quinta-feira, 9 de maio de 2013

Amaral: "É uma situação triste"

(Amaral, à direita, em acção contra o Cinfães, apontou treze golos em vinte e nove jogos.)
Marcou treze golos, foi o melhor marcador da Zona Centro da II Divisão, mas a sua equipa desceu. Falo de Nuno Amaral, ponta-de-lança do Lusitânia dos Açores, e que é o primeiro atleta da II Divisão a falar com o 'Conversas Redondas' sobre a temporada 12/13.
A temporada dos açorianos começou mal, parecia querer endireitar-se, e acabou nos Distritais a pouco mais de quinze minutos do fim da última jornada.
Depois de quatro épocas consecutivas na Série Açores da III Divisão, os lusitanistas regressaram à II Divisão com um plantel cem por cento açoriano e, no entender de Amaral, pagaram caro o facto de terem um plantel algo inexperiente nestas andanças:
"De facto, a nossa primeira volta não foi muito positiva devido à nossa falta de experiência, pois tivemos de nos adaptar a outra realidade, e não foi fácil. Mas depois recuperamos bem, e conseguimos fazer bons resultados que nos permitiram sonhar até ao fim do campeonato. Contudo, infelizmente não nos foi possível alcançar a manutenção."
Com treze golos em vinte e nove jogos, Amaral sagrou-se o melhor marcador da Zona Centro da II Divisão, mas a sua equipa acabou despromovida. O avançado confessa uma certeza tristeza com esta situação, mas agradece ao clube a boa época realizada a nível pessoal:
"Senti-me muito triste com toda esta situação. Não foi fácil digerir o facto de ter sido o melhor marcador do campeonato, e a equipa descer de divisão. A nível pessoal foi a minha melhor época. Senti-me muito bem, o clube deu-me todas as condições para eu fazer o meu trabalho, e só tenho que agradecer a todos por isso."
Nas últimas cinco jornadas, o Lusitânia somou duas vitórias e três empates, acabando por sofrer o golo do empate em Cinfães, na última jornada, ao minuto 75', resultado que atirou com o clube para os Distritais. Amaral nega o 'acusar de pressão' por parte do plantel:
"Nunca sentimos pressão, especialmente nesse jogo. Sabíamos que tinhamos de vencer o nosso jogo e fomos para a última jornada em Cinfães com esse objectivo. Infelizmente não conseguimos."
Nos destaques da época, o ponta-de-lança natural de São Miguel destaca a goleada imposta ao vizinho e rival Operário como o ponto positivo da temporada:
"Para mim, o ponto alto da época foi termos vencido o Operário por 5-0. Era um derby, e para mim foi especial, devido à minha anterior passagem pelo Operário. Quanto ao ponto baixo, é sem duvida a descida de divisão, pois todos nós acreditamos até ao último jogo que era possível, mas, infelizmente, não aconteceu. Ficamos todos muito tristes."
No que diz respeito à próxima temporada, Amaral ainda não tem o futuro definido:
"Quanto ao meu futuro, nada está definido. Vamos ver o que acontece."
Aos 23 anos, Nuno Amaral dividiu a sua formação entre o Atlético de Bretanha e o Águia de Arrifes, clube de onde transitou para os seniores do Operário. Depois de quatro temporadas ao serviço dos 'lagoenses', chegou esta temporada ao Lusitânia.

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