sábado, 8 de junho de 2013

Fim do blogue

Quase quatro anos depois do seu início, o Conversas Redondas chega hoje ao fim.
Foi uma decisão ponderada, mas justificável: falta-me a mesma vontade, ambição, e prazer, com que ao longo destes últimos tempos fui escrevendo, e actualizando o blogue, procurando sempre dar a conhecer quem pouco 'espaço' tinha na comunicação social desportiva.
Penso que o consegui, mal ou bem, com os meios que dispunha, e dentro de certos parâmetros por mim colocados.
Graças a esta 'aventura' na blogosfera fiz muitas amizades, fiquei amigo de jogadores com um passado extremamente positivo nas nossas ligas profissionais, fiquei amigo de outros jogadores que não tiveram - ou ainda não conseguiram - oportunidade em campeonatos mais 'vistosos', e essa é uma das coisas boas que guardarei sempre na memória.
Outra, é o facto de várias vezes perceber que, afinal, tinha pessoas que acompanhavam o meu trabalho, e gostavam do que eu aqui escrevia.
Contudo, não tenciono que este seja um ponto final em definitivo, uma vez que me passa pela cabeça, um dia mais tarde, e não muito distante, voltar com as 'energias recarregadas', e dar seguimento ao que vim fazendo até ao dia de hoje.
Quero também agradecer a todos aqueles que contribuíram para que aquilo que começou por ser uma brincadeira, se tornasse em algo procurado - não muito, vá - por pessoas ligadas ao futebol.
E nesses agradecimentos, referir em especial os meus amigos mais chegados, e os meus colegas do site ForaDeJogo, pela força, 'moral' e palavras de apreço; todos os jogadores que entrevistei - felizmente foram muitos e bons! -, e todos os que sempre se disponibilizaram para me ajudar; e, por fim, naturalmente, aos que visitavam o blogue, e gostavam do que aqui encontravam.
"Quando nós fazemos aquilo em que acreditamos, ganhamos sempre. Independentemente do resultado final." E eu ganhei.
Obrigado!

sexta-feira, 7 de junho de 2013

II Divisão: Três históricos regressam com duas subidas consecutivas

(Felgueiras e Salgueiros defrontaram-se em 10/11 e 11/12, e podem voltar a ser adversários.)
O passado de Felgueiras, Salgueiros e Barreirense devia valer, por si só, presença assídua e garantida nos campeonatos profissionais.
Como não garante, este trio de históricos que nos últimos anos andou 'perdido' nos escalões inferiores, sendo que dois deles até mudaram de 'identidade', estará de regresso à II Divisão na próxima temporada, depois de terem alcançado a segunda subida consecutiva na presente época.
A história diz-nos que estes três emblemas nunca estiveram juntos em qualquer campeonato ou escalão, mas partilham um dado curioso: deixaram as competições profissionais por ordem crescente, com as duas formações nortenhas a deixarem a Liga de Honra por motivos extra-futebol.
Em 03/04, o Salgueiros foi 6º classificado, e acabou despromovido na secretaria; em 04/05, o Felgueiras foi 11º no segundo escalão, e além de despromovido também na secretaria, nem chegou a disputar a II Divisão B; enquanto que o Barreirense, em 05/06, terminou no 15º lugar, e acabou despromovido devido à alteração dos campeonatos, que fez com que nesse ano descessem não três, mas seis equipas.
Esta época, divididos pelas séries B, C e E da III Divisão, Felgueiras, Salgueiros e Barreirense alcançaram posições distintas: os durienses venceram a sua série; os portuenses foram segundos na Série C; e a formação barreirense subiu como sendo um dos melhores terceiros classificados.
O objectivo destas três equipas passava, naturalmente, pela subida de divisão, ainda para mais devido à extinção da III Divisão. Até aqui nada de extravagante, mas convém então referir que esta foi a segunda subida consecutiva destes três históricos, que ainda em 10/11 alcançaram posições modestas nos respectivos campeonatos Distritais.
As subidas começaram a ser construídas na época passada, logicamente, começando pelo Norte, onde Felgueiras e Salgueiros ocuparam as duas primeiras posições da Divisão de Honra. Na AF Setúbal, o Barreirense acabou em igualdade pontual com o Vasco da Gama de Sines, mas assegurou a primeira posição e respectiva promoção de forma directa.
Na temporada agora finda, o Felgueiras, na Série B, manteve o taco-a-taco com a AD Oliveirense pela liderança até à última jornada, e a vitória sobre o Pedras Rubras por 2-0, serviu para confirmar o primeiro lugar. A subida, essa, nunca esteve em causa ao longo da temporada.
Na Série C, o Salgueiros ocupou sempre os lugares de subida, maioritariamente a segunda posição, lugar em que havia de terminar a época, garantindo também a subida de forma directa sem grandes dificuldades ao longo da prova, até porque os três primeiros lugares estiveram quase sempre 'reservados' para Grijó, salgueiristas e Estarreja.
Por fim, mais a Sul, o Barreirense foi o que mais 'sofreu' dos três para garantir a subida: com uma primeira fase algo inconstante em termos de resultados, a presença nos seis primeiros acabaria por ser assegurada apenas na última jornada. Na segunda fase, a formação do Barreiro chegou a estar posicionada na vice-liderança, mas mais uma vez, apenas na última jornada conseguiu garantir o seu objectivo, aproveitando um empate do Fabril, para ser um dos cinco melhores terceiros classificados, assegurando assim a promoção à II Divisão, seis anos depois de lá ter participado pela última vez.
Destes três históricos, os barreirenses são mesmo a última equipa a ter participado na II Divisão B, na altura, na temporada 06/07, acabando por descer à III Divisão, somando assim uma inédita segunda ... descida consecutiva.
Já Felgueiras e Salgueiros, na última vez que participaram no terceiro escalão do nosso futebol, ainda foi debaixo das 'antigas' designações: os durienses, ainda Futebol Clube Felgueiras, venceram a Zona Norte da II Divisão B em 91/92, e não mais lá voltaram; os salgueiristas, ainda Sport Comércio e Salgueiros, terminaram a mesma prova na última posição com apenas cinco pontos, na época 04/05.
A próxima temporada deverá ser de afirmação destes três históricos 'renascidos', dois deles com nova 'cara' e com as mesmas ambições do passado: jogar nas ligas profissionais.

domingo, 2 de junho de 2013

III Divisão - Fase Final: 10ª Jornada - Última

(Penalva do Castelo 0-2 Grijó - autoria: blogue do SC Penalva do Castelo.)
Caiu o pano, em definitivo, da III Divisão, que viu a última jornada da sua história realizar-se este sábado. Para trás ficam 66 épocas consecutivas, que são praticamente 'apagadas' de um momento para o outro. E, já agora, ao longo da história da III Divisão, foram 557, as equipas que nela jogaram.
Na Série A, o Bragança empatou sem golos no terreno do Marinhas, e sagrou-se campeão com um ponto de vantagem para o Santa Maria, que venceu o Vianense por uma bola a zero. Taipas e Ronfe empataram a um golo.
O Esposende venceu o Maria da Fonte por 4-2 e fechou esta época com um triunfo, tal como o Merelinense, que venceu por uma bola a zero em Monção. O Melgacense foi derrotado em casa pelo Ponte da Barca, por 4-0.
Na Série B, o Felgueiras bateu o Pedras Rubras por 2-0 e sagrou-se campeão com mais um ponto que a Oliveirense, que goleou o Paredes por 5-0. O Santa Eulália venceu o Lousada por 2-0 e ficou em terceiro, mas por ser o pior terceiro de todas as séries do Continente, acabou despromovido.
O Aliados de Lordelo fechou a época com uma vitória sobre o Leça, por 3-1, tal como o Serzedelo, que venceu o Vila Meã por 3-2. O Vila Real derrotou o Rebordosa por 2-1.
Na Série C, o campeão Grijó foi vencer a casa do Penalva do Castelo por 2-0, e viu o Salgueiros ganhar em Estarreja por 4-1! O Oliv. do Bairro venceu no terreno do Alba por 3-1.
O Avanca derrotou o Parada por 2-1 e confirmou a excelente segunda fase, garantindo o apuramento para a Taça de Portugal tal como o Sampedrense, que venceu o Oliv. de Frades por 3-2. O U. Lamas goleou o Aguiar da Beira por 4-1.
Na Série D, Sourense e Sp. Pombal empataram a um golo, tal como Caldas e Oliv. do Hospital, resultado que permitiu aos caldenses assegurarem a subida de divisão. Quem também subiu foi o Alcanenense, que venceu o Sernache por 1-0.
O Marinhense foi vencer ao terreno do Mortágua por 4-3 e garantiu o primeiro lugar com um ponto de avanço para o Torres Novas, que perdeu por 3-0 em casa do Beneditense. Penelense e Alcobaça empataram a um golo.
Na Série E, o líder Lourinhanense venceu o Eléctrico por 3-1 e sagrou-se campeão sem derrotas nesta fase final. O Barreirense venceu por uma bola a zero em casa do Sintrense, e garantiu a subida em detrimento do vizinho e rival Fabril, que cedeu uma igualdade caseira a um golo diante do Sacavenense.
O Real venceu o Tires por 3-1 e garantiu o primeiro lugar em igualdade com o Amora, que venceu por 2-1 no terreno do Cartaxo, e com o Pêro Pinheiro, que bateu o Peniche por 1-0.
Na Série F, o U. Montemor perdeu em casa com o Esp. de Lagos por 2-1, enquanto que o Moura perdeu em casa frente à Juv. de Évora, por 3-2. O At. Reguengos goleou o Vasco da Gama por 4-1.
O Aljustrelense bateu o Monte Trigo por 3-0 e distanciou-se do Castrense, que perdeu por uma bola a zero na casa do Lagoa. Sesimbra e Lusitano VRSA empataram a um golo.
Finda a III Divisão, cá ficam os promovidos, os despromovidos e os apurados para a Taça de Portugal 2013/2014, apesar de também descerem:

Sobem à II Divisão Nacional: Bragança, Santa Maria, Vianense, Felgueiras, AD Oliveirense, Grijó, Salgueiros, Estarreja, Sourense, Alcanenense, Caldas, Lourinhanense, Sintrense, Barreirense, U. Montemor, Esp. de Lagos, Moura, Praiense e Sp. Ideal.

Apurados para a Taça de Portugal 13/14 e despromovidos aos Distritais: Maria da Fonte, Merelinense, Aliados de Lordelo, Vila Meã, Avanca, Sampedrense, Marinhense, Torres Novas, Real, Amora, Aljustrelense, Castrense, Santiago e Praínha.

Despromovidos aos Distritais: Ronfe, Marinhas, Taipas, Ponte da Barca, Esposende, Monção, Melgacense, Santa Eulália, Lousada, Pedras Rubras, Paredes, Serzedelo, Vila Real, Leça, Rebordosa, Oliv. do Bairro, Alba, Penalva do Castelo, U. Lamas, Parada, Oliv. de Frades, Aguiar da Beira, Sernache, Oliv. do Hospital, Sp. Pombal, Penelense, Beneditense, Mortágua, Alcobaça, Fabril Barreiro, Sacavenense, Eléctrico, Pêro Pinheiro, Tires, Peniche, Cartaxo, At. Reguengos, Juv. de Évora, Vasco da Gama, Sesimbra, Lusitano VRSA, Monte Trigo, Lagoa, Angrense, Rabo de Peixe, Barreiro, Marítimo da Graciosa, Vitória do Pico e Flamengos.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Magno: "Éramos melhores contra os primeiros"

(Magno realizou vinte e cinco jogos na II Divisão, tendo apontado um golo.)
Pela segunda vez na sua história, o Cesarense participou na Zona Centro da II Divisão e, desta vez, alcançou a manutenção, necessitando 'apenas' de mais quatro pontos do que os que havia feito há duas temporadas atrás.
Apesar de ter feito uma temporada algo irregular em termos de resultados, a formação de Cesar andou sempre fora da linha-de-água, alcançando a manutenção de forma tranquila.
O blogue conversou com Magno, avançado dos oliveirenses, que começou por explicar os motivos da 'tal irregularidade', referindo ainda o facto curioso da equipa jogar melhor diante dos adversários do cimo da tabela:
"As dificuldades começaram ainda antes do início da época, uma vez que quando o plantel estava a ser construído, alguns patrocinadores anunciaram que esta época não iriam investir tanto, e esses cortes de última hora limitaram as opções do clube. Essas limitações levaram a uma remodelação do plantel, sendo que cerca de 80% da equipa era nova, com muitos jogadores provenientes do Distrital, mas que não eram de qualidade inferior aos que já estavam no plantel. O arranque instável deveu-se então ao tempo de adaptação que foi necessário para os jogadores se conhecerem e assimilarem as ideias do mister. Mesmo assim, o plantel teve que sofrer novos ajustes em Janeiro, e a partir daí sim, a equipa começou a estar mais entrosada e arrancou para uma ponta final melhor. Houve também uma questão curiosa: é que a equipa realizou sempre melhores jogos e melhores resultados contra as equipas que iam nos lugares cimeiros, e nos jogos que eram com os nossos adversários directos, facilitávamos e perdíamos a vantagem pontual que tínhamos, daí esta irregularidade."
Na escolha dos momentos mais marcantes da época, Magno elege a série de seis jogos consecutivos sem perder, como o melhor momento da temporada:
"O ponto baixo foram as duas derrotas seguidas na segunda volta, primeiro no Operário por 4-0 e, na semana seguinte, em casa com o Lusitânia por 2-1, e que nos atirou para próximo da linha-de-água, complicando as contas da manutenção. O ponto alto foi precisamente a partir destas duas derrotas, em que fizemos uma série de seis jogos sem perder, dos quais destaco duas vitórias seguidas, a primeira em Castelo Branco por 2-1, e depois em casa com o Sousense, também por 2-1, onde marcámos os golos aos 84' e  aos 93' minutos."
Titular em vinte e um jogos - suplente utilizado por quatro vezes -, Magno apontou um golo e considera que realizou uma boa temporada:
"A nível pessoal penso que fiz uma boa época, mas sei que posso fazer melhor. Sempre que estive disponível fui opção para o mister Martins, tendo falhado quatro jogos devido a uma rotura muscular, depois de ter começado bem a época, e após a lesão passei uma fase em que foi complicado recuperar fisicamente, mas voltei a terminar bem a temporada. Foi uma época em que só marquei um golo, tendo jogado esta época mais sobre o meio-campo, ora como interior, ora como 'dez', visto que gosto mais de jogar no ataque. Mas foi uma boa experiência, e senti-me bastante útil no plantel."
No que diz respeito à próxima época, o jogador refere que tudo está em aberto:
"O Cesarense tem infra-estruturas para continuar a desenvolver um bom trabalho, e tenho que referir que as pessoas procuraram sempre que nada nos faltasse, e aí o trabalho do mister Martins foi muito importante. Para a próxima época, está tudo em aberto. Os meus objectivos passam por continuar a fazer uma boa carreira, onde continue a deixar a minha marca, tanto técnica como humanamente. Estou numa fase em que estou a estabilizar a minha vida profissional e familiar, daí que bons projectos que me garantam estabilidade, sejam bem-vindos. Para já está tudo em aberto, tanto a continuidade como uma possível mudança, pelo que vou esperar pela melhor oportunidade e pelo melhor projecto que me seja apresentado, para decidir."
Aos 25 anos, Magno dividiu a sua formação entre Avanca, Taboeira e Beira-Mar, tendo se estreado como sénior ao serviço dos avanquenses. Posteriormente representou o Estarreja e o Vigor da Mocidade, tendo chegado ao Cesarense esta temporada.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Capela: "Nunca atirámos a toalha ao chão"

(Plantel do Sp. Espinho teve uma época complicada, mas acabou em quarto lugar.)
Depois de ter ficado muito perto de subir à II Liga na época passada, o histórico Sp. Espinho obteve esta temporada o quarto lugar, também na Zona Centro da II Divisão, numa época recheada de problemas, principalmente a nível de questões salariais.
Apesar disto, o 'Tigre da Costa Verde' parece dar-se bem com os problemas que todos os anos lhe aparecem, como provam as duas últimas classificações que alcançou.
O Conversas Redondas falou com Capela, avançado e melhor marcador dos espinhenses, que aponta o trabalho como 'segredo' da época, mas refere que não foi um 'trabalho qualquer':
"Posso dizer que o trabalho foi a chave do segredo, mas não foi um trabalho qualquer. Foi um trabalho orientado por uma pessoa como eu nunca vi no Mundo do futebol. Nesse caso, o mister Fernando Valente foi essencial para ultrapassarmos todas, ou quase todas, as adversidades. Faltava-nos quase tudo, quase tudo mesmo. Tivemos, inclusive, casos no limiar da fome. Como era normal, a certa altura, as opções que nos restavam era sair do clube, ou então mesmo naquelas condições, aceitar ficar. E a partir do momento em que a maioria aceitou ficar, aí sim só nos restava uma coisa: trabalhar, e consequentemente, darmos o melhor de nós, pois sabíamos que só assim podíamos aspirar a algo bom. A nível psicológico, o treinador também retirou sempre o melhor de cada um, mas o facto da equipa ser jovem e os jogadores terem aspirações, claro que também ajudou a 'segurar o barco'. O amor ao clube em detrimento de outras condições, ajudou a que a equipa se mantivesse unida, e uma equipa unida vale sempre mais. Se a tudo isto quiserem chamar 'segredo', então, para mim, este foi o 'segredo'."
A três jornadas do fim, o Sp. Espinho visitava o terreno do líder Ac. Viseu, estando a três pontos dos viseenses, que lideravam de forma isolada. A derrota arrumou definitivamente com os Tigres da discussão da subida, e para o avançado, as coisas poderiam ter corrido de forma diferente, caso o plantel não fosse constantemente assolado por vários problemas:
"Os problemas que tivemos sem dúvida que nos afectaram ao longo do campeonato, e deixaram, por vezes, marcas enormes em alguns jogos. Tivemos semanas onde as discussões eram muito intensas, e nos desviavam do essencial, que era treinar. Nas visitas ao São João de Vêr e ao Cinfães, sofremos duas derrotas por 3-0, com exibições pálidas da nossa parte, e que são o espelho dessas semanas onde o nosso foco estava desviado. Isso claro que deixa sempre a pensar "e se não tivéssemos esses problemas, e pudéssemos estar 100% concentrados no essencial, será que seria diferente?" No entanto, nunca atirámos a toalha ao chão, demos sempre a volta mesmo em cima de falsas promessas que nos eram feitas por responsáveis do clube. As condições faltaram sempre, mas se faltasse a união aí estava tudo perdido, e nesse sentido fomos sempre muito fortes, mas conscientes das nossas limitações dentro e fora de campo. Em relação à luta pela subida, penso que podíamos ter lutado mais um pouco se as condições realmente fossem melhores. Por exemplo, no dia do jogo em Viseu, chegámos ao Estádio do Fontelo já passava das três da tarde, e o jogo era às quatro, a chegada foi algo atribulada, e o Ac. Viseu, segundo sei, estava num hotel a preparar minuciosamente o jogo. Claro que são coisas pequenas, mas se pudéssemos ter ido um dia antes e ficar num hotel mais descansados, será que não poderíamos ter feito melhor? Não tenho a certeza, como é lógico, mas talvez fosse possível. Claro que isto tudo são 'ses', mas os 'ses' são legítimos. Aproveito para felicitar o Ac. Viseu, que tinha uma grande equipa, tem um belo estádio, e teve uma cidade a apoiar e a criar um ambiente fantástico para que o clube chegasse onde chegou."
Na escolha dos pontos-chave da época, Capela destaca a boa temporada realizada pelo plantel apesar das já citadas dificuldades:
"O ponto alto da época para a equipa, é o triunfo em casa sobre o Pampilhosa, onde ficamos com a possibilidade de discutir o primeiro lugar. Mas a época em si já foi enorme por tudo o que fizemos. Havia jogadores de outras equipas constantemente a dar-nos os parabéns pelo nosso desempenho, e isso era muito gratificante. Pontos baixos infelizmente foram alguns, as derrotas, principalmente nas últimas três jornadas, onde a equipa praticamente já tinha dado tudo, e após perder no Fontelo, aquilo que ainda nos alimentava acabou, que era o sonho do primeiro lugar."
No segundo ano ao serviço do Sp. Espinho, Capela realizou trinta jogos, vinte e nove como titular, tendo apontado treze golos, sagrando-se o melhor marcador da equipa. A época em termos pessoais foi, por isso, produtiva:
"Esta foi a minha segunda época no SC Espinho, e o clube em geral não sabia bem o que podia contar comigo, uma vez que no primeiro ano mal joguei devido a alguns desentendimentos com a equipa técnica. Ainda assim, voltaram a apostar em mim, e penso que não estão arrependidos. A época foi produtiva. Comecei com golos, depois tive uma quebra física que baixou o meu rendimento, mas após alguns ajustes voltei em força, e dei tudo pelas cores do Sp. Espinho, e essencialmente pelos meus colegas e equipa técnica, que sempre acreditou que o 'melhor ainda estava para vir'. E assim foi, com um momento inesquecível, que foi o segundo golo contra o Pampilhosa. Por isso estou contente com a minha prestação, claro que 'aqui e ali' podia ser melhor, mas estou satisfeito."
Quanto à próxima época, o avançado revela que ainda não sabe qual será o seu futuro, mas não esconde o desejo de jogar nos campeonatos profissionais ou até no estrangeiro:
"O futuro está em aberto. A II Divisão infelizmente acaba muito cedo, muitos dos clubes profissionais não têm a situação resolvida, e a III Divisão ainda não acabou. Gostava de ter uma oportunidade no futebol profissional, sem dúvida, ou até mesmo no estrangeiro, mas para já ainda nada está definido. Vou esperar pela melhor oportunidade, não só financeira, como também desportiva."
Aos 27 anos, Capela cumpriu então a segunda temporada ao serviço do Sp. Espinho, depois de ter sido formado no U. Lamas, clube por quem se estreou como sénior, ainda com idade de júnior. Posteriormente representou FC Marco, Sanjoanense, Esmoriz, Pampilhosa, Coimbrões, Candal e AD Oliveirense, antes de chegar aos 'Tigres' em 2011.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Bispo: "Amarante está de parabéns"

(Aos 35 anos, Bispo cumpriu a terceira temporada consecutiva ao serviço do Amarante.)
Depois de um sensacional quinto lugar na Zona Norte da II Divisão na época passada, o Amarante fez esta época um campeonato algo irregular, acabando o campeonato na décima primeira posição, ainda assim com alguma tranquilidade relativamente à linha-de-água.
O blogue conversou com Bispo, defesa-esquerdo dos amarantinos, que frisou ser errado comparar a temporada passada com a actual, referindo que a época foi positiva e o clube está de parabéns:
"É errado quando comparamos a época passada à deste ano, isto porque como todos nós sabemos, o plantel do Amarante sofreu uma enorme remodelação, passando a ser um plantel mais jovem, com menos experiência, mas com muita vontade de crescer e aprender. Além disso, este ano o Amarante actuou num campeonato bastante mais competitivo, com plantéis recheados de bons jogadores, e com vários candidatos ao título final. Assim sendo, penso que a época acabou por ser bastante positiva, e o Amarante FC está de parabéns."
Na eleição dos pontos determinantes da época, Bispo destaca a série de jogos sem perder da equipa, como o melhor momento da temporada:
"O ponto alto foi sem dúvida a série de seis jogos que estivemos sem perder. O ponto baixo foi, na minha opinião, o jogo com o Mirandela em nossa casa, perdendo o Amarante uma excelente ocasião de se colar ao primeiro lugar, e partir com outra confiança para o que restava do campeonato."
Titular em vinte e cinco jogos, sem fazer qualquer golo, o jogador considera que esta foi uma boa época a nível pessoal:
"A nível pessoal, a época foi muito positiva, uma vez que não tive lesões e, sobretudo, pela quantidade de jogos efectuados, em que pude dar o contributo à equipa."
Quanto à próxima temporada, Bispo abre as portas à renovação:
"O futuro a Deus pertence, como se costuma dizer. De qualquer forma, se o Amarante achar que tenho capacidades para ajudar a equipa mais uma época, terei todo o gosto em fazê-lo."
Actualmente com 35 anos, Bispo foi formado no Guarda, por quem se estreou como sénior, tendo representado posteriormente Ac. Viseu, Operário, Torreense, Sp. Espinho, Naval, Paços de Ferreira, Trofense, Fátima e Paredes, antes de chegar ao Amarante em 2010.

domingo, 26 de maio de 2013

III Divisão - Fase Final: 9ª Jornada

(Paredes 0-2 Santa Eulália - autoria: facebook oficial do CCD Santa Eulália.)
Na penúltima jornada da III Divisão, o Bragança venceu o Taipas por uma bola a zero e sagrou-se campeão da Série A, aproveitando o nulo do Santa Maria na casa do Ronfe. O Vianense bateu o Marinhas por 2-1, e alcançou os galegos na vice-liderança.
O Maria da Fonte goleou o Melgacense por 8-1 e assegurou o primeiro lugar, seguido logo de perto pelo Merelinense, que venceu o Esposende por 2-1. O Ponte da Barca bateu o Monção por 1-0.
Na Série B, o Felgueiras venceu em Lousada por 3-1 e continua de pedra e cal na liderança com um ponto de vantagem para a Oliveirense, que venceu em Pedras Rubras por 2-1. O Santa Eulália ganhou por 2-0 no terreno do Paredes, e é nesta altura o pior terceiro classificado de todas as séries.
O Aliados de Lordelo foi vencer a casa do Rebordosa por 2-1 e tem a Taça de Portugal garantida, tal como o Vila Meã, que bateu o Vila Real pelo mesmo resultado. O Leça provou que está numa boa forma, e derrotou o Serzedelo por 4-2.
Na Série C, o Grijó bateu o Alba por 2-1, e sagrou-se campeão de forma surpreendente, dada a irregularidade de resultados na primeira fase. O Salgueiros cedeu uma igualdade caseira a um golo frente ao Penalva do Castelo, e divide agora a segunda posição com o Estarreja, que perdeu por 2-0 na deslocação ao Oliv. do Bairro.
O Avanca venceu por 2-1 em Aguiar da Beira e não desarma da liderança, tendo já garantido a presença na Taça de Portugal. O Sampedrense perdeu também por 2-1 no terreno do Parada, e permitiu a aproximação do U. Lamas, que venceu em Oliv. de Frades por 3-1.
Na Série D, o Sourense empatou sem golos no terreno do Sernache e já garantiu a subida, enquanto que o seu adversário de sábado alcançou o Caldas na segunda posição, fruto da derrota dos caldenses em casa do Sp. Pombal por 2-0. O Oliv. do Hospital bateu o Alcanenense por 1-0, num duelo entre duas equipas que ainda podem subir.
O Torres Novas venceu o Penelense por 2-1, e continua com dois pontos de vantagem para o Marinhense, que goleou o Beneditense por 4-0. Alcobaça e Mortágua empataram a um golo.
Na Série E, o Lourinhanense foi vencer a casa do Barreirense por 2-1, e garantiu a subida. O Sintrense venceu no terreno do Sacavenense por 2-0 e está também em excelente posição para garantir a subida, enquanto que o Fabril foi vencer a casa do Eléctrico por 1-0 e é um dos melhores terceiros.
A luta pela Taça de Portugal será a quatro, sendo que os três primeiros estão todos empatados: o Amora venceu o Real por 2-1 e alcançou o seu adversário, beneficiando também da goleada imposta pelo Tires, quarto classificado, ao Pêro Pinheiro, por 5-1.O Peniche venceu o Cartaxo por 3-0.
Na Série F, o U. Montemor goleou em casa do Vasco da Gama por 4-1, e garantiu, sem surpresa, o título e respectiva subida à II Divisão. De resto, tudo empatado e com muitos golos: Esp. de Lagos 2-2 Moura e Juv. de Évora 3-3 At. Reguengos.
O Castrense bateu o Aljustrelense por uma bola a zero e alcançou o seu adversário na liderança. O Monte Trigo goleou o Sesimbra por 5-2, enquanto que Lusitano VRSA e Lagoa empataram a uma bola.
A III Divisão chega ao fim no próximo fim-de-semana, 66 anos depois de ter começado.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

III Divisão - Fase Final: 8ª Jornada

(Alba 0-1 Penalva do Castelo - autoria: blogue do SC Penalva do Castelo.)
A duas jornadas do fim da III Divisão, o Bragança já garantiu a subida na Série A, mesmo tendo perdido em casa do Ronfe por 1-0. Também por 1-0, o Santa Maria venceu em casa do Marinhas, e precisa agora de um ponto para festejar a subida. Taipas e Vianense não saíram do nulo.
No outro grupo, Maria da Fonte e Merelinense também não saíram do nulo, e continuam nos lugares de acesso à Taça de Portugal. O Esposende goleou o Ponte da Barca por 4-0, enquanto que o Monção venceu o Melgacense por 3-0.
Na Série B, o líder Felgueiras venceu o Santa Eulália por 2-0, e continua com um ponto de vantagem para a Oliveirense, que derrotou o Lousada por 4-2. O Paredes venceu o Pedras Rubras por 2-0, e matematicamente ainda pode chegar ao terceiro lugar.
O Aliados de Lordelo foi vencer a casa do Serzedelo por 3-1, e distanciou-se do Vila Meã, que empatou sem golos em Rebordosa. Vila Real e Leça empataram a um golo.
Na Série C, o Grijó foi vencer ao terreno do Estarreja por 2-0, e já lidera, sendo que tem a subida garantida, tal como o Salgueiros, que bateu o Oliv. do Bairro, também por 2-0. Num jogo para cumprir calendário, o Penalva do Castelo venceu na casa do Alba por uma bola a zero.
O Sampedrense recebeu e venceu o Avanca por 1-0, e encurtou distâncias para o líder, enquanto que o Parada venceu em casa do U. Lamas por 3-1, e ainda acalenta esperanças em chegar à Taça de Portugal. Também por 3-1, o Oliv. de Frades venceu em Aguiar da Beira.
Na Série D, o líder Sourense cedeu um nulo caseiro diante do Alcanenense, e permitiu a aproximação do Caldas, que bateu o Sernache por 2-0. Por igual resultado, o Oliv. do Hospital venceu o Sp. Pombal, e ainda pode subir de divisão.
O Torres Novas derrotou o Marinhense por 2-1, e recuperou a liderança, sendo que o Penelense ficou mais longe da Taça de Portugal, ao perder por 3-0 no terreno do Mortágua. O Beneditense levou de vencida o Alcobaça, por 3-2.
Na Série E, o Fabril foi a única equipa a triunfar na fase de subida, ao bater o Barreirense por 3-2. Sacavenense e Eléctrico empataram a um golo, enquanto que Lourinhanense e Sintrense não saíram do nulo. O último ainda pode ser primeiro.
O Pêro Pinheiro foi derrotado em casa pelo Amora, por 3-1, e foi alcançado na liderança pelo Real, que venceu o Cartaxo por 3-0. O Peniche goleou o Tires por 7-2.
Na Série F, o U. Montemor goleou a Juv. de Évora por 4-1, e garantiu a subida. Também por 4-1, o Esp. de Lagos venceu o Vasco da Gama, enquanto que o At. Reguengos venceu o Moura por 3-1.
O Aljustrelense venceu o Lusitano VRSA e assegurou a presença na Taça de Portugal 13/14, à semelhança do Castrense, que goleou o Monte Trigo, fora-de-portas, por 4-0. O Sesimbra venceu na casa do Lagoa por uma bola a zero.
Nos Açores, o líder Santiago perdeu em casa com o Flamengos, por 3-2, na derradeira jornada da prova. O Praínha venceu o Marítimo da Graciosa por 3-0, enquanto que o Vitória do Pico levou a melhor sobre o Barreiro, por 2-1.
A III Divisão regressa no próximo fim-de-semana.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Paulo Campos: "Sentimos que estávamos a representar o quarto grande"

(Há quatro temporadas no Boavista, Paulo Campos é o segundo na hierarquia dos capitães.)
As palavras são de Paulo Campos, sub-capitão do Boavista, que falou ao blogue sobre a época algo irregular dos axadrezados na Zona Norte da II Divisão.
Uma troca de treinador à quarta jornada, e uma certa irregularidade nos resultados, fizeram com que o Boavista terminasse a prova na décima posição, o pior registo desde que em 09/10 os portuenses caíram no terceiro escalão do futebol luso.
Paulo Campos começou precisamente por explicar essa tal irregularidade da equipa, destacando o lançamento de jovens da 'cantera' axadrezada, tal como o facto do grupo ter começado a recuperar a todos os níveis com a passagem de Petit para treinador:
"Realmente o nosso início não foi o desejado. Exibições menos conseguidas ditaram o alargamento pontual para os clubes do cimo da tabela. Após a mudança da equipa técnica, iniciamos uma recuperação consistente. Jogo após jogo, a equipa dava amostras de auto-confiança. Jogadores que até à data não estavam a corresponder, conseguiram com maior rigor, maior exigência individual e colectiva, mostrar o seu real valor. A Zona Norte é a mais competitiva das três zonas, e foram muitos os clubes a apostar forte na subida de divisão, aliado também ao facto desta época ser a última da III Divisão Nacional, e os clubes que descessem, irem directamente para os Distritais. Todos estes factores, serviram de catalisador para que se intensificasse ainda mais a luta pela subida e pela permanência. Depois do começo negativo, foi muito difícil recuperar o comboio da frente da tabela classificativa. Depois do jogo em Mirandela, que perdemos 1-0, ficamos a onze pontos do primeiro lugar e arredados da luta pela subida. O mister começou a efectuar alterações no onze, e a dar oportunidade a novos valores, jovens com enorme qualidade e com um futuro repleto de sucesso. Posso citar alguns nomes: Carraça, Cláudio Lopes, Tiago, Miguel Cid, Pedrinho e Rúben Alves."
O lateral/extremo-direito dos axadrezados, refere que o objectivo do clube nunca foi outro a não ser a manutenção, mencionando também o que mudou com a troca de Amândio Barreiras por Petit:
"O objectivo do clube, não era mais do que a manutenção, o que foi garantido de uma forma prematura e nunca esteve em causa. Claro que iriamos entrar em cada jogo para vencer e discutir o resultado. O mister Amândio é um bom treinador, uma excelente pessoa, mas não conseguiu fazer com que o grupo, principalmente os mais novos e inexperientes, percebessem a responsabilidade de representar o Boavista como Seniores. A camisola ao xadrez é 'pesada', pois tem nela uma história como pouquíssimos clubes têm em Portugal. Com o Petit, veio maior responsabilização individual, maior responsabilização colectiva, percepção por parte de todos das dificuldades, mas também da honra que é representar o Boavista Futebol Clube. A mensagem entrou bem, a intensidade e competitividade dos treinos e dos jogos era outra, pois deixou-se de sentir que se estava a jogar no Boavista da II Divisão B, e começou-se a sentir que estávamos a jogar no quarto maior clube português."
Na escolha dos momentos mais marcantes da época, Paulo Campos refere o 'dar a conhecer' da grande qualidade que o plantel tinha, como o ponto mais alto:
"O aspecto negativo da época, foi a derrota em Mirandela, e afastamento definitivo da luta pelo primeiro lugar. O ponto alto da época, foi dar a conhecer a enorme qualidade de um plantel, que o mundo do futebol conotava como fraco e condenado à descida de divisão."
Com três golos marcados em vinte e quatro jogos, Paulo Campos considera que fez uma época positiva, até porque não sofreu nenhuma lesão grave:
"A nível pessoal a época foi positiva, dado que não sofri nenhuma lesão grave. Servir o meu clube e estar disponível para tudo, foi a minha preocupação. Os altos e baixos de forma são normais no futebol. Quando estamos bem, tudo parece simples, quando as coisas não estão tão bem, temos que ter capacidade para minimizar a probabilidade de errar e ter argumentos para contornar as dificuldades. Temos que entender os defeitos e valorizar as virtudes."
Aos 36 anos, e depois de passagens por Castêlo da Maia, Dragões Sandinenses, Machico, Lusitânia, Sp. Espinho, Sanjoanense, Esmoriz e Sp. Covilhã, Paulo Campos representa o Boavista desde a temporada 09/10, tendo feito uma ligeira interrupção neste trajecto na temporada passada, quando saiu em Janeiro para representar o Mondercange do Luxemburgo.

Paulo Freixo: "Segredo foi o trabalho sério"

(Paulo Freixo, à direita, em acção frente ao Rio Ave na Taça de Portugal da época passada.)
Em ano de estreia na II Divisão, o Sousense alcançou o sétimo lugar na Zona Centro, acabando assim em grande estilo uma temporada pautada pela tranquilidade na tabela.
A época actual culminou assim com a estabilização do projecto de um clube, que há apenas três anos atrás, conquistou a Divisão de Honra da AF Porto.
Desse feito restam nove jogadores, entre os quais, Paulo Freixo, que falou ao blogue sobre o 'segredo' para a boa campanha dos gondomarenses na II Divisão:
"O segredo para esta campanha foi o trabalho sério que fizemos. Sempre acreditámos no nosso valor, e nas nossas capacidades, pois somos uma equipa que vem jogando junta há já alguns anos, e isso ajuda sempre. Mas o verdadeiro segredo foi a conjugação da nossa qualidade com o espírito de união que existe entre todos os elementos do clube, desde jogadores, treinadores e dirigentes. No seu total, o Sousense é uma família."
Nas quinze equipas que defrontou, o Sousense apenas não conseguiu pelo menos pontuar, frente a Cinfães e Cesarense. Se contra o Cinfães pode ser considerado 'normal' por ser um candidato à subida, o que falhou então frente ao Cesarense, equipa que ficou ligeiramente acima da linha-de-água? Paulo Freixo aponta as 'culpas' ao 'factor sorte':
"Nós como jogadores trabalhamos sempre sério em todos os jogos, para sairmos vitoriosos. No entanto, existem sempre jogos que correm melhores que outros. Contra o Cesarense, ambos os jogos nos correram mal e o 'factor sorte' contou muito. Porém, a II Divisão é mesmo muito equilibrada, e os pormenores é que fazem a diferença."
Na eleição dos momentos mais marcantes da época, o trinco dos gondomarenses elege a vitória em SJ Vêr por 5-2 - que praticamente garantiu a permanência -, como o momento mais alto da temporada:
"O ponto mais alto da época, sem dúvida que foi a vitória em São João de Vêr, uma vez que para além do bom jogo que fizemos, praticamente garantimos a permanência quando ainda faltavam alguns jogos para o fim, pelo que posso dizer que foi um grande sentimento de alegria. Um clube como o Sousense, com o orçamento que possuí, e ficar em sétimo lugar logo no ano de estreia na II Divisão, é uma enorme satisfação. O ponto mais baixo foi o início do campeonato, pois estávamos expectantes, uma vez que não conhecíamos a forma de jogar da maioria das equipas. Mas, felizmente, nunca estivemos em posição de descida, e isso deixou-nos tranquilos."
Com vinte e oito jogos no campeonato, vinte e seis como titular, Paulo Freixo sofreu uma grave lesão na recta final da época, mas acaba por fazer um balanço positivo da temporada:
"Penso que a exemplo da equipa, a época correu-me bem. Atingi os objectivos propostos durante a temporada, que passavam por jogar regularmente, e fazer com que o Sousense se mantivesse na II Divisão. Como esses objectivos foram concretizados, estou satisfeito e com sentimento de dever cumprido. Ficámos em sétimo lugar e fizemos história no clube. Apesar disto, a uma semana do final de época, sofri uma lesão grave - fractura da perna - que me vai atrapalhar o início da próxima temporada, mas acredito que regressarei ainda mais forte."
No que diz respeito à próxima temporada, Paulo Freixo aponta a lesão que sofreu como 'entrave', pretendendo, por agora, focar-se apenas na recuperação:
"Como disse anteriormente, sofri uma lesão grave que atrapalhou todo o meu futuro. Por enquanto não sei de nada, e estou apenas focalizado na recuperação. Apenas tenho a certeza de que irei regressar, e quando o fizer, voltarei ainda mais forte."
O jogador deixou ainda uma mensagem de apreço ao blogue:
"Desde já quero deixar uma mensagem de respeito e gratidão ao 'Conversas Redondas', um espaço digno de notícias de futebol que acompanha a II Divisão. Um bem-haja."
Aos 23 anos, Paulo Freixo dividiu a sua formação entre Crestuma, Candal, Leverense e Infesta, clube por quem se estreou como sénior. Depois de época e meia ao serviço dos seniores infestistas, mudou-se para o Sousense a meio da época 09/10, clube que representa até hoje.