domingo, 18 de setembro de 2011

Mário Jardel - 38 anos

Júlio César disse: "Veni, Vidi, Vici"; Jardel não repetiu a frase, mas passou-a para a ‘acção’, pois chegou ao nosso País, viu, e venceu.
Em 1996, chegava ao FC Porto e a Portugal, Mário Jardel de Almeida Ribeiro, um goleador brasileiro proveniente do Grêmio, e em quem o Benfica também tinha demonstrado interesse.
Pelo FC Porto, foram quatro épocas consecutivas a marcar mais de trinta golos por época, e em recintos como: Bernabéu, Camp Nou, San Siro ou Olímpico de Munique.
Jardel marcou nas três primeiras partidas que fez com a camisola do FC Porto, e o curioso é que em três dos quatro golos, o antigo ponta de lança havia ‘saltado’ do banco: um frente ao V. Setúbal na 1ª Jornada da Liga 96/97, entrou aos 22’; um frente à U. Leiria na 2ª jornada da Liga, titular e 90’ minutos; e dois em San Siro, frente ao AC Milan, na sua estreia na Liga dos Campeões, quando entrou ‘apenas’ aos 61’ para dar a vitória ao FC Porto por 2-3.
Jardel contribuiu para muitos êxitos do FC Porto, e ainda hoje detém recordes no clube, sendo que um deles é o de jogador com mais golos apontados num jogo: foram sete (!), à Juventude de Évora, na Taça de Portugal 97/98, incluindo o célebre golo de ‘letra’.
Com a viragem do Milénio, Jardel precisou de mudar de ares, e rumou ao Galatasaray da Turquia, onde de imediato começou por dar nas vistas. Marcou dois golos ao Real Madrid, e os turcos ganharam a Supertaça Europeia!
Jardel não ficaria, claro, por aqui: seguiram-se vinte e dois golos no campeonato, e uma transferência para o Sporting no fim dessa mesma temporada.
Chegado a Alvalade, Jardel apontou cinquenta e cinco golos numa só temporada, entre taça, competições europeias e campeonato. Só no campeonato, que o Sporting haveria de vencer, apontou 42 golos!
Era ano de Mundial, 2002, e Scolari não levou o goleador ao Mundial. Isso ajudou ao declínio de Jardel, que começou a socorrer-se de outros "ingredientes" para melhorar, pensava ele, a sua vida.
Jardel manteve-se no Sporting em 02/03, apontaria apenas onze golos, e ainda assim, acabaria por ser o melhor marcador da equipa na Liga.
Depois disso, e até este ano, seguiram-se dezasseis clubes, entre eles o ‘nosso’ Beira-Mar e o Ferroviário de Fortaleza, primeiro clube de Mário Jardel.
Jardel terminou recentemente a sua carreira como futebolista, mas uma coisa é certa: ficará sempre na história. Como já alguém disse, Mário Jardel era uma ‘criança grande’ mas nem isso o impediu de se tornar ‘Super’.
Completa hoje trinta e oito anos, mas citando João Pinto: "há-de ter 50 anos, e acha que tem condições para jogar". O próprio definia-se como sendo uma bananeira plantada na área, e que só precisavam de colocar lá a bola que ele tratava do resto. Nós, cá em Portugal, sabemos bem que era assim...
Parabéns Super-Mário!

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