quinta-feira, 30 de junho de 2011

Recordar: Estrela da Amadora

(Alexandre Nunes - Jogador do E. Amadora entre 87/88 e 91/92.)
Na sequência do jogo de homenagem ao Estrela da Amadora, realizado no passado dia 18 de Junho, o 'ConversasRedondas' conversou com três antigos futebolistas do clube, cada qual com passagens diferentes pela Reboleira, no sentido de perceber quais as melhores recordações que cada um guarda do Estrela; e se ainda acreditam numa solução para resolver os 'problemas' do clube.
Os entrevistados foram Alexandre Nunes, Rui Borges e Miran, sendo que os dois primeiros contam mesmo com passagens pela formação estrelista.
Alexandre Nunes terminou recentemente a carreira ao serviço do GS Loures e foi um dos mentores do jogo de homenagem; Rui Borges já abandonou os relvados há mais de um ano; e Miran ainda não tem o futuro definido enquanto futebolista.
Seguem-se as questões e, naturalmente, as respostas dos três ex-tricolores:

Até que ponto a passagem pelo Estrela foi importante na sua carreira?
Alexandre Nunes: A minha passagem pelo Estrela, foi fundamental para aquilo que sou hoje como Homem e jogador, pois foi lá que cheguei a internacional (fui o terceiro!); foi lá que subi dos Juniores aos Seniores (que considero uma fase muito importante num jogador) e foi lá que me estreei na I Divisão.

Rui Borges: O Estrela da Amadora foi importantíssimo no meu percurso como futebolista profissional. Primeiro, porque foi o clube onde iniciei o meu percurso como jogador, na altura, infantil, no ano de 1984. Segundo, porque na época de 2004/2005 me permitiu contribuir de forma muito marcante para a subida à I Liga e dessa forma, ajudar o clube e ajudar-me a mim a  prolongar a minha carreira.

Miran: A minha passagem pelo Estrela, foi muito importante porque trabalhei com dois grandes treinadores do futebol Português: o Sr. Jorge Jesus e o Sr. João Alves. Aprendi também muito com esses dois senhores. Também ali, tive oportunidade de subir de divisão, num jogo que posso classificar, como no mínimo, fantástico!

(Rui Borges - Jogador do E. Amadora entre 84/85 e 87/88; 04/05 e 06/07.)

Quais as melhores recordações que guarda da passagem pela Reboleira? Algum jogo ou pessoas que o marcaram pela positiva?
Alexandre Nunes: As melhores recordações, são o primeiro jogo fora nas competições europeias, em que passamos à segunda eliminatória da Taças das Taças. Durante os cinco anos em que representei o C. F. E. A. foram muitos os treinadores que me treinaram e marcaram...

Rui Borges: Guardo muitas e boas recordações e é impossível descrevê-las todas. No entanto, como jogador de formação recordo a minha primeira convocatória, o meu primeiro jogo pelo Estrela contra o Belenenses, no campo pelado do Damaiense; a épica subida de divisão na época de 2004/2005 com quatro e cinco meses de ordenados em atraso; o jogo com a Académica em casa, na época 2005/2006, perdíamos por 2-1 a seis ou sete minutos do final do jogo, marquei dois golos e acabámos por ganhar por 3-2 já nos descontos.

Miran: Muitos jogos me marcaram, mas em especial, o último jogo da época 2002/2003, em Portimão. Foi, sem dúvida, um jogo para corações fortes (vitória por 2-3, depois de estarem a perder 2-0, e consequente subida à SuperLiga)!!

(Miran - Jogador do E. Amadora entre 01/02 e 02/03.) 

Acredita que o Estrela voltará aos grandes palcos? (Independentemente da resposta) Porquê?
Alexandre Nunes: Acredito e tenho essa esperança e convicção, pois acho que ainda vai aparecer uma solução para o C. F. E. A.!

Rui Borges: Respondo de uma forma emocional e de uma forma racional:
De forma emocional quero acreditar que sim. Há um conjunto de sócios que estão a procurar encontrar uma solução para o clube, e estão a deixar-me com uma pontinha de esperança que ainda será possível salvar o clube.
De forma racional não. Não existem apoios de empresas sólidas; a câmara da Amadora está de costas voltadas para o clube; e os credores preferem vender o património para saldar as suas contas com o clube do que procurar outra solução.

Miran: Eu gostaria muito que voltasse, porque é um clube que representa uma cidade muito grande, a Amadora. Mas também, principalmente, porque foi uma equipa que me marcou muito em termos profissionais e pessoais.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Liga dos Campeões arrancou hoje

(O FC Porto voltará a disputar a Liga dos Campeões esta temporada.)
Por essa Europa fora, ainda poucas equipas iniciaram a sua preparação. Grande parte das equipas portuguesas começa esta semana, e algumas até já começaram a sua pré-época.
Mas os representantes de Andorra, Malta, San Marino e Luxemburgo na Liga dos Campeões, deram hoje início...à prova milionária, versão 2011/2012.
A primeira pré-eliminatória da Champions, envolve quatro equipas, sendo que quem vencer o seu jogo, segue para a segunda pré-eliminatória, onde já entram equipas como por exemplo, Partizan Belgrado, Wisla Cracóvia, Sturm Graz, Dinamo Zagreb, Malmoe e Rosenborg.
O jogo que inaugurou a Liga dos Campeões 2011/2012, foi disputado entre o Tre Fiori de San Marino e o Valletta de Malta, com a vitória a 'sorrir' aos malteses que venceram fora de portas, por claros 0-3.
Denni (43'), Effiong (50') e Gilbert Agius (70') foram os marcadores dos golos da equipa da capital de Malta, que está assim, a um pequeno passo da próxima pré-eliminatória, onde enfrentará o Ekranas da Lituânia.
No outro jogo, o Dudelange do Luxembrugo deslocou-se ao terreno do Santa Coloma de Andorra e venceu por 0-2.
Legros (57') e Callet (79') apontaram os golos dos luxemburgueses, que estão também muito perto da próxima fase, onde defrontarão o Maribor da Eslovénia, caso não aconteça nenhuma 'surpresa'.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

AF Porto: Gandra - Cerco acaba em pancadaria

Mais uma vez, um jogo do Cerco do Porto voltou a não chegar ao fim, devido a desacatos envolvendo jogadores e assistência da equipa portuense.
Desta feita, o adversário era o Aliança de Gandra, de Paredes, e em causa, estava o título de campeão da II Divisão da AF Porto.
Depois de terem vencido em casa por 1-0, num jogo em que já se haviam registado problemas entre jogadores de ambas as equipas, o Cerco esteve em vantagem, também por 0-1, até aos 75' minutos, altura em que Pedro Esteves, jogador dos portuenses, terá agredido um dos árbitros.
Depois disso, a confusão ter-se-á instalado, com agressões de jogadores e adeptos do Cerco aos elementos da equipa da casa, bem como aos seus próprios sócios.
Entre muitos casos, destaque para o facto do guarda-redes do Gandra ter sido 'obrigado' a correr mais de meio campo para se 'refugiar' atrás de elementos da GNR.
As agressões às pessoas afectas à equipa da casa resultaram em oito feridos, quatro deles transportados ao Hospital Padre Américo, em Penafiel.
Fonte próxima da equipa do Cerco, adiantou ao blogue que muitas vezes os jogadores do clube "têm mais fama que proveito, mas que ontem bateram em toda a gente", lamentando o facto de "até idosos terem sido agredidos". A mesma fonte acrescentou ainda que "as pessoas de Gandra provocaram a comitiva do Cerco quando esta chegou ao local e certamente não contavam com uma reacção adversária".
O árbitro da partida expulsou cinco jogadores da equipa do Cerco, logo, os portuenses perderam a partida por inferioridade numérica.
O "ConversasRedondas" apurou que Valkírio, Fajó, Calota, Pedro Esteves e Fernandes terão sido expulsos, e que Valkírio era dos mais 'enfurecidos', tendo agredido várias pessoas na bancada onde estavam os adeptos do Aliança de Gandra.
Na viagem de regresso ao Porto, os elementos do Cerco ainda 'festejaram', abrindo garrafas de champanhe e, espante-se, tendo dado 'a volta' ao bairro, em jeito de cortejo de campeões.
O presidente do Gandra, Eduardo Carvalho, 'atribui' as culpas do sucedido ao Cerco:
"A culpa do que se passou foi toda da equipa e da assistência adversária. Não foi por acaso que o presidente do Cerco do Porto me veio pedir desculpa no final", adiantou Eduardo Carvalho à comunicação social.
O dirigente do clube de Paredes vai ainda fazer uma exposição à AF Porto, como o próprio adiantou:
"Vamos fazer uma exposição à AFP. Eles já sabem qual o comportamento desta equipa, mas parece que têm medo deles", disse.
O "ConversasRedondas" tentou chegar à fala com um elemento do plantel do Cerco, mas o mesmo não quis prestar declarações.

domingo, 26 de junho de 2011

Argentina: River Plate desce de divisão

(Pavone momentos depois de falhar a grande penalidade.)
O River Plate desceu hoje, pela primeira vez na sua história, à II Divisão argentina.
A jogarem em casa, os 'Millonários' teriam de vencer o Belgrano, pelo menos, por 2-0, depois de terem sido derrotados na primeira mão do play-off pelo mesmo resultado, mas acabaram por consentir uma igualdade a um golo.
O Belgrano, que lutava pela subida, foi a primeira equipa a marcar, porém, o golo seria invalidado. Na resposta, Mariano Pavone abriu o marcador para o River, quando estavam decorridos seis minutos.
Aos 25' minutos, terá ficado por assinalar uma grande penalidade a favor do River Plate, por falta sobre Caruso.
No segundo tempo, o Belgrano lançou-se na procura do empate, e já depois de César Pereyra aparecer isolado e atirar ao lado, Farré empatou a partida quando estavam decorridos 61' minutos.
Oito minutos depois, o River beneficiaria de uma grande penalidade, mas Mariano Pavone acabou por desperdiçar a oportunidade.
O jogo acabou antes do período de compensação se esgotar, uma vez que vários adeptos do River Plate tentaram invadir o relvado, algo que levou o árbitro da partida a apitar para o final do encontro alguns minutos mais cedo.
Em cento e dez anos de história, já se disse, o River marcará presença na II Divisão pela primeira vez na próxima temporada.

sábado, 25 de junho de 2011

Hugo Cunha faleceu há seis anos

A vinte e cinco de Junho de 2005, faleceu Hugo Cunha, na altura, jogador da União de Leiria.
O médio participava numa 'peladinha' entre amigos, realizada em Montemor-o-Novo, acabando por se sentir mal e cair inanimado no relvado, poucos minutos depois do início do segundo tempo.
Hugo Fílipe da Silva Cunha, nascido no Barreiro a dezoito de Fevereiro de 1977, formou-se na famosa escola de formação do Barreirense, onde chegou ao escalão sénior, decorria a época 95/96, época em que ainda cumpria o segundo ano de júnior.
Seguiram-se três temporadas completas pelo Barreirense na Zona Sul da II Divisão B, com o médio a ser regularmente utilizado e a dar nas vistas, algo que lhe valeu uma transferência para o Benfica no final da temporada 98/99.
No entanto, Hugo Cunha nunca chegou a vestir a camisola dos encarnados em jogos oficiais, tendo sido emprestado ao Campomaiorense na época 99/00, efectuando dessa maneira, a sua estreia na I Divisão, participando em vinte e cinco jogos, apontando dois golos.
O médio tinha mais uma época de contrato com o Benfica, mas acabou por ser novamente emprestado, desta feita ao V. Guimarães, e 'envolvido' na transferência de Fernando Meira para o clube da capital.
Ao serviço dos vimaranenses, Hugo Cunha acabou apenas por realizar doze jogos, sem marcar qualquer golo.
Ainda assim, o V. Guimarães propôs-lhe um contrato válido por três épocas, uma vez que o médio natural do Barreiro estava em fim de contrato com o Benfica.
Hugo Cunha aceitou a proposta, e representou os vimaranenses mais três temporadas, sendo sempre regularmente utilizado, com destaque para a última época (03/04), onde realizou vinte e quatro jogos no campeonato, todos como titular, tendo apontado um golo.
O Vitória havia passado 'calafrios' na prova, garantindo a manutenção apenas na derradeira jornada, e efectuou uma 'limpeza' no plantel para 04/05.
O contrato de Hugo Cunha não foi prolongado, e o médio rumou à União de Leiria, onde mais uma vez voltou a estar perto da descida de divisão. O médio participou em apenas quinze jogos, e realizou o seu último jogo oficial frente ao Rio Ave na derradeira jornada do campeonato.
O médio continuaria nos leirienses em 05/06, mas uma paragem cardíaca, além de lhe ter roubado a vida, pôs um fim precoce à sua carreira.
Hugo Cunha era um jogador que podia ser utilizado em qualquer posição do meio-campo, desempenhando facilmente tarefas defensivas, bem como ofensivas.
Morreu aos vinte e oito anos, a fazer aquilo que mais gostava.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Eduardo Barão: "No último jogo tinhamos tudo para sermos felizes"

(30ª Jornada: Farense 1-2 At. Reguengos.)
A frase é de Eduardo Barão, médio do Farense, um histórico algarvio, que baixou à III Divisão na derradeira jornada, ao perder em casa frente a um rival directo, At. Reguengos, por 1-2.
Os "Leões de Faro" não tiveram uma época 'fácil', averbando apenas uma vitória e quatro empates nas primeiras dez jornadas, estando até treze jogos consecutivos sem vencer (entre as jornadas quatro e dezasseis).
A recuperação veio depois, com os algarvios a somarem seis vitórias e três empates entre as jornadas dezassete e vinte e seis, conseguindo abandonar a linha de despromoção, depois de vencerem o Casa Pia em Faro por 2-0, a dois jogos do fim.
O Farense acabaria no entanto, por descer de divisão na derradeira jornada, tendo perdido em casa frente aos alentejanos do Reguengos, rival directo na luta pela manutenção.
Ao blogue, Eduardo Barão, começou por fazer um balanço da época:
"O balanço que faço da época, é o seguinte: penso que temos de ter em consideração duas 'fases': a primeira, foi muito complicada, pois o grupo era praticamente novo, os resultados não apareciam, e existiu mudança de treinadores (falecimento de um deles, inclusive); depois, tivemos uma segunda fase bem melhor, com resultados positivos que nos levaram a estar fora da zona de despromoção. Com isto, até poderia dizer que a época foi positiva. No entanto, aquele último jogo, deitou tudo a perder e, assim sendo, tenho que considerar que foi uma época falhada, infelizmente."
A recuperação encetada pelos farenses, ficou 'estragada' nas duas últimas jornadas, especialmente na derradeira: quem perdesse, ficaria na décima segunda posição; e o Farense, que até jogava em casa e que ocupava a décima primeira posição, inaugurou o marcador. No entanto, os alentejanos do Reguengos empataram a partida e a dez minutos do fim, sentenciaram o jogo, com o 1-2 final.
Eduardo Barão comentou que no último jogo "a equipa tinha tudo para ser feliz", queixando-se ainda de "algum azar nos momentos cruciais da partida":
"Depois de uma recuperação fantástica, no último jogo tínhamos tudo para sermos felizes. Até nem entramos nervosos, e conseguimos chegar à vantagem, quando só precisávamos do empate. No entanto, na segunda parte tudo mudou: perdemos tranquilidade, tivemos azar nos momentos cruciais do jogo, e já não conseguimos, nem tivemos tempo para recuperar. Diria que faltou tranquilidade e organização no 'momento chave'."
Os maus resultados do Farense na primeira metade da época, levaram a uma mudança de treinador no rescaldo da nona jornada: Joaquim Mendes saiu, e para o seu lugar entrou Joaquim Sequeira, que acabou por fazer apenas quatro jogos no comando dos 'Leões' (dois empates e duas derrotas), pois faleceu no dia 29 de Dezembro de 2010.
Eduardo Barão refere que "a morte do mister Sequeira abalou o grupo", lembrado ainda que Sequeira "era um grande Homem, profissional e amigo":
"O falecimento do grande Sequeira, abalou imenso o grupo, pois era um grande Homem, profissional e amigo. Era uma pessoa que 'tocava' o coração de todos. No entanto, também nos deu força e coragem para realizarmos o que ele sempre desejou (a manutenção). Infelizmente, não foi possível, sendo essa uma grande mágoa de todo o grupo e, de mim em particular."
A morte de Joaquim Sequeira, foi também para Barão, o ponto mais baixo da época: 
"O ponto mais baixo foi, sem sombra de dúvidas, o falecimento do mister Sequeira e o último jogo em que descemos. O ponto mais alto, foram os últimos três jogos no São Luís, onde as gentes de Faro mostraram que estavam com a equipa, apoiaram e acreditaram sempre. Era uma emoção muito grande, entrar em campo com quatro/cinco mil pessoas nas bancadas, e no último jogo, apesar da descida, as pessoas a baterem-nos palmas foi, sem dúvida, gratificante."
Eduardo Barão, participou em vinte e seis jogos, tendo marcado quatro golos, mas lembra que "como não pode dissociar-se do grupo, não pode considerar a época como tendo sido positiva":
"A nível pessoal, penso que até poderia considerar a época como positiva, pois joguei praticamente os jogos todos, contribui com golos e com assistências, e procurei defender sempre da melhor maneira, os interesses do clube. Mas como não posso dissociar-me do grupo (descida), não posso considerar a época como tendo sido muito boa."
Na próxima época, o médio manter-se-á no Farense, e adianta que "o objectivo é subir":
"Na próxima época, continuarei no Farense e com o objectivo de subir, pois será esse o grande objectivo do clube."
Aos trinta anos, Eduardo Barão foi formado nas camadas jovens da Olhanense, tendo representado como sénior, além dos 'Leões de Olhão': Lusitano VRSA, Quarteirense, Campinense e Beira-Mar MG, antes de chegar ao Farense na temporada 2010/11, naquela que foi a sua segunda passagem pelo clube de Faro.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Vítor Bruno: "Direitos de formação impedem a minha 'afirmação'"

(Vítor Bruno apontou seis golos com a camisola do Ribeirão.)
Desde que ascendeu à II Divisão, em 2004, o Ribeirão foi a grande surpresa da prova em algumas das suas edições (em 2007/08, por exemplo, foi campeão de série, falhando apenas a subida no play-off), mas na temporada que recentemente chegou ao fim, o clube famalicense ficou-se por um 'modesto' décimo segundo lugar.
O "ConversasRedondas" falou com Vítor Bruno, jogador que chegou ao Estádio do Passal, precisamente para a temporada 2010/2011, e que foi uma das grandes revelações da equipa.
O esquerdino referiu que o objectivo do clube era "fazer um campeonato tranquilo e ficar nos seis primeiros lugares", considerando ainda a época como "atípica":
"De facto, esta época protagonizada pelo Grupo Desportivo de Ribeirão foi atípica. Os objectivos passavam por fazer um campeonato tranquilo, garantir o mais rápido possível a permanência e depois terminar nos seis primeiros lugares."
Depois de fazer um campeonato algo irregular, o Ribeirão acabou por assegurar a permanência apenas na penúltima jornada, mas Vítor Bruno "nunca duvidou que a manutenção fosse alcançada":
"Pela qualidade de jogo que apresentávamos, pela qualidade individual que cada jogador tinha e, essencialmente, pelo modo como o grupo se empenhava diariamente, nunca duvidei que a manutenção fosse alcançada."
Na Taça de Portugal, os azuis e brancos foram um dos 'tomba-gigantes', pois afastaram o Belenenses na terceira eliminatória e 'forçaram' o Varzim a um prolongamento na quarta eliminatória, acabando por serem derrotados, 3-4.
Vítor Bruno, aponta a vitória sobre os 'Azuis do Restelo', como o ponto alto da época:
"Creio que o ponto alto da época, foi o jogo contra o Belenenses para a Taça de Portugal. Ganhámos de forma inequívoca, apresentando um futebol cativante, com o estádio cheio a apoiar-nos. A atmosfera que se criou foi fantástica e empolgou a equipa para aquela exibição. Os pontos baixos da época foram a falta de regularidade de vitórias e a falta de resultados que nos permitissem tranquilidade no campeonato. Pela qualidade de jogo que tínhamos e pela qualidade dos próprios jogadores, havia a 'obrigação' de uma melhor classificação."
Defesa esquerdo de raiz, Vítor Bruno foi esta temporada utilizado como extremo esquerdo, tendo participado em vinte e sete jogos e apontado seis golos, e confessa mesmo que "se sente melhor jogador comparativamente ao início da época":
"A nível pessoal, o mais importante de tudo era não ter lesões e, felizmente, nada me impossibilitou de estar em condições a nível físico. No entanto, fiz uma temporada positiva. Joguei numa posição diferente e acabei por fazer seis golos. Globalmente e estando num processo evolutivo, sinto-me melhor jogador comparativamente ao início de época, e melhor preparado para fazer aquilo que me dá mais prazer. "
Quanto à próxima temporada, Vítor Bruno não tem nada 'definido', uma vez que está dependente dos direitos de formação. Os números avultados que o Candal pede, estão a 'travar' a ida do jogador para outros patamares:
"A próxima temporada continua num impasse. Neste momento, ainda não consegui desbloquear o processo relativamente aos meus direitos de formação, que estão também a impedir a minha 'afirmação'. Porém, há umas possibilidades para a Liga Orangina, mas que estão a esbarrar nos tais direitos de formação. Sinto-me de certa forma 'preso' a um clube que se mostra intransigente. Tenho 21 anos, muita vontade e determinação em vencer."
Aos vinte e um anos, Vítor Bruno fez toda a sua formação no FC Porto, tendo passado um ano pelos juniores do Candal. Como sénior, representou precisamente os candalenses, antes de chegar ao Ribeirão na temporada 2010/11.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

AF Porto: Cerco 2-2 Vila FC

Cerco e Vila encerraram ontem o campeonato distrital da II Divisão Série 1 da AF Porto, empatando a duas bolas no Estádio Municipal Professor Doutor Vieira de Carvalho, na Maia, realizando assim um jogo que deveriam ter realizado em...Abril passado.
Tal como o blog noticiou na altura, a partida não se chegou a realizar na data marcada, devido à comitiva do Vila se ter queixado de agressões por parte dos portuenses à chegada ao Complexo Desportivo da Campanhã.
Ontem e num jogo que era considerado de alto risco por parte dos organizadores, o empate 'serviu' as pretensões das duas equipas: o Cerco sagrou-se campeão de série e vai agora jogar com o Aliança de Gandra o título de campeão da II Divisão; o Vila ascende também à I Divisão.
Num jogo equilibrado, o Vila foi a primeira equipa a inaugurar o marcador, quando após cruzamento de Pedrinho na direita, Jorginho rematou para o fundo da baliza, isto quando estavam decorridos nove minutos de jogo.
O Cerco respondeu, e dez minutos depois, Pedro após jogada individual, restabeleceu a igualdade.
O jogo parecia de 'parada e resposta', e aos 27' minutos, novamente o Vila a passar para a frente do marcador, e mais uma vez através dos 'suspeitos do costume': cruzamento de Pedrinho, desvio de Jorginho, e 1-2 para os gaienses. Curiosamente, eram os extremos do Vila a darem 'cartas'.
Em cima do intervalo, o Cerco voltaria a restabelecer a igualdade, quando na sequência de um pontapé de canto, um jogador do Vila terá tocado a bola com o braço, dando origem à marcação de uma grande penalidade, que Fabinho Hulk não desperdiçou, fazendo o 2-2.
No segundo tempo, o sinal 'mais' pertenceu aos portuenses, apesar do Vila ter tentado chegar à vitória, apostando mais no contra-ataque.
Após o final da partida, a festa apoderou-se dos elementos de ambas as equipas, uma vez que ambas estarão na I Divisão na próxima temporada, algo que não deixa de ser histórico por várias razões: de um lado, o Cerco que se estreou esta temporada nos campeonatos seniores da AF Porto, depois de vários anos nos Amadores; no outro, o Vila (outrora Vilanovense), que em ano de estreia no futebol sénior, alcança uma subida de divisão, somando ainda um recorde de trinta jogos consecutivos sem perder.
Ficha de Jogo:

Jogo realizado no Estádio Professor Doutor Vieira de Carvalho, na Maia (relvado natural)
Árbitro Principal: Pedro Barbosa (AF Porto)

Cerco do Porto: Diogo; Folgosa, Michel (Calota 45'), Ferreirinha e Hugo; Chiquinho, Pedro e Fajó; Fabinho Hulk (Macedo 58'), Valkírio e Pedro Nuno (Vando 80').
Suplentes Não Utilizados: Ricardo; Eládio. Treinador: Nuno e Neves.

Vila FC: Fílipe Cunha; China, Bruno Fonseca, Hugo Almeida e Joel Sousa; Marcos (Gonçalo 59'), Gerson (Estrela 90') e Ruizinho; Pedrinho, Jorge Gomes e Jorginho (Rúben 78').
Suplentes Não Utilizados: Fílipe Rato; Luís, Paulo Pinto e Marco Pereira. Treinador: Edmundo Duarte.

Marcador: 0-1 Jorginho 9'; 1-1 Pedro 19'; 1-2 Jorginho 27'; 2-2 Fabinho Hulk 45' g. p..

Fotos da autoria de: VilanovenseBlog

Miguel Pinheiro: "Quando recuperámos a confiança já foi tarde"

(Miguel Pinheiro 'cercado' por três jogadores do Cesarense.)
O "ConversasRedondas" conversou com Miguel Pinheiro, centro-campista do União da Serra, clube de Santa Catarina de Serra, distrito de Leiria, e que após três temporadas consecutivas na II Divisão, desceu à III Divisão.
A equipa leiriense até teve um bom início de campeonato, chegando a ocupar a quinta posição ao fim da oitava jornada, fruto de três vitórias, três empates e duas derrotas, mas acabaria por perder o 'fulgor' e descer de divisão na derradeira jornada, apesar de ocupar a linha-de-água durante algum tempo.
Miguel Pinheiro começou por falar do desenrolar da época, referindo que "havia muitos jogadores com qualidade, mas em certos momentos da época, os jogadores falharam como 'equipa'":
"Não sei se consigo apontar exactamente algo, que tenha contribuído directamente para a descida de divisão. Durante uma época, num campeonato longo, foram vários os erros que contribuíram para este 'desfecho'. A equipa tinha jogadores com muita qualidade, mas em alguns momentos da época, falhámos como 'equipa'. Começámos a perder jogos, especialmente em casa, e com isso, veio a falta de confiança, a desmotivação e o descrédito nas nossas capacidades. Na segunda metade da época, a equipa voltou a recuperar a confiança, voltou a jogar bem, mas já foi tarde. Quando caímos nos últimos lugares da classificação, é muito complicado voltar a sair. Saímos da II Divisão com a cabeça 'erguida', sabendo que se houvessem mais algumas jornadas, o UD Serra não 'cairia' para a III Divisão Nacional."
Entre os bons resultados da equipa, estão a vitória caseira sobre o campeão Padroense à décima sétima jornada, numa altura em que o U. Serra vinha de oito jogos consecutivos sem vencer. Já na primeira volta, a equipa leiriense havia empatado em Padrão da Légua.
Por outro lado, a equipa santacatarinense, perdeu cinco pontos com o Cesarense, equipa que ficou imediatamente atrás de si na tabela.
Miguel Pinheiro lembrou o acontecimento do Cesarense, referindo que "cada jogo tem a sua história", sem esquecer "a motivação extra" que há quando se joga contra os primeiros:
"Cada jogo é um jogo; cada jogo tem a sua história. O que tentámos sempre, foi entrar em todos os jogos para ganhar. Claro que, jogar contra as melhores equipas traz sempre uma 'motivação extra', mas não foi por aí que perdemos com o Cesarense, por exemplo. Todos os jogos se decidem por detalhes, e os jogadores devem estar concentrados em todos os momentos do jogo para que a sua equipa vença."
Na eleição do ponto alto e do ponto baixo da época, o médio não teve dúvidas em eleger a descida de divisão, como o pior momento da temporada:
"Ponto alto foi a atmosfera que se criou em torno da equipa por parte dos adeptos, e dentro da equipa, quando todos 'puxaram' para o mesmo lado, para tentar que a equipa se mantivesse na II Divisão. Ponto baixo foi, sem dúvida, a descida de divisão."
Miguel Pinheiro participou em vinte e cinco jogos, não tendo marcado qualquer golo, e lembra que "quando se desce de divisão, não se pode dizer que a época foi boa":
"Quando descemos de divisão, não podemos considerar que fizemos uma boa época. Mas joguei sempre, tentei dar o máximo em todos os jogos em prol da equipa e penso que cumpri com aquilo que me foi pedido. Acabei a época e, como se costuma dizer, saí de 'cabeça levantada', pois pude olhar nos olhos de equipa técnica, direcção e jogadores, com o sentimento de que não deixei nada por 'fazer' durante o ano."
Quanto à próxima temporada, o médio nada tem definido:
"Na próxima temporada, ainda não sei onde vou jogar."
Actualmente com vinte e sete anos, Miguel Pinheiro dividiu a sua formação entre o Alcobaça e o Sporting, tendo representado enquanto sénior, além da equipa B dos Leões: Vilafranquense, Lixa, Mafra, Torreense e Igreja Nova, antes de chegar ao União da Serra no princípio da temporada 2010/11.

domingo, 19 de junho de 2011

Estrela reuniu antigos jogadores

(Andrade e Fernando Mendes voltaram ontem a vestir a camisola do CF E. Amadora.)
O Estrela da Amadora, clube que encerrou o escalão sénior no final da temporada passada, voltou a reviver os tempos que passou entre os "Grandes", organizando para isso uma espécie de 'convívio' entre atletas de várias épocas e gerações que representaram o clube.
A iniciativa foi organizada por dois ex-jogadores do clube, Paulo Sérgio e Alexandre Nunes, e contou com a colaboração dos restantes 'convidados'.
Divididos entre quatro equipas (equipa branca, equipa verde, equipa tricolor e os Veteranos), vários jogadores com um rico historial no Estrela marcaram presença no Estádio José Gomes. Entre outros, estiveram presentes: Andrade, Chainho, Basaúla, Rui Borges, Fernando Mendes, Miran, Abel Xavier, Carlos Xavier, Nélson, Rebelo, Rui Neves, Pedro Simões, Semedo, Lázaro, Paulinho, Gil, Paulo Madeira, Rodolfo, Calado e Rui Águas.
Os ex-futebolistas do clube, Miguel e Hugo Carreira, e Jorge Jesus, actual treinador do Benfica, também estiveram presentes neste evento.
O técnico encarnado revelou mesmo que há jovens a trabalharem no sentido de devolverem o futebol sénior ao clube, mas naturalmente terão de começar pelos campeonatos distritais.
O Estrela teve os escalões mais jovens a 'funcionarem' até ao fim da temporada 2010/11, e já depois do clube ter sido declarado insolvente em Outubro de 2010, os credores do Estrela chumbaram o plano de recuperação financeira e ordenaram a que fosse vendido todo o património da instituição.
O estádio José Gomes voltou ontem a registar uma 'bela-casa', recebendo cerca de seiscentos espectadores.

Foto da autoria de: "Lobo Imortal Eventos"