quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Mário Jardel

Todos nós temos as nossas referências, os nossos ídolos. E é precisamente do meu ídolo, que falo hoje.
Mário Jardel Almeida Ribeiro (ou Super Mário), nasceu em Fortaleza (Brasil), a 18 de Setembro de 1973.
É ponta de lança, tem 1.88 de altura, e pesa 76 quilos. Usou sempre o "mítico" número 16.
Deu os primeiros pontapés na bola ao serviço do Ferroviário, onde jogou até aos Juvenis. Em 1990 Jardel, então com 17 anos, jogou pela equipa principal, brilhando depois na Taça Rio de Janeiro no escalão de Juvenis, despertando o interesse do Vasco da Gama.
Completou a sua formação no Vasco da Gama, chegando à equipa principal vascaína, em 1993, fazendo apenas dois jogos no Brasileirão, mais três na Taça.
Em 1994 já com mais experiência, Super Mário, apontou três golos no Brasileirão, em treze jogos, fazendo mais três na Taça do Brasil.
Foi emprestado ao Grémio de Porto Alegre em 1995, onde apontou dez golos em apenas treze jogos para o campeonato. Porém, seria na Taça Libertadores que Jardel daria nas vistas. Apontou doze golos, e levou o Grémio a conquista do torneio.
Para permanecer no Grémio, o clube tricolor teria de pagar um milhão e duzentos mil dólares (cerca de 837 mil euros), valor considerado alto na altura.
Acabou transferido para o FC Porto, pelo esse valor. Pelo meio, esteve perto de ser reforço do Rangers da Escócia, e do...Benfica.
Jogou nos azuis e brancos durante quatro temporadas e com o sucesso que lhe é conhecido: entre 1996 e 2000, Jardel marcou 129 golos em 125 jogos a contar para o Campeonato, o que dá uma média de mais de um golo por jogo. Qualquer coisa de fantástico.
Depois de ser tri-campeão português, de vencer três Supertaças, e duas Taças de Portugal, Super Mário acabou vendido ao Galatasaray, da Turquia, em 2000, por dezasseis milhões de Euros.
Ao serviço dos turcos, Jardel apontou vinte e dois golos em vinte e quatro jogos no campeonato, o que foi insuficiente para a conquista do título. Ajudou o clube a vencer a Supertaça Europeia, tendo mesmo bisado frente ao Real Madrid.Regressou a Portugal para 2001/2002, onde até lhe colocaram um cachecol do FC Porto à chegada.
Mais uma vez, falou-se do Benfica, e da promessa eleitoral de Manuel Vilarinho, mas Super Mário acabou em...Alvalade.
No Sporting, tinha o salário mais alto do plantel, salário esse que duplicava, no caso de atingir os vinte golos. Não só fez os tais vinte golos, como ultrapassou essa marca em mais de três dezenas: marcou cinquenta e três golos (quarenta e dois só numa época) em quarenta e nove jogos, dando um campeonato ao Sporting (01/02).
Na temporada seguinte, problemas com álcool e droga, levaram à queda de Super Mário. Apenas onze golos em dezanove jogos. Ainda assim, suficiente para ser o melhor marcador da equipa.
Saiu do Sporting, e de Portugal, rumo ao Bolton de Inglaterra, onde participou em sete jogos na Premier League. Acabou dispensado em Janeiro, sendo emprestado ao Ancona de Itália.
Apenas três jogos na Série A, e o episódio caricato de ter cumprimentado a claque adversária, pensando que essa era a claque do Ancona.
Ainda em 2004 rumou a um país bem perto do seu: tornou-se jogador do Newell's Old Boys, da Argentina, onde foi companheiro de Ariel Ortega e de Fernando Belluschi, mas mais uma vez, passagem muito discreta e fugaz, uma vez que realizou apenas três jogos.
Em 2005 rumou a Espanha, mais concretamente ao Alavés, onde não conseguiu a estabilidade que pretendia, acabando por não realizar qualquer jogo.
Deixou a Espanha, e regressou a casa. O Goiás foi quem o acolheu, e ao serviço do Goiás, apontou um golo em quatro jogos. Golo esse que marcou dois minutos depois de ter entrado, e dois minutos antes de ser expulso.
O campeonato português estava perto de arrancar, e o Beira-Mar, tratou de fazer uma "surpresa" aos seus adeptos: contratou Mário Jardel. Começou bem o campeonato, ao apontar dois golos em três jogos, e à quarta jornada, os aveirenses visitaram o Dragão. Jardel acabou substituído aos 78', e foi protagonista do momento alto da noite: foi aplaudido pelos 31423 espectadores presentes, com todo o estádio a levantar-se, para ovacionar aquele que em tempos "deu cor" às vitórias do FC Porto.
Ao todo, participou em doze jogos, marcando três golos. Seria dispensado por Carlos Carvalhal, pouco depois de ter dado um ponto ao Beira-Mar.Rumou ao Chipre, a tempo de conquistar a Taça cipriota ao serviço do Anorthosis. No campeonato, apontou três golos em sete jogos
Para 2007/08, Jardel rumou a um país bem longínquo do nosso e do seu: assinou pelo Newcastle Jets, da Austrália. Onze jogos e um golo, foi o saldo da sua passagem pela terra dos cangurus.
Regressou ao Brasil em 2008, para representar o Criciúma, tendo apontado quatro golos em dezasseis jogos, tendo mesmo marcado no jogo da sua estreia.
Saiu depois para o clube que o revelou no Mundo do futebol, apontando somente dois golos em nove jogos, ao serviço do Ferroviário. Acabaria o ano ao serviço do América do Ceará, onde participou apenas em três jogos.
No mesmo ano de 2009, chegou a ter tudo acertado para representar o Rio Branco, mas faltou à apresentação, o que lhe valeu o cancelamento do contrato.
Soma ainda nove internacionalizações pela "Canarinha", tendo apontado um golo, frente à Noruega.
Tinha, claramente, um enorme faro pelo golo, e teve em Drulovic e João Pinto dois "cúmplices" de renome.
Se "Drulo" fazia cruzamentos de régua e esquadro, João Pinto tinha jogadas de mestre, deixando depois para Jardel fazer golo.
Detém também em Portugal, o recorde de maior número de golos marcados num jogo: fez sete em quarenta e cinco minutos (!) para a Taça de Portugal, frente ao Juventude de Évora em 1998.
Actualmente, Jardel é um jogador livre, e diz ter uma proposta da Europa e outra do Brasil.
Recentemente, em entrevista à SportTv, Jorge Silva capitão do Boavista, disse: "Não fomos bi-campeões, porque o Sporting tinha um Senhor chamado Jardel que fez 42 golos", palavras para quê?

Palmarés:
Campeonato Carioca: 3 (Vasco da Gama, 1992, 1993 e 1994)
Copa do Rio: 1 (Vasco da Gama, 1993)
Taça Libertadores: 1 (Grémio, 1995)
Recopa Sul-Americana: 1 (Grémio, 1996)
Campeonato Gaúcho: 2 (Grémio, 1995 e 1996)
Campeonato Português: 4 (FC Porto, 1996/97, 1997/98 e 1998/99. Sporting, 2001/02)
Taça de Portugal: 3 (FC Porto, 1997/98 e 1999/00. Sporting, 2001/02)
Supertaça de Portugal: 3 (FC Porto, 1996/97, 1997/98 e 1998/99)
Supertaça Europeia: 1 (Galatasaray, 2000)
Campeonato Argentino: 1 (Newell's Old Boys, 2004)
Campeonato Goiano: 1 (Goiás, 2006)
Taça do Chipre: 1 (Anorthosis, 2006/07)
Bota de Ouro (Europa): 2 (1999, 2002)
Melhor Marcador da Libertadores: 1 (1995)
Melhor Marcador de Portugal: 5 (1997, 1998, 1999, 2000 e 2002)

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