostumado à luta pelo 4º e pelo 5º lugar, e que andou este ano entre os dois primeiros, com grande mérito.
Grande parte da equipa da temporada passada manteve-se: Eduardo, Evaldo, Rentería, Meyong, Vandinho, Rodríguez, João Pereira, Mossoró, Matheus, Moisés, Alan, Paulo César, André Leone, entre outros. Mas não devemos esquecer, que Domingos perdeu César Peixoto para o Benfica, mas acima de tudo perdeu duas peças chave no onze de Jesus: Frechaut e Luís Aguiar.
Domingos reforçou o plantel com Fernando Alexandre oriundo do E. Amadora, Adriano e Diogo Valente do FC Porto, Paulão da Naval, e o reforço mais mediático foi sem dúvida Hugo Viana, que chegou por empréstimo do Valencia. Não podemos também esquecer, Rodrigo Possebon emprestado pelo Manchester United.
O esquema da equipa manteve-se igual, com Jesus agora do outro lado da barricada, a "reclamar" o facto do plantel ter "sido construído por ele". Domingos respondeu dizendo que nunca havia visto uma equipa com tantas roturas musculares.
A época oficial começou mal, com a eliminação do "Braga europeu" aos pés do modesto Elfsborg da Suécia.
Agora fora da Europa, internamente o Braga foi demolidor no início de campeonato. Aproveitando os vários deslizes da concorrência, os bracarenses somaram sete triunfos consecutivos, perdendo pontos apenas na 8ª Jornada, com o empate em Vila de Conde, frente ao Rio Ave, a um golo.
À 8ª Jornada o Sp. Braga partilhava a liderança com o Benfica (ambos somavam 21 pontos), com mais três pontos que o FC Porto.
A Jornada 9 trazia o jogo grande. No Estádio Axa, a equipa da casa recebia o Benfica, num jogo que se antevia ser bem disputado. Mais uma vez, e como já vinha sendo hábito, o Sp. Braga venceu. Vitória clara por 2-0, no célebre jogo que tiraria Vandinho à equipa por três meses.
Na Jornada seguinte, a primeira derrota. No derby do Minho, frente ao V. Guimarães, um golo de Desmarets bastou para que a turma bracarense somasse o primeiro desaire na prova.
Seguiram-se mais quatro jogos até à paragem do campeonato, devido à época festiva: duas vitórias (U. Leiria e Paços de Ferreira) e dois empates (Naval e Leixões), mantinham o Sp. Braga no 1º lugar embora em igualdade pontual com o Benfica.
Janeiro chegou, e a época de transferências também. A grande figura do Braga na época passada, regressava a casa. Luís Aguiar, chegava por empréstimo dos russos do D. Moscovo.
Apesar da contratação do "estratega" uruguaio, os bracarenses perderam o lateral direito, João Pereira, que foi transferido para Alvalade. Possebon apenas jogou 34' minutos, na Liga Europa, e regressou a Inglaterra.
Domingos sentiu necessidade de se reforçar, e para o lado direito da defesa a aposta recaiu em Miguel Garcia, da Olhanense. Rafael Bastos, ex jogador do Nacional, também reforçou o plantel "arsenalista", e devido ao castigo federativo imposto a Vandinho, na sequência de desacatos no jogo com o Benfica, os minhotos contrataram a título de empréstimo o trinco brasileiro Olberdam, do Marítimo.
Com o castigo de Vandinho, uma das peças fundamentais do onze bracarense, Domingos "recuperou" também o "desaparecido" Andrés Madrid. Madrid vinha de um empréstimo mal sucedido ao FC Porto (apenas bem sucedido em termos de troféus ganhos), e aproveitou e de que maneira as opurtunidades que teve. Recuperou finalmente a alegria de jogar, e fez uma boa época.
O ano de 2010 trouxe um Braga ainda mais motivado, que venceu os cinco primeiros jogos que disputou na Liga Sagres, e assumiu a liderança à 18ª Jornada.
No entanto, no rescaldo da visita ao Dragão, à Jornada 20, o Braga perdeu a liderança, ao ser goleado pelo TetraCampeão FC Porto, por 5-1. Faltavam 10 jogos, e a liderança estava apenas a um ponto.
A vitória sobre a Olhanense na jornada seguinte continuava a dar esperanças aos adeptos do Sp. Braga, que acabou por desiludir de certa forma a sua massa associativa, ao empatar no terreno do "aflito" V. Setúbal na jornada 22. Seguiu-se mais uma vitória, desta feita sobre o Rio Ave por 1-0, e depois nova derrota.
No jogo mais esperado do ano, o Sp. Braga perdeu na Luz frente ao líder Benfica, por uma bola a zero, e teria hipotecado definitivamente as hipóteses de ser campeão.
Mas não. As cinco vitórias consecutivas, entre as Jornadas 25 e 29, aliadas ao facto do Benfica ter sido derrotado na penúltima jornada, em casa do FC Porto, devolveu as esperanças aos bracarenses.
Ontem na última jornada, o Sp. Braga era como se sabe obrigado a vencer e teria de esperar que o Benfica fosse derrotado em sua casa. Tal não aconteceu. O grande destaque de ontem, foi mesmo o regresso de Vandinho aos convocados, três meses depois.
Terminado o campeonato, é hora de fazer balanços, e congratular quem realmente o merece. E, o Sp. Braga, merece-o.
De realçar também o excelente contributo que os adeptos do clube deram nesta temporada histórica. Acreditaram sempre, até ao fim, até aos limites, e até matematicamente não ser possível.
Os "Guerreiros do Minho" mostraram que estão à altura dos Grandes, tendo mesmo superado o Sporting e o FC Porto.
Domingos teve bastante mérito, na forma como motivou os seus jogadores. "Jogo a jogo, vamos definindo objectivos". E assim é que tem de ser.
Se continua ou não em Braga, não se sabe. Mas o mais certo é continuar. E cuidado, depois deste brilharete, espera-se com certeza um Braga ainda mais competitivo na próxima época.
Sobre o campeonato do Sp. Braga apenas tenho a dizer: Domingos, Paciência! (Fica para a próxima.)

domingo, 9 de maio de 2010

Liga Sagres: Benfica Campeão.

Caiu o pano sobre a Liga Sagres 2009/2010.
O Benfica sagrou-se campeão com inteira justiça, depois de vencer o Rio Ave, por 2-1, na Luz, com um bis de Oscar Cardozo.
O Sp. Braga empatou no Nacional a uma bola, e ficou-se pelo segundo lugar final.
Este é o 32º título da história do Benfica, que alarga a sua vantagem para o FC Porto, que soma 24, e para o Sporting, que conta 18. Bem distantes estão Boavista e Belenenses, que somam apenas um.
Em trinta jornadas, o Benfica somou vinte e quatro vitórias, quatro empates e duas derrotas, tendo marcado setenta e oito golos e sofrido apenas vinte.
Cardozo foi o melhor marcador da Liga, ao apontar vinte e seis golos, mas convém referir que sete desses vinte e seis foram apontados na transformação de grandes penalidades.
Vencido o campeonato, os números indicam que os encarnados tiveram doze penaltis a favor, enquanto dezoito jogadores adversários viram a cartolina vermelha frente ao Benfica.
Nos restantes jogos da jornada, ontem, FC Porto, Sporting e Belenenses venceram os seus jogos, enquanto que hoje o Marítimo bateu o Guimarães e subiu ao quinto lugar. Olhanense e Paços de Ferreira empataram na Mata Real a duas bolas.

Resultados, 30ª (última) jornada da Liga Sagres:

Benfica 2-1 Rio Ave
U. Leiria 1-4 FC Porto
Nacional 1-1 Sp. Braga
P. Ferreira 2-2 Olhanense
V. Guimarães 1-2 Marítimo
V. Setúbal 1-2 Belenenses
Leixões 1-2 Sporting
Naval 0-1 Académica

Classificação:
1º Benfica 76 pts.; 2º Sp. Braga 71 pts.; 3º FC Porto 68 pts.; 4º Sporting 48 pts.; 5º Marítimo 41 pts.; 6º V. Guimarães 41 pts.; 7º Nacional 39 pts.; 8º Naval 36 pts.; 9º U. Leiria 35 pts.; 10º Paços de Ferreira 35 pts.; 11º Académica 33 pts.; 12º Rio Ave 31 pts.; 13º Olhanense 29 pts.; 14º V. Setúbal 25 pts.; 15º Belenenses 23 pts.; 16º Leixões 21 pts.

Campeão: Benfica.
Apurados para a Liga dos Campeões: Benfica e Sp. Braga.
Apurados para a Liga Europa: FC Porto, Sporting e Marítimo.
Despromovidos à Liga Vitalis: Belenenses e Leixões.

sábado, 8 de maio de 2010

Liga Vitalis: Melhor marcador é português (Reguila)

Há muito que não víamos um jogador português ser o melhor marcador da Liga Vitalis.
O último a ter essa "honra" foi Armando, então ao serviço do Moreirense em 97/98, que marcou vinte e um golos contribuindo para o décimo primeiro lugar dos minhotos na Liga de Honra.
Seguiram-se depois doís titulos para o brasileiro Marcão, ambos ao serviço do Varzim (98/99 e 99/00), e mais ninguém conseguiu repetir o feito de Armando.
Brandão (Brasil, Santa Clara, 00/01), Arrieta (Espanha, D. Chaves, 01/02), Igor (Brasil, Maia, 02/03), Fábio (Brasil, Salgueiros, 03/04), Rincón (Brasil, P. Ferreira, 04/05), Cássio (Brasil, Maia/D. Chaves, 05/06), Roberto (Brasil, Leixões, 06/07), Júlio César (Brasil, Santa Clara, 07/08) e Djalmir (Brasil, Olhanense, 08/09) foram os artilheiros-mor da Liga de Honra até agora.
Há doze anos que um português não conseguia ser o melhor marcador do segundo escalão do nosso futebol.
Hoje, Reguila (na foto) não facturou, mas "segurou" o título de melhor marcador da Liga Vitalis. O ponta de lança do Trofense, apontou quinze golos, e superou Leandro Tatu (Santa Clara) e o também português João Silva (D. Aves), que marcaram ambos treze golos.
A melhor marca do ponta de lança neste campeonato, foi frente ao Freamunde, quando apontou um hat-trick. Tirando isso, bisou frente a D. Aves, Varzim e Santa Clara, e marcou frente a Beira Mar, Freamunde (primeira volta), Carregado e Portimonense.
Além do prémio de melhor marcador, esta é a melhor marca de sempre de Reguila no segundo escalão do futebol português: antes havia marcado quatro golos ao serviço do Gondomar (04/05), onze ao serviço do Trofense (05/06) e novamente quatro também ao serviço do clube da Trofa (06/07).

Liga Vitalis: Beira Mar e Portimonense sobem, Chaves desce

Beira Mar e Portimonense estão de regresso à Liga Sagres.
Os aveirenses, despromovidos em 2007, sagraram-se campeões após baterem, por 1-0, o Carregado, na 30ª e última jornada da Liga Vitalis, que se disputou neste sábado.
Já o Portimonense, regressa ao principal escalão vinte anos depois da última presença. Depois da Olhanense ter conseguido a manutenção na Liga Sagres, o Algarve "reforça" assim a sua presença no principal campeonato de futebol português.
Voltando aos jogos, o Portimonense triunfou em casa da Oliveirense, também por uma bola a zero, sendo o golo da autoria do "leão" Wilson Eduardo.
Os outros candidatos à subida, Feirense e Santa Clara, venceram os seus jogos mas estavam sempre dependentes de terceiros. O Feirense venceu no Estoril por 2-1, depois de ter estado em desvantagem, enquanto o Santa Clara venceu tranquilamente, em sua casa, o D. Aves, por 2-0.
"Curioso" é o facto do Santa Clara "morrer na praia" pela segunda época consecutiva.
Na outra extremidade da tabela, os históricos Varzim e Sp. Covilhã conseguiram a manutenção "in extremis": na Póvoa, Varzim e Covilhã corriam o risco de serem despromovidos. Os da casa entraram mais fortes e venceram por 1-0, com o golo a ser marcado logo aos 5' minutos.
Quanto à equipa que irá fazer "companhia" ao Carregado na "viagem" até à II Divisão, será o D. Chaves. Os flavienses, que na próxima semana, disputarão a final Taça de Portugal frente ao FC Porto, foram derrotados em casa pelo Fátima, e acabaram despromovidos ao terceiro escalão do futebol português.
Parabéns ao Beira Mar pelo título de campeão conquistado, e parabéns também ao Portimonense.

Resultados da 30ª (última) jornada da Liga Vitalis:

Beira Mar 1-0 Carregado
Oliveirense 0-1 Portimonense
Estoril 1-2 Feirense
Santa Clara 2-0 D. Aves
D. Chaves 0-1 Fátima
Varzim 1-0 Sp. Covilhã
Trofense 2-4 Gil Vicente
Freamunde 1-3 Penafiel

Classificação final:
1º Beira Mar 54 pts.; 2º Portimonense 54 pts.; 3º Feirense 52 pts.; 4º Santa Clara 51 pts.; 5º Oliveirense 49 pts.; 6º Trofense 45 pts.; 7º Penafiel 41 pts.; 8º Fátima 38 pts.; 9º D. Aves 38 pts.; 10º Gil Vicente 38 pts.; 11º Estoril 35 pts.; 12º Freamunde 35 pts.; 13º Varzim 31 pts.; 14º Sp. Covilhã 30 pts.; 15º D. Chaves 28 pts.; 16º Carregado 24 pts.

Sobem à Liga Sagres: Beira Mar (Campeão) e Portimonense.
Descem à II Divisão: D. Chaves e Carregado.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

"A foto do dia": Ainda haverá fair-play (assim)?

Jorge Jesus, então técnico do Braga, disse na temporada passada que o fair-play é uma treta.
A foto de hoje, remonta a 2007, e é sobre o jogo entre D. Aves e AD Oliveirense, a contar para a Taça de Portugal.
Num jogo entre vizinhos, os avenses receberam e venceram a Oliveirense por 1-0, com o golo a aparecer apenas a quatro minutos do fim.
O D. Aves viria a alcançar a subida à Liga Sagres nessa temporada, enquanto a AD Oliveirense realizou uma temporada tranquila na Série B da III Divisão.
Num confronto entre vizinhos, fez-se a festa...a festa da Taça. E que bonito é o futebol quando há desportivismo, e fair-play.
Na foto estão presentes:

D. Aves: Rui Faria, Anilton Júnior, William, Sérgio Nunes, Leandro, Filipe Anunciação, Nené, Vítor Manuel, Dill, Hernâni (autor do golo) e Artur Futre.

AD Oliveirense: Fernando Jorge, Soares, Nélson Pedroso, Jorge Miguel, Zé Pedro, Meira, Leal, Paulinho, Pedro Fidalgo, Zezé e Mário.