domingo, 28 de novembro de 2010

Liga ZON Sagres: Sporting 1-1 FC Porto

Definitivamente, o FC Porto que goleou o Benfica há três semanas no Dragão, entrou de férias. Depois de vencer o rival da Luz, os "Dragões" venceram Portimonense e Moreirense, com exibições algo sofridas, e ontem em Alvalade a equipa voltou a encontrar bastantes dificuldades para impôr o seu jogo.
O "clássico de Moutinho" começou a ganhar "forma", ainda o jogo não tinha começado. As já "habituais" bolas de golfe, deram lugar a maçãs, lançadas pelos adeptos leoninos para o interior do relvado.
Ambas as equipas entraram no relvado, mais preocupadas em ocupar bem os espaços e aproveitar bem os eventuais erros do adversário, do que com a bola.
Liedson assumiu o primeiro remate da partida, após passe de Hélder Postiga; mas de imediato o FC Porto respondeu. Valeu ao Sporting a saída de Rui Patrício, a tapar os caminhos da baliza a Falcao.
Parecia que, finalmente, íamos ter jogo, e o Sporting até se foi soltando. Pedro Mendes, Maniche, Valdés e André Santos, iam criando "rasgos", permitindo aos "Leões" um maior crescimento na partida, enquanto que o FC Porto ia baixando claramente de produção.
Falcao, Hulk e Varela passaram claramente ao longo do jogo no primeiro tempo, tal como Belluschi e Moutinho, mas este último até se compreendia, pois os adeptos leoninos não lhe davam tréguas, assobiando-o fortemente sempre que tocava no esférico.
Sem correr muitos riscos, o Sporting ia-se aproximando da baliza de Helton, e ia fazendo uso da meia distância para tentar o golo. Postiga foi o primeiro; André Santos também tentou; e Pedro Mendes acabou por acertar em cheio na barra. Era um golão.
Mesmo com todos estes "avisos", o FC Porto continuou "adormecido" no jogo, e aos 38' minutos, Valdés abriu o activo.
Pontapé longo de Rui Patrício, má abordagem de Maicon ao lance, e o chileno a ficar cara-a-cara com Helton, não perdoando na hora de finalizar. Valdés até partiu de posição irregular, mas a vantagem leonina até era mais do que justa, perante um FC Porto muito fraco.
No segundo tempo, o FC Porto estava "obrigado" a mudar a atitude, se queria sair de Alvalade com pontos, e mudou. Hulk apareceu finalmente na partida, primeiro com um remate em arco, depois com um cruzamento para Falcao, com o colombiano a "obrigar" Rui Patrício a aparecer em jogo.
No entanto, "à terceira foi de vez": tabelinha de Hulk com Moutinho, com o brasileiro a cruzar para o interior da área, onde apareceu Falcao a concluir de forma fácil, empatando assim a partida.
Agora era o FC Porto quem crescia na partida, com o Sporting a perder o controlo que tão bem tinha exercido no primeiro tempo.
Paulo Sérgio lançou Yannick e Vukcevic por troca com Maniche e Valdés, mas o jogo iria sofrer alterações aos 70' minutos, quando Liedson "roubou" a bola a Maicon, e caiu quando se preparava para seguir para a baliza portista. Vermelho directo ao central brasileiro, com Villas Boas a ver-se "obrigado" a lançar Otamendi em detrimento de Falcao, ele que momentos antes já havia prescindindo de Varela, lançando Guarín.
O jogo praticamente acabou aqui, embora o FC Porto tivesse ainda, de segurar os ataques finais dos "Leões", que nunca deixaram de procurar o triunfo.
Resta ainda dizer, que Villas Boas foi expulso do banco aos 74' minutos, alegadamente por protestos.
Ficha de Jogo:

Jogo realizado no Estádio José de Alvalade, em Lisboa
Quarteto de arbitragem composto por: Jorge Sousa (Árbitro Principal); José Ramalho e José Luís Melo (Árbitros Assistentes); Rui Costa (Quarto Árbitro).

Sporting: Rui Patrício; João Pereira, Anderson Polga, Daniel Carriço e Evaldo; Pedro Mendes (Carlos Saleiro 83'), André Santos e Maniche (Vukcevic 68'); Valdés (Yannick Djaló 65'), Hélder Postiga e Liedson
Treinador: Paulo Sérgio. Suplentes Não Utilizados: Tiago; Nuno André Coelho, Torsiglieri e Zapater.

FC Porto: Helton; Sapunaru, Maicon, Rolando e Emídio Rafael; Fernando, Belluschi e João Moutinho (Fucile 86'); Hulk, Falcao (Otamendi 72') e Varela (Guarín 65').
Treinador: André Villas Boas; Suplentes Não Utilizados: Beto; Rúben Micael, James Rodríguez e Cristian Rodríguez.

Disciplina:
Amarelos: Pedro Mendes 21'; Fernando 31'; Helton 38'; Hulk 69'; Evaldo 73'; Yannick Djaló 83'; Belluschi 87'; Otamendi 90+1'; Hélder Postiga 90+3';

Vermelhos: Maicon 70';

Marcador: 1-0 Valdés 38'; 1-1 Falcao 57';

sábado, 27 de novembro de 2010

"A foto do dia": Bruno Alves resolveu "à bomba"

Sporting e FC Porto, encontram-se logo mais (21h15) em Alvalade, naquele que será o décimo segundo jogo de ambas as equipas no campeonato.
Assim sendo, e em dia de clássico, recordo aqui o Sporting - FC Porto de 08/09, em que os azuis triunfaram por 1-2. Na altura, Bruno Alves resolveu "à bomba", tal como prova a foto captada, no momento em que o central portista bateu o livre que fechou o marcador ainda no primeiro tempo.
O FC Porto vinha de uma derrota em Londres, frente ao Arsenal por 4-0, e procurava aqui quebrar um enguiço. É que Jesualdo nunca havia vencido os "Leões" em Alvalade, enquanto treinador dos azuis e brancos.
Já o Sporting, também vinha de uma jornada europeia, mas havia sido mais feliz do que o FC Porto: venceu o Basileia por 2-0, também para a Liga dos Campeões.
Ambas as equipas estavam separadas apenas por um ponto no Campeonato: o Sporting liderava juntamente com Nacional e Leixões (nove pontos); enquanto o FC Porto era 4º, com os mesmos oito pontos do Benfica.
Ninguém queria perder, como é óbvio, mas desta vez, ao contrário dos jogos anteriores que havia feito em Alvalade, o FC Porto entrou melhor na partida.
Aos 19' minutos, Lisandro López abriu o activo, aproveitando uma falha de marcação leonina.
Não demorou muito a resposta dos da casa, com João Moutinho a converter com êxito uma grande penalidade. Tomás Costa foi o infractor, numa grande penalidade muito discutida. Estavam decorridos 28' minutos.
No entanto, três minutos depois, e na sequência de um livre directo, Bruno Alves resolveu o clássico, "à bomba". Grande golo do defesa português, que fechou as contas do jogo aos 31' minutos.
Ficha de Jogo:

Sporting: Rui Patrício; Abel (Romagnoli 66'), Polga, Tonel e Grimi (Pereirinha 45'); Miguel Veloso, Rochemback, João Moutinho e Yannick Djaló; Derlei e Hélder Postiga (Liedson 66').
Treinador: Paulo Bento. Suplentes Não Utilizados: Tiago; Daniel Carriço, Pedro Silva e Adrien.

FC Porto: Nuno; Sapunaru, Rolando, Bruno Alves e Fucile; Fernando, Lucho (Guarín 83'), Raúl Meireles e Tomás Costa (Mariano 58'); Lisandro e Cristian Rodríguez (Hulk 73').
Treinador: Jesualdo Ferreira. Suplentes Não Utilizados: Ventura; Pedro Emanuel, Lino e Pelé.

Disciplina:
Amarelos: Lucho 22'; Abel 33'; Pereirinha 51'; Tomás Costa 55'; Sapunaru 59'; Derlei 59'; Liedson 80'; Lisandro 89';

Marcador: 0-1 Lisandro 19'; 1-1 João Moutinho 28' G. P.; 1-2 Bruno Alves 31';

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Moutinho, é hora de regressares a "casa"!

Pois é, meus caros. É já amanhã que se disputa o Sporting - FC Porto mais aguardado dos últimos anos. Eu vejo dois grandes motivos, para que a hora do jogo chegue rápido, mas o leitor talvez veja apenas um: o regresso de Moutinho a Alvalade.
(Se é que interessa muito, o outro motivo para que este seja o clássico entre Sporting e Porto mais aguardado dos últimos anos, é o facto do FC Porto ainda não ter sido derrotado esta temporada, e por isso, ser o "alvo a abater")
Depois de uma transferência muito atribulada, no último Verão de Alvalade para o Dragão, João Moutinho regressa agora, aquela que se pode dizer sua "casa".
O agora médio portista, alinhou durante onze temporadas de "Leão" ao peito. Entre Iniciados, Juvenis, Júniores, equipa "B" e equipa principal. Moutinho cumpria ainda a sua primeira temporada como Júnior, quando foi chamado a representar a equipa "B" leonina. Na II Divisão B, o "miúdo" João, realizou trinta jogos (vinte e quatro como titular) e apontou um golo, não conseguindo evitar que o conjunto leonino descesse de divisão.
Indiferentes ao rendimento do colectivo, os responsáveis pela equipa principal do Sporting, apostaram no médio na temporada 2004/2005, quando Moutinho ainda cumpria o segundo ano de Júnior.
O médio estreou-se frente ao Gil Vicente em Barcelos, numa vitória do Sporting por 0-3, e não mais deixou a equipa principal, até ao Verão deste ano, em que se mudou para o FC Porto.
Em jogos frente ao Porto, Moutinho estreou-se na mesma temporada de 04/05, numa vitória caseira dos "Leões" por 2-0.
Curiosamente, o seu último jogo com a camisola do Sporting, frente ao FC Porto, também terminou com vitória verde e branca, e foi na temporada passada, quando os "Leões" cilindraram os "Dragões" por 3-0.
Ao FC Porto, Moutinho marcou apenas por uma vez e foi na temporada 08/09. Curiosamente, o Sporting acabou derrotado em Alvalade por 1-2, num jogo em que Bruno Alves resolveu "à bomba".
Espero sobretudo um bom jogo de futebol, e claro, um bom regresso de Moutinho ao estádio que o viu nascer e crescer para o futebol. Certamente que o jogador respeitará os seus "antigos" adeptos, logo todos esperamos que estes respeitem o jogador, e compreendam as decisões que levam os jogadores de futebol a precisarem de mudanças.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Liga dos Campeões: Benfica eliminado

O Benfica foi esta noite goleado em Israel, em casa do Hapoel Tel-Aviv por 3-0, e disse "adeus" à Liga dos Campeões.
No outro jogo do grupo, o Schalke venceu o Lyon também por 3-0, e os encarnados até podem nem seguir para a Liga Europa, dependendo agora do último jogo da fase de grupos. Um ponto frente ao Schalke, é o suficiente.
Apesar da derrota, a equipa do Benfica mostrou mais qualidade do que o seu adversário, e teve muitas mais oportunidades de golo para "matar" o jogo. Dificilmente na Liga dos Campeões, uma equipa tem tantos remates à baliza (24 contra 10), tantos cantos a favor (21 contra 2!!!), e mesmo assim, acaba por perder 3-0.
Depois, houve muita desconcentração da equipa encarnada, e a prova disso é o facto do Hapoel ter marcado dois golos na sequência de lances de bola parada.
O primeiro golo surgiu aos 24', com Zahavi na sequência de um livre, a saltar completamente à vontade nas costas de Luisão e David Luiz.
Depois, aos 75', os israelistas fizeram o 2-0, na sequência do primeiro canto que conquistaram em toda a partida. Já agora, o terceiro golo surgiu de um contra-ataque rápido, finalizado por Zahavi.
Pouco há a dizer sobre o jogo, uma vez que este Hapoel é das equipas mais fraquinhas que alguma vez disputaram a Liga dos Campeões. O Benfica até merecia sair vencedor, se tivermos em conta os números, mas a desconcentração mostrada durante toda a partida é, no mínimo, ridícula e não podia nunca, ter acontecido.
Destaque ainda, para o regresso de Óscar Cardozo, que entrou ao intervalo para o lugar de...Saviola. Sem nenhum problema físico aparente, o argentino deu o lugar a "Tacuara". Incompreensível de facto. Cardozo vem de uma lesão prolongada, e acusou claramente a falta de ritmo, falta de agressividade e claro, falta de confiança.
Tenho ainda a sublinhar, a forte adesão do público israelita ao jogo. Com estádios cheios, como esteve o Bloomfield, havia uma obrigação "extra" do Benfica em vencer esta partida.
Ficha de Jogo:

Jogo realizado no Estádio Bloomfield, em Telavive, Israel
Equipa de arbitragem composta por: Alain Hamer (Luxemburgo - Árbitro Principal); François Mangen e Christian Holgten (Árbitros Assistentes); Luc Wilmes (Quarto Árbitro).

Hapoel Tel-Aviv: Enyeama; Bondarv, Douglas da Silva, Fransman e Ben Dayan; Vermouth, Abutbul (Badier 78'), Yadin e Zahavi; Tamuz (Ben Sahar 66') e Shechter (Shivhon 58').
Treinador: Eli Gutman. Suplentes Não Utilizados: Ben-Shanan; Kende, Marc e Shish.

Benfica: Roberto; Maxi Pereira, Luisão, David Luiz e Fábio Coentrão; Javi García (Jara 79'), Salvio (Carlos Martins 65'), Gaitán e Aimar; Alan Kardec e Saviola (Cardozo 45').
Treinador: Jorge Jesus. Suplentes Não Utilizados: Júlio César; Sidnei, César Peixoto e Rúben Amorim.

Disciplina:
Amarelos: Saviola 28'; Ben Dayan 33'; Yadin 42'; Fransman 52';

Marcador: 1-0 Zahavi 24'; 2-0 Douglas da Silva 75'; 3-0 Zahavi 90+3'.

Liga dos Campeões: Braga vence Arsenal

Super Braga. É o que apetece dizer depois do jogo de ontem, em que os bracarenses levaram a melhor sobre o Arsenal, vencendo os londrinos por 2-0.
É bom lembrar que o Arsenal não contou com três habituais titulares: Clichy, Arshavin e Van Persie.
Ainda assim, Domingos quis anular o meio-campo dos "Gunners" e Vandinho foi a sombra de "Cesc" Fàbregas, que passou despercebido em jogo, até ser substituído por lesão aos 68'.
O primeiro tempo decorreu no ritmo que mais convinha ao Braga: num ritmo pausado. Nunca alguém no seu perfeito juízo, aconselharia ao Braga jogar taco-a-taco com o Arsenal.
Neste período, o Braga falhou muitos passes, e não conseguiu criar jogadas de real perigo, para a baliza de Fabianski.
No segundo tempo, os minhotos entraram mais fortes e coesos, e sem errarem no último passe.
Wenger ainda lançou Nasri, Chamakh e Carlos Vela, na tentativa de abater o Braga, mas acabou por conceder espaço à equipa de casa, que foi aparecendo com mais perigo junto da área inglesa.
Ainda assim, Domingos lança Andrés Madrid por troca com Luís Aguiar, com o objectivo de preservar o empate. O Braga estava agora, mais bem preparado para o ataque final dos "Gunners".
Foi então que apareceu um Senhor, chamado Matheus: aos 83' o brasileiro ganhou uma disputa de bola a Eboué, e inaugurou o marcador; aos 90+3' e com um golo espectacular, Matheus fechou a história do jogo e mantém a esperança minhota em chegar aos Oitavos de Final.
Para isso, é preciso vencer de hoje a duas semanas, o Shakthar na Ucrânia por 0-4. Impossível? Não. "Apenas" complicado. Mas, é bom não esquecer que este Braga marcou quatro golos em Sevilha...
Ficha de Jogo:

Jogo realizado no Estádio AXA, em Braga
Equipa de arbitragem composta por: Viktor Kássai (Árbitro Principal - Hungria); György Ring e Tibor Vámos (Árbitros Assistentes); Ferenc Bede (Quarto Árbitro).

Sp. Braga: Felipe; Miguel Garcia, Moisés, Rodríguez e Elderson; Vandinho (Hugo Viana 88'), Luís Aguiar (Andrés Madrid 80') e Leandro Salino; Alan, Matheus e Lima (Élton 81');
Treinador: Domingos Paciência. Suplentes Não Utilizados: Arthur; Aníbal, Sílvio e Márcio Mossoró.

Arsenal: Fabianski; Eboué, Djourou, Squillaci e Gibbs; Denilson, Wilshere e Fàbregas (Nasri 68'); Walcott (Carlos Vela 77'), Rosicky e Bendtner (Chamakh 74').
Treinador: Arsène Wenger. Suplentes Não Utilizados: Szczesny; Song, Sagna e Koscielny.

Disciplina:
Amarelos: Eboué 38'; Luís Aguiar 55'; Denilson 70'; Djourou 74'; Carlos Vela 77'; Miguel Garcia 78'; Rosicky 84';

Marcador: 1-0 Matheus 83'; 2-0 Matheus 90+3';

domingo, 21 de novembro de 2010

Taça de Portugal: 4ª Eliminatória sem surpresas

Realizaram-se hoje os jogos referentes à 4ª Eliminatória da Taça de Portugal. Na festa da Taça, hoje não aconteceram surpresas.
Logo ao início da tarde, pelas 14 horas, iniciaram-se seis partidas: no "duelo do Mar", o Leixões foi a Espinho vencer o Sporting local, por 2-1, com dois golos de Fábio Espinho. Jogador natural de...Espinho.
Em duelos entre equipas da II Divisão, o Pinhalnovense recebeu e venceu o Tirsense por 2-0, com golos de Quinaz e Miran; o Merelinense também recebeu e venceu o Carregado por 2-0, com golos de Zé Manel e Beck; e o Atlético venceu no desempate por grandes penalidades, o Tourizense por 6-5.
Também as 14 horas, teve início o jogo entre o Mondinense da III Divisão e o Torreense da II Divisão. Os da casa tiveram a vencer, mas o Torreense acabou por vencer 2-1, já no prolongamento.
Uma hora depois, "arrancaram" quatro partidas, três delas entre equipas do primeiro escalão. Em Olhão, a Olhanense recebeu e venceu o Nacional por 1-0, com o golo a ser apontado por Fernando Alexandre.
Em Aveiro, num derby da região Centro, a Académica venceu o Beira-Mar por 2-0, com os golos a surgirem já na parte final do encontro: Éder aos 83' abriu o activo, que Sougou se encarregou de fechar aos 89'.
Enquanto que no Estádio do Algarve, o Portimonense até entrou melhor na partida, e logo aos 5' inaugurou o marcador por intermédio de Renatinho. No entanto, no segundo tempo, o V. Guimarães acabou por dar a volta ao resultado, com golos de João Paulo (50') e Edgar (89').
No outro jogo que teve início às 15 horas, o Juventude de Évora da II Divisão recebeu e venceu o Santa Maria da III Divisão, por 3-0. Carlos Gomes (aos 18'), André Xavier (49') e Carlos Mota (73') foram os autores dos golos.
Às 16 horas, tiveram início mais dois encontros. Na Madeira, o Marítimo recebeu o V. Setúbal e acabou derrotado. Cláudio Pitbull (aos 25') e Henrique (79') deram vantagem aos sadinos, mas Heldon haveria de reduzir aos 83' para 1-2.
Em Vila do Conde, o Rio Ave recebeu e "despachou" o Feirense por claros 3-0. Yazalde abriu o activo aos 32'; Braga fez o 2-0 aos 59'; e finalmente, Tarantini fechou o marcador aos 79'.
Às 18 horas, entrou em campo o detentor do troféu: em Moreira de Cónegos, o FC Porto teve de suar muito para levar de vencida o Moreirense. Falcao saltou do banco aos 55', e aos 75' apontou o único golo da partida.
Finalmente, às 20h15 entrou em campo o Sporting. Em casa, os "Leões" receberam e venceram o Paços de Ferreira por 1-0, com o golo a ser apontado por Yannick Djaló no tempo de compensação da primeira metade.
O destaque desta tarde de Taça, vai para o facto da III Divisão já não ter "representantes" em prova. Da Liga Orangina, apenas o Leixões se "mantém de pé", e da II Divisão ainda há quatro clubes em prova.
A 4ª Eliminatória da Taça, ainda não está completa, pois falta-se realizar o Benfica - Sp. Braga (dia 12 de Dezembro), bem como mais dois jogos que estão ainda dependentes de processos instaurados pela FPF ao Gondomar e ao Bombarralense.
Resultados da 4ª Eliminatória até ao momento:

Pinhalnovense (IIB) 2-0 Tirsense (IIB)
Merelinense (IIB) 2-0 Carregado (IIB)
Mondinense (III) 1-2 Torreense (IIB) - Após Prolongamento
Atlético (IIB) 0-0 Tourizense (IIB) - 6-5 G. P.
Sp. Espinho (IIB) 1-2 Leixões (II)
Beira Mar (I) 0-2 Académica (I)
Portimonense (I) 1-2 V. Guimarães (I)
Olhanense (I) 1-0 Nacional (I)
Juventude de Évora (IIB) 3-0 Santa Maria (III)
Rio Ave (I) 3-0 Feirense (II)
Marítimo (I) 1-2 V. Setúbal (I)
Moreirense (II) 0-1 FC Porto (I)
Sporting (I) 1-0 Paços de Ferreira (I)

Nota: A negrito as equipas apuradas para a 5ª Eliminatória.

Leões da Citânia: Juvenil morre durante o treino

(Plantel Juvenil do Leões da Citânia 2010/2011)
O Grupo Cultural e Desportivo Leões da Citânia está de luto, depois de na passada sexta-feira, o juvenil do clube Pedro Pereira, ter falecido a meio do treino.
Joaquim Santos, presidente do clube da freguesia de Sanfins (Paços de Ferreira), disse à "Agência Lusa", que o atleta caiu inanimado ao fim de "30 a 40 minutos de treino".
O presidente do clube garantiu ainda, que o jovem não tinha historial de problemas cardíacos, tinha autorização do médico de família para jogar futebol, e os habituais exames médicos realizados antes do início da competição, não detectaram qualquer anomalia.
No entanto, o jovem acabou por cair inanimado, numa altura em que a bola estava longe da sua zona: "O treino decorria normalmente, com a bola deslocada da zona onde se encontrava o Pedro, pelo que, quando nos apercebemos, já ele estava no chão" citou Joaquim Santos à "Agência Lusa".
"O massagista prestou assistência imediata ao atleta, ainda no campo e depois no seu gabinete, tendo sido acionados os mecanismos de socorro, mas três a quatro minutos depois ele deixou de reagir" concluiu.
Foi chamada ao local a Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do Vale do Sousa, bem como uma equipa dos Bombeiros Voluntários de Freamunde, que "ainda conseguiu reverter por duas vezes a paragem cárdio-respiratória, embora com sinais vitais fracos" citou fonte dos B. V.  Freamunde à "Agência Lusa".
Pedro Miguel Martins Pereira, natural da freguesia de Sanfins, concelho de Paços de Ferreira, nasceu a 6 de Julho de 1995, e representava os Leões da Citânia desde os Infantis.

sábado, 20 de novembro de 2010

Recordar: Rui Costa em Itália

Hoje joga-se um clássico em Itália: Milan e Fiorentina, encontram-se logo mais, pelas 19h45 (hora portuguesa).
Por isso mesmo, decidi recordar aqui a passagem de Rui Costa pelo futebol italiano. Curiosamente, Rui Costa é o único português, que até aos dias de hoje, já representou Fiorentina e AC Milan.
Rui Manuel César Costa, foi Príncipe em Florença, e Rei em Milão.
A qualidade do futebol que praticava ao serviço do Benfica, levou a que a Fiorentina pagasse cerca de seis milhões de euros pelo seu passe em 1994.
A Fiorentina regressava à Série A, e em mente, estava a formação de uma "sociedade": Rui Costa juntou-se ao argentino Gabriel Batistuta, e juntos deram inúmeras vitórias à Fiorentina, bem como alguns troféus.
Esta "sociedade" durou até ao ano de 2000, altura em que a Roma comprou o argentino ao clube de Florença. Batistuta até dizia que para onde ele fosse, Rui Costa o acompanharia, mas tal não aconteceu.
Rui Costa permaneceu no clube "Viola", e até recebeu a companhia de Nuno Gomes, também ele contratado ao Benfica.
A Fiorentina terminou o campeonato de 2000/2001 no 8º lugar, e já demonstrava sinais de crise. Por isso mesmo, Rui Costa acabou vendido ao AC Milan a troco de trinta e cinco milhões de euros.
Para trás, ficaram sete temporadas passadas ao serviço do clube "Viola", onde conquistou duas Taças de Itália e uma Supertaça, bem como várias distinções que o elegeram o melhor nr.10 do campeonato Italiano, superando jogadores como Zidane, na altura em representação da Juventus.
Em Milão, Rui Costa também teve muitas e boas "parcerias": Inzaghi, Shevchenko, Rivaldo, Tomasson etc. No entanto, no AC Milan as coisas foram diferentes: os milanenses contrataram em 2003, um menino-prodígio, de seu nome Kaká, que acabou por "sentar" o português no banco de suplentes.
Ainda assim, Rui Costa "saltou" muitas vezes do banco de suplentes, a tempo de ser decisivo em vários jogos, ajudando o Milan a sair vitorioso.
Em 2006, e depois de uma época pouco "produtiva", Rui Costa rescindiu o contrato com o Milan, e regressou a Portugal, para o Benfica.
Nas cinco temporadas em que esteve ao serviço do Milan, Rui Costa venceu um "Scudetto", uma Taça de Itália, uma Supertaça, uma Supertaça Europeia (frente ao FC Porto), e uma Liga dos Campeões.
Continua a ser recordado com muita saudade em Itália, pelos adeptos dos dois clubes. Ele que até capitaneou o clube "Viola".
Palmarés de Rui Costa em Itália:

Campeonato Italiano ("Scudetto"): 1 (2003/2004 - AC Milan)
Taça de Itália: 3 (1995/1996; 2000/2001 - Fiorentina; 2002/2003 - AC Milan)
Supertaça de Itália: 2 (1996 - Fiorentina; 2004 - AC Milan)

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Entrevista a: Márcio Vieira


Márcio Vieira de Vasconcelos, nasceu em Andorra a 10 de Outubro de 1984.
Filho de pais portugueses, veio para Portugal com doze anos, e aos quinze ingressou nas camadas jovens do FC Marco.
Na temporada 01/02, ainda cumpria o seu primeiro ano de júnior, e já trabalhava com os Séniores do FC Marco, que lutavam na altura pela subida à Liga de Honra.
Completou o seu processo de formação, e permaneceu nos séniores do Marco por três temporadas: 03/04, 04/05 e 05/06. Nas duas primeiras temporadas, Márcio Vieira não teve oportunidades para mostrar o seu valor, não tendo realizado qualquer partida.
No seu último ano de ligação ao FC Marco, Márcio acabou por conseguir as oportunidades desejadas anteriormente, acabando por realizar quinze partidas com a camisola marcoense no segundo escalão do nosso futebol.
Com a "queda" do Marco, Márcio Vieira deu início a uma aventura no futebol espanhol, ingressando no Ibiza em 06/07, passando pelo Teruel em 07/08 e, finalmente, o Atlético Monzón desde 08/09, clube onde ainda se mantém.
Foi quando representava o FC Marco, que Márcio Vieira foi chamado a representar a Selecção de Andorra. A sua estreia pela selecção andorrana aconteceu em 2006 e, até ao momento, Márcio Vieira já somou 35 internacionalizações.
Actualmente, o Monzón luta pela subida à II Divisão B espanhola, e Márcio não põe de parte um regresso ao futebol português e ao Marco, claro está.
Joga preferencialmente a médio centro, podendo também desempenhar as funções de trinco.


ConversasRedondas (CR): O seu processo de formação foi, digamos, um pouco atribulado. Entrou aos 15 anos para as camadas jovens do Marco, e aos 16 já estava integrado no plantel Sénior. Como foi essa experiência?
Márcio Vieira (MV): É verdade. Foi tudo muito rápido, mas lembro-me como se fosse hoje. Foi uma boa experiência.

CR: A verdade é que, apesar de aos 16 anos já estar nos Séniores, passou depois as duas primeiras temporadas enquanto sénior, arredado da competição: Isto é, sem jogar oficialmente. Não quis sair do FC Marco ou nunca surgiu a oportunidade certa?
MV: Tive oportunidades para sair por empréstimo, mas a verdade é que o Marco nunca quis, e nunca compreenderam que eu queria jogar.

CR: Depois, em 05/06, teve "finalmente" a sua oportunidade na equipa principal do Marco, e agarrou-a bem, jogando com regularidade na segunda volta do campeonato. O clube acabou por descer, mas em termos pessoais, a temporada correu-lhe bem.
MV: Sim, foi muito bom para mim em termos pessoais, mas recordo muitas vezes essa época com tristeza, pois foi aí que o FC Marco começou a "caír".

CR: Todos os anos, o Marco reforçava-se bastante no mercado brasileiro. Entende que com a chegada de muitos brasileiros todas as épocas, o Márcio foi perdendo espaço na equipa?
MV: A verdade vê-se agora: quem acabou por perder, foram os jogadores marcoenses. Eu e muitos outros jogadores que podiam representar o clube nessa altura, algo que hoje em dia se está a fazer e muito bem: trabalhar com gente da casa. Mas, no meu caso, aprendi muito no tempo em que estive no Marco. Com tudo e com todos.

CR: Nessa temporada, o Marco perdeu grande parte do seu plantel em Janeiro, devido à crise financeira. Curiosamente, essa debandada geral, permitiu que o Márcio agarrasse um lugar no "onze". Caso os jogadores que saíram, tivessem permanecido, acredita que teria as mesmas oportunidades de jogar?
MV: Acredito que continuariam com a mesma política: apostar nos de fora. No entanto, lembro-me perfeitamente que já tinha pedido à Direcção para sair por empréstimo em Janeiro, para que pudesse jogar regularmente.

CR: Graças a essa temporada, o Márcio teve depois alguns convites vantajosos, optando por ingressar no Ibiza de Espanha. Não teve convites de Portugal?
MV: Tive propostas de equipas da II Divisão B, mas naquele momento optei por sair para Espanha, porque a situação económica em Portugal estava má e recebi uma boa proposta de Espanha.

CR: O que o levou a optar por Espanha? O facto de ser internacional por Andorra, e poder ficar assim, mais perto da sua Selecção, condicionou a sua escolha?
MV: Não teve nada a ver com a Selecção. Apenas naquele momento, as condições financeiras em Espanha eram bem diferentes das do nosso País.

CR: Apesar de conseguir a subida de divisão ao serviço do Ibiza, não permaneceu no clube na temporada seguinte, ingressando no Teruel, também da III Divisão Espanhola. Qual o motivo desta mudança?
MV: A história é um bocado grande (risos). Mas fiquei contente por conseguir outra subida de divisão (já havia conseguido uma pelo FC Marco em 01/02).


CR: Em 2008, voltou a mudar de "ares", assinando pelo Atlético de Monzón, também da III Divisão espanhola, não voltando a trocar de clube. Foi aqui, que encontrou a estabilidade que procurava para a sua carreira?
MV: Na verdade, o Atlético de Monzón é uma das equipas mais fortes de Aragão. É um clube que tem boas condições, e sinto-me bem neste clube, porque todos me tratam muito bem.

CR: O Márcio está à três temporadas no Atlético de Monzón, e em todas elas jogou na III Divisão de Espanha. Os objectivos do clube não passam pela ascensão à II Divisão B?
MV: Sim, o objectivo é subir de divisão. Ainda na temporada passada, fomos campeões na primeira fase, mas depois no play-off não conseguimos atingir os nossos objectivos.

CR: Agora, a selecção. Como se deu a sua chamada à Selecção de Andorra?
MV: Foi tudo muito rápido. Lembro-me que estava para começar o treino no Marco, e recebi uma chamada do seleccionador de Andorra, a dizer que me queria convocar pela primeira vez, e se eu aceitaria.
Eu aceitei e fui treinar, naturalmente, com o FC Marco. No início do treino, lesionei-me com gravidade no joelho, e perdi então os jogos contra Holanda e Finlândia.

CR: A sua estreia pela Selecção de Andorra, aconteceu frente à Arménia, num jogo de qualificação para o Mundial 2006. Como se sentiu nos momentos que antecederam a partida?
MV: Estava com muita vontade de fazer bem as coisas, e lembrando que era o meu primeiro jogo internacional, estava algo nervoso (risos).

CR: O nível da Selecção de Andorra, ainda é muito baixo, comparando com grande parte dos restantes países europeus. Ainda assim, o Márcio já enfrentou grandes selecções e futebolistas de renome internacional. Até que ponto, esses confrontos têm contribuído para a sua evolução?
MV: A verdade, é que ganhei muita experiência a jogar em estádios como Wembley e Old Trafford, com 65 mil pessoas nas bancadas. Chegámos a jogar como se estivéssemos no nosso clube.

CR: Nasceu em Andorra, cresceu em Portugal, e agora está "fixado" em Espanha. Sente-se mais português ou andorrano?
MV: As duas coisas.

CR: Voltando aos clubes: um dos objectivos da sua carreira, é chegar à I Divisão Espanhola?
MV: Uiiii, já vou tarde. Já não chego a tempo. (risos)

CR: O FC Marco já não existe, mas no seu "lugar" foi criada a AD Marco 09. Caso fosse convidado, regressaria à cidade do Marco, para representar este "novo" clube?
MV: Fico muito feliz por os marcoenses voltarem a ver futebol no Estádio do Marco. Ainda para mais, com gente da casa, e que estão a fazer um bom trabalho. Espero que continuem. Sobre representar o clube, nunca se sabe o futuro.

CR: O Márcio, praticamente sentiu na pele, o fim do FC Marco. Quem está por "dentro" nestas situações, o que sente? Em 05/06 ficaram com vários meses de salários em atraso, e o clube em 2007 acabou mesmo por fechar as portas.
MV: No caso dos outros jogadores não sei, mas no meu foi triste, porque sentia o clube da minha terra, e ver o seu fim não era nada agradável.

CR: Terminar a carreira em Portugal, é o objectivo do Márcio, ou tem intenções de continuar por terras de "nuestros hermanos" ou de jogar noutro País?
MV: Sim, o meu objectivo é voltar a Portugal. Tive a oportunidade no ano passado de ir para a Grécia e para o Chipre, mas não aceitei porque algo dentro de mim, me diz que já chega de experiências fora de Portugal.


Questões rápidas:

CR: Internacionalmente falando, qual o jogador (ou selecção) que mais gostou de enfrentar?
MV: Gerrard e Inglaterra em Wembley (2009).

CR: Qual foi, para si, o seu melhor jogo ao serviço da Selecção de Andorra?
MV: Andorra 0-2 Inglaterra, no Estádio Olimpico de Montjuic (2008).

CR: O FC Marco é o seu clube do coração?
MV: Tenho dois: FC Marco e FC Barcelona.

CR: É capaz de eleger um onze formado por companheiros de equipa? (Actuais ou Passados)
MV: Guarda-Redes: Beto (FC Marco)
Defesa Direito: Albertino (FC Marco)
Defesa Central de Marcação: Ildefons Lima (Selecção de Andorra)
Defesa Central Livre: Torrico (Atlético de Monzón)
Defesa Esquerdo: Vitinha (FC Marco)
Trinco: Fílipe Fernandes (FC Marco)
Médio "Interior" Direito: Márcio
Médio "Interior" Esquerdo: Marc Pujol (Selecção de Andorra)
Extremo Direito: Vieirinha (FC Marco)
Ponta de Lança: Brito (FC Marco)
Extremo Esquerdo: Matheus (FC Marco)

* Entre parêntesis, o clube onde Márcio jogou com o respectivo colega.

O "ConversasRedondas" agradece a Márcio, o tempo dispendido para esta entrevista, bem como faz votos para que tudo lhe corra bem, tanto na vida desportiva como na vida pessoal.

Pode ver o trajecto de Márcio, aqui.

Portugal "vulgarizou" Campeão do Mundo

O Portugal - Espanha de ontem, que foi apontado como um simpático particular que serviu de promoção à candidatura ibérica ao Mundial 2012, terminou com um resultado claramente inesperado.
Portugal alcançou um resultado que "vulgariza" a actual campeã do Mundo. Paulo Bento "trouxe" nove jogadores que não estiveram presentes no Mundial, e seis deles foram titulares: João Pereira a lateral direito e Bosingwa a lateral esquerdo; Moutinho e Martins no meio-campo; Nani numa das alas e Postiga na frente de ataque.
No início da partida, Cristiano Ronaldo e Busquets começaram a disputar o Real Madrid - Barcelona do próximo dia 29. Esta "picardia" valeu os únicos cartões amarelos de toda a partida.
A equipa das "Quinas" ao contrário do que havia feito na África do Sul, jogou sempre com "os olhos na baliza" espanhola. Ronaldo, mesmo a coxear depois da entrada dura de Busquets, "inventou" um lance extraordinário na área espanhola, primeiro sentado Piqué, e depois fazendo um "duplo chapéu" a Puyol e Casillas. A bola estava para passar a linha de golo, quando Nani decidiu tocá-la. Golo invalidado por ordem do árbitro da partida (era francês, já agora).
Em cima do intervalo, Ronaldo deu um "nó cego" em Sergio Busquets, e atirou com violência para defesa de Casillas. Na recarga, Carlos Martins abriu o marcador.
Antes, David Silva havia desperdiçado uma boa oportunidade de abrir o marcador.
Ao intervalo, Ronaldo ficou no balneário e Paulo Bento aproveitou ainda para "estrear" Rui Patrício. Vicente Del Bosque também mexeu na sua estrutura, e os actuais campeões do Mundo foram quem...piorou. Nem com as entradas de "Cesc" Fàbregas e Fernando Torres para os lugares de Xavi e David Villa, os espanhóis conseguiram alterar o rumo dos acontecimentos.
O 2-0 apareceu logo no início do segundo tempo: foi Hélder Postiga, quem de calcanhar (!) aumentou o "score" português. Logo depois, o 3-0 só não apareceu, porque Nani facilitou num chapéu.
Portugal continuava a jogar "à bola" e a fazer por merecer um resultado mais volumoso, e Hélder Postiga bisou na partida, aumentando a vantagem portuguesa para 3-0 aos 68'.
Aos 88', ainda deu para Paulo Bento lançar Paulo Machado, permitindo ao médio do Toulose estrear-se pela Selecção principal.
Por fim, Hugo Almeida concedeu a "estocada" final ao assinar o 4-0 já para lá do minuto 90'.
Deste jogo, fica sobretudo a convicção que esta Selecção ultrapassou os problemas do passado, e pode agora, voltar a olhar qualquer selecção "olhos nos olhos". Mas essa convicção terá de ser confirmada no futuro e em "jogos a doer".
Ficha de Jogo:

Jogo realizado no Estádio da Luz, em Lisboa
Equipa de arbitragem composta por: Anthony Gautier (Árbitro principal); Michael Annonier e Nicolas Pottier (Árbitros assistentes); Bruno Paixão (Quarto Árbitro).

Portugal: Eduardo (Rui Patrício 45'); João Pereira, Ricardo Carvalho (Pepe 45'), Bruno Alves e Bosingwa; Raúl Meireles, Carlos Martins (Manuel Fernandes 62') e João Moutinho; Nani (Paulo Machado 88'), Hélder Postiga (Hugo Almeida 76') e Cristiano Ronaldo (Danny 45').
Seleccionador: Paulo Bento. Suplentes Não Utilizados: Miguel Veloso.

Espanha: Casillas; Sergio Ramos, Piqué (Marchena 45'), Puyol (Arbeloa 73') e Capdevilla; Busquets, Xavi (Fàbregas 45'), Iniesta (Llorente 58') e Xabi Alonso (Cazorla 58'); David Silva e David Villa (Fernando Torres 45').
Seleccionador: Vicente Del Bosque. Suplentes Não Utilizados: Valdés, Reina; Raúl Albiol, Javi Martínez e Pedro Rodríguez.

Disciplina:
Amarelos: Busquets 08'; Cristiano Ronaldo 09';

Marcador: 1-0 Carlos Martins 45'; 2-0 Hélder Postiga 49'; 3-0 Hélder Postiga 68'; 4-0 Hugo Almeida 90';