quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Benfica e Sporting quase apurados; Nacional empata

Disputou-se hoje a 4ªJornada da Fase de Grupos da Liga Europa.
No Grupo D, o Sporting recebeu o Ventspils da Letónia, mas não conseguiu superar a crise.
Empatou a um golo com o campeão letão. Valeu o golo de Carlos Saleiro aos 22' minutos.
No Ventspils, destaque para João Martins que entrou aos 51'.
No Grupo I, o Benfica venceu em casa do Everton, em pleno Goodison Park (onde Eusébio marcou 6 golos em 1966, 4 com a Coreia do Norte, e 2 ao Brasil), por 2-0, e soma agora 9 pontos.
Os golos foram de Saviola aos 63' e Cardozo aos 76'.
Finalmente no Grupo L, o Nacional da Madeira cedeu um empate frente ao Athletic Bilbao, de Espanha, a um golo.
Os madeirenses, até estiveram em vantagem, após Edgar Silva ter convertido em golo uma grande penalidade, quando estavam decorridos 64' minutos.
Aos 79' Nuno Pinto, foi expulso, e as dificuldades para segurar o resultado, aumentaram.
Aos 85' o clube basco chegou ao empate, através de um golo de Etxeberria, também alcançado após a marcação de uma grande penalidade.
Posto isto, Sporting e Benfica lideram os seus grupos, com 10 e 9 pontos, respectivamente, enquanto o Nacional é último com apenas 2 pontos.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Jean Paulista.

Jean Francisco Rodrigues, nasceu em Sertãozinho (São Paulo), a 28 de Novembro de 1977.
Conhecido no mundo do futebol por Jean Paulista, joga a médio ofensivo e a ponta de lança.
Começou a sua carreira sénior no Corinthians Alagoano, onde jogou com Deco.
Depois, seguiu, em 1998 para o Tabuaté, também no Brasil.
Em Agosto do mesmo ano, é apresentado como reforço do Farense, na altura na 1ªLiga Portuguesa.
Jean, participa em 27 jogos, e aponta 3 golos.
Em Agosto de 1999, um ano depois de ter chegado a Portugal, ruma ao Sporting de Braga. Não se impõe, e acaba apenas por fazer 6 jogos, sem marcar qualquer golo.
Em Janeiro de 2000, sai para o Desportivo das Aves, da Liga de Honra, e ajuda o clube avense a subir a 1ªLiga Portuguesa, com 8 jogos, e 2 golos.
Para, 2000/2001, regressa novamente ao Farense.
Faz 15 jogos, e não marca nenhum golo. Em Janeiro de 2001, mantém-se no Algarve, mas muda de clube.
Desta vez, segue para o Imortal, da Liga de Honra. 11 jogos e 1 golo, foi o saldo da passagem do jogador por Albufeira.
Depois disso, seguiram-se dois anos em Setúbal, ao serviço do Vitória local, ambos na 1ªLiga.
Em 2001/02, 19 jogos e 0 golos, e em 2002/03, 14 jogos e 1 golo.
Em Agosto de 2003, regressa novamente ao Desp. Aves. Faz 32 jogos, e marca 7 golos.
Para 2004/05, segue para o FC Maia, também da Liga de Honra. Em 30 jogos efectuados, apontou 6 golos.
Até que sai de Portugal.
Representou nas três épocas seguintes, o Wisla Cracóvia da Polónia.
Na 1ª época, 19 jogos e 2 golos. Na segunda, 27 jogos e 5 golos. E finalmente, na terceira, 23 jogos, e 5 golos.
Em 2008, deixa a Polónia rumo ao Chipre.
O clube que o acolheu, foi o APOEL, que participaria na Taça UEFA nessa época.
Participou nos 4 jogos efectuados pelo clube na prova, mas seria eliminado na 2ª Pré-Eliminatória.
Foi no último desses 4 jogos, que Jean Paulista se lesionou gravemente, acabando por sair aos 6' minutos do 1º tempo.
Falhou o campeonato, e assistiu de fora ao excelente percurso que o APOEL efectou na conquista do campeonato cipriota, que lhe valeu a participação na eliminatória de acesso a fase de grupos da Liga dos Campeões 2009/2010.
Já, esta temporada, o clube cipriota, alcançou o feito histórico, de participar na fase de grupos da Liga dos Campeões, pela primeira vez.
Até ao momento, o APOEL soma 1 empate e 3 derrotas. Empate em casa do Atlético de Madrid (0-0), derrotas com Chelsea (1-0 em casa), e FC Porto (2-1 fora, 1-0 em casa).
Jean Paulista, participou em três desses jogos. Foi suplente utilizado contra o Atlético de Madrid e com o Chelsea, e titular com o FC Porto, na noite de ontem. Há, duas semanas atrás, foi suplente não utilizado no Estádio do Dragão.
Ninguém diria, que um jogador, que teve uma passagem (muito) discreta pelo futebol português, onde representou clubes de dimensão média, viesse anos mais tarde, a jogar na prova rainha do futebol europeu.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

FC Porto: Objectivo Cumprido

O FC Porto garantiu esta noite, em Nicósia no Chipre, o apuramento para os Oitavos-de-Final da Liga dos Campeões.
Não foi um jogo fácil e, o Porto também não fez um jogo propriamente brilhante.
O principal adversário dos dragões seria com certeza o ambiente cipriota, que é intenso, ainda para mais, num jogo a contar para a Liga dos Campeões.
A turma da casa entrou mais forte, e aos 14' minutos Mirosavljevic rematou forte, para uma excelente defesa de Helton.
A pressão que o FC Porto sofria, era enorme, mas aos poucos a equipa foi-se libertando e sacudindo a pressão inicial.
Depois, chegou um dos duelos da noite cipriota: Chiotis vs. Hulk.
Três falhanços do grego Chiotis, dois de Hulk. Se bem, que no último, Hulk ultrapassou facilmente o guardião, mas acabou por se iludir, e perder espaço, tempo e...a bola.
E assim, com um jogo muito morno, seguiamos para intervalo.
No início do segundo tempo, novamente o APOEL a entrar mais forte, mostrando mais garra, ambição e vontade de ganhar.
Mesmo assim, foi do FC Porto a melhor opurtunidade:
54' minutos de jogo e Hulk um pouco aos "trambolhões" ultrapassa vários defesas cipriotas, e serve Falcao. O colombiano isolado perante Chiotis, remata à figura, acabando o guarda-redes grego por ceder canto.
O APOEL ia respirando um pouco, devido aos sucessivos falhanços portistas, e aos poucos chegava à baliza de Helton.
Até que aos 84', se dá o momento do jogo.
Boa jogada de Hulk, que dá para Farías. O argentino trabalha bem, serve Falcao, este com uma finta de corpo tira do caminho um defesa cipriota, e isolado perante Chiotis, remata cruzado, sem hipóteses de defesa.
O FC Porto resolvia um jogo, que nunca esteve perdido. Aliás, esteve sempre perto de "cair" para o lado portista.
Ficha de jogo:

APOEL: Chiotis; Elia (Grncarov 58'), Broerse, Kontis (Papathanasiou 87'), Poursaitides; Nuno Morais, Satsias, Hélio Pinto, Jean Paulista (Alexandrou 61'); Charalambides e Mirosavljevic.
Treinador: Ivan Jovanovic; Suplentes Não Utilizados: Kissas; Breska, Kyriakou e Michail.

FC Porto: Helton; Sapunaru, Bruno Alves, Rolando, Álvaro Pereira; Fernando, Raúl Meireles, Guarín (Tomás Costa 83'); Hulk, Falcao (Belluschi 90') e C. Rodríguez (Farías 69').
Treinador: Jesualdo Ferreira; Suplentes Não Utilizados: Beto; Maicon, Dias e Claro.

Disciplina:
Amarelos: Charalambides 51'; Elia 53'; Hélio Pinto 74'; Hulk 86'; Álvaro Pereira 86';

Golos: 0-1 Falcao 84'.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Lobo

Luís Filipe Duarte Guimarães Lobo, nasceu em Luanda (Angola), a 24 de Dezembro de 1969. Conhecido no mundo de futebol por Lobo, Luís cedo veio para Portugal, tendo começado a jogar futebol num dos clubes mais antigos do País: o Sport Progresso, da cidade do Porto.
No seu último ano no futebol de formação, apontou sessenta e quatro golos pelos juniores do Progresso. Sim, leu bem, sessenta e quatro golos!
Depois de uma época assim, o destino só podia ser um campeonato nacional, e Lobo aceitou o convite do Oliveira do Douro à entrada para a época 1988/1989, clube que na altura competia na III Divisão Nacional.
A época não estava a correr como Lobo desejava, e em Dezembro já o goleador estava livre. Ficou parado na segunda metade da época, e o regresso aos relvados deu-se pelo Desportivo de Portugal, nos Distritais do Porto, na temporada 1989/1990. Nessa época, Lobo apontou vinte e oito golos.
Nova época, novo clube. Desta vez, o Gondomar, e novamente num campeonato distrital. Seguiram-se depois duas temporadas, no Moreirense, na II Divisão B, e uma nova mudança em 93/94, quando seguiu para o Esmoriz, que na altura competia na III Divisão.
Nas cinco temporadas seguintes, Lobo representou seis clubes diferentes: em 94/95 regressou ao Gondomar, agora na III Divisão Nacional; em 95/96 ingressou no Lourosa, a competir na II Divisão B; em 96/97 e 97/98 jogaria novamente na III Divisão Nacional, primeiro por Pedrouços e Amarante, tendo feito nove golos pelos amarantinos, e em 97/98, jogou no Ronfe, marcando dezanove golos.
Finalmente, em 98/99, seguiu para a Ovarense, e é precisamente em Ovar que Lobo adquire alguma "estabilidade" na sua carreira: representa a Ovarense durante três temporadas e meia. Em 98/99 (dezanove golos marcados) e 99/00 (vinte e seis golos marcados) na II Divisão B, e em 00/01 e 01/02 na Liga de Honra.
Saiu em Janeiro de 2002 para o FC Marco, ajudando o clube marcoense a regressar à Liga de Honra, apontando seis golos em dezassete jogos.
Nova época, dois novos clubes, e dois rivais: primeiro a Sanjoanense, e depois a Oliveirense, ambas na II Divisão B.
Seguiram-se duas temporadas no Vilanovense, ambas na II Divisão B: em 03/04, Lobo realiza trinta e um jogos, e faz dezanove golos, sendo que no ano seguinte, efectua o mesmo número de jogos, mas marca mais um golo: vinte.
Para 05/06, muda novamente de clube, seguindo desta vez para o Fafe, que também militava na II Divisão B, até que se dá novo regresso ao Vilanovense, com uma particularidade: três temporadas, três campeonatos diferentes.
Conhecedor das dificuldades do clube gaiense, Lobo, mesmo assim não se "encolhe" e representa o clube na altura mais complicada da sua história: primeiro, em 06/07 na III Divisão Nacional; a seguir, em 07/08, na Divisão de Honra da AF Porto; e finalmente, em 08/09, na Série 1 da I Divisão da AF Porto.
Nesta última época, com trinta e nove anos anos, foi o melhor marcador da I Divisão da AF Porto, com vinte golos marcados.
Sendo o melhor marcador da equipa nessas três temporadas, decide continuar no clube para 2009/10, as, desta vez, o clube não consegue viabilizar a inscrição na Associação de Futebol de Porto, e acaba com o futebol sénior.
Lobo, fica livre, e mesmo com trinta e nove anos, não pára. Dias depois, já o telefone tocava, e Lobo concretizava novo regresso na sua carreira, desta feita ao Oliveira do Douro, que competia na III Divisão Nacional.
Na sua estreia, entra aos 72' minutos frente ao Sporting de Mêda, e marca o golo que dá a reviravolta no jogo. No final, a turma gaiense venceu por 3-1, e Lobo fez o 2-1 aos 93', sendo determinante na vitória.
Quando estava na Ovarense, no fim da temporada 98/99, recebeu um convite do Boavista. No entanto, o clube boavisteiro ao saber que Lobo já contava com vinte e nove anos, recuou nas intenções de contratar o ponta-de-lança.
Actualmente com trinta e nove anos (acabará esta época com quarenta), até onde chegará Lobo?

domingo, 1 de novembro de 2009

Figura do Dia: Rui Pedro

Em Santa Maria da Feira, jogou-se hoje a discussão da liderança da Liga Vitalis.
A turma da casa, o Feirense, era líder com catorze pontos em sete jogos, enquanto o seu adversário, Gil Vicente, havia somado onze pontos em sete jogos, sonhando com a vitória que lhe permitisse chegar à liderança.
Rui Pedro (na foto), avançado da turma gilista, está emprestado pelo FC Porto ao clube de Barcelos.
Durante o tempo que esteve em campo, não se cansou de puxar a sua equipa para a frente, e de lutar contra a muralha defensiva dos azuis da Feira, composta por quatro jogadores muito experientes.
Aos 74' sofreu uma grande penalidade, cometida por Maurício, que o árbitro Paulo Costa, mandou seguir.
Mesmo assim, Rui Pedro, não baixou os braços, e já em período de descontos, viria a ganhar outra grande penalidade, desta vez cometida por Elvis.
O mesmo Rui Pedro, chamado a marcar, não perdoou e bateu Paulo Lopes aos 90+4' minutos.
Acabou substituído aos 90+5' por Diogo Santos, numa altura em que o jogo estava mais que ganho.
Se continuar assim, o FC Porto terá de dar uma oportunidade a este jovem.

sábado, 31 de outubro de 2009

Carlos Alberto

Carlos Alberto Gomes de Jesus, nasceu no Rio de Janeiro a 11 de Dezembro de 1984. Conhecido no mundo do futebol por Carlos Alberto, joga a médio-ofensivo, e começou a sua carreira no modesto Grande Rio, de onde saiu para o Fluminense quando tinha catorze anos, clube onde acabaria por dar nas vistas.
Corria o ano de 2002, e Carlos Alberto era um "menino". Com apenas dezoito anos, foi lançado na equipa principal do Fluminense e efectuou onze jogos. A sua estreia deu-se em pleno Maracanã, contra o rival Flamengo, e Carlos Alberto marcou um golo.
Em 2003, foi peça fundamental no esquema do "Flu", e acabou por realizar trinta e dois jogos, marcando cinco golos.
Deu nas vistas e em Janeiro de 2004, o FC Porto de Mourinho, vai ao mercado em busca de alguém com criatividade. A opção portista recai sobre Carlos Alberto, com os dragões a pagarem dois milhões de euros por cinquenta por cento do passe da jovem estrela canarinha.
Pelo FC Porto, Carlos Alberto estreou-se no dia 14 de Janeiro de 2004, num jogo a contar para a Taça de Portugal, com vitória portista sobre o Vilafranquense da II Divisão B por 4-0, com bis de Carlos Alberto.
Na Europa, Carlos Alberto efectuou a sua estreia frente ao Manchester United, numa vitória azul por 2-1, onde viria ser um dos melhores em campo. Na Champions, Carlos Alberto era opção frequente de Mourinho, que apostava num 4-4-2 em jogos europeus, ao contrário dos jogos da Liga Portuguesa onde usava um 4-3-3.
No sistema de 4-4-2, Carlos Alberto tinha maior liberdade para praticar o seu futebol, vindo ao de cima a sua capacidade técnica, agora com uma cultura táctica ainda maior.
O seu grande momento com a camisola portista, surgiu a 26 de Maio de 2004, na final da Champions League: o FC Porto enfrentou o Mónaco, e venceu por 3-0. Carlos Alberto efectuou, mais uma vez, um excelente jogo, e abriu o marcador quando estavam decorridos 39' minutos, acabando depois por ser substituído aos 60', por Alenitchev.
Efectuou todos os sete jogos que o FC Porto realizou na Champions desde Janeiro, marcando um golo, logo no jogo que daria o título. No campeonato, efectuou doze partidas, e marcou um golo.
Para 2004/05, Mourinho sai, mas Carlos Alberto permanece. Dificilmente era opção para Vítor Fernandez, mas ainda assim, realizou dez jogos no campeonato e marcou um golo. Na Europa, fez quatro jogos, sem marcar qualquer golo. Fecharia o ano de 2004 novamente em glória, ao conquistar a Taça Intercontinental.
Em Janeiro de 2005, ambicioso, abandona o FC Porto, rumo ao Corinthians, numa transferência que custou seis milhões de euros ao "Timão".Começa mal ao serviço do clube, fazendo alguns jogos irregulares, e depois, com a chegada de Roger (ex Benfica), acabaria por perder o lugar, e só viria a recuperá-lo quando o mesmo Roger se lesionou gravemente. Na sua melhor forma, conduziu o Corinthians ao título de campeão brasileiro de 2005.
Em 2006, tudo corre mal ao Corinthians: é eliminado da Taça Libertadores, faz um mau Campeonato Paulista, e um Brasileirão cheio de maus resultados.
Porém, foi precisamente na Libertadores, que se deu o maior problema com Carlos Alberto:  em jogo frente ao Lanús, é substituído ainda no primeiro tempo, fica chateado, e ofende o seu treinador, Emerson Leão, que decide afastá-lo do grupo de trabalho.
Em 2007 regressa ao Fluminense, para participar na Copa do Brasil e no Campeonato Carioca, mas nesse mesmo ano, sai para o Werder Bremen da Alemanha, onde efectua apenas duas partidas no campeonato alemão, e uma em jogos europeus.
Em Janeiro de 2008, reforça por empréstimo o São Paulo. Estreia-se contra o Corinthians, e marca o seu único golo contra o Santos, que era comandado por Leão.
Pouco depois, envolveu-se em lutas com colegas, e acaba por ser dispensado. O Werder, dono do seu passe, não o quer de volta, e a 6 de Maio, é apresentado como reforço do Botafogo, clube do seu Pai.
Efectuou vinte e três jogos, e marcou seis golos no Brasileirão. Foi ainda o melhor marcador da sua equipa na Libertadores 2008, com quatro golos em cinco jogos.
Acabaria por abandonar o clube antes do termo do seu empréstimo, corria o mês de Novembro, indo reclamar à justiça brasileira direitos do trabalhador.
No início de 2009, é emprestado pela terceira vez consecutiva: desta feita, o clube que o "acolhe" é o Vasco da Gama, que vai disputar a Série B. Inicialmente por seis meses, o seu empréstimo acabou prolongado por mais um ano.
Está a realizar uma excelente época, com exibições de enorme qualidade, mas podia ter uma carreira bem melhor, se tivesse um pouco mais de equilíbrio mental...

Palmarés:
Campeonato Carioca: 1 (Fluminense, 2002)
Copa do Brasil: 1 (Fluminense, 2007)
Campeonato do Brasil (Brasileirão): 1 (Corinthians, 2005)
Campeonato Português: 1 (FC Porto, 2003/04)
Liga dos Campeões: 1 (FC Porto, 2003/04)
Supertaça Portuguesa: 1 (FC Porto, 2004/05)
Taça Intercontinental: 1 (FC Porto, 2004/05)
Internacionalizações: 5 (Todas entre 2003 e 2004)

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Históricos do Nosso Futebol: FC Marco

Hoje falo do Futebol Clube do Marco.
Fundado a 25 de Maio de 1927, tem a sua sede na cidade do Marco de Canaveses.
O ponto alto da história do clube, deu-se na temporada 1980/1981, quando se sagrou campeão distrital da AF Porto e alcançou a subida aos campeonatos nacionais.
Em ano de estreia, alcançou um 10º lugar na III Divisão Série B.
Jogou mais duas temporadas na Série B da III Divisão, sendo que numa delas, em 1983/1984, o FC Marco, terminou em 2º e subiu à II Divisão B.
Em ano de estreia naquele campeonato, não foi além de um 16º lugar, e desceu de divisão.
Seguiram-se então, mais duas temporadas na III Divisão, com um 4º lugar em 1985/1986, e um 1º lugar em 1986/1987, conseguindo assim o regresso à II Divisão B.
Desta vez, a "história" na II Divisão B foi diferente e o Marco, marcou presença no terceiro escalão por treze vezes consecutivas. Foi entre as temporadas 1987/1988 e 1999/2000.
A pior classificação aconteceu em 1989/1990, e foi o 18º e último lugar, com apenas 14 pontos conquistados.
O Marco acabaria por se manter na II Divisão B, devido a uma reformulação dos campeonatos não profissionais.
A melhor classificação foi alcançada em 1999/2000, e foi o 1ºlugar, com 69 pontos, fruto de 21 vitórias, 6 empates e 7 derrotas, 71 golos marcados e 42 golos sofridos em 34 jogos.
Em 2000/2001, o Marco estreia-se em campeonatos profissionais.
A estreia, não podia ter sido melhor, e o clube alcança o 15ºlugar que dá direito a manutenção.
Se dentro de campo, tudo correu bem ao conjunto marcoense, na secretaria não se pode dizer o mesmo.
Um protesto do FC Felgueiras, deu em descida administrativa do FC Marco, que regressou à II Divisão B uma época depois de a ter abandonado.
Em 2002/03, época de grande alegria para todos os marcoenses.
Mais uma vez o FC Marco sagrou-se vencedor da Zona Norte da II Divisão B. Mas esta conquista, teve um significado especial.
O 2º classificado foi o eterno rival, Leixões, que somou 83 pontos. Tantos quanto o Marco.
O Marco sofreu para vencer o Vila Real, no jogo que consagraria a subida de divisão. Esteve em desvantagem, empatou já perto do intervalo por Miguel Ângelo (jogador natural de Vila Real), e acabou por marcar já em tempo de descontos por intermédio do médio e capitão, Barbosa.
Seguiram-se depois quatro temporadas na II Liga, entre 2002/2003 e 2005/06. A melhor classificação foi obtida em 2004/05, e foi um honroso 4º lugar.
A pior foi em 2005/06 e foi o 16º lugar, que ditou a descida do clube marcoense.
Em 2006/07, dá-se o último ano do clube a nível sénior.
Reunindo alguns jogadores experientes, como os casos de Loukima, Celso, Roberto (actualmente no V. Guimarães) ou Pedras, promoveu jogadores "da casa", e contratou ainda "miúdos" com escola.
Todos juntos levaram o Marco ao 9º lugar final, e mais não foi possível, pois o plantel partiu-se em Janeiro devido a forte crise que afectou o clube.
Já em 2005/06 o FC Marco, a partir de Janeiro, ficou sem mais de metade do seu plantel.
Tudo fazia prever, que o FC Marco arrancasse em 2007/08.
Mas o aparecimento de dívidas anteriores e a impossibilidade de pagamento, levaram o clube a acumular quatro faltas de comparência na II Divisão B, que levou a FPF a punir o Marco com a descida de divisão e suspensão durante duas temporadas.
O último presidente foi Rogério Bernardo.
O clube usava camisola vermelha, calção e meias brancas, e disputava os seus jogos caseiros no estádio Avelino Ferreira Torres.
São 82 anos de história, que ninguém pode apagar.

Palmarés do FC Marco:
Campeonato Nacional da 2ªDivisão B: 2 (1999/2000; 2001/2002)
Campeonato Nacional da 3ªDivisão: 1 (1986/1987)
Campeonato da Divisão de Honra da AF Porto: 1 (1980/1981)
Campeonato da II Divisão Distrital da AF Porto: 1 (1953/1954)

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Nélson com Gripe A.

Nélson, jogador português do Bétis, foi contaminado com o vírus H1N1, e deverá agora ficar em casa, pelo menos durante uma semana.
Nélson, torna-se assim o primeiro jogador português a ter Gripe A.
Além deste, o Bétis tem ainda mais seis casos na sua equipa. São eles: Sergio García, Arzu, Sunny, Carlos García e o jovem Israel Bascón.
O clube cancelou todos os treinos da próxima semana, e solicitou ainda o adiamento do próximo jogo, que seria contra o Villarreal B.
Ricardo, o outro português do Bétis, encontra-se bem de saúde, pelo menos para já, acabando assim com as dúvidas que haviam se estava ou não, também ele infectado.
As melhoras, Nélson !

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Lamberto Boranga

Lamberto Boranga nasceu em Foligno - Perugia, Itália, a 30 de Outubro de 1942.
Guarda-Redes de posição, foi formado nas escolas do Perugia, clube que representou como sénior, entre as temporadas 61/62 e 65/66.
Seguiram-se depois a Fiorentina (66/67), o Reggiana (67/68 e 68/69), o Brescia (69/70), novamente o Reggiana entre 70/71 e 72/73, o Cesena de 73/74 a 76/77, o Varese em 77/78, o Parma em 78/79 (onde conseguiu o título de campeão da Série B, e consequente promoção á Série A), e 79/80, e o abraçar de um último projecto futebolístico, no clube da sua terra natal, o Foligno, que representou de 80/81 até 82/83.
Mas se acha que este foi o último projecto de Boranga, está enganado.
Em 1992/1993, o Bastardo, clube dos regionais de Perugia (e não o Fonte Bastardo, equipa portuguesa de voleibol), perde todos os seus guarda-redes, e recorre a "Il Dottore", que já contava com...cinquenta anos de vida. Sim, "Il Dottore", pois Boranga é licenciado em cardiologia e biologia.
Em Setembro de 2009, dá-se novo regresso, agora com sessenta e sete anos! Mais uma equipa dos regionais de Perugia, desta vez o Ammeto, que não podia contar com os seus dois guarda-redes, devido a estes estarem suspensos nos primeiros jogos do campeonato, e alguém se lembrou de Lamberto Boranga.
«Sou médico e, ao lado do sítio onde trabalho, existe uma loja de pneus. O dono da loja pediu-me para defender a baliza do Ammeto. Em jeito de brincadeira, até pedi uns pneus grátis em troca. Mas a verdade é que lá me convenceram. Aquilo correu bem. Vencemos por 3-2 e ainda fiz um par de boas defesas» conta Boranga em entrevista ao MaisFutebol.
Depois da estreia, os dirigentes do Ammeto prolongaram o contrato, mas desta vez as coisas correram mal. Derrota caseira, e má exibição de "Il Dottore", que se retira definitivamente.
Actualmente, Boranga treina com o plantel do Perugia, e dedica-se ao atletismo.
No próximo ano, estará nos Mundiais da classe acima dos sessenta anos.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Violência no Futebol Português (Capítulo I)

(Rui Mendes foi atingido, e os adeptos sportinguistas logo pediram auxílio.)
Sábado, 18 de Maio 1996, Estádio Nacional, Lisboa.
Disputa-se a final da Taça de Portugal referente à época 1995/1996. Frente a frente, Sporting e Benfica, os grandes rivais da capital. Uma tarde que se esperava de alegria, e que acabou em tragédia.
O Campeonato tinha terminado à uma semana atrás, e tinha coroado o FC Porto como Bi-Campeão. Benfica e Sporting jogavam o título que lhes podia de certa forma, "salvar" a época de ser completamente desastrosa. Os leões partiam como favoritos, devido a terem afastado o campeão FC Porto na meia-final, mas o Benfica contava com João Pinto, como grande figura.
Logo após o começo da partida, aos 9' minutos, o argentino Mauro Airez, jogador do Benfica, inaugura o marcador. É então, que se dá a tragédia:
A claque benfiquista "NoNameBoys", arremessa um very-light na direcção da bancada onde se encontravam os adeptos sportinguistas afectos à claque "JuveLeo", e fere mortalmente um adepto leonino.
Rui Mendes, é atingido na barriga, e pouco depois falece.
Perante tudo isto, o Sporting pretendeu adiar o jogo, mas o Benfica não concordou.
Depois da tragédia, a partida prosseguiu, e o Benfica marcou ainda mais dois golos. Aos 39', João Pinto fez o 2-0, e aos 67' o mesmo João Pinto fez o 3-0.
Já perto do fim, aos 83', Carlos Xavier, o capitão do Sporting, fixou o resultado final, que foi de 3-1.
Ainda hoje, é o dia em que os adeptos leoninos consideram os elementos dos "NoNameBoys" de "assassinos" e os adeptos benfiquistas dizem que o lançamento do very-light ficou-se a dever apenas ao golo marcado, e não foi lançado com o objectivo de atingir alguém.
Lamentável, é também o facto da FPF recorrer várias vezes e durante vários anos, da sentença que obrigava aquele órgão desportivo a pagar uma indemnização à família de Rui Mendes.