(Alexandre Nunes - Jogador do E. Amadora entre 87/88 e 91/92.)
Na sequência do jogo de homenagem ao Estrela da Amadora, realizado no passado dia 18 de Junho, o 'ConversasRedondas' conversou com três antigos futebolistas do clube, cada qual com passagens diferentes pela Reboleira, no sentido de perceber quais as melhores recordações que cada um guarda do Estrela; e se ainda acreditam numa solução para resolver os 'problemas' do clube.Os entrevistados foram Alexandre Nunes, Rui Borges e Miran, sendo que os dois primeiros contam mesmo com passagens pela formação estrelista.
Alexandre Nunes terminou recentemente a carreira ao serviço do GS Loures e foi um dos mentores do jogo de homenagem; Rui Borges já abandonou os relvados há mais de um ano; e Miran ainda não tem o futuro definido enquanto futebolista.
Seguem-se as questões e, naturalmente, as respostas dos três ex-tricolores:
Até que ponto a passagem pelo Estrela foi importante na sua carreira?
Alexandre Nunes: A minha passagem pelo Estrela, foi fundamental para aquilo que sou hoje como Homem e jogador, pois foi lá que cheguei a internacional (fui o terceiro!); foi lá que subi dos Juniores aos Seniores (que considero uma fase muito importante num jogador) e foi lá que me estreei na I Divisão. Rui Borges: O Estrela da Amadora foi importantíssimo no meu percurso como futebolista profissional. Primeiro, porque foi o clube onde iniciei o meu percurso como jogador, na altura, infantil, no ano de 1984. Segundo, porque na época de 2004/2005 me permitiu contribuir de forma muito marcante para a subida à I Liga e dessa forma, ajudar o clube e ajudar-me a mim a prolongar a minha carreira.
Miran: A minha passagem pelo Estrela, foi muito importante porque trabalhei com dois grandes treinadores do futebol Português: o Sr. Jorge Jesus e o Sr. João Alves. Aprendi também muito com esses dois senhores. Também ali, tive oportunidade de subir de divisão, num jogo que posso classificar, como no mínimo, fantástico!
(Rui Borges - Jogador do E. Amadora entre 84/85 e 87/88; 04/05 e 06/07.)
Quais as melhores recordações que guarda da passagem pela Reboleira? Algum jogo ou pessoas que o marcaram pela positiva?
Rui Borges: Guardo muitas e boas recordações e é impossível descrevê-las todas. No entanto, como jogador de formação recordo a minha primeira convocatória, o meu primeiro jogo pelo Estrela contra o Belenenses, no campo pelado do Damaiense; a épica subida de divisão na época de 2004/2005 com quatro e cinco meses de ordenados em atraso; o jogo com a Académica em casa, na época 2005/2006, perdíamos por 2-1 a seis ou sete minutos do final do jogo, marquei dois golos e acabámos por ganhar por 3-2 já nos descontos.
Miran: Muitos jogos me marcaram, mas em especial, o último jogo da época 2002/2003, em Portimão. Foi, sem dúvida, um jogo para corações fortes (vitória por 2-3, depois de estarem a perder 2-0, e consequente subida à SuperLiga)!!
(Miran - Jogador do E. Amadora entre 01/02 e 02/03.)
Acredita que o Estrela voltará aos grandes palcos? (Independentemente da resposta) Porquê?
Alexandre Nunes: Acredito e tenho essa esperança e convicção, pois acho que ainda vai aparecer uma solução para o C. F. E. A.! Rui Borges: Respondo de uma forma emocional e de uma forma racional:
De forma emocional quero acreditar que sim. Há um conjunto de sócios que estão a procurar encontrar uma solução para o clube, e estão a deixar-me com uma pontinha de esperança que ainda será possível salvar o clube.
De forma racional não. Não existem apoios de empresas sólidas; a câmara da Amadora está de costas voltadas para o clube; e os credores preferem vender o património para saldar as suas contas com o clube do que procurar outra solução.
Miran: Eu gostaria muito que voltasse, porque é um clube que representa uma cidade muito grande, a Amadora. Mas também, principalmente, porque foi uma equipa que me marcou muito em termos profissionais e pessoais.
De forma racional não. Não existem apoios de empresas sólidas; a câmara da Amadora está de costas voltadas para o clube; e os credores preferem vender o património para saldar as suas contas com o clube do que procurar outra solução.
Miran: Eu gostaria muito que voltasse, porque é um clube que representa uma cidade muito grande, a Amadora. Mas também, principalmente, porque foi uma equipa que me marcou muito em termos profissionais e pessoais.










