A um Sp. Braga bem estruturado e ousado na hora de atacar, o 'todo-poderoso' Manchester United respondeu com três golos em cerca de dez minutos, que deram a volta ao marcador, depois de Alan ter adiantado os minhotos no início do segundo tempo.
Com o golo dos bracarenses, a luz do estádio desligou-se e a partida esteve interrompida durante uns largos catorze minutos. Não deviam acontecer coisas deste tipo, muito menos na Liga dos Campeões.
Como já disse, o Sp. Braga entrou 'sem medo' dos 'Red Devils', mas a partida ficou desde logo marcada pela forma como as duas equipas encaixavam uma na outra.
Os ingleses algo desfalcados e 'remendados', sobretudo no meio-campo, viam os bracarenses tentarem criar perigo através de passes longos para as costas da sua defesa, lances que raramente causaram grandes problemas aos defensores britânicos.
A primeira e grande oportunidade de golo do encontro, surgiu para os da casa à passagem do minuto 22', quando Éder respondeu a um cruzamento de Hugo Viana, com uma cabeçada certeira, e com a bola a embater no poste da baliza à guarda de De Gea.
Ainda mal o segundo tempo havia começado, já em Braga se festejava: após boa combinação com Alan, Custódio chocou com Johnny Evans dentro de área, e na cobrança do castigo máximo, Alan atirou a contar, assinando o seu quarto golo na presente edição da Liga dos Campeões.
De seguida, as luzes do estádio apagaram-se, e a 'Pedreira' ficou às escuras. Quando a partida foi reatada, a iniciativa do jogo continuava na posse dos ingleses, com o Sp. Braga a espreitar as saídas para o contra-ataque, e com Alex Ferguson a lançar Van Persie por troca com Wellbeck.
Esta troca revelar-se-ia frutífera, uma vez que aos 80' minutos, e aproveitando uma saída em falso de Beto - que ficou a meio do caminho e muito mal na fotografia - o avançado holandês rematou em arco, ainda fora da grande área, restabelecendo a igualdade.
Quatro minutos depois, os ingleses voltariam a marcar, desta feita graças a uma grande penalidade cometida por Nuno André Coelho, com Rooney a não desperdiçar a hipótese de adiantar a sua equipa no marcador.
Já no período de compensação - sobre compensação diga-se de passagem -, Chicharito após 'brincar' com os defesas bracarenses no interior da pequena área, marcou com alguns ressaltos à mistura, fechando as contas do marcador, e selando o triunfo do United por 1-3.
No outro jogo do grupo, o Cluj de Paulo Sérgio perdeu em casa frente ao Galatasaray, também por 1-3, sendo que na próxima jornada, dia 20 de Novembro, os romenos recebem o Sp. Braga. O Man. United desloca-se a Istambul, para defrontar o Galatasaray.
Ficha de Jogo:
Jogo realizado no Estádio AXA, em Braga
Quarteto de Arbitragem composto por: Felix Brych (Árbitro Principal - Alemanha); Mark Borsch e Stefan Lupp (Árbitros Assistentes); Mike Pickel (Quarto Árbitro)
Sp. Braga (4-3-3): Beto; Salino, Douglão, Nuno André Coelho e Elderson (Zé Luís 90+1'); Custódio, Rúben Micael e Hugo Viana (Mossoró 86'); Alan, Éder e Rúben Amorim (Hélder Barbosa 85').
Treinador: José Peseiro. Suplentes Não Utilizados: Quim; Ismaily, Baiano e Djamal.
Man. United (4-4-2): De Gea; Valencia, Evans (Ferdinand 57'), Smalling e Evra; Anderson, Nani (Rafael 73'), Rooney e Giggs; Wellbeck (Van Persie 64') e Chicharito.
Treinador: Alex Feguson. Suplentes Não Utilizados: Lindegaard; Carrick, Cleverley e Young.
Disciplina:
Amarelos: Smalling 38'; Éder 66'; Custódio 70'.
Marcador: 1-0 Alan 49' G. P.; 1-1 Van Persie 80'; 1-2 Rooney 84' G. P.; 1-3 Chicharito 90+2'.


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