O FC Porto conquistou ontem a Supertaça Cândido de Oliveira pela quarta vez consecutiva, após derrotar a Académica, em Aveiro, por uma bola a zero. Esta é a décima nona vez que os portistas conquistam o terceiro maior troféu do futebol português.
Vítor Pereira apresentou o onze expectável, com Mangala a lateral esquerdo, Atsu no lugar de Hulk e Jackson na frente de ataque, optando também por dar a titularidade a Defour, relegando João Moutinho para o banco de suplentes.
No lado da Briosa, apenas três jogadores repetiram a titularidade que haviam tido na final da Taça em Maio, ante o Sporting. Num onze com cinco reforços, Pedro Emanuel distribuiu a sua equipa num 4-2-3-1, cabendo a Makelele fazer a aproximação ao trio mais adiantado do meio-campo.
Foi preciso esperarmos até ao último minuto de jogo, para vermos um golo. E foi do reforço Jackson. Mas já lá vamos. A Académica entrou na partida disposta a complicar a vida aos portistas, e conseguiu-o. Fechando espaços, e apostando em saídas rápidas para o contra-ataque, os estudantes taparam os caminhos da sua baliza, e contaram com um FC Porto muito lento nos processos ofensivos.
Posto isto, não é de estranhar que só através de lances de bola parada, é que ambas as equipas ficaram perto de marcar: Hélder Cabral, de livre directo, causou calafrios aos dragões, e Mangala, mesmo em cima do intervalo, quase marcava de cabeça, após um canto.
O FC Porto voltou a ter mais acutilância ofensiva no segundo tempo, e Jackson ficou perto de marcar, rematando por cima. Vítor Pereira lançou Moutinho e Djalma para os lugares de Defour e Atsu, e foi com o internacional português em campo, que o meio-campo azul passou a 'carburar', embora ainda muito longe daquilo que costuma fazer.
Otamendi na sequência de um canto, quase marcou através de uma 'bicicleta', valendo à Briosa a atenção de Ricardo, que voou para uma defesa a dois tempos.
Aos 86', o técnico portista decidiu trocar Lucho por Varela, e foi prontamente assobiado, sendo nítida a sua ideia em colocar os azuis num 4-2-3-1, exactamente com o mesmo sistema dos estudantes.
Curiosamente, era a Académica quem estava mais perigosa nesta fase da partida, e quando já toda a gente esperava o prolongamento, um cruzamento milimétrico de Miguel Lopes na direita, encontrou a cabeça do estreante Jackson Martinez, com o colombiano a dar a Supertaça ao FC Porto.
Apesar da grande réplica da Académica, a vitória portista é justa, e não sofre grande contestação, podendo os estudantes queixarem-se de algum azar, em virtude do golo sofrido em cima do minuto noventa. Venha o campeonato.
Ficha de Jogo:
Jogo realizado no Estádio Municipal de Aveiro, em Aveiro
Quarteto de Arbitragem composto por: Olegário Benquerença (Árbitro Principal); Luís Marcelino e João Santos (Árbitros Assistentes); Jorge Tavares (Quarto Árbitro)
FC Porto (4-3-3): Helton; Miguel Lopes, Maicon, Otamendi e Mangala; Fernando, Lucho (Varela 86') e Defour (João Moutinho 57'); James, Jackson e Atsu (Djalma 57').
Treinador: Vítor Pereira. Suplentes Não Utilizados: Fabiano; Rolando, Castro e Kléber.
Académica (4-2-3-1): Ricardo; Rodrigo Galo, João Real, Reiner e Hélder Cabral; Makelele (Edinho 90+1') e Flávio Ferreira; Marinho (Magique 87'), Afonso (John Ogu 71') e Cleyton; Salim Cissé.
Treinador: Pedro Emanuel. Suplentes Não Utilizados: Peiser; Henrique, João Dias e Bruno China.
Disciplina:
Amarelos: Defour 53'; Hélder Cabral 60'; Otamendi 88'; Jackson 90'.
Marcador: 1-0 Jackson 90'.
Mostrar mensagens com a etiqueta Supertaça Cândido de Oliveira. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Supertaça Cândido de Oliveira. Mostrar todas as mensagens
domingo, 12 de agosto de 2012
domingo, 18 de setembro de 2011
Há 15 anos: Benfica 0-5 FC Porto
O FC Porto não guardará certamente boas recordações do empate de hoje em Aveiro, frente ao Feirense, mas a verdade, é que o dia 18 de Setembro, deveria estar na memória de todos os portistas: foi neste dia, no ano de 1996, que os 'Dragões' venceram na Luz por 5-0, conquistando a Supertaça Cândido de Oliveira. Ou seja, precisamente há quinze anos atrás.
A equipa azul e branca já vinha com uma vantagem de um golo do jogo da primeira mão, e desde muito cedo começou por matar as aspirações encarnadas: logo aos 3' minutos, Artur na sequência de um contra-ataque rápido, fez o primeiro.
Em cima do intervalo, e na sequência de um pontapé de canto a favor do Benfica, Artur 'pegou' na bola e correu até à área encarnada, deixando depois para Edmilson, e este a fazer o 0-2 aos 43' minutos.
Esperava-se por aquilo que o Benfica poderia vir a fazer no segundo tempo, mas a etapa complementar arrancou com o terceiro golo do Porto: canto na esquerda do ataque portista, e Jorge Costa de cabeça a fazer o 0-3!
Aos 56' minutos, seria a vez de Wetl fazer o 'gosto ao pé', e que gosto foi esse. Um golão à entrada da área do Benfica, naquele que foi um dos poucos momentos de glória do austríaco com a camisola do FC Porto.
Na parte final do encontro, seria Drulovic a marcar e a fechar com 'chave de ouro' o resultado, impondo a maior derrota caseira de sempre na história do Benfica.
Jardel completava nesse mesmo dia vinte e três anos de idade; entrou em jogo aos 60' minutos; e por incrível que pareça, não marcou.
Resta dizer que a Supertaça conquistada pelos "Dragões" em 1996, foi a nona da sua história.
Ficha de Jogo:
Jogo realizado no Estádio da Luz, em Lisboa
Trio de arbitragem composto por: António Rola (Árbitro Principal); Carlos Faustino e Artur Fernandes (Árbitros Assistentes)
Benfica: Preud'homme; Calado (Tahar 73'), Hélder, Bermúdez e Dimas (Iliev 50'); Bruno Caires, Jamir, Valdo e Gustavo; Donizete e João Vieira Pinto.
Treinador: Paulo Autuori.
FC Porto: Wozniak; Sérgio Conceição, Lula, João Manuel Pinto, Jorge Costa e Fernando Mendes; Paulinho Santos, Wetl (Rui Barros 70') e Zahovic; Edmilson (Jardel 60') e Artur (Drulovic 52').
Treinador: António Oliveira.
Disciplina:
Amarelos: Gustavo 04'; Edmilson 05'; João Pinto 23'; Jamir 50'; Lula 61'; João Manuel Pinto 88'.
Marcador: 0-1 Artur 03'; 0-2 Edmilson 43'; 0-3 Jorge Costa 46'; 0-4 Wetl 56'; 0-5 Drulovic 85'.
A equipa azul e branca já vinha com uma vantagem de um golo do jogo da primeira mão, e desde muito cedo começou por matar as aspirações encarnadas: logo aos 3' minutos, Artur na sequência de um contra-ataque rápido, fez o primeiro.
Em cima do intervalo, e na sequência de um pontapé de canto a favor do Benfica, Artur 'pegou' na bola e correu até à área encarnada, deixando depois para Edmilson, e este a fazer o 0-2 aos 43' minutos.
Esperava-se por aquilo que o Benfica poderia vir a fazer no segundo tempo, mas a etapa complementar arrancou com o terceiro golo do Porto: canto na esquerda do ataque portista, e Jorge Costa de cabeça a fazer o 0-3!
Aos 56' minutos, seria a vez de Wetl fazer o 'gosto ao pé', e que gosto foi esse. Um golão à entrada da área do Benfica, naquele que foi um dos poucos momentos de glória do austríaco com a camisola do FC Porto.
Na parte final do encontro, seria Drulovic a marcar e a fechar com 'chave de ouro' o resultado, impondo a maior derrota caseira de sempre na história do Benfica.
Jardel completava nesse mesmo dia vinte e três anos de idade; entrou em jogo aos 60' minutos; e por incrível que pareça, não marcou.
Resta dizer que a Supertaça conquistada pelos "Dragões" em 1996, foi a nona da sua história.
Ficha de Jogo:
Jogo realizado no Estádio da Luz, em Lisboa
Trio de arbitragem composto por: António Rola (Árbitro Principal); Carlos Faustino e Artur Fernandes (Árbitros Assistentes)
Benfica: Preud'homme; Calado (Tahar 73'), Hélder, Bermúdez e Dimas (Iliev 50'); Bruno Caires, Jamir, Valdo e Gustavo; Donizete e João Vieira Pinto.
Treinador: Paulo Autuori.
FC Porto: Wozniak; Sérgio Conceição, Lula, João Manuel Pinto, Jorge Costa e Fernando Mendes; Paulinho Santos, Wetl (Rui Barros 70') e Zahovic; Edmilson (Jardel 60') e Artur (Drulovic 52').
Treinador: António Oliveira.
Disciplina:
Amarelos: Gustavo 04'; Edmilson 05'; João Pinto 23'; Jamir 50'; Lula 61'; João Manuel Pinto 88'.
Marcador: 0-1 Artur 03'; 0-2 Edmilson 43'; 0-3 Jorge Costa 46'; 0-4 Wetl 56'; 0-5 Drulovic 85'.
domingo, 7 de agosto de 2011
FC Porto vence Supertaça
E o FC Porto entrou na nova época de forma oficial, a vencer.
Em Aveiro, os 'Dragões' conquistaram um triunfo algo suado por duas bolas a uma, se bem que no segundo tempo, a equipa portista se tenha praticamente 'limitado' a gerir a partida.
Com um 'herói' improvável - Rolando apontou os dois golos - o FC Porto começou o jogo a marcar, e fechou a primeira parte a...marcar, fazendo na altura o 2-1, pois Toscano havia empatado aos 32'.
Como já disse, a partida iniciou-se praticamente com o golo do Porto: três minutos, canto cobrado na direita, fraco aproveitamento, bola a sobrar para Moutinho, toque de calcanhar para Hulk, cruzamento de 'letra' do brasileiro, e ao segundo poste, Rolando de cabeça, a abrir o marcador.
O Vitória empataria a partida, por intermédio do inevitável Toscano, na sequência de um pontapé de canto, quando estavam decorridos 32' minutos.
A igualdade duraria apenas nove minutos, uma vez que Rolando voltaria a marcar e mais uma vez na sequência de um lance de bola parada, e mais uma vez depois de se posicionar correctamente ao segundo poste, rematando desta feita de pé direito, com a bola a embater ainda no poste.
No segundo tempo, e depois de algumas oportunidades falhadas pelo FC Porto, o Vitória acreditou no empate, mais concretamente nos últimos quinze minutos, e Maranhão esteve muito perto de aproveitar um erro de Rolando. O tal herói improvável.
Não passou disso, e de um ou dois cantos conquistados pelos vimaranenses nos últimos minutos. A equipa minhota ficou-se pelas ameaças e o Porto entrou na nova época, da mesma maneira que fechou a anterior: a vencer.
Ficha de Jogo:
Jogo disputado no Estádio Municipal de Aveiro
Quarteto de arbitragem composto por: Pedro Proença (Árbitro Principal); André Campos e Tiago Trigo (Árbitros Assistentes); Hugo Miguel (Quarto Árbitro)
FC Porto: Helton; Sapunaru, Maicon, Rolando e Fucile; Souza, Rúben Micael (Guarín 66') e João Moutinho (Belluschi 84'); Varela (Falcao 66'), Kléber e Hulk.
Treinador: Vítor Pereira. Suplentes Não Utilizados: Bracalli; Otamendi, Sereno e Djalma.
V. Guimarães: Nilson; Alex, João Paulo, N'Diaye e Anderson; Leonel Olímpio (Pedro Mendes 72') e El Adoua; Faouzi (Maranhão 57'), Barrientos (João Alves 66') e Targino; Toscano.
Treinador: Manuel Machado. Suplentes Não Utilizados: Douglas; Defendi, Tony e Dinis.
Disciplina:
Amarelos: Fucile 58'; João Paulo 64'; Targino 70'; N'Diaye 73';
Marcador: 1-0 Rolando 3'; 1-1 Toscano 32'; 2-1 Rolando 41'.
Em Aveiro, os 'Dragões' conquistaram um triunfo algo suado por duas bolas a uma, se bem que no segundo tempo, a equipa portista se tenha praticamente 'limitado' a gerir a partida.
Com um 'herói' improvável - Rolando apontou os dois golos - o FC Porto começou o jogo a marcar, e fechou a primeira parte a...marcar, fazendo na altura o 2-1, pois Toscano havia empatado aos 32'.
Como já disse, a partida iniciou-se praticamente com o golo do Porto: três minutos, canto cobrado na direita, fraco aproveitamento, bola a sobrar para Moutinho, toque de calcanhar para Hulk, cruzamento de 'letra' do brasileiro, e ao segundo poste, Rolando de cabeça, a abrir o marcador.
O Vitória empataria a partida, por intermédio do inevitável Toscano, na sequência de um pontapé de canto, quando estavam decorridos 32' minutos.
A igualdade duraria apenas nove minutos, uma vez que Rolando voltaria a marcar e mais uma vez na sequência de um lance de bola parada, e mais uma vez depois de se posicionar correctamente ao segundo poste, rematando desta feita de pé direito, com a bola a embater ainda no poste.
No segundo tempo, e depois de algumas oportunidades falhadas pelo FC Porto, o Vitória acreditou no empate, mais concretamente nos últimos quinze minutos, e Maranhão esteve muito perto de aproveitar um erro de Rolando. O tal herói improvável.
Não passou disso, e de um ou dois cantos conquistados pelos vimaranenses nos últimos minutos. A equipa minhota ficou-se pelas ameaças e o Porto entrou na nova época, da mesma maneira que fechou a anterior: a vencer.
Ficha de Jogo:
Jogo disputado no Estádio Municipal de Aveiro
Quarteto de arbitragem composto por: Pedro Proença (Árbitro Principal); André Campos e Tiago Trigo (Árbitros Assistentes); Hugo Miguel (Quarto Árbitro)
FC Porto: Helton; Sapunaru, Maicon, Rolando e Fucile; Souza, Rúben Micael (Guarín 66') e João Moutinho (Belluschi 84'); Varela (Falcao 66'), Kléber e Hulk.
Treinador: Vítor Pereira. Suplentes Não Utilizados: Bracalli; Otamendi, Sereno e Djalma.
V. Guimarães: Nilson; Alex, João Paulo, N'Diaye e Anderson; Leonel Olímpio (Pedro Mendes 72') e El Adoua; Faouzi (Maranhão 57'), Barrientos (João Alves 66') e Targino; Toscano.
Treinador: Manuel Machado. Suplentes Não Utilizados: Douglas; Defendi, Tony e Dinis.
Disciplina:
Amarelos: Fucile 58'; João Paulo 64'; Targino 70'; N'Diaye 73';
Marcador: 1-0 Rolando 3'; 1-1 Toscano 32'; 2-1 Rolando 41'.
domingo, 8 de agosto de 2010
Supertaça: FC Porto mantém tradição
A tradição manteve-se: o FC Porto venceu o Benfica, na décima primeira Supertaça disputada entre ambos. Esta foi, recordo, a décima sétima vitória portista na competição.A defesa do FC Porto, que foi tão criticada ao longo da semana, por não ser sólida e por ter problemas no jogo aéreo, revelou grande solidez e esteve impecável em bolas pelo ar.
Villas Boas, colocou Sapunaru na direita e não Miguel Lopes; no meio campo Belluschi rendeu o lesionado Rúben Micael; e na frente, Varela jogou no lugar de Rodríguez, algo que não era prevísivel.
No Benfica, Jesus apostou em César Peixoto para lateral esquerdo, subindo Coentrão no terreno; e Javi García ficou no banco, sendo rendido por Airton. Tal como se previa, Rúben Amorim jogou na direita, no lugar de Maxi Pereira.
Villas Boas delineou bem a estratégia, e o FC Porto entrou muito forte na partida. Aos 2' minutos, Varela chutou contra Roberto; na sequência de um pontapé de canto, Rolando aos 3', inaugurou o marcador.
O guardião espanhol do Benfica teve culpa, é certo, mas não foi o único. Rolando, não pode nunca, aparecer completamente solto dentro da pequena área encarnada. Falha defensiva do Benfica, golo do Porto, e primeira invasão de campo da época.
A partir daí, o FC Porto fez uma exibição agradavél e muito tranquila. Era um FC Porto dominador, com um futebol espectáculo, e um Porto que procurava constantemente o golo.
Aos 15', o primeiro "caso" do jogo: após um livre cobrado por Aimar, Sapunaru aliviou o esférico e foi depois atingido no rosto pelo cotovelo de Cardozo. Expulsão perdoada ao paraguaio.
O Benfica estava irreconhecível e não era, de maneira alguma, o Benfica da temporada passada.
Um exemplo disso, é o primeiro remate encarnado ter surgido apenas aos 21' minutos e na sequência de um livre directo.
Carlos Martins atirou rasteiro e colocado, mas Helton atento negou-lhe o golo com uma bela intervenção.
Aos 23' Roberto não agarrou um cruzamento de Varela, e "assistiu" Sapunaru que com um remate acrobático e cruzado, "obrigou" o espanhol a uma intervenção decisiva.
O Benfica começou a "soltar-se" mais à passagem da meia hora, e aos 33' após cruzamento de César Peixoto, Saviola rematou de primeira mas às malhas laterais da baliza de Helton.
De seguida, mais um cruzamento de Peixoto, valendo ao Porto, Maicon que se antecipou a Cardozo e Aimar. Na recarga, Airton atirou muito ao lado.
Antes do intervalo, mais um "caso". César Peixoto atinge Varela na perna direita, e de seguida calca-lhe violentamente o pé esquerdo. Passou impune.
De seguida, mais uma "assistência" de Roberto, e João Moutinho quase marca. Valeu ao Benfica, Luisão a salvar em cima da linha.
O jogo chegava ao intervalo, e a vantagem do FC Porto era justíssima.Os azuis, entraram para a segunda parte, como haviam entrado para a primeira: fortes. Aos 48', Belluschi na cobrança de um livre directo, quase fez golo, não fosse a bola ter desviado na barreira encarnada.
Aos 56', Alvaro Pereira protestou efusivamente com João Ferreira, pedindo amarelo para Carlos Martins que havia derrubado Varela, mas o admoestado foi ele. João Ferreira ainda colocou a mão na cara do uruguaio do Porto.
O jogo estava quente, e a prova disso, veio no minuto seguinte. Sapunaru fez de tudo para atrasar a reposição da bola em jogo por parte dos encarnados, e David Luiz tocou-o por trás, desequilibrando assim o romeno. Cartão amarelo para o central encarnado.
Aos 63', Hulk na sequência de um pontapé de canto, tentou o remate, que acabou por ser mais um centro para Falcao. O colombiano por pouco não conseguiu desviar o esférico. Esteve à vista o segundo do FC Porto.
Três minutos depois, Carlos Martins rematou forte na esquerda "obrigando" Helton a defesa apertada, e na recarga Saviola atirou escandalosamente por cima, quando tinha tudo para fazer o empate.
Os encarnados recuperaram a bola, e David Luiz lançou-se no ataque. Uma recuperação de Fernando, colocou o esférico nos pés de Alvaro Pereira que de imediato serviu Varela. O extremo arrancou pelo corredor e deixou para trás um lesionado Luisão, servindo no interior da área, Radamel Falcao, que de primeira "fuzilou" Roberto. Era o 0-2, e o jogo estava "feito".
O jogo entrou depois num ritmo mais lento, mas com ambas as equipa sempre à procura do golo. Aos 70' Carlos Martins atirou forte por cima; e aos 71' Rodríguez no lado do FC Porto, atirou ao lado.
Aos 72', foi a vez de Hulk tentar o golo, mas Roberto desviou o esférico, impedindo o terceiro golo portista.
Oito minutos depois, grande pontapé de C. Rodríguez, com Roberto já batido, mas a bola saiu ligeiramente por cima da trave.
Aos 85' melhor oportunidade do Benfica em todo o jogo, com Saviola a aparecer isolado na cara de Helton, e a rematar para uma excelente defesa do brasileiro.
Já nos descontos, Cardozo ficou a pedir grande penalidade, por pretensa mão na bola de Maicon, mas o paraguaio não tem razões de queixa.
O jogo terminou, e a vitória do FC Porto não sofre a mínima contestação. Os "Dragões" foram melhores em todo o jogo; dominaram a partida a seu belo prazer, e contaram ainda com um Benfica ainda longe da performance conseguida na temporada passada. Depois, o preto e o amarelo tradicionais de Aveiro, deram lugar ao azul e branco do Porto.
Ficha de Jogo:Benfica: Roberto; Rúben Amorim, David Luiz, Luisão (Sidnei 69') e César Peixoto; Airton, Carlos Martins, Fábio Coentrão (Gaitán 77') e Aimar (Jara 59'); Cardozo e Saviola.
Treinador: Jorge Jesus. Suplentes Não Utilizados: Júlio César; Maxi Pereira, Javi García e Nuno Gomes.
FC Porto: Helton; Sapunaru (Miguel Lopes 74'), Rolando, Maicon e Alvaro Pereira; Fernando, João Moutinho (Raúl Meireles 81') e Belluschi; Varela (Cristián Rodríguez 69'), Hulk e Falcao.
Treinador: André Villas Boas. Suplentes Não Utilizados: Beto; Sereno, Souza e Ukra.
Disciplina:
Amarelos: Fernando 20'; Fábio Coentrão 30'; Luisão 47'; Aimar 51'; Alvaro Pereira 56'; David Luiz 57'; Jara 63'; João Moutinho 76'; Helton 86'.
Golos: 0-1 Rolando 3'; 0-2 Falcao 67'.
As imagens da Supertaça
sábado, 7 de agosto de 2010
Supertaça: FC Porto "esmaga" Benfica no número de títulos
(Estádio Cidade de Coimbra, 20/08/2004: Simão e Diego lutam pela posse de bola.)FC Porto e Benfica encontram-se esta noite em Aveiro pela décima primeira vez em jogos que dizem respeito à Supertaça Cândido de Oliveira.
Neste capítulo, o domínio do FC Porto é verdadeiramente avassalador: em dez edições da Supertaça que disputou frente ao Benfica, o FC Porto venceu nove.
A única vez que os encarnados lograram vencer a Supertaça frente ao rival do Norte, foi em 84/85, e até a conquistaram em pleno Estádio das Antas.
Depois da vitória na primeira mão no estádio da Luz por 1-0, os encarnados empataram a zero no terreno dos azuis e brancos, e conquistaram pela única vez o troféu ao FC Porto.
A primeira vez que ambos se enfrentaram para atribuição da Supertaça foi em 80/81, com os dragões a perderem em Lisboa por 2-0, e a "vingarem-se" em casa, ao golearem o Benfica por 4-1.
De todos os vinte e quatro confrontos (sim, 24!), há uns mais marcantes que outros.
Escusado será dizer que a melhor recordação encarnada é a (única) vitória em 84/85. Do lado do FC Porto, a vitória mais marcante e que, certamente, ajuda a aumentar os níveis de confiança para esta noite, é o triunfo por 5-0 em pleno Estádio da Luz, em Setembro de 1996.
A última vez que ambos se enfrentaram na disputa da Supertaça Cândido de Oliveira, foi há seis anos no Estádio Municipal de Coimbra.
Na altura, o FC Porto campeão europeu em título, venceu o Benfica por 1-0, com um golo solitário de Ricardo Quaresma.
Reveja aqui os confrontos mais "marcantes" entre FC Porto e Benfica, bem como pode recordar todos os resultados entre estas duas formações em jogos a contar para a Supertaça:
1980/81- Benfica 2-0 FC Porto; FC Porto 4-1 Benfica;
1982/83- FC Porto 0-0 Benfica; Benfica 1-2 FC Porto;
1983/84- Benfica 1-0 FC Porto; FC Porto 1-0 Benfica; FC Porto 3-0 Benfica; Benfica 0-1 FC Porto;
1984/85- Benfica 1-0 FC Porto; FC Porto 0-0 Benfica;
1985/86- FC Porto 1-1 Benfica; Benfica 2-4 FC Porto;
1990/91- Benfica 2-1 FC Porto; FC Porto 1-0 Benfica; Benfica 1-1 FC Porto (3-4 G. P.);
1992/93- Benfica 1-0 FC Porto; FC Porto 1-0 Benfica; Benfica 2-2 FC Porto (3-4 G.P.);
1993/94- Benfica 1-1 FC Porto; FC Porto 0-0 Benfica; FC Porto 1-0 Benfica;
1995/96- FC Porto 1-0 Benfica; Benfica 0-5 FC Porto;
2003/04- FC Porto 1-0 Benfica.
Subscrever:
Mensagens (Atom)



























