sexta-feira, 1 de março de 2013

Entrevista a: Bruninho

Bruno Cristiano Pereira Ferreira, nasceu no Porto a 4 de Junho de 1985.
Sete anos depois, Bruninho, como é conhecido no Mundo do futebol, entrou para a formação do Boavista, e por lá ficou durante doze temporadas consecutivas.
Presença assídua na Selecção da AF Porto a partir do escalão sub-15, o momento alto da formação de Bruninho, deu-se quando se sagrou campeão Nacional de Juniores em 02/03.
Na passagem para o escalão sénior, acabou por terminar a ligação ao Boavista, e seguiu para o Candal, onde esteve três temporadas, e por quem festejou uma subida de divisão.
De seguida, representou o Canidelo por duas temporadas, mudou-se para o Progresso, onde esteve meia época, e terminou essa temporada - 09/10 - como campeão distrital ao serviço do Custóias, clube que serviu também durante a primeira metade da época 10/11.
Transitou para o Serzedo, onde voltou a festejar nova subida, e foi ao serviço do emblema gaiense que esteve durante toda a época passada.
Actualmente, representa o Oliveira do Douro no escalão maior da AF Porto e, simultaneamente, é um dos responsáveis pelos 'Oliveirinhas', a escola de formação do clube oliveirense.
Joga a médio centro, podendo também actuar como médio ofensivo ou médio esquerdo.

ConversasRedondas: Jogou doze anos no Boavista. Ainda se recorda do primeiro treino e do porquê da escolha deste clube para começar a jogar futebol?
Bruno Cristiano: Lembro-me desse dia como se fosse hoje. Um sábado de manhã, uma manhã nublada e eu cheio de vontade de correr e chutar uma bola. Quando o meu Pai me deixou à porta do balneário, começou aquele friozinho na barriga, as pernas a tremer, e um choro enorme de medo. Voltei para trás, e perdi a coragem em segundos quando me deparei com mais de duzentos meninos da minha idade à procura do sonho, e eu sem conhecer ninguém. Ainda falei uns bons minutos com o meu Pai, e ele deu-me a coragem necessária para voltar e ir treinar. Nessa altura, o treinador das escolinhas era o mister Jaime Garcia, um Homem que deixou muita saudade, fomos divididos em grupos de doze e fizemos jogos de 6x6. A meio do treino ouvi o mister dizer “miúdo, miúdo, anda aqui”. E eu lá fui, cheio de medo e todo envergonhado, quando ele me diz “na segunda feira tens de trazer o teu BI e quatro fotografias”. Na altura, não liguei muito aquilo que ele me estava a pedir, nem sabia o porquê de ele me pedir isso, porque eu queria era voltar para o treino e continuar a chutar uma bola. Mais tarde, quando disse ao meu Pai que eles me tinham pedido o BI e as fotos, ele disse-me “parabéns, vais ser jogador do Boavista”. É um dia que jamais esquecerei, pois sei que foi um motivo de orgulho muito grande para o meu Pai. O porquê do Boavista?! Foi onde cresci, jogava à bola com os meus amigos de infância das 8h da manhã as 20h da noite, pelo que foi uma infância fantástica. Um dia ao jantar, todo suado, o meu Pai disse-me que ia haver captações no Boavista e que me ia levar lá, e eu fiquei ansioso por esse dia e a escolha foi feita assim.

CR: Foi campeão nacional de Juniores pelo Boavista, mas dessa equipa, apenas seis jogadores chegaram à I Liga, e quase todos com passagens fugazes. O que falhou para não entrar neste lote?
BC: O que falhou comigo, falhou com muitos miúdos que fazem a transição de Júnior para Sénior sem um acompanhamento de um empresário ou algo do género. Não é por falta de qualidade, nem por falta de trabalho, porque o nosso plantel de Juniores fazia inveja a muitas equipas de I Liga, mas como sabes e toda a gente sabe, a aposta na formação em Portugal nunca foi muita, e talvez por isso, é que desse plantel só tenham chegado seis ao topo.

CR: Da formação do Boavista saiu para o Candal, que na altura disputava a I Divisão Distrital da AF Porto. Porquê esta opção? Não teve convites dos Nacionais?
BC:  Como disse na resposta anterior, é difícil, aliás, é muito difícil a transição de júnior para sénior sem um acompanhamento. É como estares num labirinto e não saberes por onde ir. No meu último ano de júnior, no meu último treino pelo Boavista, foi comunicado que o nosso ciclo com o clube tinha chegado ao fim e que podíamos procurar outro clube. Tive convites dos Nacionais, é uma verdade que tive, nomeadamente do Pedras Rubras que nessa altura estava na II Divisão B com o Mister Chaló, do Avanca que na altura estava na III Divisão e tinha lá muitos jogadores que jogaram contra mim pelos Juniores do Beira-Mar, e do Valonguense que também estava na III Divisão. O que falhou, foi o medo de ir, o medo de arriscar. A minha vontade era jogar com os amigos, mesmo que fosse perder muito dinheiro. Sabia que a maior parte deles ia para o Candal, um clube que o Boavista tinha alguma ligação e colocava muitos jogadores nos Juniores. E assim foi, quando já estava a pensar desistir de jogar, ligaram-me do Candal. Se me arrependo de ter ido para lá? Não posso dizer que sim, porque foram anos fantásticos. Se me perguntares se hoje voltava a ter a mesma escolha, não voltava, porque se tivesse arriscado, não sei até onde podia ter ido.

CR: O Candal subiu facilmente à Divisão de Honra, e o Bruninho foi uma das figuras da equipa com doze golos marcados. Depois disso, continuou no Candal por mais dois anos. Acreditou no projecto do clube ou não teve convites mais aliciantes?
BC: Foi sem dúvida uma época fantástica, onde fiz grandes amigos, grandes amizades. Depois dessa época sim, tive vários convites para sair. Para além de acreditar no projecto do clube, sentia que estava em dívida com o Candal, um clube que me recebeu de abraços abertos, e que tudo fez para me manter nas épocas seguintes. Só guardo boas recordações do Candal.

CR: Depois de três épocas no Candal, mudou-se para o vizinho e rival Canidelo, onde jogou durante duas temporadas. Porquê esta mudança? Tinha chegado um fim de ciclo no Candal?
BC: Depois dessas três épocas fantásticas, a direção do clube mudou, e eu senti que talvez fosse o fim de um ciclo. Nessa época depois de jogar contra o Canidelo, o presidente Abílio Novais perguntou se havia alguma possibilidade de eu jogar no Canidelo na próxima época, e como confiava muito nele e sabia que era um Homem do futebol, que me podia ajudar a crescer, depois de uma conversa com ele, nem hesitei e fui para o Canidelo.

CR: Nesses dois anos em que representou o Canidelo, o clube teve bons plantéis, mas não foi além do oitavo lugar, e no ano seguinte, esteve mesmo quase a descer de divisão. O que se passou?
BC: É verdade, toda a gente esperava muito do Canidelo nesses dois anos, tinhamos, sem dúvida, dos planteis mais forte da nossa divisão, um grupo com muita qualidade e bem orientado pelo mister Amorim e mais tarde pelo mister Amarante, um Homem com H grande, e talvez uma das pessoas que mais me marcaram no futebol. Mas era um grupo jovem, um grupo ao qual faltava alguma experiência nos momentos decisivos, e acho que esse foi o principal factor para não ter feito épocas nos primeiros lugares.

CR: Do Canidelo mudou-se para o Progresso, que em 09/10 chegou a ser a revelação da Divisão de Honra. Contudo, a produção do clube cairia a pique, e o Bruninho acabaria por sair a meio da temporada. O que provocou este ‘desgaste’ e a sua posterior saída?
BC: Nesse ano em que me mudei para o Progresso, dei uma alegria enorme ao meu Avô, o meu querido Avô que jogou e treinou o Progresso vários anos. Estávamos a fazer uma época de sonho num clube com poucas condições, um clube que nem campo tinha para jogar em casa, e estávamos nos três primeiros lugares com o Sousense e Alpendorada. Entretanto começou a falhar muita coisa no clube, a nível financeiro foi pago o primeiro mês e nada mais, mas o que não falhava era o apoio dos adeptos e, por isso, foi dos clubes que mais gozo me deu em jogar. A saída de mais de metade do plantel deixou marcas. Quando saímos, o Progresso estava em terceiro lugar e precisava de nove pontos para garantir a manutenção, e acabou por descer.
CR: Completaria essa temporada no Custóias, que jogava na I Divisão, e veio-se a revelar como uma das figuras preponderantes de uma equipa que se sagrou campeã nessa mesma época. Sem olharmos ao campeonato como ele acabou, esta era mesmo a melhor opção para prosseguir a carreira?
BC: Tive mais alguns convites para sair além do Custóias, alguns de divisões superiores e outros da mesma. Mas acreditei no projecto que o mister Manuel Pinheiro me apresentou, pois era um clube em crescimento, um clube que tinha recebido muito dinheiro e que podia crescer num curto espaço de tempo. Acabei por ir para lá com o Félix, com o Pacheco e com o Carlos, todos eles ex-Progresso. E foi onde demos continuação a grande época que estávamos a fazer, conseguindo o objectivo do clube, que era a subida de divisão.

CR: Na temporada seguinte, fez mais meia-época no Custóias, tendo saído numa altura em que a equipa estava estável no campeonato. Porquê esta decisão?
BC: Mais uma vez por problemas financeiros, e nesse ano só tenho que agradecer ao mister Manuel Pinheiro por me ter deixado sair em Dezembro. Disse-lhe que tinha um projecto mais uma vez para subir de divisão, e ele abriu-me as portas.

CR: Voltou ao concelho de Vila Nova de Gaia, desta feita para o Serzedo, conquistando nova subida de divisão. Esperava um regresso a Gaia tão feliz como o que teve?
BC: Sinceramente, esperava. Esperava porque sabia da qualidade que existia no Serzedo, falava várias vezes com o Ricardinho e ele sempre me dizia que o objetivo passava claramente pela subida de divisão. E foi meia época de grande qualidade.

CR: Na temporada passada, o Bruninho continuou no Serzedo, e o clube foi uma das grandes surpresas da Divisão de Honra. Qual foi o ‘segredo’ para tão boa época?
BC: O segredo estava na qualidade, no empenho e na dedicação que todos os domingos se punha em prática. Era um grupo com muita qualidade, e dou aqui um exemplo, porque merece ser dado: o Bruno Cruz que está no Sobrado, é um senhor dentro e fora de campo, uma das pessoas mais puras com quem tive o prazer de partilhar o balneário.

CR: Esta época mudou-se para outro clube gaiense, o Oliveira do Douro. Porquê nova mudança? Quais os objectivos que o clube traçou para esta temporada? Está muito perto do segundo lugar...
BC: A mudança para o Oliveira do Douro foi fácil. É mais um projecto que acredito que tem tudo para dar certo, pois estão pessoas à frente do clube de muita confiança e que trabalham que se fartam, para que não nos falte nada. Tem sido meia época fantástica, a adaptação foi muito fácil. Dos melhores grupos de trabalho que apanhei e com um capitão de topo, Rómulo, que nos ajuda bastante e só tem boas dicas para dar aos mais novos. O que mais me marcou foi a saída do mister Heitor, pois talvez tenha faltado aquele clique, aquela 'pontinha de sorte' em alguns jogos. É um treinador jovem, mas com muita qualidade para dar, e um Homem que sabe o que quer e que defende o seu grupo até não poder mais. Os objectivos passam claramente por ficar nos sete primeiros lugares, mas estamos perto do segundo lugar, é um facto, e é ai que gostamos de andar: perto dos primeiros e pensar jogo-a-jogo.

CR: Em Oliveira do Douro, além de ser colega de Rómulo, que jogou vários anos no Gondomar e na Segunda Liga, voltou a partilhar o balneário com Isidro e Hélder Calviño, jogadores com quem se sagrou campeão Nacional de Juniores. Como foi reencontrá-los passados estes anos, embora num lugar que, certamente, estaria longe das vossas previsões?
BC: É sempre bom reencontrar amigos seja onde for, e este ano, tenho a sorte e o prazer de partilhar o mesmo balneário que eles. Tenho uma relação muita boa com o Isidro e com o Calviño, são grande amigos, e são duas pessoas fantásticas, que sabem estar e com quem sei que posso sempre contar. O Rómulo foi aquele que mais me surpreendeu pela positiva, tanto como jogador como pessoa, pois é do melhor que já vi. Com a idade que ele tem, jogar onde já jogou, e trabalhar da forma humilde e séria como ele trabalha, só merece o respeito de todos e uma grande consideração. Só tem um defeito, é ser portista. (risos)

CR: Oliveira do Douro e Candal têm uma grande rivalidade. Jogou três anos no Candal e subiu de divisão lá, mas isto não bastou para que ficasse ‘imune’ a essa rivalidade, tendo tido alguns problemas no último jogo entre as duas equipas. O que se passou ao certo?
BC: Faz parte do futebol. Sei as amizades que fiz no Candal, sei com quem posso contar, mas também sei do que algumas pessoas são capazes, por isso não fiquei nada admirado com algumas atitudes. O Candal é um clube que me vai marcar sempre pela positiva. Sem dúvida nenhuma que o Candal é um dos melhores clubes de Gaia.

CR: Tem vinte e sete anos, fez a formação toda no Boavista, foi campeão nacional, mas nunca jogou nos Nacionais. Porquê?
BC: Como disse, é certo que tive convites para jogar no Nacional, e ainda agora em Dezembro tive, mas sinto que a Divisão de Honra nada fica atrás da III Divisão Nacional, e não vou jogar num clube que não vou ter prazer e não vou evoluir, só para dizer que jogo no Nacional, isso não. Se surgir um convite que seja interessante e com um bom projecto, aí sim, não vou olhar para trás. E acredito que vai surgir, pois tenho os meus objectivos definidos, sei aquilo que quero, e não vou desistir disso.

CR: Nove anos de sénior, sete épocas e meia passadas em clubes de Gaia, quatro clubes diferentes. O que o ‘atrai’ em VN Gaia?
BC: É uma boa pergunta, isso acontece talvez por ser uma boa referência em Gaia e deixar uma boa imagem por onde passo. Quero acreditar que seja isso e é para isso que trabalho todos os dias de uma forma séria e exemplar, para que nunca tenham nada a apontar ou a dizer de mal sobre a minha pessoa.

CR: Esta temporada está como treinador dos ‘Oliveirinhas’, a escola de formação do Oliveira do Douro. Está a gostar da experiência? Já se vê como treinador principal de séniores?
BC: Estou a adorar a experiência. Sinto que é uma passagem de testemunho, mas todos os dias sinto que eu é que aprendo cada vez mais com eles. É um prazer ver a evolução deles de dia-para-dia. Sim, treinar os Seniores é um sonho que tenho. Mas para já penso jogar ainda mais uns bons anos.
Questões rápidas.
CR: Se pudesse, o que mudava na sua carreira?

BC: O medo de ir, o medo de arriscar, vou ficar sempre com isto na cabeça. E se eu tivesse arriscado?!

CR: Em Custóias, na fase final da pré-temporada de 10/11, viu Derlei, um colega de equipa, falecer de uma forma estranha. Como reagiu o grupo?
BC: Foi dos momentos mais tristes desde que jogo futebol. Foi um choque enorme para o grupo, mas todos ficámos com a lembrança do sorriso que o nosso amigo Derlei trazia com ele.

CR: Jogou doze anos no Boavista FC. Como vê a situação atual do clube, e que expectativas tem para o futuro do mesmo?
BC: O Boavista é um clube que faz falta ao futebol Português, espero que seja feita justiça e que o Boavista possa estar de volta aos grandes palcos o mais rápido possível, porque é onde merece estar.

CR: Além de, como já referi, jogar com um jogador com a experiência de Rómulo, foi colega de Jorginho e Luizão no Custóias, também eles dois jogadores habituados aos palcos profissionais. Consegue descrever estes três jogadores numa só palavra?
BC: Profissionais.

CR: Aparece numa fotografia à entrada do estádio do Candal, festejando um golo. De que forma o clube marcou a sua carreira?
BC: O Candal marcou e muito a minha história no futebol, é sem dúvida um clube pelo qual tenho muito carinho, e um clube que me vai marcar para sempre pelas amizades e pelos bons momentos que lá passei.

CR: É capaz de eleger um 11 formado por companheiros de equipa? (Actuais e/ou passados)
BC: Não é justo eleger apenas um onze, joguei com tantos bons jogadores e acima de tudo grandes homens. Mas fica aqui um onze, com mais estas opções: Ricardo, Pereira, Isidro, Óscar, Steven, Fábio Miranda, Maki, Serginho, Pacheco II, Ramalho, Paulo Figueiredo, Miguel Neves, Napoleão e Bruno Mendes.
1 - Pinheiro: Jogou comigo no Boavista, um grande amigo, um grande guarda-redes.
2 - Pacheco: Joga no Pedras Rubras, dos melhores laterais direitos com quem joguei e um grande amigo.
3 - Bruno Cruz: Joga no Sobrado, é um senhor dentro e fora do campo. Um exemplo para qualquer um.
4 - Rómulo: Joga comigo no Oliveira do Douro, é como o Vinho do Porto, quanto mais velho, melhor. Talvez o central que podia ser dez, nunca vi tanta qualidade num central. Um grande amigo e um grande Capitão.
5 -Luizão: Jogou comigo no Custóias. Muita humildade, trabalho e dedicação. Mais um bom exemplo do que é ser um grande profissional.
6 – Berto Barek: Joga no Viseu Futsal, e não podia deixar de fora o meu primo, pois foi com ele que eu aprendi a jogar futebol. É, sem dúvida, um ídolo e uma referência para mim. Trata a bola como ninguém.
7 - Ricardinho: Joga no Pedras Rubras, finalizar é com ele. Nunca vi igual. Mais um grande amigo de infância.
8 - Ricardo Félix: Jogou comigo no Boavista, e actualmente joga no Pedras Rubras. Muito forte no um-para-um, encara a defesa contrária com muita facilidade. É um prazer ver a forma como ele trabalha nos treinos e jogos.
9 – Pedro Tavares: Jogou comigo no Candal e joga no Coimbrões, um pequeno grande jogador, um pequeno grande homem. Um AMIGO.
10 - Calviño: Jogou comigo no Boavista e agora tenho o prazer de voltar a jogar com ele no Oliveira do Douro. É o melhor número dez com quem tive o prazer de jogar. Um bom amigo.
11- Hugo Figueiredo: Joga comigo no Oliveira do Douro, e não me surpreendeu. É um matador, se estás a precisar de golos, é ele que os faz. Parece fácil a forma como ele os faz, mas fica só no 'parece fácil', porque ou se nasce com esse dom ou não.

O "Conversas Redondas" agradece a Bruninho o tempo despendido para esta entrevista, bem como faz votos para que tudo lhe corra bem, tanto na vida desportiva como na vida pessoal.

Pode ver o trajecto de Bruninho, aqui.

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