terça-feira, 9 de agosto de 2011

Rui Borges: "Frente aos Grandes, a responsabilidade de assumir o jogo era muito reduzida"

(Rui Borges foi utilizado no empate do Trofense no Dragão.)
A frase pertence a Rui Borges, um dos estrategas do Trofense no ano da subida ao principal escalão, e um dos principais 'prejudicados' pela chegada de Tulipa à equipa, depois da saída de Toni.
O antigo extremo, acedeu ao convite do blogue e comentou as principais incidências da época 08/09 do Trofense, começando precisamente por abordar a questão relacionada com o facto da sua equipa ter averbado três empates e uma vitória frente aos Grandes, mas ainda assim, ter descido de divisão:
"A razão para isso ter acontecido, é simples de explicar. Frente às equipas grandes, a responsabilidade de assumir o jogo, no sentido de construção ofensiva, era  muito reduzida. A equipa preocupava-se em defender bem e com muitos jogadores atrás da linha da bola, de forma a dificultar a construção do jogo ofensivo das equipas grandes, tentando depois aproveitar os erros e lançar contra-ataques. Contra as equipas grandes funcionou bem, mas com as outras equipas, que utilizavam a mesma estratégia, funcionou mal."
O Trofense, recordo, trocou de treinador logo depois da terceira jornada, tendo registado várias entradas e saídas ao longo da época, sendo que o caso mais 'mediático', foi mesmo a saída de Ricardo Nascimento.
Para Rui Borges, Tulipa teve "tempo mais que suficiente para implementar os seus métodos e as suas estratégias", mas "a verdade é que mesmo com o reforço do plantel em Janeiro, a manutenção não foi conseguida":
"A mudança de treinador ocorre depois da terceira jornada, tempo mais que suficiente para o novo treinador implementar os seus métodos e as suas estratégias. Em Janeiro, entraram mais jogadores para reforçar a equipa, mas a verdade é que a manutenção, não foi conseguida."
Rui Borges participou em dez jogos na Liga, três deles como titular, tendo apontado um golo, frente à Naval, no empate caseiro a dois golos. Apesar da pouca utilização, o extremo sempre foi apontado pela imprensa e até pelos próprios colegas, como um dos jogadores mais empenhados nos treinos.
Ainda assim, Rui Borges refere que "independentemente de tudo, tentou ser sempre o melhor profissional possível":
"Claro que ficou uma grande mágoa, descontentamento, tristeza e frustração (por não ser utilizado com mais frequência). Procurei, independentemente de ser titular ou suplente, ser o melhor profissional possível e a determinada altura da época, nem convocado era. O maior alento, era-me dado pelos meus colegas, que me diziam como era possível treinar bem, como eu treinava, e nem ser convocado. Provavelmente existia alguma razão que eu desconhecia."
Rui Borges terminou a sua carreira no fim da temporada 2009/10, depois de um desentendimento com o presidente do Vizela, o seu último clube enquanto futebolista profissional.

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