quinta-feira, 30 de junho de 2011

Recordar: Estrela da Amadora

(Alexandre Nunes - Jogador do E. Amadora entre 87/88 e 91/92.)
Na sequência do jogo de homenagem ao Estrela da Amadora, realizado no passado dia 18 de Junho, o 'ConversasRedondas' conversou com três antigos futebolistas do clube, cada qual com passagens diferentes pela Reboleira, no sentido de perceber quais as melhores recordações que cada um guarda do Estrela; e se ainda acreditam numa solução para resolver os 'problemas' do clube.
Os entrevistados foram Alexandre Nunes, Rui Borges e Miran, sendo que os dois primeiros contam mesmo com passagens pela formação estrelista.
Alexandre Nunes terminou recentemente a carreira ao serviço do GS Loures e foi um dos mentores do jogo de homenagem; Rui Borges já abandonou os relvados há mais de um ano; e Miran ainda não tem o futuro definido enquanto futebolista.
Seguem-se as questões e, naturalmente, as respostas dos três ex-tricolores:

Até que ponto a passagem pelo Estrela foi importante na sua carreira?
Alexandre Nunes: A minha passagem pelo Estrela, foi fundamental para aquilo que sou hoje como Homem e jogador, pois foi lá que cheguei a internacional (fui o terceiro!); foi lá que subi dos Juniores aos Seniores (que considero uma fase muito importante num jogador) e foi lá que me estreei na I Divisão.

Rui Borges: O Estrela da Amadora foi importantíssimo no meu percurso como futebolista profissional. Primeiro, porque foi o clube onde iniciei o meu percurso como jogador, na altura, infantil, no ano de 1984. Segundo, porque na época de 2004/2005 me permitiu contribuir de forma muito marcante para a subida à I Liga e dessa forma, ajudar o clube e ajudar-me a mim a  prolongar a minha carreira.

Miran: A minha passagem pelo Estrela, foi muito importante porque trabalhei com dois grandes treinadores do futebol Português: o Sr. Jorge Jesus e o Sr. João Alves. Aprendi também muito com esses dois senhores. Também ali, tive oportunidade de subir de divisão, num jogo que posso classificar, como no mínimo, fantástico!

(Rui Borges - Jogador do E. Amadora entre 84/85 e 87/88; 04/05 e 06/07.)

Quais as melhores recordações que guarda da passagem pela Reboleira? Algum jogo ou pessoas que o marcaram pela positiva?
Alexandre Nunes: As melhores recordações, são o primeiro jogo fora nas competições europeias, em que passamos à segunda eliminatória da Taças das Taças. Durante os cinco anos em que representei o C. F. E. A. foram muitos os treinadores que me treinaram e marcaram...

Rui Borges: Guardo muitas e boas recordações e é impossível descrevê-las todas. No entanto, como jogador de formação recordo a minha primeira convocatória, o meu primeiro jogo pelo Estrela contra o Belenenses, no campo pelado do Damaiense; a épica subida de divisão na época de 2004/2005 com quatro e cinco meses de ordenados em atraso; o jogo com a Académica em casa, na época 2005/2006, perdíamos por 2-1 a seis ou sete minutos do final do jogo, marquei dois golos e acabámos por ganhar por 3-2 já nos descontos.

Miran: Muitos jogos me marcaram, mas em especial, o último jogo da época 2002/2003, em Portimão. Foi, sem dúvida, um jogo para corações fortes (vitória por 2-3, depois de estarem a perder 2-0, e consequente subida à SuperLiga)!!

(Miran - Jogador do E. Amadora entre 01/02 e 02/03.) 

Acredita que o Estrela voltará aos grandes palcos? (Independentemente da resposta) Porquê?
Alexandre Nunes: Acredito e tenho essa esperança e convicção, pois acho que ainda vai aparecer uma solução para o C. F. E. A.!

Rui Borges: Respondo de uma forma emocional e de uma forma racional:
De forma emocional quero acreditar que sim. Há um conjunto de sócios que estão a procurar encontrar uma solução para o clube, e estão a deixar-me com uma pontinha de esperança que ainda será possível salvar o clube.
De forma racional não. Não existem apoios de empresas sólidas; a câmara da Amadora está de costas voltadas para o clube; e os credores preferem vender o património para saldar as suas contas com o clube do que procurar outra solução.

Miran: Eu gostaria muito que voltasse, porque é um clube que representa uma cidade muito grande, a Amadora. Mas também, principalmente, porque foi uma equipa que me marcou muito em termos profissionais e pessoais.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Liga dos Campeões arrancou hoje

(O FC Porto voltará a disputar a Liga dos Campeões esta temporada.)
Por essa Europa fora, ainda poucas equipas iniciaram a sua preparação. Grande parte das equipas portuguesas começa esta semana, e algumas até já começaram a sua pré-época.
Mas os representantes de Andorra, Malta, San Marino e Luxemburgo na Liga dos Campeões, deram hoje início...à prova milionária, versão 2011/2012.
A primeira pré-eliminatória da Champions, envolve quatro equipas, sendo que quem vencer o seu jogo, segue para a segunda pré-eliminatória, onde já entram equipas como por exemplo, Partizan Belgrado, Wisla Cracóvia, Sturm Graz, Dinamo Zagreb, Malmoe e Rosenborg.
O jogo que inaugurou a Liga dos Campeões 2011/2012, foi disputado entre o Tre Fiori de San Marino e o Valletta de Malta, com a vitória a 'sorrir' aos malteses que venceram fora de portas, por claros 0-3.
Denni (43'), Effiong (50') e Gilbert Agius (70') foram os marcadores dos golos da equipa da capital de Malta, que está assim, a um pequeno passo da próxima pré-eliminatória, onde enfrentará o Ekranas da Lituânia.
No outro jogo, o Dudelange do Luxembrugo deslocou-se ao terreno do Santa Coloma de Andorra e venceu por 0-2.
Legros (57') e Callet (79') apontaram os golos dos luxemburgueses, que estão também muito perto da próxima fase, onde defrontarão o Maribor da Eslovénia, caso não aconteça nenhuma 'surpresa'.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

AF Porto: Gandra - Cerco acaba em pancadaria

Mais uma vez, um jogo do Cerco do Porto voltou a não chegar ao fim, devido a desacatos envolvendo jogadores e assistência da equipa portuense.
Desta feita, o adversário era o Gandra de Paredes, e em causa, estava o título de campeão da II Divisão da AF Porto.
Depois de terem vencido em casa por 1-0, num jogo em que já se haviam registado problemas entre jogadores de ambas as equipas, o Cerco esteve em vantagem, também por 0-1, até aos 75' minutos, altura em que, Pedro Esteves, jogador dos portuenses, terá agredido um árbitro.
Depois disso, a confusão ter-se-á instalado, com agressões de jogadores e adeptos do Cerco aos elementos da equipa da casa, bem como aos seus próprios sócios.
Entre muitos casos, destaque para o facto do guarda-redes do Gandra ter sido 'obrigado' a correr mais de campo para se 'refugiar' atrás de elementos da GNR.
As agressões às pessoas afectas à equipa da casa, resultaram em oito feridos, quatro deles transportados ao Hospital Padre Américo em Penafiel.
Fonte próxima da equipa do Cerco, adiantou ao blogue que muitas vezes os jogadores do clube "têm mais fama que proveito, mas que ontem bateram em toda a gente", lamentando o facto de "até idosos terem sido agredidos". A mesma fonte acrescentou ainda que "as pessoas de Gandra provocaram a comitiva do Cerco quando esta chegou ao local, e certamente não contavam com uma reacção adversária".
O árbitro da partida expulsou cinco jogadores da equipa do Cerco, logo os portuenses perderam a partida por inferioridade numérica.
O "ConversasRedondas" apurou que Valkírio, Fajó, Calota, Pedro Esteves e Fernandes terão sido expulsos, e que Valkírio, era dos mais 'enfurecidos', tendo agredido várias pessoas na bancada afecta à equipa da casa.
Na viagem de regresso ao Porto, os elementos do Cerco ainda 'festejaram', abrindo garrafas de champanhe e, espante-se, tendo dando 'a volta' ao bairro, em jeito de cortejo de campeões.
O presidente do Gandra, Eduardo Carvalho, 'atribui' as culpas do sucedido ao Cerco:
"A culpa do que se passou foi toda da equipa e da assistência adversária. Não foi por acaso que o presidente do Cerco do Porto me veio pedir desculpa no final." adiantou Eduardo Carvalho à comunicação social.
O dirigente do clube de Paredes, vai ainda fazer uma exposição à AF Porto, como o próprio adiantou:
"Vamos fazer uma exposição à AFP. Eles já sabem qual o comportamento desta equipa, mas parece que têm medo deles."
O "ConversasRedondas" tentou chegar à fala com um elemento do plantel do Cerco, mas o mesmo não quis prestar declarações.

domingo, 26 de junho de 2011

Argentina: River Plate desce de divisão

(Pavone momentos depois de falhar a grande penalidade.)
O River Plate desceu hoje, pela primeira vez na sua história, à segunda divisão argentina.
A jogarem em casa, os 'Milionários' teriam de vencer o Belgrano, pelo menos, por 2-0, depois de terem sido derrotados na primeira mão do play-off pelo mesmo resultado, mas acabaram por consentir uma igualdade a um golo.
O Belgrano, que lutava pela subida, foi a primeira equipa a marcar, porém, o golo seria invalidado. Na resposta, Mariano Pavone abriu o marcador para o River, quando estavam decorridos seis minutos.
Aos 25' minutos, terá ficado por assinalar uma grande penalidade a favor do River Plate, por falta sobre Caruso.
No segundo tempo, o Belgrano lançou-se na procura do empate, e já depois de César Pereyra aparecer isolado e atirar ao lado, Farré empatou a partida quando estavam decorridos 61' minutos.
Oito minutos depois, o River beneficiaria de uma grande penalidade, mas Mariano Pavone acabou por desperdiçar a oportunidade.
O jogo acabou antes do período de compensação se esgotar, uma vez que vários adeptos do River Plate tentaram invadir o relvado, algo que levou o árbitro da partida a apitar para o final do encontro alguns minutos mais cedo.
Em cento e dez anos de história, o River marcará presença na II Divisão pela primeira vez na próxima temporada.

sábado, 25 de junho de 2011

Hugo Cunha faleceu há seis anos

A vinte e cinco de Junho de 2005, faleceu Hugo Cunha, na altura, jogador da União de Leiria.
O médio participava numa 'peladinha' entre amigos, realizada em Montemor-o-Novo, acabando por se sentir mal e cair inanimado no relvado, poucos minutos depois do início do segundo tempo.
Hugo Fílipe da Silva Cunha, nascido no Barreiro a dezoito de Fevereiro de 1977, formou-se na famosa escola de formação do Barreirense, onde chegou ao escalão sénior, decorria a época 95/96, época em que ainda cumpria o segundo ano de júnior.
Seguiram-se três temporadas completas pelo Barreirense na Zona Sul da II Divisão B, com o médio a ser regularmente utilizado e a dar nas vistas, algo que lhe valeu uma transferência para o Benfica no final da temporada 98/99.
No entanto, Hugo Cunha nunca chegou a vestir a camisola dos encarnados em jogos oficiais, tendo sido emprestado ao Campomaiorense na época 99/00, efectuando dessa maneira, a sua estreia na I Divisão, participando em vinte e cinco jogos, apontando dois golos.
O médio tinha mais uma época de contrato com o Benfica, mas acabou por ser novamente emprestado, desta feita ao V. Guimarães, e 'envolvido' na transferência de Fernando Meira para o clube da capital.
Ao serviço dos vimaranenses, Hugo Cunha acabou apenas por realizar doze jogos, sem marcar qualquer golo.
Ainda assim, o V. Guimarães propôs-lhe um contrato válido por três épocas, uma vez que o médio natural do Barreiro estava em fim de contrato com o Benfica.
Hugo Cunha aceitou a proposta, e representou os vimaranenses mais três temporadas, sendo sempre regularmente utilizado, com destaque para a última época (03/04), onde realizou vinte e quatro jogos no campeonato, todos como titular, tendo apontado um golo.
O Vitória havia passado 'calafrios' na prova, garantindo a manutenção apenas na derradeira jornada, e efectuou uma 'limpeza' no plantel para 04/05.
O contrato de Hugo Cunha não foi prolongado, e o médio rumou à União de Leiria, onde mais uma vez voltou a estar perto da descida de divisão. O médio participou em apenas quinze jogos, e realizou o seu último jogo oficial frente ao Rio Ave na derradeira jornada do campeonato.
O médio continuaria nos leirienses em 05/06, mas uma paragem cardíaca, além de lhe ter roubado a vida, pôs um fim precoce à sua carreira.
Hugo Cunha era um jogador que podia ser utilizado em qualquer posição do meio-campo, desempenhando facilmente tarefas defensivas, bem como ofensivas.
Morreu aos vinte e oito anos, a fazer aquilo que mais gostava.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Eduardo Barão: "No último jogo tinhamos tudo para sermos felizes"

(30ª Jornada: Farense 1-2 At. Reguengos.)
A frase é de Eduardo Barão, médio do Farense, um histórico algarvio, que baixou à III Divisão na derradeira jornada, ao perder em casa frente a um rival directo, At. Reguengos, por 1-2.
Os "Leões de Faro" não tiveram uma época 'fácil', averbando apenas uma vitória e quatro empates nas primeiras dez jornadas, estando até treze jogos consecutivos sem vencer (entre as jornadas quatro e dezasseis).
A recuperação veio depois, com os algarvios a somarem seis vitórias e três empates entre as jornadas dezassete e vinte e seis, conseguindo abandonar a linha de despromoção, depois de vencerem o Casa Pia em Faro por 2-0, a dois jogos do fim.
O Farense acabaria no entanto, por descer de divisão na derradeira jornada, tendo perdido em casa frente aos alentejanos do Reguengos, rival directo na luta pela manutenção.
Ao blogue, Eduardo Barão, começou por fazer um balanço da época:
"O balanço que faço da época, é o seguinte: penso que temos de ter em consideração duas 'fases': a primeira, foi muito complicada, pois o grupo era praticamente novo, os resultados não apareciam, e existiu mudança de treinadores (falecimento de um deles, inclusive); depois, tivemos uma segunda fase bem melhor, com resultados positivos que nos levaram a estar fora da zona de despromoção. Com isto, até poderia dizer que a época foi positiva. No entanto, aquele último jogo, deitou tudo a perder e, assim sendo, tenho que considerar que foi uma época falhada, infelizmente."
A recuperação encetada pelos farenses, ficou 'estragada' nas duas últimas jornadas, especialmente na derradeira: quem perdesse, ficaria na décima segunda posição; e o Farense, que até jogava em casa e que ocupava a décima primeira posição, inaugurou o marcador. No entanto, os alentejanos do Reguengos empataram a partida e a dez minutos do fim, sentenciaram o jogo, com o 1-2 final.
Eduardo Barão comentou que no último jogo "a equipa tinha tudo para ser feliz", queixando-se ainda de "algum azar nos momentos cruciais da partida":
"Depois de uma recuperação fantástica, no último jogo tínhamos tudo para sermos felizes. Até nem entramos nervosos, e conseguimos chegar à vantagem, quando só precisávamos do empate. No entanto, na segunda parte tudo mudou: perdemos tranquilidade, tivemos azar nos momentos cruciais do jogo, e já não conseguimos, nem tivemos tempo para recuperar. Diria que faltou tranquilidade e organização no 'momento chave'."
Os maus resultados do Farense na primeira metade da época, levaram a uma mudança de treinador no rescaldo da nona jornada: Joaquim Mendes saiu, e para o seu lugar entrou Joaquim Sequeira, que acabou por fazer apenas quatro jogos no comando dos 'Leões' (dois empates e duas derrotas), pois faleceu no dia 29 de Dezembro de 2010.
Eduardo Barão refere que "a morte do mister Sequeira abalou o grupo", lembrado ainda que Sequeira "era um grande Homem, profissional e amigo":
"O falecimento do grande Sequeira, abalou imenso o grupo, pois era um grande Homem, profissional e amigo. Era uma pessoa que 'tocava' o coração de todos. No entanto, também nos deu força e coragem para realizarmos o que ele sempre desejou (a manutenção). Infelizmente, não foi possível, sendo essa uma grande mágoa de todo o grupo e, de mim em particular."
A morte de Joaquim Sequeira, foi também para Barão, o ponto mais baixo da época: 
"O ponto mais baixo foi, sem sombra de dúvidas, o falecimento do mister Sequeira e o último jogo em que descemos. O ponto mais alto, foram os últimos três jogos no São Luís, onde as gentes de Faro mostraram que estavam com a equipa, apoiaram e acreditaram sempre. Era uma emoção muito grande, entrar em campo com quatro/cinco mil pessoas nas bancadas, e no último jogo, apesar da descida, as pessoas a baterem-nos palmas foi, sem dúvida, gratificante."
Eduardo Barão, participou em vinte e seis jogos, tendo marcado quatro golos, mas lembra que "como não pode dissociar-se do grupo, não pode considerar a época como tendo sido positiva":
"A nível pessoal, penso que até poderia considerar a época como positiva, pois joguei praticamente os jogos todos, contribui com golos e com assistências, e procurei defender sempre da melhor maneira, os interesses do clube. Mas como não posso dissociar-me do grupo (descida), não posso considerar a época como tendo sido muito boa."
Na próxima época, o médio manter-se-á no Farense, e adianta que "o objectivo é subir":
"Na próxima época, continuarei no Farense e com o objectivo de subir, pois será esse o grande objectivo do clube."
Aos trinta anos, Eduardo Barão foi formado nas camadas jovens da Olhanense, tendo representado como sénior, além dos 'Leões de Olhão': Lusitano VRSA, Quarteirense, Campinense e Beira-Mar MG, antes de chegar ao Farense na temporada 2010/11, naquela que foi a sua segunda passagem pelo clube de Faro.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Vítor Bruno: "Direitos de formação impedem a minha 'afirmação'"

(Vítor Bruno apontou seis golos com a camisola do Ribeirão.)
Desde que ascendeu à II Divisão em 2004, o Ribeirão foi a grande surpresa da prova em algumas das suas edições (em 2007/08 por exemplo, foi campeão de série, falhando apenas a subida no play-off), mas na temporada que recentemente chegou ao fim, o clube famalicense ficou-se por um 'modesto' décimo segundo lugar.
O "ConversasRedondas" falou com Vítor Bruno, jogador que chegou ao Estádio do Passal, precisamente para a temporada 2010/11, e que foi uma das grandes revelações da equipa.
O esquerdino referiu que o objectivo do clube era "fazer um campeonato tranquilo e ficar nos seis primeiros lugares", considerando ainda a época como "atípica":
"De facto, esta época protagonizada pelo Grupo Desportivo de Ribeirão foi atípica. Os objectivos passavam por fazer um campeonato tranquilo, garantir o mais rápido possível a permanência e depois terminar nos seis primeiros lugares."
Depois de fazer um campeonato algo irregular, o Ribeirão acabou por assegurar a permanência apenas na penúltima jornada, mas Vítor Bruno "nunca duvidou que a manutenção fosse alcançada":
"Pela qualidade de jogo que apresentávamos, pela qualidade individual que cada jogador tinha e, essencialmente, pelo modo como o grupo se empenhava diariamente, nunca duvidei que a manutenção fosse alcançada."
Na Taça de Portugal, os azuis e brancos foram um dos 'tomba-gigantes', pois afastaram o Belenenses na terceira eliminatória e 'forçaram' o Varzim a um prolongamento na quarta eliminatória, acabando por serem derrotados, 3-4.
Vítor Bruno, aponta a vitória sobre os 'Azuis do Restelo', como o ponto alto da época:
"Creio que o ponto alto da época, foi o jogo contra o Belenenses para a Taça de Portugal. Ganhámos de forma inequívoca, apresentando um futebol cativante, com o estádio cheio a apoiar-nos. A atmosfera que se criou foi fantástica e empolgou a equipa para aquela exibição. Os pontos baixos da época foram a falta de regularidade de vitórias e a falta de resultados que nos permitissem tranquilidade no campeonato. Pela qualidade de jogo que tínhamos e pela qualidade dos próprios jogadores, havia a 'obrigação' de uma melhor classificação."
Defesa esquerdo de raiz, Vítor Bruno foi esta temporada utilizado como extremo esquerdo, tendo participado em vinte e sete jogos e apontado seis golos, e confessa mesmo que "se sente melhor jogador comparativamente ao início da época":
"A nível pessoal, o mais importante de tudo era não ter lesões e, felizmente, nada me impossibilitou de estar em condições a nível físico. No entanto, fiz uma temporada positiva. Joguei numa posição diferente e acabei por fazer seis golos. Globalmente e estando num processo evolutivo, sinto-me melhor jogador comparativamente ao início de época, e melhor preparado para fazer aquilo que me dá mais prazer. "
Quanto à próxima temporada, Vítor Bruno não tem nada 'definido', uma vez que está dependente dos direitos de formação. Os números avultados que o Candal pede, estão a 'travar' a ida do jogador para outros patamares:
"A próxima temporada continua num impasse. Neste momento, ainda não consegui desbloquear o processo relativamente aos meus direitos de formação, que estão também a impedir a minha 'afirmação'. Porém, há umas possibilidades para a Liga Orangina, mas que estão a esbarrar nos tais direitos de formação. Sinto-me de certa forma 'preso' a um clube que se mostra intransigente. Tenho 21 anos, muita vontade e determinação em vencer."
Aos vinte e um anos, Vítor Bruno fez toda a sua formação no FC Porto, tendo passado um ano pelos juniores do Candal. Como sénior, representou precisamente os candalenses, antes de chegar ao Ribeirão na temporada 2010/11.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

AF Porto: Cerco 2-2 Vila FC

Cerco e Vila encerraram ontem o campeonato distrital da II Divisão Série 1 da AF Porto, empatando a duas bolas no Estádio Municipal Professor Doutor Vieira de Carvalho, na Maia, realizando assim um jogo que deveriam ter realizado em...Abril passado.
Tal como o blog noticiou na altura, a partida não se chegou a realizar na data marcada, devido à comitiva do Vila se ter queixado de agressões por parte dos portuenses à chegada ao Complexo Desportivo da Campanhã.
Ontem e num jogo que era considerado de alto risco por parte dos organizadores, o empate 'serviu' as pretensões das duas equipas: o Cerco sagrou-se campeão de série e vai agora jogar com o Aliança de Gandra o título de campeão da II Divisão; o Vila ascende também à I Divisão.
Num jogo equilibrado, o Vila foi a primeira equipa a inaugurar o marcador, quando após cruzamento de Pedrinho na direita, Jorginho rematou para o fundo da baliza, isto quando estavam decorridos nove minutos de jogo.
O Cerco respondeu, e dez minutos depois, Pedro após jogada individual, restabeleceu a igualdade.
O jogo parecia de 'parada e resposta', e aos 27' minutos, novamente o Vila a passar para a frente do marcador, e mais uma vez através dos 'suspeitos do costume': cruzamento de Pedrinho, desvio de Jorginho, e 1-2 para os gaienses. Curiosamente, eram os extremos do Vila a darem 'cartas'.
Em cima do intervalo, o Cerco voltaria a restabelecer a igualdade, quando na sequência de um pontapé de canto, um jogador do Vila terá tocado a bola com o braço, dando origem à marcação de uma grande penalidade, que Fabinho Hulk não desperdiçou, fazendo o 2-2.
No segundo tempo, o sinal 'mais' pertenceu aos portuenses, apesar do Vila ter tentado chegar à vitória, apostando mais no contra-ataque.
Após o final da partida, a festa apoderou-se dos elementos de ambas as equipas, uma vez que ambas estarão na I Divisão na próxima temporada, algo que não deixa de ser histórico por várias razões: de um lado, o Cerco que se estreou esta temporada nos campeonatos seniores da AF Porto, depois de vários anos nos Amadores; no outro, o Vila (outrora Vilanovense), que em ano de estreia no futebol sénior, alcança uma subida de divisão, somando ainda um recorde de trinta jogos consecutivos sem perder.
Ficha de Jogo:

Jogo realizado no Estádio Professor Doutor Vieira de Carvalho, na Maia (relvado natural)
Árbitro Principal: Pedro Barbosa (AF Porto)

Cerco do Porto: Diogo; Folgosa, Michel (Calota 45'), Ferreirinha e Hugo; Chiquinho, Pedro e Fajó; Fabinho Hulk (Macedo 58'), Valkírio e Pedro Nuno (Vando 80').
Suplentes Não Utilizados: Ricardo; Eládio. Treinador: Nuno e Neves.

Vila FC: Fílipe Cunha; China, Bruno Fonseca, Hugo Almeida e Joel Sousa; Marcos (Gonçalo 59'), Gerson (Estrela 90') e Ruizinho; Pedrinho, Jorge Gomes e Jorginho (Rúben 78').
Suplentes Não Utilizados: Fílipe Rato; Luís, Paulo Pinto e Marco Pereira. Treinador: Edmundo Duarte.

Marcador: 0-1 Jorginho 9'; 1-1 Pedro 19'; 1-2 Jorginho 27'; 2-2 Fabinho Hulk 45' g. p..

Fotos da autoria de: VilanovenseBlog

Miguel Pinheiro: "Quando recuperámos a confiança já foi tarde"

(Miguel Pinheiro 'cercado' por três jogadores do Cesarense.)
O "ConversasRedondas" conversou com Miguel Pinheiro, centro-campista do União da Serra, clube de Santa Catarina de Serra, distrito de Leiria, e que após três temporadas consecutivas na II Divisão, desceu à III Divisão.
A equipa leiriense até teve um bom início de campeonato, chegando a ocupar a quinta posição ao fim da oitava jornada, fruto de três vitórias, três empates e duas derrotas, mas acabaria por perder o 'fulgor' e descer de divisão na derradeira jornada, apesar de ocupar a linha-de-água durante algum tempo.
Miguel Pinheiro começou por falar do desenrolar da época, referindo que "havia muitos jogadores com qualidade, mas em certos momentos da época, os jogadores falharam como 'equipa'":
"Não sei se consigo apontar exactamente algo, que tenha contribuído directamente para a descida de divisão. Durante uma época, num campeonato longo, foram vários os erros que contribuíram para este 'desfecho'. A equipa tinha jogadores com muita qualidade, mas em alguns momentos da época, falhámos como 'equipa'. Começámos a perder jogos, especialmente em casa, e com isso, veio a falta de confiança, a desmotivação e o descrédito nas nossas capacidades. Na segunda metade da época, a equipa voltou a recuperar a confiança, voltou a jogar bem, mas já foi tarde. Quando caímos nos últimos lugares da classificação, é muito complicado voltar a sair. Saímos da II Divisão com a cabeça 'erguida', sabendo que se houvessem mais algumas jornadas, o UD Serra não 'cairia' para a III Divisão Nacional."
Entre os bons resultados da equipa, estão a vitória caseira sobre o campeão Padroense à décima sétima jornada, numa altura em que o U. Serra vinha de oito jogos consecutivos sem vencer. Já na primeira volta, a equipa leiriense havia empatado em Padrão da Légua.
Por outro lado, a equipa santacatarinense, perdeu cinco pontos com o Cesarense, equipa que ficou imediatamente atrás de si na tabela.
Miguel Pinheiro lembrou o acontecimento do Cesarense, referindo que "cada jogo tem a sua história", sem esquecer "a motivação extra" que há quando se joga contra os primeiros:
"Cada jogo é um jogo; cada jogo tem a sua história. O que tentámos sempre, foi entrar em todos os jogos para ganhar. Claro que, jogar contra as melhores equipas traz sempre uma 'motivação extra', mas não foi por aí que perdemos com o Cesarense, por exemplo. Todos os jogos se decidem por detalhes, e os jogadores devem estar concentrados em todos os momentos do jogo para que a sua equipa vença."
Na eleição do ponto alto e do ponto baixo da época, o médio não teve dúvidas em eleger a descida de divisão, como o pior momento da temporada:
"Ponto alto foi a atmosfera que se criou em torno da equipa por parte dos adeptos, e dentro da equipa, quando todos 'puxaram' para o mesmo lado, para tentar que a equipa se mantivesse na II Divisão. Ponto baixo foi, sem dúvida, a descida de divisão."
Miguel Pinheiro participou em vinte e cinco jogos, não tendo marcado qualquer golo, e lembra que "quando se desce de divisão, não se pode dizer que a época foi boa":
"Quando descemos de divisão, não podemos considerar que fizemos uma boa época. Mas joguei sempre, tentei dar o máximo em todos os jogos em prol da equipa e penso que cumpri com aquilo que me foi pedido. Acabei a época e, como se costuma dizer, saí de 'cabeça levantada', pois pude olhar nos olhos de equipa técnica, direcção e jogadores, com o sentimento de que não deixei nada por 'fazer' durante o ano."
Quanto à próxima temporada, o médio nada tem definido:
"Na próxima temporada, ainda não sei onde vou jogar."
Actualmente com vinte e sete anos, Miguel Pinheiro dividiu a sua formação entre o Alcobaça e o Sporting, tendo representado enquanto sénior, além da equipa B dos Leões: Vilafranquense, Lixa, Mafra, Torreense e Igreja Nova, antes de chegar ao União da Serra no princípio da temporada 2010/11.

domingo, 19 de junho de 2011

Estrela reuniu antigos jogadores

(Andrade e Fernando Mendes voltaram ontem a vestir a camisola do CF E. Amadora.)
O Estrela da Amadora, clube que encerrou o escalão sénior no final da temporada passada, voltou a reviver os tempos que passou entre os "Grandes", organizando para isso uma espécie de 'convívio' entre atletas de várias épocas e gerações que representaram o clube.
A iniciativa foi organizada por dois ex-jogadores do clube, Paulo Sérgio e Alexandre Nunes, e contou com a colaboração dos restantes 'convidados'.
Divididos entre quatro equipas (equipa branca, equipa verde, equipa tricolor e os Veteranos), vários jogadores com um rico historial no Estrela marcaram presença no Estádio José Gomes. Entre outros, estiveram presentes: Andrade, Chainho, Basaúla, Rui Borges, Fernando Mendes, Miran, Abel Xavier, Carlos Xavier, Nélson, Rebelo, Rui Neves, Pedro Simões, Semedo, Lázaro, Paulinho, Gil, Paulo Madeira, Rodolfo, Calado e Rui Águas.
Os ex-futebolistas do clube, Miguel e Hugo Carreira, e Jorge Jesus, actual treinador do Benfica, também estiveram presentes neste evento.
O técnico encarnado revelou mesmo que há jovens a trabalharem no sentido de devolverem o futebol sénior ao clube, mas naturalmente terão de começar pelos campeonatos distritais.
O Estrela teve os escalões mais jovens a 'funcionarem' até ao fim da temporada 2010/11, e já depois do clube ter sido declarado insolvente em Outubro de 2010, os credores do Estrela chumbaram o plano de recuperação financeira e ordenaram a que fosse vendido todo o património da instituição.
O estádio José Gomes voltou ontem a registar uma 'bela-casa', recebendo cerca de seiscentos espectadores.

Foto da autoria de: "Lobo Imortal Eventos"

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Recordar: II Divisão B há dez anos

(Trofense e Moreirense disputaram a II Divisão B em 00/01 e agora encontram-se na Liga Orangina.)
Dou hoje início, a uma 'viagem no tempo', procurando assim recordar as equipas que há dez anos participavam nos campeonatos nacionais e que nos dias de hoje, já se extinguiram ou lutam dia-a-dia para sobreviverem.
Tal como se diz, é no Norte que a 'crise' mais se faz sentir, pois das vinte equipas que disputaram a Zona Norte da II Divisão B, seis delas já se extinguiram, três estão numa divisão superior, outras cinco na III Divisão, duas nos Distritais e outras quatro continuam a disputar a II Divisão. Entre as extinções, destaque para dois gaienses: Canelas e Vilanovense; e entre os que disputam divisões superiores, destaque para o Trofense que em 2000/01 desceu mesmo à III Divisão.
Classificação da IIB Zona Norte 00/01 (entre parêntesis a divisão dos clubes em 10/11):

1º Moreirense (Liga Orangina)
2º Famalicão (III Divisão)
3º FC Porto-B (Extinto no final da época 05/06)
4º Leixões (Liga Orangina)
5º Paredes (III Divisão)
6º Vizela (II Divisão)
7º Braga-B (Extinto no final da época 05/06)
8º Canelas (Extinto no final da época 05/06)
9º Infesta (Divisão de Honra - AF Porto)
10º Ermesinde (I Divisão - AF Porto)
11º Esposende (III Divisão)
12º São João de Vêr (III Divisão)
13º Sandinenses (Extinto no final da época 05/06)
14º Vilanovense (Extinto no final da época 08/09)
15º Bragança (II Divisão)
16º Gondomar (II Divisão)
17º Lourosa (III Divisão)
18º Pevidém (Extinto no final da época 04/05)
19º Trofense (Liga Orangina)
20º Fafe (II Divisão)

Mais a Centro, quatro equipas disputaram os campeonatos profissionais, e uma delas até ascendeu à Liga principal (Feirense). Apenas dois clubes dos dezanove se extinguiram, dois disputaram a II Divisão 10/11, quatro estavam na III Divisão e sete disputaram os Distritais. Dos que disputaram os Distritais, destaque para três aveirenses (Sanjoanense, Cucujães e Águeda) e dois lisboetas (Vilafranquense e Lourinhanense). Curioso também o facto dos quatro que disputaram a Orangina, estarem todos eles envolvidos em 'lutas': Oliveirense e Feirense na subida; Fátima e Covilhã pela manutenção.
Classificação da IIB Zona Centro 00/01 (entre parêntesis a divisão dos clubes em 10/11):

1º Oliveirense (Liga Orangina)
2º Sp. Covilhã (Liga Orangina)
3º Sanjoanense (I Divisão - AF Aveiro)
4º Ol. Bairro (III Divisão)
5º Sp. Pombal (II Divisão)
6º Feirense (Liga Orangina)
7º Ac. Viseu (III Divisão)
8º Fátima (Liga Orangina)
9º Torreense (II Divisão)
10º Alcaíns (I Divisão - AF Castelo Branco)
11º Vilafranquense (Divisão de Honra - AF Lisboa)
12º Marinhense (III Divisão)
13º União de Coimbra (Extinto no final da época 08/09)
14º Caldas (III Divisão)
15º Arrifanense (Extinto no final da época 07/08)
16º Torres Novas (I Divisão - AF Santarém)
17º Cucujães (I Divisão - AF Aveiro)
18º Águeda (I Divisão - AF Aveiro)
19º Lourinhanense (Divisão de Honra - AF Lisboa)

'Finalmente', no Sul, três equipas disputaram os campeonatos profissionais na época que recentemente terminou (dois deles estavam mesmo na Liga Sagres), oito continuam pela II Divisão, com destaque para os recém-promovidos, Atlético e U. Madeira; três extinguiram-se, mas duas são as famosas 'equipa-b'; duas equipas disputaram os Distritais em 10/11 e quatro estavam na III Divisão. Nos distritais, estão duas equipas com um passado 'rico' no nosso futebol: Barreirense e Lusitano de Évora.
Classificação da IIB Zona Sul 00/01 (entre parêntesis a divisão dos clubes em 10/11):

1º Portimonense (Liga ZON Sagres)
2º União da Madeira (II Divisão)
3º Barreirense (I Divisão - AF Setúbal)
4º Seixal (Extinto no final da época 06/07)
5º Machico (III Divisão)
6º Louletano (II Divisão)
7º Atlético (II Divisão)
8º Operário (II Divisão)

9º Benfica-B (Extinto no final da época 05/06)
10º Marítimo-B (II Divisão)
11º Olhanense (Liga ZON Sagres)
12º Estoril (Liga Orangina)
13º Casa Pia (II Divisão)
14º Sporting-B (Extinto no final da época 03/04)
15º Câmara de Lobos (III Divisão)
16º Camacha (II Divisão)
17º União Micaelense (III Divisão)
18º Oriental (II Divisão)
19º Sesimbra (III Divisão)
20º Lusitano de Évora (Divisão de Honra- AF Évora)

*A negrito os clubes que, passados dez anos, continuaram a disputar a II Divisão.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Guti: "No geral foi uma boa época"

(Guti pretende continuar no Oliveira do Hospital.)
Jorge Gutierrez Tavares é Guti. Tal como o nome do meio parece indicar, Guti é espanhol, pois nasceu em Santander, mas desde cedo se 'fixou' em Portugal, mais propriamente na região centro do país.
O médio que chegou ao Ol. Hospital em 2004, ainda com idade júnior, representou sempre o clube desde então, tendo jogado nos três escalões que os oliveirenses disputaram nos últimos anos: II Divisão; III Divisão e Distrital.
Depois de duas descidas e de uma tentativa de subida falhada, Guti festejou este ano a sua primeira subida de divisão pelos oliveirenses, sendo peça importante no 'onze-tipo' de Paulo Piedade.
O médio acedeu ao convite do blogue e falou sobre a temporada que acabou em 'glória', começando por fazer um balanço da época:
"Penso que foi uma época bem conseguida, pois o objectivo principal, que era a subida de divisão, foi alcançado. Apenas fica o 'sabor amargo' de não termos conseguido ganhar a Taça da AF Coimbra, e também pela forma como fomos eliminados. Mas como em todas as equipas, há sempre coisas a melhorar. No geral foi uma boa época."
Os oliveirenses foram campeões com treze pontos de avanço para o segundo classificado, somando apenas duas derrotas em vinte e seis jornadas. Guti "esperava um campeonato mais equilibrado", ressalvando o facto de "não querer tirar mérito aos adversários":
"Sou sincero e esperava uma época mais equilibrada, pois houve muitas equipas a reforçarem-se bem e a assumirem a vontade de subir de divisão, não querendo com isto, tirar todo o mérito e qualidade que essas equipas têm, mas digamos que nos momentos certos essas equipas 'falharam' e nós seguimos na frente. As duas derrotas que tivemos ocorreram em alturas em que estávamos bastante bem e moralizados, e talvez o excesso de confiança nos tenha traído (tal como na Taça), pois eles ganharam mais por demérito nosso do que por mérito deles. Também tivemos jogos, onde talvez o empate ou até mesmo a derrota se aceitassem melhor do que nesses dois jogos, mas mesmo nas derrotas conseguimos mostrar que fomos uma grande equipa, pois conseguimos sempre manter o espírito ganhador que foi imposto pelo Mister dentro do grupo."
De seguida, o médio elegeu o melhor e o pior momento da época, destacando pela positiva o triunfo em Arganil por 0-3 e que garantiu a subida dos oliveirenses à III Divisão:
"O ponto alto da época, foi, sem dúvida, em Arganil. Foi um daqueles jogos, como disse o Mister, em que não podíamos deixar dúvidas quanto ao porquê de irmos em primeiro lugar. Aquele jogo foi a melhor demonstração de união de um grupo, pois essa foi sempre a nossa maior arma durante todo o campeonato. A conquista do campeonato foi, sem dúvida, a vitória da união que sempre existiu no seio do grupo. O pior momento foi a derrota nas meias finais da Taça de Coimbra, pelo resultado, pela exibição, mas também por ter sido o último jogo da época, ficou aquele 'sabor bem amargo atravessado', depois de uma época cheia de coisas boas. Depois de todas aquelas viagens que tantas vezes fizemos a festejar, naquele dia, a viagem foi feita com bastante mágoa."
Guti participou em vinte e quatro dos vinte e seis jogos do Ol. Hospital no campeonato, tendo apontado seis golos, e agradece a Paulo Piedade "a oportunidade que lhe deu para que se afirmasse":
"A nível pessoal, a época correu-me bem. Fui um dos jogadores mais utilizados do plantel, e eu até que nem era de fazer golos, ainda marquei seis. Com algumas lesões pelo meio, mas nada de muito grave, e sempre com a grande ajuda e experiência do nosso enfermeiro Filipe Sousa que tanto fez por mim. Esta época deve-se, sobretudo, ao nosso Mister Paulo Piedade, pois já tive alguns treinadores e nenhum deles me soube motivar, entender e até mesmo corrigir como ele, já para não falar da grande oportunidade que me deu para me afirmar, pois até então, não me tinha afirmado. É uma pessoa com quem se pode contar para tudo, um grande amigo a quem devo tudo de bom que me tem acontecido nestes últimos dois anos."
Sobre a próxima temporada, Guti lembrou que o clube ainda está sem direcção, mas mostra-se confiante em que "alguém assuma as rédeas", esperando ainda "ter o seu 'cantinho' no clube guardado":
"A próxima temporada ainda é uma incógnita, uma vez que o clube ainda se encontra sem direcção, mas, certamente, alguém assumirá as rédeas deste grande clube. Quanto a mim, ainda não sei, pois tive um acidente de trabalho onde fiz uma queimadura de 3º grau no pé direito, tiveram que me fazer excerto e ainda estou a recuperar, por isso o meu futuro é, ainda, bastante incerto. Mas, espero que o meu "cantinho" no Oliveira do Hospital esteja bem guardado, pois é lá que faço intenção de continuar."
Actualmente com vinte e três anos, Guti conta com passagens pela formação do Vila do Mato, Tourizense, Canas de Senhorim e Ol. Hospital. Como sénior, não conheceu outro clube, senão os oliveirenses.

AF Coimbra: Ol. Hospital regressa aos Nacionais

(A festa dos Campeões.)
Três anos depois, o Oliveira do Hospital está de regresso aos campeonatos Nacionais. A equipa oliveirense, recordo, desceu aos Distritais na temporada 2007/08, numa época em que até era um dos mais fortes candidatos à subida de divisão.
Orientados pelo ex-jogador do Varzim, Paulo Piedade, os oliveirenses sagraram-se campeões com treze pontos de avanço para o segundo classificado, Carapinheirense, somando dezoito vitórias, seis empates e apenas duas derrotas em vinte e seis jogos, num campeonato que ficou também 'marcado' pelas desistências de Mirandense e Lousanense, duas equipas com tradição no futebol em Coimbra, e até nos nacionais. No que ainda diz respeito aos 'números', o ataque oliveirense marcou cinquenta e seis golos, enquanto a defesa 'consentiu' apenas vinte.
Das duas derrotas do Ol. Hospital, uma delas foi precisamente frente ao segundo classificado, Carapinheirense, e até aconteceu em casa (2-3); enquanto a outra foi frente à Académica/SF, uma espécie de 'Académica-B' e também aconteceu por 3-2, mas fora de portas.
O máximo de vitórias consecutivas que os oliveirenses conseguiram, foram cinco, e ocorreram entre as jornadas treze e dezassete.
Essas cinco vitórias, fazem ainda 'parte' duma série de dezasseis jogos consecutivos em que os oliveirenses estiveram sem perder, e que aconteceu entre as jornadas seis e vinte e um.
No plantel do Ol. Hospital, saltam 'a vista' os nomes de Guti, Paulo Alves, Bruno Cardoso, Pantanal, Viegas e Barbeiro, que representaram o clube nos Nacionais, e no caso dos três primeiros, chegaram mesmo a representar o clube na II Divisão B.
Na outra competição em que esteve envolvido, o Ol. Hospital foi eliminado nas meias-finais da Taça da AF Coimbra, ao ser derrotado de forma 'escandalosa' pelo Marialvas: 7-1.
Sendo praticamente um dado adquirido que o clube disputará a III Divisão na próxima temporada, a maior dúvida é saber qual a série que o Ol. Hospital disputará: C ou D.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Corunha: "Fizemos uma excelente época"

(Nuno Corunha em acção frente ao Andorinha da Madeira.)
Tem nome de uma cidade espanhola, mas na verdade, Corunha, Nuno Corunha, foi um dos 'esteios' do Macedo de Cavaleiros na Zona Norte da II Divisão.
Em ano de estreia no terceiro escalão do futebol português, os transmontanos fizeram um excelente campeonato, terminando num honroso oitavo lugar, com os mesmos quarenta e três pontos do Vizela.
O 'ConversasRedondas' conversou com Nuno Corunha, defesa central do Macedo de Cavaleiros, que começou por dizer que o clube "fez uma excelente época em virtude dos objectivos que haviam sido propostos", referindo ainda o facto do plantel "ficar na história do clube":
"Dentro do objectivo a que o clube se propôs, que era a manutenção, penso que fizemos uma excelente época. Muita gente 'desconfiava' da nossa equipa, mas foi com muito trabalho e união que conseguimos atingir os nossos objectivos. Por isso, estamos todos de parabéns e vamos ficar na história do clube, porque nunca nenhum clube daquela região, tinha conseguido subir e manter-se no ano de estreia na II Divisão."
O campeonato realizado pelos macedenses, foi tão tranquilo, que a manutenção foi garantida sem sobressaltos. Nuno Corunha afirmou mesmo que "não esperava uma prestação tão boa e tranquila" até porque "nunca tinham estado na II Divisão":
"(Esperava uma prestação tão boa e um percurso tão tranquilo?) Não esperava, pelo contrário. Esperava sim, que encontrássemos bastantes dificuldades, porque nunca tínhamos estado na II Divisão e sabíamos que íamos encontrar pela frente equipas com outro 'traquejo'. Mas ao longo do campeonato, sempre como uma equipa humilde, fomos vendo que tínhamos qualidade para fazer um campeonato tranquilo."
A seis jornadas do fim da primeira volta, o Macedo de Cavaleiros ocupava uma posição 'intranquila' na tabela, mas uma série de sete jogos consecutivos sem perder, incluindo uma vitória sobre o U. Madeira, acabaram por colocar o clube na quarta posição e na rota da manutenção. Para Corunha, essa "fase de jogos sem perder" foi um dos pontos mais altos da época, a par da manutenção:
"Ponto baixo da época, foi que quase acabar a primeira volta do campeonato, estávamos numa fase complicada a nível de classificação. Enquanto que o ponto mais alto foi aquela fase em que estivemos sete jogos sem perder e, claro, o facto de chegarmos ao final do campeonato e conseguirmos a manutenção."
Corunha participou nos trinta jogos do Macedo no campeonato, vinte e oito deles como titular, tendo apontado quatro golos. Curiosamente, dois desses quatro golos, foram apontados num jogo em que Corunha foi suplente utilizado (frente ao Pontassolense, vitória por 3-1).
O jogador fez a seguinte declaração acerca da época a nível pessoal:
"A nível pessoal, penso que fiz boa época, pois joguei todos os jogos e fui o jogador com mais minutos somados da nossa equipa."
Em relação à próxima equipa, o futuro do jogador ainda está em aberto, uma vez que tem em 'carteira', várias propostas da II Divisão e, ainda, uma da Liga Orangina:
"Quanto a próxima época, tenho várias propostas da II Divisão e uma de um clube da Liga Orangina, mas vou esperar para ver o que é melhor para mim."
Aos vinte e oito anos, Nuno Corunha foi formado no Vila Real, tendo representado enquanto sénior, Mondinense e Amarante, antes de chegar ao Macedo de Cavaleiros em 2008/09.

III Divisão: Torre de Moncorvo abdica da competição

(Plantel do GD Torre de Moncorvo campeão distrital 2010/11.)
É a segunda desistência confirmada nos campeonatos nacionais: o Torre de Moncorvo, campeão distrital da AF Bragança, abdicou de participar na III Divisão 2011/2012, devido a problemas financeiros, nomeadamente, 'cortes' dos apoios camarários, algo que já havia estado na base da decisão semelhante tomada pelo Madalena dos Açores na semana passada.
Segundo notícia avançada pela edição do jornal "OJOGO" de hoje, os sócios do clube brigantino, votaram a favor da desistência do clube nas provas nacionais.
O mesmo órgão, avança ainda que Sílvio Carvalho manter-se-á no comando da equipa, e grande parte do plantel que se sagrou campeão, também continuará ao serviço do clube.
O Torre de Moncorvo 'caiu' aos Distritais na temporada passada, depois de onze temporadas consecutivas na III Divisão (99/00 - 09/10).
Esta temporada, no regresso aos Distritais, o clube brigantino venceu vinte e um dos vinte e dois jogos disputados, marcando noventa e nove golos, e sofrendo apenas onze.
Esta decisão dos dirigentes e sócios do clube, não é 'de agora', uma vez que há cerca de duas semanas, José Aires, presidente do clube, havia avançado com a possibilidade do Moncorvo não disputar os Nacionais, em virtude de cortes nos apoios camarários, algo que se veio a verificar.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Remate ao ângulo e...auto-golo!

(Márcio Araújo chegou ao Palmeiras em 2010.)
Directamente do Brasil, chega-nos um lance invulgar, ocorrido num jogo entre o Palmeiras de Scolari e o Internacional de Porto Alegre.
O jogo contou para a quarta jornada do Brasileirão, e aos 50' minutos, o Internacional a jogar em casa, teve uma investida pelo lado esquerdo do ataque.
Cruzamento de Óscar, e Márcio Araújo (jogador do Palmeiras) a antecipar-se ao adversário, Leandro Damião, e de pé esquerdo a atirar forte ao ângulo...da sua baliza. Mas que golaço! Pior mesmo, é ter sido auto-golo...
O Palmeiras ainda deu a volta ao marcador, com golos de Kléber (54') e Luan (66'), mas os da casa acabariam por chegar ao empate já perto do fim por intermédio de Leandro Damião.
Com este empate, o Palmeiras é agora terceiro classificado com oito pontos, enquanto o Internacional ocupa a décima segunda posição em igualdade pontual com o Santos (cinco pontos).
Cá fica o lance:

domingo, 12 de junho de 2011

Recordar: Fyssas no Benfica

Panagiottis Fyssas, ex-jogador do Benfica e antigo internacional grego, completa hoje, trinta e oito anos.
Também por isso, o "ConversasRedondas" aproveita a data, para recordar a passagem do antigo jogador pelo nosso futebol, mais concretamente, pelo Benfica.
Chegado à Luz a meio da época 2003/04, vindo do Panathinaikos, Fyssas vinha 'cotado' como um excelente jogador, algo que se veio a comprovar, diga-se, e rapidamente se impôs na lateral esquerda encarnada.
Fyssas efectuou a sua estreia com a camisola encarnada em Leiria, num célebre empate a três golos, fazendo ainda mais treze jogos no campeonato, sempre como titular.
No que diz respeito a jogos do campeonato, o lateral esquerdo ainda foi suplente não utilizado por uma ocasião, participando nos dois jogos mais decisivos dos benfiquistas na Taça de Portugal: Belenenses (meia-final) e FC Porto (final), com a particularidade de ter empatado a partida frente aos "Dragões", partida essa que os encarnados viriam a vencer por 2-1, conquistando dessa maneira, a Taça.
Na temporada seguinte, os encarnados conquistariam o campeonato, e Fyssas seria utilizado em dezasseis jogos, quinze deles como titular, sendo suplente não utilizado noutras quinze ocasiões, pois tinha a concorrência de Dos Santos no lado esquerdo da defesa.
Na Taça UEFA, o lateral grego participaria em apenas três jogos, todos eles como titular, sendo suplente não utilizado por seis vezes; enquanto na Taça de Portugal, participou em todos os jogos dos encarnados na competição (seis), sendo titular em quatro deles, inclusive na final que o Benfica acabaria por perder ante o V. Setúbal, num jogo em que Fyssas até foi substituído aos 55'.
Resta ainda dizer que na Supertaça Cândido de Oliveira frente ao FC Porto, o grego não saiu do banco, num troféu conquistado pelos portistas.
No final da temporada, Fyssas rumaria ao Hearts da Escócia, terminando a carreira no fim da temporada 2007/08 ao serviço do 'seu' Panathinaikos.
De Fyssas em Portugal, ficam sobretudo, as memórias de boas exibições com a camisola 'encarnada'. Ah, e claro, o Euro 2004 que nos 'tirou' pela sua selecção...
Número de Jogos efectuados por Panagiottis Fyssas ao serviço do Benfica:

03/04 - 16 Jogos/1 Golo (14 no Campeonato; 2 na Taça de Portugal/1 Golo)
04/05 - 25 Jogos/0 Golos (16 no Campeonato; 3 na Taça UEFA; 6 na Taça de Portugal)

Palmarés de Panagiottis Fyssas no Benfica:

Campeonato Nacional I Divisão: 1 (2004/2005)
Taça de Portugal: 1 (2003/2004)

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Miguel Matos: "Objectivo era andar nos primeiros lugares"

(União. Um dos 'segredos' do FC Infesta 2010/2011.)
Depois de uma época que ficará, certamente, na história do clube, o "ConversasRedondas" conversou com Miguel Matos, experiente guardião infestista, e que entre outros, representou FC Porto, Dr. Sandinenses e Vizela.
O guarda-redes começou por falar dos objectivos do clube e da ambição do plantel lembrando que o objectivo do clube passava por "andar sempre nos primeiros lugares" e que "não esperava tantas 'facilidades'":
"Não esperava tanta 'facilidade', pois o objectivo do clube desde o primeiro dia era andar sempre nos primeiros lugares. Para nós, equipa, a ambição era, sem dúvida, ficar em primeiro lugar."
Ao fim de vinte jornadas, o Infesta ainda não havia sofrido qualquer derrota. Na jornada seguinte, lá aconteceu o primeiro desaire, frente ao Grijó.
Questionado se o objectivo ao fim da vigésima jornada, passava por serem campeões invictos, Miguel Matos respondeu que:
"Não. O objectivo sempre foi ganhar jogo a jogo, mas ao atingirmos essa marca, queríamos retardar ao máximo, a primeira derrota."
Miguel Matos realizou trinta e dois dos trinta e quatro jogos dos infestistas na prova, 'falhando' dois jogos por castigo. Castigo esse, que resultou duma expulsão em casa do Lixa e que para o guarda-redes "é o ponto mais baixo da temporada":
"Começando pelo ponto mais baixo, devo referir a expulsão no jogo em casa do Lixa. O ponto mais alto foi, sem dúvida, a concretização da subida de divisão em Custóias, a duas jornadas do fim."
Matos totalizou 2879 minutos no campeonato, referindo que a época lhe correu "muito bem", adiantando ainda que a "confiança dos colegas e treinadores foi fundamental":
"A época correu-me muito bem, pois tive a confiança da equipa técnica e dos meus companheiros, algo que foi fundamental, e que me levaram a atingir um patamar exibicional sempre regular."
Quanto à próxima temporada, Miguel Matos confirmou a sua permanência no Infesta, citando ainda que os objectivos do clube passam por "chegar aos seis primeiros, que nos dará automaticamente a manutenção":
"A próxima época é o regressar do clube aos campeonatos nacionais, e os objectivos serão sempre jogo a jogo, para tentarmos chegar aos seis primeiros, que automaticamente nos dará a manutenção na III divisão."
Actualmente com trinta anos, Miguel Matos realizou a sua formação no FC Porto, tendo passado ainda pelos escalões de formação do Rio Ave. Como sénior, o guardião chegou mesmo a 'ir ao banco' da principal equipa portista, representando ainda: FC Porto-B, Vilanovense, Dr. Sandinenses, Vizela, Aliados de Lordelo, Macedo de Cavaleiros, Pampilhosa e Cinfães, antes de chegar ao Infesta na época 2009/10.

AF Porto: Infesta regressa aos Nacionais

(Equipa do Infesta que sofreu a primeira derrota no campeonato.)
O FC Infesta, está de regresso aos campeonatos nacionais, um ano depois de lá ter saído.
Os infestistas estiveram vinte temporadas consecutivas na II Divisão, descendo à III Divisão no fim da época 2008/09, e 'caindo' aos Distritais no final da temporada 2009/10.
Esta temporada, o clube de São Mamede regressou à Divisão de Honra da AF Porto, escalão onde já não competia desde 1984, fazendo um campeonato fantástico, que acabou com o título de campeão 'nas mãos' e claro, consequente regresso aos nacionais.
Em trinta e quatro jogos, os mamedenses venceram vinte e cinco, empatando quatro e perdendo apenas cinco, marcando sessenta e oito golos e sofrendo vinte e quatro.
Entre os vários registos alcançados pela equipa azul e branca, destaca-se o facto da primeira derrota no campeonato, ter acontecido 'apenas' à vigésima primeira jornada, e em casa daquele que viria a ser o segundo classificado, Grijó. Algo que chegou a ser noticiado aqui no blogue.
Daí em diante, surgiram mais quatro derrotas, e apenas uma delas foi em casa: Barrosas à 31ª Jornada.
Barrosas que a par do Salgueiros 08, foi a única equipa que não perdeu nenhum jogo frente ao Infesta. Na primeira volta ambas conseguiram um empate; na segunda volta, derrotaram os infestistas.
Outro motivo de destaque, são as dez vitórias consecutivas que o Infesta alcançou nas dez primeiras jornadas, não sofrendo qualquer golo entre a segunda e a oitava jornada.
No plantel mamedense, destacam-se vários jogadores que representaram o clube nos campeonatos nacionais, e que representaram outros clubes noutros patamares, como são os casos de: Bruno (guarda-redes que representou Maia e Feirense); Miguel Matos (guarda-redes que passou pelo FC Porto); Rui Jorge (ex Leixões, Freamunde e Arouca); Vitinha (ex D. Aves e há nove anos no Infesta); Pedro Nuno (doze temporadas consecutivas no Infesta) e Corina (há nove temporadas no Infesta).
Segundo o blogue do Infesta, Paulinho foi o melhor marcador da equipa com vinte golos marcados, enquanto Rui Jorge foi o jogador mais utilizado, tendo alinhado durante 2991 minutos.
Na próxima temporada, o clube mamedense deverá disputar a Série B, perspectivando-se novos derby's entre clubes matosinhenses, uma vez que o Leça também deverá integrar a mesma série.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

II Divisão: Madalena desiste da competição

(Na próxima temporada não haverá derby's entre Operário e Madalena.)
É a primeira desistência confirmada nos campeonatos nacionais: o Madalena dos Açores decidiu fazer uma interrupção no futebol sénior, devido aos 'cortes' nos apoios.
O presidente do clube, Nogueira de Castro, falou à "Agência Lusa" dos motivos que levaram a direcção do clube açoriano a tomar esta decisão 'radical', justificando que "não havia alternativas, face à redução dos apoios disponibilizados ao clube, nomeadamente por parte do Governo Regional e do município local."
A equipa da ilha do Pico havia conseguido a promoção à II Divisão na temporada passada, e esta temporada foi mesmo a 'melhor' equipa açoriana, alcançando o oitavo lugar na Zona Sul.
Com a interrupção no futebol sénior, o FC Madalena continuará a funcionar, agora apenas com os escalões de formação e com a equipa de futsal.
Fundado em 1974, o FC Madalena conta com quatro presenças na II Divisão, tendo estado perto de fazer uma 'surpresa' na Taça em 2004, quando ainda competia na III Divisão e chegou ao 3-4 frente à União de Leiria, depois de ter estado a perder por 0-4.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

II Divisão: Fary reforça Boavista

O avançado senegalês, Fary Faye (na foto), é o primeiro reforço do Boavista para a temporada 2011/2012.
Aos trinta e seis anos, Fary regressa a uma casa que conhece bem, pois representou os "axadrezados" entre 2003 e 2008, tendo, inclusivamente, feito parte do último plantel boavisteiro que competiu no escalão principal.
Na sua primeira passagem pelo Bessa, Fary não marcou muitos golos como havia feito no Beira-Mar, mas fez o suficiente para ficar no coração dos adeptos boavisteiros, logo este regresso, é encarado com satisfação por parte da massa adepta axadrezada.
Fary chegou a Portugal em 1996 para representar o União de Montemor, tendo passado depois pelo Beira-Mar, onde foi sempre considerado um dos 'ídolos' dos adeptos aveirenses.
Depois do Boavista, o senegalês voltou ao Beira-Mar, tendo estado na última temporada ao serviço do D. Aves, onde apontou um golo em nove jogos.
Na próxima temporada, será mais um elemento para ajudar o Boavista a tentar o regresso aos campeonatos profissionais, e será orientado pelo ex-jogador Gouveia.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Valter: "Cheguei a pensar que poderíamos fazer história"

(Valter em acção frente ao União da Madeira.)
A frase pertence a Valter Fernandes, jogador do Marítimo B, que ajudou a equipa insular a terminar a Zona Norte da II Divisão na sexta posição, e a fazer um campeonato tranquilo.
Apesar de, no geral, terem realizado um campeonato tranquilo, os "bês" madeirenses não se livraram de alguns 'calafrios', tendo estado perto da linha de água por mais que uma vez.
Um bom início de campeonato, com duas vitórias e dois empates nas primeiras quatro jornadas, colocavam o Marítimo B como um dos primeiros classificados deste campeonato, mas depois seguiu-se uma série menos boa de resultados e consequente queda na tabela. 
Valter Fernandes (irmão de Bruno Fernandes, jogador do Unirea da Roménia) referiu mesmo que "chegou a pensar que a sua equipa poderia fazer história" e nunca duvidou de que a manutenção seria alcançada:
"(Alguma vez pensou que a manutenção não seria alcançada?) Não, de maneira alguma. Olhando para o nosso plantel e comparando a qualidade da nossa equipa para as restantes; e olhando para a qualidade de jogo que demonstrámos em determinados jogos, nunca tive dúvidas em relação à manutenção. Mas da forma como começámos o campeonato, cheguei a pensar que poderíamos fazer história." 
De seguida, o lateral direito madeirense abordou quais os objectivos delineados pela direcção marítimista, objectivos esses que passavam justamente por "realizar um campeonato tranquilo e tentar a melhor classificação de sempre da equipa B":
"Os objectivos da direcção eram mesmo esses, realizar uma época tranquila e tentar a melhor classificação de sempre da equipa B neste campeonato." 
Valter Fernandes 'queixou-se' das más prestações em casa, apontando este factor como um dos pontos baixos da época:
"Penso que o ponto mais alto da época, foi o nosso inicio de campeonato. Nas primeiras jornadas obtivemos bons resultados, resultados esses que depois não conseguimos manter, muito por 'culpa' das nossas prestações em casa. O ponto mais baixo penso que foram, justamente, as nossas prestações em casa e a sucessiva troca de treinadores." 
O jogador abordou depois a temporada a nível pessoal, afirmando que "a época correu-me bem":
"A nível pessoal, a época correu-me bem, sem muitas lesões e o meu nível exibicional, na globalidade, penso que foi bom." 
Valter Fernandes participou em dezanove jogos, apontando ainda um golo, e para a próxima época pretende "encontrar uma equipa onde possa jogar e potencializar as suas capacidades":
"Para a próxima época, espero encontrar uma equipa onde possa jogar com regularidade e potencializar todas as minhas capacidades. Espero realizar uma época regular e ajudar a minha equipa a atingir os objectivos propostos."
Actualmente com vinte e dois anos, Valter Fernandes passou sete anos pelas camadas jovens do Sporting, saindo no segundo ano de juvenil para o FC Porto. Como júnior, representou o Candal por empréstimo dos 'Dragões' regressando ao clube portista para realizar a última temporada na formação. Como sénior, representou o Eléctrico de Ponte Sôr antes de chegar ao Marítimo B na temporada passada (09/10).

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Miguel Ângelo: "Lugar do Vila Real é nos Nacionais"

(Miguel Ângelo sagrou-se campeão distrital na sua última época como futebolista.)
Quem acompanha os escalões secundários do nosso futebol, certamente repara na ausência do Vila Real nas últimas temporadas. Nas últimas cinco épocas, os transmontanos apenas estiveram na III Divisão em duas ocasiões (06/07 e 08/09) e em ambas não evitaram a descida.
O 'ConversasRedondas' conversou com Miguel Ângelo, experiente ponta de lança do Vila Real, e que entre outros representou Nacional, FC Marco e Gondomar, e a primeira questão colocada prendeu-se com o facto de no plantel do "Bila" estarem jogadores com 'rotinas' nos Nacionais como Schuster, Norberto, Francis, Nuno Fredy e claro, o próprio Miguel Ângelo.
Para o avançado "jogadores com esta qualidade fazem a diferença principalmente numa Regional", afirmando ainda que "o lugar do Vila Real é nos Nacionais":
"Sem dúvida que jogar com jogadores desta qualidade, principalmente numa Regional, faz toda a diferença. O SC Vila Real também está na Regional devido às enormes dificuldades que atravessa, isto, apesar do lugar do clube ser sempre nos Nacionais."
O Vila Real somou apenas uma derrota em trinta jogos, somando quinze pontos de avanço para o segundo classificado. Questionado acerca de ter ficado algum 'sabor amargo' por terem sido derrotados apenas por uma ocasião no campeonato, Miguel Ângelo respondeu que "não e que todo devem estar orgulhosos pelo que fizeram":
"Não, penso que devemos estar orgulhosos por este excelente campeonato. Tivemos uma equipa que estava muito motivada e com uma qualidade muito superior a todos os adversários, e a única derrota deveu-se a um jogo menos bom que tivemos e onde por outro lado, estava também uma equipa bem estruturada com as mesmas ambições que nós e que era orientada por um jovem treinador, mas já com bastante experiência e do qual devo 'rasgar' bastantes elogios pela admiração que tenho por ele e por o prazer de ter sido treinado por ele no ano anterior (Carlos Felisberto). Da nossa parte também tenho que elogiar o trabalho efectuado pelo Abel, que é, sem duvida, o grande 'obreiro' desta subida pela maneira como geriu este grupo de trabalho."
Na 'eleição' do ponto alto e do ponto baixo da época, Miguel Ângelo enaltece o "orgulho sentido pela admiração e respeito que os colegas tinham por ele" como o ponto alto da época:
"O ponto alto para mim foi, sem dúvida, a amizade e a admiração que senti da parte dos meus colegas, que me deixa bastante orgulhoso, por ter sido de, certa maneira e em alguns casos, uma referência para alguns. Na parte desportiva, estou orgulhoso por ter dignificado sempre o meu clube com amor, carinho, dedicação e maior profissionalismo, algo que sempre foi o meu lema nos clubes que representei. O ponto baixo foi ter sido pouco utilizado devido a problemas musculares."
Miguel Ângelo apontou seis golos no campeonato, e não gostou muito da temporada a nível pessoal:
"Esta foi uma época fraca para mim, pois já me sinto com bastantes dificuldades, principalmente a nível muscular."
Quanto ao futuro enquanto atleta, Miguel Ângelo colocou um ponto final na carreira como jogador, e começará a partir da próxima temporada, um novo ciclo no futebol:
"Aqui ponho um fim à minha carreira desportiva como jogador de futebol, pois recebi uma proposta para me iniciar como adjunto das camadas jovens do SC Vila Real, proposta essa, que aceitei."
Por último, o avançado agradeceu ao blogue a oportunidade de recordar "alguns momentos da sua carreira":
"Por fim, gostaria de agradecer a 'ConversasRedondas' por este momento, do qual me orgulho de participar, aproveitando para falar um pouco do meu passado, presente e futuro."
Actualmente com trinta e quatro anos, Miguel Ângelo dividiu a sua formação entre o Vila Real e o Sporting, representando enquanto sénior, além do "Bila": Nacional, Marítimo B, Camacha, Marco, Dr. Sandinenses, Lixa, Gondomar, Santana e Machico, antes de regressar a 'casa' na época passada.

AF Vila Real: Vila Real regressa aos Nacionais

(A festa da subida do Vila Real aos nacionais.)
Dois anos depois de ter descido aos Distritais, o Vila Real regressa aos campeonatos nacionais, tendo-se sagrado campeão com quinze pontos de avanço para o segundo classificado, Santa Marta.
A equipa transmontana falhou a subida na temporada passada, e apostou forte para a temporada que recentemente chegou ao fim, colhendo, naturalmente, os seus 'frutos'.
Na sua 'caminhada', o "Bila" somou vinte e cinco vitórias em trinta jogos, registando ainda quatro empates e apenas uma derrota na prova, derrota essa frente ao Montalegre.
O plantel do Vila Real contava com uma forte 'dose' de jogadores com experiência em campeonatos nacionais, tais como Miguel Ângelo (ex FC Marco, Gondomar e Nacional), Schuster (ex Salgueiros e Leça), Norberto (ex Ermesinde e Freamunde), Francis (ex Canelas e que conta com passagens pelo Vila Real na IIB e na III) e ainda Nuno Fredy, jogador que cumpriu grande parte da sua carreira ao serviço do Vila Real nos campeonatos nacionais, e essa mesma experiência do plantel terá sido determinante na campanha da equipa no campeonato.
Pelo meio, os transmontanos deixaram 'escapar' a Taça de Honra da AF Vila Real, perdendo nos quartos de final frente aquele que viria a ser o vencedor da prova, Vidago, por uma bola a zero.
Voltando às contas do campeonato, os números indicam que o "Bila" apontou oitenta e quatro golos, sofrendo apenas vinte e dois, tendo no seu jogador André Azevedo, um dos melhores marcadores da prova, juntamente com Guillaume do Vidago, pois ambos fizeram dezanove golos.
O "Bila" alcançou ainda a proeza histórica de ter alcançado por duas vezes no campeonato, a marca de nove vitórias consecutivas, primeiro entre a primeira e a nona jornada, depois entre a décima sétima e a vigésima quinta.
Pelo meio, destaca-se a maior goleada a que assistiu na Divisão de Honra de Vila Real 10/11 e que foi imposta pelo "Bila" ao Salto: 9-0!
Na próxima temporada, o Vila Real deverá disputar a Série B da III Divisão, algo que aconteceu pela última vez na temporada 2008/09. Veremos se desta feita, os transmontanos conseguem a manutenção.

sábado, 4 de junho de 2011

II Divisão: U. Madeira sobe de divisão

(Ao vencer o Padroense por 2-0, o U. Madeira garantiu a subida.)
Estão encontrados os dois clubes que ascendem à Liga Orangina: ao Atlético que havia subido no passado domingo, juntou-se hoje o União da Madeira que recebeu e venceu o Padroense por 2-0.
A equipa madeirense passou a somar quatro pontos com este triunfo, os mesmos do Padroense, mas tendo vantagem no confronto directo, depois do empate em Padrão da Légua a um golo.
Esta tarde, os golos de Toni aos 33' e de Rúben Andrade aos 75', este na conversão de uma grande penalidade, "atiraram" com o União da Madeira para a Liga Orangina, escalão onde os insulares não marcam presença desde a temporada 2003/2004.
Na próxima sexta-feira, 10 de Junho, disputa-se o último jogo deste play-off, com o Atlético a deslocar-se à Madeira, num jogo em que ficará decidido o campeão.
Na primeira volta, o Atlético venceu por 1-0, e precisa apenas de um empate para se sagrar campeão, enquanto ao União da Madeira "basta" vencer os alcântarenses.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Pedro Abel: "Estamos todos de parabéns"

(Pedro Abel enquanto capitão dos Dr. Sandinenses na temporada 2010/11.)
A frase é do médio Pedro Abel, jogador que cumpriu a sua terceira temporada consecutiva ao serviço dos Dr. Sandinenses, e que envergou a braçadeira de capitão durante grande parte da época.
O médio sandinense começou por abordar a temporada que recentemente chegou ao fim, destacando o facto de "todos estarem de parabéns", falando ainda de "uma época fantástica":
"Uma época em que se sobe, é sempre uma época positiva, mas a 'cereja no topo do bolo' foi, sem dúvida, as vitórias contra o Canidelo e  que consequentemente nos permitiu sermos Campeões da I Divisão distrital. A época foi fantástica, porque o grupo uniu-se em torno de um só objectivo, e quando assim é, quando todos 'remam' para o mesmo lado, o objectivo só pode ser considerado positivo. Um grande grupo, que com espírito de sacrificio, vontade e muita humildade, trabalhou durante a semana para que ao domingo fosse´premiado'. Estamos todos de Parabéns, desde o presidente que nunca faltou com a sua palavra; aos directores pelo que nos ajudaram; a equipa técnica e todo o grupo, onde incluo o Cunha, o homem 'faz tudo', porque todos juntos formámos uma grande e verdadeira 'família'."
A próxima temporada culminará com o regresso dos sandinenses à Divisão de Honra, um campeonato que permite o acesso aos campeonatos nacionais em caso de vitória, naturalmente.
Sendo os Dr. Sandinenses um clube com tradição nos campeonatos nacionais, Pedro Abel referiu que "os adeptos merecem a subida, mas a direcção é que sabe quando estarão reúnidas as condições para isso acontecer":
"Estamos de volta a uma divisão muito competitiva e bem complicada, mas que neste momento talvez seja a divisão do 'Sandim'. O regresso aos nacionais será quando as pessoas do clube entenderem que estão reunidas as condições para que tal aconteça, e além disso, 'o sonho comanda a vida' mas não nos pode cegar. Devemos ter humildade e os pés assentes na terra, sempre! Os adeptos do 'Sandim' merecem o nacional, mas..."
Na 'hora' de destacar o ponto alto da época, Pedro Abel teve algumas 'dificuldades' em eleger o(s) ponto(s) alto(s) duma temporada de êxito, até porque "foram muitos":
"Ponto alto da época? Foram tantos...a conquista do campeonato no jogo com o Rio de Moínhos em casa, foi de facto, o culminar de uma época e o extravazar de um ano díficil, mas muito saboroso. Depois, as vitórias sobre o Canidelo, e...todas as vitórias. Ficamos viciados nas vitórias e isso é muito positivo. Ponto mais baixo, foi a derrota em Baião, não por termos perdido o primeiro lugar, mas sim pela forma como decorreu esse jogo. Sabíamos que éramos melhores e termos ficado com uma sensação de impotência durante todo o jogo, foi mau. Mas até aí, saímos felizes porque fomos muito dignos e tivemos um auto-controlo enorme para que aquele jogo não hipotecasse outros jogos."
Pedro Abel foi titular no meio-campo sandinense durante toda a temporada, falhando apenas por castigo o jogo da segunda mão do apuramento do campeão.
O médio referiu que "só pode estar satisfeito pela época que realizou a nível pessoal":
"Quando se joga com a regularidade com que joguei é sempre bom. Afinal, é isso que gostamos de fazer, e por isso só posso estar satisfeito com a minha época em termos pessoais. No entanto, penso que fui mais um a querer ajudar o grupo."
Por último, Pedro Abel confirmou a permanência nos Dragões de Sandim para a temporada que aí se avizinha:
"Quanto à próxima época, penso que quando nos sentimos bem num sítio e as pessoas demonstram que fazes parte do grupo e demonstram que 'contam' contigo, para quê mudar? A próxima época será com certeza em Sandim, e estarei pronto para ajudar o clube nos objectivos que ele se proponha a alcançar. Sejam eles quais forem."
Actualmente com vinte e sete anos, Pedro Abel foi formado nas camadas jovens do Canelas, clube que representou enquanto sénior até à extinção do mesmo no fim da temporada 2005/06. Depois disso, representou Rio Tinto e Candal, ambos por uma temporada, antes de chegar aos Dr. Sandinenses em 08/09.

AF Porto: Dr. Sandinenses subiram de divisão

(Plantel dos Dr. Sandinenses campeão 2010/2011.)
Uma temporada depois, os Dragões Sandinenses estão de regresso à Divisão de Honra da AF Porto.
A equipa sandinense havia descido à I Divisão Distrital na época passada, e para a temporada 2010/2011 foi colocada na Série 2, série que 'obrigou' o clube de Sandim a deslocações mais longas e a disputar menos derbys gaienses, algo que não 'caíu' bem tanto no seio da direcção sandinense, como nas direcções dos também gaienses, Leverense e Crestuma, que nos últimos anos têm sido colocados na Série 2.
Apesar de todos estes 'inconvenientes', os Dr. Sandinenses não deram grande hipótese à concorrência, sagrando-se campeão da sua série, deixando para trás os mais directos oponentes, Baião e Marco 09, vencendo inclusive em casa dos marcoenses por 1-4.
Em trinta e quatro jornadas, a equipa comandada por Ricardo Jorge, venceu vinte e três, empatando seis e perdendo apenas cinco jogos, alcançando um total de setenta e cinco pontos, contra os setenta e dois do Baião e os setenta do Marco 09.
O melhor período dos sandinenses no campeonato, foi conseguido entre as jornadas catorze e denanove, quando os "Dragões" conseguiram seis vitórias consecutivas, e sem sofrerem qualquer golo.
Depois de terminado o campeonato, seguiu-se a habitual disputa do apuramento do campeão com o vencedor da Série 1, enfrentando, curiosamente, um clube gaiense: Canidelo.
Perante um adversário que teve um campeonato teoricamente mais fácil na Série 1, os Dr. Sandinenses não se fizerem 'rogados', e bateram de forma expressiva e significativa o Canidelo em ambos os jogos: 1-3 na casa do adversário; 3-0 no Estádio do Tourão em Sandim.
Foi, sem dúvida, uma temporada histórica a todos os níveis para os Dr. Sandinenses, que há muito não guardavam tão boas recordações de uma temporada desportiva.
Os Dr. Sandinenses vão assim disputar a Divisão de Honra da AF Porto 2011/2012, a tal 'ponte de acesso' aos Nacionais, escalão onde os sandinenses marcaram presença pela última vez na temporada 2007/2008.