O FC Porto conquistou ontem a Supertaça Cândido de Oliveira pela quarta vez consecutiva, após derrotar a Académica, em Aveiro, por uma bola a zero. Esta é a décima nona vez que os portistas conquistam o terceiro maior troféu do futebol português.
Vítor Pereira apresentou o onze expectável, com Mangala a lateral esquerdo, Atsu no lugar de Hulk e Jackson na frente de ataque, optando também por dar a titularidade a Defour, relegando João Moutinho para o banco de suplentes.
No lado da Briosa, apenas três jogadores repetiram a titularidade que haviam tido na final da Taça em Maio, ante o Sporting. Num onze com cinco reforços, Pedro Emanuel distribuiu a sua equipa num 4-2-3-1, cabendo a Makelele fazer a aproximação ao trio mais adiantado do meio-campo.
Foi preciso esperarmos até ao último minuto de jogo, para vermos um golo. E foi do reforço Jackson. Mas já lá vamos. A Académica entrou na partida disposta a complicar a vida aos portistas, e conseguiu-o. Fechando espaços, e apostando em saídas rápidas para o contra-ataque, os estudantes taparam os caminhos da sua baliza, e contaram com um FC Porto muito lento nos processos ofensivos.
Posto isto, não é de estranhar que só através de lances de bola parada, é que ambas as equipas ficaram perto de marcar: Hélder Cabral, de livre directo, causou calafrios aos dragões, e Mangala, mesmo em cima do intervalo, quase marcava de cabeça, após um canto.
O FC Porto voltou a ter mais acutilância ofensiva no segundo tempo, e Jackson ficou perto de marcar, rematando por cima. Vítor Pereira lançou Moutinho e Djalma para os lugares de Defour e Atsu, e foi com o internacional português em campo, que o meio-campo azul passou a 'carburar', embora ainda muito longe daquilo que costuma fazer.
Otamendi na sequência de um canto, quase marcou através de uma 'bicicleta', valendo à Briosa a atenção de Ricardo, que voou para uma defesa a dois tempos.
Aos 86', o técnico portista decidiu trocar Lucho por Varela, e foi prontamente assobiado, sendo nítida a sua ideia em colocar os azuis num 4-2-3-1, exactamente com o mesmo sistema dos estudantes.
Curiosamente, era a Académica quem estava mais perigosa nesta fase da partida, e quando já toda a gente esperava o prolongamento, um cruzamento milimétrico de Miguel Lopes na direita, encontrou a cabeça do estreante Jackson Martinez, com o colombiano a dar a Supertaça ao FC Porto.
Apesar da grande réplica da Académica, a vitória portista é justa, e não sofre grande contestação, podendo os estudantes queixarem-se de algum azar, em virtude do golo sofrido em cima do minuto noventa. Venha o campeonato.
Ficha de Jogo:
Jogo realizado no Estádio Municipal de Aveiro, em Aveiro
Quarteto de Arbitragem composto por: Olegário Benquerença (Árbitro Principal); Luís Marcelino e João Santos (Árbitros Assistentes); Jorge Tavares (Quarto Árbitro)
FC Porto (4-3-3): Helton; Miguel Lopes, Maicon, Otamendi e Mangala; Fernando, Lucho (Varela 86') e Defour (João Moutinho 57'); James, Jackson e Atsu (Djalma 57').
Treinador: Vítor Pereira. Suplentes Não Utilizados: Fabiano; Rolando, Castro e Kléber.
Académica (4-2-3-1): Ricardo; Rodrigo Galo, João Real, Reiner e Hélder Cabral; Makelele (Edinho 90+1') e Flávio Ferreira; Marinho (Magique 87'), Afonso (John Ogu 71') e Cleyton; Salim Cissé.
Treinador: Pedro Emanuel. Suplentes Não Utilizados: Peiser; Henrique, João Dias e Bruno China.
Disciplina:
Amarelos: Defour 53'; Hélder Cabral 60'; Otamendi 88'; Jackson 90'.
Marcador: 1-0 Jackson 90'.


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