terça-feira, 31 de maio de 2011

Júlio: "Pelo trabalho desempenhado ao longo da época, merecíamos mais"

(Júlio, aqui em acção frente ao Espinho, apontou seis golos no campeonato.)
Época histórica para o Sertanense a todos os níveis. A cumprir a sua terceira temporada na II Divisão, a segunda consecutiva, a equipa da Sertã alcançou a melhor posição da sua história neste escalão, terminando a prova no quinto posto, isto além de se ter 'intrometido' na luta pela subida durante grande parte do campeonato.
O "ConversasRedondas" conversou com Júlio, ponta de lança e melhor marcador da equipa beirã na II Divisão com seis golos, que começou por abordar a questão relacionada com os objectivos do clube para a época que recentemente terminou. Segundo Júlio "um dos objectivos passava por superar a classificação anterior":
"Um dos principais objectivos era superar a classificação da época anterior. Contudo, o mister Bizarro passou-nos sempre um discurso vencedor. Os resultados positivos foram aparecendo e, como é óbvio, começamos a ter noção que tínhamos uma 'palavra a dizer' no campeonato."
O Sertanense acabou por ser uma boa surpresa na Zona Centro da II Divisão a par do Coimbrões e até mesmo do Padroense. Com Bizarro pela primeira vez à frente dos 'destinos' do clube, à Sertã chegaram muitos jogadores novos no início da temporada, mas nem isso 'abalou' a estrutura do clube.
Para Júlio, o balanço da época é "extremamente positivo", com o avançado a 'confessar' mesmo que "pelo trabalho feito ao longo da época, merecíamos mais":
"Faço um balanço extremamente positivo da época. Fez-se história na Sertã, pois conseguimos a melhor classificação de sempre do clube na II Divisão, o 5º lugar. Claro que, 'soube a pouco', para quem esteve tão perto de concretizar o sonho de ser campeão. Pelo trabalho que desempenhamos ao longo da época, merecíamos mais."
O avançado classificou a derrota no terreno do Padroense à Jornada 29 como o "ponto baixo da época", uma vez que arredou definitivamente o Sertanense da luta pelo título:
"O ponto mais baixo da época, foi a derrota no Padrão da Légua frente ao Padroense, que nos deixou definitivamente afastados da corrida pelo primeiro lugar. O ponto mais alto, foi termos conseguido a melhor classificação de sempre na II Divisão da história do clube."
Depois de seis temporadas ao serviço do Infesta, Júlio chegou esta temporada ao Sertanense, tendo sido o melhor marcador da equipa no campeonato com seis golos marcados.
O ponta de lança refere que "a época lhe correu bem", sem esquecer o "apoio da massa associativa", bem como as "críticas favoráveis que recebeu ao seu trabalho":
"A época correu-me muito bem. Estava no Infesta há seis anos e, não foi nada fácil optar por outro destino. Mas, tive a sorte de encontrar um grupo de trabalho e uma equipa técnica invulgar, que facilitou a minha integração. A crítica foi sempre muito positiva na análise do meu trabalho, contei sempre com o apoio da massa associativa e, fiz sempre parte das opções do mister Bizarro. Em trinta e quatro jogos, só não actuei em quatro, devido a lesão. Com base na análise da "Rádio Condestável", juntamente com o jornal "A Tribuna Desportiva", fui o atleta com mais nomeações para "figura de jogo", o melhor marcador e o segundo jogador que mais pontuação obteve ao longo da época. Com tudo isto, só posso estar contente com a época que desempenhei."
Quanto à próxima época, Júlio garantiu que o seu futuro "não irá passar pelo Sertanense":
"Tenho trabalhado para que o meu futuro seja sempre melhor que o passado e que o presente. Neste momento, a única certeza que tenho, é que o meu futuro não irá passar pelo Sertanense. Estou a analisar algumas propostas, uma delas passa por rumar ao estrangeiro. Não descarto essa hipótese, contudo o defesa ainda está no início. Vamos ver o que a sorte me 'reserva'".
Formado na 'cantera' do Sp. Lamego, Júlio actualmente com trinta anos, só conheceu dois clubes enquanto sénior, além do Sertanense: Sp. Lamego entre 2000 e 2004; e Infesta entre 2004 e 2010. Esta temporada, chegou à Sertã.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

França: Mónaco desce de divisão

(Jimmy Briand remata para o primeiro golo do Lyon no jogo de ontem.)
Tal como já havia acontecido quando Sampdoria e Corunha desceram às segundas divisões dos respectivos países, o "ConversasRedondas" volta a dar conta da descida de divisão de mais um clube com pergaminhos no futebol europeu, neste caso, o Mónaco de França.
Os monegascos entraram para a última jornada a necessitarem de um triunfo e ainda a dependerem do resultado do Nice, e acabaram por saírem derrotados na recepção ao Lyon de Cissokho e Lisandro por 0-2. Lisandro marcou mesmo o segundo golo da equipa forasteira aos 83' minutos.
Assim sendo, de nada valeu à equipa do Principado, a derrota do Nice no terreno do Valenciennes por duas bolas a uma.
O Mónaco que acabou a primeira volta um lugar acima da linha de água com dezanove pontos, fruto de três vitórias, dez empates e seis derrotas, fez depois uma segunda volta quase ao nível da primeira, amealhando no entanto mais pontos, pois somou seis vitórias, sete empates e seis derrotas, acabando por ficar a um escasso ponto da manutenção.
No palmarés dos monegascos, estão sete campeonatos de França, o último dos quais em 2000, cinco Taças de França e ainda uma Taça da Liga francesa, isto, sem esquecer a presença na final da Liga dos Campeões de 2004 frente ao FC Porto.
No seio do plantel do Mónaco, estavam entre outros, o brasileiro Adriano ex-Atalanta, o guineense Pascal Feindouno ex-Saint Éttiene e o francês Gregory Lacombe que representou o V. Setúbal em 2005/06.

III Divisão terminou ontem

(Cinfães 4-2 Fiães; 22ª Jornada Primeira Fase - Série C.)
Chegou ontem ao fim a III Divisão nacional, naquela que poderá ter sido a penúltima temporada de actividade deste escalão.
Entre catorze subidas e vinte e três despromoções, destacam-se do lado das subidas, os regressos de Mirandela, Amarante, Famalicão, Monsanto, Ol. Bairro, Caldas, Ribeira Brava e Angrense à II Divisão, relativamente pouco tempo depois de descerem ao terceiro escalão. Há também a destacar as subidas de Cinfães e 1º Dezembro, que efectuarão a sua estreia na II Divisão na próxima época.
No que diz respeito às descidas, o Odivelas "caiu" para os Distritais em apenas duas épocas, assim como Vieira, Lourosa e Vitória do Pico.
Começando pela Série A, na fase de subida, o Mirandela mostrou-se implacável, perdendo apenas na última jornada, precisamente com o Limianos que acompanha assim os transmontanos na subida. Em terceiro lugar e a um ponto do Limianos, ficou o Vianense.
Na fase da descida, o Amares foi o grande vencedor da jornada, pois venceu no terreno do Valenciano por 0-2, aproveitando os empates ocorridos nos outros dois jogos, para dar um 'salto' significativo até à segunda posição, garantindo a manutenção na última jornada.
Vieira e Taipas empataram a uma bola, acabando ambos por serem despromovidos, juntamente com o Valenciano.
Na Série B, Amarante e Famalicão já haviam carimbado a subida nas jornadas anteriores, com a equipa amarantina a sagrar-se campeã de série. Na terceira posição e a um ponto da dupla que conseguiu a promoção, ficou o Paredes.
Na luta pela descida, Mondinense e Ol. Douro há já várias semanas haviam confirmado a descida, esperando apenas a confirmação "oficial" da descida do Candal, que mesmo vencendo por 3-0 a outra equipa gaiense da série, Ol. Douro, não conseguiu manter-se, devido à vitória do Vila Meã sobre o Mondinense por 3-2.
A Série C há muito estava decidida no capítulo das promoções, com SJ Vêr e Cinfães a "passearem" durante grande parte da época. Os cinfanenses são os campeões, enquanto o SJ Vêr regressa à II Divisão oito anos depois.
Na descida, inverteram-se os papéis, uma vez que com a subida de uma equipa feirense (SJ Vêr), desceram duas do mesmo concelho: Fiães e Lourosa, vizinhos e rivais, e que estão habituados aos Nacionais.
Juntamente com estas duas equipas, desce aos Distritais, o Aguiar da Beira.
Na Série D, Monsanto e Ol. Bairro regressam à II Divisão um ano depois de a terem abandonado, ficando 'às portas' da promoção, outra equipa que havia sido despromovida do terceiro escalão na época passada: Ac. Viseu.
Para os Distritais, vão Águias do Moradal, Vigor da Mocidade e Gândara, três equipas que há muito estavam com o 'destino traçado'.
Na Série E, destaca-se o regresso do Caldas à II Divisão, e claro, a subida do 1º Dezembro, que como já se disse, será um dos dois estreantes no terceiro escalão.
Na luta pela despromoção, e à semelhança do que aconteceu na Série D, Malveira, Odivelas e Tojal há já algum tempo tinham o futuro definido.
Na Série F, o Estrela de Vendas Novas realizou um excelente campeonato, 'limpando' por completo a sua série, e será acompanhado na subida pelo Moura que terminou a prova em igualdade pontual com o Sesimbra.
Na fase de descida, apenas duas equipas carimbaram a despromoção, Odemirense e Cova da Piedade, uma vez que o Beira-Mar Monte Gordo desistiu da competição a meio da época.
Nas ilhas e começando pelos Açores, o Angrense dominou por completo a fase regular e a fase de subida, não dando sequer esperanças aos demais adversários.
Na fuga à despromoção, o Praínha desceu na derradeira jornada, em virtude do Vilanovense ter vencido o seu jogo, fazendo assim companhia na descida ao Vitória do Pico que desce pela segunda vez consecutiva e ao Capelense.
Finalmente, na Madeira, Ribeira Brava e Portosantense, duas equipas já com 'história' na II Divisão defrontaram-se na derradeira jornada, tendo empatado a zero, resultado que permitiu ao Ribeira Brava ascender ao terceiro escalão, apesar de ter terminado em igualdade pontual com os de Porto Santo.
Na fase de descida, Santacruzense, Xavelhas e Bom Sucesso estavam já com o 'destino traçado' à entrada para a última jornada.
A III Divisão regressará em Agosto, e ao que tudo indica, para a sua última época.
(Leça 1-1 Candal; 3ª Jornada fase de descida - Série B.)
Equipas promovidas à II Divisão: Mirandela, Limianos, Amarante, Famalicão, Cinfães, SJ Vêr, Monsanto, Ol. Bairro, Caldas, 1º Dezembro, E. V. Novas, Moura, Angrense e Ribeira Brava.

Equipas despromovidas aos Distritais: Taipas, Vieira, Valenciano, Candal, Mondinense, Ol. Douro, Lourosa, Aguiar da Beira, Fiães, Águias do Moradal, Vigor da Mocidade, Gândara, Malveira, Odivelas, Tojal, Odemirense, Cova da Piedade, Praínha, Capelense, Vitória do Pico, Santacruzense, Bom Sucesso e Xavelhas.

domingo, 29 de maio de 2011

Liga Orangina: Gil campeão; Varzim na II Divisão

(Com a derrota no terreno do Moreirense à Jornada 26, a Oliveirense praticamente disse 'adeus' à subida.)
Sortes distintas para dois históricos do futebol português na última jornada da Liga Orangina: enquanto o Gil Vicente se sagrou campeão; o Varzim desceu ao terceiro escalão, onde já não está há quinze anos.
Começando precisamente pela luta nos primeiros lugares, o Gil Vicente recebeu e venceu o já despromovido Fátima por 3-1, assegurando assim a subida, festejando também a conquista do primeiro lugar, visto que o Feirense não foi além de um nulo na recepção ao Leixões, passando assim para o segundo posto.
Em terceiro lugar, ficou o Trofense que apesar de ter vencido nos Açores, o Santa Clara por uma bola a zero, estava dependente de "terceiros", e ficará assim na Liga Orangina, pelo menos durante mais uma temporada.
Na fuga à despromoção, Covilhã e Varzim manteram a "incógnita" sobre quem acompanhava o Fátima na descida à II Divisão até ao fim, com ambos a conseguirem triunfos "suados" por 1-0: O Covilhã em casa sobre o Aves; o Varzim em Oliveira de Azeméis frente à Oliveirense.
O Varzim necessitava de vencer e esperar que o Covilhã não ganhasse para se manter, e até marcou primeiro que os "serranos", cabendo a Gonçalo Graça abrir o activo aos 79' minutos para gáudio dos muitos poveiros presentes em Oliveira de Azeméis, visto que o Covilhã se mantinha empatado.
Ainda assim, o Aves acabaria por ficar reduzido a dez elementos aos 90+2' por expulsão de Gonçalo, e Milton acabaria por dar o triunfo aos da casa no último minuto de desconto, aos 90+4'.
O Varzim "cai" assim ao terceiro escalão.
Noutros jogos da tarde, destaque para todos eles terem tido vencedores, e todos eles terem vencido pela margem mínima.
O Arouca venceu o Freamunde por 1-0, e ultrapassou o Leixões, ficando no quinto posto atrás de Gil Vicente, Feirense, Trofense e Oliveirense.
De seguida e ainda dentro dos oito primeiros, ficaram precisamente os leixonenses, o D. Aves e o Moreirense que recebeu e venceu o Penafiel por 2-1, terminando o campeonato na oitava posição em igualdade pontual com o Aves.
Na segunda metade da tabela, a segunda equipa (décimo lugar) é o Estoril que venceu em Belém, o Belenenses por 1-0, e ultrapassou de uma só "assentada" três equipas: Freamunde, Penafiel e Belenenses.
Em nono ficou o Santa Clara em igualdade pontual com os "canarinhos" mas com vantagem no confronto directo, enquanto o Sp. Covilhã ficou em décimo quarto evitando a descida que ficou "entregue" como se sabe a Varzim e Fátima.
(Gil Vicente 3-1 Fátima, e o Gil é campeão.)
Resultados da 30ªJornada da Liga Orangina:

Arouca 1-0 Freamunde; Santa Clara 0-1 Trofense; Belenenses 0-1 Estoril; Sp. Covilhã 1-0 D. Aves; Oliveirense 0-1 Varzim; Feirense 0-0 Leixões; Gil Vicente 3-1 Fátima; Moreirense 2-1 Penafiel.

Classificação final da Liga Orangina:

1º Gil Vicente 55 Pontos (Campeão); 2º Feirense 55 Pts; 3º Trofense 54 Pts; 4º Oliveirense 45 Pts; 5º Arouca 43 Pts; 6º Leixões 42 Pts; 7ºs Aves e Moreirense 40 Pts; 9ºs Santa Clara e Estoril 38 Pts; 11º Freamunde 37 Pts; 12º Penafiel 36 Pts; 13º Belenenses 35 Pts; 14º Covilhã 32 Pts; 15º Varzim 31 Pts; 16º Fátima 23 Pts (estes dois últimos foram despromovidos).

Sobem à Liga ZON Sagres: Gil Vicente e Feirense.
Descem à II Divisão: Varzim e Fátima.

II Divisão: Atlético sobe à Liga Orangina

(Aos 54 anos, António Pereira subiu o Atlético à Liga Orangina.)
Vinte e um anos depois, o Atlético está de regresso ao segundo escalão do futebol português, depois de ter vencido esta tarde, o Padroense, por uma bola a zero na Tapadinha.
A duas jornadas do fim do play-off de subida, os alcântarenses estão já promovidos, uma vez que dispõem agora de dois pontos de vantagem para o Padroense, e de cinco para o União da Madeira, isto quando ainda terá de se deslocar à Madeira para enfrentar o União.
O golo do triunfo surgiu logo aos nove minutos, e foi apontado pelo extremo português Paulo Sérgio, jogador que não há muitos anos representou o Sp. Braga e o V. Guimarães no primeiro escalão, além de ter passado por outras emblemas nacionais e até alguns estrangeiros como o Montpellier.
A última vez que o Atlético esteve no segundo escalão, aconteceu na longínqua época de 89/90, tendo-se ficado pela décima quarta posição entre dezoito equipas, tendo somado vinte e sete pontos, numa altura em que a vitória ainda valia apenas dois pontos.
A viagem à Madeira no próximo dia 10 de Junho, promete assim, ser de festa, enquanto os campeonatos profissionais aguardam agora pelo regresso de mais um histórico.
Parabéns Atlético.

sábado, 28 de maio de 2011

Barcelona campeão europeu

O Barcelona conquistou esta noite a quarta Champions League da sua história, ao bater o Manchester United em Wembley, por 1-3.
A forte pressão exercida pelo Man Utd nos primeiros dez/quinze, os "Blaugrana" responderam com o primeiro golo do jogo, quando estavam decorridos 27' minutos.
Excelente jogada da equipa espanhola, e Pedrito Rodríguez só com Van der Sar pela frente, a inaugurar o marcador.
Já antes de inaugurar o marcador, o Barcelona havia "ameaçado" a baliza dos ingleses, tendo algumas oportunidades para marcar, mas nenhuma delas sendo "flagrante".
Na resposta, o Manchester chegou ao empate, após jogada iniciada por Rooney, com Giggs a servir de "intermediário" e com o mesmo Rooney a concluir com um excelente remate. Estavam decorridos 34' minutos e o jogo estava "partido".
No segundo tempo, o Barcelona "partiu para cima" do adversário, jogando o seu habitual futebol, deixando os ingleses completamente pregados ao relvado e "rendidos" à sua exibição.
Os maiores "frutos" vieram aos 54' e 69' minutos, quando as maiores "estrelas da companhia blaugrana", Messi e Villa, fizeram dois golaços, apontando respectivamente o 1-2 e o 1-3.
O jogo marcou também a "despedida" de Van der Sar. Despedida infeliz, diga-se. Também no lado inglês, Nani foi suplente utilizado, tendo estado pouco em acção, mas a verdade é que "não dava para mais".
Assim sendo, o Barcelona defrontará o FC Porto na Supertaça Europeia, jogo que está já marcado para o próximo dia 26 de Agosto.
Ficha de Jogo:

Jogo realizado no Estádio de Wembley, em Londres - Inglaterra
Equipa de Arbitragem composta por: Viktor Kássai (Árbitro Principal - Hungria); Gábor Eros e Gyorgy Ring (Árbitros Assistentes); Istvan Vad (Quarto Árbitro)

Manchester Utd: Van der Sar; Fábio (Nani 69'), Ferdinand, Vidic e Evra; Carrick (Scholes 77'), Giggs, Valencia e Ji-Sung Park; Rooney e Chicharito Hernández.
Treinador: Alex Ferguson. Suplentes Não Utilizados: Kuszczák; Fletcher, Anderson, Smalling e Owen.

Barcelona: Valdés; Dani Alves (Puyol 88'), Mascherano, Piqué e Abidal; Busquets, Iniesta e Xavi; Pedro (Afellay 90+1'), David Villa (Keita 86') e Leo Messi.
Treinador: Guardiola. Suplentes Não Utilizados: Oler Olazábal; Adriano, Thiago Alcântara e Adriano.

Disciplina:
Amarelos: Dani Alves 60'; Carrick 61'; Valdés 86'.

Marcador: 0-1 Pedro 27'; 1-1 Rooney 34'; 1-2 Messi 54'; 1-3 David Villa 69'.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

AF Portalegre: Campomaiorense ficou 'às portas' dos Nacionais

(Sporting Clube Campomaiorense 2010/2011.)
O histórico Campomaiorense 'ainda mexe', tal como 'prova' o segundo lugar alcançado na Divisão de Honra da AF Portalegre na presente época.
A equipa alentejana ficou assim 'às portas' da subida de divisão, e consequente regresso aos campeonatos Nacionais, perdendo o título para o vizinho e rival, Elvas, curiosamente, outro histórico do futebol português.
Depois de vários anos em que a equipa de Campo Maior havia estado perto de regressar aos Nacionais, e sempre contando com o 'senão' do 'carismático' presidente João Nabeiro, que não tinha intenções de voltar a colocar o clube nos Nacionais, esta temporada o Campomaiorense ficou a um ponto da subida.
Na última jornada, disputada no passado dia 15 de Maio, o Campomaiorense visitou o...Elvas, e não foi além de um empate a um golo, depois de na primeira volta ter batido os elvenses por claros 3-0.
Já na primeira fase, o Elvas havia superado o "Campomaior", fazendo mais seis pontos que os "Galgos".
No seio do plantel campomaiorense, destaca-se Jorginho, jogador que representou os alentejanos até ao fim do futebol profissional do clube, e que havia deixado de jogar na temporada 06/07, mas que regressou à competição na temporada passada, para ajudar o Campomaiorense.
Com o regresso do Elvas aos campeonatos nacionais, 'resta' ao Campomaiorense preparar a próxima temporada de forma a tentar o regresso dos Nacionais.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Zé Miguel: "Havia muita gente que já não acreditava na subida de divisão"

(Zé Miguel está na sua segunda passagem pelo Canedo.)
O "ConversasRedondas" conversou com Zé Miguel, guarda-redes do Canedo, e que sofreu apenas vinte golos em trinta e três partidas que realizou.
Como já mencionei no "post" anterior, a equipa do Canedo tem cerca de cinco meses de salários em atraso, mas ainda assim encetou uma recuperação estrondosa, acabando por "passo a passo" assumir a liderança do campeonato, e sem que ninguém desse "por ela", o Canedo já está na I Divisão Distrital.
A primeira pergunta ao guardião canedense prendeu-se exactamente com a questão dos salários em atraso, e da origem das "forças" que proporcionaram ao Canedo ascender ao primeiro escalão do futebol em Aveiro:
"Houve um trabalho muito grande por parte da equipa técnica, que nos conseguiu abstrair dos problemas 'extra-competição'. Esse foi um dos pontos em que a equipa técnica liderada por João Paulo foi muito forte. Após muitas conversas dentro do balneário, chegámos à conclusão que não tínhamos nada a ganhar se 'baixássemos os braços', bem pelo contrario. Hoje estamos todos felizes e de consciência tranquila porque ninguém nos tem nada de negativo a apontar."
A caminhada do Canedo no campeonato foi longa, tal como prova o facto da equipa ter passado grande parte da época no terceiro posto, à espera de eventuais "escorregadelas" de Macieirense e Rio Meão.
A verdade, é que ambos acabaram por ter as suas "escorregadelas", e o Canedo acabaria por assumir a liderança pela primeira vez à 28ª Jornada, precisamente depois de bater o Rio Meão.
Zé Miguel "lembra" o facto de "haver muita gente, dentro e fora do clube, que já não acreditava na subida de divisão", justificando que "isso fez com que dentro do balneário os jogadores nunca desistissem":
"É verdade, só à 28ª jornada conseguimos chegar à liderança, mas não nos podemos esquecer que até lá tivemos um trabalho muito grande, para recuperar duma desvantagem para o primeiro que era de onze pontos. Sabíamos que não tínhamos margem para errar porque não podíamos perder pontos de maneira nenhuma para não tornar as coisas 'impossíveis' e essa mesma equipa (Macieirense) que levava mais onze pontos que o Canedo, terminou atrás do Canedo doze pontos. Houve muita gente, dentro e fora do clube, que já não acreditava ser possível subir de divisão, mas dentro do balneário nunca desistimos, sendo de realçar mais uma vez o grande trabalho de João Paulo."
O nome do técnico João Paulo tem vindo "à baila" graças a esta recuperação fantástica a que o treinador conduziu o Canedo, perdendo apenas dois jogos dos vinte e nove que realizou.
Batista foi despedido à passagem da sexta jornada, ele que havia sido treinador do Canedo grande parte da época 08/09, bem como na temporada passada onde havia falhado o mesmo objectivo que a actual equipa conseguiu: a subida de divisão.
Zé Miguel abordou esta questão, falando "em nome do grupo", revelando que na "opinião global do grupo, esta subida tem 80% do trabalho de João Paulo e da sua equipa técnica":
"Quando as coisas não correm bem, quem paga é sempre o treinador e é ele quem sofre as consequências. A continuidade do Batista no Canedo não foi uma escolha unânime por parte da direcção, e logo aí as coisas não correram bem. Essa troca de treinador criou muita 'revolta' ao grupo de trabalho, mas temos que saber lidar com os problemas do futebol. Já fui muito feliz com o Batista e com o Moreira (preparador-físico) e sei o valor deles. A vinda de João Paulo, trouxe coisas novas, conseguiu fazer mexidas no grupo de trabalho que nos veio tornar ainda mais fortes a todos os níveis, pois este é um grupo que sente e vive o futebol e não quer só 'passar tempo'. Para concluir, queria só dizer uma coisa, que é uma opinião global de todo o grupo: esta subida de divisão tem 80% de João Paulo e da sua equipa técnica."
O guarda-redes dirigiu-se também aos seguidores do blogue com a seguinte mensagem:
"Um grande abraço e saudações para todos os seguidores do blogue. ZM#13"
Formado nas camadas jovens do Sp. Espinho, Zé Miguel representou enquanto sénior: Rio Meão, Bustelo, Cesarense, Paços de Brandão, União de Lamas e Sanguedo, antes de chegar ao Canedo esta temporada, isto já depois de ter representado o clube na temporada 2008/09.

AF Aveiro: Canedo Campeão!

Quando o clube da nossa terra alcança uma promoção, ou se sagra mesmo Campeão, tem de ser sempre motivo de orgulho e motivo de destaque.
E foi isso que aconteceu no passado sábado, onde o Canedo venceu por 3-2 no terreno do terceiro classificado, Macieirense, e assegurou a subida à I Divisão distrital da AF Aveiro.
Com uma troca de treinador à sexta jornada; com várias entradas e saídas do plantel em Janeiro; com cerca de cinco meses de salário em atraso (!); e numa luta pela subida "a três", o Canedo acabou por levar "a melhor" sobre Rio Meão e Macieirense, regressando assim ao primeiro escalão do futebol em Aveiro, duas épocas depois de ter descido desse mesmo escalão.
Aproveito ainda para "destacar" o facto do Canedo ter estado a onze pontos do líder Macieirense, e ter acabado o campeonato com doze pontos de avanço para a mesma equipa.
A verdade é que o campeonato foi extremamente complicado para o Canedo, que só à jornada 28 assumiu a liderança da prova pela primeira vez.
Duas jornadas depois e na sequência de um empate forasteiro, o Canedo baixou para a segunda posição, recuperando a liderança na jornada seguinte, beneficiando de uma derrota caseira do Rio Meão.
Nos últimos quatro jogos, três deles seriam teoricamente complicados, e foram-no mesmo, mas o saldo acabaria por ser inteiramente positivo: quatro vitórias, doze pontos mais, e o primeiro lugar sempre seguro.
Com um plantel bastante curto, João Paulo que havia pegado na equipa na transição da sexta para a sétima jornada, somou apenas duas derrotas em vinte e nove jogos, o mesmo número de derrotas que o anterior técnico, Batista, havia somado, mas em apenas cinco jogos.
Os números indicam ainda que a equipa canedense foi a melhor defesa do campeonato com vinte e dois golos sofridos, dois deles na última jornada. Zé Miguel sofreu apenas vinte golos nos trinta e três jogos que realizou.
A nível ofensivo, o Canedo foi o segundo melhor ataque da prova a par do Mansores, marcando sessenta e nove golos, destacando-se a goleada de 7-0 ao Macieira de Cambra na penúltima jornada.
Apesar de não ter números oficiais, arrisco a dizer que Nino e Robalinho foram os dois melhores marcadores da equipa, seguidos de perto por Alex.
Destaque também para a prestação do ainda júnior, Calila, que se revelou decisivo na partida frente ao Caldas São Jorge na décima jornada, marcando o único golo do jogo à entrada para os últimos dez minutos.
Por último devo dizer que a última vez que a equipa do Canedo foi derrotada, aconteceu no dia 1 de Dezembro de 2010, quando na altura, a equipa canedense perdeu por uma bola a zero com o Romariz, em jogo em atraso a contar para a primeira jornada.
Daí para cá seguiram-se vinte e três jogos, de onde resultaram vinte vitórias e apenas três empates, dois deles fora de casa.
Agora, segue-se o apuramento do campeão com os vencedores das séries B e C, Macinhatense e Águas Boas respectivamente.

Carrega Canedo...

domingo, 22 de maio de 2011

Taça: Os Destaques

(James foi o melhor em campo na final do Jamor.)
Após o fim do jogo, todos os holofotes "caíram em cima" do miúdo James, autor de três dos seis golos com que o Porto brindou o Guimarães. Foi, sem dúvida, o homem do jogo e recebeu esse mesmo prémio.
Mas para além do melhor em campo, há sempre jogadores que fizeram também grande exibição, mas nem sempre são destacados. Por isso, cá ficam alguns dos destaques desta final:

James: Palavras para quê? Três golos, duas assistência e uma exibição de 'encher o olho'. O miúdo continua a fazer a diferença sempre que joga. Cuidado com ele.

Hulk: Marcou na sequência de um canto directo, e ainda assistiu James para golo por duas vezes. Cada vez mais joga em equipa, deixando de lado o individualismo que tão o caracteriza.

Beto: Habitual suplente de Helton, foi titular e além de defender uma grande penalidade que se revelaria decisiva, negou por duas vezes golos 'feitos' a Edgar com duas grandes defesas. É caso para dizer: Beto - 3  Edgar - 1.

Edgar: Marcou de cabeça aos 22' e poderia ter feito, no mínimo, quatro golos. Beto soube-o parar por três vezes, incluindo uma grande penalidade. A oportunidade mais flagrante terá sido aos 69' quando isolado permitiu a defesa do guardião portista.

Anderson: Mostrou que tem um bom pé esquerdo, tal como prova o facto dos dois golos vimaranenses terem saído dos seus pés. Ainda assim, comprometeu a defender, dando demasiados espaços aos portistas.

Flávio Meireles/Mariano: Muitos perguntarão o porquê de os incluir nos destaques do jogo. É simples. Ambos fizeram hoje a sua despedida de Guimarães e FC Porto respectivamente. Meireles não sabe se termina a carreira, mas sabe que no Vitória não continuará como jogador; Mariano também não sabe para onde vai. Por tudo o que estes dois jogadores fizeram em prol dos "seus" clubes ao longo dos anos, merecem ser destacados.

FC Porto vence Taça de Portugal

No seguimento de uma das suas melhores temporadas de sempre, o FC Porto conquistou há minutos a Taça de Portugal, esmagando na final, o V. Guimarães por 6-2 (!).
O Porto conquistou a sua décima sexta Taça de Portugal, com Villas Boas a igualar mais um recorde, desta feita pertencente a Tomislav Ivic na longínqua temporada de 87/88 e que passa por vencer quatro troféus na mesma temporada.
Este jogo teve nada mais, nada menos do que sete (!) golos nos primeiros quarenta e cinco minutos. E podiam ter sido oito, não fosse um penalti desperdiçado por Edgar. Mas já lá vamos.
O grande destaque do Porto em mais uma final, voltou a ser colombiano, mas desta vez o protagonista foi James. O "puto" está cada vez mais crescido e fez três golos.
O jogo foi "louco" no primeiro tempo, tal como provam os sete golos marcados, mas mais do que isso, os quatro golos marcados nos primeiros 23' minutos, dois para cada lado.
O FC Porto começou bem, e logo aos 3' James abriu o activo, após um ressalto de bola dentro de área.
A resposta vimaranense surgia apenas através de bolas paradas, e foi assim que aos 21' os vimaranenses lá chegaram ao golo. Livre cobrado por Anderson na direita, desvio de Rolando e Álvaro Pereira a confirmar o empate, introduzindo a bola na sua própria baliza.
Depois, não há pior coisa para uma equipa que marca, mas que logo de seguida sofre. E foi isso que aconteceu ao Vitória: 22' minutos e excelente assistência de James a descobrir Varela completamente solto do outro lado. O Porto voltava para a frente do marcador.
Na resposta e na marcação de um canto por...Anderson, o Vitória chegaria ao empate. Mais uma "boa bola" do lateral brasileiro e Edgar de cabeça a assinar o empate, fazendo ao mesmo tempo, um bonito golo.
As bolas paradas continuavam a surtir efeito e seria o FC Porto a chegar ao 2-3 através de um canto. Maicon de cabeça atirou à barra; na recarga, Rolando limitou-se a empurrar a bola para o fundo das redes, quando estavam decorridos 36' minutos.
Aos 43', Hulk na marcação de um canto directo elevaria a contagem para 2-4, numa clara desatenção dos elementos vimaranenses que esperavam um cruzamento para a área.
O Vitória dispôs logo de seguida de uma grande penalidade a seu favor, por falta de Fernando sobre Faouzi, mas Edgar "facilitou" na hora decisiva e permitiu a defesa a Beto. O jogo teria, porventura, sido diferente caso "Edgol" tivesse concretizado o penalti.
Como quem não marca sofre, o Porto chegaria ao 2-5 ainda antes do intervalo, num rápido contra-ataque concluído de forma superior por James Rodríguez, que teve "tempo" para "sentar" Nilson e só depois encostar para o fundo das redes.
No segundo tempo, o FC Porto limitou-se a gerir a partida, enquanto os adeptos vimaranenses presentes no estádio começaram a abandonar o Jamor ainda antes do relógio chegar aos 65' minutos.
Aos 73' e em mais uma jogada de entendimento entre Hulk e James, o colombiano chegaria ao "hat-trick", marcando num golpe de cabeça "à peixe", fechando as contas do marcador em definitivo.
Antes disso, Edgar teve  uma excelente oportunidade para bisar e fazer o 3-5, mas o seu estado demasiado "passivo" fez com que Beto lhe vencesse o "duelo", uma vez mais.
O Porto venceu mais uma Taça, a sua terceira consecutiva, distanciando-se cada vez mais do Sporting no número de títulos e aproximando-se a passos largos do Benfica no mesmo capítulo.
Este jogo terá também marcado as despedidas dos capitães de ambos os clubes: Flávio Meireles e Mariano. Embora o primeiro ainda não seja totalmente certo, o segundo já terá feito as malas para abandonar a "Invicta".
Por último: alguém sentiu a falta de Falcao?
Ficha de Jogo:

Jogo realizado no Estádio do Jamor em Oeiras, Lisboa
Equipa de Arbitragem composta por: João Ferreira (Árbitro Principal - AF Setúbal); Pais António e Luís Ramos (Árbitros Assistentes); Elmano Santos (Quarto Árbitro - AF Madeira)

V. Guimarães: Nilson; Alex, João Paulo, Freire e Anderson; Cléber (Toscano 57'), Renan (João Alves 45') e Rui Miguel; Targino (Jorge Ribeiro 57'), Edgar e Faouzi.
Treinador: Manuel Machado. Suplentes Não Utilizados: Douglas; N'Diaye, Flávio Meireles e João Ribeiro.

FC Porto: Beto; Sapunaru, Rolando, Maicon e Alvaro Pereira; Fernando (Guarín 45'), Belluschi (Souza 63') e João Moutinho; James, Hulk e Varela (Mariano 76').
Treinador: André Villas-Boas. Suplentes Não Utilizados: Helton; Sereno, Rúben Micael e Walter.

Disciplina:
Amarelos: Hulk 30'; Fernando 45'; Souza 74';

Marcador: 0-1 James 03'; 1-1 Álvaro Pereira na p. b. 21'; 1-2 Varela 22'; 2-2 Edgar 23'; 2-3 Rolando 36'; 2-4 Hulk 43'; 2-5 James 45'; 2-6 James 73'.

Espanha: Corunha desce de divisão

(Campeão de Espanha em 2000, o Depor vai agora jogar na II Divisão.)
Depois da Sampdoria em Itália, outro histórico europeu desceu ao segundo escalão do seu país. Desta feita, foi o Corunha em Espanha, que perdeu na última jornada com o Valência por 0-2.
Zé Castro ficou fora da convocatória, e viu da bancada a sua equipa ser derrotada pela equipa de Miguel e Ricardo Costa, que à semelhança do jogador do Depor, também ficaram de fora.
Aduriz abriu o activo para a equipa "Ché" logo aos 4', e os da casa passaram todo o jogo na luta pelo empate, mas Roberto Soldado sentenciou a partida já perto do minuto 90'.
É a segunda vez que o Valencia se "assume" como "carrasco" do Depor, pois em 1994 a equipa valenciana havia tirado o título de campeão aos galegos, permitindo ao Barça vencer o campeonato.
O Corunha entrou para a última jornada na décima sétima posição, um ponto acima da linha de água, mas ao perder e com a vitória do Saragoça por 1-2 no terreno do Levante, a equipa galega "caíu" para a zona de despromoção e acompanha assim o Hércules e o Alméria na descida ao segundo escalão.
Com a descida de um histórico, salvaram-se outros históricos, como o Maiorca de Nunes e a Real Sociedad, bem como o Saragoça naturalmente.
Este foi um campeonato algo conturbado para o Depor, que nas primeiras oito jornadas somou quatro empates e quatro derrotas, averbando o primeiro triunfo apenas à nona jornada.
A equipa teve depois alguns "sinais" de recuperação, terminando a primeira volta no décimo segundo lugar com vinte e um pontos, cinco acima da linha de água.
Entre as jornadas vinte e três e vinte e sete, os galegos não perderam nenhum jogo, tendo os mesmos cinco pontos de avanço para a linha de água a onze jornadas do fim.
Seguiram-se mais cinco jornadas, com duas vitórias, dois empates e uma derrota, mas sempre com cinco pontos de avanço para a linha de água.
Nas últimas seis jornadas, o Depor sentenciou de forma algo "trágica" a sua temporada, vencendo apenas um dos últimos seis jogos, acabando por cair na linha de água quando não devia: na última jornada.

sábado, 21 de maio de 2011

Liga Orangina: Feirense está na ZON Sagres

(Henrique, com dois golos, 'deu' a subida ao Feirense.)
Vinte e um anos depois da última presença, o Feirense está de regresso ao primeiro escalão do futebol português.
Os azuis de Santa Maria da Feira precisavam "apenas" de vencer o jogo de hoje frente ao D. Aves para garantirem a promoção e não se fizeram rogados, conquistando um triunfo por duas bolas a zero, com ambos os golos a serem apontados pelo central Henrique (na foto), ele que na época passada representava, precisamente, o D. Aves.
No segundo lugar, segue o Gil Vicente que venceu no Estoril por 1-3, depois de ter estado em desvantagem. Na 'peugada' dos gilistas está o Trofense que também venceu o seu jogo, batendo o Sp. Covilhã por 2-1, adiando todas as decisões da subida para o próximo fim-de-semana.
Na luta pela manutenção, Varzim e Covilhã lutarão pela última 'vaga' no segundo escalão na próxima semana. Curiosamente, estes dois clubes já haviam lutado pela manutenção na época transacta, até à última jornada, tendo ambos levado a melhor sobre o D. Chaves.
Hoje, o Varzim perdeu em casa com o Belenenses por 1-2, resultado que permitiu aos de Belém segurarem a manutenção. O Sp. Covilhã, como já disse, foi derrotado pelo Trofense.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

'Herói' da final: Falcao

Radamel Falcao foi eleito o 'homem do jogo'. Não era para mais: uma oportunidade para marcar, um golo.
A cumprir a segunda temporada no FC Porto, Falcao é já o melhor marcador dos portistas nas competições europeias com vinte e dois golos, isto além de ser já o melhor marcador de sempre (!) numa competição europeia. Fez dezassete golos na Liga Europa, com destaque para dois 'hat-tricks' (Rapid Viena e Spartak Moscovo) e um 'poker' (Villarreal).
Depois de um começo algo "apagado" em termos de golos, Falcao disse "estar a guardar o seu melhor para a Liga Europa". E guardou mesmo. A juntar a estes dezassete golos, há ainda mais um, apontado na pré-eliminatória ante o Genk, algo que a UEFA não contabiliza juntamente com o resto da prova.
Falcao é algo impressionante. Alguém dizia a tempos que estava na linha de Lisandro. Ambos são muito parecidos a jogar: muita garra, muita disposição, muita vontade de ajudar a equipa.
Mas Falcao supera Lisandro em várias coisas: uma delas é o poder de impulsão no jogo aéreo.
E isto de fazer um golo numa oportunidade, ou dois em duas, etc, que me recorde só houve um jogador assim no FC Porto: Mário Jardel. 
Falcao se continuar no Porto na próxima temporada, "ameaça" tornar-se um caso sério em número de golos apontados na Europa. Ainda mais do que aquilo que já se tornou.

Liga Europa: FC Porto vence competição

"Caiu o pano" sobre a Liga Europa com o FC Porto a vencer a final ante o Sp. Braga. Numa final cem por cento portuguesa, mas com apenas sete jogadores portugueses a jogarem de início, e isto, somando os jogadores de uma e outra equipa, o Porto superiorizou-se ao Braga, numa final que não foi muito bem jogada.
Na primeira parte há a destacar três lances dignos de registo: um por Custódio aos 4', que isolado poderia ter feito muito melhor; outro de Hulk aos 8' que depois de tirar Sílvio e Paulo César do caminho, ficou a centímetros do golo; e o último aos 42' que deu o único golo do jogo: perca de bola de Rodríguez a meio-campo; arrancada de Guarín e cruzamento milimétrico para a área, onde o inevitável Falcao, apontou mais um excelente golo de cabeça.
No segundo tempo, Domingos deixou no balneário, Rodríguez e Hugo Viana por troca com Kaká e Mossoró, e foi o médio brasileiro quem desperdiçou a grande oportunidade da etapa complementar, quando depois de um "brinde" de Fernando, e frente-a-frente com Helton, não conseguiu desfeitear o seu compatriota.
Nem com uma atitude melhor por parte dos bracarenses, o jogo ficou mais "aberto", escasseando ainda mais as oportunidades de golo, tanto de um lado como de outro, com o FC Porto a voltar ao jogo que fez no primeiro tempo: contenção e "paciência" na esperança de conseguir furar as redes adversárias.
No final, o triunfo portista foi justo, uma vez que os "Dragões" foram a equipa com "sinal mais", mesmo depois de um jogo tão fraco parte-a-parte.
Cheguei mesmo a dizer que o jogo parecia um jogo do nosso campeonato. E não pareceu?
Parabéns ao FC Porto pela conquista da Liga Europa...
Ficha de Jogo:

Jogo realizado no Estádio Lansdowne Road (Arena de Dublin), em Dublin
Equipa de arbitragem composta por: Carlos Velasco (Árbitro Principal - Espanha); Roberto Fernandez e Jesus Calvo (Árbitros Assistentes); Fernandez Borbalán (Quarto Árbitro)

FC Porto: Helton; Sapunaru, Rolando, Otamendi e Alvaro Pereira; Fernando, João Moutinho e Guarín (Belluschi 73'); Hulk, Falcao e Varela (James Rodríguez 79').
Treinador: André Villas-Boas. Suplentes Não Utilizados: Beto; Maicon, Souza, Rúben Micael e Walter.

Sp. Braga: Artur; Miguel Garcia, Paulão, Rodríguez (Kaká 45') e Sílvio; Vandinho e Custódio; Alan, Hugo Viana (Márcio Mossoró 45') e Paulo César; Lima (Meyong 66').
Treinador: Domingos Paciência. Suplentes Não Utilizados: Cristiano; Elderson, Salino e Hélder Barbosa.

Disciplina:
Amarelos: Hugo Viana 24'; Sílvio 30'; Sapunaru 49'; Miguel Garcia 55'; Márcio Mossoró 59'; Kaká 80'; Helton 90'; Rolando 90';

Marcador: 1-0 Falcao 42'.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Há 10 Anos: Boavista Campeão

(Palavras para quê? Boavista FC Campeão Nacional 2000/2001.)
Em dia histórico para o futebol português, escrevo aqui que há precisamente dez anos, outro clube nortenho gravou o seu nome na história do "nosso" futebol e do futebol mundial: falo claro, do Boavista, que no dia 18 de Maio de 2001 se sagrou campeão Nacional pela primeira e, até ao momento, única vez na sua história.
Várias pessoas estiveram ligadas ao crescimento do Boavista, enquanto clube de "topo", havendo a destacar os nomes de Valentim Loureiro e do seu filho João; Manuel José e Jaime Pacheco.
Foi precisamente ao "leme" de Manuel José que os boavisteiros haveriam de ficar conhecidos como "o clube das camisolas esquisitas", isto depois de eliminarem o Inter de Milão da Taça UEFA na temporada 91/92.
Seguiu-se a conquista da Taça de Portugal em 96/97 com Nuno Gomes e Sanchez a destacarem-se e a rumarem ao Benfica; e um segundo lugar no campeonato de 98/99.
Estava dado o "mote" e em 00/01, após vencer o FC Porto por 1-0 na última jornada da primeira volta, o Boavista "agarrou" a liderança e não mais a largou, assumindo a candidatura ao título a oito jornadas do fim, queixando-se alegadamente da arbitragem num jogo que acabaria por empatar com o Marítimo na Madeira  a um golo.
Nesses oito jogos que faltavam, os "axadrezados" somaram sete triunfos e uma derrota, derrota essa por 4-0 e nas Antas na última jornada, algo que já não interferiu com a classificação final.
E há precisamente dez anos, os boavisteiros festejaram a conquista de um campeonato inédito. A partida iniciou-se ao princípio da noite de uma sexta-feira, e o adversário era o D. Aves, equipa que já estava despromovida ao segundo escalão à entrada para a penúltima jornada.
Aos 22' minutos, Jorge Soares introduziu a bola na sua própria baliza e o Boavista passava a vencer, contando com uma ajuda "extra", mas sempre "bem-vinda".
No segundo tempo, os "axadrezados" trataram de confirmar a sua superioridade, fazendo mais dois golos, desta feita apontados pelos inevitáveis goleadores, Elpídio Silva e Whelitton.
No final da partida e mal o árbitro Duarte Gomes apitou para o fim do encontro, a noite foi de festa na cidade do Porto, estimando-se que cerca de trinta mil pessoas tenham estado presentes na Rotunda da Boavista para festejarem um feito histórico do seu clube, que assim se juntou ao Belenenses como as únicas equipas a conseguirem "furar" a hegemonia de títulos dos "Grandes".
Campeões Nacionais pelo Boavista FC 2000/2001:

William; Ricardo; Rui Óscar; Frechaut; Quevedo; Erivan; Sérgio Carvalho; Litos; Pedro Emanuel; Marçal; Duda; Petit; Rui Bento; Geraldo; Jorge Silva; Pedro Santos; Gouveia; Sanchez; Jorge Couto; Martelinho; Rogério; Silva; Demétrios e Whelliton. Estavam no plantel e nunca foram utilizados, apesar de convocados: Khadim, Emanuel e Moreira.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Itália: Sampdoria 'cai' na II Divisão

(No jogo de ontem frente ao Palermo, a "Samp" foi derrotada por 1-2 e confirmou a descida.)
Lá por fora, os clubes também passam dificuldades, tal como prova a descida da histórica Sampdoria à II Divisão italiana.
A "Samp" que disputou a pré-eliminatória de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões da época que agora está prestes a chegar ao fim, é a primeira equipa posicionada na linha de água, quando falta uma jornada. Jornada essa que será apenas para "cumprir" calendário.
Depois da eliminação aos "pés" do Werder Bremen na pré-eliminatória da Liga dos Campeões, a equipa de Génova fez uma boa primeira volta, estando às portas dos lugares europeus, perdendo apenas um dos primeiros dez jogos, e se quisermos ser mais "específicos", a "Samp" perdeu apenas dois dos primeiros quinze.
Depois, seguiu-se a eliminação precoce na Liga Europa, com a Sampdoria a ser eliminada ainda na fase de grupos, algo que pode ter "lançado" a equipa para uma péssima segunda volta, em que os genoveses só somaram duas vitórias até ao momento.
Em termos de empates, a "Samp" somou quatro, averbando até ao momento apenas dez pontos em toda a segunda volta, algo que explica e bem, a classificação actual da equipa.
Ao fim de trinta e sete jogos, a Sampdoria soma oito vitórias, doze empates e dezassete derrotas, tendo marcado trinta e dois golos e sofrido quarenta e seis.
A uma jornada do fim da Serie A, os números indicam que a "Samp" somou vinte e seis pontos na primeira volta, e como já disse, apenas dez na segunda volta.
O último adversário da "Samp" na Serie A será a Roma, que até foi derrotada pela equipa de Génova no fecho da primeira volta.

domingo, 15 de maio de 2011

João Fernandes: "Gostava que o clube não acabasse"

(João Fernandes em acção frente ao Macedo de Cavaleiros.)
A frase é de João Fernandes, um dos capitães do D. Chaves, que acabou a temporada 10/11 a "muito custo" e com muitos problemas de toda a ordem, além dos já conhecidos, problemas financeiros do clube flaviense.
O Chaves era apontado como um dos crónicos candidatos à subida no início da temporada, mas a campanha dos flavienses foi "atípica" e irregular, nada ao "estilo" de um candidato à subida.
João Fernandes começou justamente por falar do que "falhou" esta temporada na sua opinião:
"Na minha opinião, 'falhou' muita coisa. A estrutura do clube está muito debilitada, devido aos vários problemas financeiros que o clube atravessa neste momento. Vários meses de salários em atraso, muitos jogadores que foram saindo do clube, enfim, várias situações negativas que só prejudicaram a equipa."
O médio acabou a época a...treinador, e referiu que "a época foi mal preparada":
"A época foi mal preparada, pois já começamos a pré-época um pouco tarde. Treinadores que foram saindo, inclusive fechamos a época comigo, com o Eduardo e com o Gustavo que éramos os capitães de equipa, como treinadores nas duas últimas jornadas. Não foi nada fácil também devido aos grandes problemas financeiros."
João Fernandes participou em vinte e três dos trinta jogos do Chaves no campeonato, fazendo desta forma, um pequeno comentário em relação à época a nível individual:
"A época a nível pessoal correu bem, pois joguei praticamente todos os jogos e penso que ajudei a equipa sempre que fui chamado."
De seguida, o médio destacou o ponto alto e o ponto baixo da temporada:
"Penso que depois de todos os problemas que passamos ao longo do ano, que toda a gente sabe quais são, conseguirmos honrar este clube até ao fim e terminar em terceiro lugar, é de louvar porque o Chaves tinha excelentes profissionais. Ponto baixo foi não termos conseguido a subida de divisão, mas também penso que nestas condições era impossível."
Por último, o médio confessou dois "desejos": primeiro o de "não querer que o clube feche portas"; e o segundo é que "gostava de continuar a jogar no Chaves":
"Primeiro, gostava sinceramente que o clube não acabasse. Penso que tem todas as condições para continuar, desde que entre uma direcção à altura do clube. Depois gostava de continuar a jogar aqui no Chaves para subir de divisão, mas se não for possível tenho que seguir a minha vida noutro clube."
Aos 27 anos, João Fernandes foi formado nas camadas jovens do D. Chaves, onde cumpriu o primeiro ano de sénior. Seguiu-se um empréstimo ao Valpaços, o regresso ao Chaves, e passagens por Feirense e Gondomar, antes de regressar ao "seu" D. Chaves na temporada transacta.

Rui Miguel: "Época correu-me mal"

(Rui Miguel em acção frente ao Varzim, nos Oitavos-de-Final da Taça.)
Para os mais conhecedores do futebol português, o nome de Rui Miguel não lhes é estranho. Aos 36 anos, o ponta de lança que esta temporada representou o Merelinense, já passou pela I Divisão, e por clubes como Braga, Boavista e Setúbal, apesar de grande parte da sua carreira ter sido construída nos escalões secundários.
O avançado acedeu ao convite do blogue e falou da prestação do Merelinense na Zona Norte da II Divisão, que terminou com a equipa minhota a assegurar a manutenção apenas na última jornada.
Rui Miguel começou por dizer que o objectivo do Merelinense era "fazer um campeonato melhor e mais tranquilo que o anterior":
"O objectivo seria fazer um campeonato melhor e mais tranquilo que o anterior, e como a manutenção só foi alcançada no último jogo, o campeonato não foi bom. No entanto, o percurso na Taça foi melhor."
Como o avançado referiu, o Merelinense foi uma das surpresas da Taça, chegando aos Quartos-de-Final "caindo" aos pés do também minhoto, V. Guimarães.
Questionado se os jogos na Taça não terão condicionado as exibições da sua equipa no campeonato, Rui Miguel disse o seguinte:
"Talvez durante alguns jogos tenha condicionado, pois havia algumas limitações no plantel para jogar as duas competições e nessa altura condicionou."
De seguida, seguiu-se a "eleição" do ponto alto e do ponto baixo da temporada:
"Ponto alto da equipa foi o jogo com o V. Guimarães para a Taça, porque em termos de visibilidade e em termos financeiros foi bom para todos e principalmente para o clube. No entanto, penso que nesse jogo poderíamos ter feito melhor. O ponto baixo foi provavelmente os jogos em casa com equipas mal classificadas, como o Bragança e o Pontassolense, em que não conseguimos vencer."
Ao longo da temporada, Rui Miguel foi tendo algumas lesões que o impediram de dar o contributo à equipa, e o avançado lamenta ter "gerido mal as situações":
"A época correu-me mal, claro. Penso que geri mal todas as situações que me foram acontecendo, de tanto querer ajudar e recuperar o mais rápido possível para estar disponível. No entanto, isso não foi bom nem para mim, nem para o clube."
Por último, o ponta de lança anunciou que "provavelmente, esta foi a sua última época":
"O ano passado já pensava abandonar. No entanto e depois de três convites que tive, aceitei o primeiro. O facto de ser um clube de Braga e de conhecer o treinador, fez com que optasse por continuar mais um ano, num clube amador. Não estava era à espera que tivesse tantas lesões e, naturalmente,  não ajudei o Merelinense como desejava. Por isso mesmo, esta foi, provavelmente, a minha última época. E digo provavelmente, porque não gostei da forma como esta terminou."
Formado nas camadas jovens do Sp. Braga, Rui Miguel estreou-se pela principal equipa bracarense, ainda com idade júnior, representando depois: Famalicão, Nacional, Boavista, Maia, Paços de Ferreira, V. Setúbal, D. Aves, Varzim, Gondomar, Olhanense e Moreirense, antes de chegar ao Merelinense esta época.

sábado, 14 de maio de 2011

Liga ZON Sagres chegou ao fim

Caiu o 'pano' sobre a Liga ZON Sagres 2010/2011.
Com o FC Porto campeão há várias jornadas; com o Benfica 'seguro' na segunda posição e com Naval e Portimonense despromovidos ao segundo escalão à uma semana, faltava apenas saber-se quem se apurava para as competições europeias.
Em Braga, num duelo de Sporting's pelo terceiro lugar, o de Lisboa levou a melhor sobre os da casa, vencendo por uma bola a zero, com o golo a ser apontado por Yannick logo aos 5' minutos.
O Sporting segurou assim o último lugar do pódio, enquanto o Braga se "quedou" pela quarta posição, seguido de imediato pelo seu vizinho e rival, V. Guimarães, que venceu na Figueira da Foz a Naval por um expressivo 0-3. Apesar da classificação, os vitorianos já haviam assegurado um lugar na Liga Europa 2011/2012 em virtude da presença na final da Taça de Portugal.
Na sexta posição e também com direito a disputar a Liga Europa, ficou o Nacional que venceu em Aveiro, o Beira-Mar por duas bolas a zero.
A sétima posição é do Paços de Ferreira que 'esmagou' a Académica por 5-1. Ao intervalo a equipa pacense já vencia por 5-0 (!), permitindo que a "Briosa" reduzisse à entrada para os últimos dez minutos.
Logo a seguir aos pacenses, vem o Rio Ave que empatou a dois em Olhão, com João Tomás a marcar e a igualar Falcao no segundo lugar da tabela de melhores marcadores, ambos com dezasseis golos.
Na nona posição, Marítimo e Leiria somaram os mesmos trinta e cinco pontos. Na Madeira, os marítimistas não foram capazes de parar o FC Porto, que assim se sagrou campeão invencível, depois de vencer hoje por 2-0; enquanto o Leiria empatou a três golos no Estádio da Luz ante o Benfica, com destaque para o bis do ponta de lança João Silva.
De seguida, Olhanense e V. Setúbal somaram os mesmos trinta e quatro pontos, ficando assim igualados na décima primeira posição. Como já disse, a Olhanense empatou em casa com o Rio Ave a dois; enquanto o Setúbal recebeu e venceu o já despromovido Portimonense por 3-1, depois de ter estado em desvantagem.
Por último, nas quatro posições finais, ficaram pela seguinte ordem: Beira-Mar, Académica, Naval e Portimonense, com a particularidade dos dois últimos terem sido, como se sabe, despromovidos ao segundo escalão.
Agora, é hora de dizer: "Até Agosto campeonato."
Resultados da 30ª Jornada da Liga ZON Sagres:

Naval 0-3 V. Guimarães; Beira-Mar 0-2 Nacional; Olhanense 2-2 Rio Ave; Marítimo 0-2 FC Porto; Benfica 3-3 U. Leiria; Sp. Braga 0-1 Sporting; Paços de Ferreira 5-1 Académica; V. Setúbal 3-1 Portimonense.

Classificação final da Liga ZON Sagres:

1º FC Porto 84 Pontos (Campeão); 2º Benfica 63 Pts; 3º Sporting 48 Pts; 4º Sp. Braga 46 Pts; 5º V. Guimarães 43 Pts; 6º Nacional 42 Pts; 7º P. Ferreira 41 Pts; 8º Rio Ave 38 Pts; 9ºs Marítimo e U. Leiria 35 Pts; 11ºs Olhanense e V. Setúbal 34 Pts; 13º Beira-Mar 33 Pts; 14º Académica 30 Pts; 15º Portimonense 25 Pts; 16º Naval 23 Pts (estes dois últimos foram despromovidos).

Apurados para a Liga dos Campeões: FC Porto (Campeão) e Benfica.
Apurados para a Liga Europa: Sporting; Sp. Braga; V. Guimarães (em virtude da final da Taça de Portugal) e Nacional.
Despromovidos à Liga Orangina: Portimonense e Naval.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Ricardo Correia: "Morte do nosso treinador é algo difícil de explicar"

(Ricardo Correia participou em vinte e três jogos, marcando dois golos.)
Ricardo Correia cumpriu a sua quinta temporada ao serviço do Espinho enquanto sénior, depois de ter feito toda a sua formação, justamente no clube da Costa Verde.
O defesa esquerdo acedeu ao convite do blogue e comentou a temporada 10/11 dos "Tigres", que chegaram a passar por momentos de aperto nos primeiros jogos do campeonato.
Ricardo Correia refere que o plantel era composto por "uma equipa praticamente toda nova e com jogadores muito jovens", e a seu ver este factor "custou muitos pontos no início da época":
"Era uma equipa totalmente nova, principalmente com jovens jogadores que precisavam de se adaptar ao clube e à sua realidade. Isso, a meu ver, 'custou' bastantes pontos no início de campeonato, mas sabíamos que era uma questão de 'tempo', já que havia muita qualidade no plantel."
No fim da 2ª Jornada, o Sp. Espinho viria a perder o seu treinador, António Jesus, que faleceu à porta de sua casa, vítima de um ataque cardíaco.
A equipa espinhense somava dois pontos, e na semana seguinte acabaria por ser goleada por 5-1 no terreno do Sp. Pombal, e Ricardo Correia classificou a reacção do plantel à morte do seu técnico como "muito difícil":
"A reacção foi muito difícil, normal nestas ocasiões. Por isso, também tivemos um inicio que não foi nada fácil para nós, mas a chegada do novo treinador (Filó), foi importante para nos animar e a implementação das suas ideias, fez com que ajuda-se a ultrapassarmos melhor toda essa fase." 
Na eleição do pior e do melhor momento da temporada, o esquerdino não teve dúvida em atribuir a morte de António Jesus como o pior acontecimento da época:
"O ponto alto, foi estar a terminar a época e sentirmos que tínhamos a possibilidade de subir de divisão, pois sabíamos que todo o nosso trabalho, estava a dar os seus frutos.  O ponto mais baixo foi, sem dúvida, a morte do nosso treinador, que é algo difícil de explicar e que foi vivido de uma forma muito intensa. Foi uma grande perda, não só para nós, mas também para o futebol português."
De seguida, Ricardo Correia falou da época a nível pessoal:
"A nível pessoal, posso dizer que a época correu bem. Fui sempre utilizado, a não ser em dois meses em que estive lesionado com alguma gravidade, o que fez com que perdesse esses dois meses de competição. Mas mesmo assim, fiquei feliz pela minha prestação no meu regresso a este clube." 
Sobre a próxima época, nada está decidido:
"Quanto à próxima época, como qualquer jogador, estou receptivo a propostas para definir o meu futuro." 
Aos 28 anos, Ricardo Correia foi formado nas camadas jovens do Sp. Espinho, representando depois como sénior, além dos "Tigres": Esmoriz, Dragões Sandinenses, Portosantense, Arouca e Paredes, antes de voltar ao "seu" Sp. Espinho esta temporada.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Entrevista a: Bruno Resende

Bruno Dias Resende, nasceu a 10 de Março de 1985 em Avanca.
Conhecido no "Mundo do futebol" pelo seu primeiro e último nome, Bruno Resende começou por jogar futebol no clube da sua terra, o Avanca, onde jogou nos escalões de escola e infantil.
Como iniciado representou o Válega, de onde se transferiu para o Beira-Mar, clube onde concluiu a sua formação, representando os aveirenses nos escalões Juvenil e Júnior.
Cumpriu a primeira temporada enquanto sénior na principal equipa "auri-negra", sendo emprestado ao clube da sua terra, o Avanca, nas duas temporadas seguintes (05/06 e 06/07).
Seguiu-se uma temporada no Lousada, já sem vinculação ao Beira-Mar, e o regresso aos aveirenses na temporada 08/09, regresso esse que acabaria por não dar certo, acabando o jogador por ser emprestado ao Amarante na segunda metade da época.
A época passada representou o Pampilhosa, e esta temporada luta pela subida à III Divisão Nacional com as cores do Valecambrense do Distrito de Aveiro.
É internacional sub-19 e sub-20, tendo "coleccionado" convocatórias à Selecção de Aveiro em todos os escalões. É defesa central de raiz, podendo também actuar como trinco.

ConversasRedondas: Começou a jogar futebol no Avanca. Lembra-se do primeiro treino?
Bruno Resende: Sim, lembro. Numa manhã de sábado, eu com sete anos, e o meu amigo Bruninho, actual companheiro no Valecambrense, 'pegámos' na nossa bicicleta e como morávamos em Avanca, aparecemos a um treino dos Escolinhas do Avanca. Envergonhados, pedimos se podíamos treinar. Eu queria ser guarda-redes, aliás, o primeiro treino foi nessa posição. Cheguei todo cheio de feridas a casa e o meu Pai perguntou-me o que se tinha passado. Contei-lhe, e ele disse que podia ir, mas não para guarda-redes. Foi assim que dei os primeiros passos.

CR: Depois do Avanca, seguiram-se o Válega nos Iniciados, e o Beira-Mar como Juvenil e Júnior. Como surgiu a oportunidade de representar um clube como o Beira-Mar?
BR: No Válega cheguei à Selecção de Aveiro, que foi um passo para ser mais visto por outras equipas. Então, na transição de Iniciado para Juvenil recebi um telefonema do actual director de formação do Taboeira, Mário Moreira, a perguntar se queria ir fazer captações à Académica. Fui, fiz dois treinos, eu e mais cem miúdos, e vim-me embora. Foi então que o Sr. Moreira foi para director de formação do Beira-Mar e me perguntou se eu queria ir para lá, que também estavam na Nacional e na série da Académica. E ainda me lembro de ele dizer para que não ficasse triste, porque nesse ano ia fazer uma boa época, a Académica ia me querer, e ele ia fazer como eles me fizeram: dizer que não. E assim foi.

CR: Pelo meio da sua formação, "coleccionou" chamadas à Selecção de Aveiro, bem como às Selecções Nacionais de Sub-19 e sub-20. Fale-nos um pouco dessas "experiências".
BR: Talvez tenha sido dos melhores momentos que já tive. Ainda me lembro da primeira internacionalização, pelos sub-19, como se fosse hoje, e arrepio-me como se estivesse a acontecer. Foi um particular em Gondomar frente à Irlanda, com o estádio completamente cheio e estava no onze inicial. Entrámos, perfilámos para os hinos, primeiro o da Irlanda, depois "A Portuguesa". Foi o melhor momento da minha vida, ver os cachecóis no ar e toda a gente a cantar o nosso hino. Foi um momento que nunca esquecerei. E convivi também com jogadores que agora estão a dar 'cartas' como Manuel Fernandes, Varela, Rúben Amorim, Paulo Machado, Vieirinha, entre outros, o que também é um motivo de orgulho.

CR: No seu primeiro ano de sénior, teve a oportunidade de integrar o plantel do Beira-Mar. Lembra-se de quando recebeu a notícia? Era algo pelo qual estava à espera ou surpreendeu-o?
BR: Lembro. Já na parte final de Júnior ia treinar aos Seniores e sabia que ia fazer a pré-época com os Seniores, que na altura pertenciam a uma empresa inglesa. O treinador era inglês (Mick Wadsworth), fiz a pré-época, ele gostou e assinei pelos Seniores.

CR: A verdade é que na equipa principal só foi utilizado por uma vez, e logo no primeiro jogo para o qual foi convocado, diante do Nacional. Recorda essa partida e os momentos que antecederam a sua entrada em jogo?
BR: Sim, entrei a cinco minutos do fim e estávamos empatados. Estava a aquecer, o Tanque Silva lesionou-se, o treinador chamou-me, eu a pensar que ia entrar para central, para segurar o empate, mas para meu espanto, entrei para ponta de lança, para fazer o lugar do Tanque Silva. Passados três minutos sofremos o 2-1. Não foi a melhor estreia, mas fica para recordação.

CR: Depois dessa temporada, foi emprestado ao Avanca da III Divisão, sagrando-se mesmo campeão nacional. Porque razão decidiu dar seguimento à sua carreira na III Divisão?
BR: Na época anterior, o Avanca já era satélite do Beira-Mar, e quem não fosse convocado no Beira-Mar, ia jogar pelo Avanca ao fim-de-semana. Fiz a pré-época no Beira-Mar, o treinador era o Augusto Inácio, e como sabia que não ia ficar no plantel, decidi vir para o Avanca, clube da minha terra, e onde sentia que era bem acarinhado.

CR: O Avanca ascendeu à II Divisão, e o Bruno manteve-se por lá. Não teve ofertas melhores, ou preferiu dar alguma estabilidade à sua carreira?
BR: Tive ofertas e tive quase a ir para o Pampilhosa, mas decidi ficar no Avanca porque senti que podia continuar a fazer história num pequeno clube, que era segurar a manutenção. E assim foi.

CR: Para 07/08, o Bruno trocou o Avanca pelo Lousada, que também competia na II Divisão, mas noutra série. Porquê esta mudança? Esteve relacionada com questões monetárias ou o Bruno viu no Lousada uma "rampa de lançamento" que o Avanca nunca lhe ia dar?
BR: Por razões monetárias não foi, pois recebia pouco mais do que no Avanca, apesar de todos os dias fazer o percurso Avanca-Lousada. Senti naquele momento que o meu 'ciclo' no Avanca tinha acabado. Tinha entrado para a história do clube e sabia que era muito difícil ir para além daquele feito, por isso decidi mudar, e conhecer novas pessoas; novas mentalidades.
CR: Depois da passagem pelo Lousada, regressou ao Beira-Mar, que na altura competia na Liga de Honra, acabando por fazer apenas um jogo, para a Taça da Liga. Alguma vez pensou que seria tão pouco utilizado?
BR: Sinceramente, pensei ser mais utilizado, mas culpo-me a mim próprio, pois também fui visto como o 'menino da casa' e isso foi prejudicial para mim. Foi, talvez, uma má opção voltar, porque tinha boas propostas. Mas são opções e não me arrependo.

CR: Acabou por rumar por empréstimo ao Amarante da II Divisão na segunda metade da temporada, onde realizou seis partidas. Mais uma vez, voltou a não ser tão utilizado como esperava, presumo.
BR: Não correu bem. O Amarante tem tudo para ser um grande clube, mas quando lá cheguei, já estávamos em 'maus lençóis' e depois acabei por não jogar o que pretendia. Mas foi mais um bom clube por onde passei e tenho boas recordações.

CR: Na época passada, chegou ao Pampilhosa também da II Divisão, participando em vinte e nove jogos, marcando três golos. Esta foi das melhores épocas da sua carreira?
BR: Já era para ir para o Pampilhosa há duas temporadas atrás. Foi, claramente, a minha melhor época até agora. Lembro-me de um jogo-treino na pré-época contra o Fiães, em que levámos um 'banho de bola' deles, e eles estavam na III Divisão. No final, o nosso presidente em conversa com o treinador deles, Carlos Miragaia, dizia-lhe que íamos descer, que não tínhamos hipótese, e realmente não começámos bem, pois à quinta jornada tínhamos dois pontos. Fomos a Viseu, jogar contra o Académico, e ao intervalo estávamos a perder 3-1. No final, ganhámos 4-5, e essa segunda parte foi a 'rampa' para a época histórica que fizemos.

CR: O Pampilhosa lutou até à última jornada pelo primeiro lugar da Zona Centro. O objectivo era a subida de divisão?
BR: O objectivo era a manutenção, ninguém acreditava em mais e acabámos por lutar com o Arouca pelo primeiro lugar.

CR: Esta temporada, o Bruno chegou ao Distrital. Porquê o Valecambrense?
BR: 'Culpa' do presidente. Foi ele quem me convenceu.

CR: Como se passa, ainda que indirectamente, da I Divisão Nacional para o Distrital?
BR: Na Distrital tem muitos bons jogadores e equipas bem organizadas, e não tenho dúvidas que três ou quatro equipas do nosso campeonato se mantinham na II Divisão de forma tranquila. Para mim, jogar na I Divisão ou na Distrital é igual, tenho é de me sentir bem, ter ambição e ter prazer naquilo que faço.

CR: Esperava estar aqui neste momento da sua carreira?
BR: Não sei se esperava, nós não podemos prever o futuro. Podemos sim, procura-lo.

CR: O Valecambrense fez um grande investimento na temporada em curso. Como descreve a campanha da equipa até ao momento?
BR: Um grande investimento? As pessoas não estão bem informadas. Temos jogadores de grande qualidade e que jogaram em bons clubes e noutras divisões, o que aparenta ter havido um grande investimento, mas não é bem assim. Passamos por momentos bons e por momentos maus. Agora estamos num bom momento e vamos fazer tudo para continuar neste bom momento.

CR: À entrada para a Jornada 31, Sanjoanense, Valecambrense e Estarreja ocupavam as três primeiras posições, todos eles separados por um ponto. A vitória de domingo sobre um dos rivais na luta pela subida, Estarreja, é tão importante como outro jogo "qualquer" ou tem um sabor diferente por ser contra um rival directo?
BR: É uma vitória igual às outras. Já vimos a ganhar à nove jornadas, bastava 'falharmos' num jogo e ficávamos 'arrumados'. Temos de dar mérito a esta equipa pela personalidade e carácter, porque não é fácil estar a jogar 'finais' consecutivas. Só um grupo muito forte o consegue.

CR: No próximo domingo, há um Sanjoanense - Valecambrense. Se a sua equipa vencer, acredita que não mais largarão a liderança e assim subirão de forma "directa", não ficando à espera de desistências ou desclassificações?
BR: É mais uma 'final' igual às nove anteriores e vamos entrar com a mesma atitude e humildade.
Questões rápidas.
CR: É capaz de eleger um 11 formado por companheiros de equipa? (Actuais ou Passados)
BR: Guarda-Redes: Mingote. Joguei com ele no Lousada e é o melhor guarda-redes que já vi. É grande amigo.
Defesa Direito: Miguto. 'Meu capitão' no Avanca e grande amigo.
Defesa Central de Marcação: Alcaráz. Grande pessoa, jogou comigo no Beira-Mar.
Defesa Central Livre: Nuno Cruz. Central do Anadia. Grande amigo, jogou comigo no Pampilhosa e no Avanca.
Defesa Esquerdo: Tininho. Grande jogador e grande pessoa. Jogou comigo no Beira-Mar.
Médio Direito: Magno. Este 'miúdo' joga no Estarreja e joga 'muito'. Tem tido falta de sorte, mas a sorte há-de ir ter com ele.
Médio Centro: Artur. Ex-capitão da Ovarense, jogou comigo no Avanca. Aprendi muito com ele.
Médio Centro: Paulo Gomes. Grande pessoa. Um exemplo para mim, como pessoa e como jogador. 'Meu capitão' no Lousada.
Médio Esquerdo: Carlos Pinto. Não o conheço pessoalmente, mas joguei contra ele, quando ele estava no Chaves. É muita classe a jogar e é como o vinho do Porto: quanto mais velho, melhor.
Avançado: Marcelo Santiago. Joga no Gondomar. Grande amigo e muito humilde, merece tudo de bom. Jogou comigo no Pampilhosa.
Avançado: Hélder Ferreira: Joga no Anadia. Jogou comigo no Pampilhosa, e é muito inteligente a jogar.

CR: Que objectivos delineou o Bruno para a sua carreira? Marcou uma "meta" para deixar de jogar, caso não atingisse os seus objectivos?
BR: Os objectivos da minha carreira passam por cada dia ser melhor, ter prazer naquilo que faço, e ter muita ambição. Esses são os meus objectivos. Quando sentir que não os consigo cumprir, abandono.

CR: Se conseguisse, o que mudava na sua carreira?
BR: Nada, não me arrependo de nada.

CR: É defesa central de raiz, mas esta temporada tem sido utilizado como trinco. Que posição prefere?
BR: Foi na época passada que comecei a jogar a trinco e por lá continuei. A posição que prefiro jogar, é no 'onze', nem que seja a guarda-redes. Quero é jogar, pois é o que me dá mais prazer.

CR: O Beira-Mar é o clube do coração?
BR: Não. Passei bons e maus momentos por lá. O clube do meu coração, é o clube da minha terra, Avanca.

CR: Tem 26 anos. Ainda pensa em voltar à I Divisão?
BR: Tenho a noção de que não é fácil, mas porque não?

O "Conversas Redondas" agradece a Bruno Resende, o tempo despendido para esta entrevista, bem como faz votos para que tudo lhe corra bem, tanto na vida desportiva como na vida pessoal.

Pode ver o trajecto de Bruno Resende, aqui.

Nuno Passarinho: "Esta época, infelizmente, não teve pontos altos"

(Nuno Passarinho bem tentou evitar a descida, mas o Eléctrico 10/11 revelou incapacidade para tal.)
Ao fim de cinco temporadas consecutivas na II Divisão, o Eléctrico de Ponte de Sôr desceu à III Divisão, naquela que foi, talvez, a pior temporada da história do clube alentejano.
O "ConversasRedondas" conversou com o guardião da equipa, Nuno Passarinho, que não teve dúvidas em afirmar que "a temporada não teve pontos altos, só existiram baixos", 'apontando' também a inexperiência da equipa como factor determinante na fraca campanha do Eléctrico:
"Esta época, infelizmente, não teve pontos altos; só existiram baixos! Fomos uma equipa muito jovem, e esse aspecto teve extrema importância. Muitos pormenores de amadorismo levaram o Eléctrico Futebol Clube a descer de divisão, com toda a justiça. Com jogadores mais experientes tudo teria sido diferente, mas aqueles que defenderam a camisola do clube deram o seu melhor, e isso ninguém tem nada a apontar. Talvez se esses jogadores mais jovens dessem ouvidos aos conselhos dos mais velhos, as coisas teriam sido bem diferentes, e cada um desses jogadores teria melhorado a sua performance individual. Defendo que temos sempre a aprender, e apesar de já estar neste patamar há alguns anos, considero que estou sempre a aprender. Pena não pensarem como eu."
A equipa do Eléctrico reforçou-se em Fevereiro com dois jogadores experientes, numa tentativa de atacar a manutenção com "outros olhos", mas nem isso resultou. Um dos reforços foi o esquerdino Alhandra, que noutros tempos passou pelo escalão máximo do futebol português, chegando até, a representar as selecções mais jovens de Portugal.
Nuno Passarinho foi sempre muito elogiado pelos adversários, apesar das várias derrotas ao longo da prova, e classificou a temporada como "muito ingrata" a nível pessoal:
"A nível pessoal foi uma temporada muito ingrata. Apesar de muito tentar evitar as derrotas da minha equipa, não havia muito a fazer. Muitos erros cometidos, muitas faltas de atenção, levavam a que os adversários aparecessem à minha frente com grandes probabilidades de fazerem golo. Considero apenas que fiz uma meia parte, final de época muito boa. Acabei num 'pico' de forma que me deixou espantado. Dei o meu melhor, e fui sempre muito exigente comigo próprio, nunca me deixei levar pela situação que estava a ser criada. Fui correcto e muito profissional, treinando sempre no máximo e sempre a tentar melhorar as minhas capacidades. Posso dizer que estou muito tranquilo em relação à minha performance individual."
Uma das grandes exibições de Passarinho na ponta final da temporada foi no Estádio do Bessa frente ao Boavista, onde apesar da sua equipa ter saído goleada por 5-0, o guardião foi determinante para que a goleada não tivesse outros números, tendo ainda defendido uma grande penalidade.
Em relação à próxima temporada, o guarda-redes revelou que "ainda não sabe onde será", 'confessando' ainda que "esteve para abandonar o futebol":
"A próxima época ainda não sei onde será. Até estava a pensar em deixar o futebol, mas em virtude de muitas mudanças na minha vida, vou continuar a jogar e se possível na mesma divisão. É esse o grande objectivo para a próxima época. Quero jogar na mesma divisão, porque acho que mereço e tudo fiz para me manter nela."
Com vinte e oito anos, Nuno Passarinho participou nos trinta jogos do Eléctrico, ficando a seis minutos de ser totalista, pois acabou por sair na última jornada, para dar a "vez" ao júnior, André Pereira.
Formado nos Lagartos do Sardoal, foi aí que Passarinho construiu grande parte da sua carreira a nível sénior, tendo chegado à II Divisão e ao Abrantes em 2006, passando depois pelo Rio Maior, antes de chegar ao Eléctrico na temporada passada.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Liga Sagres: Naval e Portimonense despromovidos

(Naval e Portimonense estão de regresso à Liga de Honra na próxima temporada.)
A uma jornada do fim do principal campeonato do nosso futebol, as "contas" começam a ficar "arrumadas", como prova a luta pela manutenção, que acabou ontem, depois da vitória do Vitória de Setúbal em Alvalade, sobre o Sporting, por uma bola a zero.
A vitória dos "Sadinos" hipotecou em definitivo as esperanças de Portimonense e Naval em manterem-se na I Divisão, algo que à partida para a jornada 29, já era de si, muito complicado.
O Portimonense ainda venceu o Marítimo por uma bola a zero, despedindo-se do seu público com um triunfo; enquanto a Naval perdeu em Leiria também por uma bola a zero, naquela que foi a primeira vitória dos leirienses no ano de 2011.
Com o "assunto" manutenção decidido, falta agora saber-se quem ocupará os três lugares europeus em aberto: Sporting, Sp. Braga, V. Guimarães, Paços de Ferreira e Rio Ave são os candidatos; mas dois deles acabarão por ficar de fora das competições europeias na próxima temporada, apesar do V. Guimarães já estar qualificado para a Liga Europa, em virtude da presença na final da Taça de Portugal.

sábado, 7 de maio de 2011

Nuno Silva: "Tivemos sempre esperança que o União tivesse uma má fase"

(Nuno Silva participou em 29 jogos no Campeonato, 28 deles como titular, apontando oito golos.)
O "ConversasRedondas" conversou com Nuno Silva, avançado do Tirsense, numa "tentativa" de tentar perceber porque razão os "Jesuítas" passaram grande parte do campeonato na perseguição ao líder, União da Madeira, depois de liderarem a prova nas primeiras jornadas.
Questionado acerca do que "falhou", o avançado natural de Matosinhos revelou que a equipa do Tirsense "sempre teve esperança que o União tivesse uma má fase de maneira a aproveitar para reduzir a diferença" mas que "tal nunca aconteceu":
"O que 'falhou'? Todos temos a certeza que liderámos o campeonato até ao jogo com o União em casa (11ª Jornada). A 'viragem' do campeonato é mesmo aí: o jogo estava 'controlado' e aos 70' minutos tivemos um penalti a nosso favor, com o jogo empatado a um. Falhamos essa grande penalidade e a seguir eles fizeram o 1-2 e o 1-3. Penso que se tivéssemos ganho esse jogo, o campeonato teria sido muito diferente. Sobre o que 'falhou', acho que foi 'estofo', e ainda saber e ter a consciência que mais tarde ou mais cedo eles iam falhar no campeonato, como falharam, e nós nunca acreditamos. Foram superiores a nós, e pensamos que o iam ser sempre. O que residiu foi sempre a esperança de uma série boa de jogos da nossa parte, e má da parte deles deles, coisa que nunca aconteceu."
Na verdade, o União até "falhou", perdendo nove pontos entre as jornadas vinte e um e vinte e seis, mas os "Jesuítas" não aproveitaram as escorregadelas do líder, perdendo igualmente nove pontos entre as mesmas jornadas. Questionado se a sua equipa não terá acreditado que era possível chegar ao primeiro lugar, Nuno Silva referiu que "a esperança esteve sempre lá mas faltou 'sorte'":
"A esperança que isso pudesse acontecer, nós tínhamos, mas não tivemos a 'sorte' do nosso lado nessa fase de jogos. Ainda por cima, é quando o nosso treinador António Rocha (vulgo Rochinha, ex jogador do Espinho, Leixões entre outros) vai embora. Estávamos a seis pontos do União quando isso aconteceu."
Na escolha dos "momento-chave" da época, Nuno Silva não teve dúvidas em voltar a referir a derrota caseira com o União da Madeira, como sendo o ponto baixo da época.
"Ponto alto foram as vitórias consecutivas que tivemos no início, ganhando em casa de Chaves e Vizela, naturais candidatos à subida. Senti-amo-nos invencíveis nessa fase. Ponto baixo, o jogo com o União em casa, pois aí, senti-mo-nos ao contrário. A saída do "mister" Rochinha, também foi, para mim, um ponto baixo."
Por último, o avançado que participou em vinte e nove dos trinta jogos do campeonato, apontando oito golos, abordou a questão relacionada com o seu futuro, levantando um bocadinho a "ponta do véu" sobre a próxima temporada:
"Sobre a próxima época, só Deus sabe ainda. Recebi proposta de renovação do Tirsense, temos um pré-acordo para renovar, mas existem contactos de equipas da Liga Orangina."
Aos vinte e quatro anos, Nuno Silva dividiu a sua formação entre o Ermesinde e o FC Maia, representando enquanto sénior, além dos maiatos, Pedras Rubras, Sp. Espinho e Freamunde, antes de chegar ao Tirsense, esta temporada.

Jorge Rodrigues: "Fomos a equipa que mais merecia o 1º lugar"

(Os jogadores do Tondela nunca esqueceram o apoio que lhes foi dado ao longo da temporada.)
As palavras pertencem a Jorge Rodrigues, defesa central do Tondela, equipa que liderou a Zona Centro em vinte e sete das trinta jornadas do campeonato.
A equipa do Distrito de Viseu acabou por perder a liderança da prova na derradeira jornada, após empatar em casa com um dos "aflitos", Aliados de Lordelo.
No seguimento daquilo que vem sendo feito com os clubes da II Divisão, o "ConversasRedondas" conversou com Jorge Rodrigues, e o central falou da temporada do CD Tondela 2010/2011, começando por fazer um comentário alargado sobre a temporada do clube, mencionando "erros de arbitragem em partidas cruciais" e "adversários extra-motivados por jogarem contra o líder":
"O Tondela este ano, acima de tudo, fez uma época fantástica a vários níveis, pois foi a melhor época de sempre do clube, mas claro, fica um sabor extremamente amargo pois tivemos muito perto de conseguir o nosso objectivo, que era vencer o campeonato de série. E na minha opinião como jogador, existiram alguns factores que contribuíram para que esse objectivo não fosse alcançado, de más arbitragens em jogos cruciais que nos poderiam catapultar para uma liderança 'mais sossegada', o que não aconteceu, pois sempre fomos muito 'vigiados' de perto pelas equipas que buscavam o mesmo objectivo; desde lesões de jogadores importantes que nunca se conseguiram encontrar na forma que a eles é permitida; a entrada e saída de jogadores em Dezembro, que 'abanou' um pouco com as nossas rotinas de jogo; aliando ainda ao facto de sermos sempre o 'antídoto' para as equipas adversárias darem o seu melhor para vencerem o líder, algo que nos elevava a uma concentração e esforço sempre elevado, causando alguma fadiga normal que pode ter sido crucial. Mas penso que, acima de tudo, temos que nos orgulhar pelo que fizemos em Tondela, e pelo que trouxemos à cidade: uma união e uma 'febre' em torno do futebol que nunca se tinha visto."
O central que participou em vinte e seis encontros, todos eles como titular, tendo ainda apontado dois golos, golos esses que valeram pontos, pois o primeiro foi ante o seu ex-clube, Boavista, e valeu uma vitória por um zero; e o outro foi no empate do Tondela frente ao Cesarense, em Cesar, a dois golos.
Jorge Rodrigues comentou que a temporada em termos pessoais "lhe correu bem", sem nunca deixar de mencionar o nome de todas as outras pessoas que contribuíram para o excelente campeonato do Tondela:
"A nível pessoal, a época correu-me muito bem, uma vez que não tendo lesões já é muito bom para um jogador, e foi algo que me proporcionou fazer vinte e seis dos trinta jogos a titular, e fazer ainda dois golos, todos eles muito importantes. Dei o meu melhor, e isso aliado ao nosso grupo (que inclui tudo o que representa o clube Tondela), permitiu que todos juntos conseguíssemos fazer uma excelente campanha ao serviço do Tondela neste campeonato."
Depois, seguiu-se a "eleição" do ponto alto e do ponto baixo da temporada:
"Para mim, o ponto mais alto foram as vinte e sete jornadas das trinta que estivemos em primeiro lugar. O ponto mais baixo foi, sem dúvida, a perda do primeiro lugar e consequente qualificação para o play-off, visto termos sido a equipa mais consistente e que mais merecia o primeiro lugar, não só por nós, jogadores e clube, mas sim, por toda a cidade que se encontrava mobilizada em torno da nossa equipa, o Clube Desportivo de Tondela."
Por último, Jorge Rodrigues falou da próxima temporada, "confessando" que "ainda está à espera da melhor oferta":
"Ainda estou numa fase de esperar pelo melhor para mim, pois pretendo esperar mais um pouco e só depois tomar decisões referentes à nova época que aí se aproxima." 
Jorge Rodrigues de vinte e nove anos, dividiu a sua formação entre Abambres e Vila Real, tendo tido ainda uma curta passagem pelos Juniores do Benfica. Como sénior, representou o Vila Real, o Sp. Pombal, o Operário dos Açores, o Gorica da Eslovénia e o Boavista, antes de chegar esta temporada ao Tondela.