segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

"A foto do dia": Duelo de guarda-redes nas alturas

Os protagonistas da foto são Dany e Rui Forte, respectivamente, guarda-redes de Candal e Famalicão.
O Famalicão longe dos principais palcos há já vários anos, liderava a série B da III Divisão, e visitava o estádio do quarto classificado, Candal.
Ambas as equipas tinham a vitória como único objectivo para este jogo: os gaienses por forma a manterem-se nos seis primeiros; o "Fama" para segurar a liderança.
A equipa da casa entrou mais forte no encontro e logo aos 8' minutos, Alex abriu o activo, não se registando alterações no marcador até intervalo.
No segundo tempo, o Famalicão entrou disposto a dar a volta ao resultado, e aos 52' minutos o ex júnior do FC Porto, Claro, empatou a partida.
No entanto, o Candal que tem como tradição ser uma equipa muito complicada a jogar em casa, respondeu volvidos três minutos, com novo golo, desta feita da autoria de João Amaral.
O resultado não sofreu alterações até ao fim, e por isso o técnico famalicense José Augusto, deu autorização ao seu guarda-redes Rui Forte, para subir à área contrária nos pontapés de canto, como se vê na foto.
Sem dúvida, um lance e uma foto curiosa.
Ficha de Jogo:

Jogo realizado no Estádio Rei Ramiro, em Candal - Vila Nova de Gaia (relvado sintético)
Árbitro Principal: Pedro Cabral (AF Ponta Delgada); Árbitros Assistentes: Rui Cabral e João Medeiros;

Candal: Dany; Passos, Sidon (Ricardo Correia 88'), Ferraz e Daniel; João Reis, Alex e Jony; Ansúmane, Diogo Preto (Hugo Paiva 62') e João Amaral (Bruno Costa 85').
Treinador: António Pedro. Suplentes Não Utilizados: Paulo Alegria; Tiago Gil, Daniel Pereira e Digas.

Famalicão: Rui Forte; Palheiras, Luís Miguel, Talocha e China; Arturinho, João Dias (Tozé 60'), Ruisinho e Rui Fílipe; Cícero (Zézé 45') e Claro.
Treinador: José Augusto. Suplentes Não Utilizados: André Ferreira; Jorge Miguel, Samuel, João Miguel e Rui.

Disciplina:
Amarelos: Cícero 17'; João Dias 37'; Ferraz 45'; Dany 52'; Tozé 70'; Alex 88'; China 88'; Daniel 90';

Marcador: 1-0 Alex 08'; 1-1 Claro 52'; 2-1 João Amaral 55';

Nota: Foto da autoria do site oficial do FC Famalicão.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Taça da Liga: Estoril derrotou Sporting

O Estoril foi uma das grandes surpresas da última jornada da fase de grupos da Taça da Liga, ao vencer no seu reduto o Sporting por 2-1, com golos de Alex Afonso e de Vinicius Reche, ambos na conversão de grandes penalidades.
O "ConversasRedondas" conversou com um dos pontas de lança dos "canarinhos", Luís Leal (na foto), jogador que passou pela formação do Sporting, e que começou por abordar essa mesma questão, não esquecendo é claro, o triunfo sobre os "Leões":
"Reencontrar o clube do meu coração e que me formou, foi uma sensação muito boa. Mas são jogos que qualquer jogador quer jogar para se mostrar, e estou bastante feliz por ter corrido bem e por termos ganho."
O avançado passou cinco temporadas e meia na formação do Sporting, e ontem acabou substituído nos instantes finais da partida, cedendo o seu lugar a Clodoaldo.
Ao Estoril, resta agora trabalhar para o campeonato. Afastados da Taça de Portugal e da Taça da Liga, os "canarinhos" ocupam a décima segunda posição em igualdade pontual com o Santa Clara (ambos somam dezassete pontos), estando a oito do segundo classificado, Oliveirense.
Luís Leal acredita que a equipa "ainda vai a tempo da promoção":
"O objectivo do Estoril desde cedo ficou muito claro: é a subida de divisão. Ainda vamos a tempo de alcançar a promoção, mas não podemos cometer muitos mais erros." 
Em dez jogos na Liga Orangina, Luís Leal já apontou dois golos. Aos 23 anos, e depois de representar como sénior, Cova da Piedade, Atlético e Moreirense, estreia-se numa competição profissional.

II Divisão: Boavista 1-0 Sp. Espinho

Boavista e Sp. Espinho enfrentaram-se ontem no Estádio do Bessa, em jogo a contar para a 17ª Jornada da Zona Centro da II Divisão Nacional.
Dois clubes que disputaram grande parte dos seus duelos na I Divisão, e agora disputam o terceiro escalão do futebol português.
A última vez que o Espinho venceu no Bessa, data de 1996, curiosamente naquela que foi a última época dos "Tigres" na I Divisão.
Os espinhenses vinham de uma série de seis jogos sem perder, somando cinco vitórias e um empate, destacando-se claramente, as quatro vitórias consecutivas, entre elas um triunfo em casa do líder Tondela por 2-0.
O Boavista vinha de uma série positiva e negativa ao mesmo tempo: quatro jogos sem perder; três jogos sem vencer, com três empates frente a equipas do fundo da tabela: Esmoriz, Pampilhosa e Cesarense.
Curiosamente, ambas as equipas estavam empatadas na quinta posição com vinte e quatro pontos somados, logo esperava-se um bom jogo de futebol.
No primeiro tempo, e com o ex-jogador Gouveia a estrear-se como técnico dos axadrezados, ambas as equipas procuraram implantar o seu futebol, destacando-se as exibições dos sectores defensivos de "Panteras" e "Tigres", que anulavam os ataques adversários da forma que podiam.
Até que aos 31' minutos, e após uma boa jogada boavisteira, Paulo Gomes cara-a-cara com Renato, abriu o marcador, adiantando os axadrezados.
Do primeiro tempo, nada resta para contar, com a excepção do médico do Boavista, Pinto Sousa, ter sido expulso aquando da sua entrada em campo para assistência a Mário Loja.
Na etapa complementar, o Espinho entrou mais forte em campo, procurando o golo, e pondo à prova os reflexos de Vítor Golas logo nos primeiros minutos.
O jogo foi-se mantendo equilibrado, com o Boavista a procurar o segundo golo, embora sem resultados práticos.
Aos 84' minutos, o árbitro da partida, Albano Correia, assinalou uma grande penalidade favorável aos espinhenses, penalti esse muito contestado pelos da casa.
Na conversão, o veterano Bessa e ex-jogador do Boavista, atirou à barra, desperdiçando a última grande oportunidade do Espinho para chegar ao empate.
Com este triunfo, e com os resultados de hoje, o Boavista mantém a quinta posição, somando agora vinte e sete pontos. Quanto ao Espinho, ocupa a sexta posição em igualdade com o Gondomar, pois ambos somam agora vinte e quatro pontos.
O jogo ficou também marcado por alguns regressos ao Bessa: Ivan Santos e Bessa vestiram a camisola axadrezada; enquanto que Horácio foi mesmo formado no Boavista, tal como Ivan Santos.
Ficha de Jogo:

Estádio: Bessa Séc. XII, no Porto (relvado sintético)
Árbitro Principal: Albano Correia (AF Braga)

Boavista: Vítor Golas; Diogo Leite, Mário Loja, Hélio e Machado; Joel, Nuninho (Ribeiro 87'), Paulo Gomes (Ruisinho 63') e Cadinha; Beré e Paulo Campos (Diogo Teixeira 77').
Treinador: Gouveia. Suplentes Não Utilizados: Tó Ferreira; Léo Bonfim; Rui Lopes e Rui Dolores.

Sp. Espinho: Renato; Tiago Lopes, Hélder Vasco, Ricardo Correia e Hélder Lopes; Fílipe, Barbosa e Carlos Manuel; Ivan Santos, Horácio e Elísio (Bessa 66').
Treinador: Filó. Suplentes Não Utilizados: Pedro Miguel; Correia, João Ricardo, Fabinho, Vando e Clayton.

Disciplina:
Amarelos: Machado 21'; Hélder Vasco 24'; Vítor Golas 53'; Carlos Manuel 53'; Elísio 61'; Joel 69'; Mário Loja 69'; Ruisinho 77'; Hélio 83'; Cadinha 84';
Vermelhos: Fílipe 80';

Marcador: 1-0 Paulo Gomes 31';

Nota: Fotos da autoria do blog "Boavista Até Morrer".

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Taça de Portugal: Académica bate Setúbal

A Académica recebeu e venceu esta noite no Municipal de Coimbra, o V. Setúbal por 3-2, e qualificou-se assim para as meias finais da Taça de Portugal, onde irá defrontar outro Vitória, desta feita, o de Guimarães.
Curiosamente, os "sadinos" adiantaram-se primeiro no marcador, quando à passagem do minuto 16', o brasileiro Brasão inaugurou o marcador, num lance procedido de fora de jogo.
A "Briosa" a jogar em casa, "decidiu esperar" pelos últimos instantes do primeiro tempo, para dar um "ar da sua graça": aos 39' Éder empatou a partida; e aos 45' Sougou fez o 2-1.
No segundo tempo, os "estudantes" apostavam no controlo da partida, mas a "tremideira" da defensiva ia dando o empate ao Setúbal. No entanto, Peiser numa grande noite de inspiração foi evitando o empate.
Até que aos 86', veio aquela que todos pensavam ser a "machadada" final: Amaury Bischoff converteu com êxito uma grande penalidade e aumentou para 3-1, a vantagem dos "estudantes".
No entanto, e apenas dois minutos depois, Collin reduziu para 3-2, e o que restou da partida, foi jogado mais com o coração do que com a cabeça.
Nesse mesmo período de descontos, Júnior Paraíba teve uma oportunidade de ouro para fazer o 4-2, mas falhou perante Diego.
Com esta vitória, a Académica segue para as meias finais da Taça de Portugal, onde vai defrontar o Vitória de Guimarães, "evitando" assim um duelo de Vitória's nas meias finais da prova.

Taça de Portugal: V. Guimarães nas meias finais

O V. Guimarães venceu na noite de ontem o Merelinense da II Divisão por 2-0, e apurou-se para as meias finais, onde irá enfrentar o vencedor do jogo Académica - V. Setúbal, que se disputa esta noite.
Ambas as equipas queriam ficar mais perto do Jamor, e os homens de São Pedro de Merelim a jogarem em casa emprestada (1º de Maio em Braga), foram os primeiros a "ameaçar".
Paulinho Lopes surgiu solto dentro de área, mas o forte remate saiu muito torto.
A superioridade vimaranense veio ao de cima, quando estavam decorridos 30' minutos: cruzamento de Alex na direita e Edgar de cabeça a dizer "sim" à bola, abrindo o marcador.
Ainda antes do intervalo, e na sequência de um pontapé de canto, Cléber aumentou a vantagem do Vitória para dois golos: canto na direita, desvio ao primeiro poste, ressalto de bola e Cléber ao segundo poste a fazer o segundo golo da noite.
No segundo tempo, o Merelinense não baixou a cabeça, conquistando algumas faltas e avançando sempre alguns metros no terreno, graças a esses livres.
O Vitória dominou a partida e está nas meias finais da Taça de Portugal.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Entrevista a: Bailão


João Fílipe de Oliveira Antunes, conhecido no mundo do futebol por Bailão, nasceu em Arrentela a 2 de Janeiro de 1988.
Aos sete anos já jogava nos escalões de formação do Seixal, transitando depois para o Vitória de Setúbal onde esteve durante dez temporadas.
A sua subida ao escalão sénior coincidiu com a extinção da equipa B vitoriana, e Bailão viu-se "obrigado" a dar seguimento à sua carreira no Palmelense, que na altura competia nos Distritais de Setúbal.
Uma época no Palmelense, foi o "suficiente" para conseguir uma oportunidade nos Nacionais, assinando pelo histórico Fabril do Barreiro (ex CUF).
Apesar de uma boa temporada na III Divisão, o jogador acabou por rumar ao Zambujalense, regressando aos Distritais de Setúbal em 09/10. A meio da temporada, mudou-se para o Alfarim, clube onde ainda se mantém.
A nível internacional, chegou à selecção portuguesa de sub-18, além de ter conquistado vários torneios pela Associação de Setúbal.
É um jogador polivalente, podendo actuar com avançado centro, extremo esquerdo ou...defesa esquerdo!

ConversasRedondas (CR): O Bailão começou a jogar futebol com sete anos no Seixal. A que se deveu este ingresso no “desporto-rei” de forma tão “precoce”?
João Bailão (JB): Eu cresci num meio onde ainda predominava o futebol de rua, na Arrentela, e desde muito pequeno comecei a jogar futebol na rua. Fui para o Seixal influenciado pelo meu pai que foi lá profissional e comecei como federado logo aos sete anos. Naquela altura havia apenas o escalão de Escolas até aos onze anos.


CR: Depois de duas temporadas no Seixal, ingressou no V. Setúbal. Decidiu comparecer aos treinos de captações nos “sadinos” ou estes é que entraram em contacto consigo?
JB: Soube por um amigo que havia captações no Vitória, e o meu pai levou-me lá. O mister Herculano Santos, antiga glória do clube, disse que se recordava de mim do Seixal, e tive a felicidade de ficar logo no final do primeiro treino.

CR: Passou dez temporadas na formação do Vitória, onde foi sempre uma das “estrelas, marcando golos e fazendo várias assistências. O que “falhou” para não ser opção enquanto sénior?
JB: Não era nenhuma estrela, mas foram dez anos maravilhosos, onde fiz cerca de cento e cinquenta golos em jogos oficiais e cheguei a capitão e sub-capitão. Cresci ali, ganhei títulos, disputei fases finais, andei pelo estrangeiro em torneios…Acabei por nunca ter uma oportunidade enquanto sénior no Vitória, apesar de algumas promessas que me foram sendo feitas. Na verdade, penso que o facto de haver equipa B enquanto eu era júnior acabou por me tirar visibilidade a mim e aos meus colegas pois quando nós éramos juniores, quem era chamado para a equipa principal eram os jogadores que se destacavam da equipa B e não os dos juniores.


CR: O desaparecimento da equipa B, foi um dos motivos que o levaram a terminar o vínculo com o Setúbal?
JB: Depois, quando eu precisava que houvesse equipa B, ela acabou. Ou seja houve equipa B de seniores nos dois anos em que eu fui júnior e acabou no ano em que subi a sénior. É como se tivessem colocado mais um "degrau" quando eu era júnior e quando subi a sénior precisava desse "degrau" e tiraram-no. Foi-me dito por responsáveis do clube na altura, que ainda não se sabia se iria continuar a existir equipa B, mas que se houvesse eu ficaria lá. Mas acabou mesmo, reuniram-se então comigo, disseram que tinham óptimos relatórios dos meus treinadores mas que não iam ficar comigo e que o Vitória não tinha capacidade para assinar com jogadores e empresta-los. Agradeceram os dez anos lá passados e desejaram-me sorte.

CR: De nada terá valido o facto de se ter treinado com a equipa B, chegando mesmo a ser convocado para alguns jogos da equipa que disputava a III Divisão Nacional...
JB: Na primeira época de júnior treinei-me várias vezes pela equipa B, e na época seguinte fui convocado. Nem o facto de ter chegado à selecção nacional de sub-18 ou título nacional de inter-associações valeram de nada. Da minha equipa de Juniores acabou por ficar apenas o Luís Portela, que era internacional mas que acabaram por dispensa-lo também seis meses depois. Enfim.

CR: Depois de terminado o ciclo no Vitória, rumou ao Palmelense, equipa que disputava a I Divisão Distrital de Setúbal. Porquê esta opção? Recebeu convites de clubes que disputavam os Nacionais?
JB: Assim que saí do Vitória tive a possibilidade de ir para uma equipa dos Açores, para a II Divisão B. Mas havia também a possibilidade de fazer a pré-época no Pinhalnovense, como estava na faculdade em Setúbal e tinha parado no meu último ano de Júnior não quis ir para os Açores e arrisquei no Pinhalnovense. Estive várias semanas com eles, correu-me muito bem, fiz vários jogos, inclusive a titular, e até contra equipas da I Liga. Segundo o que me foi dito, o mister António Pereira, actualmente no Atlético, quis ficar comigo mas a direcção não quis. Houve ali uns dias de impasse. Enfim, acabei por não perceber bem o que se passou. Acontece que já estávamos a meio de Agosto e todos os plantéis dos Nacionais estavam fechados, recebi aí alguns convites dos distritais e acabei por ir para Palmela, onde estava o Mister Paulo Cardoso que tinha sido meu treinador na Selecção de Setúbal.

CR: Para um jogador que estava habituado a disputar os campeonatos nacionais nas camadas jovens, quais foram as primeiras dificuldades encontradas na Distrital, tendo em conta que era o escalão sénior?
JB: As condições de treino eram óptimas, era um futebol muito mais físico e os jogadores muito mais experientes e fortes fisicamente. Tinha um grupo de jogadores já com alguns anos de distrital e surpreendeu-me o facto de haver tanta qualidade ali. No fundo, o que muda é a mentalidade, a forma como se encaram os treinos e vida futebolística em si. As expectativas, as prioridades...

CR: O facto de disputar um campeonato distrital, e de a partida ter menos “visibilidade” em relação aos Nacionais, não o desmotivou?
JB: Confesso que foi um choque para mim na altura. Não foi fácil em poucos meses passar da expectativa de jogar na I Liga para jogar no Distrital. Fiquei desmotivado, claro. Muito. Sobretudo na primeira metade da época. Em Dezembro era para ter saído para o GD Fabril, e a partir daí as coisas mudaram, foi o "clique" que eu precisava.

CR: O Palmelense segurou a manutenção, e o Bailão participou em grande parte dos jogos realizados pelo clube. Deu-se bem na sua primeira temporada como sénior?
JB: Felizmente tive um treinador que sempre acreditou em mim, fiz todos os jogos em que estive disponível e quase todos enquanto titular. Marquei dois golos. Foi uma temporada muito importante pela experiência que adquiri com os jogos e com os jogadores mais velhos, que já tinham passado por escalões acima e com muitos anos de sénior, Bruno Pombo, Rui Carvalho, entre outros. Percebi que o futebol sénior era bem diferente do que estava habituado até aí.

CR: As exibições que realizou, abriram-lhe as portas dos Nacionais, neste caso de um histórico: Fabril (ex CUF). Vestir a camisola verde e branca, ainda tem uma responsabilidade acrescida?
JB: Na verdade tem, é um clube bem diferente de todos os outros, com características muito próprias. Já para não falar das condições de trabalho que o clube oferece, ao nível da I Liga.

CR: Não começou a época como titular, mas aos poucos foi tendo as suas oportunidades. Sentiu dificuldades para se adaptar a uma competição sénior a nível nacional?
JB: A equipa era muito forte, tinha muitos bons jogadores e comecei por não jogar. Fui muito ajudado por alguns jogadores que foram importantes para alavancar a minha confiança, jogadores mais experientes como o Fusco, o David Martins que era capitão, e outros. Aos poucos fui ganhando o meu espaço, a partir do momento em que comecei a jogar, joguei sempre. Fiz vinte e tal jogos durante a temporada.

CR: Depois da estreia em campeonatos nacionais, esperava continuar no mesmo escalão na temporada 2008/2009?
JB: A época correu-me bem a nível individual. Infelizmente, houve muita turbulência à volta da equipa, muitos jogadores dispensados durante a época, cinco treinadores, entre eles o próprio presidente. Apesar disso, fui opção com todos eles. Esperava continuar. Como não continuei no GD Fabril, e terminada que estava a minha licenciatura, decidi ir tirar o Mestrado em Marketing Desportivo, cujas aulas eram às Sextas à noite. O facto de não treinar à Sexta foi impeditivo para clubes maior nomeada. Fui para o Zambujalense, onde fui muito bem recebido por todos.

CR: Regressou aos Distritais de Setúbal, desta feita para representar o Zambujalense. Em relação à temporada 2007/2008, quais foram as diferenças que encontrou entre ambos os campeonatos?
JB: Não encontrei grandes diferenças, as equipas pareceram-me um pouco mais fortes do que dois anos antes. Talvez o campeonato me tenha parecido mais competitivo.


CR: A meio da temporada, deixou o Zambujalense para reforçar o Alfarim. A que se deveu esta mudança?
JB: Por salários em atraso. Nem um mês cheguei a receber desde Agosto até Dezembro. Infelizmente é uma situação cada vez mais comum sobretudo no futebol amador.


CR: No Alfarim, fez mais dois jogos dos que havia feito no Zambujal, mas ainda assim marcou menos um golo. O clube alcançou o 6º lugar, fazendo assim um campeonato tranquilo. Era este o objectivo dos responsáveis?
JB: Mudei-me à 14ª jornada, e sai do 5º classificado para o penúltimo. Encontrei uma equipa com uma qualidade muito acima da média para o distrital, que não coincidia com a classificação, mas em baixo psicologicamente. Tive a felicidade de ser opção desde o princípio. Houve mudança de treinador passados dois jogos e a equipa despertou, fizemos uma segunda volta brilhante e acabámos no topo da tabela.


CR: Para a presente temporada, o Bailão renovou com o Alfarim. Como lhe está a correr a temporada?
JB: Felizmente, está a correr bem. Fiz todos os jogos até agora, marquei dois golos e fiz várias assistências. Penso que está a ser muito positiva.


CR: O Alfarim ocupa o 3º lugar com 26 pontos, estando a quatro do líder, Vasco da Gama. Os objectivos do clube, passam pela subida de divisão?
JB: Tenho a noção de que somos um 'outsider', não pela equipa mas pelo peso que o clube tem. Começamos a incomodar muita gente. Não perdemos à nove jornadas, somos o melhor ataque, e na próxima jornada recebemos o Vasco da Gama. Há duas jornadas atrás travámos o, até então, líder Olímpico do Montijo, empatámos 0-0 e eles festejaram o empate no fim tal foi o sufoco. Falta-me ver jogar o Vasco da Gama jogar e, até agora, não vi nenhuma equipa praticar melhor futebol que a nossa, por isso temos que ambicionar o 1º lugar.


CR: E apesar da época estar a meio, quais os objectivos do Bailão, para o que resta da temporada?
JB: Espero continuar a ser sempre opção, e a ver se faço mais uns golinhos. Vamos pensar jogo a jogo e acreditar que depois de mostrar o nosso valor e ganhar cada um deles podemos chegar ao fim e surpreender.


CR: Pode a jogar a defesa esquerdo, extremo esquerdo e ponta de lança. Em que posição se sente melhor dentro de campo?
JB: Onde tenho mais prazer é a jogar como avançado, mas tenho noção que onde rendo mais é atrás do avançado ou a médio esquerdo.


CR: Cumpre a terceira temporada nos Distritais de Setúbal. Se tivesse que recomendar algum jogador  do seu campeonato, a um clube dos campeonatos profissionais, quem seria?
JB: Há por aí muito bom jogador no distrital, mas um jogador não recomendo, recomendo uma equipa, o Alfarim. Temos muitos jogadores que foram formados em clubes da I Liga, incluindo Benfica e Sporting. Três de nós já passámos pelas selecções jovens, temos muitos jogadores ainda muito novos que já estiveram na II Divisão B e III Divisão. Venham ver-nos jogar e avaliem. Não tenho dúvidas de que muitos colegas meus singravam duas ou três divisões acima.
Questões Rápidas.

CR: João Fílipe de Oliveira Antunes. Como surgiu o nome Bailão?
JB: Vem do meu bisavô. Supostamente era muito parecido a jogar futebol com um tal “Bailão” que era jogador profissional da altura. O meu avô, que foi uma grande figura do distrito nos anos 50, ficou também com o nome, depois o meu pai, que foi profissional durante doze anos, e agora eu.

CR: Na formação do Vitória, foi colega de jogadores como Besugo, Luís Portela, Moisés ou Paulo Regula. Tirando o último, acredita que os outros jogadores que mencionei poderiam ter tido o mesmo sucesso do colega na principal equipa “sadina”?
JB: Podiam claro. Com o Paulo Regula tiveram a paciência que não tiveram com os outros.

CR: Qual é a sua opinião acerca da actualidade do futebol português?
JB: Custa-me ver onzes iniciais de equipas medianas da I Liga com um ou dois portugueses, custa-me ver os plantéis dessas equipas com meia dúzia de portugueses, custa-me ver convocatórias de selecções jovens com muito pouco por onde escolher pois não há falta de qualidade mas sim de quantidade em divisões profissionais. Se calhar vamos deixar de ter futebol português e passamos a ter simplesmente o futebol dos clubes de cá.

CR: Passou dez épocas no Vitória de Setúbal. O Vitória FC é o seu clube de coração?
JB: Sou benfiquista, no entanto passei a ser vitoriano também e sou sócio do Vitória. Não poucas vezes torci pelo Vitória contra o Benfica. É um grande clube e foram muitos anos ali, muitos laços e recordações vêm dali. Era impossível não se ter tornado um clube do meu coração.

CR: É capaz de eleger um "onze" formado por companheiros de equipa? (Actuais ou passados)
JB: É  complicado eleger apenas onze. Mas aqui vai:
Guarda-Redes: José Carlos. Seguro e experiente. Jogámos juntos no GD Fabril, está agora no Barreirense.
Defesa Central: Jojó. Colega no Vitória, Palmelense e nas selecções de Setúbal. Polivalente muito inteligente, joga  no Alcochetense.
Defesa Central: João Meira. Jogámos juntos no Vitória e na Selecção de Setúbal, está no Atlético, é muito forte mentalmente. Chegará à I Liga.
Defesa Central: Tiago Dias. Capitão do GD Alfarim, jogou nas camadas jovens do Benfica e do Vitória. Um talento a quem futebol não deu o devido valor e oportunidade.
Médio: David Martins. Era capitão do GD Fabril e fomos colegas também no Zambujalense, um verdadeiro líder. (Jogador do Barreirense)
Médio: Luís Carlos. Um ambidestro muito lutador. Meu colega no Alfarim, jogou comigo nos Juvenis e nos Juniores do Vitória, merecia uma oportunidade noutro escalão.
Médio: Bruno Cruz. O melhor jogador com quem joguei até hoje. Vi-o fazer coisas inimagináveis, é um médio centro por quem se paga para ver jogar. Fazia uma "perninha" em qualquer equipa da I Liga. (Jogador do GD Fabril)
Médio: André Martins. Tem um pé esquerdo de ouro, jogámos juntos no Vitória, fomos campeões nacionais pela Selecção de Setúbal e fomos à selecção nacional. Jogávamos de olhos fechados. (Jogador do Palmelense) 

Médio: João Nuno. Fortíssimo no último passe e bolas paradas, joga actualmente no Barreirense.
Avançado: Rui Capitão-Mor. Um "matador", jogámos juntos no GD Fabril e na Selecção de Setúbal.
Avançado: Zequinha. Jogámos juntos no Vitória. Um fenómeno a quem ninguém ficava indiferente, uma verdadeira força da natureza. Foi agora emprestado pelo Olhanense ao Fátima.

Ah e tem que haver aqui um treinador: Francisco Silva. Foi meu treinador dois anos nos juvenis e chamou-me a treinos e jogos quando ainda era iniciado. Foi uma pessoa muito importante na minha evolução como jogador e como homem.

O "Conversas Redondas" agradece a Bailão, o tempo despendido para esta entrevista, bem como faz votos para que tudo lhe corra bem, tanto na vida desportiva como na vida pessoal.

Pode ver o trajecto de Bailão, aqui.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

"A foto do dia": Miklos Fehér

Porque hoje se completam sete anos sobre a morte de Miklos Fehér, o "ConversasRedondas" recorda de forma breve a passagem do húngaro pelo futebol português.
"Miki" Fehér chegou a Portugal com dezoito anos, vindo do Gyor ETO para reforçar o FC Porto.
Nas duas primeiras temporadas como jogador dos "Dragões", Fehér teve poucas oportunidades para mostrar o seu valor, efectuando cinco jogos como suplente utilizado em 98/99 e 99/00. Na última temporada, até marcou um golo ao Campomaiorense numa vitória portista por 2-0.
Sem espaço na principal equipa portista, ainda participou em quatro jogos da equipa B na temporada 99/00, tendo apontado um golo.
O seu empréstimo a um clube da I Divisão era o ideal para ganhar minutos e experiência, e o Salgueiros antecipou-se à concorrência, garantindo os "serviços" do jovem ponta de lança húngaro.
Em Vidal Pinheiro, "Miki" participou em doze jogos como titular, e dois como suplente utilizado, tendo apontado cinco golos, ajudando os salgueiristas a garantirem a manutenção.
Na temporada seguinte, Fehér foi emprestado ao Braga, onde "explodiu": vinte e seis jogos como titular e catorze golos, ajudaram os bracarenses a conquistarem o 4º lugar.
Depois, em 01/02, vieram os "problemas". Problemas na renovação de contrato com o FC Porto, fizeram com que Fehér passasse toda a temporada "encostado" na equipa B portista, onde fez três jogos, marcando um golo.
Livre de compromissos no final da temporada, rumou ao Benfica, onde em 02/03, marcou quatro golos, tendo participado em dezassete jogos no Campeonato.
Em 03/04, Fehér participou em treze jogos, tendo marcado três golos. O último jogo que fez, foi como todos se lembram, em Guimarães, caindo inanimado no relvado aos 90+2'.
O último golo da carreira foi apontado ao La Louvière para a Taça UEFA, a 15 de Outubro de 2003.

Miklos Fehér - 20/07/1979 - 25/01/2004

sábado, 22 de janeiro de 2011

III Divisão: Beira-Mar Monte Gordo desistiu da competição

Segundo o website da Federação Portuguesa de Futebol, o Grupo Desportivo Beira-Mar, sediado em Monte Gordo, desistiu de participar na III Divisão.
Os algarvios não somaram qualquer ponto nos doze jogos disputados até ao momento, e ocupavam claro, a última posição da Série F.
Sendo assim, o jogo que estava agendado para hoje em Monte Gordo frente à União Montemor, não se realizará, assim como os restantes em que a equipa algarvia estaria envolvida.
Fundado em 1950, o Beira-Mar Monte Gordo, participou por uma vez na II Divisão, e foi bem recentemente: em 08/09.
Este foi o ponto mais alto da história do clube, que participava esta temporada, pela sétima vez na III Divisão.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Análise: Márcio Vieira

Márcio Vieira foi, até ao momento, o último jogador a ser entrevistado pelo "ConversasRedondas". O jogador internacional pela Selecção de Andorra, representa o Atlético de Monzón da III Divisão espanhola, clube que luta há já várias épocas pela promoção ao terceiro escalão do futebol espanhol.
A cumprir a terceira temporada consecutiva no Monzón, Márcio Vieira leva já cinco épocas na III divisão espanhola, tendo representado anteriormente Ibiza (06/07) e Teruel (07/08).
O clube da região de Aragão, ocupa a oitava posição do Grupo 17, com trinta e quatro pontos, estando a treze do líder, Andorra CF, e a sete pontos de entrar num lugar que lhe dê acesso ao play-off de promoção (terá de ocupar uma das primeiras quatro posições).
Dos vinte e um jogos já realizados pelo Monzón no campeonato, Márcio Vieira participou em dezanove, levando já sete assistências, e dois golos marcados.
No passado domingo, o Monzón foi derrotado por um rival directo na luta pela subida, o Zaragoza-B por 2-1, estando agora cada vez mais longe de conseguir um lugar no play-off.
Este fim-de-semana, a equipa de Aragão recebe o CD Giner Torrero, equipa que ocupa a décima quinta posição no campeonato com vinte e dois pontos somados.
No que diz respeito à Selecção de Andorra, Márcio Vieira vestiu pela última vez a camisola dos andorranos, a 12 de Outubro de 2010, numa pesada derrota frente à Arménia por 4-0.
Actualmente, o jogador soma já trinta e cinco internacionalizações A por Andorra.

Análise: Diogo Fonseca

Entrevistado em Setembro do ano passado, Diogo Fonseca é açoriano de "gema" e joga no Feirense, que é actualmente um dos líderes da Liga Orangina.
Melhor marcador do Boavista na temporada passada, ao apontar onze golos, Fonseca chegou ao Feirense como uma contratação de Quim Machado, que o havia defrontado, como técnico do Tirsense.
A época abriu com a Taça da Liga, e Fonseca somou "apenas" catorze minutos em três jogos. O Feirense acabou eliminado da Taça da Liga, com dois pontos somados nessas três partidas.
A primeira oportunidade do avançado surgiu na segunda jornada do campeonato, em Arouca, mas o ponta de lança acabaria expulso por acumulação de amarelos aos 65' minutos.
Diogo Fonseca cumpriu então um jogo de castigo, regressando aos convocados para a jornada 4, frente ao Trofense, acabando por não sair do banco de suplentes.
Na Taça de Portugal, Fonseca entrou aos 70' numa altura, em que o Feirense perdia na Anadia frente à equipa local por 1-0, e empatou a partida aos 85'. Em período de descontos, Roberto acabaria por dar a vitória à equipa feirense.
Regressou o campeonato, com Fonseca a ser novamente suplente não utilizado na deslocação à Covilhã na jornada seis. Na semana seguinte, o Feirense recebeu o Gil Vicente e perdeu por 1-0, com o ponta de lança a ser lançado aos 87'.
Depois disto, Fonseca passou quatro jogos na bancada por opção técnica, regressando aos convocados frente ao Moreirense à jornada dez, onde uma vez mais não saiu do banco.
Na jornada onze, o ponta de lança foi lançado no período de descontos na vitória do Feirense em Fátima por 2-1, e na jornada doze na recepção ao Penafiel, voltou a ficar no banco.
Seguiu-se mais um jogo sem ser utilizado, desta feita na deslocação ao Estoril, com mais uma vitória feirense.
Finalmente, no fim de semana passado, Fonseca voltou a ser utilizado, ao entrar aos 87' numa altura em que o Aves já vencia por 3-0 em Santa Maria da Feira.
Diogo Fonseca chegou a equacionar a sua saída do emblema azul no actual mercado de transferências, mas o mais certo é que o jogador continue em Santa Maria da Feira, pelo menos até ao fim da temporada.
Concluídas que estão catorze jornadas da Liga Orangina, o Feirense ocupa a liderança juntamente com a Oliveirense, apesar de estar em desvantagem no confronto directo.

Análise: Xano

Terceiro jogador a ser entrevistado pelo blog, Xano ainda não tem qualquer minuto somado na presente temporada.
Porquê? Motivo fácil de explicar: as lesões que o têm assolado não lhe têm permitido estar operacional para ser utilizado.
A lesão nos ligamentos do joelho direito em Março do ano passado, impediram-no de fazer a pré-época com os restantes colegas, e o extremo só voltou a treinar-se, ainda que condicionado, em Novembro último.
Aos poucos, Xano vai-se integrando no plantel avense e recupera a forma para ajudar a sua equipa na fase decisiva da temporada, apesar de o seu empréstimo a um clube da II Divisão para ganhar a forma e o ritmo ideais, não esteja colocado de parte.
O Aves tem um dos melhores planteis da Liga Orangina, mas os resultados não têm "aparecido", logo espera-se uma segunda volta na máxima força por parte da equipa avense.
No sábado passado, os avenses golearam o líder Feirense em Santa Maria da Feira por 3-0, e ocupam agora a sexta posição com 19 pontos, estando a cinco da dupla de líderes, Oliveirense e...Feirense.

Análise: Manel

Segundo jogador a ser entrevistado pelo blog, Manel Aniceto representa o Carregosense, clube que milita na I Divisão Distrital da AF Aveiro.
Entrevistado pouco tempo depois da sua equipa ter festejado a subida ao escalão máximo do futebol aveirense, Manel Aniceto confirmou a renovação pelo clube de Carregosa, que esta temporada está a fazer um campeonato brilhante entre os "grandes" de Aveiro.
Concluídas que estão dezoito jornadas, o Carregosense é segundo classificado com 36 pontos, embora em igualdade pontual com Estarreja e Águeda. O líder Sanjoanense, está a dois pontos de distância.
Desses dezoito jogos, Manel concluiu quinze, sendo substituído em três partidas, com a particularidade de ser sempre na "recta final" do encontro: aos 75' frente ao Oiã; e aos 80' frente a Estarreja e Gafanha.
Como um extremo tem por "missão" assistir os pontas de lança, Manel leva já nove assistências. Mas, como um extremo não vive "apenas" de assistências, o jogador natural de Milheirós de Poiares já apontou nove golos, com a particularidade do Carregosense vencer sempre que Manel faz o "gosto ao pé": foi assim frente a Pessegueirense (1-0 e 3-1); Fermentelos (5-0 com "bis" de Manel); Águeda (2-0); Oiã (4-2); Ovarense (8-0!); São Roque (3-1) e Estarreja (1-0).
Mas nem só na sua baliza acerta Manel: em Paços de Brandão um auto-golo do jogador, fez com que o Carregosense empatasse a um golo.
Na Taça de Aveiro, o Carregosense fez apenas duas partidas, e Manel começou sempre no banco. Na 2ª Eliminatória saiu do banco aos 55' frente ao Mansores, a tempo de ver a sua equipa vencer por 1-0; enquanto na 3ª Eliminatória entrou ao intervalo frente ao Águeda, num jogo em que o Carregosense foi derrotado por duas bolas a uma e disse "adeus" à Taça.
Cumprida que está a primeira jornada da segunda volta do campeonato, o Carregosense está em boa posição para ascender pela primeira vez na sua história aos Nacionais, apesar de Manel não ter apontado esse objectivo aquando da realização da entrevista.

Análise: Miran

Com a época a meio, é tempo de analisar as performances dos jogadores entrevistados pelo "ConversasRedondas" até aos dias de hoje.
Para tal, esta "análise" começará pelo primeiro jogador a ser entrevistado pelo blog: Miran, ponta de lança do Pinhalnovense.
Quando assinou pelo Pinhalnovense, Miran tinha 34 anos e era visto como um reforço importante para a equipa que iria competir na II Divisão, pela experiência que adquiriu na sua carreira.
No campeonato, já participou em catorze dos quinze jogos que os palmelenses fizeram, tendo apontado cinco golos, algo que fazem dele o melhor marcador da equipa na Zona Sul da II Divisão.
O ponta de lança brasileiro, funciona como uma espécie de "amuleto" da equipa de Pinhal Novo: soma sete golos em toda a época, e sempre que marcou o Pinhalnovense não perdeu.
No campeonato, "garantiu" empates frente a Casa Pia, Juventude de Évora e Oriental, com a particularidade de todos os encontros terem acabado empatados a um golo.
Frente ao Casa Pia na jornada inaugural abriu o activo aos 78'; mas nos outros dois jogos, salvou mesmo a "honra" do convento ao empatar as partidas aos 90+2' (Juventude de Évora) e aos 34' (Oriental).
Sobram dois golos, e ambos foram apontados ao Carregado, numa concludente vitória do Pinhalnovense por 4-0, na jornada 14.
Na Taça de Portugal, Miran apontou dois golos: o primeiro ao União Micaelense na primeira eliminatória, com vitória do Pinhalnovense por 5-0 sobre os açorianos; o segundo frente ao Tirsense, em mais uma vitória palmelense, desta feita por 2-0.
Escusado será lembrar que o Pinhalnovense chegou aos Quartos de Final da Taça, sendo eliminado pelo FC Porto no Dragão, num jogo em que Miran foi titular, tendo mesmo actuado os 90' minutos.
Concluída que está a primeira volta da Zona Sul da II Divisão, o Pinhalnovense ocupa a quarta posição juntamente com o Mafra (ambos somam 26 pontos), estando a sete pontos do líder, Atlético.
Actualmente com 35 anos, esta deverá ser a última época de Miran enquanto futebolista.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Brasil: Roberto Carlos continua igual a si próprio

Aos 37 anos, Roberto Carlos continua igual a si próprio. Isto é: o pé esquerdo continua "untouchable".
Na jornada inaugural do campeonato paulista, o Corinthians recebeu e venceu a Portuguesa dos Desportos por 2-0. Roberto Carlos fez o segundo golo do "Timão" aos 19' minutos, através da marcação de um...canto directo!
Minutos antes, o Corinthians havia-se adiantado no marcador por intermédio de Paulinho.
Voltando ao "início": Roberto Carlos arrancou pela ala esquerda, ganhando um pontapé de canto. Na sequência desse mesmo pontapé de canto, apanhou a equipa da Portuguesa completamente distraída e marcou golo através de canto directo.
O melhor mesmo, é ver o lance:

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Edmundo Duarte: "Sabia que ia ser difícil, mas acreditei na manutenção"

Edmundo Duarte (na foto) é actualmente treinador do Vila FC, nos Distritais do Porto, equipa que veio substituir o Vilanovense, que chegou a competir na II Divisão B e até foi jogar a Alvalade para a Taça.
Em 1997, depois de cometer várias "graçinhas" na Taça de Portugal, pelos Dragões Sandinenses, foi convidado a abraçar um enorme desafio, talvez o maior da sua carreira: o Espinho estava há onze jornadas consecutivas sem pontuar na I Divisão.
Orientou os "Tigres" durante quatro jornadas, conseguindo uma vitória, dois empates e uma derrota, não conseguindo evitar a descida de divisão.
Em declarações ao "ConversasRedondas", o técnico começou por dizer que:
"Não há impossíveis na vida, nem no futebol. Sabia que ia ser difícil, mas naturalmente, acreditei na manutenção."
Questionado acerca da moral do plantel na altura, e se a equipa ainda teria forças para uma possível recuperação, Edmundo Duarte disse:
"Numa equipa que não pontuava há dez ou onze jornadas consecutivas (n.d.r. onze), os níveis anímicos eram extremamente negativos, mas a capacidade humana é ilimitada. Depende da convicção da liderança e a verdade é que em quatro jogos, apenas perdemos um."
Em jeito de nota final, o técnico elogia os seus ex-pupilos:
"Era difícil fazer melhor, e o seu empenho e querer, foram enormes."
Na temporada seguinte (97/98), Edmundo Duarte orientou os "Tigres" na Liga de Honra, obtendo a décima posição no campeonato.
Antes de chegar a Espinho, o técnico havia orientado além dos Dragões Sandinenses, Alcobaça e Torreense. Depois de sair dos "Tigres", Edmundo Duarte regressou aos Dragões Sandinenses, orientando depois Vilanovense e Maia, assumindo esta temporada o Vila FC.

Besirovic: "Depois daquela excelente primeira volta, descida era impossível"

Besirovic (na foto com as cores do Farense) jogou em Portugal treze anos. Chegou em 1991 para o Estrela da Amadora, saiu em 2004, acabando a carreira de futebolista ao serviço do Beira-Mar Monte Gordo.
Em 1995 reforçou o Espinho e ajudou o clube na promoção ao primeiro escalão, onde efectuou a sua estreia envergando a camisola dos "tigres".
Agora a viver no seu país natal, Bósnia, Besirovic acedeu ao convite do "ConversasRedondas" e falou acerca da temporada do Sp. Espinho em 96/97:
"Acho que em primeiro lugar faltou um pouco de experiência na equipa, mas também no treinador. Na segunda volta do campeonato jogamos da mesma maneira, mesmo quando tivemos um plantel curto e faltaram alguns jogadores importantes."
O Sp. Espinho venceu no Bessa, em Guimarães e em Setúbal, além de ter empatado no Restelo e em Leça. Para Besirovic, o "segredo" estava na união de grupo:
"O Espinho na altura tinha um grupo de jogadores muito unidos e essa foi a nossa maior arma em muitos bons jogos que fizemos na aquele ano. Nunca pensámos descer de divisão. Depois daquela excelente primeira volta, a descida era impossível." 
Os anos passam, e o médio confessa que já não se recorda muito bem de alguns jogos, mas ainda assim tem os adeptos espinhenses no coração:
"Do Espinho, lembro-me mais do público, que estava sempre connosco, mesmo quando perdíamos os jogos. Também acho que a direcção do clube na altura, era presidente o Sr. Ilídio Silva, fez um bom trabalho, e estava sempre junta com os jogadores. Aproveito para mandar um grande abraço para todos os espinhenses." 
Em Portugal, além do Espinho, Besirovic representou E. Amadora, Ac. Viseu, Académica, Farense, Leixões (onde atingiu o ponto mais alto da sua carreira, ao chegar à final da Taça de Portugal) e Beira-Mar Monte Gordo.

Recordar: Sp. Espinho 1996/1997

No palmarés do Espinho, constam onze presenças na I Divisão, a última das quais na temporada 96/97, onde os espinhenses obteram o 16º lugar entre dezoito equipas, somando trinta e três pontos.
Na temporada anterior, os "Tigres" haviam-se classificado na terceira posição da Liga de Honra, atrás de Rio Ave e V. Setúbal. Para 96/97, o reforço do plantel foi grande, registando-se "apenas" doze permanências em relação à temporada anterior.
Entre as permanências, os destaques iam para o guardião Luís Manuel, já com muitos anos de I Divisão, ao serviço de Farense e Braga; Paulo Pires e Carvalhal, dois defesas muito experientes e já com várias épocas de I Divisão; e Besirovic, médio bósnio que já havia mostrado qualidades ao serviço de Académica e Ac. Viseu.
Entre os reforços, destacavam-se: Milton Mendes e Sérgio Lavos, ambos ex U. Madeira; Soeiro, defesa central ex V. Guimarães; Caetano, extremo ex Tirsense; Lino, defesa esquerdo ex Braga; Luís Miguel, defesa direito ex Campomaiorense; entre outros.
No comando técnico, estava o "estreante" Zinho, que além de ter representado o Sp. Espinho como jogador, representou ainda Sp. Braga, Sporting, Racing de Santander, entre outros.
O campeonato não começou com um jogo fácil: os espinhenses recebiam o Sporting, no Estádio Prof. Dr. Vieira de Carvalho, na Maia (casa emprestada). Pedrosa abriu o activo para os leões aos 24', mas Besirovic empatou aos 36'. Vidigal antes do intervalo e Hadji no segundo tempo, assinaram a primeira derrota do Espinho no campeonato: 1-3.
Na jornada dois, os espinhenses tinham um visita complicada ao Bessa, a casa do Boavista, mas não se deixaram intimidar. Artur Jorge de penalti aos 44' e Milton Mendes em cima dos 90', fizeram os golos da vitória do Espinho na cidade do Porto, por 2-0.
O Sp. Espinho daria então início a um ciclo espectacular de seis jogos sem perder, onde somou quatro vitórias, incluindo a vitória do Bessa.
Depois de uma deslocação difícil à cidade do Porto, os espinhenses tiveram nova saída complicada, mas voltaram a darem-se bem: empate em Belém a zero.
Na jornada seguinte, e na recepção ao Farense, Lino apontou o único golo da partida aos 38', e deu a vitória ao Espinho sobre os "Leões de Faro" que ocupavam a liderança juntamente com mais quatro equipas.
O campeonato não se adivinhava fácil, mas o Espinho estava determinado em fazer "boa figura", e na deslocação ao terreno do Rio Ave, na jornada cinco, os espinhenses bateram os homens de Vila do Conde por claros 3-0, com golos de Besirovic, Milton Mendes e Caetano.
Seguiram-se mais dois jogos com resultados positivos: na jornada seis, vitória caseira por 1-0 sobre o Marítimo; e na jornada sete, empate na deslocação ao terreno do Leça.
E, à jornada oito, eis que apareceu o campeão em título, FC Porto, para quebrar a boa sequência de jogos que os espinhenses vinham fazendo. Na Maia (uma vez mais, as questões de bilheteira a falarem mais alto), o FC Porto "cilindrou" por completo o Espinho, ao vencer por 0-5.
Apesar da goleada, o Espinho mantinha a quinta posição em igualdade pontual com o Farense.
A jornada seguinte indicava, mais uma vez, enormes dificuldades para os espinhenses: era "dia" de ir a Guimarães, mas ainda assim, foi o Espinho a primeira equipa a marcar: Artur Jorge Vicente inaugurou o marcador aos 34'. Na resposta, Capucho empatou o jogo aos 41'; mas aos 44' Carlos Pedro colocou novamente o Espinho em vantagem.
O Vitória a jogar em casa, entrou determinado na segunda parte, e aos 52' Ricardo Lopes empatou o jogo a duas bolas. No entanto, as "gentes do mar" nunca desistem, e no período de compensação o Espinho fez dois golos, resolvendo o jogo. Vitória por 4-2, e os "Tigres" subiam de forma isolada, à quarta posição do campeonato.
Veio a pausa para o campeonato, e para que se pudesse realizar a 4ª Eliminatória da Taça, com os espinhenses a receberem o Sp. Lamego da II Divisão B, e a vencerem por 1-0.
O campeonato regressou, e o Espinho somou duas derrotas consecutivas: a primeira na Maia (casa emprestada, uma vez mais) frente ao Benfica por 3-0; a segunda em Braga, frente ao Sporting local por 2-1.
Seguiu-se a 12ª Jornada, e mais uma vitória caseira, desta vez sobre o penúltimo Gil Vicente, por 1-0, com golo de Filó aos 14' minutos.
Veio nova eliminatória da Taça, com o Espinho a empatar em Sandim, frente aos Dragões Sandinenses da III Divisão, a um golo.
De volta ao campeonato, os espinhenses averbaram mais duas vitórias: a primeira em Setúbal, deixando para trás na classificação os sadinos; a segunda em casa frente à U. Leiria por 1-0.
Faltavam três jornadas para o fim da primeira volta, e o Espinho era quarto classificado, a apenas um ponto do 3º, Sporting.
Nos jogos que faltavam para se completar a primeira "fase" do campeonato, o Espinho averbou apenas um ponto em nove possíveis.
À derrota em Chaves na jornada quinze, seguiu-se um empate caseiro com o Salgueiros a um, encerrando a primeira volta com uma derrota na Amadora, frente ao Estrela, por 2-0.
Ao fim de dezassete jogos, o Espinho era 4º classificado com vinte e sete pontos somados, a seis do 3º classificado, Benfica.
Pelo meio, a equipa já havia sido eliminada da Taça, após perder em casa no jogo de desempate da 5ª Eliminatória, com os Dragões Sandinenses da III Divisão por 1-0.
A equipa foi reforçada com a chegada do médio húngaro Peter Lipcsei, por empréstimo do FC Porto, e com o também médio Delgado, ex Portimonense.
O início da segunda volta não seria fácil, uma vez que o Espinho deslocar-se-ia ao terreno do Sporting. Os "Leões" não estiveram com "meias medidas" e cilindraram os "Tigres" por 4-0.
Seguiu-se um empate caseiro na recepção ao Boavista, onde os golos meteram "folga".
A partir daqui, o Espinho entrou num péssimo momento de forma, estando onze jornadas consecutivas (!) sem pontuar. Onze derrotas, seis em casa, cinco fora.
Belenenses (casa, 1-0); Farense (fora, 2-1); Rio Ave (casa, 2-1); Marítimo (fora, 1-0); Leça (casa, 2-0); FC Porto (fora, 3-0); V. Guimarães (casa, 4-1); Benfica (fora, 2-0); Sp. Braga (casa, 1-0); Gil Vicente (fora, 1-0) e V. Setúbal (casa, 3-0), foram as equipas que derrotaram o Sp. Espinho entre as Jornadas 20 e 30.
Estes péssimos resultados, fizeram com que houvesse mexidas no comando técnico. Zinho saiu, e para o seu lugar entrou Edmundo Duarte, que havia eliminado os espinhenses da Taça, ao serviço dos Dragões Sandinenses. Faltavam quatro jornadas, e esta contratação, fazia já parte do planeamento da temporada seguinte.
Apesar de onze desaires consecutivos, só no último, é que os espinhenses passaram para a "linha-de-água". Dos quatro adversários que "faltavam", apenas um deles era adversário directo do Sp. Espinho na luta pela manutenção: era a União de Leiria, que somava 26 pontos em 30 jornadas, menos dois que os "Tigres" e menos quatro o Rio Ave, a primeira equipa acima da "linha-de-água".
Na Jornada 31 em Leiria, o Sp. Espinho não foi além de um empate a dois golos, na estreia de Edmundo Duarte. O Rio Ave havia empatado em Barcelos, diante do Gil, e os espinhenses desperdiçaram grande oportunidade para voltarem a "respirar". Curiosamente, esta jornada ficou marcada pelos confrontos entre os últimos quatro classificados.
Na jornada seguinte, o Espinho recebia o 8º classificado, D. Chaves, enquanto o Rio Ave recebia o V. Setúbal, que ocupava a 13ª posição, mas estava longe de perigo. Até ver, claro.
O Espinho esteve em desvantagem, mas acabou por empatar por intermédio de Besirovic; enquanto um golo de Dibo deu a vitória ao Rio Ave sobre os "sadinos".
Com estes resultados, o Sp. Espinho estava já a quatro pontos da zona de permanência, e estava assim "obrigado" a vencer em Vidal Pinheiro, o Salgueiros.
O Salgueiros era 6º, e estava a "apenas" três pontos de um lugar europeu. O Espinho acabou goleado por 5-0, e acabou assim despromovido automaticamente, apesar do Rio Ave ter sido derrotado em Leiria.
Na última jornada e já com tudo decidido, os "Tigres" soltaram-se e venceram "finalmente" um jogo na Liga, ao derrotarem o Estrela da Amadora por 2-1, acabando assim o campeonato na 16ª posição com trinta e três pontos somados.
Zinho orientou a equipa entre as jornadas um e trinta; enquanto Edmundo Duarte acabou o campeonato, orientando os últimos quatro jogos.
O técnico brasileiro demorou algumas jornadas até assentar a mesma táctica: na 1ª jornada diante do Sporting, utilizou o 4-5-1; no Bessa jogou em 4-4-2 losango; e em Belém voltou ao 4-5-1.
Depois, optou e bem por fixar a equipa em 4-3-3 , e os resultados começaram a aparecer. Na segunda volta, e quando as coisas começaram a correr mal, Zinho chegou a optar pelo 4-4-2 clássico e por vezes, até pelo 5-3-2.
Com a chegada de Edmundo Duarte, a equipa apresentou-se em Leiria num 3-4-3, mudando ao intervalo para 4-3-3, com o Espinho rapidamente a dar a volta ao marcador (ao intervalo perdia 1-0).
Nos três jogos seguintes, Edmundo Duarte optou por colocar a equipa a jogar num 4-3-3 clássico, com um trinco e dois interiores; e dois extremos bem abertos no auxílio ao ponta de lança.
Incrível como aquele que chegou a ser o clube "sensação" da Liga 96/97, acabou despromovido, graças a uma segunda volta terrível, onde averbou treze derrotas em dezassete jogos.
Relembre os jogadores que envergaram a camisola do SC Espinho em 1996/97 (números apenas relativos ao Campeonato):

Luís Manuel (Guarda-Redes - 31 Jogos); Dagoberto (Guarda-Redes - 4 Jogos); Nuno Anselmo (Guarda-Redes - 0 Jogos); Sandro (Defesa - 6 Jogos); Luís Miguel (Defesa Direito - 28 Jogos); Paulo Pires (Defesa Direito - 12 Jogos); Lino (Defesa Esquerdo - 31 Jogos, 1 Golo); Duka (Defesa Central - 15 Jogos, 1 Golo); Sérgio Lavos (Defesa Direito/Extremo Direito - 28 Jogos, 2 Golos); Carvalhal (Defesa Central - 14 Jogos); Filó (Defesa Central - 25 Jogos,  1 Golo); Soeiro (Defesa Central - 27 Jogos); Pedro (Trinco - 21 Jogos, 1 Golo); Joilton (Médio - 2 Jogos, 1 Golo); Lipcsei (Médio - 5 Jogos); Márcio Luís (Médio - 29 Jogos); Milton Mendes (Defesa Direito/Médio - 12 Jogos/2 Golos); Eduardo (Médio - 2 Jogos); Carlos Pedro (Médio - 17 Jogos, 2 Golos); Rochinha (Médio - 5 Jogos); Delgado (Médio - 4 Jogos); Besirovic (Médio - 32 Jogos, 4 Golos); Caetano (Extremo - 19 Jogos, 2 Golos); Bolinhas (Avançado - 27 Jogos, 2 Golos); Artur Jorge (Ponta de Lança - 31 Jogos, 5 Golos); Hélder Gomes (Ponta de Lança - 2 Jogos); Artur Jorge Vicente (Ponta de Lança - 30 Jogos, 3 Golos); Lopes (Avançado - 4 Jogos);

Nota: fotos retiradas do blog "Glórias do Passado" e do site "Futegrafia.com"

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Insólito: Ups...lá se foi o bolo!

O Beira-Mar, vive actualmente, dias de festa. Não obstante da equipa sénior ocupar a sétima posição na Liga ZON, o clube festejou por estes dias, o seu 89º aniversário.
A família aveirense reuniu-se na passada sexta-feira para um jantar comemorativo do aniversário do clube, mas o acontecimento ficou marcado por uma queda insólita. Neste caso...do bolo!
Com o presidente da Liga, Fernando Gomes, e o presidente da Comissão Administrativa, António Regala, a assistirem de perto, o momento alto da noite, foi drasticamente alterado. Quando as velas deveriam ser apagadas, apagou-se...o bolo todo, que caiu ao chão.
Um momento de azar, que não estragou a festa; bem pelo contrário: provocou gargalhada geral.
Veja o vídeo:

domingo, 16 de janeiro de 2011

Liga ZON Sagres: Paços venceu em Alvalade

O Paços de Ferreira venceu ontem à noite em Alvalade, o Sporting por 3-2, na 16ª Jornada da Liga ZON Sagres, somando agora dezanove pontos na liga.
O "ConversasRedondas" aproveitou o facto dos "Castores" terem somado a segunda vitória na Liga sobre o Sporting em outros tantos jogos, e falou com Maykon Araújo (na foto), jogador dos pacenses.
O brasileiro salienta que a vitória sobre o Sporting "vem dar muita moral para o que resta do campeonato":
"Foi uma vitória com uma satisfação enorme, por tudo o que fizemos no jogo. Uma vitória como a que tivemos contra o Sporting, dá-nos muita moral para o resto do Campeonato" disse.
Apesar do triunfo em Alvalade, o jogador refere que o principal objectivo do Paços continua a ser a manutenção.
"O  principal objectivo do Paços é a manutenção e estamos no caminho certo, para a conquistar com grande antecedência. A vitória de ontem dá-nos também muita moral para conquistarmos a manutenção, que é o nosso principal objectivo" concluiu.
Na próxima jornada, o Paços de Ferreira recebe a União de Leiria.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Taça de Portugal: Merelinense está nos Quartos de Final!

O Merelinense da II Divisão B, cometeu a proeza histórica de afastar o Varzim em plena Póvoa de Varzim, e seguiu para os Quartos de Final da Taça de Portugal.
Depois de inaugurar o marcador por intermédio de Mokas, o Merelinense sofreu o empate aos 70', mas já bem perto do fim, José Manuel deu a vitória aos homens de Merelim.
O "ConversasRedondas" aproveitou a oportunidade e conversou com o central do Merelinense, Boris Tchikoulaev, filho do ex-andebolista do Sporting, Viktor Tchikoulaev.
As primeiras palavras do central, estão direccionadas para a moral da equipa neste momento:
"Estamos todos muito contentes com a vitória e a respectiva passagem aos quartos de final da Taça. Sabemos que é um marco histórico para o clube e estamos orgulhosos por fazer parte dele. No entanto o tempo não pára e já estamos focados no próximo jogo do campeonato deste Domingo" referiu.
Boris que entrou aos 66' minutos, disse que o Merelinense entrou em campo "sabendo como jogava a equipa do Varzim" e referiu ainda que "a sorte esteve do nosso lado":
"Em relação ao jogo de quarta-feira, foi um jogo emocionante, sabíamos que o Varzim era o favorito ainda para mais a jogar em casa, mas tivemos sempre a noção e a confiança que as coisas podiam correr bem para o nosso lado. Entrámos em campo sabendo como jogava o Varzim e o que tínhamos de fazer para impedir os pontos fortes deles, sempre à espera da nossa oportunidade para fazer um golo. Assim foi, defendemos bem e conseguimos marcar, chegando ao intervalo a ganhar por um zero. Na segunda parte o Varzim pressionou-nos mais e criou mais perigo, como já esperávamos, mas estivemos sempre muito bem a defender. No entanto após um livre directo, tivemos a infelicidade da bola bater na mão num dos nossos jogadores e o Varzim empatou através de penalti. Naquele momento sabíamos que a eliminatória tinha ficado mais difícil, mas nunca desistimos, e já perto do fim dos 90 minutos conseguimos aproveitar o adiantamento da equipa do Varzim para lançar alguns contra ataques. Felizmente conseguimos concretizar um deles e depois foi só aguentar os últimos minutos. A sorte do jogo esteve do nosso lado, mas fomos bastante competentes e os justos vencedores."
Para os Quartos de Final, a equipa de Merelim irá enfrentar o V. Guimarães, no seu terreno. Para este jogo, Boris salienta apenas que "é a Taça de Portugal e tudo pode acontecer".
"Temos a noção que vamos jogar contra uma equipa teoricamente mais forte, com outras condições relativamente a nós. No entanto temos, pelo menos, 90 minutos pela frente, e tudo pode acontecer. Um exemplo disso mesmo foi o jogo do Varzim, onde também não éramos os favoritos à vitória. Afinal, é a Taça de Portugal!"
O Merelinense está a um pequeno passo das Meias Finais, mas para lá chegar terá de eliminar o "todo-poderoso" V. Guimarães. Ainda assim, o "ConversasRedondas" não "resistiu" e quis saber se Boris tem alguma preferência, caso a equipa de Merelim atinja as meias finais da prova.
"Pessoalmente, gostaria de encontrar um dos chamados "Grandes", mas seja que equipa for, será muito bom. No entanto ainda temos uma eliminatória bastante complicada pela frente antes de pensarmos nas meias finais." 
Boris Tchikoulaev chegou ao Merelinense esta temporada, depois de duas épocas no Limianos (08/09 e 09/10) e outras duas no Amares (06/07 e 07/08).
O Merelinense - V. Guimarães, disputar-se-á no próximo dia 27 de Janeiro pelas 20h30, e em princípio terá como palco o Estádio 1º de Maio, em Braga. A SportTv terá já também assegurado a transmissão televisiva do encontro.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Taça de Portugal: Merelinense afasta Varzim

Realizaram-se ontem quatro encontros referentes à Taça de Portugal, apesar de apenas um corresponder à eliminatória marcada para o dia de ontem. FC Porto e Pinhalnovense foram as únicas equipas que entraram em campo, discutindo a passagem às meias finais da prova.
A equipa de Pinhal Novo muito organizada em campo, dificultou ao máximo, a vida ao FC Porto, mas acabou por "cair" aos 78', graças a uma "bomba" de Hulk. O mesmo Hulk acabou por fazer o 2-0 final, já em período de compensação, qualificando os "Dragões" para as meias finais.
Em jogo a contar para os Oitavos de Final,  a Académica venceu o União da Madeira por 3-1. Os "ilhéus" ainda estiveram em vantagem no Estádio Municipal de Coimbra, graças a um golo de Bertinho aos 33', mas ainda antes do intervalo (41'), Diogo Gomes empatou.
Já no segundo tempo (62'), o mesmo Diogo Gomes apontou o 2-1 favorável aos estudantes, enquanto que já no período de compensação, Éder fechou o resultado final.
Na Luz, o Benfica recebeu e "despachou" de forma clara o Olhanense, por 5-0. Saviola abriu o activo aos 20', Salvio fez o 2-0 aos 27', e Cardozo apontou o terceiro a cinco minutos do intervalo.
No segundo tempo, Luisão aumentou a contagem aos 62', enquanto que Cardozo bisou na partida aos 81'.
A grande surpresa do dia de ontem, aconteceu na Póvoa de Varzim. Depois de eliminar Gondomar e Ribeirão com algum sofrimento, o Varzim voltou a receber uma equipa da II Divisão, desta feita o Merelinense.
Os homens de Merelim abriram o activo aos 31', por intermédio de Mokas, e os "poveiros" só conseguiram chegar ao empate aos 70', quando Tiago Carneiro converteu com êxito uma grande penalidade.
No entanto, a dois minutos do fim, José Manuel fez o 1-2, e carimbou a passagem do Merelinense à próxima eliminatória.
Os Quartos de Final ficarão completos com os seguintes jogos:

Merelinense - V. Guimarães
Académica - V. Setúbal
Rio Ave - Benfica

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Taça de Portugal: Pinhalnovense visita Dragão

Pelo segundo ano consecutivo, o Pinhalnovense está nos Quartos de Final da Taça. Depois de eliminar Micaelense, Maria da Fonte, Fafe, Tirsense e Leixões, a equipa do Pinhal Novo visita amanhã o Dragão. Curiosamente, a equipa do concelho de Palmela eliminou quatro equipas nortenhas, e amanhã defrontará mais uma formação do Norte, neste caso, o FC Porto.
O “ConversasRedondas” aproveitou a oportunidade e voltou a conversar com Miran, ponta de lança do Pinhalnovense.
Para o jogo de amanhã, o ponta de lança brasileiro garante que a equipa do Pinhalnovense “está bem preparada e motivada para vencer” e acrescenta ainda que “todos vamos dar o nosso melhor”.
Curiosamente, Miran já eliminou o FC Porto da Taça, no extinto Estádio das Antas, então ao serviço do Sp. Braga, na temporada 01/02.
Questionado sobre a possibilidade de repetir o feito, o ponta de lança salienta que “apesar de sabermos as diferenças existentes, o futebol é um jogo interessante, porque dentro de campo tudo pode acontecer”.
Miran vem de um “bis” no Campeonato, o que o torna como melhor marcador do Pinhalnovense na Zona Sul da II Divisão, com cinco golos apontados.
Para o jogo de amanhã, o avançado refere que “quer desfrutar da partida”:
“Sinto-me bem preparado, motivado e tranquilo, e com vontade de desfrutar da partida que é histórica para a nossa equipa.”
FC Porto – Pinhalnovense, amanhã a partir das 20h45, para acompanhar no Estádio do Dragão, ou em directo na SportTv1.

Mourinho: o melhor treinador do Mundo 2010!

José Mourinho foi ontem eleito o melhor treinador do Mundo do ano 2010, pela FIFA.
O técnico havia dito que 2010 foi o melhor ano da carreira, e que numa escala de 1 a 10, merecia um...11. Afinal, ganhou tudo o que havia para ganhar: Campeonato de Itália; Taça de Itália e Liga dos Campeões.
Para além disso, ganhou também um contrato milionário no Real Madrid, deixando para trás dois anos de trabalho no Inter de Milão.
Resta-me acrescentar, que Mourinho também já "garantiu" a distinção de melhor treinador para a Federação de História e Estatística do Futebol.
Ainda assim, o técnico "promete" não ficar por aqui. Avizinham-se mais conquistas; e mais títulos.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Taça de Inglaterra: Newcastle surpreendido por equipa da III Divisão

O Newcastle foi o grande surpreendido da terceira eliminatória da Taça de Inglaterra, ao perder com o Stevenage do quarto escalão, por 3-1.
Os "Magpies" deslocaram-se ao terreno do Stevenage da League Two (equivalente à III Divisão portuguesa), e acabaram derrotados sem "espinhas".
Ainda assim, a derrota só começou a ser "construída" no segundo tempo, quando o sueco Williamson fez um auto-golo aos 50' minutos, adiantando a equipa da casa.
Cinco minutos depois, o Stevenage fez o 2-0, por intermédio de Bostwick; enquanto que Joey Barton reduziu para 2-1 já no período de compensação.
No mesmo período de compensação, ainda houve tempo para Winn "assinar" o terceiro tanto dos da casa, confirmando uma vitória histórica da equipa do Stevenage.
Outra surpresa da ronda, foi o empate do Leeds em casa do Arsenal a um golo, com os "Gunners" a chegarem ao empate já em cima do minuto 90', por intermédio de Fàbregas na conversão de uma grande penalidade.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Recordar: Alcaráz no Beira-Mar

Antolin Alcaráz chegou ao Beira-Mar em 2003, vindo da Fiorentina, que então disputava a III Divisão italiana.
Sete anos depois, este mesmo central paraguaio, representou o seu país no Mundial 2010, onde apontou o golo do empate frente à então campeã em título, Itália.
Hoje, recordo aqui a passagem de Alcaráz pelo futebol português, mais concretamente pelo Beira-Mar, onde esteve durante quatro temporadas e meia.
Chegado a Portugal a meio da temporada 02/03, Alcaráz não se impôs de imediato na equipa titular, realizando apenas sete partidas na Liga.
Na temporada seguinte conquistou o seu espaço, participando em vinte e quatro jogos e marcando um golo, ajudando os aveirenses a alcançarem a décima primeira posição no campeonato.
Em 04/05, o central paraguaio voltou a realizar vinte e quatro jogos na liga e a marcar um golo, mas desta feita os aveirenses desceram, apesar de terem alcançado vitórias na Luz e no Dragão, ante Benfica e FC Porto respectivamente; registando ainda um empate caseiro frente ao Sporting.
Aliás, o Beira-Mar foi mesmo a primeira equipa a vencer jogos oficiais no Estádio da Luz.
O Beira-Mar regressava então à Liga de Honra, e Alcaráz acabou por se manter na cidade de Aveiro, apesar de algumas notícias que davam conta da provável saída do central para outro país.
A aposta da direcção aveirense na subida era clara, e Alcaráz foi um dos pilares da equipa ao longo de toda a temporada, ao participar em trinta e um jogos, não marcando qualquer golo, mas ainda assim, dando o seu contributo para uma boa temporada dos aveirenses, que se sagraram campeões e ascenderam à SuperLiga.
Finalmente, em 06/07, o central paraguaio voltou a ser um dos "esteios" dos aveirenses, realizando vinte e seis jogos na Liga, marcando três golos, o que foi insuficiente para que o Beira-Mar se mantivesse entre os "Grandes".
A instabilidade criada pela "dança de treinadores" ao longo da época, "matou" uma equipa que tinha qualidade para se manter na Primeira Liga.
Na Taça de Portugal, o uruguaio realizou os cinco jogos dos aveirenses na prova. O Beira-Mar chegou aos Quartos de Final, sendo eliminado em Alvalade, pelo Sporting, por 2-1.
No final da temporada, Alcaráz decidiu não renovar pelo Beira-Mar e seguiu para o Club Brugge da Bélgica, chegando posteriormente à Selecção do Paraguai, tendo, como já aqui foi dito, marcado presença no Mundial 2010.
Actualmente disputa a Premier League ao serviço do Wigan Athletic.
Número de Jogos efectuados por Antolin Alcaráz ao serviço do Beira-Mar:

02/03 - 7 Jogos/0 Golos (7 no Campeonato; não tive acesso ao nr. de jogos na Taça de Portugal)
03/04 - 24 Jogos/1 Golo (24 no Campeonato/1 Golo; não tive acesso ao nr. de jogos na Taça de Portugal)
04/05 - 24 Jogos/1 Golo (24 no Campeonato/1 Golo; não tive acesso ao nr. de jogos na Taça de Portugal)
05/06 - 31 Jogos/0 Golos (31 no Campeonato; não tive acesso ao nr. de jogos na Taça de Portugal)
06/07 - 31 Jogos/3 Golos (26 no Campeonato/3 Golos; 5 na Taça de Portugal)

Palmarés de Antolin Alcaráz no Beira-Mar:

Campeonato Nacional da Liga de Honra: 1 (2005/2006)

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Taça de Portugal: Varzim vence Ribeirão no prolongamento

Aos poucos, a Taça de Portugal vai ficando com o calendário acertado.
O Varzim jogou mais uma eliminatória, duas semanas depois de ter jogado a terceira. A equipa varzinista voltou a receber uma equipa da II Divisão, o Ribeirão, e sofreu para vencer no prolongamento por 4-3.
Rafael Lopes colocou os poveiros na frente, logo aos 4' minutos, mas o Ribeirão chegaria ao empate aos 20' minutos por intermédio de Ricardo Martins.
Na resposta, um minuto depois, o Varzim chegou ao 2-1 por intermédio de Tiago Terroso (na foto). Já perto do final da partida, aos 89', o Ribeirão chegou ao empate, graças a um tento de Júlio Alves, irmão de Bruno Alves.
Forçados ao prolongamento, os poveiros passaram novamente para a frente do marcador logo no início do tempo extra, por intermédio de Salvador Agra aos 91'.
Os jogadores do Ribeirão não baixaram os braços, e aos 94', Feliz fez o 3-3.
Aos 102', Rui André resolveu a questão, fazendo o 4-3 e apurando o Varzim para os Oitavos de Final da Taça.
Na próxima quarta-feira, os varzinistas recebem o Merelinense, também da II Divisão, em jogo a contar para os Oitavos de Final da Taça. O vencedor deste encontro receberá o V. Guimarães nos Quartos de Final.

Nota: Foto da autoria do blog "Lobos do Mar".

Taça da Liga: Gil quer pontuar na Choupana

O Gil Vicente venceu no passado domingo o Beira Mar, em Barcelos, por duas bolas a uma, em jogo a contar para a primeira jornada da fase de grupos da Taça da Liga.
Hugo Vieira (na foto), foi o "herói" da partida ao bisar no encontro, mas em declarações ao "ConversasRedondas", o ponta de lança salienta que "é sempre importante marcar":
"É sempre importante marcar. Mas quando se marca dois golos que dão uma vitória destas, torna-se ainda mais."
Questionado acerca do favorito neste grupo, uma vez que o Nacional venceu o FC Porto no Dragão, Hugo Vieira não acredita no baixar de braços por parte dos "Dragões", e está convicto que o Gil vai pontuar na Madeira, na próxima jornada:
"O FC Porto é sempre o FC Porto, logo continua a ser o favorito. E duvido muito que o Nacional nos ganhe, pois vamos fazer de tudo para não perder na Madeira."
Quanto aos objectivos do Gil na Taça da Liga, Hugo Vieira acredita na qualidade da sua equipa para chegar às meias-finais:
"Temos esperança e ambição de chegar às meias-finais. Sabemos das dificuldades, mas também sabemos que temos muita qualidade, e acreditamos bastante em nós."
Esta temporada, o jovem ponta de lança de vinte e dois anos, marcou um golo em nove jogos na Liga Orangina, golo esse que garantiu o triunfo gilista em Santa Maria da Feira, frente ao Feirense, na sexta jornada.